quinta-feira, setembro 30, 2010

À saida do metro, a solução

Sócrates, do que é que estás à espera?
O Prezado sai sem rumo e mete-se em sítios dúbios, por vezes, onde a escumalha da sociedade habita. Mas o risco compensa. Entra em contacto e ouve conversas, por exemplo, entre ministros.
Ontem ouvi, de dois tipos de fato, que este mestre colabora com um ministro. Esse ministro teve de tomar medidas que não agradaram a muitas pessoas e por causa disso, não dormia, ficou impotente, a mulher deixou-o, ele já pensava que ninguém gostava dele. Finalmente, começou a ter pesadelos com o FMI. Ligou-o no dia a seguir. Felizmente este mestre cura complexos morais e em menos de nada esse ministro passou a dormir descansado todos os dias.

Eu só queria saber é o que é um "exame do sexo para ter força no amor".

 ( Estou de baixa, pelo menos até amanhã de manhã. Maldita gripe. )

Lounge

Ontem aterrei num lounge queque. O segundo numa semana. É obra.
O Prezado tem a mania que é um homem do mundo e que sabe estar em todo o lado, por isso é raro virar a cara a conhecer um sitio novo:
Design Hotel, o que para um designer, pouco tem de design. Não me diz nada. Jarros maiores que eu à entrada. Mais jarros estranhos a seguir. Vidros. Cadeiras que não dão jeito. Sinalética da casa de banho do tamanho de uma moeda de 2 euros. Sem música. Ou com música sofrível. No fundo, um espaço impessoal, para pessoas impessoais.
Com este género de ambiente, o gosto já passou para tolerância e a tolerância está a chegar ao mínimo. Lounges anémicos, quinze minutos, no máximo.

Vocês não têm mais nada que fazer?

Vão dormir.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Cabelo branco é saudade III



Um conselho para o pessoal mais novo.

Achei

Eu sabia que com a mudança tinha deixado de ver uma série de coisas. Encontrei. 2 meses depois.

Dica de fotografia em pretérito imperfeito

Para os amantes de fotografia mais distraídos:

Exemplo de relação parasitária.
O dia de ontem foi um dia espectacular para ir tirar umas fotos pela cidade. Um dia com uma luminosidade anormal, onde a luz foi mais clara, devido à ausência de neblina e poeira no ar. Uma nitidez que se prolongava por quilómetros. Geralmente isto acontece depois de grandes chuvas ou vento. Via-se a Caparica toda nitidamente, notavam-se alguns detalhes do cabo Espichel. Palmela.
E eu com isto tudo, o que fiz? tirei uma foto de um gajo a pescar, com um gato a aproveitar a sombra.
Genial.

Edit> estou a ver que o novo sistema de inserir imagens do Blogger elimina um feature que gostava, que era podermos ver as imagens no tamanho original depois de clicar. Bardamerda.

terça-feira, setembro 28, 2010

segunda-feira, setembro 27, 2010

Contemporâneos

Sobre musica que tanto ouço falar - este fim de semana escapei-me de mais um concerto desses - e que ouço pouca porque tenho mais que fazer do que deseducar o meu melódico ouvido, cabe-me dizer que na minha família, tirando eu que toco campainhas de porta, metade toca ou tocou um instrumento na vida. Não quero com isto dizer que são gerações sistematicamente a viver à conta da Gulbenkian, mas é só para enquandrar o que vou dizer a seguir.
A nova música portuguesa é tecnicamente romba, tosca, fatela. A execução, colada ao simplismo, é franciscana. Quase tudo parece ter passado por um filtro ZDB que valida este simplismo - não tiro o valor musical, a expressão, o humor, de algumas coisas que aparecem - como corrente estética, deixando de parte qualquer tipo de trabalho de composição profundo ou inovador. Sim, tiroliroliro, engraçado, tem piada, sigam. Mas não me digam que é espectacular.
A madame Valdez sabe do que estou a falar.

Taxismo

Fosse eu capaz de fixar nomes de ruas, já tinha a vida garantida como taxista. GPS é para maricas.

domingo, setembro 26, 2010

Blogs e vidas e afins

Sobre algo que li há bocado no Dias assim, mando ao ar mais uma teoria prezadiana, fruto de longos anos de pesquisa - ainda a decorrer - sobre o propósito de isto tudo. Isto tudo, refiro-me a existir. Respirar, andar por aqui uns anos. Isto.
Partilho que nas longas caminhadas que faço por aí, não só tiro fotografias geniais, como ainda penso nisto tudo e chego a conclusões espantosas, novos dogmas, epifanias autenticas. Ou não fossem minhas.
Enquanto na minha santa vida não tive necessidade de grandes respostas, vivi com a ideia de um Deus vigilante. Freud explica. No entanto, era ateu. Ou agnóstico, não sei bem. Era puto, não havia wiki e era preguiçoso para ir ao dicionário. Depois a vida lá me deu um toque para acordar. Voltei ao agnóstico. Passei para o espiritual. Deus passou a ser pai. Marimbei-me no espiritual. Agora sou ateu. Acho.
Agora, francamente, acho que isto não tem nada a ver com nada, em cima é o mesmo que em baixo, karma é uma tanga e isto tudo não tem regras para se jogar, por mais que queiramos. Sofia, não ligues, faz parte.

O Nazareno me rache já com um raio de cima a baixo, se isto não é verdade. Eu vou tendo sorte, ele acerta sempre ao lado.

( p.s. O papa também faz esta piada, mas dentro do papamobile, com vidros à prova de bala com 3 cm de espessura. )

sábado, setembro 25, 2010

Hipsters

Estou a desenvolver um caso galopante de aversão a hipsters. É um fenómeno ainda recente e meio marginal cá, mas eu, contaminado pelo que vejo nas interwebs todos os dias, já estou cansado. Cansado de Wayfarers-só-para-fazer-moldura, ténis sem meia, descoordenação cromática extrema, cabelos cortados na Motor, gajos de leggings, miúdas com bigode. Estou a ficar velho sim.

Nota do autor a quem tem a mania que é original: Não são, são só chatos nessa sede de afirmação.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Intervalo blogosférico

Faz manicure, a ursa. É mesmo dondoca.
O Perdido pela Cidade está a tomar alguma dimensão, e como esta cidade é um ovo, aliás o país é um ovo e acabo por tropeçar em amigos em comum só pelo blog e tropeço na irmã de uma amiga que lê o blog mas não me conhece pessoalmente mas eu conheço porque o facebook é amigo e depois vou à rua e troco-me todo e encontro a Pólo Norte, e a Pólo Norte faz-me uma oferta analógica, e ainda falo com outra blogger que não faço a mínima ideia de quem seja, mas que tem uma voz aguda e baixinha e a quem deixo, em jeito de sinal de boa fé, o seguinte factoide:

A gata, que passa o tempo - no inverno vai provar-se útil - a enroscar-se nos meus pés enquanto estou no computador, é tartaruga e é o único gato não-destrutivo aqui de casa. A partir de agora, e para preservar o anonimato dos gatos, será conhecida como Isabel Alçada.

Choveu, porra

As noites de Verão estão a acabar e é pena. Assim tenho de ir à rua de capuz, descer até à rua do nepalês, a chover, continuar até depois do Técnico e acabar a beber um café refastelado na Mexicana, onde vão as mesmas pessoas desde os anos 70. Levam os filhos e os netos, nota-se que são da casa. O nazi do chefe dos empregados continua uma besta, como sempre. Volto pelo passeio ao lado do Técnico ainda a chover. As meninas na paragem têm idade para ser minhas avós. O indiano onde elas vão já desmontou a esplanada, apesar desta não apanhar chuva, parece que já não está calor para estar na rua.

Engraçado, nunca vi tanta gente em esplanadas como em Estocolmo, à noite, com 2 graus. Somos muita caguinchas.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Para fechar o dia



Esta foi a melhor musica que encontrei na discografia disponível em todo o youtube. É incrível o trabalho a que me dedico para manter 3 leitores e meio. Obrigado e até amanhã.

Economia para totós


Cool Myspace Generators


Meio saturado de ligar a televisão e ver esta cambada - e vou usar termos de gajo indignado e simplório, não estou para gastar latim com coisas que são óbvias - que é a classe dirigente, digo dirigente de empresas, de institutos, do estado, dos privados, do que for, os que ditam orçamentos e ditam cortes, a repetidamente cortar nos pequenos gastos e nas tretas que fariam a vida de um zé qualquer mais fácil, mas a manter os luxos a que os cargos têm, dirão, como direito adquirido.
O que me chateia nisto, não é o dinheiro gasto. Até julgo que não será muito significativo, no total.
Chateia-me a nível de marketing, que está todo errado. É que mesmo que o Mercedes do director geral andasse com autocolantes da herbalife e estes luxos passassem a ter custo zero, não deixava de ser uma mordomia. E isso, nunca vai deixar de ter o aspecto que tem, aos olhos de quem não tem borlas. E enquanto andarmos nisto, vamos sempre torrar o dinheiro que não é nosso.

Eu sei que isto é conversa fácil. Mas a politica já chegou ao nível do taxismo e a culpa não foi minha.

Particularidades do prédio e de quem vive no último andar

Desde que vim para este prédio, o último andar do prédio ao lado - separa-se deste por uns míseros 2 metros, se tanto - tem estado a ser remodelado. Umas águas furtadas cheias de pinta, num prédio velho mas estado-novo, completamente novas. Pena é que não vejam a lateral do prédio como eu a vejo, com uma racha enorme mesmo junto ao telhado, do lado de fora. Com isto até podia fazer uma metáfora quasi-biblica, mas lavo daí as minhas mãos.

Aponto para o Saldanha

Esbarro no advogado do bibi, à porta de um restaurante. Tinha mesmo cara de culpado, o cabrão. Continuo até ao cinema de que não me lembro o nome, mas que tem um centro comercial que não tinha reparado. Tem, na cave, uma casa com uma sala onde se pode fumar cachimbo de água.  Não tem muita gente. Explorado este insólito, sigo até à Casal Ribeiro.
Encontro outro cinema mais à frente. É o CineBolso. A piada fácil passa por associar duas coisas: os cartazes à porta só anunciam filmes porno e há alguns homens à porta de mãos no bolsos. Tantos caminhos.
À volta, as meninas fáceis estão a entrar no Indiano do costume, onde invariavelmente chegam de taxi.
Palacete ikea-retro.
O cabrão do gato está a mastigar-me as meias.
O outro cabrão do gato está a abrir-me as gavetas.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Deixei que o perfume a desinfectante me inundasse, enquanto improvisava um garrote

Parece que a a minha companheira de casa - vou largar o "flatmate" por agora - tinha contratado uma senhora brasileira para dar um jeito na casa. Parece que a senhora já era conhecida, de confiança, e a precisar de trabalho. Já cá tinha vindo antes, abri-lhe a porta mas não chegou a entrar, tinha havido uma troca nas datas. Hoje era para ter aparecido. Parece que a senhora afinal é daquelas religiões que não permite um homem e uma mulher sozinhos em casa. Assim que percebeu que ia estar com o estripador do Saldanha  - serei eu esse facínora - sozinha em casa, do alto da sua sensualidade irresistível, de luvas de borracha amarelas e com aquele perfume irresistível a desinfectante multiusos, fugiu. Nunca mais foi vista, dizem.

terça-feira, setembro 21, 2010

Ouvi dizer

Inception

Sonhei com um sonho dentro de um sonho de um sonho. Mal acordo já me doi a cabeça.