quinta-feira, outubro 07, 2010

Este blog resiste

Uma noitada de chat e a ressaca é 200 vezes pior do que 200 copos de gold strike. A emissão segue dentro de momentos.

Ó tempo, volta para trás.

Por Lisboa, passei à minha grelha do metro favorita. Desta vez com pressa, não pude apreciar a paisagem como é de direito. O verão que lá vai, leva com ele o tempo para estar nos alvos bancos.

Ó ninfas. Ó musas. Levem daqui esta bebida maldita.
A sério. Não tá a cair bem.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Só se fosse de propósito

"Dás-me comida aos gatos, não te esqueces?"

Esquecer-me como? assim que abro a porta tropeço num ou dois.
Depois vão em matilha para a cozinha, já à espera da dose.
E se eles fossem calados, ainda podia ser. Mas não.
E se não acordar a horas ( vide noitada ) , fazem o favor de arranhar a porta, tipo Shinning.

terça-feira, outubro 05, 2010

Perdido num caminho habitual


Descendo a Rua dos Arroios, sigo para o alto da Penha de França e mantendo-me nessa cota, vou até à Graça. O caminho a descer a partir daí é que é sempre o mesmo: Passo ao pé da Feira da Ladra - hoje até é terça, mas não fui lá - desço o caminho do 28, até perto da rua dos Bacalhoeiros, passando pela Sé. Depois subo a Rua da Prata, passo à geladaria do costume e só paro na paragem de autocarro. Hoje devo ter andado distraído, porque não aconteceu nada este caminho todo. Se eu fosse um alfaiate, talvez tivesse tirado uma foto às miúdas que estavam na esplanada da Penha de França. Mas eu só tiro fotos a paredes.

Viva a República viva

Lá foi o Prezado ver um concerto único. Teve a Orquestra da GNR a provar que o dinheiro que o Vlad-o-impalador nos chupa vai para algum lado, umas bandas que não se lembraram de fazer duas coisas - ensaiar e fazer soundchecks - geralmente importantes, uns convidados porreiros, que gostei: a Lenita Gentil, a mostrar que ainda tem voz, o Vitorino, fora de tempo mas sempre smooth, e o .... B chachada, que veio provar que é mesmo uma chachada, felizmente nem lhe meteram som na viola, e a voz pouco se ouviu - mas deu para entender que canta como o dom duarte: (famoso monárquico) como quem tem asma. - , entrou 3 minutos e saiu. Assim consigo ver concertos deste gajo, madame. Depois, a fechar a noite, uma banda brasileira, que pelos visto, ensaiou, fez soundcheck e rebentou a escala em virtude dessas duas habilidades.
Um concerto onde o único português que esteve à altura é candidato à presidência, felizmente.



Isto até começou com piada e suave. Eu gostei.


Mas quando entraram estes, toda a memória do que ouvi antes, passou para a minha zona do cérebro dedicada às memórias de curto prazo, onde guardo os números de telefone de primos em 4º grau, ou o número de telefone da igreja maná de Carcavelos.



O que vale é que depois fui ali à praça do chile encher-me de bolos e pão com chouriço. Nada se perde, tudo se transforma.

segunda-feira, outubro 04, 2010

É uma chachada, mas...

Estou a ser vítima de cyber-bullying.

O cosmos cabe todo numa mercearia.

Na mercearia que tenho ali a meio da rua, invariavelmente apanho o sr. dono-da-mercearia - até lhe descobrir o nome, chama-lo-ei Vlad-o-impalador, para facilitar - à espera duma freguesa, sentado ao lado da máquina registradora. Assim que chegam para pagar, a conversa é sempre semelhante.
- Então sr. Vlad-o-impalador, já viu, há tantos anos que a gente se conhece...
- É verdade, dona Conceição. Mas olhe que já não tou cá muito tempo.
- Ah, não diga isso, sr. Vlad-o-impalador. Está rijo que nem um pêro!
- Mas tou cansado. Eu quero é ir pra terra. E quem vier atrás que feche a porta.
O sr. Vlad-o-impalador está, à vontade, há 30 anos a atender a mesma freguesia, no mesmo sitio. Nunca fez um Erasmus, nunca foi às novas oportunidades. Não aderiu a nenhum apoio ao comercio tradicional. É por isso que as conversas vão ter todas ao Sócrates, - vou chamar-lhe Vlad-o-impalador até descobrir um nome melhor - ao fim de pouco tempo.

domingo, outubro 03, 2010

Aceita-se


Perdi o meu há uns meses - ou roubaram-mo, mas acredito no perder, visto eu ter um poder de concentração muito limitado - e faz-me muita falta. Desenho, tomo notas, comando o video, envio mails, jogo, vejo youtubes na cama, e até ouço música nisto. Apesar de canhoto, nas minhas mãos, está bem entregue. E não, não faz chamadas.

Aproveitando o facto de ter 2 milhões de visitas diárias, lembrei-me de apelar ao grupo que sei ter sensibilidade artística profunda e que percebe o motivo desta colecta. Por isso, vocês os 7, já sabem.

Alka-Seltzer

É interessante quando numa jantarada memorável damos por nós a contar jantaradas memoráveis. É assim que se constroem lendas.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Dia da depressão, é?

Esqueçam o post anterior. Deixo aqui o manual do urbano-depressivo. A versão está aberta a actualizações, só porque vem da cabeça de um trintão.

Manual do urbano-depressivo para dias deprimentes serem mais deprimentes

  1. Fechem as janelas, a luz do sol é irritante. Além disso, ganham aquele tom niveo de dama-das-camélias que é apanágio dos deprimidos.
  2. Procurem andar à chuva. Aumenta as probabilidades de ficar doente. Aceitem a chuva como castigo divino por serem quem são.
  3. Pouco banho. Toda a gente sabe que aprumo ajuda a sair da fossa.
  4. Roupa preta. Cuecas incluidas.
  5. Escrevam poesias. Mas guardem-nas, podem ser usadas contra vocês mais tarde.
  6. Releiam cartas de amor antigas. Toda a gente as tem, e como o outro disse num tom mais sério que não deixa de ser verdade apesar dele próprio escrever melhor ser poeta e rabiló, elas nunca deixarão de ser ridículas.
  7. Vão a bares escuros e que vos obriguem a andar muito para chegar lá.
  8. Docs ou outros sapatos desconfortáveis. Se usaram ortopédicos quando eram putos, força. Vai-vos lembrar desses tempos que sempre quiseram esquecer.
  9. Fumem. Muito. Acendam uns nos outros, de preferência.
  10. Gajos podem usar risco nos olhos.
  11. Pensem naquela pessoa especial que não deu em nada.
  12. Aquela com que nunca resultou.
  13. Aquela que podia ter sido qualquer coisa e não foi, só porque o vizinho do 5º esquerdo era mais velho.
  14. Acima de tudo, lembrem-se todas as que ficaram entaladas.

E depois, ouçam musica à altura:



Bom fim de semana a todos.

Sexta é para relaxar.



Como já vi aí em alguns blogs, hoje é o dia europeu da depressão, por isso deixo aqui uma sequência poético-pastoril, com enquadramentos à-bairro-alto. Por feliz coincidência, também é dia da música,
por isso cantarolem qualquer coisa que gostem enquanto olham para isto.

quinta-feira, setembro 30, 2010

À saida do metro, a solução

Sócrates, do que é que estás à espera?
O Prezado sai sem rumo e mete-se em sítios dúbios, por vezes, onde a escumalha da sociedade habita. Mas o risco compensa. Entra em contacto e ouve conversas, por exemplo, entre ministros.
Ontem ouvi, de dois tipos de fato, que este mestre colabora com um ministro. Esse ministro teve de tomar medidas que não agradaram a muitas pessoas e por causa disso, não dormia, ficou impotente, a mulher deixou-o, ele já pensava que ninguém gostava dele. Finalmente, começou a ter pesadelos com o FMI. Ligou-o no dia a seguir. Felizmente este mestre cura complexos morais e em menos de nada esse ministro passou a dormir descansado todos os dias.

Eu só queria saber é o que é um "exame do sexo para ter força no amor".

 ( Estou de baixa, pelo menos até amanhã de manhã. Maldita gripe. )

Lounge

Ontem aterrei num lounge queque. O segundo numa semana. É obra.
O Prezado tem a mania que é um homem do mundo e que sabe estar em todo o lado, por isso é raro virar a cara a conhecer um sitio novo:
Design Hotel, o que para um designer, pouco tem de design. Não me diz nada. Jarros maiores que eu à entrada. Mais jarros estranhos a seguir. Vidros. Cadeiras que não dão jeito. Sinalética da casa de banho do tamanho de uma moeda de 2 euros. Sem música. Ou com música sofrível. No fundo, um espaço impessoal, para pessoas impessoais.
Com este género de ambiente, o gosto já passou para tolerância e a tolerância está a chegar ao mínimo. Lounges anémicos, quinze minutos, no máximo.

Vocês não têm mais nada que fazer?

Vão dormir.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Cabelo branco é saudade III



Um conselho para o pessoal mais novo.

Achei

Eu sabia que com a mudança tinha deixado de ver uma série de coisas. Encontrei. 2 meses depois.

Dica de fotografia em pretérito imperfeito

Para os amantes de fotografia mais distraídos:

Exemplo de relação parasitária.
O dia de ontem foi um dia espectacular para ir tirar umas fotos pela cidade. Um dia com uma luminosidade anormal, onde a luz foi mais clara, devido à ausência de neblina e poeira no ar. Uma nitidez que se prolongava por quilómetros. Geralmente isto acontece depois de grandes chuvas ou vento. Via-se a Caparica toda nitidamente, notavam-se alguns detalhes do cabo Espichel. Palmela.
E eu com isto tudo, o que fiz? tirei uma foto de um gajo a pescar, com um gato a aproveitar a sombra.
Genial.

Edit> estou a ver que o novo sistema de inserir imagens do Blogger elimina um feature que gostava, que era podermos ver as imagens no tamanho original depois de clicar. Bardamerda.

terça-feira, setembro 28, 2010

segunda-feira, setembro 27, 2010

Contemporâneos

Sobre musica que tanto ouço falar - este fim de semana escapei-me de mais um concerto desses - e que ouço pouca porque tenho mais que fazer do que deseducar o meu melódico ouvido, cabe-me dizer que na minha família, tirando eu que toco campainhas de porta, metade toca ou tocou um instrumento na vida. Não quero com isto dizer que são gerações sistematicamente a viver à conta da Gulbenkian, mas é só para enquandrar o que vou dizer a seguir.
A nova música portuguesa é tecnicamente romba, tosca, fatela. A execução, colada ao simplismo, é franciscana. Quase tudo parece ter passado por um filtro ZDB que valida este simplismo - não tiro o valor musical, a expressão, o humor, de algumas coisas que aparecem - como corrente estética, deixando de parte qualquer tipo de trabalho de composição profundo ou inovador. Sim, tiroliroliro, engraçado, tem piada, sigam. Mas não me digam que é espectacular.
A madame Valdez sabe do que estou a falar.

Taxismo

Fosse eu capaz de fixar nomes de ruas, já tinha a vida garantida como taxista. GPS é para maricas.