domingo, outubro 17, 2010

Fingerpainting

O Take us to iPod Touch não é a busca por um leitor de mp3, é a busca pela melhor plataforma portátil para fingerpainting e o mais parecido com um amigo invisivel depois dos 30. No post de lançamento falei disso por alto, agora quero mostrar o processo, que só posso fazer num Touch. Percebam como me é dificil viver sem esta máquina e como estão a privar a humanidade de ver nascer mais obras como esta com que vou explicar o processo:

Primeiro, um Touch. Ou um iPhone. Ou um iPad. Qualquer um funciona, mas há um que é melhor, pois depois de perdido, lembramo-nos que é o mais barato da gama: é o Touch.

Depois, o software. Os melhores apps são o SketchBook Mobile, o Brushes, o Layers ou o Inspire. Eu usava o Sketchbook Mobile e um dedo. Comigo funciona o indicador esquerdo. Uso-o bastante, é o meu preferido.
A interface do SketchBook é esta. Simples e com tudo o que o photoshop tem, praticamente.

Depois, desenhar. O meu processo é assim: esboço, cores gerais, detalhes. Isto muito resumido. A minha amiga Susy é a mestra nisto e explica a técnica dela - com a qual aprendi um bocado - neste tutorial.
Esboço


Cores gerais

Cores finais e detalhes

E é isto. Atenção: Isto só é possível porque o tempo que estou a desenhar isto, estou com os headphones a ouvir Stevie Wonder. Só funciona com Stevie. Tentei com Marvin Gaye e ainda saiu qualquer coisa, mas com Lionel Richie de 80's, por exemplo, já não dava nada.

Post comuna


O Prezado é de esquerda, mas detesta rótulos. Não sendo apolítico, é quase um a-anarca. É que até esse pessoal dos capuzes que parte montras de McDonalds o chateiam. Da mesma forma que não vota no Bloco nem no PC. Mas sonha com a reforma agrária. Especialmente se for dourada.

E educado por uma longa linhagem de fascistas, com muita honra. Freud explica.

A campanha Take us to iPod Touch continua. Cliquem no botão do donate para todos juntos, fazermos um mundo melhor.

Cansado

Não da night, mas do fascista com quem tive de debater horas até que ele descobriu a pólvora:

- Mas isso que estás a dizer é à comuna!
- eh, pois. Eu sou um bocado comuna em algumas coisas, se calhar é por isso.

Não é que seja. Longe disso. Mas fascismo é que não.
Eu tenho sempre a mania de tentar educar os outros, sou um chato do caralho com uma paciência infinita.

sábado, outubro 16, 2010

De uma colina à outra

Descendo daqui do Saldanha em direcção à Estefânia, lembrei-me de um caminho diferente do habitual para ir ao Martim Moniz. Segui o declive das ruas, fui parar ao Campo dos Mártires da Pátria. Continuando a descer, estou no fim de uma das colinas de Lisboa. A de Sant'Ana. Depois de passar o hospital de São José, consigo ver mais duas colinas, a de São Roque ( o Bairro Alto ) à direita, a de Santo André ( Graça e Senhora do Monte ) à esquerda. Daqui deste topo, escolho por onde descer: a rua mais bonita da zona, a Calçada de Santana - onde passo pela casa da foto, importante - , que depois de algumas travessas, me leva à Igreja de S. Domingos. Almoço multicultural no Ali Baba Kebab, ali ao lado. Prezado fica a divertir-se com a facilidade com que várias pessoas com lingua mãe diferente se entendem só com um inglês minimal.

Tendo este blog passado dos habituais 3 milhões de visitas para uns 7 milhões em 3 dias, acho impossível como ainda não cheguei à minha meta. Acredito que seja porque só 15 de vocês é que têm paypal. Mas isso resolve-se: www.paypal.com e depois donate, aqui ao lado direito.

É sabido como gosto de posts etilizados

Faço o caminho a pé. Deixei-me de metros, que não têm vista, e de autocarros, que me tremem a máquina fotográfica. Vou a pé. Pelo caminho, passo pelo grupo de queques que vão não sei para onde, pelos camones que saem do hotel e pelo pessoal que sai do teatro. Mais abaixo, passo pelo Licas. A memória visual é infalivel, mais do que a dos nomes. Este, por acaso, lembrei-me. O Licas era um daqueles rufias da preparatória. Quando todos fumavam cigarros às escondidas, o Licas fumava erva ou outra merda qualquer que não sabia distinguir na altura. Tinha chumbado tanta vez que tinha o caparro de um boi, comparado com os choninhas como eu, sempre a passar de ano, meninos ainda a tentar fazer do buço um bigode - ainda hoje não consegui, foda-se - e a não levarem tanto calduço. O maioral da escola. Estava o Licas na Avenida da Liberdade e lavar a rua, de farda retro-reflectora e mangueira. Não é karma, não. É mesmo a vida.
Depois passei pelo taxista, a olhar para o casal de lésbicas em romance, na rua, a dizer "que perda de tempo".
Bebi a minha superbock mais à frente.
Ouvi um cover de Stevie Wonder com ela, grande companhia.
Fui dançar. Sentei-me um bocado nos bancos do balcão, os das putas. E descobri que enquanto lá estou, ninguém me atende. Não servem para pedir bebidas, mas de trampolim para outro lado.
Vou.

E ajudem-me na porra do iPod. Será um grande acontecimento, o dia em que ele me vier parar às mãos. Juro. Donate. um euro. Não aceito dolares, tenham paciência.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Mais uma doação, antes de ir apanhar ar. Cá vou eu. Até amanhã.

Take us to Bairro Alto


Sim, também o levava para o bairro. Como eu sou um tipo extremamente calado e introvertido, um mono, usava-o como desbloqueador de conversas, como quando tinha 6 anos e fazia desenhos às meninas da escola para poder meter conversa com elas. Era isso ou apanhar na tromba.
Assim, subia ali a Rua da Rosa, perdia-me como sempre, porque não vale a pena fazer de conta que sei orientar-me no bairro, não sei mesmo, é impossivel, quem sabe é totó e deve ter pouco em que pensar e lá dava com as Catacumbas. É o bar de jazz onde vou conversar um bocado e desenhar. Às vezes com óptima companhia, outras vezes com amigos. Nessa altura, fazia desenhos como este aqui, inspirado no gajo na cadeira ao lado.

Querem ver mais desenhos? Ajudem a tornar um iPod uma realidade. Vão até ao botão à direita e cliquem no donate. É fácil.
Vou ali ver o debate do orçamento de estado e já venho.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Cabelo branco é saudade IV


Vou ouvindo no telejornal da uma a discussão à volta do orçamento de estado para este ano, indignando-me, respirando fundo e aceitando, enquanto me vão ao bolso.
Desde miúdo que não perco a abertura dos telejornais. Agora que posso, voltei a esse hábito: Ver telejornais, só de bucho cheio. Almoço e janto a ver telejornais. Um telejornal da TVI, por exemplo, é como um shot de GoldStrike: se cair um no estômago em jejum, estamos lixados.
Depois saí, fui ao super-mercado e a menina que era invulgarmente bonita e com uma voz delicada, sorri e pergunta-me onde é que fui buscar as natas. Infelizmente, fê-lo tratando-me por "senhor", o que me leva a ver-me como inquilino de um lar de idosos em Idanha-a-Nova num futuro próximo e a dizer duas ou três asneiras aos meus botões.
No tasco ao pé de casa, bebem-se imperiais de seguida.

Gostam de posts com piada? não percam muito tempo por aqui.
Vão até ao botão à direita.

E lá estava

O cabrão do gato dentro da gaveta dos boxers, a lixar-me a roupa toda, deitado em cima de tudo e eu só a ouvir o gajo a afiar as unhas na roupa, sem perceber onde ele estava encafuado. Cabrão!

Take us all

A Maria tem sentido de humor - temos todos, óptimo - e já veio cá desejar-me sorte. O mínimo que posso fazer é oferecer-lhe um gato daqui - o mais pequeno, que é meio incontinente e tem umas unhas fodidas quando me trepa para as pernas, quando estou a jantar - como torcionário para acelerar a ida a Bruges. Mas antes disso, já sabem: iPod. Não se percam.

Almoço

Lisboa é bonita, mesmo só à hora de almoço. Vão até ao Chiado, passem à Brasileira, desçam para o lado do rio, passem ao Cais do Sodré, espreitem o rio. Enquanto há sol.

De volta a casa, dou com um email avisando-me da primeira doação no Take us to iPod Touch, ali no botão à direita. O marcador foi inaugurado. À benemérita, bem haja. Agora, é continuar, porque há causas que valem a pena.

Take us, é oficial.

A campanha está lançada e conto com vocês e os vossos links, comentários e ajuda:
Lancei ali ao lado a conta de apoio ao Take us to iPod Touch, o meu instrumento de trabalho mais importante desde que larguei o Spectrum. Fazer chamadas? não. iPhone é uma treta. iPod Touch é o iPhone menos a parte má e cara. Faz o que eu sempre quis.
A campanha poderá fazer lembrar uma outra, uma take us to Bruges, mas qualquer semelhança é propositada, obviamente. Eu também preciso de ajuda, como muita gente.
O PPC é o que é à conta de muito post no iPod Touch; o saudoso Arrumadinho, - aqui lembrado pelo meu vizinho das microondas - tem aquele header , trabalho meu de fingerpainting, criado num iPod Touch; este desenho aqui ao lado é feito num iPod Touch e se não for o iPod, não tenho remédio senão fazer contacto visual com toda a gente enquanto vou no autocarro. Tempo útil em que podia estar a ouvir Stevie Wonder e a desenhar o retrato da dona Marta.
Por tudo isto: Barra à direita, mais abaixo, campanha Take us to iPod Touch, botão donate. Façam o que entenderem. Eu agradeço.

No meio disto, descobri que a inspiração para o meu logo "take us" foi trabalho de uma amiga minha, designer, à qual agradeço não me retirar todos os proveitos da campanha num moroso processo de direitos de autor.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Vão a Bruges, sim. Mas antes....


"Quem não chora, não mama." - Steve Jobs, C.E.O. da Apple, inc.

O Prezado é totó. Perdeu o iPod Touch que tanto amava. E desde aí, o desgosto assola-lhe os dias. Como já vendeu todo o conteúdo da sua casa para levar alguém a Vila Nova de Famalicão e mesmo assim ainda ficou a dever, o Prezado vai lançar a campanha Take us to iPod Touch ( eu e... o meu ouvido esquerdo e o meu ouvido direito, já são 3 ) . Pensem nisto como mecenato em favor de um artista multifacetado. É uma ferramenta de trabalho, um amigo, um estilo de vida. Toda a ajuda é preciosa. Dicas sobre como chegar lá aceitam-se : On parle français, prezadoprezado@gmail.com.

Um dia cheio

Encontrei a minha sobrinha, para um café. A miuda está enorme, mas com o percentil descalibrado. Está meia cabeçuda. Mas pronto, não deixa de ter piada.
A conversa com a mãe da sobrinha já fazia falta.
Descobri que estou "com bom ar". O que, dado não apanhar muito ar e o pouco ar que a casa tem estar infestado de gato, é um dado muito optimista.
Voltei a casa, descobrindo mais uns recantos de Lisboa pelo caminho. Uma villa, ali ao pé do Campo dos Mártires da Pátria.
Voltei a sair, para actualizar o meu vocabulário sérvio. Muita conversa, uns copos de cerveja quente e uns álbuns de 80's mal mastigados por uma aparelhagem manhosa, vamos para um tasco comer feveras e batatas fritas a pingar oleo.
Conheço a celebridade do dia. Falamos de saxofones, Hot Club e como sentir a música no corpo todo.
Despedidas. Temporárias.
Encontro o taxista belfo que me explica que já não indica casas de putas a ninguém se não tiver uma comissão decente.
Finalmente, sou recebido apoteoticamente pelos gatos.
A vida é bela.

terça-feira, outubro 12, 2010

Basicamente e para acordar



I don't ask, for much these days
And I don't bitch, and whine, if I don't get my way


Acordar. Pegar no telemóvel. Ir ao computador. Ver e-mail. Ver facebook. Ver blog. Ver blogs linkados ao blog. Abrir janela. Abrir porta. Gatos aos pulos.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Junto à tempestade

Hoje não estou muito inspirado para isto, não andei assim tanto. Deixo aqui a metáfora do dia, género RFM "já agora vale a pena pensar nisto", encontrada na rua do jardim do arco do cego:

Catterpillar amarelo com o auto-rádio a passar Alicia Keys, bem alto.

sábado, outubro 09, 2010

Feira da Ladra


Hoje fui por um caminho mais tortuoso, aproveitando o sol. Em vez de apanhar o topo da Penha de França, fui descendo a Almirante Reis, até onde sei que a carteira está a salvo. Porque tenho de subir para a esquerda da Almirante Reis evitando uma zona do Intendente que não me inspira. Atravessei o Mercado do Forno do Tijolo, subi até à zona da Senhora do Monte, onde apanho esta vista.


Passo pelos prédios antigos da zona, que apesar de terem só 3 andares, parecem montanhas.


Atravesso a Graça já a chover e desço para a feira. Com a chuva, forram-se as bancas de plásticos, as que têm toldo servem de abrigo a todos. Os que não têm plásticos marimbam-se. A quantidade de coisas que apanham chuva faz-nos saber que aparelhagens, violas, banjos, acordeons, relógios e telefones comprados na feira serão bons apenas para bibelot. A chuva ia e voltava. Os vizinhos de banca comentavam-na, sabiamente, como só velhos podem comentar:
- Já viu, esta chuva? Não dá jeito nenhum.
- Só água... Eu gosto é vinho. Vinho e cona.

A sabedoria dos mais velhos é comovente na sua simplicidade.

Manhã cedo

O Sol chama-me e a Feira da Ladra espera-me. Foto-reportagem mais logo.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Processos cognitivos avançados I


Os gatos são particularmente inteligentes, é sabido. São capazes de raciocínios complexos, deduções, aritmética simples e alguns conhecimentos de fisica-quimica. Uma das provas disso mesmo, que pretendo defender hoje, assenta no facto comprovado de que o gato mais pequeno gosta de porno. Sim.
Facto: Estava eu a ver um youporn - sexo heterossexual, um casal, posições variadas - quando percebo que não sou o único elemento a tomar atenção ao filme. O gato, a meu lado, encontrava-se igualmente especado a olhar. Não estava de cotovelos em cima da mesa como eu, mas estava estático. E pelo movimento dos olhos, estava claramente a processar a informação que recebia. Deixei de olhar para o filme e passei a olhar para o gato e a tomar notas. vimos juntos alguns filmes, só para confirmar a descoberta. Sim, ele percebia o que se estava a passar.
Mais: concluo que os gatos mais velhos, são igualmente inteligentes, mas simplesmente já não ligam a porno.

Poderei ainda fazer algum ensaio com BDSM, FF, MFF, FMM, 2girsl1cup, acho que só vai validar os resultados já conseguidos. Ainda assim, arrisco.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Atentados


Tenho a mania de mostrar coisas que gosto, em Lisboa. Agora deixo aqui o que acho que é o prédio mais feio da cidade. Diz-se que o Camões esteve em calabouços mais bonitos.

A luz da escada

É sabido que ando sempre de máquina fotográfica. Fosse eu purista como era há uns anos e diria que isto nem é fotografia, porque não tenho controlo sobre quase nada nas fotos que tiro. F's à balda. ISOs sempre no mínimo, não páro para focar nada. É só disparar 30 fotos por dia, umas 2 ou 3 serão boas.
Os vizinhos é que devem estranhar que eu demore tanto tempo a descer e subir a escada. Mas a luz na escada é genial e tenho de a aproveitar.

Já está.



Já acordei.

Este blog resiste

Uma noitada de chat e a ressaca é 200 vezes pior do que 200 copos de gold strike. A emissão segue dentro de momentos.

Ó tempo, volta para trás.

Por Lisboa, passei à minha grelha do metro favorita. Desta vez com pressa, não pude apreciar a paisagem como é de direito. O verão que lá vai, leva com ele o tempo para estar nos alvos bancos.

Ó ninfas. Ó musas. Levem daqui esta bebida maldita.
A sério. Não tá a cair bem.

quarta-feira, outubro 06, 2010

Só se fosse de propósito

"Dás-me comida aos gatos, não te esqueces?"

Esquecer-me como? assim que abro a porta tropeço num ou dois.
Depois vão em matilha para a cozinha, já à espera da dose.
E se eles fossem calados, ainda podia ser. Mas não.
E se não acordar a horas ( vide noitada ) , fazem o favor de arranhar a porta, tipo Shinning.

terça-feira, outubro 05, 2010

Perdido num caminho habitual


Descendo a Rua dos Arroios, sigo para o alto da Penha de França e mantendo-me nessa cota, vou até à Graça. O caminho a descer a partir daí é que é sempre o mesmo: Passo ao pé da Feira da Ladra - hoje até é terça, mas não fui lá - desço o caminho do 28, até perto da rua dos Bacalhoeiros, passando pela Sé. Depois subo a Rua da Prata, passo à geladaria do costume e só paro na paragem de autocarro. Hoje devo ter andado distraído, porque não aconteceu nada este caminho todo. Se eu fosse um alfaiate, talvez tivesse tirado uma foto às miúdas que estavam na esplanada da Penha de França. Mas eu só tiro fotos a paredes.

Viva a República viva

Lá foi o Prezado ver um concerto único. Teve a Orquestra da GNR a provar que o dinheiro que o Vlad-o-impalador nos chupa vai para algum lado, umas bandas que não se lembraram de fazer duas coisas - ensaiar e fazer soundchecks - geralmente importantes, uns convidados porreiros, que gostei: a Lenita Gentil, a mostrar que ainda tem voz, o Vitorino, fora de tempo mas sempre smooth, e o .... B chachada, que veio provar que é mesmo uma chachada, felizmente nem lhe meteram som na viola, e a voz pouco se ouviu - mas deu para entender que canta como o dom duarte: (famoso monárquico) como quem tem asma. - , entrou 3 minutos e saiu. Assim consigo ver concertos deste gajo, madame. Depois, a fechar a noite, uma banda brasileira, que pelos visto, ensaiou, fez soundcheck e rebentou a escala em virtude dessas duas habilidades.
Um concerto onde o único português que esteve à altura é candidato à presidência, felizmente.



Isto até começou com piada e suave. Eu gostei.


Mas quando entraram estes, toda a memória do que ouvi antes, passou para a minha zona do cérebro dedicada às memórias de curto prazo, onde guardo os números de telefone de primos em 4º grau, ou o número de telefone da igreja maná de Carcavelos.



O que vale é que depois fui ali à praça do chile encher-me de bolos e pão com chouriço. Nada se perde, tudo se transforma.

segunda-feira, outubro 04, 2010

É uma chachada, mas...

Estou a ser vítima de cyber-bullying.

O cosmos cabe todo numa mercearia.

Na mercearia que tenho ali a meio da rua, invariavelmente apanho o sr. dono-da-mercearia - até lhe descobrir o nome, chama-lo-ei Vlad-o-impalador, para facilitar - à espera duma freguesa, sentado ao lado da máquina registradora. Assim que chegam para pagar, a conversa é sempre semelhante.
- Então sr. Vlad-o-impalador, já viu, há tantos anos que a gente se conhece...
- É verdade, dona Conceição. Mas olhe que já não tou cá muito tempo.
- Ah, não diga isso, sr. Vlad-o-impalador. Está rijo que nem um pêro!
- Mas tou cansado. Eu quero é ir pra terra. E quem vier atrás que feche a porta.
O sr. Vlad-o-impalador está, à vontade, há 30 anos a atender a mesma freguesia, no mesmo sitio. Nunca fez um Erasmus, nunca foi às novas oportunidades. Não aderiu a nenhum apoio ao comercio tradicional. É por isso que as conversas vão ter todas ao Sócrates, - vou chamar-lhe Vlad-o-impalador até descobrir um nome melhor - ao fim de pouco tempo.

domingo, outubro 03, 2010

Aceita-se


Perdi o meu há uns meses - ou roubaram-mo, mas acredito no perder, visto eu ter um poder de concentração muito limitado - e faz-me muita falta. Desenho, tomo notas, comando o video, envio mails, jogo, vejo youtubes na cama, e até ouço música nisto. Apesar de canhoto, nas minhas mãos, está bem entregue. E não, não faz chamadas.

Aproveitando o facto de ter 2 milhões de visitas diárias, lembrei-me de apelar ao grupo que sei ter sensibilidade artística profunda e que percebe o motivo desta colecta. Por isso, vocês os 7, já sabem.

Alka-Seltzer

É interessante quando numa jantarada memorável damos por nós a contar jantaradas memoráveis. É assim que se constroem lendas.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Dia da depressão, é?

Esqueçam o post anterior. Deixo aqui o manual do urbano-depressivo. A versão está aberta a actualizações, só porque vem da cabeça de um trintão.

Manual do urbano-depressivo para dias deprimentes serem mais deprimentes

  1. Fechem as janelas, a luz do sol é irritante. Além disso, ganham aquele tom niveo de dama-das-camélias que é apanágio dos deprimidos.
  2. Procurem andar à chuva. Aumenta as probabilidades de ficar doente. Aceitem a chuva como castigo divino por serem quem são.
  3. Pouco banho. Toda a gente sabe que aprumo ajuda a sair da fossa.
  4. Roupa preta. Cuecas incluidas.
  5. Escrevam poesias. Mas guardem-nas, podem ser usadas contra vocês mais tarde.
  6. Releiam cartas de amor antigas. Toda a gente as tem, e como o outro disse num tom mais sério que não deixa de ser verdade apesar dele próprio escrever melhor ser poeta e rabiló, elas nunca deixarão de ser ridículas.
  7. Vão a bares escuros e que vos obriguem a andar muito para chegar lá.
  8. Docs ou outros sapatos desconfortáveis. Se usaram ortopédicos quando eram putos, força. Vai-vos lembrar desses tempos que sempre quiseram esquecer.
  9. Fumem. Muito. Acendam uns nos outros, de preferência.
  10. Gajos podem usar risco nos olhos.
  11. Pensem naquela pessoa especial que não deu em nada.
  12. Aquela com que nunca resultou.
  13. Aquela que podia ter sido qualquer coisa e não foi, só porque o vizinho do 5º esquerdo era mais velho.
  14. Acima de tudo, lembrem-se todas as que ficaram entaladas.

E depois, ouçam musica à altura:



Bom fim de semana a todos.

Sexta é para relaxar.



Como já vi aí em alguns blogs, hoje é o dia europeu da depressão, por isso deixo aqui uma sequência poético-pastoril, com enquadramentos à-bairro-alto. Por feliz coincidência, também é dia da música,
por isso cantarolem qualquer coisa que gostem enquanto olham para isto.

quinta-feira, setembro 30, 2010

À saida do metro, a solução

Sócrates, do que é que estás à espera?
O Prezado sai sem rumo e mete-se em sítios dúbios, por vezes, onde a escumalha da sociedade habita. Mas o risco compensa. Entra em contacto e ouve conversas, por exemplo, entre ministros.
Ontem ouvi, de dois tipos de fato, que este mestre colabora com um ministro. Esse ministro teve de tomar medidas que não agradaram a muitas pessoas e por causa disso, não dormia, ficou impotente, a mulher deixou-o, ele já pensava que ninguém gostava dele. Finalmente, começou a ter pesadelos com o FMI. Ligou-o no dia a seguir. Felizmente este mestre cura complexos morais e em menos de nada esse ministro passou a dormir descansado todos os dias.

Eu só queria saber é o que é um "exame do sexo para ter força no amor".

 ( Estou de baixa, pelo menos até amanhã de manhã. Maldita gripe. )

Lounge

Ontem aterrei num lounge queque. O segundo numa semana. É obra.
O Prezado tem a mania que é um homem do mundo e que sabe estar em todo o lado, por isso é raro virar a cara a conhecer um sitio novo:
Design Hotel, o que para um designer, pouco tem de design. Não me diz nada. Jarros maiores que eu à entrada. Mais jarros estranhos a seguir. Vidros. Cadeiras que não dão jeito. Sinalética da casa de banho do tamanho de uma moeda de 2 euros. Sem música. Ou com música sofrível. No fundo, um espaço impessoal, para pessoas impessoais.
Com este género de ambiente, o gosto já passou para tolerância e a tolerância está a chegar ao mínimo. Lounges anémicos, quinze minutos, no máximo.

Vocês não têm mais nada que fazer?

Vão dormir.

quarta-feira, setembro 29, 2010

Cabelo branco é saudade III



Um conselho para o pessoal mais novo.

Achei

Eu sabia que com a mudança tinha deixado de ver uma série de coisas. Encontrei. 2 meses depois.

Dica de fotografia em pretérito imperfeito

Para os amantes de fotografia mais distraídos:

Exemplo de relação parasitária.
O dia de ontem foi um dia espectacular para ir tirar umas fotos pela cidade. Um dia com uma luminosidade anormal, onde a luz foi mais clara, devido à ausência de neblina e poeira no ar. Uma nitidez que se prolongava por quilómetros. Geralmente isto acontece depois de grandes chuvas ou vento. Via-se a Caparica toda nitidamente, notavam-se alguns detalhes do cabo Espichel. Palmela.
E eu com isto tudo, o que fiz? tirei uma foto de um gajo a pescar, com um gato a aproveitar a sombra.
Genial.

Edit> estou a ver que o novo sistema de inserir imagens do Blogger elimina um feature que gostava, que era podermos ver as imagens no tamanho original depois de clicar. Bardamerda.

terça-feira, setembro 28, 2010

segunda-feira, setembro 27, 2010

Contemporâneos

Sobre musica que tanto ouço falar - este fim de semana escapei-me de mais um concerto desses - e que ouço pouca porque tenho mais que fazer do que deseducar o meu melódico ouvido, cabe-me dizer que na minha família, tirando eu que toco campainhas de porta, metade toca ou tocou um instrumento na vida. Não quero com isto dizer que são gerações sistematicamente a viver à conta da Gulbenkian, mas é só para enquandrar o que vou dizer a seguir.
A nova música portuguesa é tecnicamente romba, tosca, fatela. A execução, colada ao simplismo, é franciscana. Quase tudo parece ter passado por um filtro ZDB que valida este simplismo - não tiro o valor musical, a expressão, o humor, de algumas coisas que aparecem - como corrente estética, deixando de parte qualquer tipo de trabalho de composição profundo ou inovador. Sim, tiroliroliro, engraçado, tem piada, sigam. Mas não me digam que é espectacular.
A madame Valdez sabe do que estou a falar.

Taxismo

Fosse eu capaz de fixar nomes de ruas, já tinha a vida garantida como taxista. GPS é para maricas.

domingo, setembro 26, 2010

Blogs e vidas e afins

Sobre algo que li há bocado no Dias assim, mando ao ar mais uma teoria prezadiana, fruto de longos anos de pesquisa - ainda a decorrer - sobre o propósito de isto tudo. Isto tudo, refiro-me a existir. Respirar, andar por aqui uns anos. Isto.
Partilho que nas longas caminhadas que faço por aí, não só tiro fotografias geniais, como ainda penso nisto tudo e chego a conclusões espantosas, novos dogmas, epifanias autenticas. Ou não fossem minhas.
Enquanto na minha santa vida não tive necessidade de grandes respostas, vivi com a ideia de um Deus vigilante. Freud explica. No entanto, era ateu. Ou agnóstico, não sei bem. Era puto, não havia wiki e era preguiçoso para ir ao dicionário. Depois a vida lá me deu um toque para acordar. Voltei ao agnóstico. Passei para o espiritual. Deus passou a ser pai. Marimbei-me no espiritual. Agora sou ateu. Acho.
Agora, francamente, acho que isto não tem nada a ver com nada, em cima é o mesmo que em baixo, karma é uma tanga e isto tudo não tem regras para se jogar, por mais que queiramos. Sofia, não ligues, faz parte.

O Nazareno me rache já com um raio de cima a baixo, se isto não é verdade. Eu vou tendo sorte, ele acerta sempre ao lado.

( p.s. O papa também faz esta piada, mas dentro do papamobile, com vidros à prova de bala com 3 cm de espessura. )

sábado, setembro 25, 2010

Hipsters

Estou a desenvolver um caso galopante de aversão a hipsters. É um fenómeno ainda recente e meio marginal cá, mas eu, contaminado pelo que vejo nas interwebs todos os dias, já estou cansado. Cansado de Wayfarers-só-para-fazer-moldura, ténis sem meia, descoordenação cromática extrema, cabelos cortados na Motor, gajos de leggings, miúdas com bigode. Estou a ficar velho sim.

Nota do autor a quem tem a mania que é original: Não são, são só chatos nessa sede de afirmação.

sexta-feira, setembro 24, 2010

Intervalo blogosférico

Faz manicure, a ursa. É mesmo dondoca.
O Perdido pela Cidade está a tomar alguma dimensão, e como esta cidade é um ovo, aliás o país é um ovo e acabo por tropeçar em amigos em comum só pelo blog e tropeço na irmã de uma amiga que lê o blog mas não me conhece pessoalmente mas eu conheço porque o facebook é amigo e depois vou à rua e troco-me todo e encontro a Pólo Norte, e a Pólo Norte faz-me uma oferta analógica, e ainda falo com outra blogger que não faço a mínima ideia de quem seja, mas que tem uma voz aguda e baixinha e a quem deixo, em jeito de sinal de boa fé, o seguinte factoide:

A gata, que passa o tempo - no inverno vai provar-se útil - a enroscar-se nos meus pés enquanto estou no computador, é tartaruga e é o único gato não-destrutivo aqui de casa. A partir de agora, e para preservar o anonimato dos gatos, será conhecida como Isabel Alçada.

Choveu, porra

As noites de Verão estão a acabar e é pena. Assim tenho de ir à rua de capuz, descer até à rua do nepalês, a chover, continuar até depois do Técnico e acabar a beber um café refastelado na Mexicana, onde vão as mesmas pessoas desde os anos 70. Levam os filhos e os netos, nota-se que são da casa. O nazi do chefe dos empregados continua uma besta, como sempre. Volto pelo passeio ao lado do Técnico ainda a chover. As meninas na paragem têm idade para ser minhas avós. O indiano onde elas vão já desmontou a esplanada, apesar desta não apanhar chuva, parece que já não está calor para estar na rua.

Engraçado, nunca vi tanta gente em esplanadas como em Estocolmo, à noite, com 2 graus. Somos muita caguinchas.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Para fechar o dia



Esta foi a melhor musica que encontrei na discografia disponível em todo o youtube. É incrível o trabalho a que me dedico para manter 3 leitores e meio. Obrigado e até amanhã.

Economia para totós


Cool Myspace Generators


Meio saturado de ligar a televisão e ver esta cambada - e vou usar termos de gajo indignado e simplório, não estou para gastar latim com coisas que são óbvias - que é a classe dirigente, digo dirigente de empresas, de institutos, do estado, dos privados, do que for, os que ditam orçamentos e ditam cortes, a repetidamente cortar nos pequenos gastos e nas tretas que fariam a vida de um zé qualquer mais fácil, mas a manter os luxos a que os cargos têm, dirão, como direito adquirido.
O que me chateia nisto, não é o dinheiro gasto. Até julgo que não será muito significativo, no total.
Chateia-me a nível de marketing, que está todo errado. É que mesmo que o Mercedes do director geral andasse com autocolantes da herbalife e estes luxos passassem a ter custo zero, não deixava de ser uma mordomia. E isso, nunca vai deixar de ter o aspecto que tem, aos olhos de quem não tem borlas. E enquanto andarmos nisto, vamos sempre torrar o dinheiro que não é nosso.

Eu sei que isto é conversa fácil. Mas a politica já chegou ao nível do taxismo e a culpa não foi minha.

Particularidades do prédio e de quem vive no último andar

Desde que vim para este prédio, o último andar do prédio ao lado - separa-se deste por uns míseros 2 metros, se tanto - tem estado a ser remodelado. Umas águas furtadas cheias de pinta, num prédio velho mas estado-novo, completamente novas. Pena é que não vejam a lateral do prédio como eu a vejo, com uma racha enorme mesmo junto ao telhado, do lado de fora. Com isto até podia fazer uma metáfora quasi-biblica, mas lavo daí as minhas mãos.

Aponto para o Saldanha

Esbarro no advogado do bibi, à porta de um restaurante. Tinha mesmo cara de culpado, o cabrão. Continuo até ao cinema de que não me lembro o nome, mas que tem um centro comercial que não tinha reparado. Tem, na cave, uma casa com uma sala onde se pode fumar cachimbo de água.  Não tem muita gente. Explorado este insólito, sigo até à Casal Ribeiro.
Encontro outro cinema mais à frente. É o CineBolso. A piada fácil passa por associar duas coisas: os cartazes à porta só anunciam filmes porno e há alguns homens à porta de mãos no bolsos. Tantos caminhos.
À volta, as meninas fáceis estão a entrar no Indiano do costume, onde invariavelmente chegam de taxi.
Palacete ikea-retro.
O cabrão do gato está a mastigar-me as meias.
O outro cabrão do gato está a abrir-me as gavetas.

quarta-feira, setembro 22, 2010

Deixei que o perfume a desinfectante me inundasse, enquanto improvisava um garrote

Parece que a a minha companheira de casa - vou largar o "flatmate" por agora - tinha contratado uma senhora brasileira para dar um jeito na casa. Parece que a senhora já era conhecida, de confiança, e a precisar de trabalho. Já cá tinha vindo antes, abri-lhe a porta mas não chegou a entrar, tinha havido uma troca nas datas. Hoje era para ter aparecido. Parece que a senhora afinal é daquelas religiões que não permite um homem e uma mulher sozinhos em casa. Assim que percebeu que ia estar com o estripador do Saldanha  - serei eu esse facínora - sozinha em casa, do alto da sua sensualidade irresistível, de luvas de borracha amarelas e com aquele perfume irresistível a desinfectante multiusos, fugiu. Nunca mais foi vista, dizem.

terça-feira, setembro 21, 2010

Ouvi dizer

Inception

Sonhei com um sonho dentro de um sonho de um sonho. Mal acordo já me doi a cabeça.

domingo, setembro 19, 2010

E agora vou ali ao Derby e já venho

Ah pois, posso ver bola. Mas tem de ter tremoço, imperial e bifana.

Edit> Só teve imperial, e um longo debate sobre aspectos socio-culturais do jogo e das pessoas que assistiam ao mesmo.

Noite de debate

Ontem os copos foram animados com uma discussão importante: a selecção de elementos do sexo oposto. Sendo que somos sempre a 2ª escolha de alguém, como chegamos a esta escolha, frente às inúmeras imperfeições do outro? conclusões da noite: Aparentemente, nós escolhemos por eliminação, as mulheres por permissão - explico isto mais a fundo se for preciso. Mas, sabemos, nisto das escolhas, as mulheres é que fazem tudo, tendo ainda tempo e habilidade para trabalhar a ilusão de que no fundo, nós estamos a escolher alguma coisa. Um favor que nos fazem, para nos sentirmos uns campeões. Género recompensa-pelo-esforço. Por isso, fiquei na mesma. Ainda não é desta que há uma teoria geral unificada. Se calhar o Capitão saberá.

sábado, setembro 18, 2010

Filme do mês:

The Lives of others, IMDB aqui
Das Leben der Anderen
, no original, exercicio interpretativo voeuristico passado numa RDA Orwelliana, acompanha a transição de Homem e país, numa lenta progressão de carácter humanizante, segundo uma linearidade temporal perfeitamente síncrona entre os elementos principais da narrativa. A imprevisibilidade de um processo que se adivinharia  -  ironica e negativamente, fruto de referências demasiado imediatas  -
kafkiano, é a surpresa da história, um ponto de viragem cujo eixo, a falibilidade - leia-se humanização de um estado absolutista - torna, como diria Hegel atempadamente, tudo isto num filme porreiro.

Gostei muito deste filme. Está no meu top 10 de sempre. O resto é conversa.

Eu que até acho que sou um liberal

Apesar de achar que entro em qualquer lado, havia ali um bar do Cais do Sodré que nunca tinha ido ( até há mais, mas apenas por achar que são mais do mesmo, variantes mais pequenas ou mais espelhadas do que o Oslo ou o Copenhaga ), até hoje.
Bar americano. Porque o que a entrada escura deixava ver, era sempre pessoal indiferenciado. Pessoal indiferenciado, preconceito meu, não tenho paciência. Mas o Bar Americano, se tirarem os acessórios que atraem o pessoal indiferenciado - a máquina de vender amendoins, o alvo e as setas, o mahjong em touch-screen e as televisões com Europe - , até é um espaço com um estilo brutal. Tirem é aquele pessoal.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Já estive fora de Lisboa

Mas já foi há tanto tempo que preciso de confirmação factual.

Eu faço humor com animais

Ultimamente, a bicharada aqui de casa tem-me feito a vida difícil. Mas pronto, são gatos. Não são obrigados a simplificar-me a vida. Mas, também não tenho de simplificar a deles.
Entre gostar de gatos e ser catlover, vai um mundo de distância.
Um lover é como um fanboy, mas para todo o tipo de ser que acredite infinitamente amoroso: Gatos, cães, golfinhos, focas, anjos. É igual, escolham.
Um bom exemplo ( isto é um mercado do catano, é só ganhar dinheiro ) desta postura será um dos ultimos seguidores deste blog, a quem farei esta publicidade gratuita, só para demonstração do que é ser um lover.
Vou limitar-me a citar o autor e comentar sardonicamente o que o próprio diz. Cito:


Tobias, 93 anos.
"Compare: vamos pedir para nossa avozinha pular do telhado de uma casa e imagine o estrago, agora peça isso todos os dias várias vezes ao seu animalzinho. O resultado é bastante previsível, e é isso o que acontece.
Petrampa - Onde não dói mais a patinha"


Vamos por partes, agora.
O produto chama-se pé-trampa.
E não sei como vou viver com a culpa de ter chamado o Piruças, ( cão, claro. um gato velho faz o mesmo que um novo, nunca vem ) e ele vir encher a cama de pêlo apesar da espondilose, e não ter uma escada-para-cães-idosos para o poder fazer comodamente.
É bom ( ou não ) gostar de animais, mas só até à sanidade.

quarta-feira, setembro 15, 2010

Rewind nocturno

Lembrei-me de uma frase que gostava de enunciar. Há muito tempo, parece-me: "Nunca sei como os meus dias acabam."
Neste momento, sei perfeitamente. Saio do computador, enxoto o gato que teima em ronronar-me os pés, máquina de ultra-sons anti-joanate, apago a televisão da sala, volto ao computador, pergunto a alguém ou escolho o filme que vou deixar a meio com sono, vou à cozinha e encho a garrafa de água a olhar para o Cristo-rei.
Volto ao quarto e enxoto o gato da cama grisalha de tanto pêlo e vejo o filme atascado em almofadas.

terça-feira, setembro 14, 2010

Update ao visual

Um pequeno ajuste. Acho que é desta.

(do) Humor

Tenho um acordo invisível com um amigo meu, há anos. Em conversas acabamos sempre a discutir blogs, textos, escrita, criatividade e pelo meio, cumprimos o objectivo do acordo: encontrar a piada mais negra do momento, de preferência com figuras unanimemente populares.
Não é para todos,  - lembro-me de alguém que se encolhia quando ouvia umas piadas ocasionais com Jesus temendo justiça divina - porque não é fácil. São muitos anos a desenvolver técnicas ninja de discurso. Chegando a este acordo, não temo represálias, karma, desaprovações, nem esgares de nojo, tenho a liberdade de dizer a maior barbaridade possível.
O humor - negro, o que aqui falo - é por cá, tão mal representado. Não tem uma cara, uma referência. Temos bastante de mau gosto, jabardo, mas não temos um gajo que dite uma piada de cancro como deve ser. Anedotas há muitas, mas isso é uma bomba que só é da responsabilidade de quem a lança, o autor é anónimo, e a piada é capaz até de passar mais tempo em copy paste entre chats do que dita em voz alta. É fraco.
Restam-me as referência de lá de fora: O Louis CK, algum material do Eddie Izzard, o Carlin, o Southpark, o Nighty Night, o Little Britain. Por cá, sinto falta de uma alma que fizesse humor com as nossas referências culturais e desbravasse caminho. Deixo alguns tópicos possíveis, à laia de wishlist e sem ordem de preferência, e que convido a colaborarem com mais itens importantes ( não haverá censura sobre qualquer elemento sugerido, claro):

B Chachada. MEC. Fátima Lopes ( as duas ). Rui de Carvalho. Catarina Furtado . Parentes. António Feio. Outra banda que não os Delfins. Cancro. Fátima. Morte. Carlos do Carmo. Jesus [ o do benfica, o outro nao, respeitinho é bonito e o Jesus gosta ( o do Benfica )]. Carlos Paião. D. Duarte.

domingo, setembro 12, 2010

Ficando por casa

Ficando por casa, o computador está sempre ligado e pelo intervalo da televisão, do sofá e dos cabrões dos gatos a sacarem-me a roupa das gavetas, vou vendo blogs sobre tudo, ou quase. Há bocado encontrei este:

Via YMFY

Ainda numa de moda e tal

O Prezado gosta de ver as fotos perfeitas deste site, que fazem qualquer coisa simples parecer um item espantoso.

night out

Se um dia usar uma coisa destas, então estarei acabado para o mundo. Haja paciência, anda tudo formatado.

Dia de praia

É nesta altura que me lembro que era simpático ter carta e pelo menos, um triciclo dos ciganos.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Lisboa dos neons

 Os neons mais luminosos são os das farmácias, negócio bem mais rentável e dado a monopólios que os bares de alterne do Cais do Sodré.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Sobre a casa pia e a entrega do acordão, cabe-me dizer:

Quando ouvi as noticias sobre o atraso da entrega do acordão aos advogados de defesa do condenados, entrega adiada várias vezes, justificada por um "erro informático", percebi logo que o problema da Justiça em Portugal é o problema de Portugal: Mau hardware, que nos fode naqueles momentos em que é mesmo preciso.

- Senhora doutora Juiza, é a impressora! Estava a imprimir o acordão, mas são 400 páginas, vezes 7 arguidos, ainda fui à Staples comprar mais tinteiros - tá aqui o recibo, vou entregar à Madalena da contabilidade até à hora de almoço - mas depois ela encravou, enquanto estava a preparar o print a seguir, Senhora doutora Juiza.
- Despache isso, homem. Meta no Draft, é só letras, a preto e branco, é mais rápido.
- Senhora doutora Juiza, mas já está. E ainda só vai na 3ª cópia, passei cá a noite e os jornalistas já aí estão, Senhora doutora Juiza.
- Olhe, despache-me isso. Resolva-me o problema, é para isso que está cá.
- Senhora doutora Juiza, é o computador, já crashou 5 vezes. Pumba, Senhora doutora Juiza, agora foi a sexta.
- Olhe, Gonçalves, vamos passar isto para 4ª feira, tá bom para si?


Só um designer compreende.

quarta-feira, setembro 08, 2010

É escolher


Eu cá gosto de ver as 1as e as 4as.

Conselhos da NASA

A NASA, sabendo como é estar isolado em condições extremas, decidiu ajudar, enviando um conjunto de conselhos para os que ainda resistem a tão duras provações. O heroismo demonstrado pelos sobreviventes tocou-os, dizem, levando-os a compilar a seguinte lista:

1. Desliguem a televisão. O contacto com o mundo exterior só é positivo se mostrarem imagens das Canárias, Benelux, Mónaco, Canadá ou Xan-gri-lá. As imagens locais são nocivas, vincamos, nocivas. Nunca tomem o Prós e Contras como sendo um "espaço de debate". 

2. O espaço no porão de carga que temos é precioso. Já vos ajudámos antes, mas aconselhamos a resolverem as coisas de modo mais terra-a-terra. Por votos, por exemplo. Um Alberto João Jardim, um Isaltino, um Sócrates, um Valentim, ocupam espaço precioso que pode ser ocupado por um satélite experimental para estudarmos assuntos importantes.

3. Tentem acelerar a Justiça, aí. Processos como o da Casa Pia? nós demoramos menos tempo a meter um robot em Marte.

4. Telefonem à Autoridade da concorrência e perguntem como é dos preços da gasolina -  desde a Apolo 11 usamos uma mistura especial que é mais barata que o vosso gasóleo agricola - , telemoveis e acessos à net.

5. Não taxem tanto os serviços, não cobrem tanto I.V.A.. É imoral cobrar tanto quando se está assim isolado.

6. Não aproveitem todo o entulho só para fazer rotundas, tentem inovar.

7.
Tentem sair mais vezes.

Boa sorte nisso, over and out.

terça-feira, setembro 07, 2010

Micro-Teaser


Podia dizer que isto era um passatempo, uma adivinha, um concurso. Mas é mesmo só preguiça. Não estou para fazer um post tão cedo. É isso e comer o pequeno almoço, assim de madrugada não me cai bem. Fica assim a foto, à laia de teaser, deixando no ar muitas perguntas:

- Assaltaste a casa de alguém para tirar esta foto?
- Aquilo ali à frente é uma rua?
- Porque é que a rua é de sentido proibido, se é pedonal? ( esta é lixada )


Isto vai deixar toda a gente cheia de curiosidade, ansiedade, psoríase. E vão voltar e voltar e voltar aqui ao tasco, até eu revelar que sítio é este. Este método usa-se para vender pastilhas elásticas, também.
Estão à vontade para linkar para aqui ou enviar o link para os vossos amigos todos. Se o fizerem e eles gostarem, é um viral. Se não gostarem, é spam.

p.s. O efeito de teaser perde-se quando temos algum comentador com a mania que é saliente ou cientista nucelar e acerta à primeira.

segunda-feira, setembro 06, 2010

De volta a casa, pelo fresco da manhã

Saio à noite e a chegar a casa, invariavelmente, estou capaz de comer 2 bitoques e um soufle de camarão. Mas o mais próximo de um restaurante que um português pode encontrar  a esta hora é uma padaria aberta às tantas e encher-se de bolos e pão com chouriço.
Partilha-se como se tivéssemos a dar a morada de um dealer. Poucos as conhecem, e usam-nas como santuário, onde se encontra todo o tipo de personagem de Lisboa.
Descobri que aqui ao pé, na Defensor de Chaves, tenho uma dessas padarias. E também vende vinho, esclareceu-me logo o padeiro.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Lisboa: detalhes

ex-votos ao pé do Campo das Cebolas. Esta foto lembra-me uma história, já antiga. Real, claro.
Portas bizarras por todo o lado
Modernismo para os lados da Graça
despachados em Alfama.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Micro-Tour 2: Lavra

já passaram 0.65€ de viagem.
Vamos andar mais, hoje. Peguem no carro ou no metro, estacionem o mais próximo possível da Rua das Portas de Santo Antão, lado Norte. Lá para baixo podem ver o Coliseu, a ginginha, a tabacaria Magina, a outra ginginha, a Solmar, o Atheneu e a Casa do Alentejo. Mas isso já são locais para outras Micro-Tours. Desta vez vamos até ao Elevador do Lavra. Como não têm passe, vão pagar 1.40€ para subir 200 metros. Sentem-se, apreciem a vista do elevador parado durante 15 minutos - virados para o Largo da Anunciada, com o Solar dos Presuntos à vossa esquerda - e preparem-se para uma escalada que demora 4 minutos. Já lá em cima, podem subir a escada do cais de embarque, tirar a fotografia turística a partir do meio do cais, fazem o loop e voltam a entrar na porta oposta do eletrico. Mais 1.40€, 15 minutos de espera e 4 minutos de viagem depois, estarão prontos a voltar a casa. Um dia em cheio.