segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Retornado
Regressado a casa depois de palmilhar a cidade em que poeticamente se perde, resta agora a profundidade artística da roupa por estender, tarefa essa que, com o adiantado da hora, a rapidez, esmero e graciosidade empregue, se assemelha a atirar milho aos pombos. Caguei.
sábado, fevereiro 05, 2011
Deslarguem-me
Fui cortar o cabelo. Como é hábito, fui a um cabeleiro ( barbearias é demasiado arriscado para mim, dado não ter a noção mínima de como está o campeonato. Só sei que o Porto levou na pá um dia destes ). Entrei num daqueles salões do centro de Lisboa, pessoal com todos os dentes da frente, mais piercings que eu, mais tatuagens que a Ana Malhoa.
Como é habitual, lá se vai lavar a cabeça antes do corte, e novamente lá vem um gajo lavar-me a cabeça e mete-se com as putas das massagens - isto é algo que já devem ter reparado ou que podem confirmar com toda a gente que vá a um cabeleiro a armar ao pingarelho - ao couro cabeludo e fico sempre com esta certeza infeliz:
Porra nunca uma mulher me agarrou a cabeça assim na vida, foda-se. Não devia não devia gostar assim de ter um gajo a esfregar-me a nuca, mas estes gajos sabem, porra.
Está provado pandemicamente que ficamos apreensivos com isto, em conversas de café confessamos entredentes que gostámos, abertamente nunca mas partilham ah porra a minha mulher não me faz massagens assim mas o Caló tem umas mãos de fada não vejo a hora de ter outra vez o cabelo com meio centímetro a mais.
Como é habitual, lá se vai lavar a cabeça antes do corte, e novamente lá vem um gajo lavar-me a cabeça e mete-se com as putas das massagens - isto é algo que já devem ter reparado ou que podem confirmar com toda a gente que vá a um cabeleiro a armar ao pingarelho - ao couro cabeludo e fico sempre com esta certeza infeliz:
Porra nunca uma mulher me agarrou a cabeça assim na vida, foda-se. Não devia não devia gostar assim de ter um gajo a esfregar-me a nuca, mas estes gajos sabem, porra.
Está provado pandemicamente que ficamos apreensivos com isto, em conversas de café confessamos entredentes que gostámos, abertamente nunca mas partilham ah porra a minha mulher não me faz massagens assim mas o Caló tem umas mãos de fada não vejo a hora de ter outra vez o cabelo com meio centímetro a mais.
Na vida real

Cidade abaixo, fui à Feira da Ladra. Por travessas fui aproveitando o sol, a pé. A feira estava cheia. Muito cheia. Cada vez mais gente diferente, mais turistas, mais novos. Mais compras.
Ouço as conversas do costume. O pessoal estranho à feira afronta os vendedores. Ir para ali bem vestido e regatear não se faz. É como regatear um preço com notas de 50 nas mãos.
- esta camisa tem um buraco.
- Quer novo? isto não é um centro comercial. Quer novo, vá lá.
Tudo Tudo se vende na feira. E se digo que se vende, não é porque alguém estendeu algo num pano no chão e espere comer alguém por otário ( quem comprar uma aparelhagem sem a ligar à corrente, não é otário, é um amante de retro e de bricolage ). Vende-se mais imprestável, partida ou datada peça. É porque há comprador para tudo. Tudo, insisto.

Senão o Sérgio não traria o retrato do miúdo, que filho da mãe de míudo, achou que o spray do irmão mais velho que é da torcida verde o faria mais bonito. Está à venda.
Na banca ao lado, vendem molduras. A dona da casa morreu, por isso não se há-de importar que lhe vendam as molduras muitas, todas com retratos seus. Não os alinharam em ordem cronológica porque não a olharam nos olhos, mas a cada um podiam somar-se 10 anos de vida. Preto e branco, preto e branco, kodachrome.
O cigano mais novo gozava com a pronúncia dos ciganos mais velhos. O cabo-verdiano comprava roupa para a mulher. Os freaks da rasta compravam bolsas amarelas de cintura. O pessoal que não tem net sim ainda existem e são muitos muitos, compra dvd's piratas e cassetes VHS antigas com porno. Sim, gasta-se dinheiro em porno antigo. A mulher continua e continuará a ser peluda, os 80's não passaram. Modernices, talvez um dia mais tarde.
Os camones, de máquina fotográfica à antiga, tiram fotos à quinquilharia mais bizarra e comentam sobre quem poderia comprar tal coisa.
As menina coquetes entram nas duas únicas lojas que vêem, as dos crafts maricas. A tias, nos antiquários do mercado. Na zona mais baixa da feira, a mais pobre - sim dentro da pobreza há castas - vendem-se produtos de super-mercado. Tipo pasta de dentes. Champô. Sabonete. Preservativos de marcas obscuras. Sim, há quem os compre. Mais cima, também ao sol, borracha ainda mais seca, barbatanas às dezenas, fatos de mergulhador, botijas. Pauzinhos dos Epás. Dragonas. Lingerie. Muita.Vendem-se serviços de chá.
- Quanto é isto?
- é 30. - à careta da mulher, a vendedora emenda - é 30, olhe que isso é porcelana.
- não sei...
- É porcelana, não é ... - e fica por dizer que material de segunda seria esse.
Para os vendedores, os materiais na feira da ladra são sempre nobres, sim. Todos os faqueiros são inox, tudo o que é travessa é casquinha, tudo o que é casquinha é prata, tudo o que é louça é porcelana. Todos os pratos são Cavalinho, tudo o que é Cavalinho é bom. Se for muito-antigo, melhor. O importante é encontrar o preço que faça alguém querer tudo o que já não queremos connosco. E há sempre quem queira.
Que encobrisses a maldade
O Camané é a banda sonora para a rua até à Feira da Ladra. Atentai na letra.
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
E ao sexto dia ( que é o quinto ) .
Ele não descansou. Antes pelo contrário. Provando ao patronato que isso do cansaço é relativo, Prezado e outras centenas, mesmo milhares de assalariados, bloggers, profissionais liberais, escravos do eufemismo e outros da mesma lavra, rumam mais logo em direcção ao Bairro, às docas - mas isso é só queques - , ao Cais do Sodré, ao Rato, à Graça, o Castelo, à Ribeira, a Santos, a Belém, ao Saldanha, à Baixa, a Alfama, a Santa Apolónia, à Expo, a Alcantara, unidos numa única causa.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A espessura interessa
Experiência prática: Peguem em pão sem côdea de pacote ( daquela marca "labrego", por exemplo ) , várias fatias, 3, 4, e tentem fazer uma tosta mista. Queijo, fiambre, afins.
Já está? O que estão a ver neste momento é um transmutador molecular a funcionar. Esperem 3 minutos. Abram e perguntem-me com cara de espanto "ó Prezado onde foi parar o pão, que só ficou aqui uma massa quente com meio dedo de espessura?". Pois não sei. Teoria das cordas? universo paralelo? Fada dos dentes? A ciência pasma.
Já está? O que estão a ver neste momento é um transmutador molecular a funcionar. Esperem 3 minutos. Abram e perguntem-me com cara de espanto "ó Prezado onde foi parar o pão, que só ficou aqui uma massa quente com meio dedo de espessura?". Pois não sei. Teoria das cordas? universo paralelo? Fada dos dentes? A ciência pasma.
Sociologia de supermercado
Viver no centro de Lisboa é ter de optar por mini-mercados com campanhas más. Sendo que as campanhas na tv não me convencem de nada, já que são más que doi - tanto a do supermercado do jingle-nuclear e a do supermercado das animações no-budget - resta-me o empirismo.
No super que diz venha-cá 30 vezes, as regras do marketings estão aplicadas: os legumes mais sensaborões estão à altura dos olhos, os prazos de validade prestes a esgotar têm datas mais antigas, os produtos de primeira necessidade estão no corredor de quem entra. Gosto. Porreiro. Mas, os empregados não sorriem, não dizem venha-cá, a comida a peso não tem aquele ar de postal suiço perfeito, parece ter sido passada debaixo - Ó Lambert - de uma escarificadora.
O outro super, os dos preços piriri, piriri, piriri, respeita menos regras, é mais pequeno, a Gestalt não passou por ali, porventura a esfregona também não e tenho alguma dificuldade com rótulos em castelhano. Nunca gostei de comer viernes dali, o bacon às tirinhas a 1.99 é o ponto alto da charcutaria, não gramo das punhetas do bacalhau de lá, que nunca lhe dei confiança nem sinal que curto disso palhaço larga. O pão é do cacete mas duro e os legumes mais manhosos estão dentro das caixas. dica: não liguem aos do chão ( parecem em conta, mas no fim não rende ) .
Um dia destes debruço-me sobre mercearias de bairro.
No super que diz venha-cá 30 vezes, as regras do marketings estão aplicadas: os legumes mais sensaborões estão à altura dos olhos, os prazos de validade prestes a esgotar têm datas mais antigas, os produtos de primeira necessidade estão no corredor de quem entra. Gosto. Porreiro. Mas, os empregados não sorriem, não dizem venha-cá, a comida a peso não tem aquele ar de postal suiço perfeito, parece ter sido passada debaixo - Ó Lambert - de uma escarificadora.
O outro super, os dos preços piriri, piriri, piriri, respeita menos regras, é mais pequeno, a Gestalt não passou por ali, porventura a esfregona também não e tenho alguma dificuldade com rótulos em castelhano. Nunca gostei de comer viernes dali, o bacon às tirinhas a 1.99 é o ponto alto da charcutaria, não gramo das punhetas do bacalhau de lá, que nunca lhe dei confiança nem sinal que curto disso palhaço larga. O pão é do cacete mas duro e os legumes mais manhosos estão dentro das caixas. dica: não liguem aos do chão ( parecem em conta, mas no fim não rende ) .
Um dia destes debruço-me sobre mercearias de bairro.
segunda-feira, janeiro 31, 2011
Nova rubrica
Sou um menino. Querem acreditar que nunca vi um filme porno no cinema? É mesmo verdade. Também nunca degolei um porco, nem desci a Serra da Estrela de bicicleta ( embora tenha dias em que acordo mesmo com a pica para degolar um porco na pirisca. ). Mas posso resolver o problema inicial rapidamente:
É que tenho o CineBolso aqui ao pé. O CineBolso, nunca lá entrei para ver se é pequeno que cabe num bolso ou é o bolso que é pequeno para bilhar ou se é pequeno e e por isso tiram o que não cabe para fora ou não sei mesmo o que é certo é que aquilo tem muitos gajos à porta pronto.
Agora resta-me escolher que filme irei ver. Não digam "ó Prezado é tudo a mesma merda, por favor, deixa-te de armar em parvo e diz logo que és um bimbo tarado mas invulgarmente brilhante", porque escolher um filme porno é complicado. Por isso, conto com a vossa ajuda. O desta semana é este:

Acham que sim? Eu cá acho que gosto de filmes com interjeições por trás. Aquela pontuação é que me deixa meio confuso.
É que tenho o CineBolso aqui ao pé. O CineBolso, nunca lá entrei para ver se é pequeno que cabe num bolso ou é o bolso que é pequeno para bilhar ou se é pequeno e e por isso tiram o que não cabe para fora ou não sei mesmo o que é certo é que aquilo tem muitos gajos à porta pronto.
Agora resta-me escolher que filme irei ver. Não digam "ó Prezado é tudo a mesma merda, por favor, deixa-te de armar em parvo e diz logo que és um bimbo tarado mas invulgarmente brilhante", porque escolher um filme porno é complicado. Por isso, conto com a vossa ajuda. O desta semana é este:
Acham que sim? Eu cá acho que gosto de filmes com interjeições por trás. Aquela pontuação é que me deixa meio confuso.
domingo, janeiro 30, 2011
sábado, janeiro 29, 2011
Da noite faz-se dia
Copos. Encontro no Bairro. Mais copos. Conversas sobre Londres, crime e castigo. Descer ao Cais do Sodré. Loja de artigos de pesca remodelada. Rapalas, Shakespeares e Shimanos. Enlatados de todos os tipos. Assentos de garrafas de coca cola. Conversas de gajos. Conversas de gajas. Copos. Jamaica. Mesma música de sempre. Dançar. Encontrar colega de trabalho. Copos. Encontrar ex-colegas de trabalho. Dançar. Sair. Copenhaga. Dançar. Conversa. Dançar. Sair. Dia. Sol porra. Porrada à porta do Copenhaga. Telefonar ao 112. Fica um bêbado k.o. no meio da rua. Autocarro em slalom. Evitar o preto gigante. Falar com a polícia. Amigo a discutir com a polícia. O agente Silva ameaça uma manhã na esquadra. Gajo inconsciente surge, amparado por um tipo 10% menos bêbado que ele. Cabeça feita num bolo. Agente Silva acalma-se. Procurar um taxi. Taxista explica a verdade sobre a vida de caixeiro viajante. Taxista revela ter 3 divórcios no currículo. Casa. Gatos. Guronsan. Cama.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Ver no verso
Tenho a certeza ( chegando lá, obviamente ) que vou andar em tudo quanto é sarau de poesia em lares de 3ª idade. Sempre que é preciso, os versos sucedem-se a bom ritmo, seguros e fatelos como manda a lei. O avô Prezado vai ser daqueles velhotes chatos como o raio que os parta que assim que lhes dão atenção ditam logo uma rima tosca.
- O avô Prezado tem muito jeito, olhe lá... Ele faz versos em menos de nada, veja. Ó avô Prezado faça lá uns versos praqui pra gente ver.
- Ele está a demorar.
- É a medicação... Sabe lá a minha vida, desde que reelegeram o clone do Cavaco que ele tem de tomar calmantes 2 vezes por dia.
- "se fossem na quinta
pata mamar, era mesmo à maneira
eu ficava aqui a rir-me e
a apalpar uma enfermeira"
- É um maroto o Sr. Prezado, sempre o mesmo.
- Tem jeito, o velhote.
- Tirando isto, só diz merda. Dizem que é assim desde 2007.
- O avô Prezado tem muito jeito, olhe lá... Ele faz versos em menos de nada, veja. Ó avô Prezado faça lá uns versos praqui pra gente ver.
- Ele está a demorar.
- É a medicação... Sabe lá a minha vida, desde que reelegeram o clone do Cavaco que ele tem de tomar calmantes 2 vezes por dia.
- "se fossem na quinta
pata mamar, era mesmo à maneira
eu ficava aqui a rir-me e
a apalpar uma enfermeira"
- É um maroto o Sr. Prezado, sempre o mesmo.
- Tem jeito, o velhote.
- Tirando isto, só diz merda. Dizem que é assim desde 2007.
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Mau gosto não se discute e lucros também não
É assim: toda a gente com tamanho de testa superior a um dedo já não pode com a porra do jingle daquele supermercado que toda a gente conhece, mas o que é certo é que rende. Depois de hoje ter visto mais uma revisão da letra, agora em versão Portalegre, deixo aqui isto, podem trautear com a mesma melodia.
Vão encher-se de moscas
cliente burro e azeiteiro
o jingle é sempre o mesmo
de Janeiro a Janeiro
Todas soam sempre ao mesmo,
tratam-no como atrasadinho.
A mesma porra de musica?
Estaladões no focinho
( bis )
Nhó nhó nhó nhó venha cá!
Ninguém merece.
Vão encher-se de moscas
cliente burro e azeiteiro
o jingle é sempre o mesmo
de Janeiro a Janeiro
Todas soam sempre ao mesmo,
tratam-no como atrasadinho.
A mesma porra de musica?
Estaladões no focinho
( bis )
Nhó nhó nhó nhó venha cá!
Ninguém merece.
A trote e a granel
Lá se passou mais um dia, depois chego aqui cansado e penso, bolas são 7 milhões de pessoas à espera, tenho de escrever qualquer coisa inteligente e penso porra não é hoje que vais conseguir, andas há 5 anos nisto e nunca deu, ainda perdes o controlo, dizes alguma coisa com nexo ou com jeito e depois querem mais e não consegues e depois como é, viver frustrado, à espera que a qualquer momento digam "ó Prezado, faz lá mais posts daqueles, pá!" e eu a mirrar de medo, e eles "mostrei ao meu puto mais novo e ele curtiu bué" e eu porra, cabrões dos intelectuais e mais o elitismo sempre a perseguir-me e eles continuam "podias escrever letras para a Índia Malhoa, meu." e eu pois, pois, não leio Deleuze, não sei o que queres porra.
Vou é dormir.
Vou é dormir.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
É simples:
terça-feira, janeiro 25, 2011
Anatomia
O Prezado tem essencialmente os orgãos que normalmente fazem falta, os que podemos encontrar por aí, vulgares, - até qualquer jogador de futebol tem destes - que não fazem grande coisa, cumprem. Nunca chegarão a campeonatos de espécie alguma. E se tentei.
Tenho porém 3 anomalias reconhecidas ( Se souberem mais enviem mail ). Entre a aorta e a outra veia que nunca me lembro o nome ( só a topo quando vou de manga à cava ), tenho duas veias extra: a veia de comuna e a veia de anarca. São veias espessas como mangueiras, da grossura de uma jiboia alimentada a milupa desde pequena, rijas como cornos. São responsáveis pelo meu estado de saúde actual e pela minha votação nestas eleições.
Tenho porém 3 anomalias reconhecidas ( Se souberem mais enviem mail ). Entre a aorta e a outra veia que nunca me lembro o nome ( só a topo quando vou de manga à cava ), tenho duas veias extra: a veia de comuna e a veia de anarca. São veias espessas como mangueiras, da grossura de uma jiboia alimentada a milupa desde pequena, rijas como cornos. São responsáveis pelo meu estado de saúde actual e pela minha votação nestas eleições.
Ali para o Rato
Aconselho o tasco encafuado no beco que dá para umas garagens, entre a defunta Fernandes e uma pastelaria decente que não me lembro o nome, mas que tem um relógio bonito lá dentro. A melhor parte do tasco é não ter uma única janela, o que mantém o cheiro a fritos original. Imaginem, quando saem estão a levar convosco o mesmo cheiro que levaram Rasputine, Napoleão, Washington, o Zé do Telhado.
E por favor, respeitem os profissionais do tasco como o Prezado: nunca digam "xina pá nunca vou conseguir comer uma dose deste tamanho.".
E por favor, respeitem os profissionais do tasco como o Prezado: nunca digam "xina pá nunca vou conseguir comer uma dose deste tamanho.".
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Ainda sobre votar em branco, não votar e afins

Deixo aqui um pequeno desafio. É uma abstracção, um caso hipotético. Suponhamos que as eleições de ontem se realizavam numa linha temporal paralela, onde haveria forma de - por meio de aparelhos eléctricos sofisticados - resolver o problema dos votantes terem de sair de casa, terem problemas com o cartão de cidadão, terem frio ou calor ou feriados ou pontes ou domingos.
Este aparelho que aqui mostro faria do momento do voto um momento de ponderação, entre a família, pois estaria instalado um em cada lar. Peço que face aos resultados desta eleições, imaginem que tinham já um aparelho destes e pensem o que fariam.
Sim, falo do tempo
Este fim de semana reparei que, caso o frio seja uma constante da vida, o português vive em foda-se constante. Saio para a rua e a cada golpada de vento nas orelhas foda-se. Quando está este frio, o português deixa de ter tema de conversa e limita-se ao foda-se-que-frio. Sou eu, são as pessoas no metro, no autocarro, na igreja, na padaria, na secção de congelados do pingo doce, no trabalho, na assembleia.
E o Cavaco foda-se.
E o Cavaco foda-se.
domingo, janeiro 23, 2011
Dado o cansaço
Ofereço ressacas diluídas com PDI. Parece que a idade não me está a perdoar e o que seria motivo para um curto descanso, é agora convite para uma baixa médica com repouso total durante 3 dias. Quando o fim de semana tem 2, pois.
sexta-feira, janeiro 21, 2011
Fuso de Kyoto
Ultimamente isto tem andado difícil. Não há tempo, os unicos passeios a pé são os do trabalho para casa e já não tenho muito mais acrobacias para fazer. As paralelas estão esgotadas, as perpendiculares também, os becos descobertos, tudo esgotado. Um caminho de 15 minutos já me levou 45, já não há nada para ver. Concluindo:
S. Sebastião da Pedreira - todas as ruas vistas.
Saldanha - todas as ruas vistas.
Arroios - todas as ruas vistas.
Mas se me perguntarem "onde é a Almirante Reis?" não sei responder, a memória de peixinho não dá.
S. Sebastião da Pedreira - todas as ruas vistas.
Saldanha - todas as ruas vistas.
Arroios - todas as ruas vistas.
Mas se me perguntarem "onde é a Almirante Reis?" não sei responder, a memória de peixinho não dá.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Sobre gatos
Encontrei um blog que espelha os meus sentimentos com os gatos.
Aqui também se sofre com gatos. Atenção: nível formal bastante vulgar, fartei-me de rir com tanto asneiredo, foda-se.
Aqui também se sofre com gatos. Atenção: nível formal bastante vulgar, fartei-me de rir com tanto asneiredo, foda-se.
Hecatombe II
Hecatombe é eu escrever ecatombe e ninguém me insultar ou avisar. Não repitam, está combinado? Tenho uma ética a defender. Agora vão lá. Fiquem com esta:
Que é o som do Prezado a descer a calçada de Santana, tropeçar nos gatos da Amália a ver os preços do bitoque nos tascos, desviar-me dos locais de passo rápido até ao Martim Moniz.
Que é o som do Prezado a descer a calçada de Santana, tropeçar nos gatos da Amália a ver os preços do bitoque nos tascos, desviar-me dos locais de passo rápido até ao Martim Moniz.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Hecatombe quinhentista passarola voadora cisão do átomo radar
Quando eu pensava que ia ter descanso, depois de um dia de trabalho infernal, dá-se o Apocalipse. O firmamento treme, o Tempo engole o Espaço, dimensões cruzam-se, golfinhos batem de cabeça nos psichés azuis a realidade expande é maior ontem 37 graus organelo algoritmo batata tudo colapsa 3 amperes Alpha é Omega Omega é Alpha perante o nome da filha da Floribela:
Leyonce Viiktórya
Andam há anos com aceleradores de partículas a tentar fazer isto e a Luciana Abreu conseguiu só com uma combinação de letras!
Eu já volto aos meus temas intelectualmente fascinantes, claro. Mas isto é tão foda-se-alguém-me-acerte-com-um-objecto-contundente-num-olho que tenho de comentar.
Eu esperava uma fusão - tinha sido prometida - dos couve flor nomes dos pais. Mas esperava que o critério fosse "ok, vale tudo menos regras ortográficas do planeta Melmac, sim amor?". Não. Errei.
Já me dói a cabeça, tenho de ir para o abrigo, os raios gama estão a queimar demasiado e já não aguento muito mais tempo. Capitão Haddock, desligue o rádio que está vento.
Pessoal das barracas, inspirem-se.
Leyonce Viiktórya
Andam há anos com aceleradores de partículas a tentar fazer isto e a Luciana Abreu conseguiu só com uma combinação de letras!
Eu já volto aos meus temas intelectualmente fascinantes, claro. Mas isto é tão foda-se-alguém-me-acerte-com-um-objecto-contundente-num-olho que tenho de comentar.
Eu esperava uma fusão - tinha sido prometida - dos couve flor nomes dos pais. Mas esperava que o critério fosse "ok, vale tudo menos regras ortográficas do planeta Melmac, sim amor?". Não. Errei.
Já me dói a cabeça, tenho de ir para o abrigo, os raios gama estão a queimar demasiado e já não aguento muito mais tempo. Capitão Haddock, desligue o rádio que está vento.
Pessoal das barracas, inspirem-se.
Cedo começa o dia
E pela primeira vez, o gato percebeu que não é mais teimoso que eu.
...Vou chegar ao trabalho cansado.
...Vou chegar ao trabalho cansado.
terça-feira, janeiro 18, 2011
Está aberto

Aceitam-se dicas, reclamações e acima de tudo, receitas para encher o meu depauperado ego. Em troca, o balcão de atendimento público do PPC indicar-vos-á soluções práticas para cozinha, o sentido da vida, como votar no próximo Domingo, aspectos teóricos sobre a aparente sexualização da educação e asneiras caídas em desuso. O livro de reclamações não é amarelo, mas vermelho. Pessoal do Bloco...
Contactar o PPC nunca foi tão fácil: reclamacoesinjustaseignobeislongedemim@gmail.com
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Sem balanço mas com alguma inércia
Infelizmente trabalhei no fim de semana. Estafado e incompreendido, restou ao Prezado sair directo do trabalho para um taxi e afogar as mágoas num prato de massas italianas à beira-rio regado com imperial em copo de 3, na companhia de amigos. Acompanhou um assobio de uma preta no metro. Ao sair, esta trocou o assobio por uma morna espantosa, cantada com alma. As dezenas de pessoas que a ouviam aplaudiram o recital na escada da estação do Chiado. Seguiu.
Prezado viu bares vazios, embarcou no drunk-texting, sem resultados. Até agora, teme pela vida de uma leitora do blog. Se está a ler isto, queira dar sinal de vida, reagirei com discrição.
À vinda, apanhou um taxista que o amaldiçoou por pedir para ir para o Saldanha - não sabia como chegar lá -, brindando-o com uns mimos dos mais ricos da língua portuguesa. Em casa, desenvolveu o gosto por deitar fora contas do pingo doce e encontrar trocos nos casacos de Verão. Crashou num jantar da menina do trombone e apanhou o gato mais pequeno a lamber uma sobremesa.
Prezado é designer, foto-olissipógrafo, vive com 3 gatos e uma mulher com tpm constante.
Prezado viu bares vazios, embarcou no drunk-texting, sem resultados. Até agora, teme pela vida de uma leitora do blog. Se está a ler isto, queira dar sinal de vida, reagirei com discrição.
À vinda, apanhou um taxista que o amaldiçoou por pedir para ir para o Saldanha - não sabia como chegar lá -, brindando-o com uns mimos dos mais ricos da língua portuguesa. Em casa, desenvolveu o gosto por deitar fora contas do pingo doce e encontrar trocos nos casacos de Verão. Crashou num jantar da menina do trombone e apanhou o gato mais pequeno a lamber uma sobremesa.
Prezado é designer, foto-olissipógrafo, vive com 3 gatos e uma mulher com tpm constante.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Divago enquanto estou atrasado
Estava agora a tomar banho, depois de ter expulso o gato 4 vezes de seguida da gaveta das meias, pensado como seria tão menos produtivo para este blog se eu me metesse a inventar histórias. A ficção é complicada. É preciso ser contido. Quando lembro "a realidade supera a ficção", não é um cliché manhoso ( dito porque surgiu um episódio na vida que nos faz lembrar uma cena de um filme ou de uma novela) , mas um castigo: não é a realidade que é inverosímil, nós é que nos agitamos com pouco.
Ou eu não vivesse com uma miúda que planta postes para os gatos arranharem em cada divisão da casa.
Ou eu não vivesse com uma miúda que planta postes para os gatos arranharem em cada divisão da casa.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Mantra
"Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti"
ou como quem diz:
"lá lá lá lá se soubesses o que tenho para fazer hoje até te passavas podes crer até parece que é fácil mas não é porque já não durmo decentemente há uma semana pelo menos e mesmo não gostando de dormir podes crer que faz falta lá lá lá lá."
ou como quem diz:
"lá lá lá lá se soubesses o que tenho para fazer hoje até te passavas podes crer até parece que é fácil mas não é porque já não durmo decentemente há uma semana pelo menos e mesmo não gostando de dormir podes crer que faz falta lá lá lá lá."
Sobre assassínios em NY
Cabe-me dizer que eu visse a minha vida a andar à ré, também me passava.
Eu disse andar-à-ré? Queria dizer a andar pra trás.
Eu disse andar-à-ré? Queria dizer a andar pra trás.
sábado, janeiro 08, 2011
Sábado é dia e noite
Dia de falhar a Feira da Ladra porque com a idade vem o gozo da ronha - diferente do gozo do sono - e de ver filmes na cama.
Depois é dia de ir para a esplanada ficar uma tarde a gozar o sol. Com a mesma conversa com o vizinho do costume. Acresce-se a serenidade absoluta, momento pinacular, onde uma longa conversa sobre como fazer caldo verde pode apreciada na sua totalidade.
Depois, chegar a casa e ter a menina do trombone em modo chá das 5. A casa encher-se de madames e eu continuo na net, trancado no quarto. Negoceio a minha saída da barricada, já que não estava para muita conversa. Só me rendi nos últimos 20 segundos. Pude mostrar as minhas melhores pantufas a desconhecidas. Acho que as impressionei.
Depois é noite.
Depois é noite e saio.
Depois não sei mais nada.
Depois é dia de ir para a esplanada ficar uma tarde a gozar o sol. Com a mesma conversa com o vizinho do costume. Acresce-se a serenidade absoluta, momento pinacular, onde uma longa conversa sobre como fazer caldo verde pode apreciada na sua totalidade.
Depois, chegar a casa e ter a menina do trombone em modo chá das 5. A casa encher-se de madames e eu continuo na net, trancado no quarto. Negoceio a minha saída da barricada, já que não estava para muita conversa. Só me rendi nos últimos 20 segundos. Pude mostrar as minhas melhores pantufas a desconhecidas. Acho que as impressionei.
Depois é noite.
Depois é noite e saio.
Depois não sei mais nada.
sexta-feira, janeiro 07, 2011
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Mau tempo
Ia eu pela rua, encostado às paredes, em slalom gigante com goteiras já cascata e dá-se. Aparece um relâmpago.
Apreciava-o em toda a sua magnitude de neon natural, a rasgar o céu e penso como ficava bem uma fotografia deste relâmpago lá no quarto. Descia cada vez maior e mais luminoso e eu a pensar como daria um bom papel de parede. Entrecortava as àrvores e prédios do outro lado da rua, a chuva ainda mais forte e eu pensava, uma fotografia disto, mas com aqueles prédios acolá; sei que são prémios Valmor, passo por eles todos os dias, cantaria imponente, acabamentos feitos com tempo, grandes edifícios, faziam uma fotografia bem melhor; O relâmpago ramificava-se ao seu limite, pensei, é hora de lhe tirar o retrato, é assim que gosto dele. Que visão espetacular, disse para mim, pensando ainda se seria agora o momento certo.
Agarrei a máquina, apontei e disparei acto contínuo e não é que não o apanhou?
Apreciava-o em toda a sua magnitude de neon natural, a rasgar o céu e penso como ficava bem uma fotografia deste relâmpago lá no quarto. Descia cada vez maior e mais luminoso e eu a pensar como daria um bom papel de parede. Entrecortava as àrvores e prédios do outro lado da rua, a chuva ainda mais forte e eu pensava, uma fotografia disto, mas com aqueles prédios acolá; sei que são prémios Valmor, passo por eles todos os dias, cantaria imponente, acabamentos feitos com tempo, grandes edifícios, faziam uma fotografia bem melhor; O relâmpago ramificava-se ao seu limite, pensei, é hora de lhe tirar o retrato, é assim que gosto dele. Que visão espetacular, disse para mim, pensando ainda se seria agora o momento certo.
Agarrei a máquina, apontei e disparei acto contínuo e não é que não o apanhou?
quarta-feira, janeiro 05, 2011
os gatos são responsáveis por isto
Depois de os gatos terem quebrado o frágil vinculo que me prendia à sanidade, descobri que não gramo uma série de coisas. Até aqui amava tudo por igual. O céu, o sol, a chuva, o Martim Moniz, a Expo, retenção na fonte, a vizinha do 2º esquerdo, a Rafaela Carrá, boletins de totobola por preencher, leite de pacote, seguros de saúde, after eights, o Tejo, galos de Barcelos que mudam de cor com a humidade cor de rosa quando vai estar sol e o pêlo azul para chuva, sapatos ortopédicos e copos de vinho. O mundo era maravilhoso. Em pleno com o universo.
Depois, os gatos revelaram que afinal o equilíbrio era frágil. Aparente.
Novo golpe hoje ao almoço: falam-me de chakras, energias espíritos mediuns astrólogos e afins. Temas que adoro discutir, fartava-me de ler sobre isto há uns anos, sempre gostei de ficção desde puto. Tenho uma opinião algo vincada sobre isto, diga-se já.
Depois de ouvir que 1 "há muitos que são aldrabões" e 2 "alguns aproveitam-se da ingenuidade das pessoas" saltou a tampa outra vez. Devo ter visualizado novamente os gatos a sacarem-me cuecas das gavetas e a roerem-me os fios do disco externo e passei-me vá de olhar psicopata em meio segundo.
Não, estes tipo aproveitam-se do desespero das pessoas. É imoral, só.
Depois, os gatos revelaram que afinal o equilíbrio era frágil. Aparente.
Novo golpe hoje ao almoço: falam-me de chakras, energias espíritos mediuns astrólogos e afins. Temas que adoro discutir, fartava-me de ler sobre isto há uns anos, sempre gostei de ficção desde puto. Tenho uma opinião algo vincada sobre isto, diga-se já.
Depois de ouvir que 1 "há muitos que são aldrabões" e 2 "alguns aproveitam-se da ingenuidade das pessoas" saltou a tampa outra vez. Devo ter visualizado novamente os gatos a sacarem-me cuecas das gavetas e a roerem-me os fios do disco externo e passei-me vá de olhar psicopata em meio segundo.
Não, estes tipo aproveitam-se do desespero das pessoas. É imoral, só.
terça-feira, janeiro 04, 2011
Perdido aqui à volta
Lembrando que o Lambert não era dado a explorações, aqui à volta não faltam direcções para, depois do jantar, ir procurar um café. Podia sempre ficar-me pela cervejaria das meninas do técnico, aqui ao pé, mas ir mais longe e aterrar naquele antro anacrónico que é a Mexicana tem sempre mais piada. Entre meninas e casais queques de meia idade, os casais queques são bem mais bizarros.
segunda-feira, janeiro 03, 2011
Aloha
Informo que acordo no mais agradável calor tropical, depois de ter distraidamente deixado o aquecedor ligado em potência vou-torrar-te-os-miolos a noite toda. Pesadelos do pior, só me lembro de ouvir a frase "bom, sabes quanto é que a prestação da casa vai aumentar? para o dobro.". Segundo a teoria geral do Inception, isto deve ter sido um micro-segundo, mas no sonho o terror durou umas 3 horas.
sábado, janeiro 01, 2011
Tarda mas não falha
O balanço.
Tinha de ser.
2010 foi, generica e medianamente, uma merda. Mas, como em tudo, há muita coisa que se aproveita. Foi intenso. Um ano que levou tanta volta que parecem 2. Mudei-me do Lambert, do qual sinto saudades das jantaradas e da cozinha que as tornava possíveis. Vivi 2 meses em profundo caos - estava sozinho - , derivado de não ter de dar satisfações sobre porque razão havia jornais de 2008 debaixo de pratos por lavar há 15 dias em cima do sofá. Mudei-me para casa da menina do trombone. Passei a ter um frigorífico imaculado. Deixei de ter alergias aos vizinhos e maldizer o bairro todo. A casa é gelada mas tem alma. Também tem gatos, o que inicialmente era uma vantagem. Agora que o Maldito - é como vou passar a chamar o gato mais pequeno - foi castrado, conto que fique mais calmo.
Deixei a vida de freelance - há quem lhe chame desemprego - e voltei à prostituição in-doors, vulgo "agência". Pela primeira vez na vida, consigo separar trabalho e Prezado. Qualidade de vida passa por isto.
Fiquei menos exigente com este blog. O botão de random ( ctrl+shift+f12+r+caps+professor karamba ) que faz os posts é cada mais utilizado.
Tinha de ser.
2010 foi, generica e medianamente, uma merda. Mas, como em tudo, há muita coisa que se aproveita. Foi intenso. Um ano que levou tanta volta que parecem 2. Mudei-me do Lambert, do qual sinto saudades das jantaradas e da cozinha que as tornava possíveis. Vivi 2 meses em profundo caos - estava sozinho - , derivado de não ter de dar satisfações sobre porque razão havia jornais de 2008 debaixo de pratos por lavar há 15 dias em cima do sofá. Mudei-me para casa da menina do trombone. Passei a ter um frigorífico imaculado. Deixei de ter alergias aos vizinhos e maldizer o bairro todo. A casa é gelada mas tem alma. Também tem gatos, o que inicialmente era uma vantagem. Agora que o Maldito - é como vou passar a chamar o gato mais pequeno - foi castrado, conto que fique mais calmo.
Deixei a vida de freelance - há quem lhe chame desemprego - e voltei à prostituição in-doors, vulgo "agência". Pela primeira vez na vida, consigo separar trabalho e Prezado. Qualidade de vida passa por isto.
Fiquei menos exigente com este blog. O botão de random ( ctrl+shift+f12+r+caps+professor karamba ) que faz os posts é cada mais utilizado.
sexta-feira, dezembro 31, 2010
terça-feira, dezembro 28, 2010
Do Natal - versao 2
O Natal está mais leve. Longe dos tempos de missas à meia noite e caras pesarosas à mesa, os putos vão infernizando toda a gente, guincham, pulam, babam-se, os mais velhos jogam incessantemente no telemóvel ou no computador, os velhos resmungam sobre os tempos que correm e riem-se com vontade de coisas que se passaram há 50 anos. E estão nisto uma noite inteira. Só assim é que se aprende a fazer ginja à mesa de jantar, alternando licores. No dia seguinte, ainda o estômago a remoer coscurões, vá de voltar à mesma sorte, noutra casa. Mais uma dose. E depois, não sei como, chegar à cama e ter fome.
Claro que voltar ao Saldanha e ficar sozinho, depois de 3 dias de almoços e jantares com 15 pessoas à mesa, é um descanso. Abençoado.
E mais uma novidade: Missão Take Us to iPod Touch chegou ao fim. A seu tempo, o PPC vai fazer uma comunicação à altura do acontecimento. Prezado é um homem feliz, vai a pé do trabalho a casa, de phones nos ouvidos a degustar fado, assobiando deliciado o caminho todo e assim que chega a casa o filho da puta do gato - não tem outro nome - atira com o iPod ao chão passados 4 segundos de o pousar na mesa. Bom, não vou descrever o que fiz ao gato. E não vou descrever o que tive vontade de fazer ao gato. Já passou (apenas porque o iPod saiu imaculado da queda) .
Mas a menina do trombone vai ouvir a famosa intro "Temos de falar. Agora.".
Claro que voltar ao Saldanha e ficar sozinho, depois de 3 dias de almoços e jantares com 15 pessoas à mesa, é um descanso. Abençoado.
E mais uma novidade: Missão Take Us to iPod Touch chegou ao fim. A seu tempo, o PPC vai fazer uma comunicação à altura do acontecimento. Prezado é um homem feliz, vai a pé do trabalho a casa, de phones nos ouvidos a degustar fado, assobiando deliciado o caminho todo e assim que chega a casa o filho da puta do gato - não tem outro nome - atira com o iPod ao chão passados 4 segundos de o pousar na mesa. Bom, não vou descrever o que fiz ao gato. E não vou descrever o que tive vontade de fazer ao gato. Já passou (apenas porque o iPod saiu imaculado da queda) .
Mas a menina do trombone vai ouvir a famosa intro "Temos de falar. Agora.".
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Do Natal - versao 1
Bom, o Natal já não é o que era. Na verdade tentei encará-lo com humor, mas não tem piada, é simplesmente trágico o Natal não ser o que era. É um Natal sem nata, um Natal sem jeito. Natal natal Natal Porra Natal farto Natal.
Uma trampa de Natal. Nem dá para rir. Não foi mau, atenção. Mas não foi Natal. O Natal é suposto ser um monte de coisas e não uma altura em que não consigo encontrar-me com os amigos que vejo porque quero ver porque estão todos num stress, à procura de prendas para pessoas com quem não estão. É um Natal desnaturado. Natal manhoso, cada vez mais. Felizmente empanturramos os miúdos com prendas e alguns deles ainda têm entusiasmo nisto tudo do Natal. Natal a chegar ao fim e eu com prendas por entregar ainda porque não dá para encontrar as pessoas que interessam. Natal sem pica nenhuma.
Um Natal de bazar.
Uma trampa de Natal. Nem dá para rir. Não foi mau, atenção. Mas não foi Natal. O Natal é suposto ser um monte de coisas e não uma altura em que não consigo encontrar-me com os amigos que vejo porque quero ver porque estão todos num stress, à procura de prendas para pessoas com quem não estão. É um Natal desnaturado. Natal manhoso, cada vez mais. Felizmente empanturramos os miúdos com prendas e alguns deles ainda têm entusiasmo nisto tudo do Natal. Natal a chegar ao fim e eu com prendas por entregar ainda porque não dá para encontrar as pessoas que interessam. Natal sem pica nenhuma.
Um Natal de bazar.
Processo de rejeição felina avançado
É que se destruindo coisas que não são minhas eu já brindo o pequeno prédio onde vivo com berros a horas erradas, imaginem com coisas minhas. De que gosto. Rachá-los ao meio é o mínimo que me apetece fazer. Mas já passa...
domingo, dezembro 26, 2010
Deformação profissional
Prezado regressa do Natal na terrinha, com mais 3 kg. Posts gargantuescos estão na calha. Até lá, fiquem com uma breve explicação sobre o que é CMYK.
CMYK é um sistema para reprodução de cor. C é Cyan, M é Magenta, Y é Yellow e K é Black. Compondo estas cores, obtém-se a cor que podemos observar em material impresso, nomeadamente por sistemas planográficos, como o offset. Exemplo de cor:

"Essas filhós estão mesmo 0/30/100/0! "
E o colesterol está a 1000. Já volto.
CMYK é um sistema para reprodução de cor. C é Cyan, M é Magenta, Y é Yellow e K é Black. Compondo estas cores, obtém-se a cor que podemos observar em material impresso, nomeadamente por sistemas planográficos, como o offset. Exemplo de cor:

"Essas filhós estão mesmo 0/30/100/0! "
E o colesterol está a 1000. Já volto.
sexta-feira, dezembro 24, 2010
fade out
Vou afastar-me lentamente, sabendo que o terror da ausência se vai instalar aos poucos, prolongando esta ansiedade que teima em alapar-se a mim. Sei que custa, mas não consigo largar de uma vez. Vou. Sim, vou de uma vez. Até amanhã ligação à internet.
Apre como custa.
Apre como custa.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Já começaram as prendas
Longe vão os tempos da surpreendente sageza e agilidade dos gatos. Outrora discretos ocupantes das suas casas, pouco alarido faziam. Tomavam o seu espaço, pé ante pé, ludibriando espaço, frestas e gravidade sem denunciar a sua tão desejada presença. Por isso, no Natal, tinham por hábito esconder prendas no sapatinho dos mais pequenos. Os movimentos audazes e discretos dos gatos mantinham viva a lenda do velhinho de barbas brancas, pois nenhuma criança os via ajudando na árdua tarefa de plantar presentes nos sapatinhos sem ninguém ver.
Bons tempos.
Já hoje, topei-os. A sageza e habilidade desgastou-se. Muita comida de lata, dirão. Incautos e lerdos, fui dar com eles a preparar uma prenda para a menina do trombone, na cozinha. Não é que os 3 juntaram-se para lhe oferecer uma Vista Alegre?
Estes serviços modernos deixam-me meio estúpido, mas eles conhecem melhor a dona que eu. E com tanto esmero os vi a juntar as peças do serviço no chão que não quis incomodar. Tirei a foto às escondidas. Xiu. Que bela surpresa ela vai ter.
Bons tempos.
Já hoje, topei-os. A sageza e habilidade desgastou-se. Muita comida de lata, dirão. Incautos e lerdos, fui dar com eles a preparar uma prenda para a menina do trombone, na cozinha. Não é que os 3 juntaram-se para lhe oferecer uma Vista Alegre?
Estes serviços modernos deixam-me meio estúpido, mas eles conhecem melhor a dona que eu. E com tanto esmero os vi a juntar as peças do serviço no chão que não quis incomodar. Tirei a foto às escondidas. Xiu. Que bela surpresa ela vai ter.
à chuva também
Trabalhar ao pé de casa é uma garantia que o caminho de volta a ela será mais longo e apreciado. Memória de outros tempos, chegar tão depressa a casa é quase um desperdício. Meto-me a inventar o caminho mais longo possível, feito em slalom gigante a subir avenidas, travessa esquerda, travessa direita.
O tempo da família
A minha família foi desfalcada. Há alguns anos.
Desde aí o Natal é sempre um manhoso substituto do Natal que me lembro.
A família vai sendo desfalcada aos poucos, muitos no fundo, e vai sendo cada vez mais estranha. Os miudos fazem mais barulho que os velhos, mas nem o barulho me distrai muito.
E assim a família vai sobrando.
Fruto de muito fado e alguma família a ler o blog - provavelmente, digo -não me estendo. Porque o potencial da família para histórias à PPC é algum, disseram-me hoje. Talvez no Carnaval. Agora não. A nostalgia está a tomar conta do estaminé.
Desde aí o Natal é sempre um manhoso substituto do Natal que me lembro.
A família vai sendo desfalcada aos poucos, muitos no fundo, e vai sendo cada vez mais estranha. Os miudos fazem mais barulho que os velhos, mas nem o barulho me distrai muito.
E assim a família vai sobrando.
Fruto de muito fado e alguma família a ler o blog - provavelmente, digo -não me estendo. Porque o potencial da família para histórias à PPC é algum, disseram-me hoje. Talvez no Carnaval. Agora não. A nostalgia está a tomar conta do estaminé.
terça-feira, dezembro 21, 2010
segunda-feira, dezembro 20, 2010
Eu até queria ser bom menino
Eu até queria ser bom menino. Não é que do emprego enviei trabalho para casa para acabar ( trabalho extra, diga-se ) e quando chego a casa, vejo que me enganei no zip. Agora resta-me ir para a cama e descansar. Sabendo que me vão tentar dar nas orelhas por não ter sacrificado a minha vida por um trabalho extra, fora de horas. Ah, a vida é tão injusta tão injusta. Não vou ter nada no sapato este ano, por este andar.
Mas vocês podem compensar: Adiram à promoção Take us to iPod Touch. Não custa quase nada e ainda podem ganhar o melhor cabeçalho que poderão ter na vida. Afinal, é feito por um profissional vintage muito dedicado à profissão. Cliquem no botão laranja.
Mas vocês podem compensar: Adiram à promoção Take us to iPod Touch. Não custa quase nada e ainda podem ganhar o melhor cabeçalho que poderão ter na vida. Afinal, é feito por um profissional vintage muito dedicado à profissão. Cliquem no botão laranja.
domingo, dezembro 19, 2010
A antecipação do evidente
O Tolan falou disso e acertou. O pipoco também. Eu digo que ontem descia o Chiado e vejo 99% do pessoal de uma empresa, conhecidos de outros tempos, completamente tortos, efusivamente celebrando o encontro fortuito, pegando-me ao colo, tentando 4 vezes 4 fazer um high five mas nunca conseguindo acertar com a mão na minha, pegando um desconhecido ao colo depois de me largarem a mim, 10 minutos de riso a ocupar a rua toda e lá seguiram.
Lição numero um para jantares de natal de empresas? toda a gente deve estar bem etilizada, patrão incluído, como foi o caso. É a única forma de evitar team-building.
Ainda falta o meu jantar de Natal da empresa, mas isso conto com algo bastante sóbrio, sem espalhafato. Team-building sei que não há. O que já é óptimo.
E agora vou ali perder-me a outro lado.
Lição numero um para jantares de natal de empresas? toda a gente deve estar bem etilizada, patrão incluído, como foi o caso. É a única forma de evitar team-building.
Ainda falta o meu jantar de Natal da empresa, mas isso conto com algo bastante sóbrio, sem espalhafato. Team-building sei que não há. O que já é óptimo.
E agora vou ali perder-me a outro lado.
sábado, dezembro 18, 2010
A mais longa odisseia
Metro às 11 da madrugada de Sábado. Direcção a Norte. Todos com o mesmo objectivo. Corrida. Passo largo. Corrida. Entrar no centro comercial à pinha. Corrida. Passo largo. Atropelo. Elevador. Escada rolante. Loja de livros do logótipo amarelo. Corredor. Corrida. Loja de brinquedos originais. Loja de brinquedos mais originais. Loja de desporto. Livraria indiferenciada.
Do topo, perscruto o horizonte.
Mapa. Corredor à direita, elevador, loja com versão carrinhos-de-choque de red hot chilli peppers. Barretes para pilas. Sim vendem-se barretes para pilas foda-se para a minha vida mas ca coisa tão estúpida senhor quem é que paga 10 euros - olha lá vão duas compradas pela mesma menina - por uns barretes ridículos para a gaita nao percebo isto ah e aquilo são velas em forma de mama uau como é que a humanidade chegou a 2010 sem isto deve ter sido difícil nem sei. Corredor. Hipermercado do engenheiro Belmiro. Compro almoço. Compram-se prendas não pá um lego com 7 peças não poderia ser vendido a esse preço e ninguém o devia comprar mas lá vão mais 3 e por favor deixem lá passar eu tou aqui por acaso e porque tenho fome porra. Metro. Casa. Paz. Gatos foda-se não há um segundo de paz nesta casa enforco o gato mais pequeno com o cinto das calças um dia destes cabrão tira as unhas das minhas pernas estou só a escrever um post comes daqui a bocado cabrão.
É Natal.
Adenda: já sei quem compra barretes pra pilas e velas em forma de mama: universitários.
Do topo, perscruto o horizonte.
Mapa. Corredor à direita, elevador, loja com versão carrinhos-de-choque de red hot chilli peppers. Barretes para pilas. Sim vendem-se barretes para pilas foda-se para a minha vida mas ca coisa tão estúpida senhor quem é que paga 10 euros - olha lá vão duas compradas pela mesma menina - por uns barretes ridículos para a gaita nao percebo isto ah e aquilo são velas em forma de mama uau como é que a humanidade chegou a 2010 sem isto deve ter sido difícil nem sei. Corredor. Hipermercado do engenheiro Belmiro. Compro almoço. Compram-se prendas não pá um lego com 7 peças não poderia ser vendido a esse preço e ninguém o devia comprar mas lá vão mais 3 e por favor deixem lá passar eu tou aqui por acaso e porque tenho fome porra. Metro. Casa. Paz. Gatos foda-se não há um segundo de paz nesta casa enforco o gato mais pequeno com o cinto das calças um dia destes cabrão tira as unhas das minhas pernas estou só a escrever um post comes daqui a bocado cabrão.
É Natal.
Adenda: já sei quem compra barretes pra pilas e velas em forma de mama: universitários.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Mundo Perdido
Em 2010, a fotografia digital, contra a qual resisti algum tempo - a paixão pelo P/B e pelos negativos, o carregar a máquina, o peso da Pentax, as lentes de baioneta muito custaram a largar - andando com 2 máquinas ao mesmo tempo quando ia fotografar e muitas vezes a fotografar temas em duplicado, com as duas, feito teimoso, finalmente conseguiu trazer-me uma sensação igual à fotografia analógica:
A menina do trombone pediu-me uma máquina emprestada. Fui desenterrar a minha segunda digital.
- Vê se não tem fotos de gajas nuas. - disse ela, esperando vaga pista sobre o que estaria lá dentro.
- Não deve ter muitas, não uso essa máquina há anos. - O tanas que lhe digo o que lá está.
- Vê lá.
Prezado descarrega a máquina e descobre que realmente tem fotos. Não tinha de gajas nuas, maldição! Mas tinha muitas fotos.
E ao fim de muitos anos digitais, tive aquela sensação de rolo-esquecido-na-máquina, de tesouro perdido, fotografias espectacularmente anacrónicas e felizes de dias de festa esquecidos há muito.
E assim sendo, estarei nostálgico o resto da noite.
A menina do trombone pediu-me uma máquina emprestada. Fui desenterrar a minha segunda digital.
- Vê se não tem fotos de gajas nuas. - disse ela, esperando vaga pista sobre o que estaria lá dentro.
- Não deve ter muitas, não uso essa máquina há anos. - O tanas que lhe digo o que lá está.
- Vê lá.
Prezado descarrega a máquina e descobre que realmente tem fotos. Não tinha de gajas nuas, maldição! Mas tinha muitas fotos.
E ao fim de muitos anos digitais, tive aquela sensação de rolo-esquecido-na-máquina, de tesouro perdido, fotografias espectacularmente anacrónicas e felizes de dias de festa esquecidos há muito.
E assim sendo, estarei nostálgico o resto da noite.
Só depois dos 30 aprecio I
O Neon Bible dos Arcade Fire, hipermercados com corredores largos e lápis mina 2B.
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Ao natal futuro ( próximo )
A Lívia tem uma nobre causa. Chamou-a Take us to Mais Livros Pá . Não sei porquê, empatizei logo com o nome. Quer 13 livros. porque? porque eu quero um iPod e porque a Maria quer ir para Bruges.
Como eu sou totó, meto aqui o link para o blog dela e apelo a todos para a ajudarem: carreguem no botão cor-de-laranja - recta final para o Natal - e ajudem com tudo o que puderem, o iPod está longe de pago e eu quero vê-lo no sapatinho deste ano. Seguidamente vão ao estaminé dela e ajudem. É só um livro. Ajudem. É o mínimo que posso fazer. Ajudem. Afinal, partilhamos profissão e eu posso dizer-vos que, legalmente, é a coisa mais próxima de prostituição. Vida dura. Ajudem.
Como eu sou totó, meto aqui o link para o blog dela e apelo a todos para a ajudarem: carreguem no botão cor-de-laranja - recta final para o Natal - e ajudem com tudo o que puderem, o iPod está longe de pago e eu quero vê-lo no sapatinho deste ano. Seguidamente vão ao estaminé dela e ajudem. É só um livro. Ajudem. É o mínimo que posso fazer. Ajudem. Afinal, partilhamos profissão e eu posso dizer-vos que, legalmente, é a coisa mais próxima de prostituição. Vida dura. Ajudem.
Cadáver por descrever
Eu até queria contar qualquer coisa do fim de semana, mas não me lembro dos pormenores porque não tinha a máquina fotográfica. Às vezes calha sair de casa todo contente de máquina fotográfica, e ao primeiro tema de interesse na rua, descubro que está sem bateria.
Insulto a minha reduzida memória e sigo, a remoer a minha estupidez momentânea que me vai custar tanta foto genial. Tanto prémio Magnum perdido, Deus.
Deixei assim de poder recordar o que se passou neste fim-de-semana inteiro, estando agora dependente das informações que me possam dar sobre onde andei. Espero que possam partilhar comigo todas as informações que possam ter. Tentarei juntá-las todas e fazer disso o post de fim de semana, em jeito de cadáver esquisito.
Insulto a minha reduzida memória e sigo, a remoer a minha estupidez momentânea que me vai custar tanta foto genial. Tanto prémio Magnum perdido, Deus.
Deixei assim de poder recordar o que se passou neste fim-de-semana inteiro, estando agora dependente das informações que me possam dar sobre onde andei. Espero que possam partilhar comigo todas as informações que possam ter. Tentarei juntá-las todas e fazer disso o post de fim de semana, em jeito de cadáver esquisito.
sábado, dezembro 11, 2010
A Cidade da Luz

Depois de passear pelo Chiado, pela Baixa e voltar a pé para casa a ver as decorações de Natal, devo dizer que se queremos ter os olhos a brilhar de fascínio, não podemos contar com a CML para isso. Felizmente há quem leve a iluminação de Natal a sério. Levem os míudos à Alameda e deixem-nos deslumbrar-se.
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Wiki Leaks
Vou ali e já venho. Amanhã também é dia.
Até lá, lembrem-se que cada dia deve ser vivido como o ultimo, que devemos ser frontais assertivos honestos e afoitos, que não deve ficar nada por dizer sob pena de se arrependerem mais tarde, que no meio está a virtude, que a felicidade está ao virar da esquina, que não há formulas mágicas, que o importante é o percurso e não a meta e que por vezes dão a volta ao mundo à procura da flor mais bela e ela afinal esteve sempre no vosso jardim.
Porra, sem querer dei-vos o sentido da vida em todas as versões vendidas na secção "espiritualidades" da livraria do logo amarelo. Olha, que se foda. Processem-me, agora que revelei a Verdade, já não me ralo. Aproveitem antes que mandem o blog abaixo ao abrigo de uma legislação bilderberguesca qualquer.
Até lá, lembrem-se que cada dia deve ser vivido como o ultimo, que devemos ser frontais assertivos honestos e afoitos, que não deve ficar nada por dizer sob pena de se arrependerem mais tarde, que no meio está a virtude, que a felicidade está ao virar da esquina, que não há formulas mágicas, que o importante é o percurso e não a meta e que por vezes dão a volta ao mundo à procura da flor mais bela e ela afinal esteve sempre no vosso jardim.
Porra, sem querer dei-vos o sentido da vida em todas as versões vendidas na secção "espiritualidades" da livraria do logo amarelo. Olha, que se foda. Processem-me, agora que revelei a Verdade, já não me ralo. Aproveitem antes que mandem o blog abaixo ao abrigo de uma legislação bilderberguesca qualquer.
Deitado-morto
Um dia ganho o hábito de me deitar a horas decentes. Mas é que nunca, mas nunca na vida, gostei de dormir. O apelo da cama, para lá do óbvio, é apenas o da ronha. Usar uma cama para dormir e dizer que é bom dormir é tão bom, é tão obviamente errado como dizer que uma operação ao coração a céu aberto é bom é tão bom. Estamos a dormir. Não o sabemos. Não notamos. Estarmos inconscientes com uma almofada debaixo da cabeça ou com um bisturi espetado num orgão vital, é igual. Nunca saberemos. Estamos a dormir.
Já a ronha, reservada aos que sabem apreciar um colchão, é o prazer supremo, é como ter um ferrari testa grossa em ponto morto no mais liso dos alcatrões e nada fazer. Saber que o verdadeiro gozo é ficar enterrado nos estofos de pele a olhar para o tecto.
Dormir? Não me lixem.
iPod Touch, essa maravilha da tecnologia - porque é que não há um tipo na Apple que veja isto e aproveite a minha obsessão para criar uma camapanha inteligente, promovendo-me como personagem kafkiana, perdida no autocarro a desenhar compulsivamente, na casa-de-banho porta fechada a desenhar , no elevador a desenhar, no bar a desenhar? eu sei que isto não é bem o género de campanha da marca, mas daria uma boa publireportagem, um feature no fim de um telejornal ou num digest de tecnologia, bem light. Mostravam o Prezado sempre a desenhar, vendiam-me como maluquinho e eu contente, com um iPod Touch dos novos. Botão cor-de-laranja.
Já a ronha, reservada aos que sabem apreciar um colchão, é o prazer supremo, é como ter um ferrari testa grossa em ponto morto no mais liso dos alcatrões e nada fazer. Saber que o verdadeiro gozo é ficar enterrado nos estofos de pele a olhar para o tecto.
Dormir? Não me lixem.
iPod Touch, essa maravilha da tecnologia - porque é que não há um tipo na Apple que veja isto e aproveite a minha obsessão para criar uma camapanha inteligente, promovendo-me como personagem kafkiana, perdida no autocarro a desenhar compulsivamente, na casa-de-banho porta fechada a desenhar , no elevador a desenhar, no bar a desenhar? eu sei que isto não é bem o género de campanha da marca, mas daria uma boa publireportagem, um feature no fim de um telejornal ou num digest de tecnologia, bem light. Mostravam o Prezado sempre a desenhar, vendiam-me como maluquinho e eu contente, com um iPod Touch dos novos. Botão cor-de-laranja.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Gato novo
Arranjei um gato para mim. A menina do trombone que fique com os dela.Raça chinesa. Branco. Vantagens claras, muitas. Menos pêlo. Tão fácil de treinar e tão ou mais obediente que os outros gatos - obedece a dois comandos fulcrais, "parado" e "quieto" - casmurros e lerdos. Aquece-me a cama. Não mia. Não arranha. Aquece-me a toalha de banho de manhã, sem largar pêlo. Come pouco. Não ataca o frigorífico. Chamei-lhe Orfeu.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
A margem sul
Esse oásis distante, a margem sul. Se eu fumasse, estaria a dizer isto sentado à beira rio, no Cais do Sodré, calmamente, o fumo levado pelo vento, sem esforço. Perscrutava o horizonte, o olhar sereno registava o casario distante, as gaivotas, os cacilheiros no seu lufa-lufa eterno, a bruma a dissolver tudo isto numa mescla de rio e de cidade.
E é assim que vejo a margem sul. À distância. Só com distância surgem laivos poéticos.
A bruma denuncia a distância, aliás.
- "Bruma? foda-se, aquilo deve ser já longe, não?"
Eu já vivi longe de Lisboa. Bem longe. A distância era (como no caso da margem sul ) psicológica, mas também era física e bem física. E dizia eu a toda gente:
- Longe? não, apanho o autocarro e estou cá em 15 minutos.
- 15 minutos? ó pá. São 90km tás parvo?
- Juro. Podes perguntar por aí.
Estão a ver o padrão. Porque por mais que me digam "ah, é só apanhar o barco.", atravessar o Tejo é dobrar o Cabo das Tormentas. Não há quem dobre cabos por dá cá aquela palha. Sem dose extra de coragem e sede de desafios. Muita fibra. cascos dela.
E este rio que separa as cidades faz a diferença. Construiram pontes, obrigam-nos a pagar a entrada na Cidade a euros, mas o regresso no cacilheiro a óbolos - apesar do barqueiro ir de trimaran.
A margem sul é diferente. É isso que define a margem sul. E se eu fumasse, acabava o cigarro agora.
adenda: o Prezado é um cidadão do mundo. Mas vive em Lisboa, de momento. Mas vê-se em qualquer lado. Paris, Chelas.
E é assim que vejo a margem sul. À distância. Só com distância surgem laivos poéticos.
A bruma denuncia a distância, aliás.
- "Bruma? foda-se, aquilo deve ser já longe, não?"
Eu já vivi longe de Lisboa. Bem longe. A distância era (como no caso da margem sul ) psicológica, mas também era física e bem física. E dizia eu a toda gente:
- Longe? não, apanho o autocarro e estou cá em 15 minutos.
- 15 minutos? ó pá. São 90km tás parvo?
- Juro. Podes perguntar por aí.
Estão a ver o padrão. Porque por mais que me digam "ah, é só apanhar o barco.", atravessar o Tejo é dobrar o Cabo das Tormentas. Não há quem dobre cabos por dá cá aquela palha. Sem dose extra de coragem e sede de desafios. Muita fibra. cascos dela.
E este rio que separa as cidades faz a diferença. Construiram pontes, obrigam-nos a pagar a entrada na Cidade a euros, mas o regresso no cacilheiro a óbolos - apesar do barqueiro ir de trimaran.
A margem sul é diferente. É isso que define a margem sul. E se eu fumasse, acabava o cigarro agora.
adenda: o Prezado é um cidadão do mundo. Mas vive em Lisboa, de momento. Mas vê-se em qualquer lado. Paris, Chelas.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Wishlist
Só quero é saúde e paz no mundo.
edit> Agora que cheguei ao trabalho, posso acabar o post com tempo.
Quero o iPod Touch, óbvio.
Quero um iPad, só pelo gozo de ter um touch gigante.
Quero um telemóvel novo, que o antigo é uma miséria.
Quero um relógio decente. Tipo Lip.
Quero posters. daqui.
Quero uns óculos novos.
Quero uma Herman Miller mas não tenho onde a por.
Quero uma máquina digital nova.
edit> agora que voltei a casa, posso acabar o post.
Quero uns Toys. Daqui.
Quero um relógio de parede.
Quero um pogo stick.
edit> Agora que cheguei ao trabalho, posso acabar o post com tempo.
Quero o iPod Touch, óbvio.
Quero um iPad, só pelo gozo de ter um touch gigante.
Quero um telemóvel novo, que o antigo é uma miséria.
Quero um relógio decente. Tipo Lip.
Quero posters. daqui.
Quero uns óculos novos.
Quero uma Herman Miller mas não tenho onde a por.
Quero uma máquina digital nova.
edit> agora que voltei a casa, posso acabar o post.
Quero uns Toys. Daqui.
Quero um relógio de parede.
Quero um pogo stick.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Stevie, explica-me.
Quando estou prestes a fundar a Igreja do Stevie dos Grandes Dias, tenho uma crise de fé. Das graves.
Estava eu hoje a trabalhar e ouvia o Stevie. Ouvia uma música das mais singelas, o My Cherie Amour. Nela, Stevie Wonder conta genialmente como sonha com uma miúda que encontra no café. Reza mais ou menos isto:
"Num café ou numa rua cheia de gente, estive perto de ti e não reparaste em mim. Ó pequenina linda, diz-me como podes ignorar que por detrás do meu sorriso, desejo que sejas minha."
Vamos lá ver. Por partes.
Começo pela parte que pode passar mais despercebida: O Stevie Wonder é bastante cego. Muito mesmo. No entanto, ele anda atrás de uma miúda bonita, linda diz ele. Factos 1 e 2.
Depois, Stevie diz que ela não repara nele. Não acreditando que ele parte do principio que ela é cega, coincidência macabra, fico a pensar que é um pouco arrogante de um tipo bastante cego - e preto, mas isso é outra conversa - queixar-se que uma miúda gira não olha para ele. Facto 3.
Finalmente, lembro-me da primeira mulher do Stevie. É linda. Facto 4.
Conclusão: O Stevie é um sabido. Nunca viu a mulher mais gorda, mas ela é gira. Ora o Stevie é como todos os outros, provas cegas, só de vinhos. Não escolheu ele, pediu a ajuda do público ou a de casa e assim acertou. Assim também eu. Alguém aqui arrisca escolher uma mulher pelo cheiro? eu não.
E pergunto: Um tipo bastante cego precisa de uma mulher bonita? bah.
Isto é um ovo
Este fim de semana, descubro que o mundo é muito pequeno, graças a duas manias dos humanos: fazer amizades e ter filhos. Assim, pessoas que não deveriam ter qualquer ligação descobrem que têm amigos em comum, primos em comum, namoradas conhecidas, irmãos amigos de conhecidos de amigos de amigas em comum e assim. Basicamente: toda a gente se conhece em Lisboa.
Excesso
Depois de um amigo de infância desaparecido redescobrir que as capacidades sociais do Prezado estão em forma, vá de abusar. Agora vejo-me num despique semanal, género troca de cromos, em que cada um mostra - lá está a típica cena de gajos, o desafio a-minha-pila-é-maior - o bar mais bizarro que se lembra. A parada está alta e acho que mais uma saída e perco o concurso. Sou um menino. Esta sexta foi por pouco e tive de abdicar do Sábado para sobreviver.
E como sempre, a culpa foi do croquete.
E como sempre, a culpa foi do croquete.
sexta-feira, dezembro 03, 2010
Da semana
O trabalho em certas alturas assemelha-se ao mecenato e é nessa altura que tenho a certeza que estou na área certa. Mas também com a certeza que isto ou uma fábrica de enlatados, pouco difere. Bom fim de semana.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Pois que...
Saio de casa na bisga, passo as obras que não acabam, a romena que pede à frente do mini-mercado, passo aos prédios antigos, apanho sol no Saldanha, desço às profundezas do metro.
Meto-me a pensar no post que vou fazer daí a bocado. Bolas, que teoria vai o Prezado encontrar? Em quê? num saco de plástico bucólico levado pelo vento ou na velhinha que fica entalada no Marquês, numa treta dita por um bate-chapas de Valadares que teve de vir para Lisboa para pagar a escola especial à filha que é surda depois de um acidente numa fábrica de pirotecnia em Oliveira de Azeméis, ou um palhaço de fato e gravata que pisou cocó de cão bonito karma dirão, ou outra coisa menos chata. Penso penso tanto tempo nisso, uma dará bom tema. Afinal, se eu não contar a história, o vizinho conta. Ou o taxista. Ou o gajo da bomba de gasolina. Mais vale ser eu, que já vi mundo.
Saio, subo as escadas a correr. A porta entala-me pela 4ª vez de seguida. Vejo o marquês enquanto olho para trás. Passo o franjinhas, mais um dia de trabalho.
Meto-me a pensar no post que vou fazer daí a bocado. Bolas, que teoria vai o Prezado encontrar? Em quê? num saco de plástico bucólico levado pelo vento ou na velhinha que fica entalada no Marquês, numa treta dita por um bate-chapas de Valadares que teve de vir para Lisboa para pagar a escola especial à filha que é surda depois de um acidente numa fábrica de pirotecnia em Oliveira de Azeméis, ou um palhaço de fato e gravata que pisou cocó de cão bonito karma dirão, ou outra coisa menos chata. Penso penso tanto tempo nisso, uma dará bom tema. Afinal, se eu não contar a história, o vizinho conta. Ou o taxista. Ou o gajo da bomba de gasolina. Mais vale ser eu, que já vi mundo.
Saio, subo as escadas a correr. A porta entala-me pela 4ª vez de seguida. Vejo o marquês enquanto olho para trás. Passo o franjinhas, mais um dia de trabalho.
quarta-feira, dezembro 01, 2010
Ronha
Depois de escavar um buraco na tralha em cima da mesa, encontrei o teclado. E pronto, já estou cansado.
Descanso.
Descanso.
Nisto da vida
Percebam que a questão de andar a pé, mais do que dar para com este tempo manter a parka forma e ajudar a digestão, é fulcral para ser Prezado.
Andar pela rua não é só não ter carro nem carta.
Andar pela rua é achar por não procurar.
Andar pela rua é ter a vida dos outros.
Hoje vou ficar em casa. Acho.
Ficam estas de outros dias. O iPod continua a ter contos de Napalm. A contabilidade do PPC está optimista. Mas, ainda não chega. Força no botão laranja. Vocês sabem que eu preciso.


Andar pela rua não é só não ter carro nem carta.
Andar pela rua é achar por não procurar.
Andar pela rua é ter a vida dos outros.
Hoje vou ficar em casa. Acho.
Ficam estas de outros dias. O iPod continua a ter contos de Napalm. A contabilidade do PPC está optimista. Mas, ainda não chega. Força no botão laranja. Vocês sabem que eu preciso.


terça-feira, novembro 30, 2010
O fim da entropia
Casa sem a menina do trombone, noves fora fica nada. O caos instalou-se: Sem um elemento de ordem, a louça empilha-se - é sempre mais interessante ver filmes na cama que lavar louça, lei da termodinâmica da casa fria - a roupa empilha-se, o aquecedor novo é a nova mascote da casa. Gosto mais dele do que do gato mais pequeno.
Estou à espera do vosso conto de Napalm. Nos ultimos dias recebi alguns contos de Napalm, não se sintam estranhos, pensem que isto é mais de fiar que o banco alimentar. Eu vou MESMO ter um iPod Touch, não vou tirar a fome a ninguém que não precisa.
Estou à espera do vosso conto de Napalm. Nos ultimos dias recebi alguns contos de Napalm, não se sintam estranhos, pensem que isto é mais de fiar que o banco alimentar. Eu vou MESMO ter um iPod Touch, não vou tirar a fome a ninguém que não precisa.
sábado, novembro 27, 2010
Tascos
Descobri um tasco congelado no tempo ao pé da embaixada de Espanha, na Rua do Salitre. Uma antiga casa de chá, leitaria, o que for. As mesas em fila, de toalha aos quadrados, sem espaço para almoços a dois, a parede ao fundo com as fotos do tempo da sociedade recreativa, a cabeça de touro de louça, as plantas caquécticas à janela, os tectos amarelos, o mesmo verde em todas as paredes. Tudo arcaicamente arrumado. tudo alinhado. Sem acessórios. E depois de quase 40 minutos a olhar para as paredes, a espera justifica-se: um bitoque feito à mão. À antiga.
Só como bifes assim quando é a minha avó a fazer.
Só como bifes assim quando é a minha avó a fazer.
sexta-feira, novembro 26, 2010
Estrógeneo
Há uns meses, As doses de estrogéneo em casa eram controladas. Havia alguns problemas com a ASAE, com a sociedade protectora dos animais - os bolores têm direitos e não posso fazer criação sem autorização - e com a PJ, mas a coisa seguia, graças a essas fadas do lar. Agora, o palacete tem sempre estrogéneo. Isto é: Os bolores praticamente estão em extinção. Assim que o milagre da vida desponta no frigorifico, só ouço um "olha, o teu queijo da serra tá a ficar com bolor, vou deitar isto fora." e pronto. Coiso interrompido.Os neurónios da tampa-da-sanita-para-baixo, das meias-fora-do-chão-da-casa-de-banho, da toalha-a-secar-no-estendal, dos pêlos-da-barba-no-lavatório nunca estiveram tão activos.
quinta-feira, novembro 25, 2010
ainda sobre a greve
Só gostava que o pessoal percebesse que o significado de greve geral deve ser protesto público geral. Mas pronto. Como hoje vi uma sondagem a dar maioria absoluta ao PSD, não me parece que valha a pena gastar latim. Perolurum a cerdum oc.
quarta-feira, novembro 24, 2010
Este blog está em greve
G'EVE GE'AL
Há 3 anos também esteve. Este ano o PPC alinha novamente com os desempregados, os desregrados, os despauperados, os despenados, os desalinhados, os des-chauferizados, os descontentes, os descontantes, os descretos. Entalem o Sócrates por mim, pá. Que eu hoje não posso.
terça-feira, novembro 23, 2010
Um Conto de Napalm

Na linha editorial do PPC, há algumas regras. Nenhuma é fixa porque eu sou um patrão psicótico, mas uma é recorrente: Não aprovo o Natal. É uma época que me aborrece até à ponta dos cabelos. Farto farto farto tão farto deus tão farto que eu estou do Natal e ainda nem começou sim porque não vou nessa tangas publicitárias que metem o Natal a começar em Agosto um dia destes e para mim Natal é só depois da primeira semana de Dezembro.
Este ano, o Prezado quer o famoso iPod Touch no sapatinho. Por isso, lanço hoje - sim, ó incoerência, antes da primeira semana de Dezembro - um peditório.
Um Conto de Napalm. É tudo o que vos peço. Peço a cada um de vós, pessoal farto do Natal, um conto - são só 5 euros - para o napalm. Este ano, é a vossa oportunidade, única e última, de tornar este Natal inesquecível. E como o PPC é um tasco desprovido de ética, propõe isto: Quem doar mais contos de napalm, ganha um header um pouco menos espetacular que o do PPC.
Juntem-se a esta causa. É só mais uma e há aí tantas com sentido.
Sou burro
Largo os layouts do trabalho e chego a casa e meto-me a fazer mais layouts, só para aquecer.
segunda-feira, novembro 22, 2010
Fases
Hoje fiz outra vez as pazes com Deus. Tranquei um gato - o mais pequeno - num quarto da ala Oeste para ter sossego. Comi salada com molho picante. Tomei ben-u-rons. Estive no chat a destilar ódios, cobiças e desencontros. Andei pouco. Comi espetadas de peru. Dei comer aos gatos. Fiz esboços nas costas de contas do pingo-doce. Bebi Coca-colas. Tranquei-me da menina do trombone. Enganei-me numa paragem. Continuo a gostar de leggings, mas nunca usei. Comi rebuçados peitorais do Doutor Bayard. Os gatos usam o portátil como assento. Eu não meto metade dos assentos que devia. Deixei roupa por estender, a esta hora essa roupa será uma cama de gato. Sonhei com batalhas com alemães no Algarve. Matei uns 5 - devo avisar que mesmo em sonhos, ou especialmente em sonhos, dado nunca ter experimentado carregar uma Luger, que estas são particularmente rijas a armar - à queima roupa. Estou farto de ver o Gmail com 4000 mails por ler, mas não estou para fazer muito quanto a isso. Tenho sono.
domingo, novembro 21, 2010
Só para ver se o cognome funciona
Os gatos da menina do trombone fazem-me a vida num inferno. Estou capaz de meter o mais pequeno no caixote. O cabrão mete-se em cima do fogão a cheirar os hamburgueres, com o lume aceso? filho da puta.
Puro Malte
Neste ultimos 4 meses fiz uma importante transição: mudei de casco, e com isso, passei de velho a datado, de datado a vintage, vintage a malte. A má escolha de ténis destoa ainda, mas é a excepção que confirma a regra. Troquei o action men e os legos de uma vez por todas por computadores. Deixei de usar perfume e passei a tomar banho todos os dias. Troquei saladas de rucula e vinagre balsamico por pizzas e lasanha do pingo doce. Deixei de fazer posts e passei a escrever crónicas. Tornei-me fransciscanamente humilde. Uma degradação graciosa.
Há quase 4 meses que me mudei para o Arco do Cego. E posso dizer que se vive muito bem na ala este do palacete Prezado-Flatmate.
Tenho de arranjar um nome de código para a flatmate, facilita. Abri um catálogo de livros e escolhi o titulo de um, ao calhas: "A rapariga do trombone". Assim será.
Há quase 4 meses que me mudei para o Arco do Cego. E posso dizer que se vive muito bem na ala este do palacete Prezado-Flatmate.
Tenho de arranjar um nome de código para a flatmate, facilita. Abri um catálogo de livros e escolhi o titulo de um, ao calhas: "A rapariga do trombone". Assim será.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Futebol, esse mundo
Prezado mais calmo, relata agora a ida a Campo de Ourique.
Subido o Sol ao Rato ( o tempo que passo nesta rua ), umas voltas ao quartel e dou com a sociedade recreativa onde assisti ao jogo de ontem.
Todas as faixas etárias, todas as raças - exceptuando chineses, indianos, esquimós e mongóis - todos os estratos sociais - exceptuando Champalimauds - estavam presentes. Imagine-se agora uma sala com 40 pessoas a beber imperiais a 65 cêntimos durante 90 minutos. A cada golo, a berraria. Mas o mais impressionante:
Cada adepto é um cómico de stand-up de excelência. A espantosa capacidade de improviso deixava-me zonzo. Tudo porque o domínio do tema faz do adepto um Nuno Rogeiro altamente focado, um ninja da piada da bola. Comecei a imaginar como o mundo seria belo se houvesse adeptos de politica, adeptos de economia, adeptos do trabalho. Também havia falhas. Por vezes, a argumentação mais rápida não era tão certeira:
- eh meu o gajo teve muita mal!
- cala-te pá.
-"cala-te" és tu, pá.
Cada adepto é um cómico de stand-up de excelência. A espantosa capacidade de improviso deixava-me zonzo. Tudo porque o domínio do tema faz do adepto um Nuno Rogeiro altamente focado, um ninja da piada da bola. Comecei a imaginar como o mundo seria belo se houvesse adeptos de politica, adeptos de economia, adeptos do trabalho. Também havia falhas. Por vezes, a argumentação mais rápida não era tão certeira:
- eh meu o gajo teve muita mal!
- cala-te pá.
-"cala-te" és tu, pá.
Depois de uma troca mais azeda de quem-diz-é-quem-é e mais umas imperiais, a coisa acalmou, a tempo de ver o ultimo golo em paz.
Para mim é algo recente, isto de assistir a jogos de futebol voluntariamente. Por isso, fui incapaz de aplaudir um golo sem me rir. Daí ter chegado a casa a doerem-me os maxilares de rir tanto.
É a crise.
Assoberbado pela vitória da selecção, não consigo escrever sobre o tema, tal é o estado esfuziante em que me encontro. Prefiro assim descrever o almoço e os novos efeitos da crise nos restaurantes de Lisboa, para me acalmar.
Como sabem, há restaurantes só para almoços, ao lado dos escritórios, geralmente. Neles, temos doses. Quem tem fome, come doses. Os gajos comem DOSES.
Com a emancipação feminina, surgiu a meia-dose, feita para a mulher que nunca tem fome para uma dose, porque passa o tempo a comer bolachas de água-e-sal e peças-de-fruta durante a manhã.
Depois, surgiu o mini-prato. O mini-prato é mais pequeno e mais barato que uma meia-dose, mas não tem relação nem com pouca fome, nem com economia. Tem a ver com falta de amor pela vida. Um português que peça um mini-prato, não tem tempo para perceber o que é que comeu e já está a pensar nos impressos que tem por preencher na secretária e se não leva uma pissada por levar mais que 7 minutos a comer.
Depois, surgiu um género de prato inesperado: O que comi hoje. Ignorando e tentando toldar o critério Quantidade - suprema grandeza que define todo o comportamento humano - surge-me à frente o prato MEIO FEITO.
Suprema merda, em que ao invés de receber um prato de redondas e elástica argolas de choco, vem uma puta de uns chocos ainda com aquilo-que-se-dá-aos-piriquitos-e-não-sei-o-nome, a porra das entranhas todas, e ainda - Prezado, lobo dos 7 mares e ex-visitante do aquário Vasco da Gama lembra-se - o bico, feature anatómico digno de filme sérvio, 3 chocos 3, inchados como lontras, largados em cima do prato e bombardeados com 3 batatas cozidas inteiras ao lado. A ideia é fazer o prato mais barato não pelo tamanho, mas pelo corte de mão-de-obra. O tempo de arranjar chocos já lá foi. O tempo de escrever este post, podia ter arranjado 4 chocos. Não arranjei? azar. Como-os inteiros que me lixo.
Preparem-se, a crise veio para ficar e se começarem a servir-vos pratos de coelho ainda com os olhos, frangos com cabeça no churrasco, chispe ainda com pêlos - espera, isso é habitual e desejável - ou cabeças de peixe com o resto do peixe ainda agarrado, não se admirem. É o FMI.
Como sabem, há restaurantes só para almoços, ao lado dos escritórios, geralmente. Neles, temos doses. Quem tem fome, come doses. Os gajos comem DOSES.
Com a emancipação feminina, surgiu a meia-dose, feita para a mulher que nunca tem fome para uma dose, porque passa o tempo a comer bolachas de água-e-sal e peças-de-fruta durante a manhã.
Depois, surgiu o mini-prato. O mini-prato é mais pequeno e mais barato que uma meia-dose, mas não tem relação nem com pouca fome, nem com economia. Tem a ver com falta de amor pela vida. Um português que peça um mini-prato, não tem tempo para perceber o que é que comeu e já está a pensar nos impressos que tem por preencher na secretária e se não leva uma pissada por levar mais que 7 minutos a comer.
Depois, surgiu um género de prato inesperado: O que comi hoje. Ignorando e tentando toldar o critério Quantidade - suprema grandeza que define todo o comportamento humano - surge-me à frente o prato MEIO FEITO.
Suprema merda, em que ao invés de receber um prato de redondas e elástica argolas de choco, vem uma puta de uns chocos ainda com aquilo-que-se-dá-aos-piriquitos-e-não-sei-o-nome, a porra das entranhas todas, e ainda - Prezado, lobo dos 7 mares e ex-visitante do aquário Vasco da Gama lembra-se - o bico, feature anatómico digno de filme sérvio, 3 chocos 3, inchados como lontras, largados em cima do prato e bombardeados com 3 batatas cozidas inteiras ao lado. A ideia é fazer o prato mais barato não pelo tamanho, mas pelo corte de mão-de-obra. O tempo de arranjar chocos já lá foi. O tempo de escrever este post, podia ter arranjado 4 chocos. Não arranjei? azar. Como-os inteiros que me lixo.
Preparem-se, a crise veio para ficar e se começarem a servir-vos pratos de coelho ainda com os olhos, frangos com cabeça no churrasco, chispe ainda com pêlos - espera, isso é habitual e desejável - ou cabeças de peixe com o resto do peixe ainda agarrado, não se admirem. É o FMI.
terça-feira, novembro 16, 2010
Filípedes não faria melhor
Fosse Lisboa terraplanada e o Prezado seria o homem da maratona. À hora de almoço salta da Rotunda do Marquês ao Rato, sobe ruas de sol ao prato acima com os bofes de fora, almoça com o pessoal, amigos de outros tempos, gajos gajas e afins, velhos a cair, empregados xicos-espertos, directores financeiros pançudos carecas, chineses em catadupa mais que as mães, desvia-se à ultima do café, consegue deglutir uma mousse em 17 segundos e volta a descer em corrida, a dor de burro a matá-lo mas não pára sabe que tem de chegar antes que todos se matem como combinado apre.
O botão laranja está à vossa espera. O apelo é o novo, no entanto. Gostava de impor a partir de hoje uma taxa PPC, funcionando assim: mesmo que não gostem e não leiam o blog, pagam um valor simbólico. Podia inclui-lo na vossa factura da EDP, mas não tenho meios para isso. Se acham o processo estranho, perguntem à RTP se tem funcionado.
O botão laranja está à vossa espera. O apelo é o novo, no entanto. Gostava de impor a partir de hoje uma taxa PPC, funcionando assim: mesmo que não gostem e não leiam o blog, pagam um valor simbólico. Podia inclui-lo na vossa factura da EDP, mas não tenho meios para isso. Se acham o processo estranho, perguntem à RTP se tem funcionado.
Deixar a rotina instalar-se
É ir para o trabalho depois de obrigar os gatos a subir a escada de volta para casa, apanhar o metro e fazer o caminho em people-watching. Andar mais uns metros e apreciar o franjinhas, prémio Valmor não sei porquê, beber o café no sitio do costume, - espero que mais uns tempos e saibam que bica é cheia e traz sempre uma copo com água atrelado - dizer bom dia ao segurança e trepar para o andaime.
Trabalhar.
Sair com calma e ir andando a pé avenida acima, como sempre descobrir uma rua nova pelo caminho ( já não sobram muitas ). Podia fazer isto mais vezes como fiz ontem, ao telefone na conversa. Passar no super, passar pelos mesmos putos a fumar brocas, passar pela velhota que está sempre à janela no rés do chão, subir a casa, voltar a descer para obrigar os gatos a subir a escada de volta para casa.
Descansar.
Trabalhar.
Sair com calma e ir andando a pé avenida acima, como sempre descobrir uma rua nova pelo caminho ( já não sobram muitas ). Podia fazer isto mais vezes como fiz ontem, ao telefone na conversa. Passar no super, passar pelos mesmos putos a fumar brocas, passar pela velhota que está sempre à janela no rés do chão, subir a casa, voltar a descer para obrigar os gatos a subir a escada de volta para casa.
Descansar.
segunda-feira, novembro 15, 2010
Perdido por Queluz
Depois de um jantar com pessoal de universidade, uma geração à frente, num restaurante onde uma dose dava para 12, acabámos aqui ao pé do Saldanha. Não sei porque, pareceu interessante desprezar o Lux e entrar num daqueles bares quase incógnitos, de porta branca e letreiro discreto. Quarentões e trintões à dezena, mulheres poucas e a nadar em rios de baba. Vou dizer que esta noite marcou a minha transição para a idade adulta, depois de às 5 da matina se sentarem ao meu lado à laia de meninos-à volta-da-fogueira e perguntarem ao avô Prezado as grandes questões: o sentido da vida e se pinto o cabelo.
A segunda prova de transição é que estando lá a minha sobrinha, olhei mais para ela do que para os copos. Alguém que faz a mesma cara de fascinação depois de ver a mesma careta 15 vezes merece atenção.
Um dos convivas no jantar tratou-me por "senhor". Ainda dizem que ja não há jovens educados.
iPod, iPod. Olhem o prezado a chegar ao Natal e a ter de vender a mãe para ter um iPod.
A segunda prova de transição é que estando lá a minha sobrinha, olhei mais para ela do que para os copos. Alguém que faz a mesma cara de fascinação depois de ver a mesma careta 15 vezes merece atenção.
Um dos convivas no jantar tratou-me por "senhor". Ainda dizem que ja não há jovens educados.
iPod, iPod. Olhem o prezado a chegar ao Natal e a ter de vender a mãe para ter um iPod.
sábado, novembro 13, 2010
Basicamente é isto
O trabalho vai de vento em popa, que é uma frase que pode dizer muito e dizer nada, como é o caso. Já a casa, não se parece com nada. E perdido, só por instantes, à volta do trabalho. Já descobri os tascos, tudo.
Na quinta feira fui ao famoso cabo-verdiano e falei sobre isso. A Crente quis saber mais e eu que tou bem disposto apesar de ter guardanapos de papel rasgados no chão pelos cgatos, conto: Voltei ao restaurante encalhado num oitavo andar na Avenida da Liberdade. Dos tais que toda a gente ouviu falar mas que adia a ida. Desviei para lá os meus estimados colegas de trabalho. O primeiro impacto é o melhor. Ninguém espera aquilo. Não há menu. ou é bife de atum ou é cachupa. Chegámos tarde, já só há cachupa. Ainda ouvi uma boca do género "isto parece comida de pobre", comentário que só podia ser mais verdade caso se dissesse a seguir "isto parece comida de preto", porque como é sabido, todas as comidas tradicionais são de pobre. Nunca me pareceu que cozido à portuguesa fosse aute-cuisine e no entanto pelo-me por uma pratada a um domingo. Às quintas, o restaurante - no fundo é um andar de escritórios - tem o extra da musica ao vivo. Por isso, está sempre cheio de mulheres impecavelmente vestidas e penteadas, nos seus vestidos domingueiros. Diria que a maior parte do casais que lá encontro a dançar são patrão-secretária.
Na quinta feira fui ao famoso cabo-verdiano e falei sobre isso. A Crente quis saber mais e eu que tou bem disposto apesar de ter guardanapos de papel rasgados no chão pelos cgatos, conto: Voltei ao restaurante encalhado num oitavo andar na Avenida da Liberdade. Dos tais que toda a gente ouviu falar mas que adia a ida. Desviei para lá os meus estimados colegas de trabalho. O primeiro impacto é o melhor. Ninguém espera aquilo. Não há menu. ou é bife de atum ou é cachupa. Chegámos tarde, já só há cachupa. Ainda ouvi uma boca do género "isto parece comida de pobre", comentário que só podia ser mais verdade caso se dissesse a seguir "isto parece comida de preto", porque como é sabido, todas as comidas tradicionais são de pobre. Nunca me pareceu que cozido à portuguesa fosse aute-cuisine e no entanto pelo-me por uma pratada a um domingo. Às quintas, o restaurante - no fundo é um andar de escritórios - tem o extra da musica ao vivo. Por isso, está sempre cheio de mulheres impecavelmente vestidas e penteadas, nos seus vestidos domingueiros. Diria que a maior parte do casais que lá encontro a dançar são patrão-secretária.
sexta-feira, novembro 12, 2010
Prioridades
Infelizmente, trabalho num sitio onde a unica forma de ouvir o wild wild life sem headphones e com um volume decente é ser um menino atinado e vir mais cedo. Estou a ver se converto os meus estimados colegas ao PPC way-of-life ( almoços, copos e conversa ). Ontem já os desviei para um restaurante cabo-verdiano conhecido pelas danças à hora de almoço. Depois de 2 imperiais e 3 doses de cachupa, vi que já tinham cinto vermelho na especialidade. É dar-lhes tempo.
quinta-feira, novembro 11, 2010
No dia do Adeus
Foi o dia em que o senhor do adeus faleceu. Para mim, uma fraude, porque nunca me disse adeus e só o vi uma vez. Sim, o senhor do adeus discriminava as pessoas. Por classes. Sim, quem andava de carro, ele dizia adeus. Quem andava a pé - como eu, heroi da classe operária -, ele já não dizia adeus.
E tenho para mim, que um dia o vi acenar um pouco mais efusivamente para um gajo que ia de Mercedes branco.
Acabei de passar pelo Saldanha, estão cerca de 50 pessoas a dizer adeus aos carros. 11 de Novembro? Feriado nacional, no mínimo.
E tenho para mim, que um dia o vi acenar um pouco mais efusivamente para um gajo que ia de Mercedes branco.
Acabei de passar pelo Saldanha, estão cerca de 50 pessoas a dizer adeus aos carros. 11 de Novembro? Feriado nacional, no mínimo.
terça-feira, novembro 09, 2010
Obrigadinho aí
Para quem está esquecido, que eu não estou, a campanha Take us to iPod Touch continua. Felizmente tenho pessoas que me ajudam, e não falo da Maria. Ela ajudou, mas agora consegui um patrocínio bem mais impactante, graças à maravilhosa internet. Estes senhores souberam do meu sonho e escreveram esta música especialmente para mim, lembrando o objecto em falta. Todos os lucros deste concerto seriam para o iPod Touch mas altruísta eu, doei tudo para uma minoria qualquer num país qualquer, uma a sofrer bastante. A cada doação que façam no botão laranja, o sofrimento dessa minoria não diminuirá. Ilusão. Pelo contrário, até pode ser que aumente. Visto estar fora das minhas e das vossas mãos fazer algo por alguém do outro lado do mundo, metam lá qualquer coisa para eu poder desenhar coisas inconsequentes e bonitas. Convosco, invisible Touch:
O centro
Homem da cidade e homem de contrastes, passei de distâncias relatadas em herculeos trabalhos para uns simples 15 minutos de distância do trabalho. As redondezas oferecem-me bonitos cafés onde o pessoal come mini-pratos, ainda não descobri nenhum tasco, já encontrei o mini-mercado, o segurança que já sabe que estou no 6º andar, já vi que no prédio em frente há um restaurante no topo e que tenho de descobrir se dá para ir lá, tenho o frog instituição milenar ao pé, e tenho uma máquina de café com aqueles botões às cores e tenho um teclado rijo como cornos que já me está a dar uma tendinite e por isso tenho de parar de escrever já.
segunda-feira, novembro 08, 2010
Fim de semana, fecho para balanço e afins
Perdido na LX Factory, a ver os eventos e os pseudo eventos que só acontecem no Facebook, andei às voltas para encontrar o pessoal do costume. O D.J. oldschool de serviço, fonte de cultura musical inesgotável, mas que foi incapaz de passar isso ao filho - D.J. também - que faz sets de musica de carrinhos de choque. Encontrar pessoal conhecido e amigos da universidade. Mais 10 anos em cima, mas as conversas não mudam muito. Leituras pontuais da "Kodakização e despolarização do real : para uma poética do grotesco na obra de Fialho de Almeida" ao som de Bowie e debaixo de imperiais, na Ler Devagar.
Salto para o Cais do Sodré. Dança-se. Sol nasce e da Bica vai-se para casa, andando.
Guronsan, o amigo japonês, ajuda-me a levantar para mais um dia.
Jantar marcado, a companheira de casa pergunta-me se a túnica preta com berloques é melhor que a túnica preta sem berloques. Na verdade não faz diferença, não gosto de túnicas pretas. Entrada em jantar com amigos muitos: " Prezado, temos aí uma supresa para ti. Tens aí um amigo de infância na cozinha."
Pensei, estes cabrões estão a gozar, tá ali um zx spectrum ligado na sala?? não pode. Ah, afinal não, era mesmo um amigo de infância na cozinha. Segue-se animada conversa onde se encontram as memórias de há 15 anos - interessante como são comuns em tantos pontos: as férias onde eu me estatelei de bicicleta de uma gare de um comboio abaixo, armado em cromo da BMX, as passeatas num 2CV reconstruido à mão, um engate falhado em 1991, as férias no Algarve, as aulas - e as devidas mazelas com o que o tempo nos agraciou, nomeadamente pais a menos, peso a mais, paciência a menos.
Desencontros dançados no Cais do Sodré, interrompidos pelo corte do som pelo dono do bar, clamando pelo silêncio à hora que manda a lei. Acho que não era essa a preocupação real, o problema real era a má qualidade da dança e o mau nível de Air-guitar.
Sendo que ainda há pouco assisti ao Benfica a levar na pá à grande e que sendo o 3º jogo que vi este ano, reitero que a visualização de jogos deve ser feita numa tasca repleta de ferrenhos, de preferência bem regados. Depois, levei uma cabazada no snooker tão grande como o Benfica levou na bola mas não jantei sapos.
A partir de amanhã, o Prezado começa uma nova fase de trabalho. Wish me luck.
Salto para o Cais do Sodré. Dança-se. Sol nasce e da Bica vai-se para casa, andando.
Guronsan, o amigo japonês, ajuda-me a levantar para mais um dia.
Jantar marcado, a companheira de casa pergunta-me se a túnica preta com berloques é melhor que a túnica preta sem berloques. Na verdade não faz diferença, não gosto de túnicas pretas. Entrada em jantar com amigos muitos: " Prezado, temos aí uma supresa para ti. Tens aí um amigo de infância na cozinha."
Pensei, estes cabrões estão a gozar, tá ali um zx spectrum ligado na sala?? não pode. Ah, afinal não, era mesmo um amigo de infância na cozinha. Segue-se animada conversa onde se encontram as memórias de há 15 anos - interessante como são comuns em tantos pontos: as férias onde eu me estatelei de bicicleta de uma gare de um comboio abaixo, armado em cromo da BMX, as passeatas num 2CV reconstruido à mão, um engate falhado em 1991, as férias no Algarve, as aulas - e as devidas mazelas com o que o tempo nos agraciou, nomeadamente pais a menos, peso a mais, paciência a menos.
Desencontros dançados no Cais do Sodré, interrompidos pelo corte do som pelo dono do bar, clamando pelo silêncio à hora que manda a lei. Acho que não era essa a preocupação real, o problema real era a má qualidade da dança e o mau nível de Air-guitar.
Sendo que ainda há pouco assisti ao Benfica a levar na pá à grande e que sendo o 3º jogo que vi este ano, reitero que a visualização de jogos deve ser feita numa tasca repleta de ferrenhos, de preferência bem regados. Depois, levei uma cabazada no snooker tão grande como o Benfica levou na bola mas não jantei sapos.
A partir de amanhã, o Prezado começa uma nova fase de trabalho. Wish me luck.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Uma semana
Depois do filho-da-puta-do-gato me empurrar o portátil da cómoda e de eu o ter chamado 36 nomes ainda antes do portátil se estatelar direitinho no chão, vi com agrado que não o matei, se bem que foi apenas porque ele foi bastante rápido a fugir. Já recomposto, e em jeito de fecho da semana e desta fase - Segunda feira há novidades - deixo as fotos desta semana, relatando a melancolia do outono, em jeito de Diário de Marilu mas sem aquela folha sempre colada nos dedos.

Os taxis. Sempre. Esta semana andei de taxi mas não consegui arrancar nenhuma info.
Andei de volta dos trabalhos manuais. Segundo o PEC3, o canivete que vêem acima é agora ilegal. Não o denunciem, temo não ter verba para comprar outro e tenho muita estimação neste, era do meu avô.
Fui jantar a um conhecido indiano, tentei impingir este retrato do cozinheiro que fiz enquanto tomava o café, mas ele não apreciou especialmente. Insisti bastantes vezes. Voltei a insistir. Ele dizia que não. Ainda lhe disse que fazia mais 5 desenhos e que ele podia levar todos, mas ele mesmo assim disse que não. Nisto, entra a minha companheira de casa, clamando que já conhece o restaurante desde a libertação de Goa e que eu devia ter ido para outro lado. Foi à vida dela, mas em casa insistiu muitas vezes sobre a identidade da pessoa com quem eu estava. Insisti: "se ela só sai à rua com um saco de papel a tapar a cabeça, é por um bom motivo."

Segui o apelo de William H. Burroughs "smash the control images - smash the control machine". Não fui de modas: Vandalizei esta máquina de control. Lisboa está cheia destes dispositivos de control. Fiel leitor de Huxley e Orwell, como eles detesto regimes totalitários e fiz a minha parte, sabotando a máquina com uma mensagem de subversão e revolta. Coelho estrábico, faz o teu papel.

Os taxis. Sempre. Esta semana andei de taxi mas não consegui arrancar nenhuma info.
Andei de volta dos trabalhos manuais. Segundo o PEC3, o canivete que vêem acima é agora ilegal. Não o denunciem, temo não ter verba para comprar outro e tenho muita estimação neste, era do meu avô.
Fui jantar a um conhecido indiano, tentei impingir este retrato do cozinheiro que fiz enquanto tomava o café, mas ele não apreciou especialmente. Insisti bastantes vezes. Voltei a insistir. Ele dizia que não. Ainda lhe disse que fazia mais 5 desenhos e que ele podia levar todos, mas ele mesmo assim disse que não. Nisto, entra a minha companheira de casa, clamando que já conhece o restaurante desde a libertação de Goa e que eu devia ter ido para outro lado. Foi à vida dela, mas em casa insistiu muitas vezes sobre a identidade da pessoa com quem eu estava. Insisti: "se ela só sai à rua com um saco de papel a tapar a cabeça, é por um bom motivo."
Segui o apelo de William H. Burroughs "smash the control images - smash the control machine". Não fui de modas: Vandalizei esta máquina de control. Lisboa está cheia destes dispositivos de control. Fiel leitor de Huxley e Orwell, como eles detesto regimes totalitários e fiz a minha parte, sabotando a máquina com uma mensagem de subversão e revolta. Coelho estrábico, faz o teu papel.
quinta-feira, novembro 04, 2010
Limpar a casa, segunda edição
Prezado foi ao Chiado meter a conversa em dia. Pelo caminho tropeçou em 4 fashion victims, tropeçou em 2 hipsters ( espera isto são fashions victims também bolas ) e um daqueles jovens que andam com malas de senhora, - expliquem-me isto, por favor - tropeçou ainda no Arrumadinho, uns metros à frente tropeçou no senhor que toca sempre as mesmas três notas no Casio mas que insiste em seguir uma pauta, tropeçou no Alfaiate, que não lhe tirou uma foto apesar de estar vestido com uma saca de sarapilheira Gucci e uns Nikes vermelhos. Acho que foi porque não trazia uns Wayfarer. Almoço ao sol, Prezado chega a casa com a mulher-a-dias já a trabalhar. Trabalho para acabar, isola-se dos gatos, da mulher e da realidade. Mete Foo Fighters. Passado um bocado, julga ouvir a mulher-a-dias a falar com alguém, em animado e complexo diálogo. Mas não. É ela a falar com os gatos.
Lei das probabilidades
Quais são as hipóteses de ir jantar fora e passado um bocado entrar a companheira de casa no mesmo restaurante? Vade retro.
quarta-feira, novembro 03, 2010
Professor Datado
Fui dar uma aula, ou tentar fazer esse papel. Apresentar o meu trabalho, a "carreira". Nunca fui professor, apesar de ter estado na lista de profissões a seguir, ao lado de sniper e operador de guindaste.
Dar aulas é uma trabalheira. Isso já sabia. Metade do pessoal que conheço é professor e vejo a vidinha que levam.
Mas é divertido, porque quando achamos que vamos partilhar conhecimentos válidos e absolutos porque estamos a viver o nosso tempo em pleno, reparamos que estamos a fazer a mesma figura anacrónica que os nossos professores faziam, dado que:
Estes putos sempre tiveram computador. Sempre tiveram net! Sempre tiveram impressoras. Eu só tive net a partir dos 21 anos!
E eu, pobre fóssil, dei por mim a falar do-tempo-em-que-fazíamos-tudo-à-mão. E cheguei a começar uma frase com "no meu tempo...". Alguém me abata a sangue frio.
Constatações: Estou datado. Tenho um discurso desadequado. A maior parte das coisas que aprendi no 12º já estão fossilizadas.
Felizmente os putos são mais pequenos e enfezados e posso dar-lhes calduços e gozar com aquele cabelo ridículo.
Datado é eufemismo para velho, mas não uso aqui velho novamente, dado usar ténis com mais cores que os miúdos e ter menos barba que eles.
Dar aulas é uma trabalheira. Isso já sabia. Metade do pessoal que conheço é professor e vejo a vidinha que levam.
Mas é divertido, porque quando achamos que vamos partilhar conhecimentos válidos e absolutos porque estamos a viver o nosso tempo em pleno, reparamos que estamos a fazer a mesma figura anacrónica que os nossos professores faziam, dado que:
Estes putos sempre tiveram computador. Sempre tiveram net! Sempre tiveram impressoras. Eu só tive net a partir dos 21 anos!
E eu, pobre fóssil, dei por mim a falar do-tempo-em-que-fazíamos-tudo-à-mão. E cheguei a começar uma frase com "no meu tempo...". Alguém me abata a sangue frio.
Constatações: Estou datado. Tenho um discurso desadequado. A maior parte das coisas que aprendi no 12º já estão fossilizadas.
Felizmente os putos são mais pequenos e enfezados e posso dar-lhes calduços e gozar com aquele cabelo ridículo.
Datado é eufemismo para velho, mas não uso aqui velho novamente, dado usar ténis com mais cores que os miúdos e ter menos barba que eles.
terça-feira, novembro 02, 2010
segunda-feira, novembro 01, 2010
Terror médio
Fui ao Halloween em frente ao Maria Caxuxa, tentei fazer com que os actores contractados para andarem mascarados por lá se desmanchassem, mas é dificil. Ogres, fantasmas, talhantes, zombies e bruxas não se deixam levar por bocas fáceis género "ontem acordei com tão bom aspecto como tu" ou "Fazes-me lembrar a minha ex-mulher, juro."
Para assustar, fui mascarado de Prezado, óbvio. Implica não tomar banho, apenas.
O mais assustador que vi foi o preço da imperial ter aumentado.
Para assustar, fui mascarado de Prezado, óbvio. Implica não tomar banho, apenas.
O mais assustador que vi foi o preço da imperial ter aumentado.
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