segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Oscars, a análise fashion do PPC

Pela primeira vez, o PPC acompanhou a noite dos Oscars e fê-lo da melhor forma, com uma proto-estilista convidada. Acompanhar isto com uma mulher trouxe a vantagem da clara objectividade que só uma mulher a olhar para outra mulher consegue ter. Eu provavalmente só conseguiria dizer "olha-me aquela vaca, tão magra" mas assim, foi possível ter algumas palavras mais sábias e imparciais sobre as estrelas.

Ao longo da noite passámos por profundas análises:

Anne Athaway, simultaneamente "muito gira" e "olhos de boga", do vestido nada a apontar a não ser que lhe assentava mal nas mamas. "Viste, vai ficar como a mãe?".

Robert Downey Jr., que "tem estilo" , podia usar o fato dele e simultaneamente " o gajo combinava melhor comigo, foda-se". Também "é lindo".

Nicole Kidman, perfeita mas enjoativa, desilusão enorme, vestida ao estilo de um guardanapo de restaurante indiano. A partir daqui não uso mais aspas, mesmo vocês devem conseguir perceber rapidamente quem diz o quê.

James Franco, que é bem apessoado, mas uma seca.

Tom Hanks, que é um gajo. Sem comentários.

Por esta altura, ainda estava a cerimónia a começar e a analista convidada começa a reclamar por um tal de Bardem.

Kirk Douglas, o regresso da múmia. Coitado do senhor, não há respeito, tirá-lo do suporte de vida... mas, ganda style. Tutank Amon, you're a winner.

Melissa Leo, a minha mãe tem uma toalha de mesa com esse padrão. Bem atribuído.

Justin Timberlake, granda seca de gajo, nhonho, a acompanhante, suburbana, gira e das barracas. Bom decote. Vulgaroide. Vestido cor de urubu.

Penelope Cruz, linda foda-se, tá uma bimba. Vestido, qual vestido?

Javier Bardem, tá sem pescoço. AUUUUuuuuuuuuuuuuuu tá inchadito. Fatos à barco-do-amor.

Helen Mirren. Linda, velha bem conservada. Vestido ok.

Reese Witherspoon, és loura mas para ti abro uma excepção. Curvas porreiras, mas tem cara de professora de fitness misturada de mulher a dias.

E provando que isto da entrega dos Oscars é uma seca inominável, eu vou dormir. Nunca acompanhei uma entrega em directo porque sempre achei isto uma coisa fatela a dar com um pau e ainda não é desta que achei piada. A todos, uma muito boa noite.



sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Felizmente é sexta.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Não sei que diga

Desço a rua das tascas escolho uma ao calhas calhas aqui onde há toalhetes de papel com erros ortográficos e meias doses, levas guardanapos com desenhos a ver se pagam contas, pagas contas com dinheiro pagas contas. Não há tempo para sobremesas fica o café cheio, mas sais à rua a tempo. Sobes a Rua da Alegria passada a praça da mesma graça, passas a editora Minerva que do canto não passa do borda d'água há anos demais, sobes sobes ao Principe Real desces ao Ibis, passas ao largo, atravessas a travessa, contornas o taxi e 'tás lá. Trocas fados por mornas e tomas louras por mulatas.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Agora que já vi o Black Swan

Tenho de rever o meu review do Black Swan, foi parvo julgar um filme sem o ter visto. Nunca seria objectivo e justo, obviamente. Então escrevo assim, teclo bem devagar, mais magistral e certo:
Não é o equivalente ao "Perfume". É qualquer coisa como um mashup do Fight Club com a Candy Candy. E a partir daqui, escusam de ir ler críticas do Público e do Expresso, isto é o mais resumido e sério que podem encontrar.

Não querendo ser parcial, deixo aqui algumas dicas sobre o que podem fazer com 5 euros que queiram gastar:
  • Perdê-los.
  • Pagar a alguém a quem devam 5 euros.
  • Comprar 5 euros de pastilhas.
  • Comprar 5 euros de chumbo.
  • Comprar 5 euros de penas.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Cinebolso, às 19:46


Lá passei ao Cinebolso. Desta vez não tinha ninguém à porta, o que achei estranho. Senti-me sozinho até. Enganei a solidão imaginando-me a jogar ao burro em pé com a menina devassa das menages.

Aproveitar o sol

Lá nos reinos das Valquirias, há uma obsessão com o sol. Aproveita-se todo. Cá, como há tanto, a sua ausência é temida, a sua presença, desprezada. Passo à porta do tasco com o toalhete de papel colado com fita cola na porta: "temos sala  no 1º andar e esplanada". Esplanada. Porreiro. Está sol. Vou comer na rua.
- Boa tarde, a esplanada lá atrás, por favor.
- Esplanada?
- Sim, está aberta?
- ah não é bem uma esplanada... É um quintal, 'tá a ver? 'tá um pouco desarrumado.
- ....
- E além disso está frio...
- Pois, estava a ver se apanhava sol...Boa tarde então.
- Não, ali nem apanha sol.
Pronto, lá fui para uma cave escura comer e fustigar-me por acreditar em coisas escritas num losango de papel.

sábado, fevereiro 19, 2011

Revoluções ao sábado


Passando ao mercado de Arroios, a revolução já começou. As velhinhas, vermelhas de fúria, azuis de farandol, gritam aos talhantes assassinos assassinos comedores de carne onde já se viu comerem o tó e a galinha balbina animais são os senhores animais assassinos a comer carne - gritaria pegada, paro passo e penso como finalmente funcionaram aqueles stencils vegan a denunciar o holocausto semanal que nas barbas de todos os inconscientes se repete - os animais são nossos amigos não se come os nosso amigos gritam foda-se para as velhas, não aguento este ritmo e tanto ódio nos olhos, o mundo não está mesmo preparado para ser vegan. Passo ao largo.
Da rua bipolar sigo até ao cemitério do alto de São João. Passo pela velhinhas de Sentinela na mão. Olhares desconfiados.
Como num café na Senhora do Monte. Não digo o nome porque não quero promover um sítio onde regresso para ter o melhor gosto em ser mal atendido. Demoram tanto a atender, mas são tão simpáticas e atarantadas que não há forma de reclamar. Aquela troca os pedidos todos, mas as meias de rede ficam-lhe bem. Nada a fazer.
Depois de uma pausa, mais um bocado em passo acelerado e entro na Feira da Ladra, que a esta hora já não é tipica nem tem turistas. Resta só um grande quadrado de gente lá mais para baixo, mais velhos, mais homogéneos: os que vendem para ter o mínimo dos mínimos. É tudo roubado. Coisas de supermercado. Tudo menos o que rapaz dos óculos fundo de garrafa me pede para comprar, isso notava-se que era dele. Pediu-me para comprar tralha, coisas de casa, dele.
Cruzo-me com mais um par de revista Sentinela na mão. Nada novamente. Deixei de ter salvação parece-me ora porra agora que até me dava gosto dizer uma barbaridade qualquer, género sou médium sou enviado de belzebu pratiquei fornicação mas só por motivos rituais atenção, qualquer coisa.
Desço ao Museu do Fado. Passo a fonte bizarra. Paro um bocado em frente a um portão que me diz coisas familiares, de tempos passados. Tiro-lhe um retrato, como retribuição.
Sigo em direcção à Casa dos Bicos, ultrapassando o velhote bêbado que mal se aguenta de pé. Sigo para o Rossio e apanho os manifestantes que tinha visto juntarem-se lá mais atrás, na Voz do Operário. Estes só para serem chatos ou porque precisam do dinheiro, fazem a manifestação ao sábado. Tanta polícia. Tanta. Junto-me aos perigosos agitadores e sigo com eles a rua a que agora cortam o transito e sigo para casa. Tanta polícia, devem estar à espera das velhotas vegan.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Abençoada

O Sergio Godinho escreveu sobre uma terça feira feira da Ladra, abria às 5 da madrugada. Devia ter escrito também sobre uma sexta, dia bem mais importante mas menos poético, em especial dos que fecham às 5 da madrugada.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Do metro

Do metro, tomem como certo:
A primeira carruagem é a melhor e a mais rápida, os bancos virados para a frente têm melhor Feng Shui e sentarem-se no meio dos bancos corridos faz-vos parte importante de uma capicua. o PPC recomenda: Usem o metro.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

A subir a rua, passei olhei vi

Entrei. No Cinebolso. A coragem diluiu-se nas paredes forradas de meninas gulosas e saí em 30 segundos. O facto de ser o único na zona a locomover-se nas duas patas traseiras dava-me uma desvantagem clara na fuga, mas consegui sair com sucesso.
Esta semana, o filme é:

"Turistas engatatonas", pensei, deve ser um documentário. Deve tratar daquelas devassas que vejo no Castelo de são Jorge, na Feira da Ladra, no Museu dos Coches, de máquina fotográfica, badalhocas com aqueles kispos a provocar, sempre com mochilas o que não levam nas mochilas as porcas.

Parabéns Pipi!



A Pipi ganhou o passatempo! Não que o post esteja brilhante, tem uns laivos literários com alguma expressão, por vezes tocam a genialidade, comparam-se a Eliot, afundam Espinosa, rebentam Margarida Rebelo Pinto, no fim espreme-se e dir-se-á "xi, qualquer dia ainda fazem um livro com isso.". Prezado confessa que foi alvo de uma tentativa de pressão por parte de uma blogger conhecida para lhe atribuir o prémio, mas como esta é uma mulher séria, não tinha nada para o convencer a que tal acontecesse. Sendo assim e sem mais, vem cá buscar o selo.
Diz lá se não é grande?

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia das ex-namoradas

A Madalena, ébria. Ah, saudade.



A madalena, sóbrio.

Madalena foi brutalmente roubada do E Deus criou...

Para fechar o dia, uma oferta

Prezado oferece a cada blogger que apresente post subordinado ao tema "estou deprimida, vou ficar no sofá a encher o cu de bolachas porque hoje estou sozinha": um certificado de mal-fodida assinado pelo Paulo Bento e pelo Manuel Luis Goucha. Apressem-se que tenho poucos, é difícil apanhar o Paulo Bento. O Goucha deixa-se sempre apanhar.

Isto é simples

Funciona assim: há muitos muitos anos havia uma tradição anglo-saxonica ligada a um culto pagão, associada ao sol ou aos pássaros ou à primavera, metendo barbudos de camisa de noite branca à volta de pilas de pedra, um cenário a puxar o raccord à reprodução e ao recomeço de ciclos. Basicamente: foder.
Entretanto, veio o cão, e o gato teve de se esconder. A igreja tomou conta da produção e aproveitou a data e meteu lá um beato qualquer, santificando a coisa e tirando a parte forniquenta da questão ( pelo menos à descarada ). Finalmente, veio o coelhinho não não veio o palhaço e o pai natal, o capitalismo americano, o grande Satã pois e todo o circo e criaram este dia maravilhoso com todo o género de promoções pague-um-leve-dois desde telemóveis chouriças de sangue lingerie chocolates scotch brites spas perfumes ui perfumes tantos cinemas e todo o tipo de tretas que são igualmente promovidas noutras datas igualmente significativas ( halloween, dia da mãe, do pai, da criança, campeonatos da bola, rock's in rio's etc etc ) que são consumidas industrialmente esquecendo momentaneamente que o único propósito delas é fazer dinheiro. Conclusão? Rais parta a publicidade. Tan tan tan tan tan tantum!

domingo, fevereiro 13, 2011

O regresso dos mortos vivos

Os telejornais hoje abrem com a notícia de mais um velho encontrado morto em casa tempos depois de ter morrido. Pergunto-me se a ideia é lançar o medo de uma epidemia de pessoas encontradas mortas ao fim de algum tempo. Não estou a dizer que seja assim um valentão, mas pessoas mortas dentro de apartamentos não me assustam. Venham elas.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Aqui no trabalho III

Tenho um co-trabalhador, que depois de ganha a devida confiança, passou a enviar-me fotos-malandras de senhoras distraídas a sair do banho só pode estão nuas e visivelmente encaloradas tudo cor de rosa choc a brilhar rosinha mas o cabrão não sabe meter no subject "NSFW" depois do titulo que me faz lembrar as cassetes de tangos e passodobles do meu avô.

Aqui no trabalho II

Temos consolas de jogos, como em todas as agências em que trabalhei. Mas como em todas, raramente lhes toco, porque numa agência trabalha-se. Num escritório normal, o equivalente a uma consola serão posters na parede. Só servem para dar ambiente.

Aqui no trabalho I

O gajo que está 3 mesas atrás meteu na cabeça que a música que mete é do melhor. Mas na realidade, está entre musica para bodycombat e carrinhos de choque. Na sala ninguém grama aquilo, mas aguenta, na esperança que ele desligue um pouco e alguém meta algo que use notas musicais na composição.

Black Swan

O Black Swan está para os filmes como o Perfume está para os livros.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Sobre católicos

Prezado é blogger há 5 anos, tem comichão no couro cabeludo e gosta de dizer coisas.
Quer espantar todos os leitores do blog excluindo-os por partes.
Esta semana: Católicos.


Devem ter visto na secção de notícias idiotas de um jornal online qualquer ou na televisão generalista alguma informação sobre esta App para iPhone, a Confissão.
Ora...
O Prezado esteve a fazer beta-testing da app. Não, não tem lá nada de nada sobre fazer confissões online. não tem um send para o senhor padre com um forward para deus, nem tem bcc para o papa. Não tem rede social para comparação de pecados, não tem likes para os mais arrependidos, não tem partilha de salmos, não tem opção para descarregar novas penitências. Não tem estatísticas de pecados. Nada. Porque se ela fosse assim, foda-se, eu pagava para a ter.

É apenas uma lista de pecadilhos possíveis, para consulta, para sabermos se estamos no caminho certo.
Partindo dos 10 mandamentos, aquilo ramifica-se, complexifica, questiona tudo e mete-me a pensar Jesus se eu pensasse nisto como pecado cada vez que acontece estava fodido não fazia mais nada na vida e provavelmente não dormia à noite sem me confessar ah espera é esse o objectivo fazer-me sentir mal com coisas que toda a gente sente mas que não confessa ... pois confessa pois o objectivo é confessar coisas que são normais e vulgares até aquelas indesejadas também, depois de as associar a culpa.
Ó assim não vale, bolas. Então se são coisas que toda a gente sente todos os dias, os desgraçados dos católicos cada vez que olham para a dona Isabel da padaria já estão a incorrer em erro. A lista, meus caros, faz-me temer pela humanidade. E é pela extensão de bizarrias que lá encontro que agradeço a deus haver religiões, senão esta gente pecava ainda mais. Deixo aqui algumas questões que devemos perguntar-nos diariamente, que podem encontrar na app.
Espero que os criadores da app sejam mais misericordiosos comigo que deus, que esse nunca me castigou por violar copyrights, o distraído.

"Alguma vez pratiquei alguma superstição?" signos? não podem.
"Alguma vez fiz piada de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja?" Jesus, tou lixado.
"Alguma vez troquei beijos prolongados ou apaixonados?" deus não grama dessas cenas, ouviste Beatriz?
"Alguma vez pequei contra a castidade sozinho?" isso tem um nome.
"Alguma vez deixei de controlar a minha imaginação?" Esta nem consigo rir.