sábado, março 26, 2011

visto

"e,
como lembra Agostinho da Silva, a vocação do ser humano é ser poeta (à solta), criador, deus, no sentido da sua autodeterminação, "o homem não foi feito para ** trabalhar mas para criar" (AS) "


post completo no atómico.

sexta-feira, março 25, 2011

Eu não estou a ficar mais esperto

Eu não estou a ficar mais esperto, não tomo drogas nenhumas tirando o guronsan, não tomo suplementos, não jogo no totoloto, não pego num livro há seculos, não cultivo nada há milénios nem salsa, e como é que pode ser que eu veja tão claramente que o Pedro Passos Coelho e o PSD são a maior palhaçada dos últimos anos?
Só pode ser a idade. Trará sapiência, como dizem? Não é grande habilidade bem sei, mas mesmo assim surpreende-me esta subita descoberta, é que não me esforcei minimamente para descobrir isto. Espero que mais alguém repare neste facto.

Completa a primeira fase

Recolhi informação preciosa na rua do Cinebolso. O futuro do país está assegurado. A Tasca do Careca continua de neon sólida e brilhante, a loja do chinês vende fruta até às tantas e o casal de cabeçudos de papel a encimar a porta continua a trazer a sorte que a lanterna vermelha não deixa sair, o Cinebolso continua a ter filmes diferentes todas as semanas. A farmácia continua aberta e a vender vaselina para não doer tanto. O restaurante high tech na transversal continua a receber enjoados endinheirados ou endinheirados enjoados ou enjonhados endireitidos ou qualquer coisa que não percebo esta gente que gosta de restaurantes todos brancos vê-se logo que não são uns chafurdas como eu a comer fazia daquilo um Pollock só com meia dose de lentilhas. O país está lixado? Venham os próximos, eu não saio.

quarta-feira, março 23, 2011

Mea culpa

Faz-se tempo e o tempo quando é feito é de usar antes que se estrague. Quero aproveitá-lo enquanto é fresco para me retratar. Falo-ia de bom grado a pastel mas caga-me o ecran todo.
Quero aqui pedir desculpas aos meus vizinhos: Desculpem-me pelos impropérios berrados a qualquer hora do dia ou da noite. Percebam - e com isto não estou a diminuir a minha culpa - que os gatos fazem parkour nas minhas pernas, pisam e comem e cospem na minha comida. É duro, por vezes. Quero pedir desculpas ao Sócrates por não ter votado nas ultimas eleições. Percebi agora que há soluções políticas de compromisso, mas não é compromisso com ele lagarto lagarto conluio com o poder é que não.
Quero também pedir desculpas por ainda termos Pedros Passos Coelhos, Paulos Portas e afins, um país com tanta tradição em inquisições, expulsões e repressões e dá nisto foda-se.
Quero pedir desculpas ao Louçã por tê-lo incomodado com o meu voto, mais do que uma vez.
Quero pedir desculpas ao Cavaco por lhe ter chamado tantos nomes quando era míudo e também por o ter feito continuada e mais fortemente desde essa altura.
Quero pedir desculpas à minha mãe por ter pegado fogo ao urso de peluche que estava em cima da cama em 1979.

Sobre a net


Estava a reparar que a minha navegação pela net mudou muito. Quando havia algumas centenas de portais sobre criatividade, design e afins, seguia religiosamente uns 50. Diariamente, quase. entretanto parece que levo mais tempo em redes sociais e blogs do que nas outras coisas todas. Agora que os portais dessa altura de ouro - sim a net já é velha que chegue para isto - morreram ou definharam, milhares tomaram o seu lugar, menos técnicos, mas mais loucos - deve ser geracional - e mais criativos. Deixo aqui alguns, isto isto isto serve de marco temporal, daqui a 16 anos venho ao arquivo do site e topo que tipo de coisas andava a ver.

terça-feira, março 22, 2011

Cinebolso, sempre

Isto só pode ser um filme de guerra, ao estilo de John Ford, por exemplo. "Operação anal livre", é claramente o nome de código para uma operação militar sobra a zona do Anal ( Para terem uma noção da área, vide Anal do Panamá ). Depois, não me chamo Alberto se isto não é uma piscadela de olho - resisto - à situação na Libia. Depois, é de reparar que a miúda - deve ser soldado raso, não lhe vejo nem um pêlo - está a usar camuflagem. Mas não é da melhor, já que mesmo atrás daqueles circulos cor-de-rosa topei-a em menos de 3 minutos, no breu.

segunda-feira, março 21, 2011

Só mais um. De Frederico de Brito e Ferrer Trindade, novamente cantarolado em Camanês:

Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti

Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei não ser melhor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais

Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu

Hoje

Hoje parece que é dia da poesia.
Para cantarolar em Camanês, de J. Correia Tavares:

Daqui, desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas como eu
Mando-te um beijo naquela andorinha
Que em Março me entregou um beijo teu

Daqui, deste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao Outono que ainda é Primavera
E encho de buganvílias este fado

Num tempo que de amor é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho

Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, não há fronteira, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter!

domingo, março 20, 2011

Do pão

O reduto de toda a noite, a padaria da Praça do Chile. Depois de uma noite de abusos, acabam-se os últimos trocos em abusos também, comem-se os bolos que não se comeram numa semana, enche-se o bandulho de queques, bolas de berlim, milfolhas mil, pasteis de nata, merendas às tantas. Cruzo-me com todo o tipo de gente, o menino queque de BMW à porta, a velha sem-abrigo que não dá com o sítio, o mitra dos piercings, a pita e o namorado de mão dada. Sobe-se o resto do caminho a custo, mas de pança cheia. É tão fácil ser feliz.

sexta-feira, março 18, 2011

AH é SEXTA



Eu mereço.
Já passou. Calma.
Atravesso as transversais com quem vai paralelo. Parto as rotundas a meio. Passadeiras em diagonal, muitas. Esqueço-me dos números das portas dos prédios que gostava de viver.

quarta-feira, março 16, 2011

Tascos? test drive I

Ora disseram vocês:

Arêgos, em Santos .
Zé Varunca, na R. de São José.
Cantinho do Alfredo, em Campolide.
Bota Velha, na Domingos Sequeira.
Taberna Ideal, em Santos.

E a Cat deverá adivinhar onde fui almoçar hoje pela bucólica foto acima. Pois fui. Mas fui enganado. Ora: Um tasco com flores frescas? mas que cena é esta? exijo ser tratado como deve ser com flores de plástico porra.
O casal ao lado tentava desesperadamente engatar-se. Ele falava que se desunhava, ela olhava para o homem do tasco atrás do balcão. O doutor, engravatado mas com o tal ordenado de 500 euros - sim pois esses fatos de 70 euros topam-se à milha meu amigo só enganas a cozinheira - comia sozinho na sua mesa. Os 4 moranguitos comiam ao fundo da sala. O lavatório beige já no meio da sala - o espaço não é muito - a combinar com tudo o resto pois. A colecção de porta-chaves sebosos nas prateleiras. O vaso com a trepadeira. O chão de mosaicos comido pelo uso - não digo tempo porque isso é armar ao pingarelho poético e sensível - ao balcão. Concluindo: é um tasco aprovado pelo PPC.

Tascos? Dicas precisam-se

Hoje aventurei-me mais um pouco à hora de almoço e entrei em mais um tasco desconhecido. Jackpot, azia para 2 dias.
Mas há tascos e tascos... Vamos lá listar cantos, restaurantes, tascos de Lisboa.

Stop, de Campo de Ourique. Passo.

terça-feira, março 15, 2011

Como está sol

Volto a gostar deste país, obviamente. Sou só humano.

Já é hora de almoço

Farto de passeios a pé plenos de significado político ou sindical, hoje fui para o trabalho a pé, por causa da greve do metro, a apreciar o sol e o vento.
Passei pelo bebâdo encostado à montra do stand da Lamborghini e lá fui.

Cinebolso, hoje

As visões de Papa Nicolau, óleo sobre acrilico, 2011.

Passei à porta, acabei de atender o telefonema sim sim estou na rua a olhar para onde? queres saber para onde estou a olhar eh pois é para um jardim pois. Não. É. Não das delicias não não estou a gozar quem me dera não é mesmo sim sabes o do quadro? não, é mais realista. Mais. Mais. Já te disse, estou na rua. Não. Não, é ao pé de casa. Foda-se, eu dou-te a morada.

segunda-feira, março 14, 2011

E agora, só para que percebam melhor

Há muitos anos, tinha uma colega de trabalho que vivia num mundo muito pequenino. Era o mundo dos efectivos. Como ela vivia no mundo dos efectivos há muitos muitos anos, tinha medo de ir para lá dos arrabaldes do mundo dos efectivos, nem sabia o que poderia encontrar nessas terras sem-nome.
Seriam dragões? não.
Quem saísse desse mundo perfeito, podia encontrar o Pântano dos recibos verdes ou a Floresta dos desempregados, sitios tenebrosos onde habitam ogres descontentes e feios uh disse o ogre uh paga-me este mês filho da puta do caralho uh já está atrasado - esses ogres malditos sempre aos urros.
A colega, pobre de deus, continuava a ter todas as regalias próprias do mundo dos efectivos, onde todas as mulheres são prendadas princesas e todos os homens príncipes justos e trabalhadores, sem imaginar que para lá do mundo dos efectivos havia tamanha monstruosidade a passar-se. Depois picou-se num fuso de uma roca de fiar e morreu. De burra.

domingo, março 13, 2011

Manif sim Rasca não

Ah bons tempos. Prezado viu-se nos seus tempos de secundária, quando Cavaco-primeiro-ministro resolvia manifs de estudante à bordoada. Vinte anos passaram e agora Cavaco-presidente diz para nos manifestarmos à vontade. Ah maravilhoso o seu coração transborda de espirito democrático ah.

Devo dizer que me fartei de rir com a cobertura das manifs nos noticiários. É que não é de hoje que as vejo e mesmo pouco isentas como sei que são, as redacções estiveram mesmo empenhadas nisto. Escolheram as imagens mais pueris, os cartazes mais primários, as opiniões mais fracas. Quem viu as imagens dificilmente identifica uma das maiores manifestações dos ultimos anos, com todo o tipo de alinhados e desalinhados ( interessante, vários helicópteros sobrevoaram tudo e não vi nenhum canal com imagens aéreas da zona ). Sim, se não tiver um PC ou um Bloco ( os de sempre ) a organizar uma manif, as pessoas de todos os quadrantes saem à rua. Não foi um protesto à rasca, foi um protesto com cabeça. Podem manipular, tingir, manietar, aproveitar-se politicamente do que se passou, mas quem lá estava, sabe ao que foi. E valeu a pena.

Adenda: Quanto ao facto de haver humor numa manifestação, como já apanhei aí na blogosfera, e o facto de haver gente de máquina fotográfica, e o facto de não estarmos a trabalhar para pagar contas a um sábado, e o facto de estar lá gente com todos os dentes da frente, lamento, não conseguimos ser mais miseráveis. Mas custa.

Adenda 2: Faço minhas a palavras que li no Acatar.

sábado, março 12, 2011

xina pá tanto preguiçoso que saiu à rua para gritar.

sexta-feira, março 11, 2011

PPC desenrasca

O PPC apela à participação nas manifs de amanhã. Não vou argumentar com citações do Le Monde Diplomatique, não vou falar de neo-liberais, do Cavaco, do Sócrates, dos à-rasca, nada. Digo só: Quem acha que isto vai bem, é porque ESTÁ bem. Se estiverem bem, olhem para o lado e saiam do vosso universo por momentos. Sigam, mas a saber um pouco mais do que se passa.

Adenda: (peço desculpa pelo uso deste termo tão datado e com tanto peso, mas não tenho outro para definir o que me passa na cabeça ) Farto de fascistas, caralho.


Mas, espera. É Sexta foda-se. Olha, é a minha vida de volta, olá tudo em cima? não não entra tás na boa entra espera vou ali buscar uma superbock queres também não é não senta-te meu, tas mesmo com cara de quem precisa disto foda-se ya esta semana foi um cansaço ainda devo sair sim sim mais tarde não isso ainda é cedo porra não tou habituado a sair tão cedo ya.

Não pode ser bom

Sonhar com leões pretos às dezenas no campo grande depois de escapar de um elevador em queda no Afeganistão? Freud explica.

quinta-feira, março 10, 2011

À noite

Ficam mais ideias sobre como fazer render o imprestável conhecimento de 1/3 das ruas de Lisboa, que parece que poderá eventualmente um dia se calhar ter potencial de ser um projecto com porventura algum fortuito e hipotético uso. Daqui até Alcântara dá tempo para pensar em tudo.

quarta-feira, março 09, 2011

Entrudo

A ideia de carnaval vai mudando e dado ainda estar a recuperar do ensaio de maratona que foi o Porto, este ano fiquei-me pelos míscaros com presunto, sumol, bolos de côco e andar a brincar com a sobrinha, vestida de fada pirosa.

terça-feira, março 08, 2011

Oporto, dia dois

Porra fosca-se o cabrão do despertador não tocou bolas perdi a manhã toda bolas levantar a correr porra que tenho de ir foda-se. Aliados abaixo, acima, abaixo a tentar encontrar as ruas do dia anterior para as ver como deve ser. Pelo caminho, pequeno-almoço.


Depois de ter visto em menus o Prego-em-prato, pensava que já tinha apanhado o jeito à coisa. É só dizer a mesma coisa, mas de maneira diferente. Género 15-para-o-meio-dia em vez de 11-e-45.
- Era uma sandes de fiambre com manteiga, se faz favor.
- Quer a frio? - mauuuuu "quer a frio" como? mas como, sem introdução, sem jeito, a correr, sem avisar o que é esta merda não posso ouvir bem será que uma simples sandes também tem truque caralho caralho não caralho já tás a apanhar os vícios de linguajar desta gente que tu nem és disto foda-se, lá parei pra pensar...
- Como?
- Se quer a frio?
- eh.. - Cara de estupido completo. É sempre boa solução, e no meu caso, nada difícil ( revirar os olhos aos círculos ajuda ).
- ... ou a quente. Dentro da ... - Ah, prensado! Já me tinham avisado do prensado e não fui capaz de me lembrar a tempo de evitar um incidente diplomático.
Depois, passado 20 minutos, almoço. Lembrando a frase o-melhor-de-Gaia-é-a-vista-para-o-Porto, lembrei-me, boa, isso é sinal que se come com uma vista decente e mais barato, desde que virado para o lado certo. Lá vai.
Dica para todos os brutos em visita ao porto: Quando torcerem o nariz ao vosso "meia-dose, s.f.f.", os empregados não estão a chamar-vos coninhas. Uma dose, no Porto - não tive coragem de pedir uma - deve ser algo capaz de alimentar um batalhão de cossacos, dado o que sofri com as meias doses.

Aqui neste sitio bonito há um bar que não entrei mas que prometia mas eu já estava cansado e de olho no Plano B. A ultima vez que lá fui estava fechado, ao abandono, acho. O que era uma pena.

À tarde, ao Domingo, pouco resta. Este pessoal estranho deixa o Magestic fechar a um Domingo e eu tenho de andar milhas, depois de atravessar a ponte à chuva, para encontrar um café aberto. Refugiei-me na Fnac a ler a "história da cinematografia portuguesa" - livro de grande interesse e com muitos bonecos e que era um alibi mais-ou-menos-cultural para me encostar quase a adormecer - durante um bocado e voltei à rua de Santa Catarina, aos espanhóis, aos vendedores ambulantes e ao sol.
Finalmente, já atrasado, percebi que só podia ir de metro. O que acho mais piada nas estações de metro no Porto é que se podem atravessar a pé, mas não convém. Apre cheguei mesmo à pele ainda me enganei no comboio caralho.
Gosto do porto, foda-se.
Nota de rodapé: Espero que os leitores do PPC possuidores de um pipi percebam a tristeza que é haver um dia da Mulher e que se coibam de o cobrar a alguém.

segunda-feira, março 07, 2011

Oporto, dia um parte dois

Depois, fez-se noite. Da noite fez-se o dia. Mas antes disso, aproveitou-se a noite. Leia-se Piolho, Plano B, Twins, Galeria de Paris, La Boheme, Casa do livro. Plano B marca pontos.

Plano B, mais acima.

Isto é uma miuda num vestido vermelho, é algo que pertence ao meu imaginário Stevie-Wonderiano e por isso meto-a aqui, em jeito de homenagem.

Depois veio a hora de ir para o palacete, e fiquei na dúvida, apesar de estafado: será que apanhar um táxi na Rua da Galeria de Paris para ir até à Av. dos Aliados é mais ou menos que apanhar um táxi do Marquês ao Saldanha? Serei insultado ou espancado? Visto que a caralhada é a norma, temi ser espancado. Fui a pé.
Amanhã, parte terceira e última da Oporto Saga. ( é tipo Twilight Saga, mas para pessoas que não acreditam que existem mesmo vampiros, e se meter vampiros, não são choninhas )

Oporto, dia um.

Perdido pelo Porto, meti-me a andar sem direcção como é hábito. Com o sentido de orientação genial que me foi concedido pelo tal deus cruel que me farto de denunciar.
Como os reis magos, orientei-me pelos astros ou pelo mais próximo que tinha dos astros, placas de ruas conhecidas, letras grandes a dizer Coliseu ou Magestic e lá dei com tudo.
Desci à Ribeira. Tirei uma fotografia a uma placa que mostrava a altura das cheias de 65, o que me preencheu o dia, já era noite quando dei por isso. Enchi o cartão de memória da máquina só à conta disto. Vi gaivotas. No Porto há muitas. Depois, vi gunas. Em Lisboa temos xungaria, no Porto temos gunas. São igualmente maus, mas usam mais roupa de marca. Se derem de caras com um guna façam assim afastem-se lentamente nunca de costas devagar devagar nunca olhando nos olhos. Eles afastar-se-ão aos poucos. Não lhes dêem dinheiro, é sabido que vão gastar tudo em porcarias. Um disse-me que se tinha chateado com os pais e que por isso estava há 3 dias na rua sem comer. A diferença também poderá ser vista pelo linguajar: as gentes do Porto têm um linguajar muito colorido. Nisto terão dificuldades em distinguir castas, no Porto. Um professor catedrático, enfermeira, puta, presidente de clube ui tou a pisar o risco ou um guna usarão "caralho" como interjeição, adjectivo, virgula, pausa para pigarrear, cumprimento, insulto e adeus.
Fim da parte primeira.
Amanhã, Oporto report. Só no PPC.

domingo, março 06, 2011

Oporto

A fazer posts duma esquina da invicta, aqui a ver gunas e afins, depois de ter comido uma sandes a frio.

sexta-feira, março 04, 2011

Mascarado

Vou-me mascarar de gajo-que-vai-passear-no-fim-de-semana e que se tá marimbando para o Carnaval. Deixo aqui o meu manifesto anual contra o desvirtuar do carnaval português, as porras das escolas de Samba - Percebam de uma vez por todas, por favor, que estamos ainda no Inverno, chove, faz frio, no Rio é Verão, tá um calor que não se pode, lá não chove, só há incendios, aqui tá frio tá frio tá frio não têm a mesma quantidade de mulatas por metro quadrado que o Brasil tem, não temos orçamento, não temos jeito, as miudas são todas branquinhas e e tímidas, deixem o samba para quem sabe porra meter brancos a dançar é uma asneira brutal, elas nascem já a saber rebolar - e os desfiles totós. Fazemos sempre figura de tansos. Não é por nada que o melhor que temos são os caretos de Podence. Isso sim, figuras que aterrorizam a população, que andam a tirar o sono a todos, que metem medo às crianças, que têm brincadeiras parvas, isso sim, ah o terror.

Vamos por partes.

Passei pelo Cinebolso. Lembrei-me que há uns anos, a Capital, saudoso verspertino, tinha nos classificados sempre as novidades porno. Era uma altura em que a net estava no princípio, o que fazia o porno um produto de elites. Só pessoas de elevado estatuto social e económico tinham acesso a porno. Como tal, havia um certo primor a apresentá-o, havia um cuidado especial a criar bons títulos, boas narrativas, e acima de tudo, boas sinopses. O filme de hoje, "Muitos e muitos paus", nunca viria sem uma sinopse cuidada, género:
" A Maria pode parecer calma, mas como é a unica loura na kubata do Milonga, sabe que tem de ser dura e mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa."
Qualquer coisa assim, sempre pegando numa frase feita e a acabar bacalhau sem nexo.


Depois, meti-me no super-mercado dos chatos do venha-cá e comprei esta canja sem galinha da Roinc para acompanhar com este atum 100% golfinhos.

quinta-feira, março 03, 2011

A casa da publicidade

Aquela marca que andei meses a promover, a dos iPods, é de uma genialidade gigante. Não no hardware. Nisso são fracos. Fazem aparelhos muito caros, ridiculamente caros. Mas são mesmo bons em marketing. É que eles transformam um arroto do Jobs num mandamento sagrado, com direito a transmissão em directo. Desta vez, arrotaram um iPad 2, que devia ser o 1, mas o 1 para ter este hardware todo era caro demais e arriscado então fazem o 1 com metade do que devia ter, a ver se pega, lançam-no bem caro, como se fosse a ultima tablet a surgir no mercado e não a primeira e depois pagam o 2 com o dinheiro dos papalvos que compraram o 1 há 2 meses. Entretanto, lançam este com o mesmo estrondo, acrescentando a peça mais fascinante de sempre: um feio iman de frigorífico. Mas, assim como a publicidade nos fez acreditar que o toque polifónico era desejável e imprescindível, agora querem fazer-nos acreditar que um iman de frigorífico de 40 euros 40 corneta malucos do riso obrigado também o é e esperam que toda a gente pape aquilo? Apple will eat itself.

quarta-feira, março 02, 2011



A porra da constipação não me larga, os cabrões dos comprimidos não servem de nada, ando aqui aos cães ( ou gatos ), a porra da garganta ainda toda lixada, farto disto.

Anger management

Deus cruel como poucos, que perdeu tempo a dotar-nos de cérebro, não o fez de forma regular. É isto que me anda a desviar do caminho da rectidão: Amar todas as criaturas de deus, figuras geométricas puras, os astros, os animais, os preços do Corte Inglés, gente que diz "tájaver", artistas, empregadas de mesa monossilábicas, a CP, o Sócrates, os recibos verdes, polipropileno, desmioladas, musica de carrinhos de choque, essas coisas que só um deus cruel é capaz de criar, género sims-house-of-pain, para se entreter a ver-nos cá em baixo - sim ele está numa nuvem de algodão doce com unicórnios lá em cima - a estrebuchar. É difícil seguir o caminho de outros grandes resistentes. Buda. Olof Palme. Carlos Lopes. Mas são a prova de que é possível ao mais comum dos mortais vencer a dor da realidade que se abate sobre a nossa tromba todos os dias. Aqui prometo focar-me no mais importante e voltar a ser o dobro de metade da sombra do homem que sou.

terça-feira, março 01, 2011

Perseguição

Ali o tipo do casaco azul está lá sempre e começo a desconfiar que tem qualquer coisa contra mim. Cheira-me que anda a preparar alguma. Topam a pinta? Sim aquele o dos ténis. Ó palhaço do caralho apanho-te a jeito parto-te a boca ouviste? vou andando que não se pode confiar nestes gajos. Meti-me em santa apolónia escondido entre duas carruagens e só saí no Entroncamento. Depois apanhei o outro aquele que se levantou da cadeira agora sim tu ó palhaço tás a olhar pra onde ó meu barda-merda ? vem cá vem larga a cadeira larga larga foda-se deixa-me caralho larga a cadeira antes que me magoes com isso vais ver palhaço palhaço sim sobe cá acima A Amália? a Amália o quê caralho desculpas! sobe se és homem Panteão o caralho sobe que te parto a boca toda sim pé de cabra nos dentes fodo-te todo palhaço não sobes tu, sobe lá pois, não sobes, menino.


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Oscars, a análise fashion do PPC

Pela primeira vez, o PPC acompanhou a noite dos Oscars e fê-lo da melhor forma, com uma proto-estilista convidada. Acompanhar isto com uma mulher trouxe a vantagem da clara objectividade que só uma mulher a olhar para outra mulher consegue ter. Eu provavalmente só conseguiria dizer "olha-me aquela vaca, tão magra" mas assim, foi possível ter algumas palavras mais sábias e imparciais sobre as estrelas.

Ao longo da noite passámos por profundas análises:

Anne Athaway, simultaneamente "muito gira" e "olhos de boga", do vestido nada a apontar a não ser que lhe assentava mal nas mamas. "Viste, vai ficar como a mãe?".

Robert Downey Jr., que "tem estilo" , podia usar o fato dele e simultaneamente " o gajo combinava melhor comigo, foda-se". Também "é lindo".

Nicole Kidman, perfeita mas enjoativa, desilusão enorme, vestida ao estilo de um guardanapo de restaurante indiano. A partir daqui não uso mais aspas, mesmo vocês devem conseguir perceber rapidamente quem diz o quê.

James Franco, que é bem apessoado, mas uma seca.

Tom Hanks, que é um gajo. Sem comentários.

Por esta altura, ainda estava a cerimónia a começar e a analista convidada começa a reclamar por um tal de Bardem.

Kirk Douglas, o regresso da múmia. Coitado do senhor, não há respeito, tirá-lo do suporte de vida... mas, ganda style. Tutank Amon, you're a winner.

Melissa Leo, a minha mãe tem uma toalha de mesa com esse padrão. Bem atribuído.

Justin Timberlake, granda seca de gajo, nhonho, a acompanhante, suburbana, gira e das barracas. Bom decote. Vulgaroide. Vestido cor de urubu.

Penelope Cruz, linda foda-se, tá uma bimba. Vestido, qual vestido?

Javier Bardem, tá sem pescoço. AUUUUuuuuuuuuuuuuuu tá inchadito. Fatos à barco-do-amor.

Helen Mirren. Linda, velha bem conservada. Vestido ok.

Reese Witherspoon, és loura mas para ti abro uma excepção. Curvas porreiras, mas tem cara de professora de fitness misturada de mulher a dias.

E provando que isto da entrega dos Oscars é uma seca inominável, eu vou dormir. Nunca acompanhei uma entrega em directo porque sempre achei isto uma coisa fatela a dar com um pau e ainda não é desta que achei piada. A todos, uma muito boa noite.



sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Felizmente é sexta.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Não sei que diga

Desço a rua das tascas escolho uma ao calhas calhas aqui onde há toalhetes de papel com erros ortográficos e meias doses, levas guardanapos com desenhos a ver se pagam contas, pagas contas com dinheiro pagas contas. Não há tempo para sobremesas fica o café cheio, mas sais à rua a tempo. Sobes a Rua da Alegria passada a praça da mesma graça, passas a editora Minerva que do canto não passa do borda d'água há anos demais, sobes sobes ao Principe Real desces ao Ibis, passas ao largo, atravessas a travessa, contornas o taxi e 'tás lá. Trocas fados por mornas e tomas louras por mulatas.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Agora que já vi o Black Swan

Tenho de rever o meu review do Black Swan, foi parvo julgar um filme sem o ter visto. Nunca seria objectivo e justo, obviamente. Então escrevo assim, teclo bem devagar, mais magistral e certo:
Não é o equivalente ao "Perfume". É qualquer coisa como um mashup do Fight Club com a Candy Candy. E a partir daqui, escusam de ir ler críticas do Público e do Expresso, isto é o mais resumido e sério que podem encontrar.

Não querendo ser parcial, deixo aqui algumas dicas sobre o que podem fazer com 5 euros que queiram gastar:
  • Perdê-los.
  • Pagar a alguém a quem devam 5 euros.
  • Comprar 5 euros de pastilhas.
  • Comprar 5 euros de chumbo.
  • Comprar 5 euros de penas.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Cinebolso, às 19:46


Lá passei ao Cinebolso. Desta vez não tinha ninguém à porta, o que achei estranho. Senti-me sozinho até. Enganei a solidão imaginando-me a jogar ao burro em pé com a menina devassa das menages.

Aproveitar o sol

Lá nos reinos das Valquirias, há uma obsessão com o sol. Aproveita-se todo. Cá, como há tanto, a sua ausência é temida, a sua presença, desprezada. Passo à porta do tasco com o toalhete de papel colado com fita cola na porta: "temos sala  no 1º andar e esplanada". Esplanada. Porreiro. Está sol. Vou comer na rua.
- Boa tarde, a esplanada lá atrás, por favor.
- Esplanada?
- Sim, está aberta?
- ah não é bem uma esplanada... É um quintal, 'tá a ver? 'tá um pouco desarrumado.
- ....
- E além disso está frio...
- Pois, estava a ver se apanhava sol...Boa tarde então.
- Não, ali nem apanha sol.
Pronto, lá fui para uma cave escura comer e fustigar-me por acreditar em coisas escritas num losango de papel.

sábado, fevereiro 19, 2011

Revoluções ao sábado


Passando ao mercado de Arroios, a revolução já começou. As velhinhas, vermelhas de fúria, azuis de farandol, gritam aos talhantes assassinos assassinos comedores de carne onde já se viu comerem o tó e a galinha balbina animais são os senhores animais assassinos a comer carne - gritaria pegada, paro passo e penso como finalmente funcionaram aqueles stencils vegan a denunciar o holocausto semanal que nas barbas de todos os inconscientes se repete - os animais são nossos amigos não se come os nosso amigos gritam foda-se para as velhas, não aguento este ritmo e tanto ódio nos olhos, o mundo não está mesmo preparado para ser vegan. Passo ao largo.
Da rua bipolar sigo até ao cemitério do alto de São João. Passo pela velhinhas de Sentinela na mão. Olhares desconfiados.
Como num café na Senhora do Monte. Não digo o nome porque não quero promover um sítio onde regresso para ter o melhor gosto em ser mal atendido. Demoram tanto a atender, mas são tão simpáticas e atarantadas que não há forma de reclamar. Aquela troca os pedidos todos, mas as meias de rede ficam-lhe bem. Nada a fazer.
Depois de uma pausa, mais um bocado em passo acelerado e entro na Feira da Ladra, que a esta hora já não é tipica nem tem turistas. Resta só um grande quadrado de gente lá mais para baixo, mais velhos, mais homogéneos: os que vendem para ter o mínimo dos mínimos. É tudo roubado. Coisas de supermercado. Tudo menos o que rapaz dos óculos fundo de garrafa me pede para comprar, isso notava-se que era dele. Pediu-me para comprar tralha, coisas de casa, dele.
Cruzo-me com mais um par de revista Sentinela na mão. Nada novamente. Deixei de ter salvação parece-me ora porra agora que até me dava gosto dizer uma barbaridade qualquer, género sou médium sou enviado de belzebu pratiquei fornicação mas só por motivos rituais atenção, qualquer coisa.
Desço ao Museu do Fado. Passo a fonte bizarra. Paro um bocado em frente a um portão que me diz coisas familiares, de tempos passados. Tiro-lhe um retrato, como retribuição.
Sigo em direcção à Casa dos Bicos, ultrapassando o velhote bêbado que mal se aguenta de pé. Sigo para o Rossio e apanho os manifestantes que tinha visto juntarem-se lá mais atrás, na Voz do Operário. Estes só para serem chatos ou porque precisam do dinheiro, fazem a manifestação ao sábado. Tanta polícia. Tanta. Junto-me aos perigosos agitadores e sigo com eles a rua a que agora cortam o transito e sigo para casa. Tanta polícia, devem estar à espera das velhotas vegan.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Abençoada

O Sergio Godinho escreveu sobre uma terça feira feira da Ladra, abria às 5 da madrugada. Devia ter escrito também sobre uma sexta, dia bem mais importante mas menos poético, em especial dos que fecham às 5 da madrugada.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Do metro

Do metro, tomem como certo:
A primeira carruagem é a melhor e a mais rápida, os bancos virados para a frente têm melhor Feng Shui e sentarem-se no meio dos bancos corridos faz-vos parte importante de uma capicua. o PPC recomenda: Usem o metro.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

A subir a rua, passei olhei vi

Entrei. No Cinebolso. A coragem diluiu-se nas paredes forradas de meninas gulosas e saí em 30 segundos. O facto de ser o único na zona a locomover-se nas duas patas traseiras dava-me uma desvantagem clara na fuga, mas consegui sair com sucesso.
Esta semana, o filme é:

"Turistas engatatonas", pensei, deve ser um documentário. Deve tratar daquelas devassas que vejo no Castelo de são Jorge, na Feira da Ladra, no Museu dos Coches, de máquina fotográfica, badalhocas com aqueles kispos a provocar, sempre com mochilas o que não levam nas mochilas as porcas.

Parabéns Pipi!



A Pipi ganhou o passatempo! Não que o post esteja brilhante, tem uns laivos literários com alguma expressão, por vezes tocam a genialidade, comparam-se a Eliot, afundam Espinosa, rebentam Margarida Rebelo Pinto, no fim espreme-se e dir-se-á "xi, qualquer dia ainda fazem um livro com isso.". Prezado confessa que foi alvo de uma tentativa de pressão por parte de uma blogger conhecida para lhe atribuir o prémio, mas como esta é uma mulher séria, não tinha nada para o convencer a que tal acontecesse. Sendo assim e sem mais, vem cá buscar o selo.
Diz lá se não é grande?

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia das ex-namoradas

A Madalena, ébria. Ah, saudade.



A madalena, sóbrio.

Madalena foi brutalmente roubada do E Deus criou...

Para fechar o dia, uma oferta

Prezado oferece a cada blogger que apresente post subordinado ao tema "estou deprimida, vou ficar no sofá a encher o cu de bolachas porque hoje estou sozinha": um certificado de mal-fodida assinado pelo Paulo Bento e pelo Manuel Luis Goucha. Apressem-se que tenho poucos, é difícil apanhar o Paulo Bento. O Goucha deixa-se sempre apanhar.

Isto é simples

Funciona assim: há muitos muitos anos havia uma tradição anglo-saxonica ligada a um culto pagão, associada ao sol ou aos pássaros ou à primavera, metendo barbudos de camisa de noite branca à volta de pilas de pedra, um cenário a puxar o raccord à reprodução e ao recomeço de ciclos. Basicamente: foder.
Entretanto, veio o cão, e o gato teve de se esconder. A igreja tomou conta da produção e aproveitou a data e meteu lá um beato qualquer, santificando a coisa e tirando a parte forniquenta da questão ( pelo menos à descarada ). Finalmente, veio o coelhinho não não veio o palhaço e o pai natal, o capitalismo americano, o grande Satã pois e todo o circo e criaram este dia maravilhoso com todo o género de promoções pague-um-leve-dois desde telemóveis chouriças de sangue lingerie chocolates scotch brites spas perfumes ui perfumes tantos cinemas e todo o tipo de tretas que são igualmente promovidas noutras datas igualmente significativas ( halloween, dia da mãe, do pai, da criança, campeonatos da bola, rock's in rio's etc etc ) que são consumidas industrialmente esquecendo momentaneamente que o único propósito delas é fazer dinheiro. Conclusão? Rais parta a publicidade. Tan tan tan tan tan tantum!

domingo, fevereiro 13, 2011

O regresso dos mortos vivos

Os telejornais hoje abrem com a notícia de mais um velho encontrado morto em casa tempos depois de ter morrido. Pergunto-me se a ideia é lançar o medo de uma epidemia de pessoas encontradas mortas ao fim de algum tempo. Não estou a dizer que seja assim um valentão, mas pessoas mortas dentro de apartamentos não me assustam. Venham elas.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Aqui no trabalho III

Tenho um co-trabalhador, que depois de ganha a devida confiança, passou a enviar-me fotos-malandras de senhoras distraídas a sair do banho só pode estão nuas e visivelmente encaloradas tudo cor de rosa choc a brilhar rosinha mas o cabrão não sabe meter no subject "NSFW" depois do titulo que me faz lembrar as cassetes de tangos e passodobles do meu avô.

Aqui no trabalho II

Temos consolas de jogos, como em todas as agências em que trabalhei. Mas como em todas, raramente lhes toco, porque numa agência trabalha-se. Num escritório normal, o equivalente a uma consola serão posters na parede. Só servem para dar ambiente.

Aqui no trabalho I

O gajo que está 3 mesas atrás meteu na cabeça que a música que mete é do melhor. Mas na realidade, está entre musica para bodycombat e carrinhos de choque. Na sala ninguém grama aquilo, mas aguenta, na esperança que ele desligue um pouco e alguém meta algo que use notas musicais na composição.

Black Swan

O Black Swan está para os filmes como o Perfume está para os livros.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Sobre católicos

Prezado é blogger há 5 anos, tem comichão no couro cabeludo e gosta de dizer coisas.
Quer espantar todos os leitores do blog excluindo-os por partes.
Esta semana: Católicos.


Devem ter visto na secção de notícias idiotas de um jornal online qualquer ou na televisão generalista alguma informação sobre esta App para iPhone, a Confissão.
Ora...
O Prezado esteve a fazer beta-testing da app. Não, não tem lá nada de nada sobre fazer confissões online. não tem um send para o senhor padre com um forward para deus, nem tem bcc para o papa. Não tem rede social para comparação de pecados, não tem likes para os mais arrependidos, não tem partilha de salmos, não tem opção para descarregar novas penitências. Não tem estatísticas de pecados. Nada. Porque se ela fosse assim, foda-se, eu pagava para a ter.

É apenas uma lista de pecadilhos possíveis, para consulta, para sabermos se estamos no caminho certo.
Partindo dos 10 mandamentos, aquilo ramifica-se, complexifica, questiona tudo e mete-me a pensar Jesus se eu pensasse nisto como pecado cada vez que acontece estava fodido não fazia mais nada na vida e provavelmente não dormia à noite sem me confessar ah espera é esse o objectivo fazer-me sentir mal com coisas que toda a gente sente mas que não confessa ... pois confessa pois o objectivo é confessar coisas que são normais e vulgares até aquelas indesejadas também, depois de as associar a culpa.
Ó assim não vale, bolas. Então se são coisas que toda a gente sente todos os dias, os desgraçados dos católicos cada vez que olham para a dona Isabel da padaria já estão a incorrer em erro. A lista, meus caros, faz-me temer pela humanidade. E é pela extensão de bizarrias que lá encontro que agradeço a deus haver religiões, senão esta gente pecava ainda mais. Deixo aqui algumas questões que devemos perguntar-nos diariamente, que podem encontrar na app.
Espero que os criadores da app sejam mais misericordiosos comigo que deus, que esse nunca me castigou por violar copyrights, o distraído.

"Alguma vez pratiquei alguma superstição?" signos? não podem.
"Alguma vez fiz piada de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja?" Jesus, tou lixado.
"Alguma vez troquei beijos prolongados ou apaixonados?" deus não grama dessas cenas, ouviste Beatriz?
"Alguma vez pequei contra a castidade sozinho?" isso tem um nome.
"Alguma vez deixei de controlar a minha imaginação?" Esta nem consigo rir.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Rogo clemência

Pois que quero fazer traçar uma linha aqui no chão do tasco e dizer, pra lá do Marão mandam os que têm a Admin e o tipo que tem a Admin ( Prezado ) deixa-vos a caixa de comentários aberta e a jeito de ser esfodaçada a torto e a direito por trolls, macacos e ogres só porque acredita que deus nos deu o livre arbítrio apenas a pensar nas caixas de comentários e que fazem vós com o maior privilégio que deus vos deu? desbaratam-no.
Expliquem-me lá: Por que razão escrevo eu uma verdadeira ode, uma coisa escultórica, helénica, talhada no mais alvo - depois eram coloridas e muito, a lembrar festas e carne - mármore, arrancada a escopro do fundo de uma montanha, a custo, a sangue, meu sangue, e que fazem vocês? zero comentários. Nicles. Pérolas, perdidas. Na cidade.
É o caralho meus senhores é o caralho.
E zoofiliacamente perversos, o que fazem com os restantes posts, os de chacha - raros muito raros - presentes que o Prezado apresenta e que tanto vos aprazem? Comentam alarde e à fartazana, olha lá este pandego ah eu também gosto de carapaus de escabeche ah eu também vivo eu Lesboa ah eu também respiro quando me lembro ah este prezado mata-me bardamerda deste gajo detesto este o gajo tem a ideia que tem piada palhaço de merda não posso com mentecaptos e eu aqui muito bem na Admin a ver os comentários a passar género Dolly Parton, todos a jeito e nada. Espero pacientemente Esse comentário que não chega. Desespero.
Sim, o blog mudou ligeiramente. Considerem-no um trocar de meias sem tomar banho, não chega para re-design. E francamente, isso do design já cheira mal.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Ah foi greve?

Olha raio não é que os preguiçosos dos comunas do metro fizeram greve esses palhaços não querem fazer nada devem pensar que são espertos a coçar os tomates e a querer ganhar mais passam o tempo a beber café, sentadinhos no quente e depois querem aumentos... Chulecos e eu que quero ir trabalhar tenho de ir a pé, na calma, que ainda estou meio a dormir, e a demorar uma meia hora a apanhar sol ah sol tão bom a andar a pé e a contar os andares dos prédios enquanto, mãos nos bolsos, canto o Stevie blame it on the sun, that didn't fill the sky, I'll blame it on the birds and a senhora do café olha-me e fica nadela "olha-me este a falar sozinho..." - não pá, tou a cantar, não sou maluco - e os chulos do metro que não querem trabalhar e eu a pé, a curtir as vistas, a ver os prémios Valmor avenida abaixo, e já depois das Picoas, a passar ao viaduto sobre a Rua de S. Sebastião da Pedreira, ver a rua a estender-se e lá em baixo o sushi já ia ao sushi bolas, desejos, lá troco de música depois de atravessar a rotunda cabrões dos comunas, nem os túneis deixam abertos tenho de arriscar atravessar a rotunda, agora tento esta, esta não, os headphones ficaram em casa da mãe no almoço de domingo e não me lembro de todas as letras grunho memória de peixinho que lá chego ao trabalho cheio de calor do passeio, chego atrasado por causa desses comunas preguiçosos deviam ir trabalhar para ver o que era bom prátoce.

Retornado

Regressado a casa depois de palmilhar a cidade em que poeticamente se perde, resta agora a profundidade artística da roupa por estender, tarefa essa que, com o adiantado da hora, a rapidez, esmero e graciosidade empregue, se assemelha a atirar milho aos pombos. Caguei.

sábado, fevereiro 05, 2011

Deslarguem-me

Fui cortar o cabelo. Como é hábito, fui a um cabeleiro ( barbearias é demasiado arriscado para mim, dado não ter a noção mínima de como está o campeonato. Só sei que o Porto levou na pá um dia destes ). Entrei num daqueles salões do centro de Lisboa, pessoal com todos os dentes da frente, mais piercings que eu, mais tatuagens que a Ana Malhoa.
Como é habitual, lá se vai lavar a cabeça antes do corte, e novamente lá vem um gajo lavar-me a cabeça e mete-se com as putas das massagens - isto é algo que já devem ter reparado ou que podem confirmar com toda a gente que vá a um cabeleiro a armar ao pingarelho - ao couro cabeludo e fico sempre com esta certeza infeliz:

Porra nunca uma mulher me agarrou a cabeça assim na vida, foda-se. Não devia não devia gostar assim de ter um gajo a esfregar-me a nuca, mas estes gajos sabem, porra.

Está provado pandemicamente que ficamos apreensivos com isto, em conversas de café confessamos entredentes que gostámos, abertamente nunca mas partilham ah porra a minha mulher não me faz massagens assim mas o Caló tem umas mãos de fada não vejo a hora de ter outra vez o cabelo com meio centímetro a mais.

Na vida real


Cidade abaixo, fui à Feira da Ladra. Por travessas fui aproveitando o sol, a pé. A feira estava cheia. Muito cheia. Cada vez mais gente diferente, mais turistas, mais novos. Mais compras.
Ouço as conversas do costume. O pessoal estranho à feira afronta os vendedores. Ir para ali bem vestido e regatear não se faz. É como regatear um preço com notas de 50 nas mãos.
- esta camisa tem um buraco.
- Quer novo? isto não é um centro comercial. Quer novo, vá lá.
Tudo Tudo se vende na feira. E se digo que se vende, não é porque alguém estendeu algo num pano no chão e espere comer alguém por otário ( quem comprar uma aparelhagem sem a ligar à corrente, não é otário, é um amante de retro e de bricolage ). Vende-se mais imprestável, partida ou datada peça. É porque há comprador para tudo. Tudo, insisto.
Senão o Sérgio não traria o retrato do miúdo, que filho da mãe de míudo, achou que o spray do irmão mais velho que é da torcida verde o faria mais bonito. Está à venda.
Na banca ao lado, vendem molduras. A dona da casa morreu, por isso não se há-de importar que lhe vendam as molduras muitas, todas com retratos seus. Não os alinharam em ordem cronológica porque não a olharam nos olhos, mas a cada um podiam somar-se 10 anos de vida. Preto e branco, preto e branco, kodachrome.
O cigano mais novo gozava com a pronúncia dos ciganos mais velhos. O cabo-verdiano comprava roupa para a mulher. Os freaks da rasta compravam bolsas amarelas de cintura. O pessoal que não tem net sim ainda existem e são muitos muitos, compra dvd's piratas e cassetes VHS antigas com porno. Sim, gasta-se dinheiro em porno antigo. A mulher continua e continuará a ser peluda, os 80's não passaram. Modernices, talvez um dia mais tarde.
Os camones, de máquina fotográfica à antiga, tiram fotos à quinquilharia mais bizarra e comentam sobre quem poderia comprar tal coisa.
As menina coquetes entram nas duas únicas lojas que vêem, as dos crafts maricas. A tias, nos antiquários do mercado. Na zona mais baixa da feira, a mais pobre - sim dentro da pobreza há castas - vendem-se produtos de super-mercado. Tipo pasta de dentes. Champô. Sabonete. Preservativos de marcas obscuras. Sim, há quem os compre. Mais cima, também ao sol, borracha ainda mais seca, barbatanas às dezenas, fatos de mergulhador, botijas. Pauzinhos dos Epás. Dragonas. Lingerie. Muita.
Vendem-se serviços de chá.
- Quanto é isto?
- é 30. - à careta da mulher, a vendedora emenda - é 30, olhe que isso é porcelana.
- não sei...
- É porcelana, não é ... - e fica por dizer que material de segunda seria esse.
Para os vendedores, os materiais na feira da ladra são sempre nobres, sim. Todos os faqueiros são inox, tudo o que é travessa é casquinha, tudo o que é casquinha é prata, tudo o que é louça é porcelana. Todos os pratos são Cavalinho, tudo o que é Cavalinho é bom. Se for muito-antigo, melhor. O importante é encontrar o preço que faça alguém querer tudo o que já não queremos connosco. E há sempre quem queira.

Que encobrisses a maldade



O Camané é a banda sonora para a rua até à Feira da Ladra. Atentai na letra.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

E ao sexto dia ( que é o quinto ) .

Ele não descansou. Antes pelo contrário. Provando ao patronato que isso do cansaço é relativo, Prezado e outras centenas, mesmo milhares de assalariados, bloggers, profissionais liberais, escravos do eufemismo e outros da mesma lavra, rumam mais logo em direcção ao Bairro, às docas - mas isso é só queques - , ao Cais do Sodré, ao Rato, à Graça, o Castelo, à Ribeira, a Santos, a Belém, ao Saldanha, à Baixa, a Alfama, a Santa Apolónia, à Expo, a Alcantara, unidos numa única causa.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A espessura interessa

Experiência prática: Peguem em pão sem côdea de pacote ( daquela marca "labrego", por exemplo ) , várias fatias, 3, 4, e tentem fazer uma tosta mista. Queijo, fiambre, afins.
Já está? O que estão a ver neste momento é um transmutador molecular a funcionar. Esperem 3 minutos. Abram e perguntem-me com cara de espanto "ó Prezado onde foi parar o pão, que só ficou aqui uma massa quente com meio dedo de espessura?". Pois não sei. Teoria das cordas? universo paralelo? Fada dos dentes? A ciência pasma.

Sociologia de supermercado

Viver no centro de Lisboa é ter de optar por mini-mercados com campanhas más. Sendo que as campanhas na tv não me convencem de nada, já que são más que doi - tanto a do supermercado do jingle-nuclear e a do supermercado das animações no-budget - resta-me o empirismo.
No super que diz venha-cá 30 vezes, as regras do marketings estão aplicadas: os legumes mais sensaborões estão à altura dos olhos, os prazos de validade prestes a esgotar têm datas mais antigas, os produtos de primeira necessidade estão no corredor de quem entra. Gosto. Porreiro. Mas, os empregados não sorriem, não dizem venha-cá, a comida a peso não tem aquele ar de postal suiço perfeito, parece ter sido passada debaixo - Ó Lambert - de uma escarificadora.
O outro super, os dos preços piriri, piriri, piriri, respeita menos regras, é mais pequeno, a Gestalt não passou por ali, porventura a esfregona também não e tenho alguma dificuldade com rótulos em castelhano. Nunca gostei de comer viernes dali, o bacon às tirinhas a 1.99 é o ponto alto da charcutaria, não gramo das punhetas do bacalhau de lá, que nunca lhe dei confiança nem sinal que curto disso palhaço larga. O pão é do cacete mas duro e os legumes mais manhosos estão dentro das caixas. dica: não liguem aos do chão ( parecem em conta, mas no fim não rende ) .
Um dia destes debruço-me sobre mercearias de bairro.

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Nova rubrica

Sou um menino. Querem acreditar que nunca vi um filme porno no cinema? É mesmo verdade. Também nunca degolei um porco, nem desci a Serra da Estrela de bicicleta ( embora tenha dias em que acordo mesmo com a pica para degolar um porco na pirisca. ). Mas posso resolver o problema inicial rapidamente:
É que tenho o CineBolso aqui ao pé. O CineBolso, nunca lá entrei para ver se é pequeno que cabe num bolso ou é o bolso que é pequeno para bilhar ou se é pequeno e e por isso tiram o que não cabe para fora ou não sei mesmo o que é certo é que aquilo tem muitos gajos à porta pronto.
Agora resta-me escolher que filme irei ver. Não digam "ó Prezado é tudo a mesma merda, por favor, deixa-te de armar em parvo e diz logo que és um bimbo tarado mas invulgarmente brilhante", porque escolher um filme porno é complicado. Por isso, conto com a vossa ajuda. O desta semana é este:


Acham que sim? Eu cá acho que gosto de filmes com interjeições por trás. Aquela pontuação é que me deixa meio confuso.

domingo, janeiro 30, 2011

Bom dia

Vou tratar do almoço...

sábado, janeiro 29, 2011

Da noite faz-se dia

Copos. Encontro no Bairro. Mais copos. Conversas sobre Londres, crime e castigo. Descer ao Cais do Sodré. Loja de artigos de pesca remodelada. Rapalas, Shakespeares e Shimanos. Enlatados de todos os tipos. Assentos de garrafas de coca cola. Conversas de gajos. Conversas de gajas. Copos. Jamaica. Mesma música de sempre. Dançar. Encontrar colega de trabalho. Copos. Encontrar ex-colegas de trabalho. Dançar. Sair. Copenhaga. Dançar. Conversa. Dançar. Sair. Dia. Sol porra. Porrada à porta do Copenhaga. Telefonar ao 112. Fica um bêbado k.o. no meio da rua. Autocarro em slalom. Evitar o preto gigante. Falar com a polícia. Amigo a discutir com a polícia. O agente Silva ameaça uma manhã na esquadra. Gajo inconsciente surge, amparado por um tipo 10% menos bêbado que ele. Cabeça feita num bolo. Agente Silva acalma-se. Procurar um taxi. Taxista explica a verdade sobre a vida de caixeiro viajante. Taxista revela ter 3 divórcios no currículo. Casa. Gatos. Guronsan. Cama.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Ver no verso

Tenho a certeza ( chegando lá, obviamente ) que vou andar em tudo quanto é sarau de poesia em lares de 3ª idade. Sempre que é preciso, os versos sucedem-se a bom ritmo, seguros e fatelos como manda a lei. O avô Prezado vai ser daqueles velhotes chatos como o raio que os parta que assim que lhes dão atenção ditam logo uma rima tosca.

- O avô Prezado tem muito jeito, olhe lá... Ele faz versos em menos de nada, veja. Ó avô Prezado faça lá uns versos praqui pra gente ver.
- Ele está a demorar.
- É a medicação... Sabe lá a minha vida, desde que reelegeram o clone do Cavaco que ele tem de tomar calmantes 2 vezes por dia.
- "se fossem na quinta
pata mamar, era mesmo à maneira
eu ficava aqui a rir-me e
a apalpar uma enfermeira"
- É um maroto o Sr. Prezado, sempre o mesmo.
- Tem jeito, o velhote.
- Tirando isto, só diz merda. Dizem que é assim desde 2007.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Mau gosto não se discute e lucros também não

É assim: toda a gente com tamanho de testa superior a um dedo já não pode com a porra do jingle daquele supermercado que toda a gente conhece, mas o que é certo é que rende. Depois de hoje ter visto mais uma revisão da letra, agora em versão Portalegre, deixo aqui isto, podem trautear com a mesma melodia.

Vão encher-se de moscas
cliente burro e azeiteiro
o jingle é sempre o mesmo
de Janeiro a Janeiro

Todas soam sempre ao mesmo,
tratam-no como atrasadinho.
A mesma porra de musica?
Estaladões no focinho

( bis )

Nhó nhó nhó nhó venha cá!


Ninguém merece.

Ouvi esta agora

The price of freedom is eternal vigilance.

E gostei.

A trote e a granel

Lá se passou mais um dia, depois chego aqui cansado e penso, bolas são 7 milhões de pessoas à espera, tenho de escrever qualquer coisa inteligente e penso porra não é hoje que vais conseguir, andas há 5 anos nisto e nunca deu, ainda perdes o controlo, dizes alguma coisa com nexo ou com jeito e depois querem mais e não consegues e depois como é, viver frustrado, à espera que a qualquer momento digam "ó Prezado, faz lá mais posts daqueles, pá!" e eu a mirrar de medo, e eles "mostrei ao meu puto mais novo e ele curtiu bué" e eu porra, cabrões dos intelectuais e mais o elitismo sempre a perseguir-me e eles continuam "podias escrever letras para a Índia Malhoa, meu." e eu pois, pois, não leio Deleuze, não sei o que queres porra.
Vou é dormir.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

É simples:


Posts por email, rápidos? No dashboard, procurem Email & Mobile , insiram um nome para o email, escolham se é draft ou se é para publicar imediatamente, salvem as alterações e já está.

Perguntem-me como

É simples: Agora faço posts via email. É muito mais rápido.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Anatomia

O Prezado tem essencialmente os orgãos que normalmente fazem falta, os que podemos encontrar por aí, vulgares, - até qualquer jogador de futebol tem destes - que não fazem grande coisa, cumprem. Nunca chegarão a campeonatos de espécie alguma. E se tentei.
Tenho porém 3 anomalias reconhecidas ( Se souberem mais enviem mail ). Entre a aorta e a outra veia que nunca me lembro o nome ( só a topo quando vou de manga à cava ), tenho duas veias extra: a veia de comuna e a veia de anarca. São veias espessas como mangueiras, da grossura de uma jiboia alimentada a milupa desde pequena, rijas como cornos. São responsáveis pelo meu estado de saúde actual e pela minha votação nestas eleições.

Ali para o Rato

Aconselho o tasco encafuado no beco que dá para umas garagens, entre a defunta Fernandes e uma pastelaria decente que não me lembro o nome, mas que tem um relógio bonito lá dentro. A melhor parte do tasco é não ter uma única janela, o que mantém o cheiro a fritos original. Imaginem, quando saem estão a levar convosco o mesmo cheiro que levaram Rasputine, Napoleão, Washington, o Zé do Telhado.
E por favor, respeitem os profissionais do tasco como o Prezado: nunca digam "xina pá nunca vou conseguir comer uma dose deste tamanho.".

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Ainda sobre votar em branco, não votar e afins


Deixo aqui um pequeno desafio. É uma abstracção, um caso hipotético. Suponhamos que as eleições de ontem se realizavam numa linha temporal paralela, onde haveria forma de - por meio de aparelhos eléctricos sofisticados - resolver o problema dos votantes terem de sair de casa, terem problemas com o cartão de cidadão, terem frio ou calor ou feriados ou pontes ou domingos.

Este aparelho que aqui mostro faria do momento do voto um momento de ponderação, entre a família, pois estaria instalado um em cada lar. Peço que face aos resultados desta eleições, imaginem que tinham já um aparelho destes e pensem o que fariam.

Almoço decadente

Sim, falo do tempo

Este fim de semana reparei que, caso o frio seja uma constante da vida, o português vive em foda-se constante. Saio para a rua e a cada golpada de vento nas orelhas foda-se. Quando está este frio, o português deixa de ter tema de conversa e limita-se ao foda-se-que-frio. Sou eu, são as pessoas no metro, no autocarro, na igreja, na padaria, na secção de congelados do pingo doce, no trabalho, na assembleia.
E o Cavaco foda-se.

domingo, janeiro 23, 2011

Dado o cansaço

Ofereço ressacas diluídas com PDI. Parece que a idade não me está a perdoar e o que seria motivo para um curto descanso, é agora convite para uma baixa médica com repouso total durante 3 dias. Quando o fim de semana tem 2, pois.

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Fuso de Kyoto

Ultimamente isto tem andado difícil. Não há tempo, os unicos passeios a pé são os do trabalho para casa e já não tenho muito mais acrobacias para fazer. As paralelas estão esgotadas, as perpendiculares também, os becos descobertos, tudo esgotado. Um caminho de 15 minutos já me levou 45, já não há nada para ver. Concluindo:

S. Sebastião da Pedreira - todas as ruas vistas.
Saldanha - todas as ruas vistas.
Arroios - todas as ruas vistas.

Mas se me perguntarem "onde é a Almirante Reis?" não sei responder, a memória de peixinho não dá.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Sobre gatos

Encontrei um blog que espelha os meus sentimentos com os gatos.
Aqui também se sofre com gatos. Atenção: nível formal bastante vulgar, fartei-me de rir com tanto asneiredo, foda-se.

Nova fase

Mais uma volta no carrocel?
Vamos a isso.

Hecatombe II

Hecatombe é eu escrever ecatombe e ninguém me insultar ou avisar. Não repitam, está combinado? Tenho uma ética a defender. Agora vão lá. Fiquem com esta:



Que é o som do Prezado a descer a calçada de Santana, tropeçar nos gatos da Amália a ver os preços do bitoque nos tascos, desviar-me dos locais de passo rápido até ao Martim Moniz.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Hecatombe quinhentista passarola voadora cisão do átomo radar

Quando eu pensava que ia ter descanso, depois de um dia de trabalho infernal, dá-se o Apocalipse. O firmamento treme, o Tempo engole o Espaço, dimensões cruzam-se, golfinhos batem de cabeça nos psichés azuis a realidade expande é maior ontem 37 graus organelo algoritmo batata tudo colapsa 3 amperes Alpha é Omega Omega é Alpha perante o nome da filha da Floribela:

Leyonce Viiktórya



Andam há anos com aceleradores de partículas a tentar fazer isto e a Luciana Abreu conseguiu só com uma combinação de letras!
Eu já volto aos meus temas intelectualmente fascinantes, claro. Mas isto é tão foda-se-alguém-me-acerte-com-um-objecto-contundente-num-olho que tenho de comentar.
Eu esperava uma fusão - tinha sido prometida - dos couve flor nomes dos pais. Mas esperava que o critério fosse "ok, vale tudo menos regras ortográficas do planeta Melmac, sim amor?". Não. Errei.
Já me dói a cabeça, tenho de ir para o abrigo, os raios gama estão a queimar demasiado e já não aguento muito mais tempo. Capitão Haddock, desligue o rádio que está vento.
Pessoal das barracas, inspirem-se.

Cedo começa o dia

E pela primeira vez, o gato percebeu que não é mais teimoso que eu.
...Vou chegar ao trabalho cansado.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Está aberto


Aceitam-se dicas, reclamações e acima de tudo, receitas para encher o meu depauperado ego. Em troca, o balcão de atendimento público do PPC indicar-vos-á soluções práticas para cozinha, o sentido da vida, como votar no próximo Domingo, aspectos teóricos sobre a aparente sexualização da educação e asneiras caídas em desuso. O livro de reclamações não é amarelo, mas vermelho. Pessoal do Bloco...
Contactar o PPC nunca foi tão fácil: reclamacoesinjustaseignobeislongedemim@gmail.com

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Sem balanço mas com alguma inércia

Infelizmente trabalhei no fim de semana. Estafado e incompreendido, restou ao Prezado sair directo do trabalho para um taxi e afogar as mágoas num prato de massas italianas à beira-rio regado com imperial em copo de 3, na companhia de amigos. Acompanhou um assobio de uma preta no metro. Ao sair, esta trocou o assobio por uma morna espantosa, cantada com alma. As dezenas de pessoas que a ouviam aplaudiram o recital na escada da estação do Chiado. Seguiu.
Prezado viu bares vazios, embarcou no drunk-texting, sem resultados. Até agora, teme pela vida de uma leitora do blog. Se está a ler isto, queira dar sinal de vida, reagirei com discrição.
À vinda, apanhou um taxista que o amaldiçoou por pedir para ir para o Saldanha - não sabia como chegar lá -, brindando-o com uns mimos dos mais ricos da língua portuguesa. Em casa, desenvolveu o gosto por deitar fora contas do pingo doce e encontrar trocos nos casacos de Verão. Crashou num jantar da menina do trombone e apanhou o gato mais pequeno a lamber uma sobremesa.
Prezado é designer, foto-olissipógrafo, vive com 3 gatos e uma mulher com tpm constante.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Divago enquanto estou atrasado

Estava agora a tomar banho, depois de ter expulso o gato 4 vezes de seguida da gaveta das meias, pensado como seria tão menos produtivo para este blog se eu me metesse a inventar histórias. A ficção é complicada. É preciso ser contido. Quando lembro "a realidade supera a ficção", não é um cliché manhoso ( dito porque surgiu um episódio na vida que nos faz lembrar uma cena de um filme ou de uma novela) , mas um castigo: não é a realidade que é inverosímil, nós é que nos agitamos com pouco.
Ou eu não vivesse com uma miúda que planta postes para os gatos arranharem em cada divisão da casa.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Mantra

"Om shiva Om Shakti Namah Shiva Namah Shakti"

ou como quem diz:

"lá lá lá lá se soubesses o que tenho para fazer hoje até te passavas podes crer até parece que é fácil mas não é porque já não durmo decentemente há uma semana pelo menos e mesmo não gostando de dormir podes crer que faz falta lá lá lá lá."

Sobre assassínios em NY

Cabe-me dizer que eu visse a minha vida a andar à ré, também me passava.
Eu disse andar-à-ré? Queria dizer a andar pra trás.

sábado, janeiro 08, 2011

Sábado é dia e noite

Dia de falhar a Feira da Ladra porque com a idade vem o gozo da ronha - diferente do gozo do sono - e de ver filmes na cama.
Depois é dia de ir para a esplanada ficar uma tarde a gozar o sol. Com a mesma conversa com o vizinho do costume. Acresce-se a serenidade absoluta, momento pinacular, onde uma longa conversa sobre como fazer caldo verde pode apreciada na sua totalidade.
Depois, chegar a casa e ter a menina do trombone em modo chá das 5. A casa encher-se de madames e eu continuo na net, trancado no quarto. Negoceio a minha saída da barricada, já que não estava para muita conversa. Só me rendi nos últimos 20 segundos. Pude mostrar as minhas melhores pantufas a desconhecidas. Acho que as impressionei.
Depois é noite.
Depois é noite e saio.
Depois não sei mais nada.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Finalmente é sexta

E eu acho que vou dormir.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Mau tempo

Ia eu pela rua, encostado às paredes, em slalom gigante com goteiras já cascata e dá-se. Aparece um relâmpago.
Apreciava-o em toda a sua magnitude de neon natural, a rasgar o céu e penso como ficava bem uma fotografia deste relâmpago lá no quarto. Descia cada vez maior e mais luminoso e eu a pensar como daria um bom papel de parede. Entrecortava as àrvores e prédios do outro lado da rua, a chuva ainda mais forte e eu pensava, uma fotografia disto, mas com aqueles prédios acolá; sei que são prémios Valmor, passo por eles todos os dias, cantaria imponente, acabamentos feitos com tempo, grandes edifícios, faziam uma fotografia bem melhor; O relâmpago ramificava-se ao seu limite, pensei, é hora de lhe tirar o retrato, é assim que gosto dele. Que visão espetacular, disse para mim, pensando ainda se seria agora o momento certo.
Agarrei a máquina, apontei e disparei acto contínuo e não é que não o apanhou?

quarta-feira, janeiro 05, 2011

os gatos são responsáveis por isto

Depois de os gatos terem quebrado o frágil vinculo que me prendia à sanidade, descobri que não gramo uma série de coisas. Até aqui amava tudo por igual. O céu, o sol, a chuva, o Martim Moniz, a Expo, retenção na fonte, a vizinha do 2º esquerdo, a Rafaela Carrá, boletins de totobola por preencher, leite de pacote, seguros de saúde, after eights, o Tejo, galos de Barcelos que mudam de cor com a humidade cor de rosa quando vai estar sol e o pêlo azul para chuva, sapatos ortopédicos e copos de vinho. O mundo era maravilhoso. Em pleno com o universo.
Depois, os gatos revelaram que afinal o equilíbrio era frágil. Aparente.
Novo golpe hoje ao almoço: falam-me de chakras, energias espíritos mediuns astrólogos e afins. Temas que adoro discutir, fartava-me de ler sobre isto há uns anos, sempre gostei de ficção desde puto. Tenho uma opinião algo vincada sobre isto, diga-se já.
Depois de ouvir que 1 "há muitos que são aldrabões" e 2 "alguns aproveitam-se da ingenuidade das pessoas" saltou a tampa outra vez. Devo ter visualizado novamente os gatos a sacarem-me cuecas das gavetas e a roerem-me os fios do disco externo e passei-me vá de olhar psicopata em meio segundo.
Não, estes tipo aproveitam-se do desespero das pessoas. É imoral, só.

terça-feira, janeiro 04, 2011

Perdido aqui à volta

Lembrando que o Lambert não era dado a explorações, aqui à volta não faltam direcções para, depois do jantar, ir procurar um café. Podia sempre ficar-me pela cervejaria das meninas do técnico, aqui ao pé, mas ir mais longe e aterrar naquele antro anacrónico que é a Mexicana tem sempre mais piada. Entre meninas e casais queques de meia idade, os casais queques são bem mais bizarros.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Aloha

Informo que acordo no mais agradável calor tropical, depois de ter distraidamente deixado o aquecedor ligado em potência vou-torrar-te-os-miolos a noite toda. Pesadelos do pior, só me lembro de ouvir a frase "bom, sabes quanto é que a prestação da casa vai aumentar? para o dobro.". Segundo a teoria geral do Inception, isto deve ter sido um micro-segundo, mas no sonho o terror durou umas 3 horas.

sábado, janeiro 01, 2011

Tarda mas não falha

O balanço.
Tinha de ser.

2010 foi, generica e medianamente, uma merda. Mas, como em tudo, há muita coisa que se aproveita. Foi intenso. Um ano que levou tanta volta que parecem 2. Mudei-me do Lambert, do qual sinto saudades das jantaradas e da cozinha que as tornava possíveis. Vivi 2 meses em profundo caos - estava sozinho - , derivado de não ter de dar satisfações sobre porque razão havia jornais de 2008 debaixo de pratos por lavar há 15 dias em cima do sofá. Mudei-me para casa da menina do trombone. Passei a ter um frigorífico imaculado. Deixei de ter alergias aos vizinhos e maldizer o bairro todo. A casa é gelada mas tem alma. Também tem gatos, o que inicialmente era uma vantagem. Agora que o Maldito - é como vou passar a chamar o gato mais pequeno - foi castrado, conto que fique mais calmo.
Deixei a vida de freelance - há quem lhe chame desemprego - e voltei à prostituição in-doors, vulgo "agência". Pela primeira vez na vida, consigo separar trabalho e Prezado. Qualidade de vida passa por isto.
Fiquei menos exigente com este blog. O botão de random ( ctrl+shift+f12+r+caps+professor karamba ) que faz os posts é cada mais utilizado.