quinta-feira, março 31, 2011

Hoje não tenho nada a dizer, é isto.

terça-feira, março 29, 2011

Farmácia

Como é sabido, em Portugal toda a gente tem uma farmácia em casa. Os médicos, doidos por idas às Caraibas e sacos de golfe à pala, em vez de receitar uma caixa, pelo sim pelo não, receitam 3. E se há a hipótese de trocar por um genérico ou um placebo, esqueçam. Hoje, como estou meio k.o. e recuso-me a render a uma reles doença e não estou para ir ao médico, resolvi ir vasculhar a farmácia privada de cá de casa: devo dizer que sou contra a homeopatia, mas a favor dos placebos. E é o que tenho mais cá em casa. Caixas vazias muitas, e eu descansado que tinha ali de tudo. Nada. Depois, os prazos: mais placebos. Já passou tudo de validade. Mas achei comprimidos avulso, fui à net e vou fazer um programa rígido para me curar. Não a constipação. O resto.
Pois que os gatos continuam a fornicar a casa toda, e depois penso nos tempos idos em que me fazia alguma impressão o pêlo de gato. Quando estiverem a jantar e levarem com um rabo de gato no nariz e não vos fizer impressão, sabem que estão curados.
A porra da febre consome-me os neurónios à noite, criando pesadelos do pior, deve ser a maneira de fazer sair o calor do cérebro.

domingo, março 27, 2011

Dificuldades técnicas impedem-nos de transmitir nas melhores condições. A emissão prossegue dentro de momentos. Até lá, fiquem com este separador.


Epá porque sim. Estou mal disposto, faço o que me dá na telha. E como só eu tenho as chaves do blog prontos meto aqui uma foto da minha irmã.

sábado, março 26, 2011

Cave Canem


Na feira da Ladra desviei-me a tempo cabrão eu sei que cheiro a gatos pá larga shuu larga caraças atira-te ao naperon palhaço deixa-me em paz amando-te um biqueiro tás aqui tás ali.

visto

"e,
como lembra Agostinho da Silva, a vocação do ser humano é ser poeta (à solta), criador, deus, no sentido da sua autodeterminação, "o homem não foi feito para ** trabalhar mas para criar" (AS) "


post completo no atómico.

sexta-feira, março 25, 2011

Eu não estou a ficar mais esperto

Eu não estou a ficar mais esperto, não tomo drogas nenhumas tirando o guronsan, não tomo suplementos, não jogo no totoloto, não pego num livro há seculos, não cultivo nada há milénios nem salsa, e como é que pode ser que eu veja tão claramente que o Pedro Passos Coelho e o PSD são a maior palhaçada dos últimos anos?
Só pode ser a idade. Trará sapiência, como dizem? Não é grande habilidade bem sei, mas mesmo assim surpreende-me esta subita descoberta, é que não me esforcei minimamente para descobrir isto. Espero que mais alguém repare neste facto.

Completa a primeira fase

Recolhi informação preciosa na rua do Cinebolso. O futuro do país está assegurado. A Tasca do Careca continua de neon sólida e brilhante, a loja do chinês vende fruta até às tantas e o casal de cabeçudos de papel a encimar a porta continua a trazer a sorte que a lanterna vermelha não deixa sair, o Cinebolso continua a ter filmes diferentes todas as semanas. A farmácia continua aberta e a vender vaselina para não doer tanto. O restaurante high tech na transversal continua a receber enjoados endinheirados ou endinheirados enjoados ou enjonhados endireitidos ou qualquer coisa que não percebo esta gente que gosta de restaurantes todos brancos vê-se logo que não são uns chafurdas como eu a comer fazia daquilo um Pollock só com meia dose de lentilhas. O país está lixado? Venham os próximos, eu não saio.

quarta-feira, março 23, 2011

Mea culpa

Faz-se tempo e o tempo quando é feito é de usar antes que se estrague. Quero aproveitá-lo enquanto é fresco para me retratar. Falo-ia de bom grado a pastel mas caga-me o ecran todo.
Quero aqui pedir desculpas aos meus vizinhos: Desculpem-me pelos impropérios berrados a qualquer hora do dia ou da noite. Percebam - e com isto não estou a diminuir a minha culpa - que os gatos fazem parkour nas minhas pernas, pisam e comem e cospem na minha comida. É duro, por vezes. Quero pedir desculpas ao Sócrates por não ter votado nas ultimas eleições. Percebi agora que há soluções políticas de compromisso, mas não é compromisso com ele lagarto lagarto conluio com o poder é que não.
Quero também pedir desculpas por ainda termos Pedros Passos Coelhos, Paulos Portas e afins, um país com tanta tradição em inquisições, expulsões e repressões e dá nisto foda-se.
Quero pedir desculpas ao Louçã por tê-lo incomodado com o meu voto, mais do que uma vez.
Quero pedir desculpas ao Cavaco por lhe ter chamado tantos nomes quando era míudo e também por o ter feito continuada e mais fortemente desde essa altura.
Quero pedir desculpas à minha mãe por ter pegado fogo ao urso de peluche que estava em cima da cama em 1979.

Sobre a net


Estava a reparar que a minha navegação pela net mudou muito. Quando havia algumas centenas de portais sobre criatividade, design e afins, seguia religiosamente uns 50. Diariamente, quase. entretanto parece que levo mais tempo em redes sociais e blogs do que nas outras coisas todas. Agora que os portais dessa altura de ouro - sim a net já é velha que chegue para isto - morreram ou definharam, milhares tomaram o seu lugar, menos técnicos, mas mais loucos - deve ser geracional - e mais criativos. Deixo aqui alguns, isto isto isto serve de marco temporal, daqui a 16 anos venho ao arquivo do site e topo que tipo de coisas andava a ver.

terça-feira, março 22, 2011

Cinebolso, sempre

Isto só pode ser um filme de guerra, ao estilo de John Ford, por exemplo. "Operação anal livre", é claramente o nome de código para uma operação militar sobra a zona do Anal ( Para terem uma noção da área, vide Anal do Panamá ). Depois, não me chamo Alberto se isto não é uma piscadela de olho - resisto - à situação na Libia. Depois, é de reparar que a miúda - deve ser soldado raso, não lhe vejo nem um pêlo - está a usar camuflagem. Mas não é da melhor, já que mesmo atrás daqueles circulos cor-de-rosa topei-a em menos de 3 minutos, no breu.

segunda-feira, março 21, 2011

Só mais um. De Frederico de Brito e Ferrer Trindade, novamente cantarolado em Camanês:

Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti

Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei não ser melhor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais

Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu

Hoje

Hoje parece que é dia da poesia.
Para cantarolar em Camanês, de J. Correia Tavares:

Daqui, desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas como eu
Mando-te um beijo naquela andorinha
Que em Março me entregou um beijo teu

Daqui, deste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao Outono que ainda é Primavera
E encho de buganvílias este fado

Num tempo que de amor é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho

Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, não há fronteira, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter!

domingo, março 20, 2011

Do pão

O reduto de toda a noite, a padaria da Praça do Chile. Depois de uma noite de abusos, acabam-se os últimos trocos em abusos também, comem-se os bolos que não se comeram numa semana, enche-se o bandulho de queques, bolas de berlim, milfolhas mil, pasteis de nata, merendas às tantas. Cruzo-me com todo o tipo de gente, o menino queque de BMW à porta, a velha sem-abrigo que não dá com o sítio, o mitra dos piercings, a pita e o namorado de mão dada. Sobe-se o resto do caminho a custo, mas de pança cheia. É tão fácil ser feliz.

sexta-feira, março 18, 2011

AH é SEXTA



Eu mereço.
Já passou. Calma.
Atravesso as transversais com quem vai paralelo. Parto as rotundas a meio. Passadeiras em diagonal, muitas. Esqueço-me dos números das portas dos prédios que gostava de viver.

quarta-feira, março 16, 2011

Tascos? test drive I

Ora disseram vocês:

Arêgos, em Santos .
Zé Varunca, na R. de São José.
Cantinho do Alfredo, em Campolide.
Bota Velha, na Domingos Sequeira.
Taberna Ideal, em Santos.

E a Cat deverá adivinhar onde fui almoçar hoje pela bucólica foto acima. Pois fui. Mas fui enganado. Ora: Um tasco com flores frescas? mas que cena é esta? exijo ser tratado como deve ser com flores de plástico porra.
O casal ao lado tentava desesperadamente engatar-se. Ele falava que se desunhava, ela olhava para o homem do tasco atrás do balcão. O doutor, engravatado mas com o tal ordenado de 500 euros - sim pois esses fatos de 70 euros topam-se à milha meu amigo só enganas a cozinheira - comia sozinho na sua mesa. Os 4 moranguitos comiam ao fundo da sala. O lavatório beige já no meio da sala - o espaço não é muito - a combinar com tudo o resto pois. A colecção de porta-chaves sebosos nas prateleiras. O vaso com a trepadeira. O chão de mosaicos comido pelo uso - não digo tempo porque isso é armar ao pingarelho poético e sensível - ao balcão. Concluindo: é um tasco aprovado pelo PPC.

Tascos? Dicas precisam-se

Hoje aventurei-me mais um pouco à hora de almoço e entrei em mais um tasco desconhecido. Jackpot, azia para 2 dias.
Mas há tascos e tascos... Vamos lá listar cantos, restaurantes, tascos de Lisboa.

Stop, de Campo de Ourique. Passo.