terça-feira, abril 19, 2011

Diz que sim


Diz que foi ao bairro a uma segunda à noite noite improvável. Estava cheio. A chuva e os relâmpagos eram muitos por isso ficou-se a ouvir o jazz e o Stevie como sempre o homem vem ter comigo nada a fazer. E apesar de ser uma noite de segunda no bairro, foi uma noite de família. Porque tenho a com que nasci, mas tenho também a que escolhi. Ribombai.

- o cinquentão parado ia bebendo copos e a música seguia. Os copos somava e a música também. O corpo solta-se ao decilitro, a cada música e a cada copo os braços ficam mais soltos e mais ridiculos. Ao fim, parecia - é citação - uma girafa em cima de um hovercraft.

segunda-feira, abril 18, 2011

5 anos 5

Não há machado que corte a raiz ao pensamento e não há explicação para eu aguentar esta chafarica há 5 anos 5. Parabéns ao estaminé.
Em 5 anos passou-se muita coisa, e muita coisa importante. Pensando bem, o mais importante. Está cá tudo. Pronto ok às vezes foi meio críptico sim ninguém apanha a data do divórcio nem o tempo que estive preso na Tunísia nem a ida a Amesterdão - eu sei - mas está cá tudo. Um dia a Escola Prezadiana levará a todos os profundos e ocultos significados que aqui nesta Regaleira de prosa feita se escondem.

domingo, abril 17, 2011

Vem do rio

O Tejo, em pontos cercado por chatas, aproveita a noite para encher o ar de Lisboa do cheiro a lodo sem que se note. É o cheiro desse lodo que faz os gatos andarem doidos na rua e daí até o tal ditado dito à noite todos os gatos são parvos não é pardos isso é corruptela.

sábado, abril 16, 2011

Fado

Fui para Alfama com netos de fadistas, para uma casa de fados. Não estava por dentro do sistema mas é assim: Pertence-se ao fado como se pertence a uma religião. Se o avô cantava fado, os netos cantam mesmo que não tenham voz. Juntam-se todos no mesmo sítio, debitam as letras que sabem de cor, uns arriscam cantar, aplaude-se o esforço, a vontade ou a presença. Depois rega-se isto com tinto rua abaixo, desviamo-nos de 3 socos do segurança, encontramos mais gente, despedimo-nos doutra tanta e volta-se a casa a tempo de dormir.

sexta-feira, abril 15, 2011

Nephicide

De saída.

É sexta

Tenho a partir das 19:16 do dia de hoje até às 2 da matina de domingo para explorar a natureza das coisas, a vida. Está quase. Esta tarde vai demorar a passar.

Mata passos

Quando chegares a casa tens a porra dos gatos à porta, a espreitar, o gráfico no Excel ditará qual o ângulo mínimo da porta para que tenham espaço para escapar porta fora por aí abaixo catapultar as pulgas no espaço sideral da escada por lavar. A água das tigelas estará espalhada por todo o lado. Nisto, a televisão já ligada vai contar de alguma rua onde passaste hoje - é que a televisão vem sintonizada em Lisboa - e onde vais reconhecer-te a andar na rua ali ao lado do prédio que ardeu ou da casa de penhores que foi assaltada. Tens as fotos do tempo errado falhaste-o por pouco palhaço. Atrasa o passo já te disse. Depois passas ao Parque Mayer. Depois passas à rua das Portas de Santo Antão onde o Camões foi preso, era bêbado, perdeu um olho numa luta por causa dos maus vinhos - Teobaldo de pacote só pode - e da falta de jeito, a pena tirou-lhe a força da mão esquerda sim ele era canhoto pois se o olho que perdeu era o direito a espada usa-se ao lado se a defesa falha defenestra-se o flanco mais a jeito olha fodeu-se agora há gente que chama aos gatos zarolhos Camões e a cães sem uma perna Tripé o que não davas para ter um cão chamado Tripé. Chega à janela, pisa o vomitado do gato enquanto olha para o Cristo Rei iluminado. Fumava, só para a fotografia.

quinta-feira, abril 14, 2011

ver para crer

Este sol este calor e eu num escritório. Deus és tão cruel. Vês por que não posso acreditar em ti? Chega às cinco da tarde e só sonho em sair. Vou aprender meditação transcendental só para saber transpor 2 horas de existência diárias.


Maldito tempo apre agrilhoado por ti permaneço caramba como voas e nem asas tens larga-me foda-se já disse não tenho mais que te contar quero envelhecer num casco de carvalho.
Se não o tens traz-me antes a imperial que já não posso beber e as 72 virgens a que tenho direito em adiantado espero que por muito.
Tinge-me a argêntea cabeça do mais profundo luto, tapa a vergonha de quem a usa.
Esta merda é como quem diz: Faço mais um ano.

Adenda
Outros eventos importantes deste dia:
1865 - Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA sofre atentado cometido por John Wilkes Booth.
1912 - O transatlântico inglês Titanic afunda ocasionando mais de 1500 mortes.
1944 - Os primeiros judeus transportados de Atenas chegam a Auschwitz.

quarta-feira, abril 13, 2011

O lado negro da vida

 O empregado traz o bitoque e vê-se a deixá-lo cair no chão. Se se safar, talvez o ovo estrelado esteja demasiado cozinhado. Ou o castelo de arroz venha desmanchado. Enviesado, irrequieto teimoso, vê sempre o lado mau das coisas. Teimoso, insiste. O patrão confia nele, mas o empregado já sabe que aquele gémeo mau reserva-lhe sempre o pior. O bom filho esse é capaz mas ninguém olha para ele. O empregado já conhece bem a sinistra visão que tem do mundo, por isso faz piadas com isso e só espera que percebam. Com uma vista assim, é sempre melhor olhar para o meio dos olhos, ajuda.

terça-feira, abril 12, 2011

Fuga ao fisco

Fui fugir ao fisco, ao almoço. Faço-o regularmente, contribuindo para o rombo orçamental, que, segundo as notícias que ainda faço questão de ver - como quem vê peixes num aquário ou corridas de monster trucks - me faz dever ao FMI cerca de 8 mil 10 mil euros. Longe de querer pagar, desta vez fui fugir ao fisco para o Parque Mayer, onde um Santana Lopes lembram-se havia um projecto do Frank Gehry, a ideia era recuperar aquele kosovo miniatura lembro-me agora de outro kosovo miniatura mas maior, a Feira Popular, também era para ser recuperada ah Kosovo és tão amado em Lisboa deve ser geminado só pode, tentamos germinar e não deu, passamos a geminar mas só com vasadouros de entulho aqui não - reparem que escrevo segundo o novo achordo ortográfico passamos é passamos o acento é facultativo e como sabem detesto assentos, estou sempre com pressa - bolas tenho uma ideia, é terraplanar o castelo para ser mais fácil os turistas chegarem lá não podemos ser salientes daquela maneira os senhores do FMI chateiam-se e fazem como no kozovo são os mesmos fascistas pois grupo Bilderberg e assim, terraplanam com B2 e assim, não quero, o castelo dá um mau parque de estacionamento. Já o Parque Mayer não até tem bastante sombra pude ver hoje.

segunda-feira, abril 11, 2011

Mais um ciclo que se aproxima, desviar

Anormal

Haver alguém que mete uma musica seguida de todos os seu remixes, orbital-mix incluido. Fico a ouvir a mesma linha melódica meia hora, até à insanidade. Depois admiram-se de estar sempre a trabalhar de headphones.

Matéria pura

Ontem estive a hipnotizar sobrinhas por meio de desenhos e resolvi partilhar esta técnica que desenvolvo há anos - Palo Alto tenta, o MIT copia, o Prezado faz - com a ajuda de sobrinhos emprestados. O processo desenrola-se em 2 campos simultâneos, como uma performance pense-se acto continuo: materializa-se um desenho, sendo o desenhar tomado pelo sujeito como um processo mágico, complementado com a corporalidade. Voz, corpo, desenho. Completam-se. O objectivo: hipnotizar uma sobrinha(o) - sobrinhas tem mais piada - de modo a que o demónio interior que a impede de estar sentada quieta a comer desapareça momentaneamente. Assim sendo, o processo aparentemente simples é:
Declara-se: "vou desenhar um porco.". esta frase deve ser proferida solenemente como quem dita um discurso sobre a influência do FMI na política portuguesa actual.
  • Desenha-se um porco. Não é importante a qualidade formal.
  • Apresenta-se o desenho.
  • Volta-se a pegar no desenho, nomeia-se o porco. Os nomes devem ser tradicionais portugueses. A reter: Alberto. Horácio. Anibal. Fernando. Artur. Alfredo. Andrade.
  • Escreve-se o nome do porco por baixo do porco.
  • Declara-se "vou desenhar-lhe um prato com batatas.".
  • Desenha-se um prato com batatas.
Nesta altura, a paciente está a rir-se perante tanta mas tão simples estupidez e a hipnose está efectuada.
Explico o processo cognitivo, Piaget roi-te palhaço andaste a escrever merda durante decadas e isto com desenhos de porcos tava tudo resolvido grunho. A palavra "porco", ao proferida, instala o gene do duplo-sentido nos cérebros incautos: Porco - sujo e Porco - animal, os dois conceitos chocam-se, entrando o cérebro em confusão e incerteza. Instalada a dúvida, aumenta-se a parvoice com seriedade, fazendo o desenho numa postura grave, cavaquiana. Findo isto, volta-se então a inserir a parvoice, oferecendo um nome austero, simples, mas reconhecido como sendo impróprio para um porco - animal. Finalmente, acrescenta-se um prato de batatas. As batatas conferem acção - inesperada - ao desenho, criando um tensão anímica elevada. Neste momento o cérebro tenro e incauto do sujeito rebola de incerteza, não conseguindo processar o que poderá ou não acontecer, debatendo-se com questões que não está habituado a debater, como por exemplo, como é possível comer de garfo e faca com chispes em vez de mãos. Todo este processo cognitivo faz o sujeito colocar em causa toda uma série de convenções, culminando na mais importante: Será possível haver gente assim tão parva e com esta idade?
O domingo é o dia em que deus descansou mas não ofereceu o dia a mais ninguém porque ditou que ao domingo se come cozido e outros pratos de digestão mais demorada com a família e como é sabido a família cansa, as sobrinhas cansam, o raio dos putos é preciso uma imaginação wieden+kennedynesca para os entreter, impedi-los de matar os gatos a síncope, impedi-los de esmurrar a cabeça contra esquinas e ainda apanhar o sol dos barcos do Tejo e descobrir como se largam gatos lá nos barcos, voltar a casa cheio de sol às costas e ainda subir 3 andares íngremes prova-de-montanha com ele.

sábado, abril 09, 2011

Oraite

Curto é as noites como as de ontem. Devo ter dezenas de posts sobre elas, as noites que só sei como começam mas nem adivinho como acabam. Ontem comecei sozinho, com uma cover jazzistica de Steve Wonder - cantada pela vocalista mais gira que conheço - e uma superbock. Depois insere-se uma daquelas elipesses cinematográficas e acabo com amigos numa pastelaria na Praça do Chile, a comer merendas mistas. E como é sabido, é no meio que está o interesse.

O ovo

Sms's ao inicio da noite.
- Vais sair pá? vou a caminho do Bairro.
- Não. Acabou o concerto e tou meio doente.
- Ok, fica para a próxima, as melho
Espera não és tu que vens agora a subir a rua na minha direcção não com cara de doente mas cara de bem acompanhado olá tudo bem ?
- eh olá oi tás aqui mas oi...
- Vai lá vai que tás doente e tal vai.
Esta cidade é pequena demais para mentiras.

quinta-feira, abril 07, 2011

Amsterdam VI

A dita. A red light. Alpha e Omega de Amesterdão. O Ocaso do ser. Mito forma espaço fundo.
É o universo condensado não pasteurizado. É montra atrás de montra, porta aberta para quartos assépticos quais consultórios de dentista, um banco, uma cadeira, um divã, uma cómoda, uma cabeceira, repetida 200 vezes, sempre igual ou simétrica. Na cabeceira sempre as mesmas coisas, 200 vezes, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume. Não posso tirar fotos, sob pena de socos na boca. Mas juro que uma delas se riu para mim. A sério. Tive um bocado de vergonha, deixou-me sem jeito, enquanto vestida com 7 cm2 de roupa, me piscou o olho. Acho que foi sincera, tentei explicar-lhe não só te posso levar para Lisboa daqui a uns tempos depois explico sim apresento-te à minha mãe, deve gostar de ti não ela não curte muito louras mas para ti eu metia a cunha. Saí da rua a pensar num fado qualquer ai vida.
Passei à porta do museu do sexo. Pensei entrar mas depois medi bem as coisas - Embora o tamanho nunca interesse, o que é certo é que nunca tinha visto bolas chinesas daquele tamanho, só em Roland Garros - e vi que para ver sexo de outros séculos, bastava voltar a Portugal e ao cais do sodré. Que se lixe, a rua é sempre mais interessante que qualquer coisa. Guardei o dinheiro e fui ver antes o Van Gogh. Discutiu com o Gauguin, arrancou uma orelha e matou-se com um tiro no peito ? Vê-se logo que andava na red light afumar as coisas erradas. Voltei à red light passado um bocado. Faz-se noite e a rua começa a encher como um dia de feira. Percebi porque é que a cerveja é choca e quente: caso fosse etílica como a tuga - aconselho a Duvel, por lá - acabava metade daquela gente nos canais. O gajo mascarado de banana é garantido que teria ido parar a água eu próprio o empurraria.

interropemos a transmissão

FMI. Ah que inesperado nunca pensei mas o Sócrates negou sempre - aprendeu o gajo, negar sempre sempre - que o FMI vinha aí. Como todos sabemos este país é um farol de produtividade, gestão imaculada sempre, isto foi coisa que nunca pensei que nos apanhasse, que estivesse reservada para países malandros que se deitam ao sol. Enganei-me, só posso ser burrinho. Porra como é que não percebi que estavam a enganar-me, mas eu até confio em políticos estou sempre a votar neles eles ajudam-me quando tenho um aperto falo com deus e falo com durão barroso em sonhos, tenho um responso a sócrates e tudo para os dias mais escuros em que as trevas não me largam.
Olha, hoje está sol.

quarta-feira, abril 06, 2011

Amsterdam V

Dias inesperados é em Amesterdão pois é. Desde o segurança tatuado do restaurante onde vimos o Benfica às escuras, a empregada com o maior decote registado fora da Red Light, os mitras tímidos, o gajo do tuning medo que cena dantesca o gajo do tuning, carro preto matte, saias foles gaitas capas escapes, cabeça rapada, a passar com a mão ao volante a pingar sangue, nem uma palavra ninguém o olha nos olhos caralho xiu, o italiano gozado pela puta que está farta de italianos tesos, a Chinatown a gozar o pagode, os ingleses bêbados, os irlandeses bêbados, os guineenses bêbados, a zona dos travestis de ruas vazias, a bófia que só anda de mota e só se vê um de cada vez, as putas no segundo andar sentadas na cadeira a falar ao telefone, os dildos que se confundem com extintores, o bar que tem um moinho mas não é o moulin rouge, os coffee shops com fumo de cortar à faca, tudo inesperado menos uma coisa: não vi ninguém de socas.



As Coffee Shops. Isto há 20 ou 30 anos teria algum impacto acredito. Quando hoje vou ao Rossio andar um bocado e apanho com 27 gajos a tentar impingir-me todo o tipo de merda, até agradecia a existência de umas coisas destas. Em Amesterdão, ninguém me tentou vender nada na rua. Nem uma mama. Nada. Em Barcelona uma outra viagem de há uns anos eu feito lampeiro marimbei-me como sempre nos avisos olha-que-as-ramblas-à-noite-são-fodidas e lixei-me. Meio lixado, pronto. Mas ofereceram-me uma carteira a menos e um bobó, uma destas ofertas recusei-a, a outra não tive escolha e acreditem, não digo qual das quais o foi ou não mas só digo que deveria ter sido a inversa. Em Amesterdão, deram cabo da concorrência de rua legalizando a ilegalidade.

Lost in Amsterdm IV


Sexshops. Finalmente, encontrei uma sexshop desprovida de grunhos trogloditas corcundas onanistas a babar. Aliás, têm bastantes mulheres - normais diga-se, poderão porventura não sei mesmo se seriam pode ser que até fossem onanistas mas souberam disfarçar não sei se as há sequer - lá dentro. Algo entre a sex e a design shop, onde só há peças dignas de Bang&Olufsen. A maior parte das peças são tão estilizadas que acho que podem ser deixadas em cima da mesa da sala que a criançada não vai confundir com nada e por-se a brincar com aquilo.
Fábio Manuel já te disse para não pores isso na boca que é sujo ó mãe não posso brincar com nada bolas. Também há das outras, onde a vida parece andar para trás: hordas de machos calados, a pagar o porno que podiam ver em casa grátis. Se fosse sexo ao vivo eu ainda entendia a preferência, mas ir para cabines a cheirar a toalhitas? deixa tar.


Coffee Shops. Bom, entrei mas não inalei. Não é preciso: Se cá cantamos cheira bem cheira a Lisboa tendo em mente a brisa do tejo, os jacarandás nos jardins, a roupa nos estendais, os bolos da Evian e quejandos, Amesterdão cheira constantemente a erva. Basta andarem no bairro certo. Entrem num coffee shop e não precisam de comprar nada, sequer. Peçam uma pint, sentem-se e respirem profundamente. Perguntam, há franchise de coffee shops? há.

terça-feira, abril 05, 2011

Amsterdam III

A comida. Como é hábito nas grandes capitais, o que há menos em Amsterdão são holandeses. Por isso, não conseguiram ainda explicar aos coreanos, chineses, paquistaneses, ruandeses e afins como fazer o mais complexo prato tradicional que conheci: batatas fritas com maionese. Juro que é vendido como "típico". Há outras coisas muitas mas com este mesmo ar plástico e desinteressante. Conclusão absoluta? Querem viajar para comer bem? apanhem o 28 e vão a um tasco na Graça. Ganha-se mais.
Vondel Park. Ajudo na tradução: é um parque. Ao fim de semana, é ver todo o tipo de gente de todas as idades a juntar-se em picnic, copo de vinho na mão e estão nisto toda a tarde, na conversa, a curtir a relva, os passarinhos e a deixar tudo cheio de lixo - sim, não há só tugas porcos, há na holanda holandeses porcos não digam que é um exclusivo do nosso país este tipo de merdas, poupem-me. Para compensar, eles têm uma classe politica ligeiramente melhor. Não se pode ter tudo. Lixo no parque ou políticos decentes?
Atravessei o Vondel Park umas 6 vezes, 4 de bicicleta. Só nisto, perdi uns 3 kg.

Perdido por Amsterdam II

Por tópicos, mais simples. Pois eles andam de bicicleta. Esqueçam os autocarros, o metro, os taxis, tudo. A bicicleta manda aqui especialmente quando nos passa nos passeios quando os camones incautos se metem a passear na faixa delas e nos levam olhos enganchados na ponta dos travões. Aqui, à saída da Central Station, há vários parques. Ali estão umas 84736 mas do outro lado deverão estar outras tantas. Cheguem a Amesterdão, arranjem logo uma bicicleta. Aconselho uma com cadeado à prova de camone. Uma maneira fácil de distinguir camones é pela velocidade de parqueamento e cadeadamento de uma bicicleta. Depois de terem bicicleta, usem-na durante todo o tipo de actividades: falar ao telefone, ler o jornal, conversar com o vizinho, almoçar.


Canais. Os canais de Veneza estão para o romance como os canais de Amesterdão estão para a droga. Ao fim de semana as famílias pegam no barco e vão passear com os putos, os trintões combinam com os amigos e passeiam em barcos forrados de almofadas e enchem-no até à borda de vinho, os putos fazem picnics, os camones andam nas barcas e para culminar, há casas flutuantes. Com esplanada. Com jardim. Deus cruel porque é que eu não vivo numa casa dessas?
Sei que a água parece tentadora, mas não dá para nadar. Meti um dedo dentro de água e perdi-o. Análises revelaram a presença de altas percentagens de canabbis activa.

Perdido por Amsterdam I

Pois perdi-me uns dias por Amesterdão. Antes de tudo, percebi duas coisas e inventei uma outra:
Está explicada a tara por bicicletas ali nas horas perdidas. É impossível não andar de bicicleta e quando se o faz, é ao som da música do Verano Azul. A partir de agora, passo a medir distâncias em Milha Amesterdã.

Fui para lá à pressa. Não fiz planos de passeio, tinha dicas muitas mas não tive net a tempo para as ler. Cheguei ao aeroporto com um mapa para o hotel mal impresso, onde só via metade do caminho. Dica importante de viagem: ver sempre se a impressora está em portrait ou landscape. Parti do princípio que o hotel era no centro. Portanto, comboio para o centro, tenho de desbravar caminho. A esta hora, os comparsas - isto foi como um Ocean's Eleven - estão ainda a partir de outros aeroportos no mundo, cabia-me encontrar o hotel e/ou beber a prometida jola numa esplanada central à espera deles. A pé lá fui. Ponto de referência? Só um, Vondelpark.

Amanhã começo a dissecar


Amanhã teço dissecações sobre a ultima cidade onde me perdi: Amesterdão. Agora, dormir.
Promete, óbvio.

sexta-feira, abril 01, 2011

Por exemplo

Posso estar neste momento numa cidade cheia de bicicletas, neste momento. Até pode ser que seja Amesterdão.
Há tempos não-bloggers diziam-me que punha a minha vida toda no blog. É que o conceito de público e privado mudou muito. Hoje estou a mostrar como é relativo. Até ao próximo post.

quinta-feira, março 31, 2011

Hoje não tenho nada a dizer, é isto.

terça-feira, março 29, 2011

Farmácia

Como é sabido, em Portugal toda a gente tem uma farmácia em casa. Os médicos, doidos por idas às Caraibas e sacos de golfe à pala, em vez de receitar uma caixa, pelo sim pelo não, receitam 3. E se há a hipótese de trocar por um genérico ou um placebo, esqueçam. Hoje, como estou meio k.o. e recuso-me a render a uma reles doença e não estou para ir ao médico, resolvi ir vasculhar a farmácia privada de cá de casa: devo dizer que sou contra a homeopatia, mas a favor dos placebos. E é o que tenho mais cá em casa. Caixas vazias muitas, e eu descansado que tinha ali de tudo. Nada. Depois, os prazos: mais placebos. Já passou tudo de validade. Mas achei comprimidos avulso, fui à net e vou fazer um programa rígido para me curar. Não a constipação. O resto.
Pois que os gatos continuam a fornicar a casa toda, e depois penso nos tempos idos em que me fazia alguma impressão o pêlo de gato. Quando estiverem a jantar e levarem com um rabo de gato no nariz e não vos fizer impressão, sabem que estão curados.
A porra da febre consome-me os neurónios à noite, criando pesadelos do pior, deve ser a maneira de fazer sair o calor do cérebro.

domingo, março 27, 2011

Dificuldades técnicas impedem-nos de transmitir nas melhores condições. A emissão prossegue dentro de momentos. Até lá, fiquem com este separador.


Epá porque sim. Estou mal disposto, faço o que me dá na telha. E como só eu tenho as chaves do blog prontos meto aqui uma foto da minha irmã.

sábado, março 26, 2011

Cave Canem


Na feira da Ladra desviei-me a tempo cabrão eu sei que cheiro a gatos pá larga shuu larga caraças atira-te ao naperon palhaço deixa-me em paz amando-te um biqueiro tás aqui tás ali.

visto

"e,
como lembra Agostinho da Silva, a vocação do ser humano é ser poeta (à solta), criador, deus, no sentido da sua autodeterminação, "o homem não foi feito para ** trabalhar mas para criar" (AS) "


post completo no atómico.

sexta-feira, março 25, 2011

Eu não estou a ficar mais esperto

Eu não estou a ficar mais esperto, não tomo drogas nenhumas tirando o guronsan, não tomo suplementos, não jogo no totoloto, não pego num livro há seculos, não cultivo nada há milénios nem salsa, e como é que pode ser que eu veja tão claramente que o Pedro Passos Coelho e o PSD são a maior palhaçada dos últimos anos?
Só pode ser a idade. Trará sapiência, como dizem? Não é grande habilidade bem sei, mas mesmo assim surpreende-me esta subita descoberta, é que não me esforcei minimamente para descobrir isto. Espero que mais alguém repare neste facto.

Completa a primeira fase

Recolhi informação preciosa na rua do Cinebolso. O futuro do país está assegurado. A Tasca do Careca continua de neon sólida e brilhante, a loja do chinês vende fruta até às tantas e o casal de cabeçudos de papel a encimar a porta continua a trazer a sorte que a lanterna vermelha não deixa sair, o Cinebolso continua a ter filmes diferentes todas as semanas. A farmácia continua aberta e a vender vaselina para não doer tanto. O restaurante high tech na transversal continua a receber enjoados endinheirados ou endinheirados enjoados ou enjonhados endireitidos ou qualquer coisa que não percebo esta gente que gosta de restaurantes todos brancos vê-se logo que não são uns chafurdas como eu a comer fazia daquilo um Pollock só com meia dose de lentilhas. O país está lixado? Venham os próximos, eu não saio.

quarta-feira, março 23, 2011

Mea culpa

Faz-se tempo e o tempo quando é feito é de usar antes que se estrague. Quero aproveitá-lo enquanto é fresco para me retratar. Falo-ia de bom grado a pastel mas caga-me o ecran todo.
Quero aqui pedir desculpas aos meus vizinhos: Desculpem-me pelos impropérios berrados a qualquer hora do dia ou da noite. Percebam - e com isto não estou a diminuir a minha culpa - que os gatos fazem parkour nas minhas pernas, pisam e comem e cospem na minha comida. É duro, por vezes. Quero pedir desculpas ao Sócrates por não ter votado nas ultimas eleições. Percebi agora que há soluções políticas de compromisso, mas não é compromisso com ele lagarto lagarto conluio com o poder é que não.
Quero também pedir desculpas por ainda termos Pedros Passos Coelhos, Paulos Portas e afins, um país com tanta tradição em inquisições, expulsões e repressões e dá nisto foda-se.
Quero pedir desculpas ao Louçã por tê-lo incomodado com o meu voto, mais do que uma vez.
Quero pedir desculpas ao Cavaco por lhe ter chamado tantos nomes quando era míudo e também por o ter feito continuada e mais fortemente desde essa altura.
Quero pedir desculpas à minha mãe por ter pegado fogo ao urso de peluche que estava em cima da cama em 1979.

Sobre a net


Estava a reparar que a minha navegação pela net mudou muito. Quando havia algumas centenas de portais sobre criatividade, design e afins, seguia religiosamente uns 50. Diariamente, quase. entretanto parece que levo mais tempo em redes sociais e blogs do que nas outras coisas todas. Agora que os portais dessa altura de ouro - sim a net já é velha que chegue para isto - morreram ou definharam, milhares tomaram o seu lugar, menos técnicos, mas mais loucos - deve ser geracional - e mais criativos. Deixo aqui alguns, isto isto isto serve de marco temporal, daqui a 16 anos venho ao arquivo do site e topo que tipo de coisas andava a ver.

terça-feira, março 22, 2011

Cinebolso, sempre

Isto só pode ser um filme de guerra, ao estilo de John Ford, por exemplo. "Operação anal livre", é claramente o nome de código para uma operação militar sobra a zona do Anal ( Para terem uma noção da área, vide Anal do Panamá ). Depois, não me chamo Alberto se isto não é uma piscadela de olho - resisto - à situação na Libia. Depois, é de reparar que a miúda - deve ser soldado raso, não lhe vejo nem um pêlo - está a usar camuflagem. Mas não é da melhor, já que mesmo atrás daqueles circulos cor-de-rosa topei-a em menos de 3 minutos, no breu.

segunda-feira, março 21, 2011

Só mais um. De Frederico de Brito e Ferrer Trindade, novamente cantarolado em Camanês:

Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti

Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei não ser melhor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais

Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu

Hoje

Hoje parece que é dia da poesia.
Para cantarolar em Camanês, de J. Correia Tavares:

Daqui, desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas como eu
Mando-te um beijo naquela andorinha
Que em Março me entregou um beijo teu

Daqui, deste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao Outono que ainda é Primavera
E encho de buganvílias este fado

Num tempo que de amor é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho

Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, não há fronteira, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter!

domingo, março 20, 2011

Do pão

O reduto de toda a noite, a padaria da Praça do Chile. Depois de uma noite de abusos, acabam-se os últimos trocos em abusos também, comem-se os bolos que não se comeram numa semana, enche-se o bandulho de queques, bolas de berlim, milfolhas mil, pasteis de nata, merendas às tantas. Cruzo-me com todo o tipo de gente, o menino queque de BMW à porta, a velha sem-abrigo que não dá com o sítio, o mitra dos piercings, a pita e o namorado de mão dada. Sobe-se o resto do caminho a custo, mas de pança cheia. É tão fácil ser feliz.

sexta-feira, março 18, 2011

AH é SEXTA



Eu mereço.
Já passou. Calma.
Atravesso as transversais com quem vai paralelo. Parto as rotundas a meio. Passadeiras em diagonal, muitas. Esqueço-me dos números das portas dos prédios que gostava de viver.

quarta-feira, março 16, 2011

Tascos? test drive I

Ora disseram vocês:

Arêgos, em Santos .
Zé Varunca, na R. de São José.
Cantinho do Alfredo, em Campolide.
Bota Velha, na Domingos Sequeira.
Taberna Ideal, em Santos.

E a Cat deverá adivinhar onde fui almoçar hoje pela bucólica foto acima. Pois fui. Mas fui enganado. Ora: Um tasco com flores frescas? mas que cena é esta? exijo ser tratado como deve ser com flores de plástico porra.
O casal ao lado tentava desesperadamente engatar-se. Ele falava que se desunhava, ela olhava para o homem do tasco atrás do balcão. O doutor, engravatado mas com o tal ordenado de 500 euros - sim pois esses fatos de 70 euros topam-se à milha meu amigo só enganas a cozinheira - comia sozinho na sua mesa. Os 4 moranguitos comiam ao fundo da sala. O lavatório beige já no meio da sala - o espaço não é muito - a combinar com tudo o resto pois. A colecção de porta-chaves sebosos nas prateleiras. O vaso com a trepadeira. O chão de mosaicos comido pelo uso - não digo tempo porque isso é armar ao pingarelho poético e sensível - ao balcão. Concluindo: é um tasco aprovado pelo PPC.

Tascos? Dicas precisam-se

Hoje aventurei-me mais um pouco à hora de almoço e entrei em mais um tasco desconhecido. Jackpot, azia para 2 dias.
Mas há tascos e tascos... Vamos lá listar cantos, restaurantes, tascos de Lisboa.

Stop, de Campo de Ourique. Passo.

terça-feira, março 15, 2011

Como está sol

Volto a gostar deste país, obviamente. Sou só humano.

Já é hora de almoço

Farto de passeios a pé plenos de significado político ou sindical, hoje fui para o trabalho a pé, por causa da greve do metro, a apreciar o sol e o vento.
Passei pelo bebâdo encostado à montra do stand da Lamborghini e lá fui.

Cinebolso, hoje

As visões de Papa Nicolau, óleo sobre acrilico, 2011.

Passei à porta, acabei de atender o telefonema sim sim estou na rua a olhar para onde? queres saber para onde estou a olhar eh pois é para um jardim pois. Não. É. Não das delicias não não estou a gozar quem me dera não é mesmo sim sabes o do quadro? não, é mais realista. Mais. Mais. Já te disse, estou na rua. Não. Não, é ao pé de casa. Foda-se, eu dou-te a morada.

segunda-feira, março 14, 2011

E agora, só para que percebam melhor

Há muitos anos, tinha uma colega de trabalho que vivia num mundo muito pequenino. Era o mundo dos efectivos. Como ela vivia no mundo dos efectivos há muitos muitos anos, tinha medo de ir para lá dos arrabaldes do mundo dos efectivos, nem sabia o que poderia encontrar nessas terras sem-nome.
Seriam dragões? não.
Quem saísse desse mundo perfeito, podia encontrar o Pântano dos recibos verdes ou a Floresta dos desempregados, sitios tenebrosos onde habitam ogres descontentes e feios uh disse o ogre uh paga-me este mês filho da puta do caralho uh já está atrasado - esses ogres malditos sempre aos urros.
A colega, pobre de deus, continuava a ter todas as regalias próprias do mundo dos efectivos, onde todas as mulheres são prendadas princesas e todos os homens príncipes justos e trabalhadores, sem imaginar que para lá do mundo dos efectivos havia tamanha monstruosidade a passar-se. Depois picou-se num fuso de uma roca de fiar e morreu. De burra.

domingo, março 13, 2011

Manif sim Rasca não

Ah bons tempos. Prezado viu-se nos seus tempos de secundária, quando Cavaco-primeiro-ministro resolvia manifs de estudante à bordoada. Vinte anos passaram e agora Cavaco-presidente diz para nos manifestarmos à vontade. Ah maravilhoso o seu coração transborda de espirito democrático ah.

Devo dizer que me fartei de rir com a cobertura das manifs nos noticiários. É que não é de hoje que as vejo e mesmo pouco isentas como sei que são, as redacções estiveram mesmo empenhadas nisto. Escolheram as imagens mais pueris, os cartazes mais primários, as opiniões mais fracas. Quem viu as imagens dificilmente identifica uma das maiores manifestações dos ultimos anos, com todo o tipo de alinhados e desalinhados ( interessante, vários helicópteros sobrevoaram tudo e não vi nenhum canal com imagens aéreas da zona ). Sim, se não tiver um PC ou um Bloco ( os de sempre ) a organizar uma manif, as pessoas de todos os quadrantes saem à rua. Não foi um protesto à rasca, foi um protesto com cabeça. Podem manipular, tingir, manietar, aproveitar-se politicamente do que se passou, mas quem lá estava, sabe ao que foi. E valeu a pena.

Adenda: Quanto ao facto de haver humor numa manifestação, como já apanhei aí na blogosfera, e o facto de haver gente de máquina fotográfica, e o facto de não estarmos a trabalhar para pagar contas a um sábado, e o facto de estar lá gente com todos os dentes da frente, lamento, não conseguimos ser mais miseráveis. Mas custa.

Adenda 2: Faço minhas a palavras que li no Acatar.

sábado, março 12, 2011

xina pá tanto preguiçoso que saiu à rua para gritar.

sexta-feira, março 11, 2011

PPC desenrasca

O PPC apela à participação nas manifs de amanhã. Não vou argumentar com citações do Le Monde Diplomatique, não vou falar de neo-liberais, do Cavaco, do Sócrates, dos à-rasca, nada. Digo só: Quem acha que isto vai bem, é porque ESTÁ bem. Se estiverem bem, olhem para o lado e saiam do vosso universo por momentos. Sigam, mas a saber um pouco mais do que se passa.

Adenda: (peço desculpa pelo uso deste termo tão datado e com tanto peso, mas não tenho outro para definir o que me passa na cabeça ) Farto de fascistas, caralho.


Mas, espera. É Sexta foda-se. Olha, é a minha vida de volta, olá tudo em cima? não não entra tás na boa entra espera vou ali buscar uma superbock queres também não é não senta-te meu, tas mesmo com cara de quem precisa disto foda-se ya esta semana foi um cansaço ainda devo sair sim sim mais tarde não isso ainda é cedo porra não tou habituado a sair tão cedo ya.

Não pode ser bom

Sonhar com leões pretos às dezenas no campo grande depois de escapar de um elevador em queda no Afeganistão? Freud explica.

quinta-feira, março 10, 2011

À noite

Ficam mais ideias sobre como fazer render o imprestável conhecimento de 1/3 das ruas de Lisboa, que parece que poderá eventualmente um dia se calhar ter potencial de ser um projecto com porventura algum fortuito e hipotético uso. Daqui até Alcântara dá tempo para pensar em tudo.

quarta-feira, março 09, 2011

Entrudo

A ideia de carnaval vai mudando e dado ainda estar a recuperar do ensaio de maratona que foi o Porto, este ano fiquei-me pelos míscaros com presunto, sumol, bolos de côco e andar a brincar com a sobrinha, vestida de fada pirosa.

terça-feira, março 08, 2011

Oporto, dia dois

Porra fosca-se o cabrão do despertador não tocou bolas perdi a manhã toda bolas levantar a correr porra que tenho de ir foda-se. Aliados abaixo, acima, abaixo a tentar encontrar as ruas do dia anterior para as ver como deve ser. Pelo caminho, pequeno-almoço.


Depois de ter visto em menus o Prego-em-prato, pensava que já tinha apanhado o jeito à coisa. É só dizer a mesma coisa, mas de maneira diferente. Género 15-para-o-meio-dia em vez de 11-e-45.
- Era uma sandes de fiambre com manteiga, se faz favor.
- Quer a frio? - mauuuuu "quer a frio" como? mas como, sem introdução, sem jeito, a correr, sem avisar o que é esta merda não posso ouvir bem será que uma simples sandes também tem truque caralho caralho não caralho já tás a apanhar os vícios de linguajar desta gente que tu nem és disto foda-se, lá parei pra pensar...
- Como?
- Se quer a frio?
- eh.. - Cara de estupido completo. É sempre boa solução, e no meu caso, nada difícil ( revirar os olhos aos círculos ajuda ).
- ... ou a quente. Dentro da ... - Ah, prensado! Já me tinham avisado do prensado e não fui capaz de me lembrar a tempo de evitar um incidente diplomático.
Depois, passado 20 minutos, almoço. Lembrando a frase o-melhor-de-Gaia-é-a-vista-para-o-Porto, lembrei-me, boa, isso é sinal que se come com uma vista decente e mais barato, desde que virado para o lado certo. Lá vai.
Dica para todos os brutos em visita ao porto: Quando torcerem o nariz ao vosso "meia-dose, s.f.f.", os empregados não estão a chamar-vos coninhas. Uma dose, no Porto - não tive coragem de pedir uma - deve ser algo capaz de alimentar um batalhão de cossacos, dado o que sofri com as meias doses.

Aqui neste sitio bonito há um bar que não entrei mas que prometia mas eu já estava cansado e de olho no Plano B. A ultima vez que lá fui estava fechado, ao abandono, acho. O que era uma pena.

À tarde, ao Domingo, pouco resta. Este pessoal estranho deixa o Magestic fechar a um Domingo e eu tenho de andar milhas, depois de atravessar a ponte à chuva, para encontrar um café aberto. Refugiei-me na Fnac a ler a "história da cinematografia portuguesa" - livro de grande interesse e com muitos bonecos e que era um alibi mais-ou-menos-cultural para me encostar quase a adormecer - durante um bocado e voltei à rua de Santa Catarina, aos espanhóis, aos vendedores ambulantes e ao sol.
Finalmente, já atrasado, percebi que só podia ir de metro. O que acho mais piada nas estações de metro no Porto é que se podem atravessar a pé, mas não convém. Apre cheguei mesmo à pele ainda me enganei no comboio caralho.
Gosto do porto, foda-se.
Nota de rodapé: Espero que os leitores do PPC possuidores de um pipi percebam a tristeza que é haver um dia da Mulher e que se coibam de o cobrar a alguém.

segunda-feira, março 07, 2011

Oporto, dia um parte dois

Depois, fez-se noite. Da noite fez-se o dia. Mas antes disso, aproveitou-se a noite. Leia-se Piolho, Plano B, Twins, Galeria de Paris, La Boheme, Casa do livro. Plano B marca pontos.

Plano B, mais acima.

Isto é uma miuda num vestido vermelho, é algo que pertence ao meu imaginário Stevie-Wonderiano e por isso meto-a aqui, em jeito de homenagem.

Depois veio a hora de ir para o palacete, e fiquei na dúvida, apesar de estafado: será que apanhar um táxi na Rua da Galeria de Paris para ir até à Av. dos Aliados é mais ou menos que apanhar um táxi do Marquês ao Saldanha? Serei insultado ou espancado? Visto que a caralhada é a norma, temi ser espancado. Fui a pé.
Amanhã, parte terceira e última da Oporto Saga. ( é tipo Twilight Saga, mas para pessoas que não acreditam que existem mesmo vampiros, e se meter vampiros, não são choninhas )

Oporto, dia um.

Perdido pelo Porto, meti-me a andar sem direcção como é hábito. Com o sentido de orientação genial que me foi concedido pelo tal deus cruel que me farto de denunciar.
Como os reis magos, orientei-me pelos astros ou pelo mais próximo que tinha dos astros, placas de ruas conhecidas, letras grandes a dizer Coliseu ou Magestic e lá dei com tudo.
Desci à Ribeira. Tirei uma fotografia a uma placa que mostrava a altura das cheias de 65, o que me preencheu o dia, já era noite quando dei por isso. Enchi o cartão de memória da máquina só à conta disto. Vi gaivotas. No Porto há muitas. Depois, vi gunas. Em Lisboa temos xungaria, no Porto temos gunas. São igualmente maus, mas usam mais roupa de marca. Se derem de caras com um guna façam assim afastem-se lentamente nunca de costas devagar devagar nunca olhando nos olhos. Eles afastar-se-ão aos poucos. Não lhes dêem dinheiro, é sabido que vão gastar tudo em porcarias. Um disse-me que se tinha chateado com os pais e que por isso estava há 3 dias na rua sem comer. A diferença também poderá ser vista pelo linguajar: as gentes do Porto têm um linguajar muito colorido. Nisto terão dificuldades em distinguir castas, no Porto. Um professor catedrático, enfermeira, puta, presidente de clube ui tou a pisar o risco ou um guna usarão "caralho" como interjeição, adjectivo, virgula, pausa para pigarrear, cumprimento, insulto e adeus.
Fim da parte primeira.
Amanhã, Oporto report. Só no PPC.

domingo, março 06, 2011

Oporto

A fazer posts duma esquina da invicta, aqui a ver gunas e afins, depois de ter comido uma sandes a frio.

sexta-feira, março 04, 2011

Mascarado

Vou-me mascarar de gajo-que-vai-passear-no-fim-de-semana e que se tá marimbando para o Carnaval. Deixo aqui o meu manifesto anual contra o desvirtuar do carnaval português, as porras das escolas de Samba - Percebam de uma vez por todas, por favor, que estamos ainda no Inverno, chove, faz frio, no Rio é Verão, tá um calor que não se pode, lá não chove, só há incendios, aqui tá frio tá frio tá frio não têm a mesma quantidade de mulatas por metro quadrado que o Brasil tem, não temos orçamento, não temos jeito, as miudas são todas branquinhas e e tímidas, deixem o samba para quem sabe porra meter brancos a dançar é uma asneira brutal, elas nascem já a saber rebolar - e os desfiles totós. Fazemos sempre figura de tansos. Não é por nada que o melhor que temos são os caretos de Podence. Isso sim, figuras que aterrorizam a população, que andam a tirar o sono a todos, que metem medo às crianças, que têm brincadeiras parvas, isso sim, ah o terror.

Vamos por partes.

Passei pelo Cinebolso. Lembrei-me que há uns anos, a Capital, saudoso verspertino, tinha nos classificados sempre as novidades porno. Era uma altura em que a net estava no princípio, o que fazia o porno um produto de elites. Só pessoas de elevado estatuto social e económico tinham acesso a porno. Como tal, havia um certo primor a apresentá-o, havia um cuidado especial a criar bons títulos, boas narrativas, e acima de tudo, boas sinopses. O filme de hoje, "Muitos e muitos paus", nunca viria sem uma sinopse cuidada, género:
" A Maria pode parecer calma, mas como é a unica loura na kubata do Milonga, sabe que tem de ser dura e mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa."
Qualquer coisa assim, sempre pegando numa frase feita e a acabar bacalhau sem nexo.


Depois, meti-me no super-mercado dos chatos do venha-cá e comprei esta canja sem galinha da Roinc para acompanhar com este atum 100% golfinhos.

quinta-feira, março 03, 2011

A casa da publicidade

Aquela marca que andei meses a promover, a dos iPods, é de uma genialidade gigante. Não no hardware. Nisso são fracos. Fazem aparelhos muito caros, ridiculamente caros. Mas são mesmo bons em marketing. É que eles transformam um arroto do Jobs num mandamento sagrado, com direito a transmissão em directo. Desta vez, arrotaram um iPad 2, que devia ser o 1, mas o 1 para ter este hardware todo era caro demais e arriscado então fazem o 1 com metade do que devia ter, a ver se pega, lançam-no bem caro, como se fosse a ultima tablet a surgir no mercado e não a primeira e depois pagam o 2 com o dinheiro dos papalvos que compraram o 1 há 2 meses. Entretanto, lançam este com o mesmo estrondo, acrescentando a peça mais fascinante de sempre: um feio iman de frigorífico. Mas, assim como a publicidade nos fez acreditar que o toque polifónico era desejável e imprescindível, agora querem fazer-nos acreditar que um iman de frigorífico de 40 euros 40 corneta malucos do riso obrigado também o é e esperam que toda a gente pape aquilo? Apple will eat itself.

quarta-feira, março 02, 2011



A porra da constipação não me larga, os cabrões dos comprimidos não servem de nada, ando aqui aos cães ( ou gatos ), a porra da garganta ainda toda lixada, farto disto.

Anger management

Deus cruel como poucos, que perdeu tempo a dotar-nos de cérebro, não o fez de forma regular. É isto que me anda a desviar do caminho da rectidão: Amar todas as criaturas de deus, figuras geométricas puras, os astros, os animais, os preços do Corte Inglés, gente que diz "tájaver", artistas, empregadas de mesa monossilábicas, a CP, o Sócrates, os recibos verdes, polipropileno, desmioladas, musica de carrinhos de choque, essas coisas que só um deus cruel é capaz de criar, género sims-house-of-pain, para se entreter a ver-nos cá em baixo - sim ele está numa nuvem de algodão doce com unicórnios lá em cima - a estrebuchar. É difícil seguir o caminho de outros grandes resistentes. Buda. Olof Palme. Carlos Lopes. Mas são a prova de que é possível ao mais comum dos mortais vencer a dor da realidade que se abate sobre a nossa tromba todos os dias. Aqui prometo focar-me no mais importante e voltar a ser o dobro de metade da sombra do homem que sou.

terça-feira, março 01, 2011

Perseguição

Ali o tipo do casaco azul está lá sempre e começo a desconfiar que tem qualquer coisa contra mim. Cheira-me que anda a preparar alguma. Topam a pinta? Sim aquele o dos ténis. Ó palhaço do caralho apanho-te a jeito parto-te a boca ouviste? vou andando que não se pode confiar nestes gajos. Meti-me em santa apolónia escondido entre duas carruagens e só saí no Entroncamento. Depois apanhei o outro aquele que se levantou da cadeira agora sim tu ó palhaço tás a olhar pra onde ó meu barda-merda ? vem cá vem larga a cadeira larga larga foda-se deixa-me caralho larga a cadeira antes que me magoes com isso vais ver palhaço palhaço sim sobe cá acima A Amália? a Amália o quê caralho desculpas! sobe se és homem Panteão o caralho sobe que te parto a boca toda sim pé de cabra nos dentes fodo-te todo palhaço não sobes tu, sobe lá pois, não sobes, menino.


segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Oscars, a análise fashion do PPC

Pela primeira vez, o PPC acompanhou a noite dos Oscars e fê-lo da melhor forma, com uma proto-estilista convidada. Acompanhar isto com uma mulher trouxe a vantagem da clara objectividade que só uma mulher a olhar para outra mulher consegue ter. Eu provavalmente só conseguiria dizer "olha-me aquela vaca, tão magra" mas assim, foi possível ter algumas palavras mais sábias e imparciais sobre as estrelas.

Ao longo da noite passámos por profundas análises:

Anne Athaway, simultaneamente "muito gira" e "olhos de boga", do vestido nada a apontar a não ser que lhe assentava mal nas mamas. "Viste, vai ficar como a mãe?".

Robert Downey Jr., que "tem estilo" , podia usar o fato dele e simultaneamente " o gajo combinava melhor comigo, foda-se". Também "é lindo".

Nicole Kidman, perfeita mas enjoativa, desilusão enorme, vestida ao estilo de um guardanapo de restaurante indiano. A partir daqui não uso mais aspas, mesmo vocês devem conseguir perceber rapidamente quem diz o quê.

James Franco, que é bem apessoado, mas uma seca.

Tom Hanks, que é um gajo. Sem comentários.

Por esta altura, ainda estava a cerimónia a começar e a analista convidada começa a reclamar por um tal de Bardem.

Kirk Douglas, o regresso da múmia. Coitado do senhor, não há respeito, tirá-lo do suporte de vida... mas, ganda style. Tutank Amon, you're a winner.

Melissa Leo, a minha mãe tem uma toalha de mesa com esse padrão. Bem atribuído.

Justin Timberlake, granda seca de gajo, nhonho, a acompanhante, suburbana, gira e das barracas. Bom decote. Vulgaroide. Vestido cor de urubu.

Penelope Cruz, linda foda-se, tá uma bimba. Vestido, qual vestido?

Javier Bardem, tá sem pescoço. AUUUUuuuuuuuuuuuuuu tá inchadito. Fatos à barco-do-amor.

Helen Mirren. Linda, velha bem conservada. Vestido ok.

Reese Witherspoon, és loura mas para ti abro uma excepção. Curvas porreiras, mas tem cara de professora de fitness misturada de mulher a dias.

E provando que isto da entrega dos Oscars é uma seca inominável, eu vou dormir. Nunca acompanhei uma entrega em directo porque sempre achei isto uma coisa fatela a dar com um pau e ainda não é desta que achei piada. A todos, uma muito boa noite.



sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Felizmente é sexta.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Não sei que diga

Desço a rua das tascas escolho uma ao calhas calhas aqui onde há toalhetes de papel com erros ortográficos e meias doses, levas guardanapos com desenhos a ver se pagam contas, pagas contas com dinheiro pagas contas. Não há tempo para sobremesas fica o café cheio, mas sais à rua a tempo. Sobes a Rua da Alegria passada a praça da mesma graça, passas a editora Minerva que do canto não passa do borda d'água há anos demais, sobes sobes ao Principe Real desces ao Ibis, passas ao largo, atravessas a travessa, contornas o taxi e 'tás lá. Trocas fados por mornas e tomas louras por mulatas.

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Agora que já vi o Black Swan

Tenho de rever o meu review do Black Swan, foi parvo julgar um filme sem o ter visto. Nunca seria objectivo e justo, obviamente. Então escrevo assim, teclo bem devagar, mais magistral e certo:
Não é o equivalente ao "Perfume". É qualquer coisa como um mashup do Fight Club com a Candy Candy. E a partir daqui, escusam de ir ler críticas do Público e do Expresso, isto é o mais resumido e sério que podem encontrar.

Não querendo ser parcial, deixo aqui algumas dicas sobre o que podem fazer com 5 euros que queiram gastar:
  • Perdê-los.
  • Pagar a alguém a quem devam 5 euros.
  • Comprar 5 euros de pastilhas.
  • Comprar 5 euros de chumbo.
  • Comprar 5 euros de penas.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Cinebolso, às 19:46


Lá passei ao Cinebolso. Desta vez não tinha ninguém à porta, o que achei estranho. Senti-me sozinho até. Enganei a solidão imaginando-me a jogar ao burro em pé com a menina devassa das menages.

Aproveitar o sol

Lá nos reinos das Valquirias, há uma obsessão com o sol. Aproveita-se todo. Cá, como há tanto, a sua ausência é temida, a sua presença, desprezada. Passo à porta do tasco com o toalhete de papel colado com fita cola na porta: "temos sala  no 1º andar e esplanada". Esplanada. Porreiro. Está sol. Vou comer na rua.
- Boa tarde, a esplanada lá atrás, por favor.
- Esplanada?
- Sim, está aberta?
- ah não é bem uma esplanada... É um quintal, 'tá a ver? 'tá um pouco desarrumado.
- ....
- E além disso está frio...
- Pois, estava a ver se apanhava sol...Boa tarde então.
- Não, ali nem apanha sol.
Pronto, lá fui para uma cave escura comer e fustigar-me por acreditar em coisas escritas num losango de papel.

sábado, fevereiro 19, 2011

Revoluções ao sábado


Passando ao mercado de Arroios, a revolução já começou. As velhinhas, vermelhas de fúria, azuis de farandol, gritam aos talhantes assassinos assassinos comedores de carne onde já se viu comerem o tó e a galinha balbina animais são os senhores animais assassinos a comer carne - gritaria pegada, paro passo e penso como finalmente funcionaram aqueles stencils vegan a denunciar o holocausto semanal que nas barbas de todos os inconscientes se repete - os animais são nossos amigos não se come os nosso amigos gritam foda-se para as velhas, não aguento este ritmo e tanto ódio nos olhos, o mundo não está mesmo preparado para ser vegan. Passo ao largo.
Da rua bipolar sigo até ao cemitério do alto de São João. Passo pela velhinhas de Sentinela na mão. Olhares desconfiados.
Como num café na Senhora do Monte. Não digo o nome porque não quero promover um sítio onde regresso para ter o melhor gosto em ser mal atendido. Demoram tanto a atender, mas são tão simpáticas e atarantadas que não há forma de reclamar. Aquela troca os pedidos todos, mas as meias de rede ficam-lhe bem. Nada a fazer.
Depois de uma pausa, mais um bocado em passo acelerado e entro na Feira da Ladra, que a esta hora já não é tipica nem tem turistas. Resta só um grande quadrado de gente lá mais para baixo, mais velhos, mais homogéneos: os que vendem para ter o mínimo dos mínimos. É tudo roubado. Coisas de supermercado. Tudo menos o que rapaz dos óculos fundo de garrafa me pede para comprar, isso notava-se que era dele. Pediu-me para comprar tralha, coisas de casa, dele.
Cruzo-me com mais um par de revista Sentinela na mão. Nada novamente. Deixei de ter salvação parece-me ora porra agora que até me dava gosto dizer uma barbaridade qualquer, género sou médium sou enviado de belzebu pratiquei fornicação mas só por motivos rituais atenção, qualquer coisa.
Desço ao Museu do Fado. Passo a fonte bizarra. Paro um bocado em frente a um portão que me diz coisas familiares, de tempos passados. Tiro-lhe um retrato, como retribuição.
Sigo em direcção à Casa dos Bicos, ultrapassando o velhote bêbado que mal se aguenta de pé. Sigo para o Rossio e apanho os manifestantes que tinha visto juntarem-se lá mais atrás, na Voz do Operário. Estes só para serem chatos ou porque precisam do dinheiro, fazem a manifestação ao sábado. Tanta polícia. Tanta. Junto-me aos perigosos agitadores e sigo com eles a rua a que agora cortam o transito e sigo para casa. Tanta polícia, devem estar à espera das velhotas vegan.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Abençoada

O Sergio Godinho escreveu sobre uma terça feira feira da Ladra, abria às 5 da madrugada. Devia ter escrito também sobre uma sexta, dia bem mais importante mas menos poético, em especial dos que fecham às 5 da madrugada.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Do metro

Do metro, tomem como certo:
A primeira carruagem é a melhor e a mais rápida, os bancos virados para a frente têm melhor Feng Shui e sentarem-se no meio dos bancos corridos faz-vos parte importante de uma capicua. o PPC recomenda: Usem o metro.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

A subir a rua, passei olhei vi

Entrei. No Cinebolso. A coragem diluiu-se nas paredes forradas de meninas gulosas e saí em 30 segundos. O facto de ser o único na zona a locomover-se nas duas patas traseiras dava-me uma desvantagem clara na fuga, mas consegui sair com sucesso.
Esta semana, o filme é:

"Turistas engatatonas", pensei, deve ser um documentário. Deve tratar daquelas devassas que vejo no Castelo de são Jorge, na Feira da Ladra, no Museu dos Coches, de máquina fotográfica, badalhocas com aqueles kispos a provocar, sempre com mochilas o que não levam nas mochilas as porcas.

Parabéns Pipi!



A Pipi ganhou o passatempo! Não que o post esteja brilhante, tem uns laivos literários com alguma expressão, por vezes tocam a genialidade, comparam-se a Eliot, afundam Espinosa, rebentam Margarida Rebelo Pinto, no fim espreme-se e dir-se-á "xi, qualquer dia ainda fazem um livro com isso.". Prezado confessa que foi alvo de uma tentativa de pressão por parte de uma blogger conhecida para lhe atribuir o prémio, mas como esta é uma mulher séria, não tinha nada para o convencer a que tal acontecesse. Sendo assim e sem mais, vem cá buscar o selo.
Diz lá se não é grande?

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Dia das ex-namoradas

A Madalena, ébria. Ah, saudade.



A madalena, sóbrio.

Madalena foi brutalmente roubada do E Deus criou...

Para fechar o dia, uma oferta

Prezado oferece a cada blogger que apresente post subordinado ao tema "estou deprimida, vou ficar no sofá a encher o cu de bolachas porque hoje estou sozinha": um certificado de mal-fodida assinado pelo Paulo Bento e pelo Manuel Luis Goucha. Apressem-se que tenho poucos, é difícil apanhar o Paulo Bento. O Goucha deixa-se sempre apanhar.

Isto é simples

Funciona assim: há muitos muitos anos havia uma tradição anglo-saxonica ligada a um culto pagão, associada ao sol ou aos pássaros ou à primavera, metendo barbudos de camisa de noite branca à volta de pilas de pedra, um cenário a puxar o raccord à reprodução e ao recomeço de ciclos. Basicamente: foder.
Entretanto, veio o cão, e o gato teve de se esconder. A igreja tomou conta da produção e aproveitou a data e meteu lá um beato qualquer, santificando a coisa e tirando a parte forniquenta da questão ( pelo menos à descarada ). Finalmente, veio o coelhinho não não veio o palhaço e o pai natal, o capitalismo americano, o grande Satã pois e todo o circo e criaram este dia maravilhoso com todo o género de promoções pague-um-leve-dois desde telemóveis chouriças de sangue lingerie chocolates scotch brites spas perfumes ui perfumes tantos cinemas e todo o tipo de tretas que são igualmente promovidas noutras datas igualmente significativas ( halloween, dia da mãe, do pai, da criança, campeonatos da bola, rock's in rio's etc etc ) que são consumidas industrialmente esquecendo momentaneamente que o único propósito delas é fazer dinheiro. Conclusão? Rais parta a publicidade. Tan tan tan tan tan tantum!

domingo, fevereiro 13, 2011

O regresso dos mortos vivos

Os telejornais hoje abrem com a notícia de mais um velho encontrado morto em casa tempos depois de ter morrido. Pergunto-me se a ideia é lançar o medo de uma epidemia de pessoas encontradas mortas ao fim de algum tempo. Não estou a dizer que seja assim um valentão, mas pessoas mortas dentro de apartamentos não me assustam. Venham elas.

sexta-feira, fevereiro 11, 2011

Aqui no trabalho III

Tenho um co-trabalhador, que depois de ganha a devida confiança, passou a enviar-me fotos-malandras de senhoras distraídas a sair do banho só pode estão nuas e visivelmente encaloradas tudo cor de rosa choc a brilhar rosinha mas o cabrão não sabe meter no subject "NSFW" depois do titulo que me faz lembrar as cassetes de tangos e passodobles do meu avô.

Aqui no trabalho II

Temos consolas de jogos, como em todas as agências em que trabalhei. Mas como em todas, raramente lhes toco, porque numa agência trabalha-se. Num escritório normal, o equivalente a uma consola serão posters na parede. Só servem para dar ambiente.

Aqui no trabalho I

O gajo que está 3 mesas atrás meteu na cabeça que a música que mete é do melhor. Mas na realidade, está entre musica para bodycombat e carrinhos de choque. Na sala ninguém grama aquilo, mas aguenta, na esperança que ele desligue um pouco e alguém meta algo que use notas musicais na composição.

Black Swan

O Black Swan está para os filmes como o Perfume está para os livros.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Sobre católicos

Prezado é blogger há 5 anos, tem comichão no couro cabeludo e gosta de dizer coisas.
Quer espantar todos os leitores do blog excluindo-os por partes.
Esta semana: Católicos.


Devem ter visto na secção de notícias idiotas de um jornal online qualquer ou na televisão generalista alguma informação sobre esta App para iPhone, a Confissão.
Ora...
O Prezado esteve a fazer beta-testing da app. Não, não tem lá nada de nada sobre fazer confissões online. não tem um send para o senhor padre com um forward para deus, nem tem bcc para o papa. Não tem rede social para comparação de pecados, não tem likes para os mais arrependidos, não tem partilha de salmos, não tem opção para descarregar novas penitências. Não tem estatísticas de pecados. Nada. Porque se ela fosse assim, foda-se, eu pagava para a ter.

É apenas uma lista de pecadilhos possíveis, para consulta, para sabermos se estamos no caminho certo.
Partindo dos 10 mandamentos, aquilo ramifica-se, complexifica, questiona tudo e mete-me a pensar Jesus se eu pensasse nisto como pecado cada vez que acontece estava fodido não fazia mais nada na vida e provavelmente não dormia à noite sem me confessar ah espera é esse o objectivo fazer-me sentir mal com coisas que toda a gente sente mas que não confessa ... pois confessa pois o objectivo é confessar coisas que são normais e vulgares até aquelas indesejadas também, depois de as associar a culpa.
Ó assim não vale, bolas. Então se são coisas que toda a gente sente todos os dias, os desgraçados dos católicos cada vez que olham para a dona Isabel da padaria já estão a incorrer em erro. A lista, meus caros, faz-me temer pela humanidade. E é pela extensão de bizarrias que lá encontro que agradeço a deus haver religiões, senão esta gente pecava ainda mais. Deixo aqui algumas questões que devemos perguntar-nos diariamente, que podem encontrar na app.
Espero que os criadores da app sejam mais misericordiosos comigo que deus, que esse nunca me castigou por violar copyrights, o distraído.

"Alguma vez pratiquei alguma superstição?" signos? não podem.
"Alguma vez fiz piada de Deus, de Nossa Senhora, dos Santos, da Igreja?" Jesus, tou lixado.
"Alguma vez troquei beijos prolongados ou apaixonados?" deus não grama dessas cenas, ouviste Beatriz?
"Alguma vez pequei contra a castidade sozinho?" isso tem um nome.
"Alguma vez deixei de controlar a minha imaginação?" Esta nem consigo rir.

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Rogo clemência

Pois que quero fazer traçar uma linha aqui no chão do tasco e dizer, pra lá do Marão mandam os que têm a Admin e o tipo que tem a Admin ( Prezado ) deixa-vos a caixa de comentários aberta e a jeito de ser esfodaçada a torto e a direito por trolls, macacos e ogres só porque acredita que deus nos deu o livre arbítrio apenas a pensar nas caixas de comentários e que fazem vós com o maior privilégio que deus vos deu? desbaratam-no.
Expliquem-me lá: Por que razão escrevo eu uma verdadeira ode, uma coisa escultórica, helénica, talhada no mais alvo - depois eram coloridas e muito, a lembrar festas e carne - mármore, arrancada a escopro do fundo de uma montanha, a custo, a sangue, meu sangue, e que fazem vocês? zero comentários. Nicles. Pérolas, perdidas. Na cidade.
É o caralho meus senhores é o caralho.
E zoofiliacamente perversos, o que fazem com os restantes posts, os de chacha - raros muito raros - presentes que o Prezado apresenta e que tanto vos aprazem? Comentam alarde e à fartazana, olha lá este pandego ah eu também gosto de carapaus de escabeche ah eu também vivo eu Lesboa ah eu também respiro quando me lembro ah este prezado mata-me bardamerda deste gajo detesto este o gajo tem a ideia que tem piada palhaço de merda não posso com mentecaptos e eu aqui muito bem na Admin a ver os comentários a passar género Dolly Parton, todos a jeito e nada. Espero pacientemente Esse comentário que não chega. Desespero.
Sim, o blog mudou ligeiramente. Considerem-no um trocar de meias sem tomar banho, não chega para re-design. E francamente, isso do design já cheira mal.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Ah foi greve?

Olha raio não é que os preguiçosos dos comunas do metro fizeram greve esses palhaços não querem fazer nada devem pensar que são espertos a coçar os tomates e a querer ganhar mais passam o tempo a beber café, sentadinhos no quente e depois querem aumentos... Chulecos e eu que quero ir trabalhar tenho de ir a pé, na calma, que ainda estou meio a dormir, e a demorar uma meia hora a apanhar sol ah sol tão bom a andar a pé e a contar os andares dos prédios enquanto, mãos nos bolsos, canto o Stevie blame it on the sun, that didn't fill the sky, I'll blame it on the birds and a senhora do café olha-me e fica nadela "olha-me este a falar sozinho..." - não pá, tou a cantar, não sou maluco - e os chulos do metro que não querem trabalhar e eu a pé, a curtir as vistas, a ver os prémios Valmor avenida abaixo, e já depois das Picoas, a passar ao viaduto sobre a Rua de S. Sebastião da Pedreira, ver a rua a estender-se e lá em baixo o sushi já ia ao sushi bolas, desejos, lá troco de música depois de atravessar a rotunda cabrões dos comunas, nem os túneis deixam abertos tenho de arriscar atravessar a rotunda, agora tento esta, esta não, os headphones ficaram em casa da mãe no almoço de domingo e não me lembro de todas as letras grunho memória de peixinho que lá chego ao trabalho cheio de calor do passeio, chego atrasado por causa desses comunas preguiçosos deviam ir trabalhar para ver o que era bom prátoce.

Retornado

Regressado a casa depois de palmilhar a cidade em que poeticamente se perde, resta agora a profundidade artística da roupa por estender, tarefa essa que, com o adiantado da hora, a rapidez, esmero e graciosidade empregue, se assemelha a atirar milho aos pombos. Caguei.

sábado, fevereiro 05, 2011

Deslarguem-me

Fui cortar o cabelo. Como é hábito, fui a um cabeleiro ( barbearias é demasiado arriscado para mim, dado não ter a noção mínima de como está o campeonato. Só sei que o Porto levou na pá um dia destes ). Entrei num daqueles salões do centro de Lisboa, pessoal com todos os dentes da frente, mais piercings que eu, mais tatuagens que a Ana Malhoa.
Como é habitual, lá se vai lavar a cabeça antes do corte, e novamente lá vem um gajo lavar-me a cabeça e mete-se com as putas das massagens - isto é algo que já devem ter reparado ou que podem confirmar com toda a gente que vá a um cabeleiro a armar ao pingarelho - ao couro cabeludo e fico sempre com esta certeza infeliz:

Porra nunca uma mulher me agarrou a cabeça assim na vida, foda-se. Não devia não devia gostar assim de ter um gajo a esfregar-me a nuca, mas estes gajos sabem, porra.

Está provado pandemicamente que ficamos apreensivos com isto, em conversas de café confessamos entredentes que gostámos, abertamente nunca mas partilham ah porra a minha mulher não me faz massagens assim mas o Caló tem umas mãos de fada não vejo a hora de ter outra vez o cabelo com meio centímetro a mais.

Na vida real


Cidade abaixo, fui à Feira da Ladra. Por travessas fui aproveitando o sol, a pé. A feira estava cheia. Muito cheia. Cada vez mais gente diferente, mais turistas, mais novos. Mais compras.
Ouço as conversas do costume. O pessoal estranho à feira afronta os vendedores. Ir para ali bem vestido e regatear não se faz. É como regatear um preço com notas de 50 nas mãos.
- esta camisa tem um buraco.
- Quer novo? isto não é um centro comercial. Quer novo, vá lá.
Tudo Tudo se vende na feira. E se digo que se vende, não é porque alguém estendeu algo num pano no chão e espere comer alguém por otário ( quem comprar uma aparelhagem sem a ligar à corrente, não é otário, é um amante de retro e de bricolage ). Vende-se mais imprestável, partida ou datada peça. É porque há comprador para tudo. Tudo, insisto.
Senão o Sérgio não traria o retrato do miúdo, que filho da mãe de míudo, achou que o spray do irmão mais velho que é da torcida verde o faria mais bonito. Está à venda.
Na banca ao lado, vendem molduras. A dona da casa morreu, por isso não se há-de importar que lhe vendam as molduras muitas, todas com retratos seus. Não os alinharam em ordem cronológica porque não a olharam nos olhos, mas a cada um podiam somar-se 10 anos de vida. Preto e branco, preto e branco, kodachrome.
O cigano mais novo gozava com a pronúncia dos ciganos mais velhos. O cabo-verdiano comprava roupa para a mulher. Os freaks da rasta compravam bolsas amarelas de cintura. O pessoal que não tem net sim ainda existem e são muitos muitos, compra dvd's piratas e cassetes VHS antigas com porno. Sim, gasta-se dinheiro em porno antigo. A mulher continua e continuará a ser peluda, os 80's não passaram. Modernices, talvez um dia mais tarde.
Os camones, de máquina fotográfica à antiga, tiram fotos à quinquilharia mais bizarra e comentam sobre quem poderia comprar tal coisa.
As menina coquetes entram nas duas únicas lojas que vêem, as dos crafts maricas. A tias, nos antiquários do mercado. Na zona mais baixa da feira, a mais pobre - sim dentro da pobreza há castas - vendem-se produtos de super-mercado. Tipo pasta de dentes. Champô. Sabonete. Preservativos de marcas obscuras. Sim, há quem os compre. Mais cima, também ao sol, borracha ainda mais seca, barbatanas às dezenas, fatos de mergulhador, botijas. Pauzinhos dos Epás. Dragonas. Lingerie. Muita.
Vendem-se serviços de chá.
- Quanto é isto?
- é 30. - à careta da mulher, a vendedora emenda - é 30, olhe que isso é porcelana.
- não sei...
- É porcelana, não é ... - e fica por dizer que material de segunda seria esse.
Para os vendedores, os materiais na feira da ladra são sempre nobres, sim. Todos os faqueiros são inox, tudo o que é travessa é casquinha, tudo o que é casquinha é prata, tudo o que é louça é porcelana. Todos os pratos são Cavalinho, tudo o que é Cavalinho é bom. Se for muito-antigo, melhor. O importante é encontrar o preço que faça alguém querer tudo o que já não queremos connosco. E há sempre quem queira.

Que encobrisses a maldade



O Camané é a banda sonora para a rua até à Feira da Ladra. Atentai na letra.

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

E ao sexto dia ( que é o quinto ) .

Ele não descansou. Antes pelo contrário. Provando ao patronato que isso do cansaço é relativo, Prezado e outras centenas, mesmo milhares de assalariados, bloggers, profissionais liberais, escravos do eufemismo e outros da mesma lavra, rumam mais logo em direcção ao Bairro, às docas - mas isso é só queques - , ao Cais do Sodré, ao Rato, à Graça, o Castelo, à Ribeira, a Santos, a Belém, ao Saldanha, à Baixa, a Alfama, a Santa Apolónia, à Expo, a Alcantara, unidos numa única causa.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

A espessura interessa

Experiência prática: Peguem em pão sem côdea de pacote ( daquela marca "labrego", por exemplo ) , várias fatias, 3, 4, e tentem fazer uma tosta mista. Queijo, fiambre, afins.
Já está? O que estão a ver neste momento é um transmutador molecular a funcionar. Esperem 3 minutos. Abram e perguntem-me com cara de espanto "ó Prezado onde foi parar o pão, que só ficou aqui uma massa quente com meio dedo de espessura?". Pois não sei. Teoria das cordas? universo paralelo? Fada dos dentes? A ciência pasma.

Sociologia de supermercado

Viver no centro de Lisboa é ter de optar por mini-mercados com campanhas más. Sendo que as campanhas na tv não me convencem de nada, já que são más que doi - tanto a do supermercado do jingle-nuclear e a do supermercado das animações no-budget - resta-me o empirismo.
No super que diz venha-cá 30 vezes, as regras do marketings estão aplicadas: os legumes mais sensaborões estão à altura dos olhos, os prazos de validade prestes a esgotar têm datas mais antigas, os produtos de primeira necessidade estão no corredor de quem entra. Gosto. Porreiro. Mas, os empregados não sorriem, não dizem venha-cá, a comida a peso não tem aquele ar de postal suiço perfeito, parece ter sido passada debaixo - Ó Lambert - de uma escarificadora.
O outro super, os dos preços piriri, piriri, piriri, respeita menos regras, é mais pequeno, a Gestalt não passou por ali, porventura a esfregona também não e tenho alguma dificuldade com rótulos em castelhano. Nunca gostei de comer viernes dali, o bacon às tirinhas a 1.99 é o ponto alto da charcutaria, não gramo das punhetas do bacalhau de lá, que nunca lhe dei confiança nem sinal que curto disso palhaço larga. O pão é do cacete mas duro e os legumes mais manhosos estão dentro das caixas. dica: não liguem aos do chão ( parecem em conta, mas no fim não rende ) .
Um dia destes debruço-me sobre mercearias de bairro.