Ontem fui, como é hábito, à procura de uma esplanada à hora de almoço. Nisto, olhando o sol, vejo uma mancha estranha ao redor, achei estranho mas não podia ficar especado mas a mancha de repente vejo que são 13 cavaleiros em cima de 12 pegasus brancos flanqueados por 6 dragões, o primeiro deles todo coberto de penas como se espera a um pavão seguido por um tatoo militar de 12 gnr's em cima de uma mota só todos correndo para Este, toda a alegoria decorria em cima do que parecia um mar de chamas brancas a ondular no céu, encimada por um dom José de louça, nossa senhora, um dom José de louça, nem queria acreditar o menino Jesus gatinhava mais rápido que tudo isto criando um delta perfeito reconheci ainda um dos cavaleiros como sendo o beato João Paulo, no momento em que olho para o lado distraído por uma mulher de saltos saltos que pernas foda-se aquilo é um milagre tudo se desvaneceu assim como tinha aparecido.
Em Fátima, dizem, também deus se manifestou ontem, mas não me impressionou tanto como com aquelas pernas.
O facto de haver jornais no século XXI, num país ocidental, a criar ou a fazer a cobertura a um milagre que não é mais milagre que o orvalho na manhã ou a condensação dentro do meu frigorífico a promover crendices neolíticas deixa-me mesmo envergonhado.
sábado, maio 14, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
Devo estar a andar pouco a pé
Como ando pouco a pé, começo a receber selos. É o que dá deixar de descrever ruas mal lavadas e começar a dissertar sobre o tampo da mesa.
Agora foi a Isis. Este selo é qualquer coisa: geralmente os selos, essa validação externa - olha parece a pólo norte - que salta de blog fofo em blog fofo, estão associados a maus julgamentos sobre estética, escrita, criatividade, mas este não, este é oferecido segundo um só critério: Olha ali aquele gajo para eu chatear. Por isso vou quebrar a corrente aqui e arriscar-me a 7 anos de mau sexo - big deal - gengivite, hemorroidas, FMI, passos coelhos, chats aos solu ços o inferno na terra seja.
Agora foi a Isis. Este selo é qualquer coisa: geralmente os selos, essa validação externa - olha parece a pólo norte - que salta de blog fofo em blog fofo, estão associados a maus julgamentos sobre estética, escrita, criatividade, mas este não, este é oferecido segundo um só critério: Olha ali aquele gajo para eu chatear. Por isso vou quebrar a corrente aqui e arriscar-me a 7 anos de mau sexo - big deal - gengivite, hemorroidas, FMI, passos coelhos, chats aos solu ços o inferno na terra seja.
quarta-feira, maio 11, 2011
Num longuissímo dia
Usei todas as energias mentais e as dicas da Maya para vencer as forças do mal. Resisti a trocar as cartas do tarot por tarolos de carvalho, agarrei-me ao teclado em vez do pé-de-cabra e sei - estou a ouvir mariah carey agora, não sei se me tolda o julgamento - que venci. Isto depois de almoçar uma dose anormal de tiras de choco, mamar imperiais e discutir mamas à saída do restaurante e correr rua abaixo depressa demais para o tamanho da dose.
terça-feira, maio 10, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
Chovem agulhas
Desde sábado que ainda não tinha parado, entre jantares leituras copos fritos almoços reencontros encontros trabalho e finalmente quando paro, o que acontece?
Silêncio no quarto Nem o iTunes rodava músicas de encher chouriço, trabalhava focado. Quando trabalho é raro é fico mesmo concentrado, 10 cm mais pequeno, estático. A mão do rato rodava a roda roída do scroll e eu calmo. Nisto,
Gato. Do inferno salta voa trespassa o éter o ar e todas as dimensões que o compõem, galga o firmamento no vácuo da velocidade e aterra onde?
Nos meus ombros. Como? ganchos de unhas quais sabres vivos a esgadanhar-me as costas fico parado no mesmo sítio aos berros - nesta altura ainda o pensamento, quente do susto, se sobrepõe à dor lancinante e fresca, ainda a percorrer os parcos e velho nervos abençoada quantidade deve ter sido a contar com os gatos que deus os fez assim espaldar o seja. Acordei novamente os vizinhos a gritar asneiredo impróprio pois, a dor entretanto já tinha chegado ao seu centro nevrálgico, o Sector 4, onde o cérebro armazena as terminações dos nervos das costas - nas pontas dos nervos há algo como que anilhas de pombos, A23 liga com A23 na outra ponta - e certos vocábulos, como "foda-se", "cabrão" "filho da puta do gato" ou "Pedro Passos Coelho". Levanto-me e o gato cinza como Jupiter enrola-se yo à minha volta de unhas cravadas às costas e eu a tentar arrancá-lo e ele a fazer de cilício, lá consigo extraí-lo, chão falhei o pontapé pulha anormal perseguição no corredor toma cabrão ainda te apanhei na linha de grande penalidade.
Silêncio no quarto Nem o iTunes rodava músicas de encher chouriço, trabalhava focado. Quando trabalho é raro é fico mesmo concentrado, 10 cm mais pequeno, estático. A mão do rato rodava a roda roída do scroll e eu calmo. Nisto,
Gato. Do inferno salta voa trespassa o éter o ar e todas as dimensões que o compõem, galga o firmamento no vácuo da velocidade e aterra onde?
Nos meus ombros. Como? ganchos de unhas quais sabres vivos a esgadanhar-me as costas fico parado no mesmo sítio aos berros - nesta altura ainda o pensamento, quente do susto, se sobrepõe à dor lancinante e fresca, ainda a percorrer os parcos e velho nervos abençoada quantidade deve ter sido a contar com os gatos que deus os fez assim espaldar o seja. Acordei novamente os vizinhos a gritar asneiredo impróprio pois, a dor entretanto já tinha chegado ao seu centro nevrálgico, o Sector 4, onde o cérebro armazena as terminações dos nervos das costas - nas pontas dos nervos há algo como que anilhas de pombos, A23 liga com A23 na outra ponta - e certos vocábulos, como "foda-se", "cabrão" "filho da puta do gato" ou "Pedro Passos Coelho". Levanto-me e o gato cinza como Jupiter enrola-se yo à minha volta de unhas cravadas às costas e eu a tentar arrancá-lo e ele a fazer de cilício, lá consigo extraí-lo, chão falhei o pontapé pulha anormal perseguição no corredor toma cabrão ainda te apanhei na linha de grande penalidade.
domingo, maio 08, 2011
As circunstâncias não permitem
Tenho a pagar a conta da normalidade, que está em atraso. Mas ainda não recebi este mês, é difícil.
Registe-se
Neste momento, a minha mesa de trabalho é um planisfério. Espalhada, a miríade de objectos, factos, desenhos ideias, fios soltos os dos headphones que a compõem, a minha mesa tem o Herman Ass que há pouco não matou uma melga alemães manhosos nem para matar melgas servem, alguém os devia ter ensinado a matar, as contas do supermercado, pilhas velhas que não deito fora, tudo isto e mais um carreiro de formigas. Vejo-me como um Zeca Afonso, a formiga no carreiro vinha em sentido contrário é esta aqui ó que caralho a bater nas outras com os cornos ou antenas ou o que é, e não muda teimosa, deve ter sido para uma destas que o gajo escreveu aquilo, deve ter deixado a água suja do imperialismo a mofar na mesa como eu, não limpa ah pois, tás de volta da guitarra é só perlim perlim trabalhar faz calos e cagas na repartição pois pois. Não o tentei eliminar, respeito a ideia das formigas de criarem aqui um carreiro. A mim cada vez que tento criar alguma coisa vem sempre um filho da puta acima de mim e fode-me tudo. Não quero ser esse gajo para as formigas.
sábado, maio 07, 2011
Chiado abaixo Chiado acima
Vi o novo rico na casa dos gelados queques a família os putos os labradores. Os labradores estão para as familias queques como os rafeiros estão para os punks do Rossio. Os labradores comem melhor que os punks obviamente e têm mais vacinas em dia.
Os punks do Rossio não sabem nada de marketing, insistem que a liberdade vale mais que um bom banho e enquanto insistirem nessa eu continuo a não lhes dar trocos. Se há coisa que me deixa triste é um projecto-de-chapitô, aqueles a tentar malabares mas sem fazer uma sequência de seguida. Se calhar, a maior parte deles tem uma família com um labrador. Porque é que acham que eles gostam de rafeiros maltratados e não se esforçam pelos trocos ah pois.
Os punks do Rossio não sabem nada de marketing, insistem que a liberdade vale mais que um bom banho e enquanto insistirem nessa eu continuo a não lhes dar trocos. Se há coisa que me deixa triste é um projecto-de-chapitô, aqueles a tentar malabares mas sem fazer uma sequência de seguida. Se calhar, a maior parte deles tem uma família com um labrador. Porque é que acham que eles gostam de rafeiros maltratados e não se esforçam pelos trocos ah pois.
Às vezes até tenho pena
Este país não tem espaço para gajos como eu. É por isso que não saio, gosto de ocupar espaço.
sexta-feira, maio 06, 2011
Pára tudo.
Isto é grave.
http://www.publico.pt/Local/duas-discotecas-e-um-bar-no-cais-do-sodre-fechados-devido-ao-risco-de-derrocada_1492997
Não, não é um ou dois bares que fecham no Cais do Sodré. Não se refiram ao Jamaica e ao Tokyo como discotecas. O Jamaica e o Tokyo são peças fundamentais para o equilibrio do universo, não consigo ainda - estou zonzo, suores frios, dores ai foda-se que não chego ao fim do post, já alerta de tsunami já - encaixar bem como funciona Lisboa sem estas duas instituições. Ok, pessoal do FMI já percebi cabrões, já percebi que estão a falar a sério sim o Sócrates é parvo, não lhe liguem, eu sei que as medidas são reais e más! Não nos tirem isto! Eu sei vocês perceberam que sempre me estive a cagar pro FMI porque pensava que o Cais do Sodré estaria a salvo, é a unica forma de ultrapassar o quotidiano neste país, cabrões. E agora? pensem: para onde vão os encalhados? para onde vão os betos tímidos profissionalizados no onanismo? A quem é que os seguranças vão bater? vão obrigar o porteiro do Tokyo a fazer o bigode? E as divorciadas quarentonas, vão para onde agora? Só debaixo dos holofotes do Tokyo é que lhes era tudo permitido malditos sejam. E o Jamaica? onde irá agora o Rodinhas dançar e ocupar o lugar de 12 gajas boas? Parem com a brincadeira, já chega. Não estão a ver a gravidade da situação. Quebraram o frágil equilibrio que sustem Lisboa, os motins de que estavamos a salvo nunca estiveram tão perto. Malditos, deitaram fogo ao paraíso perdido tudo perdido salvem as crianças levem tudo.
( Também fecha o Europa, mas não conta. )
http://www.publico.pt/Local/duas-discotecas-e-um-bar-no-cais-do-sodre-fechados-devido-ao-risco-de-derrocada_1492997
Não, não é um ou dois bares que fecham no Cais do Sodré. Não se refiram ao Jamaica e ao Tokyo como discotecas. O Jamaica e o Tokyo são peças fundamentais para o equilibrio do universo, não consigo ainda - estou zonzo, suores frios, dores ai foda-se que não chego ao fim do post, já alerta de tsunami já - encaixar bem como funciona Lisboa sem estas duas instituições. Ok, pessoal do FMI já percebi cabrões, já percebi que estão a falar a sério sim o Sócrates é parvo, não lhe liguem, eu sei que as medidas são reais e más! Não nos tirem isto! Eu sei vocês perceberam que sempre me estive a cagar pro FMI porque pensava que o Cais do Sodré estaria a salvo, é a unica forma de ultrapassar o quotidiano neste país, cabrões. E agora? pensem: para onde vão os encalhados? para onde vão os betos tímidos profissionalizados no onanismo? A quem é que os seguranças vão bater? vão obrigar o porteiro do Tokyo a fazer o bigode? E as divorciadas quarentonas, vão para onde agora? Só debaixo dos holofotes do Tokyo é que lhes era tudo permitido malditos sejam. E o Jamaica? onde irá agora o Rodinhas dançar e ocupar o lugar de 12 gajas boas? Parem com a brincadeira, já chega. Não estão a ver a gravidade da situação. Quebraram o frágil equilibrio que sustem Lisboa, os motins de que estavamos a salvo nunca estiveram tão perto. Malditos, deitaram fogo ao paraíso perdido tudo perdido salvem as crianças levem tudo.
( Também fecha o Europa, mas não conta. )
Vale mais selo
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| Que másculo selo |
quarta-feira, maio 04, 2011
Democracia e sushi
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| Já vi esfregonas a cair no chão com mais graça |
Isto aqui à direita é um prato de sashimi. Historicamente, um prato de sashimi é um deleite para a vista e para o palato - palato não é malato - feito por um chefe japonês e servido a imperadores em ocasiões especiais. Isto é, uma situação ideal. É como a situação económica que nunca vimos: ideal. Depois, veio a democracia e a sociedade de consumo e o capitalismo. Juntar isto é como ter um forcado comunista a mandar nisto. O carácter comuna leva-o a determinar que o sushi deve ser acessível a todos. O forcado entende que o acesso universal basta e já é bom e que todos os aspectos mais profundos do sushi, como o gosto, a textura ou a estética - coisas que custam dinheiro - são coisa de rabilós. O resultado, apresenta-se aqui ao lado: Sushi para machos. O peixe é cortado à chapada, é seco, velho, arrumado como quem arruma caixotes de fruta no MARL e acima de tudo, mais barato. Isto aplica-se para tudo. Tudo o que compramos hoje menos iPods é um sucedâneo da coisa real. Mas agora até a dona São com uma reforma de miséria pode comer sushi ahhh não espera que mesmo esta merda pegada a que chamaram de sashimi é CARA, porque o sushi a sério o tal com aspecto e que dá vontade de comer esse é ainda mais caro cabrões pois a dona São nem esta merda poderia comer por isso bardamerda. Fui enganado cabrões. Até os meu bitoques têm melhor aspecto que isto.
FMI, vira-me as tripas com um ancinho
Amarro-me ao sofá para ver as notícias. Vejo um político na televisão e tenho hemorragias graves. Hoje perdi um figado, quando o Catroga abriu a boca. Já tinha cuspido um rim aos bocados com a conversa do Sócrates, as feridas voltam a fechar mas depois ainda apanho pessoal do PP, embrulha-se tudo as costas arquejam cai-me um siso, cuspo um canino ia a passar não teve culpa pobre animal torço o meu próprio pescoço a ver se não vomito as unhas dos pés com a conversa destes gajos. Mas estou mais descansado: setenta e oito mil milhões não é tão mau quanto isso, é só meter uma taxa sobre luvas e essa merda paga-se em 2 anos. E como diz o buargh Sócrates, nem fico sem o 13º - já não o tenho é verdade - nem o 14º , também não tenho pois no outro dia disseram-me está cansado do trabalho, não consegue meta baixa Ahbaixapois não tenho também ah a vida se calhar não vai mudar assimAHfoda-se-a-porra-do IVA vão aumentar o iva mas não faz mal eu até gosto de andar a pé e com muito treino consigo imaginar que estou em Paris Texas numa das seis Cheles ou outro sitio, as viagens na cabeça vão ser as únicas que vamos conseguir pagar, já estou habituado.
terça-feira, maio 03, 2011
segunda-feira, maio 02, 2011
Osama Bin Laden, como foi
- Que tédio, não podemos ter ao menos a Eurosport? Queria seguir os campeonatos de bilhar.
- 'mor, já falámos sobre isso. O que é que eu disse?
- Eu sei eu sei, não te dou atenção, é só recadinhos para o pessoal, é só mensagens às escondidas, wiskas saquetas, já te expliquei amor deixa-me explicar-te isto é mesmo importante
- Já falámos o que tinhamos a falar.
- Mas é importante bichinha tens de ver, eu sou terrorista, os meus amigos são terroristas, é trabalho percebes, 'mor não os posso deixar sem resposta.
- "Terrorista"... Tangas. Pensas que eu não sei? dá cá o teu telemóvel. Dá-mo cá.
- ó 'mor é só trabalho já te disse mas não te posso mostrar podem fazer-te mal se descobrem que sabes alguma coisa, é muito secreto e perigoso...
- Osama, tou farta das tuas tangas! não tens Eurosport, não tens net e não tens o-que-tu-sabes até te deixares de uma vez por todas de insistires nessas tretas e admitires que as mensagens são para aquela lambisgoia da Fátima, aquela porca que mostra o cabelo a todos. Eu já vi, já vi mensagens tuas para essa gaja!
- 'Mor mas ela é minha mulher, tu sabes.
- Não quero saber! Farta desta conversa! E vai à porta, estão a bater.
- 'mor, já falámos sobre isso. O que é que eu disse?
- Eu sei eu sei, não te dou atenção, é só recadinhos para o pessoal, é só mensagens às escondidas, wiskas saquetas, já te expliquei amor deixa-me explicar-te isto é mesmo importante
- Já falámos o que tinhamos a falar.
- Mas é importante bichinha tens de ver, eu sou terrorista, os meus amigos são terroristas, é trabalho percebes, 'mor não os posso deixar sem resposta.
- "Terrorista"... Tangas. Pensas que eu não sei? dá cá o teu telemóvel. Dá-mo cá.
- ó 'mor é só trabalho já te disse mas não te posso mostrar podem fazer-te mal se descobrem que sabes alguma coisa, é muito secreto e perigoso...
- Osama, tou farta das tuas tangas! não tens Eurosport, não tens net e não tens o-que-tu-sabes até te deixares de uma vez por todas de insistires nessas tretas e admitires que as mensagens são para aquela lambisgoia da Fátima, aquela porca que mostra o cabelo a todos. Eu já vi, já vi mensagens tuas para essa gaja!
- 'Mor mas ela é minha mulher, tu sabes.
- Não quero saber! Farta desta conversa! E vai à porta, estão a bater.
Ui como eu curto estas correntes e selos e tal
A Julie passou-me esta batata, que eu curto mesmo batatas, quentes a pular-me nas mãos, bolhas dias de seguida aguadilha e pus, eu aos berros, os gatos, o inferno a 9. E agora vão ver porque é que nunca me calham estas correntes. Cá vai:
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe. Seria o Dicionário Enciclopédico Lello e irmão. Reli-o muitas vezes. Gostava de ver as estampas com peixes, anemonas, condecorações, animais, armaduras, espadas, janelas barrocas, pássaros. Ia à procura de palavras como "cona", "rubicundo", "garibaldi", "pua"e logo mais abaixo "puta". Era muito curioso o miúdo. Reli muito livro sobre ovnis. Escusam de torcer o nariz, aquilo é tudo fruto de investigação rigorosa.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A Bíblia. Nunca consegui passar do "...e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe. Seria o Dicionário Enciclopédico Lello e irmão. Reli-o muitas vezes. Gostava de ver as estampas com peixes, anemonas, condecorações, animais, armaduras, espadas, janelas barrocas, pássaros. Ia à procura de palavras como "cona", "rubicundo", "garibaldi", "pua"e logo mais abaixo "puta". Era muito curioso o miúdo. Reli muito livro sobre ovnis. Escusam de torcer o nariz, aquilo é tudo fruto de investigação rigorosa.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A Bíblia. Nunca consegui passar do "...e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a
Metusael, e Metusael gerou a Lamequem...". E como era um purista, não concebia passar à frente de uma coisa tão importante como uma lista infindável de nomes bíblicos. Como em tudo na vida: se querem ser ouvidos, simplifiquem a mensagem. Não é culpa minha.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Esta é difícil, eu sou do género queimem-todas-as-bibliotecas-do-mundo-mas-não-me-tirem-a-net. As Páginas Amarelas? não sei. Respostas poéticas não estou para isso hoje.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
O Senhor dos Anéis. Era puto, olhava para aquilo e soava-me à maior chatice do mundo. Quanto mais me impingiam aquilo, mais eu dizia para mim " tanta folha, haja paciência... Espero pelo filme mazé".
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Na altura em que o li, andava com a mania de fazer filmes. Como tal, ia imaginando os planos, um a um. O Perfume. Ainda não vi o filme, para ver se a minha imagem era melhor. Mas era, não tinha classificação menores de 18, pelo menos.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quando era miúdo lia tudo. Menos coisas que me chateassem. Há um obsessão com o "chato", claramente. Tudo o que não me parecesse uma televisão era chato, acho. Lia muito: rótulos de shampoo, sabonete, pasta de dentes, dicionários, enciclopédias, bulas, legendas dos filmes, livros de exercícios de inglês, Ali's, Asterix's, Disney's - nesta altura tinha já ilustradores preferidos - Spirou's, Marsupilamis, Tintin's, Gaston's, pois parece que era tudo b.d.. Lembro-me de um dia pedir um livro sem desenhos, armado em homem crescido e ter ficado deprimido naquele segundo. Um dia vivido na infâmia, escreveram.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu podia ter lido qualquer um daqueles clássicos a que era obrigado, porque eram da escola sempre detestei escola, tipo Eça de Queirós, Miguel Torga, mas a verdade é que nunca os acabei. Chato chato chato lido até ao fim... Não, nunca aconteceu.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
As minha aventuras na república portuguesa, MEC - aliás gostava de quase tudo deste senhor.
Farehnheit 451, Ray Bradbury - as imagens, o imaginário.
Pena Capital, Mário Cezariny - finalmente, quase percebo o que é poesia.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Viagem ao País da Manhã, Herman Ass - Apesar do nome do autor não prometer, o livro é interessante. E longo, para quem só tem de andar 2 paragens de metro, só tenho tempo de ler 2 páginas.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
10? tantos? deixa cá sortear a batata: Ursa, Le Rachelet, Deus, Pilar, Mak o mau ( desculpa jovem, tinha de por aqui pelo menos o nome de um gajo ) , Sofia Assim , Nebulosa e mais uma alma que entretanto detonou o blog com C4 e que já não vou cravar, ficamos assim. Pronto, 10.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Esta é difícil, eu sou do género queimem-todas-as-bibliotecas-do-mundo-mas-não-me-tirem-a-net. As Páginas Amarelas? não sei. Respostas poéticas não estou para isso hoje.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
O Senhor dos Anéis. Era puto, olhava para aquilo e soava-me à maior chatice do mundo. Quanto mais me impingiam aquilo, mais eu dizia para mim " tanta folha, haja paciência... Espero pelo filme mazé".
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Na altura em que o li, andava com a mania de fazer filmes. Como tal, ia imaginando os planos, um a um. O Perfume. Ainda não vi o filme, para ver se a minha imagem era melhor. Mas era, não tinha classificação menores de 18, pelo menos.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quando era miúdo lia tudo. Menos coisas que me chateassem. Há um obsessão com o "chato", claramente. Tudo o que não me parecesse uma televisão era chato, acho. Lia muito: rótulos de shampoo, sabonete, pasta de dentes, dicionários, enciclopédias, bulas, legendas dos filmes, livros de exercícios de inglês, Ali's, Asterix's, Disney's - nesta altura tinha já ilustradores preferidos - Spirou's, Marsupilamis, Tintin's, Gaston's, pois parece que era tudo b.d.. Lembro-me de um dia pedir um livro sem desenhos, armado em homem crescido e ter ficado deprimido naquele segundo. Um dia vivido na infâmia, escreveram.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu podia ter lido qualquer um daqueles clássicos a que era obrigado, porque eram da escola sempre detestei escola, tipo Eça de Queirós, Miguel Torga, mas a verdade é que nunca os acabei. Chato chato chato lido até ao fim... Não, nunca aconteceu.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
As minha aventuras na república portuguesa, MEC - aliás gostava de quase tudo deste senhor.
Farehnheit 451, Ray Bradbury - as imagens, o imaginário.
Pena Capital, Mário Cezariny - finalmente, quase percebo o que é poesia.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Viagem ao País da Manhã, Herman Ass - Apesar do nome do autor não prometer, o livro é interessante. E longo, para quem só tem de andar 2 paragens de metro, só tenho tempo de ler 2 páginas.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
10? tantos? deixa cá sortear a batata: Ursa, Le Rachelet, Deus, Pilar, Mak o mau ( desculpa jovem, tinha de por aqui pelo menos o nome de um gajo ) , Sofia Assim , Nebulosa e mais uma alma que entretanto detonou o blog com C4 e que já não vou cravar, ficamos assim. Pronto, 10.
domingo, maio 01, 2011
Dia da mãe
- Não queres que te leve sopa?
- Não, deixa não é preciso.
- Mas não queres mesmo?
- Não deixa, obrigado.
- Mas não queres? dava-te jeito. Chegas tão tarde do trabalho...
- Bom, não é preciso, sim dá jeito.
- Eu levo-te sopa.
No Dia da Mãe fiquei-me por aqui a bulir e a tentar abrir uma brecha no frigorífico na cozinha no quarto. É que a sopa nunca pode vir sozinha. Vem com mercearia muita e variada. E quando digo muita, é muita mesmo e variada é variada mesmo, no género eu-nunca-compraria-latas-de-pessego-em-calda-foda-se, bolachas de chocolate com cobertura de chocolate, passas ( sim passas ), etc etc.
Percebendo claramente porque razão o dia da mãe calha no dia do trabalhador: Feliz Dia da Mãe.
- Não, deixa não é preciso.
- Mas não queres mesmo?
- Não deixa, obrigado.
- Mas não queres? dava-te jeito. Chegas tão tarde do trabalho...
- Bom, não é preciso, sim dá jeito.
- Eu levo-te sopa.
No Dia da Mãe fiquei-me por aqui a bulir e a tentar abrir uma brecha no frigorífico na cozinha no quarto. É que a sopa nunca pode vir sozinha. Vem com mercearia muita e variada. E quando digo muita, é muita mesmo e variada é variada mesmo, no género eu-nunca-compraria-latas-de-pessego-em-calda-foda-se, bolachas de chocolate com cobertura de chocolate, passas ( sim passas ), etc etc.
Percebendo claramente porque razão o dia da mãe calha no dia do trabalhador: Feliz Dia da Mãe.
sábado, abril 30, 2011
Timeout
Hoje não tenho nada para dizer e quando tal acontece raro raro o truque é fazer listas. Por isso, tour PPC para fim de semana com chuva:
- Colombo. É um centro comercial. Este é o tour para quem gosta de andar de fato de treino e chinelos, a desculpa é que lá não chove. Apreciem a multiplicidade de seres humanos, tomem notas. Pensem em que tipo de penduricalho cada personagem pendura no retrovisor do carro.
- Belém. Levem chapéu. Metam-se à beira do rio. Levem máquina fotográfica. Tirem fotos a camones que não esperavam este tempo de merda. Ontem apanhei uns de baldes da praia e toalha, a apanhar a mesma molha que apanhei, no Marquês.
sexta-feira, abril 29, 2011
quinta-feira, abril 28, 2011
Estive a ver
Todos os blogs que linkam para aqui são piores que o meu. Isto é muito mau sinal.
Já o contrário não se passa, o que me deixa menos preocupado parecendo que não.
Já o contrário não se passa, o que me deixa menos preocupado parecendo que não.
quarta-feira, abril 27, 2011
terça-feira, abril 26, 2011
Acontece
Abri a porta duas vezes para ler o contador da eletricidade e por duas vezes o gato saiu disparado. Duas vizinhas de baixo conversavam de respectiva porta aberta. Gato cinzento voa escada abaixo, escolhe a porta da esquerda: Vizinha simpática, aparece com gato ao colo - sim o cabrão com que berro é esse - e peço desculpa.
Gato cinzento volta a voar escada abaixo, escolhe agora porta direita: vizinha antipática, resmunga "mas porque é que não fecham a porta quando não precisam dela aberta - ó minha grana digo para mim bem é que bastam 2 segundos para o cabrão sair deves achar que eu curto descer as escadas todas a ir buscá-lo sempre que abro a puta da porta é mesmo uma cena que me deixa aos pinotes caralho curto bué - , o gato entra-me aqui em casa!
Fecho a porta, continuo a ler o contador sim que sou burrinho trihorario bihorario não pesco nada de contadores fico na escada, vizinha pensa que a porta fechou comigo lá dentro, mas não, está o vizinho de cima na escada pois, o tal do apartamento de cima que faz barulho pois lá ouvi a confirmação de tudo o que postei em jeito de ficção há uns dias.
Gato cinzento volta a voar escada abaixo, escolhe agora porta direita: vizinha antipática, resmunga "mas porque é que não fecham a porta quando não precisam dela aberta - ó minha grana digo para mim bem é que bastam 2 segundos para o cabrão sair deves achar que eu curto descer as escadas todas a ir buscá-lo sempre que abro a puta da porta é mesmo uma cena que me deixa aos pinotes caralho curto bué - , o gato entra-me aqui em casa!
Fecho a porta, continuo a ler o contador sim que sou burrinho trihorario bihorario não pesco nada de contadores fico na escada, vizinha pensa que a porta fechou comigo lá dentro, mas não, está o vizinho de cima na escada pois, o tal do apartamento de cima que faz barulho pois lá ouvi a confirmação de tudo o que postei em jeito de ficção há uns dias.
segunda-feira, abril 25, 2011
Contestem contestem
| O problema eterno no PC: viver em universos paralelos. |
![]() |
| No Coliseu. Gostei. |
| Chaimite, um género de panela de pressão de onde saem comunas bem passados. |
Ano após ano lá volto, o tempo passa e lá estamos todos, os anti-fascistas, os comunas, a ala-esquerda do PS, os bloquistas, os anarcas, os do contra, a família. Estão lá todos, ano após ano. A família vai ficando maior e maior, mas cada vez somos menos.
Saiam à rua
Não me interessa muito porquê, mas é importante é que vão para a rua. Hoje é mesmo importante. Não liguem muito às cores e às flores se vos estiverem a fazer comichão é febre, a primavera é danada para alergias e tal. Avenida da Liberdade abaixo isso passa.Mas saiam. O feriado não é como as tolerâncias de ponto, é mesmo para todos. Quem não gosta ponha de lado. Isto ao lado é um cravo feito fora de horas, o vaso era pequeno por isso tive de desenhar outro ficou grande foda-se outro cheio desta merda nunca mais faço ilustrações às quatro da matina, os gatos não ajudam as televendas idem preciso de barulho mas os diferentes timbres de galope não ajudam mesmo.
domingo, abril 24, 2011
Preguiça
Tenho preguiça de duas coisas, que estou sempre a tentar contrariar: Dormir e ler. Como não adianta perguntar o que andam a dormir, pergunto: o que andam a ler?
sábado, abril 23, 2011
Arraial
Meio à chuva o arraial passou-se, o tema eterno a guerra dos sexos, a sangria desatada e quente, o Quim Barreiros, o casa a cair ao rio, o pessoal do fixed gear, os dos djambés, os erasmus, os fadistas, os bebâdos fadistas, as teorias e estatísticas, ainda não foi desta que se descobriu a Verdade, a noite curta.
adenda: à volta, directo para a Praça do Chile. Em vez de ir para casa, vou à tal padaria, sempre aberta, encher-me de pão e bolos folhas mil chouriço pançada do catano, dormi em paz.
adenda: à volta, directo para a Praça do Chile. Em vez de ir para casa, vou à tal padaria, sempre aberta, encher-me de pão e bolos folhas mil chouriço pançada do catano, dormi em paz.
sexta-feira, abril 22, 2011
Espelho da feira
- Aqueles gajos de lá de cima... É um arraial pegado.
- Deixa. Eles cansam-se. Já sabes que é assim todos os dias.
- Aquilo faz-me espécie. Não são normais, digo-te. É os gatos, é entrar e sair a qualquer hora, é os gatos que não param, depois é o alto, o do cabelho grisalho à elvis aos berros com os gatos, só diz asneiras, não sei que raio é que eles podem ter feito mas parece que lhe comeram um dedo do pé ou qualquer coisa, faz mais barulho que os gatos, filho da puta.
- Lá isso tens razão, 'mor...
- E a miúda? mas aquilo são horas? não sei o que raio é que ela faz...
- Querida não podes ser assim, ouvi dizer que é hospedeira...
- Hospedeira? A dona Rita da mercearia jurou-me que era modista.
- Isso ainda existe?
- E o outro? Dizem que éartista autista. Já viste a cara dele? parece que vem sempre pedrado. E sei que foi a Amesterdão, aquilo é só droga e putas, credo. Deve ter ido buscar droga, bandido.
- É designer, 'mor...
- Isso diz muito de uma pessoa, a tia Lurdes também pagou um curso desses à Sofia, a mais nova e olha a vida dela, tá no desemprego há anos.
- Mas ele tem trabalho...
- Ah são todos iguais, olha lá estão os cabrões dos gatos a galope no corredor! É hoje que chamo a polícia.
- Deixa. Eles cansam-se. Já sabes que é assim todos os dias.
- Aquilo faz-me espécie. Não são normais, digo-te. É os gatos, é entrar e sair a qualquer hora, é os gatos que não param, depois é o alto, o do cabelho grisalho à elvis aos berros com os gatos, só diz asneiras, não sei que raio é que eles podem ter feito mas parece que lhe comeram um dedo do pé ou qualquer coisa, faz mais barulho que os gatos, filho da puta.
- Lá isso tens razão, 'mor...
- E a miúda? mas aquilo são horas? não sei o que raio é que ela faz...
- Querida não podes ser assim, ouvi dizer que é hospedeira...
- Hospedeira? A dona Rita da mercearia jurou-me que era modista.
- Isso ainda existe?
- E o outro? Dizem que é
- É designer, 'mor...
- Isso diz muito de uma pessoa, a tia Lurdes também pagou um curso desses à Sofia, a mais nova e olha a vida dela, tá no desemprego há anos.
- Mas ele tem trabalho...
- Ah são todos iguais, olha lá estão os cabrões dos gatos a galope no corredor! É hoje que chamo a polícia.
quinta-feira, abril 21, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
A senilidade?
Mas como é que ando há 4 dias a tentar ver o Groundhog Day, sem sucesso - adormeço sempre - e ainda não tinha reparado na ironia?
terça-feira, abril 19, 2011
Diz que sim
Diz que foi ao bairro a uma segunda à noite noite improvável. Estava cheio. A chuva e os relâmpagos eram muitos por isso ficou-se a ouvir o jazz e o Stevie como sempre o homem vem ter comigo nada a fazer. E apesar de ser uma noite de segunda no bairro, foi uma noite de família. Porque tenho a com que nasci, mas tenho também a que escolhi. Ribombai.
- o cinquentão parado ia bebendo copos e a música seguia. Os copos somava e a música também. O corpo solta-se ao decilitro, a cada música e a cada copo os braços ficam mais soltos e mais ridiculos. Ao fim, parecia - é citação - uma girafa em cima de um hovercraft.
segunda-feira, abril 18, 2011
5 anos 5
Não há machado que corte a raiz ao pensamento e não há explicação para eu aguentar esta chafarica há 5 anos 5. Parabéns ao estaminé.
Em 5 anos passou-se muita coisa, e muita coisa importante. Pensando bem, o mais importante. Está cá tudo. Pronto ok às vezes foi meio críptico sim ninguém apanha a data do divórcio nem o tempo que estive preso na Tunísia nem a ida a Amesterdão - eu sei - mas está cá tudo. Um dia a Escola Prezadiana levará a todos os profundos e ocultos significados que aqui nesta Regaleira de prosa feita se escondem.
Em 5 anos passou-se muita coisa, e muita coisa importante. Pensando bem, o mais importante. Está cá tudo. Pronto ok às vezes foi meio críptico sim ninguém apanha a data do divórcio nem o tempo que estive preso na Tunísia nem a ida a Amesterdão - eu sei - mas está cá tudo. Um dia a Escola Prezadiana levará a todos os profundos e ocultos significados que aqui nesta Regaleira de prosa feita se escondem.
domingo, abril 17, 2011
Vem do rio
O Tejo, em pontos cercado por chatas, aproveita a noite para encher o ar de Lisboa do cheiro a lodo sem que se note. É o cheiro desse lodo que faz os gatos andarem doidos na rua e daí até o tal ditado dito à noite todos os gatos são parvos não é pardos isso é corruptela.
sábado, abril 16, 2011
Fado
Fui para Alfama com netos de fadistas, para uma casa de fados. Não estava por dentro do sistema mas é assim: Pertence-se ao fado como se pertence a uma religião. Se o avô cantava fado, os netos cantam mesmo que não tenham voz. Juntam-se todos no mesmo sítio, debitam as letras que sabem de cor, uns arriscam cantar, aplaude-se o esforço, a vontade ou a presença. Depois rega-se isto com tinto rua abaixo, desviamo-nos de 3 socos do segurança, encontramos mais gente, despedimo-nos doutra tanta e volta-se a casa a tempo de dormir.
sexta-feira, abril 15, 2011
É sexta
Tenho a partir das 19:16 do dia de hoje até às 2 da matina de domingo para explorar a natureza das coisas, a vida. Está quase. Esta tarde vai demorar a passar.
Mata passos
Quando chegares a casa tens a porra dos gatos à porta, a espreitar, o gráfico no Excel ditará qual o ângulo mínimo da porta para que tenham espaço para escapar porta fora por aí abaixo catapultar as pulgas no espaço sideral da escada por lavar. A água das tigelas estará espalhada por todo o lado. Nisto, a televisão já ligada vai contar de alguma rua onde passaste hoje - é que a televisão vem sintonizada em Lisboa - e onde vais reconhecer-te a andar na rua ali ao lado do prédio que ardeu ou da casa de penhores que foi assaltada. Tens as fotos do tempo errado falhaste-o por pouco palhaço. Atrasa o passo já te disse. Depois passas ao Parque Mayer. Depois passas à rua das Portas de Santo Antão onde o Camões foi preso, era bêbado, perdeu um olho numa luta por causa dos maus vinhos - Teobaldo de pacote só pode - e da falta de jeito, a pena tirou-lhe a força da mão esquerda sim ele era canhoto pois se o olho que perdeu era o direito a espada usa-se ao lado se a defesa falha defenestra-se o flanco mais a jeito olha fodeu-se agora há gente que chama aos gatos zarolhos Camões e a cães sem uma perna Tripé o que não davas para ter um cão chamado Tripé. Chega à janela, pisa o vomitado do gato enquanto olha para o Cristo Rei iluminado. Fumava, só para a fotografia.
quinta-feira, abril 14, 2011
ver para crer
Este sol este calor e eu num escritório. Deus és tão cruel. Vês por que não posso acreditar em ti? Chega às cinco da tarde e só sonho em sair. Vou aprender meditação transcendental só para saber transpor 2 horas de existência diárias.
Maldito tempo apre agrilhoado por ti permaneço caramba como voas e nem asas tens larga-me foda-se já disse não tenho mais que te contar quero envelhecer num casco de carvalho.
Se não o tens traz-me antes a imperial que já não posso beber e as 72 virgens a que tenho direito em adiantado espero que por muito.
Tinge-me a argêntea cabeça do mais profundo luto, tapa a vergonha de quem a usa.
Esta merda é como quem diz: Faço mais um ano.
Adenda
Outros eventos importantes deste dia:
1865 - Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA sofre atentado cometido por John Wilkes Booth.
1912 - O transatlântico inglês Titanic afunda ocasionando mais de 1500 mortes.
1944 - Os primeiros judeus transportados de Atenas chegam a Auschwitz.
Se não o tens traz-me antes a imperial que já não posso beber e as 72 virgens a que tenho direito em adiantado espero que por muito.
Tinge-me a argêntea cabeça do mais profundo luto, tapa a vergonha de quem a usa.
Esta merda é como quem diz: Faço mais um ano.
Adenda
Outros eventos importantes deste dia:
1865 - Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA sofre atentado cometido por John Wilkes Booth.
1912 - O transatlântico inglês Titanic afunda ocasionando mais de 1500 mortes.
1944 - Os primeiros judeus transportados de Atenas chegam a Auschwitz.
quarta-feira, abril 13, 2011
O lado negro da vida
O empregado traz o bitoque e vê-se a deixá-lo cair no chão. Se se safar, talvez o ovo estrelado esteja demasiado cozinhado. Ou o castelo de arroz venha desmanchado. Enviesado, irrequieto teimoso, vê sempre o lado mau das coisas. Teimoso, insiste. O patrão confia nele, mas o empregado já sabe que aquele gémeo mau reserva-lhe sempre o pior. O bom filho esse é capaz mas ninguém olha para ele. O empregado já conhece bem a sinistra visão que tem do mundo, por isso faz piadas com isso e só espera que percebam. Com uma vista assim, é sempre melhor olhar para o meio dos olhos, ajuda.
terça-feira, abril 12, 2011
Fuga ao fisco
Fui fugir ao fisco, ao almoço. Faço-o regularmente, contribuindo para o rombo orçamental, que, segundo as notícias que ainda faço questão de ver - como quem vê peixes num aquário ou corridas de monster trucks - me faz dever ao FMI cerca de 8 mil 10 mil euros. Longe de querer pagar, desta vez fui fugir ao fisco para o Parque Mayer, onde um Santana Lopes lembram-se havia um projecto do Frank Gehry, a ideia era recuperar aquele kosovo miniatura lembro-me agora de outro kosovo miniatura mas maior, a Feira Popular, também era para ser recuperada ah Kosovo és tão amado em Lisboa deve ser geminado só pode, tentamos germinar e não deu, passamos a geminar mas só com vasadouros de entulho aqui não - reparem que escrevo segundo o novo achordo ortográfico passamos é passamos o acento é facultativo e como sabem detesto assentos, estou sempre com pressa - bolas tenho uma ideia, é terraplanar o castelo para ser mais fácil os turistas chegarem lá não podemos ser salientes daquela maneira os senhores do FMI chateiam-se e fazem como no kozovo são os mesmos fascistas pois grupo Bilderberg e assim, terraplanam com B2 e assim, não quero, o castelo dá um mau parque de estacionamento. Já o Parque Mayer não até tem bastante sombra pude ver hoje.
segunda-feira, abril 11, 2011
Anormal
Haver alguém que mete uma musica seguida de todos os seu remixes, orbital-mix incluido. Fico a ouvir a mesma linha melódica meia hora, até à insanidade. Depois admiram-se de estar sempre a trabalhar de headphones.
Matéria pura
Ontem estive a hipnotizar sobrinhas por meio de desenhos e resolvi partilhar esta técnica que desenvolvo há anos - Palo Alto tenta, o MIT copia, o Prezado faz - com a ajuda de sobrinhos emprestados. O processo desenrola-se em 2 campos simultâneos, como uma performance pense-se acto continuo: materializa-se um desenho, sendo o desenhar tomado pelo sujeito como um processo mágico, complementado com a corporalidade. Voz, corpo, desenho. Completam-se. O objectivo: hipnotizar uma sobrinha(o) - sobrinhas tem mais piada - de modo a que o demónio interior que a impede de estar sentada quieta a comer desapareça momentaneamente. Assim sendo, o processo aparentemente simples é:
Declara-se: "vou desenhar um porco.". esta frase deve ser proferida solenemente como quem dita um discurso sobre a influência do FMI na política portuguesa actual.
Explico o processo cognitivo, Piaget roi-te palhaço andaste a escrever merda durante decadas e isto com desenhos de porcos tava tudo resolvido grunho. A palavra "porco", ao proferida, instala o gene do duplo-sentido nos cérebros incautos: Porco - sujo e Porco - animal, os dois conceitos chocam-se, entrando o cérebro em confusão e incerteza. Instalada a dúvida, aumenta-se a parvoice com seriedade, fazendo o desenho numa postura grave, cavaquiana. Findo isto, volta-se então a inserir a parvoice, oferecendo um nome austero, simples, mas reconhecido como sendo impróprio para um porco - animal. Finalmente, acrescenta-se um prato de batatas. As batatas conferem acção - inesperada - ao desenho, criando um tensão anímica elevada. Neste momento o cérebro tenro e incauto do sujeito rebola de incerteza, não conseguindo processar o que poderá ou não acontecer, debatendo-se com questões que não está habituado a debater, como por exemplo, como é possível comer de garfo e faca com chispes em vez de mãos. Todo este processo cognitivo faz o sujeito colocar em causa toda uma série de convenções, culminando na mais importante: Será possível haver gente assim tão parva e com esta idade?
Declara-se: "vou desenhar um porco.". esta frase deve ser proferida solenemente como quem dita um discurso sobre a influência do FMI na política portuguesa actual.
- Desenha-se um porco. Não é importante a qualidade formal.
- Apresenta-se o desenho.
- Volta-se a pegar no desenho, nomeia-se o porco. Os nomes devem ser tradicionais portugueses. A reter: Alberto. Horácio. Anibal. Fernando. Artur. Alfredo. Andrade.
- Escreve-se o nome do porco por baixo do porco.
- Declara-se "vou desenhar-lhe um prato com batatas.".
- Desenha-se um prato com batatas.
Explico o processo cognitivo, Piaget roi-te palhaço andaste a escrever merda durante decadas e isto com desenhos de porcos tava tudo resolvido grunho. A palavra "porco", ao proferida, instala o gene do duplo-sentido nos cérebros incautos: Porco - sujo e Porco - animal, os dois conceitos chocam-se, entrando o cérebro em confusão e incerteza. Instalada a dúvida, aumenta-se a parvoice com seriedade, fazendo o desenho numa postura grave, cavaquiana. Findo isto, volta-se então a inserir a parvoice, oferecendo um nome austero, simples, mas reconhecido como sendo impróprio para um porco - animal. Finalmente, acrescenta-se um prato de batatas. As batatas conferem acção - inesperada - ao desenho, criando um tensão anímica elevada. Neste momento o cérebro tenro e incauto do sujeito rebola de incerteza, não conseguindo processar o que poderá ou não acontecer, debatendo-se com questões que não está habituado a debater, como por exemplo, como é possível comer de garfo e faca com chispes em vez de mãos. Todo este processo cognitivo faz o sujeito colocar em causa toda uma série de convenções, culminando na mais importante: Será possível haver gente assim tão parva e com esta idade?
O domingo é o dia em que deus descansou mas não ofereceu o dia a mais ninguém porque ditou que ao domingo se come cozido e outros pratos de digestão mais demorada com a família e como é sabido a família cansa, as sobrinhas cansam, o raio dos putos é preciso uma imaginação wieden+kennedynesca para os entreter, impedi-los de matar os gatos a síncope, impedi-los de esmurrar a cabeça contra esquinas e ainda apanhar o sol dos barcos do Tejo e descobrir como se largam gatos lá nos barcos, voltar a casa cheio de sol às costas e ainda subir 3 andares íngremes prova-de-montanha com ele.
sábado, abril 09, 2011
Oraite
Curto é as noites como as de ontem. Devo ter dezenas de posts sobre elas, as noites que só sei como começam mas nem adivinho como acabam. Ontem comecei sozinho, com uma cover jazzistica de Steve Wonder - cantada pela vocalista mais gira que conheço - e uma superbock. Depois insere-se uma daquelas elipesses cinematográficas e acabo com amigos numa pastelaria na Praça do Chile, a comer merendas mistas. E como é sabido, é no meio que está o interesse.
O ovo
Sms's ao inicio da noite.
- Vais sair pá? vou a caminho do Bairro.
- Não. Acabou o concerto e tou meio doente.
- Ok, fica para a próxima, as melho
Espera não és tu que vens agora a subir a rua na minha direcção não com cara de doente mas cara de bem acompanhado olá tudo bem ?
- eh olá oi tás aqui mas oi...
- Vai lá vai que tás doente e tal vai.
Esta cidade é pequena demais para mentiras.
- Vais sair pá? vou a caminho do Bairro.
- Não. Acabou o concerto e tou meio doente.
- Ok, fica para a próxima, as melho
Espera não és tu que vens agora a subir a rua na minha direcção não com cara de doente mas cara de bem acompanhado olá tudo bem ?
- eh olá oi tás aqui mas oi...
- Vai lá vai que tás doente e tal vai.
Esta cidade é pequena demais para mentiras.
quinta-feira, abril 07, 2011
Amsterdam VI
A dita. A red light. Alpha e Omega de Amesterdão. O Ocaso do ser. Mito forma espaço fundo.É o universo condensado não pasteurizado. É montra atrás de montra, porta aberta para quartos assépticos quais consultórios de dentista, um banco, uma cadeira, um divã, uma cómoda, uma cabeceira, repetida 200 vezes, sempre igual ou simétrica. Na cabeceira sempre as mesmas coisas, 200 vezes, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume. Não posso tirar fotos, sob pena de socos na boca. Mas juro que uma delas se riu para mim. A sério. Tive um bocado de vergonha, deixou-me sem jeito, enquanto vestida com 7 cm2 de roupa, me piscou o olho. Acho que foi sincera, tentei explicar-lhe não só te posso levar para Lisboa daqui a uns tempos depois explico sim apresento-te à minha mãe, deve gostar de ti não ela não curte muito louras mas para ti eu metia a cunha.
Saí da rua a pensar num fado qualquer ai vida.Passei à porta do museu do sexo. Pensei entrar mas depois medi bem as coisas - Embora o tamanho nunca interesse, o que é certo é que nunca tinha visto bolas chinesas daquele tamanho, só em Roland Garros - e vi que para ver sexo de outros séculos, bastava voltar a Portugal e ao cais do sodré. Que se lixe, a rua é sempre mais interessante que qualquer coisa. Guardei o dinheiro e fui ver antes o Van Gogh. Discutiu com o Gauguin, arrancou uma orelha e matou-se com um tiro no peito ? Vê-se logo que andava na red light afumar as coisas erradas. Voltei à red light passado um bocado. Faz-se noite e a rua começa a encher como um dia de feira. Percebi porque é que a cerveja é choca e quente: caso fosse etílica como a tuga - aconselho a Duvel, por lá - acabava metade daquela gente nos canais. O gajo mascarado de banana é garantido que teria ido parar a água eu próprio o empurraria.
interropemos a transmissão
FMI. Ah que inesperado nunca pensei mas o Sócrates negou sempre - aprendeu o gajo, negar sempre sempre - que o FMI vinha aí. Como todos sabemos este país é um farol de produtividade, gestão imaculada sempre, isto foi coisa que nunca pensei que nos apanhasse, que estivesse reservada para países malandros que se deitam ao sol. Enganei-me, só posso ser burrinho. Porra como é que não percebi que estavam a enganar-me, mas eu até confio em políticos estou sempre a votar neles eles ajudam-me quando tenho um aperto falo com deus e falo com durão barroso em sonhos, tenho um responso a sócrates e tudo para os dias mais escuros em que as trevas não me largam.
Olha, hoje está sol.
Olha, hoje está sol.
quarta-feira, abril 06, 2011
Amsterdam V
Dias inesperados é em Amesterdão pois é. Desde o segurança tatuado do restaurante onde vimos o Benfica às escuras, a empregada com o maior decote registado fora da Red Light, os mitras tímidos, o gajo do tuning medo que cena dantesca o gajo do tuning, carro preto matte, saias foles gaitas capas escapes, cabeça rapada, a passar com a mão ao volante a pingar sangue, nem uma palavra ninguém o olha nos olhos caralho xiu, o italiano gozado pela puta que está farta de italianos tesos, a Chinatown a gozar o pagode, os ingleses bêbados, os irlandeses bêbados, os guineenses bêbados, a zona dos travestis de ruas vazias, a bófia que só anda de mota e só se vê um de cada vez, as putas no segundo andar sentadas na cadeira a falar ao telefone, os dildos que se confundem com extintores, o bar que tem um moinho mas não é o moulin rouge, os coffee shops com fumo de cortar à faca, tudo inesperado menos uma coisa: não vi ninguém de socas.
As Coffee Shops. Isto há 20 ou 30 anos teria algum impacto acredito. Quando hoje vou ao Rossio andar um bocado e apanho com 27 gajos a tentar impingir-me todo o tipo de merda, até agradecia a existência de umas coisas destas. Em Amesterdão, ninguém me tentou vender nada na rua. Nem uma mama. Nada. Em Barcelona uma outra viagem de há uns anos eu feito lampeiro marimbei-me como sempre nos avisos olha-que-as-ramblas-à-noite-são-fodidas e lixei-me. Meio lixado, pronto. Mas ofereceram-me uma carteira a menos e um bobó, uma destas ofertas recusei-a, a outra não tive escolha e acreditem, não digo qual das quais o foi ou não mas só digo que deveria ter sido a inversa. Em Amesterdão, deram cabo da concorrência de rua legalizando a ilegalidade.
Lost in Amsterdm IV

Sexshops. Finalmente, encontrei uma sexshop desprovida de grunhos trogloditas corcundas onanistas a babar. Aliás, têm bastantes mulheres - normais diga-se, poderão porventura não sei mesmo se seriam pode ser que até fossem onanistas mas souberam disfarçar não sei se as há sequer - lá dentro. Algo entre a sex e a design shop, onde só há peças dignas de Bang&Olufsen. A maior parte das peças são tão estilizadas que acho que podem ser deixadas em cima da mesa da sala que a criançada não vai confundir com nada e por-se a brincar com aquilo.Fábio Manuel já te disse para não pores isso na boca que é sujo ó mãe não posso brincar com nada bolas. Também há das outras, onde a vida parece andar para trás: hordas de machos calados, a pagar o porno que podiam ver em casa grátis. Se fosse sexo ao vivo eu ainda entendia a preferência, mas ir para cabines a cheirar a toalhitas? deixa tar.
Coffee Shops. Bom, entrei mas não inalei. Não é preciso: Se cá cantamos cheira bem cheira a Lisboa tendo em mente a brisa do tejo, os jacarandás nos jardins, a roupa nos estendais, os bolos da Evian e quejandos, Amesterdão cheira constantemente a erva. Basta andarem no bairro certo. Entrem num coffee shop e não precisam de comprar nada, sequer. Peçam uma pint, sentem-se e respirem profundamente. Perguntam, há franchise de coffee shops? há.
terça-feira, abril 05, 2011
Amsterdam III
A comida. Como é hábito nas grandes capitais, o que há menos em Amsterdão são holandeses. Por isso, não conseguiram ainda explicar aos coreanos, chineses, paquistaneses, ruandeses e afins como fazer o mais complexo prato tradicional que conheci: batatas fritas com maionese. Juro que é vendido como "típico". Há outras coisas muitas mas com este mesmo ar plástico e desinteressante. Conclusão absoluta? Querem viajar para comer bem? apanhem o 28 e vão a um tasco na Graça. Ganha-se mais.
Vondel Park. Ajudo na tradução: é um parque. Ao fim de semana, é ver todo o tipo de gente de todas as idades a juntar-se em picnic, copo de vinho na mão e estão nisto toda a tarde, na conversa, a curtir a relva, os passarinhos e a deixar tudo cheio de lixo - sim, não há só tugas porcos, há na holanda holandeses porcos não digam que é um exclusivo do nosso país este tipo de merdas, poupem-me. Para compensar, eles têm uma classe politica ligeiramente melhor. Não se pode ter tudo. Lixo no parque ou políticos decentes?Atravessei o Vondel Park umas 6 vezes, 4 de bicicleta. Só nisto, perdi uns 3 kg.
Perdido por Amsterdam II
Por tópicos, mais simples. Pois eles andam de bicicleta. Esqueçam os autocarros, o metro, os taxis, tudo. A bicicleta manda aqui especialmente quando nos passa nos passeios quando os camones incautos se metem a passear na faixa delas e nos levam olhos enganchados na ponta dos travões. Aqui, à saída da Central Station, há vários parques. Ali estão umas 84736 mas do outro lado deverão estar outras tantas. Cheguem a Amesterdão, arranjem logo uma bicicleta. Aconselho uma com cadeado à prova de camone. Uma maneira fácil de distinguir camones é pela velocidade de parqueamento e cadeadamento de uma bicicleta. Depois de terem bicicleta, usem-na durante todo o tipo de actividades: falar ao telefone, ler o jornal, conversar com o vizinho, almoçar.
Canais. Os canais de Veneza estão para o romance como os canais de Amesterdão estão para a droga. Ao fim de semana as famílias pegam no barco e vão passear com os putos, os trintões combinam com os amigos e passeiam em barcos forrados de almofadas e enchem-no até à borda de vinho, os putos fazem picnics, os camones andam nas barcas e para culminar, há casas flutuantes. Com esplanada. Com jardim. Deus cruel porque é que eu não vivo numa casa dessas?Sei que a água parece tentadora, mas não dá para nadar. Meti um dedo dentro de água e perdi-o. Análises revelaram a presença de altas percentagens de canabbis activa.
Perdido por Amsterdam I
Pois perdi-me uns dias por Amesterdão. Antes de tudo, percebi duas coisas e inventei uma outra:
Está explicada a tara por bicicletas ali nas horas perdidas. É impossível não andar de bicicleta e quando se o faz, é ao som da música do Verano Azul. A partir de agora, passo a medir distâncias em Milha Amesterdã.
Fui para lá à pressa. Não fiz planos de passeio, tinha dicas muitas mas não tive net a tempo para as ler. Cheguei ao aeroporto com um mapa para o hotel mal impresso, onde só via metade do caminho. Dica importante de viagem: ver sempre se a impressora está em portrait ou landscape. Parti do princípio que o hotel era no centro. Portanto, comboio para o centro, tenho de desbravar caminho. A esta hora, os comparsas - isto foi como um Ocean's Eleven - estão ainda a partir de outros aeroportos no mundo, cabia-me encontrar o hotel e/ou beber a prometida jola numa esplanada central à espera deles. A pé lá fui. Ponto de referência? Só um, Vondelpark.
Está explicada a tara por bicicletas ali nas horas perdidas. É impossível não andar de bicicleta e quando se o faz, é ao som da música do Verano Azul. A partir de agora, passo a medir distâncias em Milha Amesterdã.
Fui para lá à pressa. Não fiz planos de passeio, tinha dicas muitas mas não tive net a tempo para as ler. Cheguei ao aeroporto com um mapa para o hotel mal impresso, onde só via metade do caminho. Dica importante de viagem: ver sempre se a impressora está em portrait ou landscape. Parti do princípio que o hotel era no centro. Portanto, comboio para o centro, tenho de desbravar caminho. A esta hora, os comparsas - isto foi como um Ocean's Eleven - estão ainda a partir de outros aeroportos no mundo, cabia-me encontrar o hotel e/ou beber a prometida jola numa esplanada central à espera deles. A pé lá fui. Ponto de referência? Só um, Vondelpark.
Amanhã começo a dissecar
sexta-feira, abril 01, 2011
Por exemplo
Posso estar neste momento numa cidade cheia de bicicletas, neste momento. Até pode ser que seja Amesterdão.
quinta-feira, março 31, 2011
terça-feira, março 29, 2011
Farmácia
Como é sabido, em Portugal toda a gente tem uma farmácia em casa. Os médicos, doidos por idas às Caraibas e sacos de golfe à pala, em vez de receitar uma caixa, pelo sim pelo não, receitam 3. E se há a hipótese de trocar por um genérico ou um placebo, esqueçam. Hoje, como estou meio k.o. e recuso-me a render a uma reles doença e não estou para ir ao médico, resolvi ir vasculhar a farmácia privada de cá de casa: devo dizer que sou contra a homeopatia, mas a favor dos placebos. E é o que tenho mais cá em casa. Caixas vazias muitas, e eu descansado que tinha ali de tudo. Nada. Depois, os prazos: mais placebos. Já passou tudo de validade. Mas achei comprimidos avulso, fui à net e vou fazer um programa rígido para me curar. Não a constipação. O resto.
domingo, março 27, 2011
sábado, março 26, 2011
Cave Canem
visto
"e,
como lembra Agostinho da Silva, a vocação do ser humano é ser poeta (à solta), criador, deus, no sentido da sua autodeterminação, "o homem não foi feito para ** trabalhar mas para criar" (AS) "
post completo no atómico.
como lembra Agostinho da Silva, a vocação do ser humano é ser poeta (à solta), criador, deus, no sentido da sua autodeterminação, "o homem não foi feito para ** trabalhar mas para criar" (AS) "
post completo no atómico.
sexta-feira, março 25, 2011
Eu não estou a ficar mais esperto
Eu não estou a ficar mais esperto, não tomo drogas nenhumas tirando o guronsan, não tomo suplementos, não jogo no totoloto, não pego num livro há seculos, não cultivo nada há milénios nem salsa, e como é que pode ser que eu veja tão claramente que o Pedro Passos Coelho e o PSD são a maior palhaçada dos últimos anos?
Só pode ser a idade. Trará sapiência, como dizem? Não é grande habilidade bem sei, mas mesmo assim surpreende-me esta subita descoberta, é que não me esforcei minimamente para descobrir isto. Espero que mais alguém repare neste facto.
Só pode ser a idade. Trará sapiência, como dizem? Não é grande habilidade bem sei, mas mesmo assim surpreende-me esta subita descoberta, é que não me esforcei minimamente para descobrir isto. Espero que mais alguém repare neste facto.
Completa a primeira fase
Recolhi informação preciosa na rua do Cinebolso. O futuro do país está assegurado. A Tasca do Careca continua de neon sólida e brilhante, a loja do chinês vende fruta até às tantas e o casal de cabeçudos de papel a encimar a porta continua a trazer a sorte que a lanterna vermelha não deixa sair, o Cinebolso continua a ter filmes diferentes todas as semanas. A farmácia continua aberta e a vender vaselina para não doer tanto. O restaurante high tech na transversal continua a receber enjoados endinheirados ou endinheirados enjoados ou enjonhados endireitidos ou qualquer coisa que não percebo esta gente que gosta de restaurantes todos brancos vê-se logo que não são uns chafurdas como eu a comer fazia daquilo um Pollock só com meia dose de lentilhas. O país está lixado? Venham os próximos, eu não saio.
quarta-feira, março 23, 2011
Mea culpa
Faz-se tempo e o tempo quando é feito é de usar antes que se estrague. Quero aproveitá-lo enquanto é fresco para me retratar. Falo-ia de bom grado a pastel mas caga-me o ecran todo.
Quero aqui pedir desculpas aos meus vizinhos: Desculpem-me pelos impropérios berrados a qualquer hora do dia ou da noite. Percebam - e com isto não estou a diminuir a minha culpa - que os gatos fazem parkour nas minhas pernas, pisam e comem e cospem na minha comida. É duro, por vezes. Quero pedir desculpas ao Sócrates por não ter votado nas ultimas eleições. Percebi agora que há soluções políticas de compromisso, mas não é compromisso com ele lagarto lagarto conluio com o poder é que não.
Quero também pedir desculpas por ainda termos Pedros Passos Coelhos, Paulos Portas e afins, um país com tanta tradição em inquisições, expulsões e repressões e dá nisto foda-se.
Quero pedir desculpas ao Louçã por tê-lo incomodado com o meu voto, mais do que uma vez.
Quero pedir desculpas ao Cavaco por lhe ter chamado tantos nomes quando era míudo e também por o ter feito continuada e mais fortemente desde essa altura.
Quero pedir desculpas à minha mãe por ter pegado fogo ao urso de peluche que estava em cima da cama em 1979.
Quero aqui pedir desculpas aos meus vizinhos: Desculpem-me pelos impropérios berrados a qualquer hora do dia ou da noite. Percebam - e com isto não estou a diminuir a minha culpa - que os gatos fazem parkour nas minhas pernas, pisam e comem e cospem na minha comida. É duro, por vezes. Quero pedir desculpas ao Sócrates por não ter votado nas ultimas eleições. Percebi agora que há soluções políticas de compromisso, mas não é compromisso com ele lagarto lagarto conluio com o poder é que não.
Quero também pedir desculpas por ainda termos Pedros Passos Coelhos, Paulos Portas e afins, um país com tanta tradição em inquisições, expulsões e repressões e dá nisto foda-se.
Quero pedir desculpas ao Louçã por tê-lo incomodado com o meu voto, mais do que uma vez.
Quero pedir desculpas ao Cavaco por lhe ter chamado tantos nomes quando era míudo e também por o ter feito continuada e mais fortemente desde essa altura.
Quero pedir desculpas à minha mãe por ter pegado fogo ao urso de peluche que estava em cima da cama em 1979.
Sobre a net

Estava a reparar que a minha navegação pela net mudou muito. Quando havia algumas centenas de portais sobre criatividade, design e afins, seguia religiosamente uns 50. Diariamente, quase. entretanto parece que levo mais tempo em redes sociais e blogs do que nas outras coisas todas. Agora que os portais dessa altura de ouro - sim a net já é velha que chegue para isto - morreram ou definharam, milhares tomaram o seu lugar, menos técnicos, mas mais loucos - deve ser geracional - e mais criativos. Deixo aqui alguns, isto isto isto serve de marco temporal, daqui a 16 anos venho ao arquivo do site e topo que tipo de coisas andava a ver.
terça-feira, março 22, 2011
Cinebolso, sempre
segunda-feira, março 21, 2011
Só mais um. De Frederico de Brito e Ferrer Trindade, novamente cantarolado em Camanês:
Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti
Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei não ser melhor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais
Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu
Já quantas vezes
Te pedi que me esquecesses
Ou que ao menos não viesses
Não voltasses mais aqui
Pois tu não vês
Que o mau viver que tu me dês
Só pode ser por malvadez
E eu não espero mais de ti
Já quantas vezes
Te implorei por caridade
Que encobrisses a maldade
Que há-de ir sempre onde tu vais
Eu poderei não ser melhor
Fugir à lei do que amor
Sofrer bem sei
Mas prender-me nunca mais
Ainda agora
Eu bem sei que tu não gostas
Vou pedir-te de mãos postas
Que me dês o que era meu
Vagas paixões, meus tristes ais
Mil tentações e pouco mais
Do que ilusões
Que o amor…esse morreu
Hoje
Hoje parece que é dia da poesia.
Para cantarolar em Camanês, de J. Correia Tavares:
Daqui, desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas como eu
Mando-te um beijo naquela andorinha
Que em Março me entregou um beijo teu
Daqui, deste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao Outono que ainda é Primavera
E encho de buganvílias este fado
Num tempo que de amor é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho
Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, não há fronteira, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter!
Para cantarolar em Camanês, de J. Correia Tavares:
Daqui, desta Lisboa que é tão minha
Como de ti que a amas como eu
Mando-te um beijo naquela andorinha
Que em Março me entregou um beijo teu
Daqui, deste jardim à tua espera
Como se não tivesses embarcado
Digo ao Outono que ainda é Primavera
E encho de buganvílias este fado
Num tempo que de amor é tão vazio
Há coisas que não sei, mas adivinho
Um rio ali à beira doutro rio
Só um, depois da curva do caminho
Tenho tantas saudades do futuro
Dum tempo que contigo hei-de viver
Não há mar, não há fronteira, não há muro
Que possam, meu amor, o amor deter!
domingo, março 20, 2011
Do pão
O reduto de toda a noite, a padaria da Praça do Chile. Depois de uma noite de abusos, acabam-se os últimos trocos em abusos também, comem-se os bolos que não se comeram numa semana, enche-se o bandulho de queques, bolas de berlim, milfolhas mil, pasteis de nata, merendas às tantas. Cruzo-me com todo o tipo de gente, o menino queque de BMW à porta, a velha sem-abrigo que não dá com o sítio, o mitra dos piercings, a pita e o namorado de mão dada. Sobe-se o resto do caminho a custo, mas de pança cheia. É tão fácil ser feliz.
sexta-feira, março 18, 2011
quarta-feira, março 16, 2011
Tascos? test drive I
Ora disseram vocês:

Arêgos, em Santos .
Zé Varunca, na R. de São José.
Cantinho do Alfredo, em Campolide.
Bota Velha, na Domingos Sequeira.
Taberna Ideal, em Santos.
E a Cat deverá adivinhar onde fui almoçar hoje pela bucólica foto acima. Pois fui. Mas fui enganado. Ora: Um tasco com flores frescas? mas que cena é esta? exijo ser tratado como deve ser com flores de plástico porra.
O casal ao lado tentava desesperadamente engatar-se. Ele falava que se desunhava, ela olhava para o homem do tasco atrás do balcão. O doutor, engravatado mas com o tal ordenado de 500 euros - sim pois esses fatos de 70 euros topam-se à milha meu amigo só enganas a cozinheira - comia sozinho na sua mesa. Os 4 moranguitos comiam ao fundo da sala. O lavatório beige já no meio da sala - o espaço não é muito - a combinar com tudo o resto pois. A colecção de porta-chaves sebosos nas prateleiras. O vaso com a trepadeira. O chão de mosaicos comido pelo uso - não digo tempo porque isso é armar ao pingarelho poético e sensível - ao balcão. Concluindo: é um tasco aprovado pelo PPC.

Arêgos, em Santos .
Zé Varunca, na R. de São José.
Cantinho do Alfredo, em Campolide.
Bota Velha, na Domingos Sequeira.
Taberna Ideal, em Santos.
E a Cat deverá adivinhar onde fui almoçar hoje pela bucólica foto acima. Pois fui. Mas fui enganado. Ora: Um tasco com flores frescas? mas que cena é esta? exijo ser tratado como deve ser com flores de plástico porra.
O casal ao lado tentava desesperadamente engatar-se. Ele falava que se desunhava, ela olhava para o homem do tasco atrás do balcão. O doutor, engravatado mas com o tal ordenado de 500 euros - sim pois esses fatos de 70 euros topam-se à milha meu amigo só enganas a cozinheira - comia sozinho na sua mesa. Os 4 moranguitos comiam ao fundo da sala. O lavatório beige já no meio da sala - o espaço não é muito - a combinar com tudo o resto pois. A colecção de porta-chaves sebosos nas prateleiras. O vaso com a trepadeira. O chão de mosaicos comido pelo uso - não digo tempo porque isso é armar ao pingarelho poético e sensível - ao balcão. Concluindo: é um tasco aprovado pelo PPC.
Tascos? Dicas precisam-se
Hoje aventurei-me mais um pouco à hora de almoço e entrei em mais um tasco desconhecido. Jackpot, azia para 2 dias.
Mas há tascos e tascos... Vamos lá listar cantos, restaurantes, tascos de Lisboa.
Stop, de Campo de Ourique. Passo.
Mas há tascos e tascos... Vamos lá listar cantos, restaurantes, tascos de Lisboa.
Stop, de Campo de Ourique. Passo.
terça-feira, março 15, 2011
Já é hora de almoço
Farto de passeios a pé plenos de significado político ou sindical, hoje fui para o trabalho a pé, por causa da greve do metro, a apreciar o sol e o vento.
Passei pelo bebâdo encostado à montra do stand da Lamborghini e lá fui.
Passei pelo bebâdo encostado à montra do stand da Lamborghini e lá fui.
Cinebolso, hoje
Passei à porta, acabei de atender o telefonema sim sim estou na rua a olhar para onde? queres saber para onde estou a olhar eh pois é para um jardim pois. Não. É. Não das delicias não não estou a gozar quem me dera não é mesmo sim sabes o do quadro? não, é mais realista. Mais. Mais. Já te disse, estou na rua. Não. Não, é ao pé de casa. Foda-se, eu dou-te a morada.
segunda-feira, março 14, 2011
E agora, só para que percebam melhor
Há muitos anos, tinha uma colega de trabalho que vivia num mundo muito pequenino. Era o mundo dos efectivos. Como ela vivia no mundo dos efectivos há muitos muitos anos, tinha medo de ir para lá dos arrabaldes do mundo dos efectivos, nem sabia o que poderia encontrar nessas terras sem-nome.
Seriam dragões? não.
Quem saísse desse mundo perfeito, podia encontrar o Pântano dos recibos verdes ou a Floresta dos desempregados, sitios tenebrosos onde habitam ogres descontentes e feios uh disse o ogre uh paga-me este mês filho da puta do caralho uh já está atrasado - esses ogres malditos sempre aos urros.
A colega, pobre de deus, continuava a ter todas as regalias próprias do mundo dos efectivos, onde todas as mulheres são prendadas princesas e todos os homens príncipes justos e trabalhadores, sem imaginar que para lá do mundo dos efectivos havia tamanha monstruosidade a passar-se. Depois picou-se num fuso de uma roca de fiar e morreu. De burra.
Seriam dragões? não.
Quem saísse desse mundo perfeito, podia encontrar o Pântano dos recibos verdes ou a Floresta dos desempregados, sitios tenebrosos onde habitam ogres descontentes e feios uh disse o ogre uh paga-me este mês filho da puta do caralho uh já está atrasado - esses ogres malditos sempre aos urros.
A colega, pobre de deus, continuava a ter todas as regalias próprias do mundo dos efectivos, onde todas as mulheres são prendadas princesas e todos os homens príncipes justos e trabalhadores, sem imaginar que para lá do mundo dos efectivos havia tamanha monstruosidade a passar-se. Depois picou-se num fuso de uma roca de fiar e morreu. De burra.
domingo, março 13, 2011
Manif sim Rasca não
Ah bons tempos. Prezado viu-se nos seus tempos de secundária, quando Cavaco-primeiro-ministro resolvia manifs de estudante à bordoada. Vinte anos passaram e agora Cavaco-presidente diz para nos manifestarmos à vontade. Ah maravilhoso o seu coração transborda de espirito democrático ah.
Devo dizer que me fartei de rir com a cobertura das manifs nos noticiários. É que não é de hoje que as vejo e mesmo pouco isentas como sei que são, as redacções estiveram mesmo empenhadas nisto. Escolheram as imagens mais pueris, os cartazes mais primários, as opiniões mais fracas. Quem viu as imagens dificilmente identifica uma das maiores manifestações dos ultimos anos, com todo o tipo de alinhados e desalinhados ( interessante, vários helicópteros sobrevoaram tudo e não vi nenhum canal com imagens aéreas da zona ). Sim, se não tiver um PC ou um Bloco ( os de sempre ) a organizar uma manif, as pessoas de todos os quadrantes saem à rua. Não foi um protesto à rasca, foi um protesto com cabeça. Podem manipular, tingir, manietar, aproveitar-se politicamente do que se passou, mas quem lá estava, sabe ao que foi. E valeu a pena.
Adenda: Quanto ao facto de haver humor numa manifestação, como já apanhei aí na blogosfera, e o facto de haver gente de máquina fotográfica, e o facto de não estarmos a trabalhar para pagar contas a um sábado, e o facto de estar lá gente com todos os dentes da frente, lamento, não conseguimos ser mais miseráveis. Mas custa.
Adenda 2: Faço minhas a palavras que li no Acatar.
Adenda 2: Faço minhas a palavras que li no Acatar.
sábado, março 12, 2011
sexta-feira, março 11, 2011
PPC desenrasca
O PPC apela à participação nas manifs de amanhã. Não vou argumentar com citações do Le Monde Diplomatique, não vou falar de neo-liberais, do Cavaco, do Sócrates, dos à-rasca, nada. Digo só: Quem acha que isto vai bem, é porque ESTÁ bem. Se estiverem bem, olhem para o lado e saiam do vosso universo por momentos. Sigam, mas a saber um pouco mais do que se passa.
Adenda: (peço desculpa pelo uso deste termo tão datado e com tanto peso, mas não tenho outro para definir o que me passa na cabeça ) Farto de fascistas, caralho.
Adenda: (peço desculpa pelo uso deste termo tão datado e com tanto peso, mas não tenho outro para definir o que me passa na cabeça ) Farto de fascistas, caralho.
Mas, espera. É Sexta foda-se. Olha, é a minha vida de volta, olá tudo em cima? não não entra tás na boa entra espera vou ali buscar uma superbock queres também não é não senta-te meu, tas mesmo com cara de quem precisa disto foda-se ya esta semana foi um cansaço ainda devo sair sim sim mais tarde não isso ainda é cedo porra não tou habituado a sair tão cedo ya.
Não pode ser bom
Sonhar com leões pretos às dezenas no campo grande depois de escapar de um elevador em queda no Afeganistão? Freud explica.
quinta-feira, março 10, 2011
À noite
Ficam mais ideias sobre como fazer render o imprestável conhecimento de 1/3 das ruas de Lisboa, que parece que poderá eventualmente um dia se calhar ter potencial de ser um projecto com porventura algum fortuito e hipotético uso. Daqui até Alcântara dá tempo para pensar em tudo.
quarta-feira, março 09, 2011
Entrudo
A ideia de carnaval vai mudando e dado ainda estar a recuperar do ensaio de maratona que foi o Porto, este ano fiquei-me pelos míscaros com presunto, sumol, bolos de côco e andar a brincar com a sobrinha, vestida de fada pirosa.
terça-feira, março 08, 2011
Oporto, dia dois
Porra fosca-se o cabrão do despertador não tocou bolas perdi a manhã toda bolas levantar a correr porra que tenho de ir foda-se. Aliados abaixo, acima, abaixo a tentar encontrar as ruas do dia anterior para as ver como deve ser. Pelo caminho, pequeno-almoço.

Depois de ter visto em menus o Prego-em-prato, pensava que já tinha apanhado o jeito à coisa. É só dizer a mesma coisa, mas de maneira diferente. Género 15-para-o-meio-dia em vez de 11-e-45.
- Era uma sandes de fiambre com manteiga, se faz favor.
- Quer a frio? - mauuuuu "quer a frio" como? mas como, sem introdução, sem jeito, a correr, sem avisar o que é esta merda não posso ouvir bem será que uma simples sandes também tem truque caralho caralho não caralho já tás a apanhar os vícios de linguajar desta gente que tu nem és disto foda-se, lá parei pra pensar...
- Como?
- Se quer a frio?
- eh.. - Cara de estupido completo. É sempre boa solução, e no meu caso, nada difícil ( revirar os olhos aos círculos ajuda ).
- ... ou a quente. Dentro da ... - Ah, prensado! Já me tinham avisado do prensado e não fui capaz de me lembrar a tempo de evitar um incidente diplomático.
Depois, passado 20 minutos, almoço. Lembrando a frase o-melhor-de-Gaia-é-a-vista-para-o-Porto, lembrei-me, boa, isso é sinal que se come com uma vista decente e mais barato, desde que virado para o lado certo. Lá vai.
Dica para todos os brutos em visita ao porto: Quando torcerem o nariz ao vosso "meia-dose, s.f.f.", os empregados não estão a chamar-vos coninhas. Uma dose, no Porto - não tive coragem de pedir uma - deve ser algo capaz de alimentar um batalhão de cossacos, dado o que sofri com as meias doses.
Aqui neste sitio bonito há um bar que não entrei mas que prometia mas eu já estava cansado e de olho no Plano B. A ultima vez que lá fui estava fechado, ao abandono, acho. O que era uma pena.

À tarde, ao Domingo, pouco resta. Este pessoal estranho deixa o Magestic fechar a um Domingo e eu tenho de andar milhas, depois de atravessar a ponte à chuva, para encontrar um café aberto. Refugiei-me na Fnac a ler a "história da cinematografia portuguesa" - livro de grande interesse e com muitos bonecos e que era um alibi mais-ou-menos-cultural para me encostar quase a adormecer - durante um bocado e voltei à rua de Santa Catarina, aos espanhóis, aos vendedores ambulantes e ao sol.
Finalmente, já atrasado, percebi que só podia ir de metro. O que acho mais piada nas estações de metro no Porto é que se podem atravessar a pé, mas não convém. Apre cheguei mesmo à pele ainda me enganei no comboio caralho.
Gosto do porto, foda-se.

Depois de ter visto em menus o Prego-em-prato, pensava que já tinha apanhado o jeito à coisa. É só dizer a mesma coisa, mas de maneira diferente. Género 15-para-o-meio-dia em vez de 11-e-45.
- Era uma sandes de fiambre com manteiga, se faz favor.
- Quer a frio? - mauuuuu "quer a frio" como? mas como, sem introdução, sem jeito, a correr, sem avisar o que é esta merda não posso ouvir bem será que uma simples sandes também tem truque caralho caralho não caralho já tás a apanhar os vícios de linguajar desta gente que tu nem és disto foda-se, lá parei pra pensar...
- Como?
- Se quer a frio?
- eh.. - Cara de estupido completo. É sempre boa solução, e no meu caso, nada difícil ( revirar os olhos aos círculos ajuda ).
- ... ou a quente. Dentro da ... - Ah, prensado! Já me tinham avisado do prensado e não fui capaz de me lembrar a tempo de evitar um incidente diplomático.
Depois, passado 20 minutos, almoço. Lembrando a frase o-melhor-de-Gaia-é-a-vista-para-o-Porto, lembrei-me, boa, isso é sinal que se come com uma vista decente e mais barato, desde que virado para o lado certo. Lá vai.
Dica para todos os brutos em visita ao porto: Quando torcerem o nariz ao vosso "meia-dose, s.f.f.", os empregados não estão a chamar-vos coninhas. Uma dose, no Porto - não tive coragem de pedir uma - deve ser algo capaz de alimentar um batalhão de cossacos, dado o que sofri com as meias doses.
Aqui neste sitio bonito há um bar que não entrei mas que prometia mas eu já estava cansado e de olho no Plano B. A ultima vez que lá fui estava fechado, ao abandono, acho. O que era uma pena.
À tarde, ao Domingo, pouco resta. Este pessoal estranho deixa o Magestic fechar a um Domingo e eu tenho de andar milhas, depois de atravessar a ponte à chuva, para encontrar um café aberto. Refugiei-me na Fnac a ler a "história da cinematografia portuguesa" - livro de grande interesse e com muitos bonecos e que era um alibi mais-ou-menos-cultural para me encostar quase a adormecer - durante um bocado e voltei à rua de Santa Catarina, aos espanhóis, aos vendedores ambulantes e ao sol.
Finalmente, já atrasado, percebi que só podia ir de metro. O que acho mais piada nas estações de metro no Porto é que se podem atravessar a pé, mas não convém. Apre cheguei mesmo à pele ainda me enganei no comboio caralho.
Gosto do porto, foda-se.
segunda-feira, março 07, 2011
Oporto, dia um parte dois
Depois, fez-se noite. Da noite fez-se o dia. Mas antes disso, aproveitou-se a noite. Leia-se Piolho, Plano B, Twins, Galeria de Paris, La Boheme, Casa do livro. Plano B marca pontos.
Plano B, mais acima.
Isto é uma miuda num vestido vermelho, é algo que pertence ao meu imaginário Stevie-Wonderiano e por isso meto-a aqui, em jeito de homenagem.
Depois veio a hora de ir para o palacete, e fiquei na dúvida, apesar de estafado: será que apanhar um táxi na Rua da Galeria de Paris para ir até à Av. dos Aliados é mais ou menos que apanhar um táxi do Marquês ao Saldanha? Serei insultado ou espancado? Visto que a caralhada é a norma, temi ser espancado. Fui a pé.Amanhã, parte terceira e última da Oporto Saga. ( é tipo Twilight Saga, mas para pessoas que não acreditam que existem mesmo vampiros, e se meter vampiros, não são choninhas )
Oporto, dia um.
Perdido pelo Porto, meti-me a andar sem direcção como é hábito. Com o sentido de orientação genial que me foi concedido pelo tal deus cruel que me farto de denunciar.
Como os reis magos, orientei-me pelos astros ou pelo mais próximo que tinha dos astros, placas de ruas conhecidas, letras grandes a dizer Coliseu ou Magestic e lá dei com tudo.
Desci à Ribeira. Tirei uma fotografia a uma placa que mostrava a altura das cheias de 65, o que me preencheu o dia, já era noite quando dei por isso. Enchi o cartão de memória da máquina só à conta disto. Vi gaivotas. No Porto há muitas. Depois, vi gunas. Em Lisboa temos xungaria, no Porto temos gunas. São igualmente maus, mas usam mais roupa de marca. Se derem de caras com um guna façam assim afastem-se lentamente nunca de costas devagar devagar nunca olhando nos olhos. Eles afastar-se-ão aos poucos. Não lhes dêem dinheiro, é sabido que vão gastar tudo em porcarias. Um disse-me que se tinha chateado com os pais e que por isso estava há 3 dias na rua sem comer. A diferença também poderá ser vista pelo linguajar: as gentes do Porto têm um linguajar muito colorido. Nisto terão dificuldades em distinguir castas, no Porto. Um professor catedrático, enfermeira, puta, presidente de clube ui tou a pisar o risco ou um guna usarão "caralho" como interjeição, adjectivo, virgula, pausa para pigarrear, cumprimento, insulto e adeus.
Fim da parte primeira.
Como os reis magos, orientei-me pelos astros ou pelo mais próximo que tinha dos astros, placas de ruas conhecidas, letras grandes a dizer Coliseu ou Magestic e lá dei com tudo.
Desci à Ribeira. Tirei uma fotografia a uma placa que mostrava a altura das cheias de 65, o que me preencheu o dia, já era noite quando dei por isso. Enchi o cartão de memória da máquina só à conta disto. Vi gaivotas. No Porto há muitas. Depois, vi gunas. Em Lisboa temos xungaria, no Porto temos gunas. São igualmente maus, mas usam mais roupa de marca. Se derem de caras com um guna façam assim afastem-se lentamente nunca de costas devagar devagar nunca olhando nos olhos. Eles afastar-se-ão aos poucos. Não lhes dêem dinheiro, é sabido que vão gastar tudo em porcarias. Um disse-me que se tinha chateado com os pais e que por isso estava há 3 dias na rua sem comer. A diferença também poderá ser vista pelo linguajar: as gentes do Porto têm um linguajar muito colorido. Nisto terão dificuldades em distinguir castas, no Porto. Um professor catedrático, enfermeira, puta, presidente de clube ui tou a pisar o risco ou um guna usarão "caralho" como interjeição, adjectivo, virgula, pausa para pigarrear, cumprimento, insulto e adeus.
Fim da parte primeira.
domingo, março 06, 2011
Oporto
A fazer posts duma esquina da invicta, aqui a ver gunas e afins, depois de ter comido uma sandes a frio.
sexta-feira, março 04, 2011
Mascarado
Vou-me mascarar de gajo-que-vai-passear-no-fim-de-semana e que se tá marimbando para o Carnaval. Deixo aqui o meu manifesto anual contra o desvirtuar do carnaval português, as porras das escolas de Samba - Percebam de uma vez por todas, por favor, que estamos ainda no Inverno, chove, faz frio, no Rio é Verão, tá um calor que não se pode, lá não chove, só há incendios, aqui tá frio tá frio tá frio não têm a mesma quantidade de mulatas por metro quadrado que o Brasil tem, não temos orçamento, não temos jeito, as miudas são todas branquinhas e e tímidas, deixem o samba para quem sabe porra meter brancos a dançar é uma asneira brutal, elas nascem já a saber rebolar - e os desfiles totós. Fazemos sempre figura de tansos. Não é por nada que o melhor que temos são os caretos de Podence. Isso sim, figuras que aterrorizam a população, que andam a tirar o sono a todos, que metem medo às crianças, que têm brincadeiras parvas, isso sim, ah o terror.
Vamos por partes.
" A Maria pode parecer calma, mas como é a unica loura na kubata do Milonga, sabe que tem de ser dura e mostrar-lhe com quantos paus se faz uma canoa."
Qualquer coisa assim, sempre pegando numa frase feita e a acabar bacalhau sem nexo.

Depois, meti-me no super-mercado dos chatos do venha-cá e comprei esta canja sem galinha da Roinc para acompanhar com este atum 100% golfinhos.
quinta-feira, março 03, 2011
A casa da publicidade
Aquela marca que andei meses a promover, a dos iPods, é de uma genialidade gigante. Não no hardware. Nisso são fracos. Fazem aparelhos muito caros, ridiculamente caros. Mas são mesmo bons em marketing. É que eles transformam um arroto do Jobs num mandamento sagrado, com direito a transmissão em directo. Desta vez, arrotaram um iPad 2, que devia ser o 1, mas o 1 para ter este hardware todo era caro demais e arriscado então fazem o 1 com metade do que devia ter, a ver se pega, lançam-no bem caro, como se fosse a ultima tablet a surgir no mercado e não a primeira e depois pagam o 2 com o dinheiro dos papalvos que compraram o 1 há 2 meses. Entretanto, lançam este com o mesmo estrondo, acrescentando a peça mais fascinante de sempre: um feio iman de frigorífico. Mas, assim como a publicidade nos fez acreditar que o toque polifónico era desejável e imprescindível, agora querem fazer-nos acreditar que um iman de frigorífico de 40 euros 40 corneta malucos do riso obrigado também o é e esperam que toda a gente pape aquilo? Apple will eat itself.
quarta-feira, março 02, 2011
Anger management
Deus cruel como poucos, que perdeu tempo a dotar-nos de cérebro, não o fez de forma regular. É isto que me anda a desviar do caminho da rectidão: Amar todas as criaturas de deus, figuras geométricas puras, os astros, os animais, os preços do Corte Inglés, gente que diz "tájaver", artistas, empregadas de mesa monossilábicas, a CP, o Sócrates, os recibos verdes, polipropileno, desmioladas, musica de carrinhos de choque, essas coisas que só um deus cruel é capaz de criar, género sims-house-of-pain, para se entreter a ver-nos cá em baixo - sim ele está numa nuvem de algodão doce com unicórnios lá em cima - a estrebuchar. É difícil seguir o caminho de outros grandes resistentes. Buda. Olof Palme. Carlos Lopes. Mas são a prova de que é possível ao mais comum dos mortais vencer a dor da realidade que se abate sobre a nossa tromba todos os dias. Aqui prometo focar-me no mais importante e voltar a ser o dobro de metade da sombra do homem que sou.
terça-feira, março 01, 2011
Perseguição
Ali o tipo do casaco azul está lá sempre e começo a desconfiar que tem qualquer coisa contra mim. Cheira-me que anda a preparar alguma. Topam a pinta? Sim aquele o dos ténis. Ó palhaço do caralho apanho-te a jeito parto-te a boca ouviste? vou andando que não se pode confiar nestes gajos. Meti-me em santa apolónia escondido entre duas carruagens e só saí no Entroncamento. Depois apanhei o outro aquele que se levantou da cadeira agora sim tu ó palhaço tás a olhar pra onde ó meu barda-merda ? vem cá vem larga a cadeira larga larga foda-se deixa-me caralho larga a cadeira antes que me magoes com isso vais ver palhaço palhaço sim sobe cá acima A Amália? a Amália o quê caralho desculpas! sobe se és homem Panteão o caralho sobe que te parto a boca toda sim pé de cabra nos dentes fodo-te todo palhaço não sobes tu, sobe lá pois, não sobes, menino.
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