quinta-feira, junho 23, 2011

quarta-feira, junho 22, 2011

A vida é bela

À entrada do trabalho, na portaria, espero o elevador e nisto o porteiro de cabelo branco, distraído, dança o Sweetest taboo.

Pausa

Notícias locais

Ainda a procissão vai no adro
e já a zaragata é do ébrio
ainda a discussão vai no híbrido
e já a certidão é do óbito
de subito
um punhal
e ei-lo que cai em
decúbito
dorsal
pobre instante, pobre morte
esse rapaz nunca teve grande sorte
não faz mal, não faz mal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal

Sérgio Godinho

terça-feira, junho 21, 2011

Separadas à nascença?

Assim que vi a Assunção Esteves lembrei-me da Ellen Degeneres e acho bem que tenhamos uma sósia para substituir a Ellen Degeneres em caso de emergência.

Ainda me ralo

No outro dia contei o número de anúncios que passam na televisão que usam a seguinte estrutura:

Gosta de lagostas azuis? iupi olhe lagostas azuis lagostas azuis são lagostas azuis são lagostas azuis mesmo gosta ? nós também mas isso não interessa agora, não! goste antes de [ inserir produto ], compre!
Onde estão lagostas azuis pode inserir-se qualquer tipo de parvoice tirada de um video do youtube que tenha mais de um milhão de visitas.

segunda-feira, junho 20, 2011

Batendo com a testa na mesa de cabeceira, a realidade era pior do que tinha sonhado

Estava eu numa sala com uma mesa gigante, virada para uma janela à mesma escala, tinha à minha esquerda sentado o Paulo Portas, seguido de mais gente, ministros. Discutia-se politica e eu estava triste mesmo triste a pensar  "porra o Passos Coelho é mesmo primeiro ministro..." nisto, da janela sem vidro entra uma andorinha em voo já morta que caindo na mesa se parte aos bocados. Ninguém se mexeu e fiz um gesto ao Portas, simulando uma tacada de snooker a-andorinha-morta-já-se-tirava-daqui-não? o gajo nada e eu pego numa revista enrolo-a faço um rolinho e empurro os bocados da andorinha da mesa fora. Nisto penso, bem cantava o Carlos do Carmo por morrer uma andorinha não acaba a primavera mas não tou a ver grande futuro não...

Salvem-me tenho sonhos politizados.

Pela esquerda. Que à direita vem gente.

Perdido que foi o fim de semana a trabalhar, restou-me o sofá para me manifestar e pouco mais. As virtudes esquerdistas da cerveja foram exaltadas com parcimónia, as vicissitudes de outra forma, os paradoxos de outra ainda. O máquina de lavar continua a fazer de Pedro Passos Coelho, tratando as minhas cuecas como um Nobre: entram em grande e saem em desgraça. Privatizava-a se fosse minha mas é da menina do trombone e não estou para OPAs hostis. Os gatos, força política mais activa daqui de casa, activistas de fim-de-semana, manifestam-se deitados na minha pança em vez de deitados no Rossio. As políticas de reciclagem e co-incineração estão suspensas por decreto meu, não levei o lixo para baixo como sempre.

sábado, junho 18, 2011

Temos governo - uma análise séria I

Primeiro Ministro - Pedro Passos Coelho Cabrão mesmo
Ministro Negócios Estrangeiros - Paulo Portas Cabrão mesmo
Ministro das Finanças - Vítor Gaspar Cabrão vampiro feio
Ministro da Economia - Álvaro Santos Pereira Cabrão cocó
Ministro da Educação - Nuno Crato Cabrão
Ministro da Saúde -  Paulo Macedo Cabrão 
Ministro da Segurança Social - Pedro Mota Soares Cabrão
Ministro da Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas Cabrona
Ministro da Defesa - Aguiar Branco Cabrão 
Ministro da Justiça - Paula Teixeira da Cruz Cabrona
Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo Cabrão neoliberal
Ministro dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas Cabrão neoliberal
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Marques Guedes Cabrão desculpa li Marques Mendes
Secretário de Estado adjunto do PM - Carlos Moedas Cabrão

Incapaz de formar um opinião objectiva dado que nenhum dos ministros optou pelo caminho da rectidão e da verdade, tomei em conta várias opiniões recolhidas com sem-abrigo, taxistas e membros da oposição.

sexta-feira, junho 17, 2011

Voltamos amanhã

Eu ainda ando a pé mas só por Lisboa e faltam-me coisas para contar porque passo o tempo a tentar encontrar coisas para contar e por isso não vejo nada. Como paliativo tiro umas fotos que até parece que contam histórias mas são como os textos com poucas virgulas, metem-se uns efeitos e até parece que foi tudo muito bem visto ou pensado.

quinta-feira, junho 16, 2011

Domine, memento mei
Acaso não se lembrem da casa na pradaria, selvaticamente invadida por marines, aqui fica a foto do Bin Landon.

quarta-feira, junho 15, 2011

Cansado cansado

Só recuperei agora do fim de semana, depois de uns dias a pão pouco que me esqueci de o comprar e a água nem sempre mas por vezes ainda cansado.
As energias que reponho gasto-as esta semana em dias consecutivos de tocatta e fuga não do Bach nem já do Baco mas do patronato, que burro que doi, insiste em promover a sua vida social à conta dos empregados. Isto é como quem diz, quem almoce com ele tem de rir-se de piadas atrozes, que:
  1. Malucos do riso não fazem
  2. Bin Landon foi morto por menos
  3. A Stephanie do Mónaco deixou de cantar quando ouviu uma
  4. Vitrúvio preferiu a morte rimando-se a um vulcão
  5. Benny Hill matou o velhote com chapadas na testa
  6. Os Monthy Python ficaram impotentes
  7. Bush riu-se e perdeu as eleições para um keniano
  8. Santa Lucia arrancou os olhos
  9. Eu baldo-me, fico a trabalhar mais 10 minutos e vou almoçar sozinho mas em paz com o universo

Solipsísmico

O fim de semana foi gigantesco não por ter quatro dias mas porque teimei em fazer deles o oito em que acabei.

segunda-feira, junho 13, 2011

Hoje também é dia

do Pessoa.

Festas

Como previa, preciso de mais uns 4 dias para descansar. Ora ontem lá fui para os Santos. Crowdsurfing, Avenida, cantoria, marchas, imperiais, tremoços, Campo das cebolas, farturas, Alfama, bailarico, andar milhas a pé, batalhar por um taxi, Mouraria, Bica farto cheio cansado zombies na rua, porrada, copos, sofá, tudo. Preciso de sofá.

domingo, junho 12, 2011

sexta-feira, junho 10, 2011

Eu percebo a sério que percebo

A menina do trombone pediu ao seu mais que tudo para trazer do supermercado fiambre "da espessura de um dedo" - ela revelou depois que era pra fazer cubinhos para uma salada - mas é sabido que nós homens quando não estamos dentro do contexto, não é natural que acertemos. É como pedir a uma mulher que traga uma chave sextavada a caminho da manicure.
- Fiambre tão grosso? era quê da espessura de um dedo? da altura de um dedo pois um dedo de altura? é um bocado de fiambre olhe minha senhora é um bocado de fiambre da altura de um dedo médio pois o do meio o dedo nao minha senhora o dedo não seja malandra sim é desse tamanho sim o DEDO pois você é levada da breca apre pois está bom assim.

Se a bófia apanha isto numa rusga, tá tudo fodido. Sim isto é um bloco sólido de fiambre.

quinta-feira, junho 09, 2011

Comecem as festas

Volto a casa

O gato insiste em afiar as unhas numa fresta do chão, que eu fecho por som, fazendo SSHSHSSSSTA GATO, o som veda todo o tipo de buracos passíveis de ser abertos pelos gatos e fecha a porta do frigorifico, conserva maçãs livres de pelo, dizem cientista japoneses anónimos num estudo publicado em nenhures que são os iões no som SSHSHSSSSTA GATO que repelem o pelo. Agora vou tentar o mesmo para isolar a sala e poder descansar no sofá até à hora de jantar.

segunda-feira, junho 06, 2011

Conclusão óbvia

Como o eleitorado mais informado percebe que os políticos são a merda que se sabe - sendo que uns são mais merda que outros - , entende abster-se, votar em branco, nulo ou simplesmente nem perder mais tempo, mostrando como está em desacordo com a classe política no geral, sobrando assim o espaço de voto aos desinformados os que se estão marimbando para a política e não querem saber. Temos então cinco milhões de pessoas bastante cientes do valor da classe política, uns três milhões que não percebem um cu de política mas percebem a lógica olho-por-olho e depois uns dez mil intelectuais que acham que estão a votar em consciência.

domingo, junho 05, 2011

Prezados amigos

É o caralho. Estou à espera do momento em que me privatizam o blog.

Ultimatum

Seja qual for o próximo governo deste país, quero deixar aqui o ultimatum PPC. Segue:




Acabem com uma destas coisas e vai haver montras partidas e motins. Eles sabem que sim. Aviso ao PAN: Vocês até podem ganhar um deputado, mas eu tou-me cagando que os caracois morram da forma atroz que morrem. Mais 200000 anos de evolução talvez gritem e sangrem, aí já não os como, juro.

sexta-feira, junho 03, 2011

Sendo que

Deus disse para amarmos tudo por igual
Sócrates disse que preferia cicuta
Margarida Rebelo Pinto diz que escreve
Carolina Salgado escreveu a puta

A Jerónimo Martins diz não há greve
O gajo do PNR nem me dou ao trabalho
O Ronaldo continua um rico grunho
Paulo Portas sumarinos e o caralho

Os pepinos espanhois matam muitas
Os alemães já não têm tomates
O universo em si contrai-se
Garcia Pereira quer 180 debates

Francisco Louçã já enjoa
Sousa Tavares não vale um chavelho
Este país ainda é lindo mas
Tudo menos o Pedro Passos Coelho

quinta-feira, junho 02, 2011

Perdido

O cansaço alojou-se no primeiro quadrante do cérebro, onde mantinha a capacidade de escrever posts porreiros intacta - nunca lhe toquei - e agora estou a ver que toda a cobertura das eleições, que se queria séria e produtiva, está comprometida, vou acabar já estou a ver a dizer merda, a dizer para não votarem o que é totó e ilegal, vou dizer que é tudo igual são todos uns bandidos mas especialmente aqueles dois partido dos animais uns que querem que acabem com os bitoques e querem toda a gente a comer alfafa, os outros que não gostam de emigras só porque comem muito caril e eu gosto de caril porra. Ah, mas enquanto tenho caco argh as cartas ditam o meu fim quiromancia nefrologia nada me salva mas tenho de dizer enquanto tenho caco, Paços Coelho não Argh.


Não vou argumentar nem vou dar espaço para contra argumentos, é só isto: votar psd é feio para Portugal, Portugal fica triste ainda mais triste.

terça-feira, maio 31, 2011

Reciclagem

Desafiando a lei da termodinâmica, há coisas que não me aquecem nem arrefecem e que ainda por cima, não mudam, desafiando também a impermanência. Vou deixar de escrever sobre elas. A saber: Globos de ouro, eleições, depilação e crise crise crise crise. Até amanhã.

Hoje comi uma alheira e aquilo era atroz como que uma tormenta que se apossasse de mim - olhem, não meti um hífen - e dissesse ao meu estômago morre pulha que me tomaste como certa, arrepende-te e poupo-te a vida - meti agora dois hífens e são certos - jura que nunca mais dizes "queroalheira" jura. Lá curei tudo a copos de água de torneira o remédio fmi.

domingo, maio 29, 2011

Multi-non-tasking

Como sou procrastinador bandalho preguiçoso e desorganizado mentalmente, tenho um pedaço tosco de cérebro que pinga constantemente do occipital, essa massa mal arrumada cavalgando escachada em cima da sela turca, tenho de fazer o dia a dia repartido em micro-tarefas. Estou aqui a ver se despacho tudo rápido: Vejo o mail enquanto não aspiro, não faço o IRS enquanto não limpo o pó, vejo um filme enquanto não vejo o mail, não arrumo as meias enquanto não acabar o IRS, não arrumo o estirador enquanto escrevo este post, arrumo a roupa enquanto o aspirador arrefece, não lavo a louça enquanto não acabar o filme, fotografo o por-do-sol em exposição prolongada mas só quando estiver mais de noite e mais frio, vou até ao Galeto até a roupa secar, desenho um carro capotado enquanto não arrumo o estirador, não faço o IRS a meias enquanto vejo o mail, não limpo o pó enquanto estendo a roupa fria, não ouço Al Green enquanto não acabar de ler o Ass, arrumo o estirador a ouvir o aspirador, não acabo o Ass de maneira nenhuma, acabo este post e vou descansar.

sábado, maio 28, 2011

Ao fim de Maio de 2011

O autor do blog vive no centro de Lisboa, partilha casa com 5 almas - ou 4, 2 ou 1, caso se considere que os gatos têm alma e o namorado da menina do trombone conte como flatmate ( com alma ) ou que não tenha alma ou que os gatos não tenham alma - dorme pouco ou cada vez menos, o pensamento é errático, perde horas a escrever num blog, anda de iPod Touch, tem um carreiro de formigas no estirador, fotografias coladas nas portadas da janela, uns quantos livros por ler, um na página 78, outro na 125, um outro na 105 ou 107 os números impares estão do lado direito é por isso que sei que se não é a 105 que não tenho a certeza - basta olhar para a página a correr os olhos também correm vejo uma frase solta e sei que já ali estive é como ir a uma rua de uma cidade em que já estivemos, a sensação de familiaridade não se perde mais - por isso deve ser a seguir, antes também pode ser mas na rua ando sempre em frente por isso 107 foda-se já me perdi onde é que ia ah a 108 depois da esquina é parecida mas acho que nunca aqui estive espera de para onde até perto breve longo jamais tampouco excesso em volta aqui alhures lá pois estas estou sempre a passar por elas ah "como a pele superior de uma superfície de vidro" aqui ainda não passei, arrepio caminho e sigo.

quinta-feira, maio 26, 2011

Sobre ética

Exemplo para discussão em loop:
o Zé foi à manif do Rossio. Chega a casa e facebooka Like Starbucks Like Jamie Oliver.
Tentar conter isto é como tentar conter uma nuvem de mosquitos.

Desde os tempos do Crepe

Nostálgico dos tempos do Crepe desci ao Rossio. Os freaks juntam-se aos magotes no chão e decidem em assembleia o que vão fazer amanhã se arroz com salsichas se nestum com mel se comprar cordas novas para cinto ou trela para cães debitam longos discursos, fazem atas atos patos lavam chão partem practos vivem o dia como eu vivi no tempo do Crepe. No tempo do Crepe, as coisas eram bem diferentes mas em tudo semelhantes ao que vive o Rossio ali, ocupava sensivelmente 90 metros quadrados como o pessoal no Rossio ali, vivia em comuna e em comuna não havia dinheiro, tudo obtia por crepe, ia a casa de alguém, levavam vinho levavam cerveja eu fazia crepes, prosseguia no crepe moeda única de troca as moedas elas só as usava para comprar vinho, o velho da tasca não acreditava no crepe como os outros revolucionários que a comiam regalados e assim foi durante muito tempo lutei com e pelo Crepe até que depois percebi que um Punto amarelo com saias em segunda mão custava muito crepe e mais não os queriam preferiam dinheiro os fascistas. Tenho saudades do Crepe.
Estou aqui em frente à janela do Blogger a ver passar navios no Tejo, tentei sinais de fumo e nada, fica para mais tarde.

quarta-feira, maio 25, 2011

Estou preso, o patrão insiste que para receber um cheque ao fim do mês tenho de vir cá todos os dias. Mas hoje custa mais porque tenho sono, ontem vi filmes de zombies fiz chichi na cama sem brincar com fosforos, estou aqui sem conseguir adormecer mas também não consigo acordar mais que isto, insistem em brindar-me com uma música que é próxima de atonal ou da tuninha, tenho visões, Duas noivas a dançar fandago, 4 deputados a fazer de pauliteiros de miranda com os cornos, uma posta barrosã em cima disto tudo e eu era feliz e não há forma de calarem a música. Entretanto vou bebendo copos e mais copos de água gelada a ver se acordo e saio de alpha ou da corrida de carrinhos de choque com cadeiras de escritório em que estou há horas. O calor também não ajuda.

Para fechar



Sim, gosto essencialmente de musica de pretos. Pretos talentosos.

terça-feira, maio 24, 2011

Tramado

Não tenho saído das ruas do costume porque o calor é muito, não tenho energia, fico-me sempre no mesmo passeio, o da esquerda, que tenho de proteger minha arte, meu ganha pão e minha vida sexual ulteriormente.

A maldita campanha

Durante um dia ou dois pensei mesmo que isto ia mudar um pouco, por causa da "crise". Depois começa a campanha eleitoral e esquece lá isso. As pessoas perguntam-se em quem vão votar e ninguém com a mão na consciência consegue dizer um nome sem ter umas convulsões ao mesmo tempo. Um terço do pessoal todo que conheço pensa mudar de país. Eu como é sabido sou teimoso, quero o sol e tal, o dinheiro honesto sabe-se que é sempre ingrato, não quer nada com a gente, vem e vai, mas o sol fica. Ontem pela primeira vez pensei sinceramente que deviamos anexar os espanhois. Não precisamos de nada deles, atenção, só o número. Dá-me mais jeito fazer pirulitos, yogurtes, gira-discos, aplicações, cerâmica etc para 46 milhões de hermanos do que para 9 milhões de portugueses, fica mais barato e é só meter uma pronuncia parva quando os vender faz-se umas promoções com paella em rincones e chiringuitos.
As eleições estão a assustar-me, já me tinha esquecido do país onde vivo. Distraí-me. O fim de semana foi bastante ocupado. Além de ter de lavar peugos e beber copos, tive de lidar com as crises existênciais de um amigo que tem ideias boas mesmo boas, como fazer sardinhadas às 8 da madrugada de domingo. Para isso conta com pessoal pai-de-filhos-e-casado, a quem liga a essa hora. Obviamente dá resultados interessantes. Há pessoal que não pode beber, mesmo.

5 minutos do universo que me rodeia, às 8 da manhã de Domingo, algures perto da Calçada de Carriche.

- Tou? bora fazer uma sardinhada!
- eh? bom dia...... bom, tava a dormir.... ligaste-me para quê?
- Quem é Alberto?
- É o Anaximenes.
- ah esse bebâdo.... Despacha-o. Ele que arranje uma vida.
- ó 'mor ele é assim meio despassarado mas é boa pessoa.
- Olha, onde é que combinamos, eu levo o Prezado comigo ele tá aqui ao lado!
- Mas são 8 da manhã.... não podes ligar mais tarde?
- Pronto já acordaste a miuda raisparta esse bebado despacha-o já!
- olha pá não posso tar ao telefone muito tempo, mas como é, sardinhada? e febras? o Prezado não gosta de sardinhas?
- Pá vou aí ter a casa tou a caminho, depois vamos pra outra margem.
- Olha, não é muito cedo para pessoal com filhos e tal? é que almoço e tal é daqui a umas horas, à uma...
- desliga-me o telefone Alberto foi a ultima vez que esse gajo te liga a estas horas
- ó 'mor ele é meu amigo, tá meio atrapalhado meu já te disse que não sei onde se vendem sardinhas a esta hora porra, ainda nem consigo pensar
- ó curte, tás a ver? monobloco. Eu posso espetar o carro contra uma parede e tu e eu ficamos na boa. Por isso é que escolhi este modelo, já sei que quando saio à noite safo-me sempre.
- eh pois nunca tinha andado num destes. olha, o sinal, tá vermelho.
- Febras onde é que há um talho sabes?
- Já me acordaste a miuda caralho, a Fabiola tá a passar-se, se vens a caminho já falamos
- Pá se calhar era melhor irmos noutro dia, ainda é muito cedo para almoçar
- Se calhar.
- Já desligaste Alberto? a Mariza Catarina tem de dormir!

sábado, maio 21, 2011

O fim do Mundo

Hoje, ao fim de anos a dividir casa com mulheres, deu-se o ocaso da razão, o firmamento estatelou-se na fossa das Marianas, a irracionalidade e a anarquia do vazio tudo tomaram: o papel higiénico acabou.
Nunca tinha acontecido. Numa casa onde vive uma mulher, o papel higiénico não é suposto acabar como os rios não deixam de encontrar a foz, como o sol não nasce no ocidente, como Zéfiro cessasse de correr, não é possível. Uma mulher tem sempre desde o dealbar dos tempos sempre a noção que rolos de papel higiénico nunca serão na sua casa em numero menor que dois quarteirões, soubesse eu o que é um quarteirão, mas são muitos. A pergunta faço-a, como sempre, mas a réplica ao estafado mas-para-quê-tanto-papel-higiénico-pá-nunca-hei-de-perceber-essa-tara não esperava que um dia fosse esta.

sexta-feira, maio 20, 2011

Lisboa,

Rua dos Remédios, Alfama
Dos meus arquivos pessoais, moderna biblioteca de Alexandria mas para fotos de Lisboa, gente com os copos, azulejos, portas, janelas, gatos e bairros alheios.
Hoje lembrei-me do Burroughs. Acho que os nossos políticos são as criaturas que ele relatava nos escritos. Andam claramente a limpar o país de humanos, a mudar o ar e a água, a fazer as mudanças necessárias a que eles se sintam mais em casa. Porque cada vez mais, as pessoas não se sentem bem aqui. Não é triste ver um país ser retirado de quem gosta dele?
Eu vou resistindo. Haja SuperBock.

quinta-feira, maio 19, 2011

Novas óportonidades

Sobre esta conversa toda à volta da validade das Novas Oportunidades, sobre os seus objectivos e em especial, sobre o facilitar ou não a vida a muita gente que não merece, os meus pensamentos são: assim como o tempo que tenho nesta terra não é feito a pensar nas facilidades que as pessoas mais afortunadas que eu têm, da mesma forma não o é para pessoas menos afortunadas.
Os ciganos têm direito a R.S.I.? tanto melhor. Nunca sei se um dia serei cigano.

quarta-feira, maio 18, 2011

ah o sol voltou.

De passagem

A seguir ao post do Tolan,  que reparou no excesso de detalhes e no problema de escala do país, deixo aqui uma série de imagens que escolhi agora. Hoje não me apetece perder mais tempo, tenho sono, depois logo vejo se meto legendas nisto.
Manhã

Pequeno almoço


Trabalho 
Almoço

Trabalho

Trabalho
Casa

arrasto-me pela casa


Desisto desta merda toda, deixo de tentar mesmo, como se estivesse a legendar um dia


porque não sei o que dizer de uma merda de uma foto de um banco de jardim, a não ser que me lembra sempre o Abrupto e o Pacheco Pereira
Por isso mando esta bosta destas legendas às urtigas e vou fazer outra coisa.

terça-feira, maio 17, 2011

Lucidogéneos

Hoje para variar bebi o café aqui ao lado, 10 da matina os velhos a dar-lhe no Favaito, olho para eles e pergunto-me como é que aguentam foda-se. Como é que não morrem de uma doença qualquer, todos os dias anos em Portugal todos os dias em Portugal arre.

segunda-feira, maio 16, 2011

Domingo

Só apanho sol por milagre
Eu devia ter ficado em casa a arrumar coisas e a fazer pouco mas fui cansar-me a apanhar sol, sempre a correr atrás dele, sempre. Cansaço, parava para beber uma imperial e nada de apanhar sol, ainda pedi ajuda e meti um bacano a guarda redes mas nada de o apanhar fugiu-me sempre.

domingo, maio 15, 2011

Keep it coming

Há tempos, em comentários pelo estaminé da Teresa, encontrei um tema sempre muito cómico. E eu gosto de boas piadas, daquelas marotas, traquinas e endiabradas, por isso vou fazer também um post desses: As keywords do google. Fui vê-las e achei umas mesmo engraçadas o que eu me ri sozinho até me caiu um dente. São tão boas que nem vou comentar muito, a piada está feita caramba é mesmo engraçado.

Sublinho que gosto de ter o blog para onde são direccionadas as pessoas que procuram "o cabrão do portas" - acho que é o próprio, a ver se há pessoas que não gostam dele - e "mal fodida", um chavão importante que justifica todo o tipo de impertinência de uma qualquer mulher num qualquer cargo em qualquer altura - que não do mês -, neste país. Fico na dúvida porque é que há pessoas a querer desenhar carros capotados, mas de certeza que também não devem saber quem é o Billar.

sábado, maio 14, 2011

A 13 de Maio, até lá iria

Ontem fui, como é hábito, à procura de uma esplanada à hora de almoço. Nisto, olhando o sol, vejo uma mancha estranha ao redor, achei estranho mas não podia ficar especado mas a mancha de repente vejo que são 13 cavaleiros em cima de 12 pegasus brancos flanqueados por 6 dragões, o primeiro deles todo coberto de penas como se espera a um pavão seguido por um tatoo militar de 12 gnr's em cima de uma mota só todos correndo para Este, toda a alegoria decorria em cima do que parecia um mar de chamas brancas a ondular no céu, encimada por um dom José de louça, nossa senhora, um dom José de louça, nem queria acreditar o menino Jesus gatinhava mais rápido que tudo isto criando um delta perfeito reconheci ainda um dos cavaleiros como sendo o beato João Paulo, no momento em que olho para o lado distraído por uma mulher de saltos saltos que pernas foda-se aquilo é um milagre tudo se desvaneceu assim como tinha aparecido.
Em Fátima, dizem, também deus se manifestou ontem, mas não me impressionou tanto como com aquelas pernas.

O facto de haver jornais no século XXI, num país ocidental, a criar ou a fazer a cobertura a um milagre que não é mais milagre que o orvalho na manhã ou a condensação dentro do meu frigorífico a promover crendices neolíticas deixa-me mesmo envergonhado.

quinta-feira, maio 12, 2011

Devo estar a andar pouco a pé

Como ando pouco a pé, começo a receber selos. É o que dá deixar de descrever ruas mal lavadas e começar a dissertar sobre o tampo da mesa.
Agora foi a Isis. Este selo é qualquer coisa: geralmente os selos, essa validação externa - olha parece a pólo norte - que salta de blog fofo em blog fofo, estão associados a maus julgamentos sobre estética, escrita, criatividade, mas este não, este é oferecido segundo um só critério: Olha ali aquele gajo para eu chatear. Por isso vou quebrar a corrente aqui e arriscar-me a 7 anos de mau sexo - big deal - gengivite, hemorroidas, FMI, passos coelhos, chats aos solu ços o inferno na terra seja.

quarta-feira, maio 11, 2011

Num longuissímo dia

Usei todas as energias mentais e as dicas da Maya para vencer as forças do mal. Resisti a trocar as cartas do tarot por tarolos de carvalho, agarrei-me ao teclado em vez do pé-de-cabra e sei  - estou a ouvir mariah carey agora, não sei se me tolda o julgamento - que venci. Isto depois de almoçar uma dose anormal de tiras de choco, mamar imperiais e discutir mamas à saída do restaurante e correr rua abaixo depressa demais para o tamanho da dose.

terça-feira, maio 10, 2011

Tenho desenhado o dia inteiro. A lápis. O interessante é cada vez que me engano - as mãos são o inferno porque deus está nos detalhes - penso CTRL+Z em vez de borracha.

segunda-feira, maio 09, 2011

Chovem agulhas

Desde sábado que ainda não tinha parado, entre jantares leituras copos fritos almoços reencontros encontros trabalho e finalmente quando paro, o que acontece?
Silêncio no quarto Nem o iTunes rodava músicas de encher chouriço, trabalhava focado. Quando trabalho é raro é fico mesmo concentrado, 10 cm mais pequeno, estático. A mão do rato rodava a roda roída do scroll e eu calmo. Nisto,
Gato
. Do inferno salta voa trespassa o éter o ar e todas as dimensões que o compõem, galga o firmamento no vácuo da velocidade e aterra onde?
Nos meus ombros
. Como? ganchos de unhas quais sabres vivos a esgadanhar-me as costas fico parado no mesmo sítio aos berros - nesta altura ainda o pensamento, quente do susto, se sobrepõe à dor lancinante e fresca, ainda a percorrer os parcos e velho nervos abençoada quantidade deve ter sido a contar com os gatos que deus os fez assim espaldar o seja. Acordei novamente os vizinhos a gritar asneiredo impróprio pois, a dor entretanto já tinha chegado ao seu centro nevrálgico, o Sector 4, onde o cérebro armazena as terminações dos nervos das costas - nas pontas dos nervos há algo como que anilhas de pombos, A23 liga com A23 na outra ponta - e certos vocábulos, como "foda-se", "cabrão" "filho da puta do gato" ou "Pedro Passos Coelho". Levanto-me e o gato cinza como Jupiter enrola-se yo à minha volta de unhas cravadas às costas e eu a tentar arrancá-lo e ele a fazer de cilício, lá consigo extraí-lo, chão falhei o pontapé pulha anormal perseguição no corredor toma cabrão ainda te apanhei na linha de grande penalidade.

domingo, maio 08, 2011

As circunstâncias não permitem

Tenho a pagar a conta da normalidade, que está em atraso. Mas ainda não recebi este mês, é difícil.

Registe-se

Neste momento, a minha mesa de trabalho é um planisfério. Espalhada, a miríade de objectos, factos, desenhos ideias, fios soltos os dos headphones que a compõem, a minha mesa tem o Herman Ass que há pouco não matou uma melga alemães manhosos nem para matar melgas servem, alguém os devia ter ensinado a matar, as contas do supermercado, pilhas velhas que não deito fora, tudo isto e mais um carreiro de formigas. Vejo-me como um Zeca Afonso, a formiga no carreiro vinha em sentido contrário é esta aqui ó que caralho a bater nas outras com os cornos ou antenas ou o que é, e não muda teimosa, deve ter sido para uma destas que o gajo escreveu aquilo, deve ter deixado a água suja do imperialismo a mofar na mesa como eu, não limpa ah pois, tás de volta da guitarra é só perlim perlim trabalhar faz calos e cagas na repartição pois pois. Não o tentei eliminar, respeito a ideia das formigas de criarem aqui um carreiro. A mim cada vez que tento criar alguma coisa vem sempre um filho da puta acima de mim e fode-me tudo. Não quero ser esse gajo para as formigas.

sábado, maio 07, 2011

Chiado abaixo Chiado acima

Vi o novo rico na casa dos gelados queques a família os putos os labradores. Os labradores estão para as familias queques como os rafeiros estão para os punks do Rossio. Os labradores comem melhor que os punks obviamente e têm mais vacinas em dia.
Os punks do Rossio não sabem nada de marketing, insistem que a liberdade vale mais que um bom banho e enquanto insistirem nessa eu continuo a não lhes dar trocos. Se há coisa que me deixa triste é um projecto-de-chapitô, aqueles a tentar malabares mas sem fazer uma sequência de seguida. Se calhar, a maior parte deles tem uma família com um labrador. Porque é que acham que eles gostam de rafeiros maltratados e não se esforçam pelos trocos ah pois.

Às vezes até tenho pena

Este país não tem espaço para gajos como eu. É por isso que não saio, gosto de ocupar espaço.

sexta-feira, maio 06, 2011

Pára tudo.

Isto é grave.

http://www.publico.pt/Local/duas-discotecas-e-um-bar-no-cais-do-sodre-fechados-devido-ao-risco-de-derrocada_1492997

Não, não é um ou dois bares que fecham no Cais do Sodré. Não se refiram ao Jamaica e ao Tokyo como discotecas. O Jamaica e o Tokyo são peças fundamentais para o equilibrio do universo, não consigo ainda - estou zonzo, suores frios, dores ai foda-se que não chego ao fim do post, já alerta de tsunami já - encaixar bem como funciona Lisboa sem estas duas instituições. Ok, pessoal do FMI já percebi cabrões, já percebi que estão a falar a sério sim o Sócrates é parvo, não lhe liguem, eu sei que as medidas são reais e más! Não nos tirem isto! Eu sei vocês perceberam que sempre me estive a cagar pro FMI porque pensava que o Cais do Sodré estaria a salvo, é a unica forma de ultrapassar o quotidiano neste país, cabrões. E agora? pensem: para onde vão os encalhados? para onde vão os betos tímidos profissionalizados no onanismo? A quem é que os seguranças vão bater? vão obrigar o porteiro do Tokyo a fazer o bigode? E as divorciadas quarentonas, vão para onde agora? Só debaixo dos holofotes do Tokyo é que lhes era tudo permitido malditos sejam. E o Jamaica? onde irá agora o Rodinhas dançar e ocupar o lugar de 12 gajas boas? Parem com a brincadeira, já chega. Não estão a ver a gravidade da situação. Quebraram o frágil equilibrio que sustem Lisboa, os motins de que estavamos a salvo nunca estiveram tão perto. Malditos, deitaram fogo ao paraíso perdido tudo perdido salvem as crianças levem tudo.
( Também fecha o Europa, mas não conta. )

Vale mais selo

Que másculo selo
A minha estimada vizinha Julie deixou-me aqui um selo, num nobre acto de despeito e ironia acho, e eu obediente como um cão, espeto-o aqui, lambido com cuspo não que nunca ia lamber o selo oficial do Zé-Raposo-50 anos-de-StarTrek, é demasiado valioso: Ali a flotilha de USS Enterprises a rasgar os céus cum caralho. o Zé Raposo, cum caralho. Obrigado Julie, não via nada assim desde terça.

quarta-feira, maio 04, 2011

Democracia e sushi

Já vi esfregonas a cair no chão com mais graça
Isto da macroeconomia para mim é uma tanga incompreensível, para mim tudo se explica em termos visuais. Atalho cognitivo, dizem. Com este prato aqui ao lado vou tentar explicar o estado do mundo, que é simples.
Isto aqui à direita é um prato de sashimi. Historicamente, um prato de sashimi é um deleite para a vista e para o palato - palato não é malato - feito por um chefe japonês e servido a imperadores em ocasiões especiais. Isto é, uma situação ideal. É como a situação económica que nunca vimos: ideal. Depois, veio a democracia e a sociedade de consumo e o capitalismo. Juntar isto é como ter um forcado comunista a mandar nisto. O carácter comuna leva-o a determinar que o sushi deve ser acessível a todos. O forcado entende que o acesso universal basta e já é bom e que todos os aspectos mais profundos do sushi, como o gosto, a textura ou a estética - coisas que custam dinheiro - são coisa de rabilós. O resultado, apresenta-se aqui ao lado: Sushi para machos. O peixe é cortado à chapada, é seco, velho, arrumado como quem arruma caixotes de fruta no MARL e acima de tudo, mais barato. Isto aplica-se para tudo. Tudo o que compramos hoje menos iPods é um sucedâneo da coisa real. Mas agora até a dona São com uma reforma de miséria pode comer sushi ahhh não espera que mesmo esta merda pegada a que chamaram de sashimi é CARA, porque o sushi a sério o tal com aspecto e que dá vontade de comer esse é ainda mais caro cabrões pois a dona São nem esta merda poderia comer por isso bardamerda. Fui enganado cabrões. Até os meu bitoques têm melhor aspecto que isto.

FMI, vira-me as tripas com um ancinho

Amarro-me ao sofá para ver as notícias. Vejo um político na televisão e tenho hemorragias graves. Hoje perdi um figado, quando o Catroga abriu a boca. Já tinha cuspido um rim aos bocados com a conversa do Sócrates, as feridas voltam a fechar mas depois ainda apanho pessoal do PP, embrulha-se tudo as costas arquejam cai-me um siso, cuspo um canino ia a passar não teve culpa pobre animal torço o meu próprio pescoço a ver se não vomito as unhas dos pés com a conversa destes gajos. Mas estou mais descansado: setenta e oito mil milhões não é tão mau quanto isso, é só meter uma taxa sobre luvas e essa merda paga-se em 2 anos. E como diz o buargh Sócrates, nem fico sem o 13º - já não o tenho é verdade - nem o 14º , também não tenho pois no outro dia disseram-me está cansado do trabalho, não consegue meta baixa Ahbaixapois não tenho também ah a vida se calhar não vai mudar assimAHfoda-se-a-porra-do IVA vão aumentar o iva mas não faz mal eu até gosto de andar a pé e com muito treino consigo imaginar que estou em Paris Texas numa das seis Cheles ou outro sitio, as viagens na cabeça vão ser as únicas que vamos conseguir pagar, já estou habituado.

terça-feira, maio 03, 2011

E pergunto eu:

Has Osama been Laden?

segunda-feira, maio 02, 2011

Osama Bin Laden, como foi

- Que tédio, não podemos ter ao menos a Eurosport? Queria seguir os campeonatos de bilhar.
- 'mor, já falámos sobre isso. O que é que eu disse?
- Eu sei eu sei, não te dou atenção, é só recadinhos para o pessoal, é só mensagens às escondidas, wiskas saquetas, já te expliquei amor deixa-me explicar-te isto é mesmo importante
- Já falámos o que tinhamos a falar.
- Mas é importante bichinha tens de ver, eu sou terrorista, os meus amigos são terroristas, é trabalho percebes, 'mor não os posso deixar sem resposta.
- "Terrorista"... Tangas. Pensas que eu não sei? dá cá o teu telemóvel. Dá-mo cá.
- ó 'mor é só trabalho já te disse mas não te posso mostrar podem fazer-te mal se descobrem que sabes alguma coisa, é muito secreto e perigoso...
- Osama, tou farta das tuas tangas! não tens Eurosport, não tens net e não tens o-que-tu-sabes até te deixares de uma vez por todas de insistires nessas tretas e admitires que as mensagens são para aquela lambisgoia da Fátima, aquela porca que mostra o cabelo a todos. Eu já vi, já vi mensagens tuas para essa gaja!
- 'Mor mas ela é minha mulher, tu sabes.
- Não quero saber! Farta desta conversa! E vai à porta, estão a bater.

Ui como eu curto estas correntes e selos e tal

A Julie passou-me esta batata, que eu curto mesmo batatas, quentes a pular-me nas mãos, bolhas dias de seguida aguadilha e pus, eu aos berros, os gatos, o inferno a 9. E agora vão ver porque é que nunca me calham estas correntes. Cá vai:
 

1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Existe. Seria o Dicionário Enciclopédico Lello e irmão. Reli-o muitas vezes. Gostava de ver as estampas com peixes, anemonas, condecorações, animais, armaduras, espadas, janelas barrocas, pássaros. Ia à procura de palavras como "cona", "rubicundo", "garibaldi", "pua"e logo mais abaixo "puta". Era muito curioso o miúdo. Reli muito livro sobre ovnis. Escusam de torcer o nariz, aquilo é tudo fruto de investigação rigorosa.
 

2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?

A Bíblia. Nunca consegui passar do "...e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a
Metusael, e Metusael gerou a Lamequem...". E como era um purista, não concebia passar à frente de uma coisa tão importante como uma lista infindável de nomes bíblicos. Como em tudo na vida: se querem ser ouvidos, simplifiquem a mensagem. Não é culpa minha.

3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?


Esta é difícil, eu sou do género queimem-todas-as-bibliotecas-do-mundo-mas-não-me-tirem-a-net. As Páginas Amarelas? não sei. Respostas poéticas não estou para isso hoje.

4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?


O Senhor dos Anéis. Era puto, olhava para aquilo e soava-me à maior chatice do mundo. Quanto mais me impingiam aquilo, mais eu dizia para mim " tanta folha, haja paciência... Espero pelo filme mazé".

5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?


Na altura em que o li, andava com a mania de fazer filmes. Como tal, ia imaginando os planos, um a um. O Perfume. Ainda não vi o filme, para ver se a minha imagem era melhor. Mas era, não tinha classificação menores de 18, pelo menos.

6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?


Quando era miúdo lia tudo. Menos coisas que me chateassem. Há um obsessão com o "chato", claramente. Tudo o que não me parecesse uma televisão era chato, acho. Lia muito: rótulos de shampoo, sabonete, pasta de dentes, dicionários, enciclopédias, bulas, legendas dos filmes, livros de exercícios de inglês, Ali's, Asterix's, Disney's - nesta altura tinha já ilustradores preferidos - Spirou's, Marsupilamis, Tintin's, Gaston's, pois parece que era tudo b.d.. Lembro-me de um dia pedir um livro sem desenhos, armado em homem crescido e ter ficado deprimido naquele segundo. Um dia vivido na infâmia, escreveram.

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?


Eu podia ter lido qualquer um daqueles clássicos a que era obrigado, porque eram da escola sempre detestei escola, tipo Eça de Queirós, Miguel Torga, mas a verdade é que nunca os acabei. Chato chato chato lido até ao fim... Não, nunca aconteceu.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.


As minha aventuras na república portuguesa
, MEC - aliás gostava de quase tudo deste senhor.
Farehnheit 451
, Ray Bradbury - as imagens, o imaginário.
Pena Capital
, Mário Cezariny - finalmente, quase percebo o que é poesia.

9. Que livro estás a ler neste momento?


Viagem ao País da Manhã
, Herman Ass - Apesar do nome do autor não prometer, o livro é interessante. E longo, para quem só tem de andar 2 paragens de metro, só tenho tempo de ler 2 páginas.

10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
10? tantos? deixa cá sortear a batata: Ursa, Le Rachelet, Deus, Pilar, Mak o mau ( desculpa jovem, tinha de por aqui pelo menos o nome de um gajo ) , Sofia Assim , Nebulosa e mais uma alma que entretanto detonou o blog com C4 e que já não vou cravar, ficamos assim. Pronto, 10.

domingo, maio 01, 2011

Dia da mãe

- Não queres que te leve sopa?
- Não, deixa não é preciso.
- Mas não queres mesmo?
- Não deixa, obrigado.
- Mas não queres? dava-te jeito. Chegas tão tarde do trabalho...
- Bom, não é preciso, sim dá jeito.
- Eu levo-te sopa.
No Dia da Mãe fiquei-me por aqui a bulir e a tentar abrir uma brecha no frigorífico na cozinha no quarto. É que a sopa nunca pode vir sozinha. Vem com mercearia muita e variada. E quando digo muita, é muita mesmo e variada é variada mesmo, no género eu-nunca-compraria-latas-de-pessego-em-calda-foda-se, bolachas de chocolate com cobertura de chocolate, passas ( sim passas ), etc etc.
Percebendo claramente porque razão o dia da mãe calha no dia do trabalhador: Feliz Dia da Mãe.

sábado, abril 30, 2011

Timeout

Hoje não tenho nada para dizer e quando tal acontece raro raro o truque é fazer listas. Por isso, tour PPC para fim de semana com chuva:

  1.  Colombo. É um centro comercial. Este é o tour para quem gosta de andar de fato de treino e chinelos, a desculpa é que lá não chove. Apreciem a multiplicidade de seres humanos, tomem notas. Pensem em que tipo de penduricalho cada personagem pendura no retrovisor do carro.
  2. Belém. Levem chapéu. Metam-se à beira do rio. Levem máquina fotográfica. Tirem fotos a camones que não esperavam este tempo de merda. Ontem apanhei uns de baldes da praia e toalha, a apanhar a mesma molha que apanhei, no Marquês.

sexta-feira, abril 29, 2011

Definitivamente

Preciso de descanso.
Para poder aguentar o fim de semana.

quinta-feira, abril 28, 2011

Estive a ver

Todos os blogs que linkam para aqui são piores que o meu. Isto é muito mau sinal.

Já o contrário não se passa, o que me deixa menos preocupado parecendo que não.

quarta-feira, abril 27, 2011

A má publicidade não existe

As baguetes do Mini-Preço são uma merda.

terça-feira, abril 26, 2011

Acontece

Abri a porta duas vezes para ler o contador da eletricidade e por duas vezes o gato saiu disparado. Duas vizinhas de baixo conversavam de respectiva porta aberta. Gato cinzento voa escada abaixo, escolhe a porta da esquerda: Vizinha simpática, aparece com gato ao colo - sim o cabrão com que berro é esse - e peço desculpa.
Gato cinzento volta a voar escada abaixo, escolhe agora porta direita: vizinha antipática, resmunga "mas porque é que não fecham a porta quando não precisam dela aberta - ó minha grana digo para mim         bem é que bastam 2 segundos para o cabrão sair deves achar que eu curto descer as escadas todas a ir buscá-lo sempre que abro a puta da porta é mesmo uma cena que me deixa aos pinotes caralho curto bué - , o gato entra-me aqui em casa!
Fecho a porta, continuo a ler o contador sim que sou burrinho trihorario bihorario não pesco nada de contadores fico na escada, vizinha pensa que a porta fechou comigo lá dentro, mas não, está o vizinho de cima na escada pois, o tal do apartamento de cima que faz barulho pois lá ouvi a confirmação de tudo o que postei em jeito de ficção há uns dias.

segunda-feira, abril 25, 2011

Contestem contestem

O problema eterno no PC: viver em universos paralelos.

No Coliseu. Gostei.

Chaimite, um género de panela de pressão de onde saem comunas bem passados.
Ano após ano lá volto, o tempo passa e lá estamos todos, os anti-fascistas, os comunas, a ala-esquerda do PS, os bloquistas, os anarcas, os do contra, a família. Estão lá todos, ano após ano. A família vai ficando maior e maior, mas cada vez somos menos.

Vai ali à Avenida

E já volta.

Saiam à rua

Não me interessa muito porquê, mas é importante é que vão para a rua. Hoje é mesmo importante. Não liguem muito às cores e às flores se vos estiverem a fazer comichão é febre, a primavera é danada para alergias e tal. Avenida da Liberdade abaixo isso passa.Mas saiam. O feriado não é como as tolerâncias de ponto, é mesmo para todos. Quem não gosta ponha de lado. Isto ao lado é um cravo feito fora de horas, o vaso era pequeno por isso tive de desenhar outro ficou grande foda-se outro cheio desta merda nunca mais faço ilustrações às quatro da matina, os gatos não ajudam as televendas idem preciso de barulho mas os diferentes timbres de galope não ajudam mesmo.

domingo, abril 24, 2011

Preguiça

Tenho preguiça de duas coisas, que estou sempre a tentar contrariar: Dormir e ler. Como não adianta perguntar o que andam a dormir, pergunto: o que andam a ler?

sábado, abril 23, 2011

Arraial

Meio à chuva o arraial passou-se, o tema eterno a guerra dos sexos, a sangria desatada e quente, o Quim Barreiros, o casa a cair ao rio, o pessoal do fixed gear, os dos djambés, os erasmus, os fadistas, os bebâdos fadistas, as teorias e estatísticas, ainda não foi desta que se descobriu a Verdade, a noite curta.
adenda: à volta, directo para a Praça do Chile. Em vez de ir para casa, vou à tal padaria, sempre aberta, encher-me de pão e bolos folhas mil chouriço pançada do catano, dormi em paz.

sexta-feira, abril 22, 2011

Espelho da feira

- Aqueles gajos de lá de cima... É um arraial pegado.
- Deixa. Eles cansam-se. Já sabes que é assim todos os dias.
- Aquilo faz-me espécie. Não são normais, digo-te. É os gatos, é entrar e sair a qualquer hora, é os gatos que não param, depois é o alto, o do cabelho grisalho à elvis aos berros com os gatos, só diz asneiras, não sei que raio é que eles podem ter feito mas parece que lhe comeram um dedo do pé ou qualquer coisa, faz mais barulho que os gatos, filho da puta.
- Lá isso tens razão, 'mor...
- E a miúda? mas aquilo são horas? não sei o que raio é que ela faz...
- Querida não podes ser assim, ouvi dizer que é hospedeira...
- Hospedeira? A dona Rita da mercearia jurou-me que era modista.
- Isso ainda existe?
- E o outro? Dizem que é artista autista. Já viste a cara dele? parece que vem sempre pedrado. E sei que foi a Amesterdão, aquilo é só droga e putas, credo. Deve ter ido buscar droga, bandido.
- É designer, 'mor...
- Isso diz muito de uma pessoa, a tia Lurdes também pagou um curso desses à Sofia, a mais nova e olha a vida dela, tá no desemprego há anos.
- Mas ele tem trabalho...
- Ah são todos iguais, olha lá estão os cabrões dos gatos a galope no corredor! É hoje que chamo a polícia.

quinta-feira, abril 21, 2011

Olha

é quatro dias.

quarta-feira, abril 20, 2011

A senilidade?

Mas como é que ando há 4 dias a tentar ver o Groundhog Day, sem sucesso - adormeço sempre - e ainda não tinha reparado na ironia?

terça-feira, abril 19, 2011

Diz que sim


Diz que foi ao bairro a uma segunda à noite noite improvável. Estava cheio. A chuva e os relâmpagos eram muitos por isso ficou-se a ouvir o jazz e o Stevie como sempre o homem vem ter comigo nada a fazer. E apesar de ser uma noite de segunda no bairro, foi uma noite de família. Porque tenho a com que nasci, mas tenho também a que escolhi. Ribombai.

- o cinquentão parado ia bebendo copos e a música seguia. Os copos somava e a música também. O corpo solta-se ao decilitro, a cada música e a cada copo os braços ficam mais soltos e mais ridiculos. Ao fim, parecia - é citação - uma girafa em cima de um hovercraft.

segunda-feira, abril 18, 2011

5 anos 5

Não há machado que corte a raiz ao pensamento e não há explicação para eu aguentar esta chafarica há 5 anos 5. Parabéns ao estaminé.
Em 5 anos passou-se muita coisa, e muita coisa importante. Pensando bem, o mais importante. Está cá tudo. Pronto ok às vezes foi meio críptico sim ninguém apanha a data do divórcio nem o tempo que estive preso na Tunísia nem a ida a Amesterdão - eu sei - mas está cá tudo. Um dia a Escola Prezadiana levará a todos os profundos e ocultos significados que aqui nesta Regaleira de prosa feita se escondem.

domingo, abril 17, 2011

Vem do rio

O Tejo, em pontos cercado por chatas, aproveita a noite para encher o ar de Lisboa do cheiro a lodo sem que se note. É o cheiro desse lodo que faz os gatos andarem doidos na rua e daí até o tal ditado dito à noite todos os gatos são parvos não é pardos isso é corruptela.

sábado, abril 16, 2011

Fado

Fui para Alfama com netos de fadistas, para uma casa de fados. Não estava por dentro do sistema mas é assim: Pertence-se ao fado como se pertence a uma religião. Se o avô cantava fado, os netos cantam mesmo que não tenham voz. Juntam-se todos no mesmo sítio, debitam as letras que sabem de cor, uns arriscam cantar, aplaude-se o esforço, a vontade ou a presença. Depois rega-se isto com tinto rua abaixo, desviamo-nos de 3 socos do segurança, encontramos mais gente, despedimo-nos doutra tanta e volta-se a casa a tempo de dormir.

sexta-feira, abril 15, 2011

Nephicide

De saída.

É sexta

Tenho a partir das 19:16 do dia de hoje até às 2 da matina de domingo para explorar a natureza das coisas, a vida. Está quase. Esta tarde vai demorar a passar.

Mata passos

Quando chegares a casa tens a porra dos gatos à porta, a espreitar, o gráfico no Excel ditará qual o ângulo mínimo da porta para que tenham espaço para escapar porta fora por aí abaixo catapultar as pulgas no espaço sideral da escada por lavar. A água das tigelas estará espalhada por todo o lado. Nisto, a televisão já ligada vai contar de alguma rua onde passaste hoje - é que a televisão vem sintonizada em Lisboa - e onde vais reconhecer-te a andar na rua ali ao lado do prédio que ardeu ou da casa de penhores que foi assaltada. Tens as fotos do tempo errado falhaste-o por pouco palhaço. Atrasa o passo já te disse. Depois passas ao Parque Mayer. Depois passas à rua das Portas de Santo Antão onde o Camões foi preso, era bêbado, perdeu um olho numa luta por causa dos maus vinhos - Teobaldo de pacote só pode - e da falta de jeito, a pena tirou-lhe a força da mão esquerda sim ele era canhoto pois se o olho que perdeu era o direito a espada usa-se ao lado se a defesa falha defenestra-se o flanco mais a jeito olha fodeu-se agora há gente que chama aos gatos zarolhos Camões e a cães sem uma perna Tripé o que não davas para ter um cão chamado Tripé. Chega à janela, pisa o vomitado do gato enquanto olha para o Cristo Rei iluminado. Fumava, só para a fotografia.

quinta-feira, abril 14, 2011

ver para crer

Este sol este calor e eu num escritório. Deus és tão cruel. Vês por que não posso acreditar em ti? Chega às cinco da tarde e só sonho em sair. Vou aprender meditação transcendental só para saber transpor 2 horas de existência diárias.


Maldito tempo apre agrilhoado por ti permaneço caramba como voas e nem asas tens larga-me foda-se já disse não tenho mais que te contar quero envelhecer num casco de carvalho.
Se não o tens traz-me antes a imperial que já não posso beber e as 72 virgens a que tenho direito em adiantado espero que por muito.
Tinge-me a argêntea cabeça do mais profundo luto, tapa a vergonha de quem a usa.
Esta merda é como quem diz: Faço mais um ano.

Adenda
Outros eventos importantes deste dia:
1865 - Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA sofre atentado cometido por John Wilkes Booth.
1912 - O transatlântico inglês Titanic afunda ocasionando mais de 1500 mortes.
1944 - Os primeiros judeus transportados de Atenas chegam a Auschwitz.

quarta-feira, abril 13, 2011

O lado negro da vida

 O empregado traz o bitoque e vê-se a deixá-lo cair no chão. Se se safar, talvez o ovo estrelado esteja demasiado cozinhado. Ou o castelo de arroz venha desmanchado. Enviesado, irrequieto teimoso, vê sempre o lado mau das coisas. Teimoso, insiste. O patrão confia nele, mas o empregado já sabe que aquele gémeo mau reserva-lhe sempre o pior. O bom filho esse é capaz mas ninguém olha para ele. O empregado já conhece bem a sinistra visão que tem do mundo, por isso faz piadas com isso e só espera que percebam. Com uma vista assim, é sempre melhor olhar para o meio dos olhos, ajuda.

terça-feira, abril 12, 2011

Fuga ao fisco

Fui fugir ao fisco, ao almoço. Faço-o regularmente, contribuindo para o rombo orçamental, que, segundo as notícias que ainda faço questão de ver - como quem vê peixes num aquário ou corridas de monster trucks - me faz dever ao FMI cerca de 8 mil 10 mil euros. Longe de querer pagar, desta vez fui fugir ao fisco para o Parque Mayer, onde um Santana Lopes lembram-se havia um projecto do Frank Gehry, a ideia era recuperar aquele kosovo miniatura lembro-me agora de outro kosovo miniatura mas maior, a Feira Popular, também era para ser recuperada ah Kosovo és tão amado em Lisboa deve ser geminado só pode, tentamos germinar e não deu, passamos a geminar mas só com vasadouros de entulho aqui não - reparem que escrevo segundo o novo achordo ortográfico passamos é passamos o acento é facultativo e como sabem detesto assentos, estou sempre com pressa - bolas tenho uma ideia, é terraplanar o castelo para ser mais fácil os turistas chegarem lá não podemos ser salientes daquela maneira os senhores do FMI chateiam-se e fazem como no kozovo são os mesmos fascistas pois grupo Bilderberg e assim, terraplanam com B2 e assim, não quero, o castelo dá um mau parque de estacionamento. Já o Parque Mayer não até tem bastante sombra pude ver hoje.

segunda-feira, abril 11, 2011

Mais um ciclo que se aproxima, desviar

Anormal

Haver alguém que mete uma musica seguida de todos os seu remixes, orbital-mix incluido. Fico a ouvir a mesma linha melódica meia hora, até à insanidade. Depois admiram-se de estar sempre a trabalhar de headphones.

Matéria pura

Ontem estive a hipnotizar sobrinhas por meio de desenhos e resolvi partilhar esta técnica que desenvolvo há anos - Palo Alto tenta, o MIT copia, o Prezado faz - com a ajuda de sobrinhos emprestados. O processo desenrola-se em 2 campos simultâneos, como uma performance pense-se acto continuo: materializa-se um desenho, sendo o desenhar tomado pelo sujeito como um processo mágico, complementado com a corporalidade. Voz, corpo, desenho. Completam-se. O objectivo: hipnotizar uma sobrinha(o) - sobrinhas tem mais piada - de modo a que o demónio interior que a impede de estar sentada quieta a comer desapareça momentaneamente. Assim sendo, o processo aparentemente simples é:
Declara-se: "vou desenhar um porco.". esta frase deve ser proferida solenemente como quem dita um discurso sobre a influência do FMI na política portuguesa actual.
  • Desenha-se um porco. Não é importante a qualidade formal.
  • Apresenta-se o desenho.
  • Volta-se a pegar no desenho, nomeia-se o porco. Os nomes devem ser tradicionais portugueses. A reter: Alberto. Horácio. Anibal. Fernando. Artur. Alfredo. Andrade.
  • Escreve-se o nome do porco por baixo do porco.
  • Declara-se "vou desenhar-lhe um prato com batatas.".
  • Desenha-se um prato com batatas.
Nesta altura, a paciente está a rir-se perante tanta mas tão simples estupidez e a hipnose está efectuada.
Explico o processo cognitivo, Piaget roi-te palhaço andaste a escrever merda durante decadas e isto com desenhos de porcos tava tudo resolvido grunho. A palavra "porco", ao proferida, instala o gene do duplo-sentido nos cérebros incautos: Porco - sujo e Porco - animal, os dois conceitos chocam-se, entrando o cérebro em confusão e incerteza. Instalada a dúvida, aumenta-se a parvoice com seriedade, fazendo o desenho numa postura grave, cavaquiana. Findo isto, volta-se então a inserir a parvoice, oferecendo um nome austero, simples, mas reconhecido como sendo impróprio para um porco - animal. Finalmente, acrescenta-se um prato de batatas. As batatas conferem acção - inesperada - ao desenho, criando um tensão anímica elevada. Neste momento o cérebro tenro e incauto do sujeito rebola de incerteza, não conseguindo processar o que poderá ou não acontecer, debatendo-se com questões que não está habituado a debater, como por exemplo, como é possível comer de garfo e faca com chispes em vez de mãos. Todo este processo cognitivo faz o sujeito colocar em causa toda uma série de convenções, culminando na mais importante: Será possível haver gente assim tão parva e com esta idade?
O domingo é o dia em que deus descansou mas não ofereceu o dia a mais ninguém porque ditou que ao domingo se come cozido e outros pratos de digestão mais demorada com a família e como é sabido a família cansa, as sobrinhas cansam, o raio dos putos é preciso uma imaginação wieden+kennedynesca para os entreter, impedi-los de matar os gatos a síncope, impedi-los de esmurrar a cabeça contra esquinas e ainda apanhar o sol dos barcos do Tejo e descobrir como se largam gatos lá nos barcos, voltar a casa cheio de sol às costas e ainda subir 3 andares íngremes prova-de-montanha com ele.

sábado, abril 09, 2011

Oraite

Curto é as noites como as de ontem. Devo ter dezenas de posts sobre elas, as noites que só sei como começam mas nem adivinho como acabam. Ontem comecei sozinho, com uma cover jazzistica de Steve Wonder - cantada pela vocalista mais gira que conheço - e uma superbock. Depois insere-se uma daquelas elipesses cinematográficas e acabo com amigos numa pastelaria na Praça do Chile, a comer merendas mistas. E como é sabido, é no meio que está o interesse.

O ovo

Sms's ao inicio da noite.
- Vais sair pá? vou a caminho do Bairro.
- Não. Acabou o concerto e tou meio doente.
- Ok, fica para a próxima, as melho
Espera não és tu que vens agora a subir a rua na minha direcção não com cara de doente mas cara de bem acompanhado olá tudo bem ?
- eh olá oi tás aqui mas oi...
- Vai lá vai que tás doente e tal vai.
Esta cidade é pequena demais para mentiras.

quinta-feira, abril 07, 2011

Amsterdam VI

A dita. A red light. Alpha e Omega de Amesterdão. O Ocaso do ser. Mito forma espaço fundo.
É o universo condensado não pasteurizado. É montra atrás de montra, porta aberta para quartos assépticos quais consultórios de dentista, um banco, uma cadeira, um divã, uma cómoda, uma cabeceira, repetida 200 vezes, sempre igual ou simétrica. Na cabeceira sempre as mesmas coisas, 200 vezes, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume, vibradores, toalhitas, preservativos, perfume. Não posso tirar fotos, sob pena de socos na boca. Mas juro que uma delas se riu para mim. A sério. Tive um bocado de vergonha, deixou-me sem jeito, enquanto vestida com 7 cm2 de roupa, me piscou o olho. Acho que foi sincera, tentei explicar-lhe não só te posso levar para Lisboa daqui a uns tempos depois explico sim apresento-te à minha mãe, deve gostar de ti não ela não curte muito louras mas para ti eu metia a cunha. Saí da rua a pensar num fado qualquer ai vida.
Passei à porta do museu do sexo. Pensei entrar mas depois medi bem as coisas - Embora o tamanho nunca interesse, o que é certo é que nunca tinha visto bolas chinesas daquele tamanho, só em Roland Garros - e vi que para ver sexo de outros séculos, bastava voltar a Portugal e ao cais do sodré. Que se lixe, a rua é sempre mais interessante que qualquer coisa. Guardei o dinheiro e fui ver antes o Van Gogh. Discutiu com o Gauguin, arrancou uma orelha e matou-se com um tiro no peito ? Vê-se logo que andava na red light afumar as coisas erradas. Voltei à red light passado um bocado. Faz-se noite e a rua começa a encher como um dia de feira. Percebi porque é que a cerveja é choca e quente: caso fosse etílica como a tuga - aconselho a Duvel, por lá - acabava metade daquela gente nos canais. O gajo mascarado de banana é garantido que teria ido parar a água eu próprio o empurraria.

interropemos a transmissão

FMI. Ah que inesperado nunca pensei mas o Sócrates negou sempre - aprendeu o gajo, negar sempre sempre - que o FMI vinha aí. Como todos sabemos este país é um farol de produtividade, gestão imaculada sempre, isto foi coisa que nunca pensei que nos apanhasse, que estivesse reservada para países malandros que se deitam ao sol. Enganei-me, só posso ser burrinho. Porra como é que não percebi que estavam a enganar-me, mas eu até confio em políticos estou sempre a votar neles eles ajudam-me quando tenho um aperto falo com deus e falo com durão barroso em sonhos, tenho um responso a sócrates e tudo para os dias mais escuros em que as trevas não me largam.
Olha, hoje está sol.

quarta-feira, abril 06, 2011

Amsterdam V

Dias inesperados é em Amesterdão pois é. Desde o segurança tatuado do restaurante onde vimos o Benfica às escuras, a empregada com o maior decote registado fora da Red Light, os mitras tímidos, o gajo do tuning medo que cena dantesca o gajo do tuning, carro preto matte, saias foles gaitas capas escapes, cabeça rapada, a passar com a mão ao volante a pingar sangue, nem uma palavra ninguém o olha nos olhos caralho xiu, o italiano gozado pela puta que está farta de italianos tesos, a Chinatown a gozar o pagode, os ingleses bêbados, os irlandeses bêbados, os guineenses bêbados, a zona dos travestis de ruas vazias, a bófia que só anda de mota e só se vê um de cada vez, as putas no segundo andar sentadas na cadeira a falar ao telefone, os dildos que se confundem com extintores, o bar que tem um moinho mas não é o moulin rouge, os coffee shops com fumo de cortar à faca, tudo inesperado menos uma coisa: não vi ninguém de socas.



As Coffee Shops. Isto há 20 ou 30 anos teria algum impacto acredito. Quando hoje vou ao Rossio andar um bocado e apanho com 27 gajos a tentar impingir-me todo o tipo de merda, até agradecia a existência de umas coisas destas. Em Amesterdão, ninguém me tentou vender nada na rua. Nem uma mama. Nada. Em Barcelona uma outra viagem de há uns anos eu feito lampeiro marimbei-me como sempre nos avisos olha-que-as-ramblas-à-noite-são-fodidas e lixei-me. Meio lixado, pronto. Mas ofereceram-me uma carteira a menos e um bobó, uma destas ofertas recusei-a, a outra não tive escolha e acreditem, não digo qual das quais o foi ou não mas só digo que deveria ter sido a inversa. Em Amesterdão, deram cabo da concorrência de rua legalizando a ilegalidade.

Lost in Amsterdm IV


Sexshops. Finalmente, encontrei uma sexshop desprovida de grunhos trogloditas corcundas onanistas a babar. Aliás, têm bastantes mulheres - normais diga-se, poderão porventura não sei mesmo se seriam pode ser que até fossem onanistas mas souberam disfarçar não sei se as há sequer - lá dentro. Algo entre a sex e a design shop, onde só há peças dignas de Bang&Olufsen. A maior parte das peças são tão estilizadas que acho que podem ser deixadas em cima da mesa da sala que a criançada não vai confundir com nada e por-se a brincar com aquilo.
Fábio Manuel já te disse para não pores isso na boca que é sujo ó mãe não posso brincar com nada bolas. Também há das outras, onde a vida parece andar para trás: hordas de machos calados, a pagar o porno que podiam ver em casa grátis. Se fosse sexo ao vivo eu ainda entendia a preferência, mas ir para cabines a cheirar a toalhitas? deixa tar.


Coffee Shops. Bom, entrei mas não inalei. Não é preciso: Se cá cantamos cheira bem cheira a Lisboa tendo em mente a brisa do tejo, os jacarandás nos jardins, a roupa nos estendais, os bolos da Evian e quejandos, Amesterdão cheira constantemente a erva. Basta andarem no bairro certo. Entrem num coffee shop e não precisam de comprar nada, sequer. Peçam uma pint, sentem-se e respirem profundamente. Perguntam, há franchise de coffee shops? há.

terça-feira, abril 05, 2011

Amsterdam III

A comida. Como é hábito nas grandes capitais, o que há menos em Amsterdão são holandeses. Por isso, não conseguiram ainda explicar aos coreanos, chineses, paquistaneses, ruandeses e afins como fazer o mais complexo prato tradicional que conheci: batatas fritas com maionese. Juro que é vendido como "típico". Há outras coisas muitas mas com este mesmo ar plástico e desinteressante. Conclusão absoluta? Querem viajar para comer bem? apanhem o 28 e vão a um tasco na Graça. Ganha-se mais.
Vondel Park. Ajudo na tradução: é um parque. Ao fim de semana, é ver todo o tipo de gente de todas as idades a juntar-se em picnic, copo de vinho na mão e estão nisto toda a tarde, na conversa, a curtir a relva, os passarinhos e a deixar tudo cheio de lixo - sim, não há só tugas porcos, há na holanda holandeses porcos não digam que é um exclusivo do nosso país este tipo de merdas, poupem-me. Para compensar, eles têm uma classe politica ligeiramente melhor. Não se pode ter tudo. Lixo no parque ou políticos decentes?
Atravessei o Vondel Park umas 6 vezes, 4 de bicicleta. Só nisto, perdi uns 3 kg.

Perdido por Amsterdam II

Por tópicos, mais simples. Pois eles andam de bicicleta. Esqueçam os autocarros, o metro, os taxis, tudo. A bicicleta manda aqui especialmente quando nos passa nos passeios quando os camones incautos se metem a passear na faixa delas e nos levam olhos enganchados na ponta dos travões. Aqui, à saída da Central Station, há vários parques. Ali estão umas 84736 mas do outro lado deverão estar outras tantas. Cheguem a Amesterdão, arranjem logo uma bicicleta. Aconselho uma com cadeado à prova de camone. Uma maneira fácil de distinguir camones é pela velocidade de parqueamento e cadeadamento de uma bicicleta. Depois de terem bicicleta, usem-na durante todo o tipo de actividades: falar ao telefone, ler o jornal, conversar com o vizinho, almoçar.


Canais. Os canais de Veneza estão para o romance como os canais de Amesterdão estão para a droga. Ao fim de semana as famílias pegam no barco e vão passear com os putos, os trintões combinam com os amigos e passeiam em barcos forrados de almofadas e enchem-no até à borda de vinho, os putos fazem picnics, os camones andam nas barcas e para culminar, há casas flutuantes. Com esplanada. Com jardim. Deus cruel porque é que eu não vivo numa casa dessas?
Sei que a água parece tentadora, mas não dá para nadar. Meti um dedo dentro de água e perdi-o. Análises revelaram a presença de altas percentagens de canabbis activa.

Perdido por Amsterdam I

Pois perdi-me uns dias por Amesterdão. Antes de tudo, percebi duas coisas e inventei uma outra:
Está explicada a tara por bicicletas ali nas horas perdidas. É impossível não andar de bicicleta e quando se o faz, é ao som da música do Verano Azul. A partir de agora, passo a medir distâncias em Milha Amesterdã.

Fui para lá à pressa. Não fiz planos de passeio, tinha dicas muitas mas não tive net a tempo para as ler. Cheguei ao aeroporto com um mapa para o hotel mal impresso, onde só via metade do caminho. Dica importante de viagem: ver sempre se a impressora está em portrait ou landscape. Parti do princípio que o hotel era no centro. Portanto, comboio para o centro, tenho de desbravar caminho. A esta hora, os comparsas - isto foi como um Ocean's Eleven - estão ainda a partir de outros aeroportos no mundo, cabia-me encontrar o hotel e/ou beber a prometida jola numa esplanada central à espera deles. A pé lá fui. Ponto de referência? Só um, Vondelpark.

Amanhã começo a dissecar


Amanhã teço dissecações sobre a ultima cidade onde me perdi: Amesterdão. Agora, dormir.
Promete, óbvio.

sexta-feira, abril 01, 2011

Por exemplo

Posso estar neste momento numa cidade cheia de bicicletas, neste momento. Até pode ser que seja Amesterdão.
Há tempos não-bloggers diziam-me que punha a minha vida toda no blog. É que o conceito de público e privado mudou muito. Hoje estou a mostrar como é relativo. Até ao próximo post.