quinta-feira, agosto 04, 2011
Optopções, um termo inventado.
Desce-se a rua rente à minha rente à Almirante Reis, os prédios roídos uns atrás dos outros seguem-se seguem-me, anoto os números dos prédios melhores aqueles onde um dia viveria, sigo passo largo aí abaixo, paço largo ultrapasso, prédios muitos. Tomo a rua do restaurante com taxis à porta, as portas fechadas mas as luzes fora de horas mostram que é ali que se troca o turno, come-se a bifana, bebe-se a mini segue-se logo depois. Ao lado é o albergue angolano. Um casal deles - podem ser só pretos pois - debate à porta. Ela sobe ou não sobe não subindo Soba ele não é. Passo ao paço antigo, à igreja moderna, subo a rua de luzes acesas fora de horas, depois da noite nos Anjos. O gato roi-me os pés enquanto ronrona e eu vou-em deitar.
terça-feira, agosto 02, 2011
Economia explicada às crianças
Agora que o novo tecto da dívida dos States foi aprovado, lá percebi a comparação e a frase "nós não somos Portugal ou a Grécia": Pois não. É mais isto:
Nós andamos sem dinheiro para pagar as prestações do Punto amarelo, os E.U.A. andam sem dinheiro para pagar as prestações do Bentley blindado. Não é a mesma coisa porque as nossas moscas são mais - apesar de tudo - democratas.
Por cá, pessoal do governo que percebe de economia sem ser por metáforas com automóveis como eu, faz o seguinte negócio: Para ganhar uns cobres que isto tá mal, vê-se livre de um Audi de 2008 por 40 milhões de euros mas incauto não se lembra que no porta-bagagens vão 2,4 mil milhões de euros.
Passos Coelho, o dono do stand, anda calado. Depois desta, aguardo ansiosamente a venda do restante parque automóvel do estado. Quero ver o lucro destas promoções especiais que se aproximam.
Nós andamos sem dinheiro para pagar as prestações do Punto amarelo, os E.U.A. andam sem dinheiro para pagar as prestações do Bentley blindado. Não é a mesma coisa porque as nossas moscas são mais - apesar de tudo - democratas.
Por cá, pessoal do governo que percebe de economia sem ser por metáforas com automóveis como eu, faz o seguinte negócio: Para ganhar uns cobres que isto tá mal, vê-se livre de um Audi de 2008 por 40 milhões de euros mas incauto não se lembra que no porta-bagagens vão 2,4 mil milhões de euros.
Passos Coelho, o dono do stand, anda calado. Depois desta, aguardo ansiosamente a venda do restante parque automóvel do estado. Quero ver o lucro destas promoções especiais que se aproximam.
Fiat lux
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| Cosmogonia Prezadiana, como imaginada por Proteu ( versão torcicolar direita ) |
segunda-feira, agosto 01, 2011
Café à bolina
As teorias avançadas tiradas sem carta de marear foram aplicadas em chapéus de sol e a sua capacidade ou não de dobrar com o vento. Isto foi em Belém. Por explicar fica porque há gente a frequentar o Vela Latina esplanada à beira rio mas virada para um relvado e para Pedrouços, 180 graus e viam o Tejo, outros 180graus 360 9oves fora voltavam ao mesmo.
sábado, julho 30, 2011
Passo a assinar assim
Na impossiblidade de escrever qualquer coisa de jeito neste momento, mas tendo a necessidade de escrever parvoices, cordialmente,
O autor.
O autor.
quarta-feira, julho 27, 2011
Não preciso de mais
É tão gratificante trabalhar com pessoas com necessidades especiais, chegamos ao fim do dia sabendo que ajudámos aquele alguém especial a sentir-se melhor com ele mesmo, a ultrapassar mais um dia, a conseguir, passo a passo, superar-se, ser mais completo, ser mais. Como recompensa tenho o sorriso de quem é feliz com coisas tão simples: atenção, companhia, partilha.
Foda-se tenho de sair do ramo da publicidade mesmo.
Foda-se tenho de sair do ramo da publicidade mesmo.
terça-feira, julho 26, 2011
Coisas
Bom, falhei a previsão. O Hélio foi apadrinhado pelo Meo, não pela Sumol. Miserável falhanço. Em contrição, deixo aqui as ultimas keywords que encontrei. Asseguro que não tenho conteúdos que correspondam sequer foneticamente ao que o pessoal mete no google para dar com isto. Ó:
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| Cesariny, mal sabias tu das virtudes da arte generativa |
segunda-feira, julho 25, 2011
Efeito viral
Tenho de uma pequena lista de palavras que quero partilhar, já explico porquê. Antes:
Esqueçam a publicidade, agora o que é necessário é "cobertura". E assim, graças à pequenez deste país, a minha vida estará mais e mais deprimente, quando um cliente aparecer e disser "eu quero um video como o do Guedes, um viral. No telejornal até foram entrevistar os pais dele no fim de semana" vou ter de novamente explicar que não só o efeito viral a esta escala é imprevisível, como o video em causa nunca teve muita piada, o que torna ainda mais difícil replicar o efeito - faço um que? um video com alguma-piada? Piada assim-assim? - porque não vejo o padrão.
Quanto é que me dão se nestas semanas aparecer um anúncio da Sumol com um tipo a despenhar-se de skate?
- Viral
- Caralho
- Foda-se
- Guedes
Esqueçam a publicidade, agora o que é necessário é "cobertura". E assim, graças à pequenez deste país, a minha vida estará mais e mais deprimente, quando um cliente aparecer e disser "eu quero um video como o do Guedes, um viral. No telejornal até foram entrevistar os pais dele no fim de semana" vou ter de novamente explicar que não só o efeito viral a esta escala é imprevisível, como o video em causa nunca teve muita piada, o que torna ainda mais difícil replicar o efeito - faço um que? um video com alguma-piada? Piada assim-assim? - porque não vejo o padrão.
Quanto é que me dão se nestas semanas aparecer um anúncio da Sumol com um tipo a despenhar-se de skate?
Reparações em 4 passos.
Por vezes, devido a negligência grosseira ignorância estupidez burrice teimosia inépcia icterícia torácica inercia dispepsia septicemia termos aleatórios ou pção, estragamos orgãos internos. Isto geralmente acontece ao fim de semana. Hoje vou explicar rapidamente como repará-los.
1. Onde está o problema?
Procurem dores, tensões, hemorragias. Eu procurei procurei e cheguei à conclusão, estava aqui. Este é o primeiro passo. Não desistam de procurar se os sintomas forem subtis e na primeira sondagem não perceberem bem onde está o problema. Há muitos orgãos, lembrem-se.
2. Abertura e inspecção
Abri-o. Depois de uma secção transversal, com um qualquer instrumento que possa servir para o efeito - o importante é o quadro seguinte, este é apenas uma fotografia de um autoclismo a ser destapado - desde que se obtenha um corte limpo e direito. Aqui podem ver indicado como há dicas visuais para voltar a fechar o orgão depois de reparado.
3. As entranhas, diagnóstico
Esta é a parte que causará mais estranheza. Não estão habituados a ver o vosso interior tão explicitamente. Respirem fundo, evitem movimentos bruscos. Aqui podem ver que do ponto A ao ponto B há algo profundamente negro e estranho. Sigam esta pista. Empurrando o ponto A, deparar-se-ão com algo no extremo oposto a mexer, encontrando uma possível solução.
4. A solução
Ali estava a raiz de todo o mal. Usei setas mais uma vez, é uma convenção de linguagem visual, as setas indicam que tudo o que está atrás delas não tem interesse ( mnemónica: o símbolo do PSD ). Dei com o problema, que no meu caso era um corpo estranho alojado mesmo lá no fundo. Solução? ocupar o espaço vazio. Aconselho Alka Seltzer, éter, serradura, gunronsans, belimundas ou baltazares, trocos, erva, chumbo ou penas, o importante é que o volume se mantenha para compensar o que está em falta. Volta-se a fechar. Finaliza-se com 2 murros ou só a ameaça dos mesmos para ser mais português e está feito, funciona tudo como antes.
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| Domine memento mei |
Procurem dores, tensões, hemorragias. Eu procurei procurei e cheguei à conclusão, estava aqui. Este é o primeiro passo. Não desistam de procurar se os sintomas forem subtis e na primeira sondagem não perceberem bem onde está o problema. Há muitos orgãos, lembrem-se.
2. Abertura e inspecção
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| Devagar e com calma. |
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| Dica visual indicando setas |
3. As entranhas, diagnóstico
Esta é a parte que causará mais estranheza. Não estão habituados a ver o vosso interior tão explicitamente. Respirem fundo, evitem movimentos bruscos. Aqui podem ver que do ponto A ao ponto B há algo profundamente negro e estranho. Sigam esta pista. Empurrando o ponto A, deparar-se-ão com algo no extremo oposto a mexer, encontrando uma possível solução.
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| 25 cl, não poupam água nenhuma assim. Ursos. |
Ali estava a raiz de todo o mal. Usei setas mais uma vez, é uma convenção de linguagem visual, as setas indicam que tudo o que está atrás delas não tem interesse ( mnemónica: o símbolo do PSD ). Dei com o problema, que no meu caso era um corpo estranho alojado mesmo lá no fundo. Solução? ocupar o espaço vazio. Aconselho Alka Seltzer, éter, serradura, gunronsans, belimundas ou baltazares, trocos, erva, chumbo ou penas, o importante é que o volume se mantenha para compensar o que está em falta. Volta-se a fechar. Finaliza-se com 2 murros ou só a ameaça dos mesmos para ser mais português e está feito, funciona tudo como antes.
domingo, julho 24, 2011
Típico diálogo de domingo
- Lembras-te da Mariazinha?´
- Não...
- A Mariazinha? não te lembras dela?
- Não, não lembro.
- Eras pequeno, gostavas dela... Não te lembras??
- Eh não não me lembro.
- Ela tem uma exposição, ela pinta, vê lá se a encontras aí na internet.
- Mariazinha Mariazinha... Aqui está.
- Ah mas não é nenhuma dessas!
- São as que aparecem...
- Ah nada disso, mete lá a Mariazinha, ela não é essa. Olha, é esta aqui.
- Ah pois. Não, nunca me ia lembrar dela.
- Vês ela pinta. Mete aí os quadros dela mais novos.
- Estão aqui todos os que encontrei.
- Mas não são estes. Mete outros, os mais novos, não sabes quais são?
- Não sei, nunca os vi.
- Teve uma exposição em Sintra, procura lá.
- Isso pode ser qualquer coisa.. Ah, diz aqui que nasceu em 1957. Disseste que eu gostava dela, mas ela tem mais 20 anos que eu.
- Não...
- A Mariazinha? não te lembras dela?
- Não, não lembro.
- Eras pequeno, gostavas dela... Não te lembras??
- Eh não não me lembro.
- Ela tem uma exposição, ela pinta, vê lá se a encontras aí na internet.
- Mariazinha Mariazinha... Aqui está.
- Ah mas não é nenhuma dessas!
- São as que aparecem...
- Ah nada disso, mete lá a Mariazinha, ela não é essa. Olha, é esta aqui.
- Ah pois. Não, nunca me ia lembrar dela.
- Vês ela pinta. Mete aí os quadros dela mais novos.
- Estão aqui todos os que encontrei.
- Mas não são estes. Mete outros, os mais novos, não sabes quais são?
- Não sei, nunca os vi.
- Teve uma exposição em Sintra, procura lá.
- Isso pode ser qualquer coisa.. Ah, diz aqui que nasceu em 1957. Disseste que eu gostava dela, mas ela tem mais 20 anos que eu.
Política
José Seguro está para Passos Coelho como Passos Coelho está para José Seguro.
Estamos entregues aos bichos.
Estamos entregues aos bichos.
Desportos radicais
Tarde começa no Mosteiro dos Jerónimos, passa a companhia de copo de tinto e sobrinha favorita - sim é compativel sobrinha segura-se com braço esquerdo copo com braço direito - ronha no relvado ronha na rede, comer comer comer comer, lanche passa a jantar, depois de jantar discoteca até as tantas somando cambalhotas e macacada à tarde com dança à noite estou feito em papa.
quinta-feira, julho 21, 2011
Instalação sexista II
Instalação interactiva, sem título, 2011, Materiais diversos.
Sofá frente a televisão passando loops de Eusébio a marcar, sensor de movimento e coluna com voz off "Precisamos de falar."
nota: Desta instalação, a crítica terá dito que metafisicamente, a proposta e o desafio de tornar um impeto emocional numa presença física, multidimensional, pungente, denunciadora, é aqui magistralmente - poderiamos arriscar, por vezes com recurso ao humor - representada como nunca antes.
Sofá frente a televisão passando loops de Eusébio a marcar, sensor de movimento e coluna com voz off "Precisamos de falar."
nota: Desta instalação, a crítica terá dito que metafisicamente, a proposta e o desafio de tornar um impeto emocional numa presença física, multidimensional, pungente, denunciadora, é aqui magistralmente - poderiamos arriscar, por vezes com recurso ao humor - representada como nunca antes.
Instalação sexista I
Prezado, 2011, materiais diversos.
Toalha de banho molhada sobre cama por fazer, peças de roupa interior espalhadas sobre o chão.
Toalha de banho molhada sobre cama por fazer, peças de roupa interior espalhadas sobre o chão.
quarta-feira, julho 20, 2011
Rua de são José, Dimensão paralela frente, Lisboa
Primeiro é o balcão. Alumínio corrido parado no tempo riscado. O balcão faz um corredor. À esquerda o balcão à direita a fila indiana de mesas. Depois as mesas para grupos. Separa a zona dos grupos e a dos solistas indianos uma linha invisível mediatriz da placa dos gelados de 2008 e a viga com o retrato do Raul Solnado. Na parede, os mantones a fotografia da Amália os mantones.
Segundo as gentes. A dona Rosa rosinhas dos limões do fado meio galega 2 dentes na boca nem a couve a trinca, o senhor António que insiste em tudo bom vendedor ele, fosse a comida só um pouco melhor e nem me ficava no mini-prato era logo uma dose. Depois, a cozinheira. Mal sai da cozinha, que é pouco maior que um esquentador a cozinha não ela. Os chinelos deixam ver os dedos curtos cotos a bata os cotovelos carnudos caídos.
Terceiro o falar rápido e nervoso a simpatia o esforço de agradar, a rudeza que se tenta polir como quem puxa ao lustro aos talheres com o avental. Os gestos meio comidos destreinados raisparta os talheres que caem das mãos o riso sempre fácil porque a idade não dá mais. A cozinheira não fala mas ri-se muito das conversas dos outros.
Segundo as gentes. A dona Rosa rosinhas dos limões do fado meio galega 2 dentes na boca nem a couve a trinca, o senhor António que insiste em tudo bom vendedor ele, fosse a comida só um pouco melhor e nem me ficava no mini-prato era logo uma dose. Depois, a cozinheira. Mal sai da cozinha, que é pouco maior que um esquentador a cozinha não ela. Os chinelos deixam ver os dedos curtos cotos a bata os cotovelos carnudos caídos.
Terceiro o falar rápido e nervoso a simpatia o esforço de agradar, a rudeza que se tenta polir como quem puxa ao lustro aos talheres com o avental. Os gestos meio comidos destreinados raisparta os talheres que caem das mãos o riso sempre fácil porque a idade não dá mais. A cozinheira não fala mas ri-se muito das conversas dos outros.
segunda-feira, julho 18, 2011
Pela manhã
| Toca no pino e levas um banano |
* Se eu tivesse uma máquina destas, também metia pinos à volta dela
domingo, julho 17, 2011
Nesta casa acorda-se cedo ao domingo.
A menina do trombone tem despertador ao fim de semana para alimentar os gatos. Era mesmo eu, pois.
sábado, julho 16, 2011
Descanso do guerreiro
Ando a ler coisas na vizinhança virtual. Isto é do Bom Sacana:
Já a Anouc tem esta jabardice genial. O Anão Gigante cita Arturo Perez à volta da criatividade. A Julie continua a encontrar coisas que me tiram o sono:
Já a Anouc tem esta jabardice genial. O Anão Gigante cita Arturo Perez à volta da criatividade. A Julie continua a encontrar coisas que me tiram o sono:
sexta-feira, julho 15, 2011
Mesa para quarto
Mouraria acima, ruas da Severa abaixo entra-se numa porta suspeita. Como ali todas as portas são suspeitas e esta é insuspeita é algo suspeito peito cheio sobe-se a escada ignora-se a desarrumação é uma casa normal se é que há disso, mas lá em cima é um restaurante. Ali não há cartões, não há caixa sequer, só há divisões com mesas e cadeiras uma de cada nação e aqui não é retro-vintage-eclético é mesmo falta de gosto pois misturar vários tipos de cadeiras não é só moda, pode ser também falta de dinheiro os pratos são fartos assim como é a gordura em cima das mesas. O restaurante podia ser chinês se fosse um restaurante era do mundo, divido mesa com suecas que dão lugar a um casal português e assim por diante ante a confusão de pratos a pausa lá fora, a varanda a dar-se para as janelas dos vizinhos um metro os separa, já é tarde, esperam que a conversa acabe impacientes.
terça-feira, julho 12, 2011
Medidas drásticas
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| Esperavas a fada dos dentes mas ela não estava na altura |
São os mercados, os que jogam com o dinheiro do monopólio, que estão a ir ao fundo felizmente já arranjaram solução que é um novo jogo de monopólio, mas versão Bruxelas por isso podemos estar descansados e voltar a dormir ah que belo sono terei hoje.
segunda-feira, julho 11, 2011
deus ocaso
Deu-se o caso de hoje estar com a paciência por um fio. Analisei-o com o kit csi, era de uma teia, daqueles que ficam pendurados esticam vai acima vai abaixo encolhe oscila pendula recolhe. Dada a qualidade da gosma do bicho, o fio que devia estoirar partir-se e deixar o animal cair as aranhas são animais não são bichos, tento enrolar tudo com jeito mas só o vejo à contra-luz contra um fundo preto é difícil de saber se já esticou tudo o que havia para esticar por isso mexo-me devagar.
Chegaram resultados do laboratório agora. Afinal era baba.
Chegaram resultados do laboratório agora. Afinal era baba.
* Dos gatos
Não só partem tudo o que não estiver pousado no chão, como vendo que deixei maçãs dentro do saco em cima da fruteira, tentam rasgar o saco sim porque há um gato o preto que gosta de esfregar os cornos nas maçãs, tomando-as como a) território b) amigos
sendo que qualquer uma das opções acima faz do gato a) estúpido b) esquizofrénico c) autista
Tirando isso, são animais excelentes. Mesmo.
Minto: logo a seguir ao Pedro Passos Coelho, são quem mais me dificulta a vida aqui em casa.
Cabrões *
sendo que qualquer uma das opções acima faz do gato a) estúpido b) esquizofrénico c) autista
Minto: logo a seguir ao Pedro Passos Coelho, são quem mais me dificulta a vida aqui em casa.
Cabrões *
sábado, julho 09, 2011
Novas rotas
Passei mais tempo no Torel esta semana do que na vida toda. À hora de almoço faço estatísticas sobre esplanadas-vistas-do-Torel enquanto isto, a menina da ponte traz as saladas a passo lento devia avisá-la que a ponte está a afectar-lhe a travessia da esplanada, ergue-se do decote, atravessa o peito, sagital longa e a fundo, mas corre mal, aconselhava-lhe a água salgada mas já não deve chegar a do rio tem de ser de mar alto. O part-time como agrimensor lisboeta leva-me agora ao Rossio, ao Martim Moniz, à Calçada de S. Vicente, à baixa no geral, durante o dia. Depois, não há grande gosto em passear à noite depois de dias ocupados por outros trabalhos, muitos e descoordenados. Blogar não tem compensado. As imperiais são mais baratas que as fitas da máquina de escrever sempre a amuar com merdas essas os tremoços assegurou-me o homem da tasca só são cobrados quando estes se comem ao sol, como este Verão tem sido de segunda tenho poupado mais. Conto voltar ao Torel para a semana para ver como vão as obras.
quinta-feira, julho 07, 2011
segunda-feira, julho 04, 2011
Às portas de santo Antão
Os tascos repetem-se porta sim porta não porta sim sim não, as mercearias ainda vendem pasta medicinal coito, piassas piaçabas piaçavas plásticos nossas senhoras e dálmatas de loiça esfregões fitas métricas e bacalhau quem o corta lá em casa são eles óbvio, nisto aparece a mulher possessa e diz que a vizinha do 3º dto que é uma alcoviteira disse que eles não podem ser felizes porque ele até pode cortar o bacalhau lá em casa mas não se deitam à mesma hora nem ouvem a mesma canção e o amor está nos detalhes, não é deus como disse o outro pois não. O sr. Antão pensa que ver o peso pesado ou o gordo - esta mania das televisões com os gordos, fetiche arcaico - a meias com a mulher é quanto baste para manter o fogo da paixão mas não agora tem de deitar-se mais cedo partilhar cama não chega é preciso mais caramba pensa baixinho muito baixinho que ela ouve tudo tudo, deus o dos detalhes queira que ela não perceba que só se deitava às tantas para poder ver a vizinha da Rua das Pretas em contraluz.
domingo, julho 03, 2011
Fim de semana, def.:
Espaço sócio-temporal caracterizado por exploração de bandas de Dixieland ou di xie - leia-se Di chi como discutia o casal na mesa ao lado, reconhecendo ser algo da família do Chi Kung, Jet li e do chá gorreana - seguido de convencional atropelo a lista de convidados de festa privada, a coberto da noite e de um suposto anonimato que rapidamente foi denunciado - vide Lisboa é um ovo - mas que dado a facilidade com que a trupe soube dançar abba erasure e bandas afins mantendo no entanto a postura e rectidão que lhe tinham sido prontamente aferidas à entrada, a sua presença foi tolerada.
Ao pessoal que me reconheceu e nos topou, deixo aqui a nota: gostámos muito da companhia até daqueles gajos mais estranhos para-lá-de-trixa, as coreografias que criámos eram mais low-profile mas executadas com mestria, pagámos tudo o que bebemos, não partimos nada e eu puxei sempre o autoclismo. Só não cumprimentei depois porque já era abusar da sorte ( eu lavei as mãos sim ).
Ao pessoal que me reconheceu e nos topou, deixo aqui a nota: gostámos muito da companhia até daqueles gajos mais estranhos para-lá-de-trixa, as coreografias que criámos eram mais low-profile mas executadas com mestria, pagámos tudo o que bebemos, não partimos nada e eu puxei sempre o autoclismo. Só não cumprimentei depois porque já era abusar da sorte ( eu lavei as mãos sim ).
quinta-feira, junho 30, 2011
Mudanças
Foi-me dado a assistir um processo de mudanças. Não as do tempo que essas são invisíveis a olho nu mas as do espaço não o espaço sideral óbeviamente.
A ideia peregrina como é que um físico famoso não se lembrou disto, é a seguinte: dada uma indeterminada mas consssistente quantidade de livrosss, optimize-se o seu transporte poupando o número de viagens necessárias.
A ideia peregrina como é que um físico famoso não se lembrou disto, é a seguinte: dada uma indeterminada mas consssistente quantidade de livrosss, optimize-se o seu transporte poupando o número de viagens necessárias.
- Encaixotem-se.
- Crie-se uma nova raça de escravo biónico com a ajuda do doutor Mengele, do doutor Hyde do Michael Transformer 3 Bay e do Tarzan Taborda.
- Indique-se onde devem ser colocados os 3 caixotes de 70kg cada, caso o escravo biónico aceite levantar os caixotes.
terça-feira, junho 28, 2011
Enquadramento-Poético-Marítimo
Al moço
Quando me sentei na esplanada do sol escondido e me disseram que o franguinho estava bom, pensei que franguinho fosse só da mania dos empregados de mesa das batatinhas queijinhos molhinho copinho vinho e assim. Mas não, afinal veio um franguinho inteiro encolhido no prato praticamente um infante de mês e meio, ajoelhado de patas e asas, virado para Meca.
segunda-feira, junho 27, 2011
Tenho visto as notícias
A notícia que mais me fascina neste dias cheios de notícias a sic parece o jornal do crime e tudo, é esta aqui neste link aqui ó, aqui porra. A sic, noticiando isto passa em rodapé "bruxaria não funcionou por isso (...) ". Ninguém repara, mas não é suposto a bruxaria funcionar, mesmo.
Segunda de manhã
É ler de rajadas os comentários às noticias nos jornais online e fico logo a achar que temos os políticos que merecemos.
domingo, junho 26, 2011
Strip
A gigante brasileira roliça-se no mastro digo no varão, tudo abana, ela roda e roda o cabelo roda o dobro e as carnes muitas rodam também gira mas não é bonita. Vai-se despindo o pouco que traz as mamas pequenas para o corpo o rabo grande para o corpo rodam esconde-se como quem ainda tem vergonhas não larga o varão, a Celine Dion acompanha isto a cantar, pan pipe moods era quase melhor, e nisto agarra num homem da primeira fila, tira-lhe a cerveja da mão agarra-o e fá-lo apalpá-la, obriga-o a mexer-lhe e ele nada. Em Tiananmen cilindraram gente em público mas a causa era nobre aqui a carne não o é, o homem suava não conseguia parar o tanque foda-se. Já com a dignidade pelo chão ele também não era só a dignidade, ela por cima deita despeja a cerveja pelo corpo abaixo e obriga-o a beber do corpo dela sim passou pela vagina passarinha dela, é o corpo pois. E ele bebeu. Atropelamo-nos todos para ver tudo isto.
Acabado o acto, vou ter com o homem, zonzo à beira do palco e pergunto-lhe: Era Sagres ou SuperBock?
Acabado o acto, vou ter com o homem, zonzo à beira do palco e pergunto-lhe: Era Sagres ou SuperBock?
sábado, junho 25, 2011
Vou deixar de ler
Vou deixar de ler o Atum Macado, que me crasha o computador com o holocausto de kuduro.
deus e as nozes
O Prezado não é dextro mas desenha com destreza. Podendo ser usada em tanta coisa boa, só é conseguida porque ele não perde tempo com essas coisas.
sexta-feira, junho 24, 2011
Tenho ouvido
Um tema de conversa recorrente - a porra da política novamente - tem sido a passividade com que o português aceita as porras que lhe fazem e cala o bico, calminho maneiro pachola. Os agitadores de sofá, tipo o dono do estaminé, pelam-se quando vêem deputados em Barcelona a comer nos cornos, gregos a partinem o partenon, espancar deputados e tal. Enche-mee o coração isto há coisas que são mesmo assim aquecem-nos a manta do ódio escura e quentinha deixa-me mesmo regalado no sofá unfa deputado com biqueiro nas costas pá é o PSR que há em mim a delirar. Mas, tenho ouvido opinion makers refastelados também num sofá, a contar novamente com a passividade do português, hoje ouvi mais um a dizer que não temos o historial da Grécia, que somos de brandos costumes e esse tipo de reacção não é a nossa e a lenga lenga amoxa zé que isto não custa nada pimenta nos olhos dos outros é colírio e assim lá vamos cantando e rindo porque sabemos como é o zé.
E aqui fiquei indeciso entre meter aqui a frase "até ver." ou não. Até ver.
E aqui fiquei indeciso entre meter aqui a frase "até ver." ou não. Até ver.
quinta-feira, junho 23, 2011
Raispartascompras
Chateia-me como o raio comprar roupaporissofaço-odeumaassentada só paro no provador porquetemdeserhojetiveumasortedocatanoforamlogoasprimeiras calças quexperimentei saio pago casa.
quarta-feira, junho 22, 2011
A vida é bela
À entrada do trabalho, na portaria, espero o elevador e nisto o porteiro de cabelo branco, distraído, dança o Sweetest taboo.
Pausa
Notícias locais
Ainda a procissão vai no adro
e já a zaragata é do ébrio
ainda a discussão vai no híbrido
e já a certidão é do óbito
de subito
um punhal
e ei-lo que cai em
decúbito
dorsal
pobre instante, pobre morte
esse rapaz nunca teve grande sorte
não faz mal, não faz mal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal
Sérgio Godinho
Ainda a procissão vai no adro
e já a zaragata é do ébrio
ainda a discussão vai no híbrido
e já a certidão é do óbito
de subito
um punhal
e ei-lo que cai em
decúbito
dorsal
pobre instante, pobre morte
esse rapaz nunca teve grande sorte
não faz mal, não faz mal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal
pelo menos vem no jornal
Sérgio Godinho
terça-feira, junho 21, 2011
Separadas à nascença?
Assim que vi a Assunção Esteves lembrei-me da Ellen Degeneres e acho bem que tenhamos uma sósia para substituir a Ellen Degeneres em caso de emergência.
Ainda me ralo
No outro dia contei o número de anúncios que passam na televisão que usam a seguinte estrutura:
Gosta de lagostas azuis? iupi olhe lagostas azuis lagostas azuis são lagostas azuis são lagostas azuis mesmo gosta ? nós também mas isso não interessa agora, não! goste antes de [ inserir produto ], compre!Onde estão lagostas azuis pode inserir-se qualquer tipo de parvoice tirada de um video do youtube que tenha mais de um milhão de visitas.
segunda-feira, junho 20, 2011
Batendo com a testa na mesa de cabeceira, a realidade era pior do que tinha sonhado
Estava eu numa sala com uma mesa gigante, virada para uma janela à mesma escala, tinha à minha esquerda sentado o Paulo Portas, seguido de mais gente, ministros. Discutia-se politica e eu estava triste mesmo triste a pensar "porra o Passos Coelho é mesmo primeiro ministro..." nisto, da janela sem vidro entra uma andorinha em voo já morta que caindo na mesa se parte aos bocados. Ninguém se mexeu e fiz um gesto ao Portas, simulando uma tacada de snooker a-andorinha-morta-já-se-tirava-daqui-não? o gajo nada e eu pego numa revista enrolo-a faço um rolinho e empurro os bocados da andorinha da mesa fora. Nisto penso, bem cantava o Carlos do Carmo por morrer uma andorinha não acaba a primavera mas não tou a ver grande futuro não...
Salvem-me tenho sonhos politizados.
Salvem-me tenho sonhos politizados.
Pela esquerda. Que à direita vem gente.
Perdido que foi o fim de semana a trabalhar, restou-me o sofá para me manifestar e pouco mais. As virtudes esquerdistas da cerveja foram exaltadas com parcimónia, as vicissitudes de outra forma, os paradoxos de outra ainda. O máquina de lavar continua a fazer de Pedro Passos Coelho, tratando as minhas cuecas como um Nobre: entram em grande e saem em desgraça. Privatizava-a se fosse minha mas é da menina do trombone e não estou para OPAs hostis. Os gatos, força política mais activa daqui de casa, activistas de fim-de-semana, manifestam-se deitados na minha pança em vez de deitados no Rossio. As políticas de reciclagem e co-incineração estão suspensas por decreto meu, não levei o lixo para baixo como sempre.
sábado, junho 18, 2011
Temos governo - uma análise séria I
Primeiro Ministro - Pedro Passos Coelho Cabrão mesmo
Ministro Negócios Estrangeiros - Paulo Portas Cabrão mesmo
Ministro das Finanças - Vítor Gaspar Cabrão vampiro feio
Ministro da Economia - Álvaro Santos Pereira Cabrão cocó
Ministro da Educação - Nuno Crato Cabrão
Ministro da Saúde - Paulo Macedo Cabrão
Ministro da Segurança Social - Pedro Mota Soares Cabrão
Ministro da Agricultura, Ambiente e Território - Assunção Cristas Cabrona
Ministro da Defesa - Aguiar Branco Cabrão
Ministro da Justiça - Paula Teixeira da Cruz Cabrona
Ministro da Administração Interna - Miguel Macedo Cabrão neoliberal
Ministro dos Assuntos Parlamentares - Miguel Relvas Cabrão neoliberal
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Marques Guedes Cabrão desculpa li Marques Mendes
Secretário de Estado adjunto do PM - Carlos Moedas Cabrão
Incapaz de formar um opinião objectiva dado que nenhum dos ministros optou pelo caminho da rectidão e da verdade, tomei em conta várias opiniões recolhidas com sem-abrigo, taxistas e membros da oposição.
Incapaz de formar um opinião objectiva dado que nenhum dos ministros optou pelo caminho da rectidão e da verdade, tomei em conta várias opiniões recolhidas com sem-abrigo, taxistas e membros da oposição.
sexta-feira, junho 17, 2011
Voltamos amanhã
Eu ainda ando a pé mas só por Lisboa e faltam-me coisas para contar porque passo o tempo a tentar encontrar coisas para contar e por isso não vejo nada. Como paliativo tiro umas fotos que até parece que contam histórias mas são como os textos com poucas virgulas, metem-se uns efeitos e até parece que foi tudo muito bem visto ou pensado.
quinta-feira, junho 16, 2011
quarta-feira, junho 15, 2011
Cansado cansado
Só recuperei agora do fim de semana, depois de uns dias a pão pouco que me esqueci de o comprar e a água nem sempre mas por vezes ainda cansado.
As energias que reponho gasto-as esta semana em dias consecutivos de tocatta e fuga não do Bach nem já do Baco mas do patronato, que burro que doi, insiste em promover a sua vida social à conta dos empregados. Isto é como quem diz, quem almoce com ele tem de rir-se de piadas atrozes, que:
As energias que reponho gasto-as esta semana em dias consecutivos de tocatta e fuga não do Bach nem já do Baco mas do patronato, que burro que doi, insiste em promover a sua vida social à conta dos empregados. Isto é como quem diz, quem almoce com ele tem de rir-se de piadas atrozes, que:
- Malucos do riso não fazem
- Bin Landon foi morto por menos
- A Stephanie do Mónaco deixou de cantar quando ouviu uma
- Vitrúvio preferiu a morte rimando-se a um vulcão
- Benny Hill matou o velhote com chapadas na testa
- Os Monthy Python ficaram impotentes
- Bush riu-se e perdeu as eleições para um keniano
- Santa Lucia arrancou os olhos
- Eu baldo-me, fico a trabalhar mais 10 minutos e vou almoçar sozinho mas em paz com o universo
Solipsísmico
O fim de semana foi gigantesco não por ter quatro dias mas porque teimei em fazer deles o oito em que acabei.
segunda-feira, junho 13, 2011
Festas
Como previa, preciso de mais uns 4 dias para descansar. Ora ontem lá fui para os Santos. Crowdsurfing, Avenida, cantoria, marchas, imperiais, tremoços, Campo das cebolas, farturas, Alfama, bailarico, andar milhas a pé, batalhar por um taxi, Mouraria, Bica farto cheio cansado zombies na rua, porrada, copos, sofá, tudo. Preciso de sofá.
domingo, junho 12, 2011
sexta-feira, junho 10, 2011
Eu percebo a sério que percebo
A menina do trombone pediu ao seu mais que tudo para trazer do supermercado fiambre "da espessura de um dedo" - ela revelou depois que era pra fazer cubinhos para uma salada - mas é sabido que nós homens quando não estamos dentro do contexto, não é natural que acertemos. É como pedir a uma mulher que traga uma chave sextavada a caminho da manicure.
- Fiambre tão grosso? era quê da espessura de um dedo? da altura de um dedo pois um dedo de altura? é um bocado de fiambre olhe minha senhora é um bocado de fiambre da altura de um dedo médio pois o do meio o dedo nao minha senhora o dedo não seja malandra sim é desse tamanho sim o DEDO pois você é levada da breca apre pois está bom assim.
- Fiambre tão grosso? era quê da espessura de um dedo? da altura de um dedo pois um dedo de altura? é um bocado de fiambre olhe minha senhora é um bocado de fiambre da altura de um dedo médio pois o do meio o dedo nao minha senhora o dedo não seja malandra sim é desse tamanho sim o DEDO pois você é levada da breca apre pois está bom assim.
| Se a bófia apanha isto numa rusga, tá tudo fodido. Sim isto é um bloco sólido de fiambre. |
quinta-feira, junho 09, 2011
Volto a casa
O gato insiste em afiar as unhas numa fresta do chão, que eu fecho por som, fazendo SSHSHSSSSTA GATO, o som veda todo o tipo de buracos passíveis de ser abertos pelos gatos e fecha a porta do frigorifico, conserva maçãs livres de pelo, dizem cientista japoneses anónimos num estudo publicado em nenhures que são os iões no som SSHSHSSSSTA GATO que repelem o pelo. Agora vou tentar o mesmo para isolar a sala e poder descansar no sofá até à hora de jantar.
segunda-feira, junho 06, 2011
Conclusão óbvia
Como o eleitorado mais informado percebe que os políticos são a merda que se sabe - sendo que uns são mais merda que outros - , entende abster-se, votar em branco, nulo ou simplesmente nem perder mais tempo, mostrando como está em desacordo com a classe política no geral, sobrando assim o espaço de voto aos desinformados os que se estão marimbando para a política e não querem saber. Temos então cinco milhões de pessoas bastante cientes do valor da classe política, uns três milhões que não percebem um cu de política mas percebem a lógica olho-por-olho e depois uns dez mil intelectuais que acham que estão a votar em consciência.
domingo, junho 05, 2011
Ultimatum
Seja qual for o próximo governo deste país, quero deixar aqui o ultimatum PPC. Segue:
Acabem com uma destas coisas e vai haver montras partidas e motins. Eles sabem que sim. Aviso ao PAN: Vocês até podem ganhar um deputado, mas eu tou-me cagando que os caracois morram da forma atroz que morrem. Mais 200000 anos de evolução talvez gritem e sangrem, aí já não os como, juro.
Acabem com uma destas coisas e vai haver montras partidas e motins. Eles sabem que sim. Aviso ao PAN: Vocês até podem ganhar um deputado, mas eu tou-me cagando que os caracois morram da forma atroz que morrem. Mais 200000 anos de evolução talvez gritem e sangrem, aí já não os como, juro.
sexta-feira, junho 03, 2011
Sendo que
Deus disse para amarmos tudo por igual
Sócrates disse que preferia cicuta
Margarida Rebelo Pinto diz que escreve
Carolina Salgado escreveu a puta
A Jerónimo Martins diz não há greve
O gajo do PNR nem me dou ao trabalho
O Ronaldo continua um rico grunho
Paulo Portas sumarinos e o caralho
Os pepinos espanhois matam muitas
Os alemães já não têm tomates
O universo em si contrai-se
Garcia Pereira quer 180 debates
Francisco Louçã já enjoa
Sousa Tavares não vale um chavelho
Este país ainda é lindo mas
Tudo menos o Pedro Passos Coelho
Sócrates disse que preferia cicuta
Margarida Rebelo Pinto diz que escreve
Carolina Salgado escreveu a puta
A Jerónimo Martins diz não há greve
O gajo do PNR nem me dou ao trabalho
O Ronaldo continua um rico grunho
Paulo Portas sumarinos e o caralho
Os pepinos espanhois matam muitas
Os alemães já não têm tomates
O universo em si contrai-se
Garcia Pereira quer 180 debates
Francisco Louçã já enjoa
Sousa Tavares não vale um chavelho
Este país ainda é lindo mas
Tudo menos o Pedro Passos Coelho
quinta-feira, junho 02, 2011
Perdido
O cansaço alojou-se no primeiro quadrante do cérebro, onde mantinha a capacidade de escrever posts porreiros intacta - nunca lhe toquei - e agora estou a ver que toda a cobertura das eleições, que se queria séria e produtiva, está comprometida, vou acabar já estou a ver a dizer merda, a dizer para não votarem o que é totó e ilegal, vou dizer que é tudo igual são todos uns bandidos mas especialmente aqueles dois partido dos animais uns que querem que acabem com os bitoques e querem toda a gente a comer alfafa, os outros que não gostam de emigras só porque comem muito caril e eu gosto de caril porra. Ah, mas enquanto tenho caco argh as cartas ditam o meu fim quiromancia nefrologia nada me salva mas tenho de dizer enquanto tenho caco, Paços Coelho não Argh.
Não vou argumentar nem vou dar espaço para contra argumentos, é só isto: votar psd é feio para Portugal, Portugal fica triste ainda mais triste.
Não vou argumentar nem vou dar espaço para contra argumentos, é só isto: votar psd é feio para Portugal, Portugal fica triste ainda mais triste.
terça-feira, maio 31, 2011
Reciclagem
Desafiando a lei da termodinâmica, há coisas que não me aquecem nem arrefecem e que ainda por cima, não mudam, desafiando também a impermanência. Vou deixar de escrever sobre elas. A saber: Globos de ouro, eleições, depilação e crise crise crise crise. Até amanhã.
Hoje comi uma alheira e aquilo era atroz como que uma tormenta que se apossasse de mim - olhem, não meti um hífen - e dissesse ao meu estômago morre pulha que me tomaste como certa, arrepende-te e poupo-te a vida - meti agora dois hífens e são certos - jura que nunca mais dizes "queroalheira" jura. Lá curei tudo a copos de água de torneira o remédio fmi.
Hoje comi uma alheira e aquilo era atroz como que uma tormenta que se apossasse de mim - olhem, não meti um hífen - e dissesse ao meu estômago morre pulha que me tomaste como certa, arrepende-te e poupo-te a vida - meti agora dois hífens e são certos - jura que nunca mais dizes "queroalheira" jura. Lá curei tudo a copos de água de torneira o remédio fmi.
domingo, maio 29, 2011
Multi-non-tasking
Como sou procrastinador bandalho preguiçoso e desorganizado mentalmente, tenho um pedaço tosco de cérebro que pinga constantemente do occipital, essa massa mal arrumada cavalgando escachada em cima da sela turca, tenho de fazer o dia a dia repartido em micro-tarefas. Estou aqui a ver se despacho tudo rápido: Vejo o mail enquanto não aspiro, não faço o IRS enquanto não limpo o pó, vejo um filme enquanto não vejo o mail, não arrumo as meias enquanto não acabar o IRS, não arrumo o estirador enquanto escrevo este post, arrumo a roupa enquanto o aspirador arrefece, não lavo a louça enquanto não acabar o filme, fotografo o por-do-sol em exposição prolongada mas só quando estiver mais de noite e mais frio, vou até ao Galeto até a roupa secar, desenho um carro capotado enquanto não arrumo o estirador, não faço o IRS a meias enquanto vejo o mail, não limpo o pó enquanto estendo a roupa fria, não ouço Al Green enquanto não acabar de ler o Ass, arrumo o estirador a ouvir o aspirador, não acabo o Ass de maneira nenhuma, acabo este post e vou descansar.
sábado, maio 28, 2011
Ao fim de Maio de 2011
O autor do blog vive no centro de Lisboa, partilha casa com 5 almas - ou 4, 2 ou 1, caso se considere que os gatos têm alma e o namorado da menina do trombone conte como flatmate ( com alma ) ou que não tenha alma ou que os gatos não tenham alma - dorme pouco ou cada vez menos, o pensamento é errático, perde horas a escrever num blog, anda de iPod Touch, tem um carreiro de formigas no estirador, fotografias coladas nas portadas da janela, uns quantos livros por ler, um na página 78, outro na 125, um outro na 105 ou 107 os números impares estão do lado direito é por isso que sei que se não é a 105 que não tenho a certeza - basta olhar para a página a correr os olhos também correm vejo uma frase solta e sei que já ali estive é como ir a uma rua de uma cidade em que já estivemos, a sensação de familiaridade não se perde mais - por isso deve ser a seguir, antes também pode ser mas na rua ando sempre em frente por isso 107 foda-se já me perdi onde é que ia ah a 108 depois da esquina é parecida mas acho que nunca aqui estive espera de para onde até perto breve longo jamais tampouco excesso em volta aqui alhures lá pois estas estou sempre a passar por elas ah "como a pele superior de uma superfície de vidro" aqui ainda não passei, arrepio caminho e sigo.
quinta-feira, maio 26, 2011
Sobre ética
Exemplo para discussão em loop:
o Zé foi à manif do Rossio. Chega a casa e facebooka Like Starbucks Like Jamie Oliver.
Tentar conter isto é como tentar conter uma nuvem de mosquitos.
o Zé foi à manif do Rossio. Chega a casa e facebooka Like Starbucks Like Jamie Oliver.
Tentar conter isto é como tentar conter uma nuvem de mosquitos.
Desde os tempos do Crepe
Nostálgico dos tempos do Crepe desci ao Rossio. Os freaks juntam-se aos magotes no chão e decidem em assembleia o que vão fazer amanhã se arroz com salsichas se nestum com mel se comprar cordas novas para cinto ou trela para cães debitam longos discursos, fazem atas atos patos lavam chão partem practos vivem o dia como eu vivi no tempo do Crepe. No tempo do Crepe, as coisas eram bem diferentes mas em tudo semelhantes ao que vive o Rossio ali, ocupava sensivelmente 90 metros quadrados como o pessoal no Rossio ali, vivia em comuna e em comuna não havia dinheiro, tudo obtia por crepe, ia a casa de alguém, levavam vinho levavam cerveja eu fazia crepes, prosseguia no crepe moeda única de troca as moedas elas só as usava para comprar vinho, o velho da tasca não acreditava no crepe como os outros revolucionários que a comiam regalados e assim foi durante muito tempo lutei com e pelo Crepe até que depois percebi que um Punto amarelo com saias em segunda mão custava muito crepe e mais não os queriam preferiam dinheiro os fascistas. Tenho saudades do Crepe.
quarta-feira, maio 25, 2011
Estou preso, o patrão insiste que para receber um cheque ao fim do mês tenho de vir cá todos os dias. Mas hoje custa mais porque tenho sono, ontem vi filmes de zombies fiz chichi na cama sem brincar com fosforos, estou aqui sem conseguir adormecer mas também não consigo acordar mais que isto, insistem em brindar-me com uma música que é próxima de atonal ou da tuninha, tenho visões, Duas noivas a dançar fandago, 4 deputados a fazer de pauliteiros de miranda com os cornos, uma posta barrosã em cima disto tudo e eu era feliz e não há forma de calarem a música. Entretanto vou bebendo copos e mais copos de água gelada a ver se acordo e saio de alpha ou da corrida de carrinhos de choque com cadeiras de escritório em que estou há horas. O calor também não ajuda.
terça-feira, maio 24, 2011
Tramado
Não tenho saído das ruas do costume porque o calor é muito, não tenho energia, fico-me sempre no mesmo passeio, o da esquerda, que tenho de proteger minha arte, meu ganha pão e minha vida sexual ulteriormente.
A maldita campanha
Durante um dia ou dois pensei mesmo que isto ia mudar um pouco, por causa da "crise". Depois começa a campanha eleitoral e esquece lá isso. As pessoas perguntam-se em quem vão votar e ninguém com a mão na consciência consegue dizer um nome sem ter umas convulsões ao mesmo tempo. Um terço do pessoal todo que conheço pensa mudar de país. Eu como é sabido sou teimoso, quero o sol e tal, o dinheiro honesto sabe-se que é sempre ingrato, não quer nada com a gente, vem e vai, mas o sol fica. Ontem pela primeira vez pensei sinceramente que deviamos anexar os espanhois. Não precisamos de nada deles, atenção, só o número. Dá-me mais jeito fazer pirulitos, yogurtes, gira-discos, aplicações, cerâmica etc para 46 milhões de hermanos do que para 9 milhões de portugueses, fica mais barato e é só meter uma pronuncia parva quando os vender faz-se umas promoções com paella em rincones e chiringuitos.
As eleições estão a assustar-me, já me tinha esquecido do país onde vivo. Distraí-me. O fim de semana foi bastante ocupado. Além de ter de lavar peugos e beber copos, tive de lidar com as crises existênciais de um amigo que tem ideias boas mesmo boas, como fazer sardinhadas às 8 da madrugada de domingo. Para isso conta com pessoal pai-de-filhos-e-casado, a quem liga a essa hora. Obviamente dá resultados interessantes. Há pessoal que não pode beber, mesmo.
5 minutos do universo que me rodeia, às 8 da manhã de Domingo, algures perto da Calçada de Carriche.
- Tou? bora fazer uma sardinhada!
- eh? bom dia...... bom, tava a dormir.... ligaste-me para quê?
- Quem é Alberto?
- É o Anaximenes.
- ah esse bebâdo.... Despacha-o. Ele que arranje uma vida.
- ó 'mor ele é assim meio despassarado mas é boa pessoa.
- Olha, onde é que combinamos, eu levo o Prezado comigo ele tá aqui ao lado!
- Mas são 8 da manhã.... não podes ligar mais tarde?
- Pronto já acordaste a miuda raisparta esse bebado despacha-o já!
- olha pá não posso tar ao telefone muito tempo, mas como é, sardinhada? e febras? o Prezado não gosta de sardinhas?
- Pá vou aí ter a casa tou a caminho, depois vamos pra outra margem.
- Olha, não é muito cedo para pessoal com filhos e tal? é que almoço e tal é daqui a umas horas, à uma...
- desliga-me o telefone Alberto foi a ultima vez que esse gajo te liga a estas horas
- ó 'mor ele é meu amigo, tá meio atrapalhado meu já te disse que não sei onde se vendem sardinhas a esta hora porra, ainda nem consigo pensar
- ó curte, tás a ver? monobloco. Eu posso espetar o carro contra uma parede e tu e eu ficamos na boa. Por isso é que escolhi este modelo, já sei que quando saio à noite safo-me sempre.
- eh pois nunca tinha andado num destes. olha, o sinal, tá vermelho.
- Febras onde é que há um talho sabes?
- Já me acordaste a miuda caralho, a Fabiola tá a passar-se, se vens a caminho já falamos
- Pá se calhar era melhor irmos noutro dia, ainda é muito cedo para almoçar
- Se calhar.
- Já desligaste Alberto? a Mariza Catarina tem de dormir!
5 minutos do universo que me rodeia, às 8 da manhã de Domingo, algures perto da Calçada de Carriche.
- Tou? bora fazer uma sardinhada!
- eh? bom dia...... bom, tava a dormir.... ligaste-me para quê?
- Quem é Alberto?
- É o Anaximenes.
- ah esse bebâdo.... Despacha-o. Ele que arranje uma vida.
- ó 'mor ele é assim meio despassarado mas é boa pessoa.
- Olha, onde é que combinamos, eu levo o Prezado comigo ele tá aqui ao lado!
- Mas são 8 da manhã.... não podes ligar mais tarde?
- Pronto já acordaste a miuda raisparta esse bebado despacha-o já!
- olha pá não posso tar ao telefone muito tempo, mas como é, sardinhada? e febras? o Prezado não gosta de sardinhas?
- Pá vou aí ter a casa tou a caminho, depois vamos pra outra margem.
- Olha, não é muito cedo para pessoal com filhos e tal? é que almoço e tal é daqui a umas horas, à uma...
- desliga-me o telefone Alberto foi a ultima vez que esse gajo te liga a estas horas
- ó 'mor ele é meu amigo, tá meio atrapalhado meu já te disse que não sei onde se vendem sardinhas a esta hora porra, ainda nem consigo pensar
- ó curte, tás a ver? monobloco. Eu posso espetar o carro contra uma parede e tu e eu ficamos na boa. Por isso é que escolhi este modelo, já sei que quando saio à noite safo-me sempre.
- eh pois nunca tinha andado num destes. olha, o sinal, tá vermelho.
- Febras onde é que há um talho sabes?
- Já me acordaste a miuda caralho, a Fabiola tá a passar-se, se vens a caminho já falamos
- Pá se calhar era melhor irmos noutro dia, ainda é muito cedo para almoçar
- Se calhar.
- Já desligaste Alberto? a Mariza Catarina tem de dormir!
sábado, maio 21, 2011
O fim do Mundo
Hoje, ao fim de anos a dividir casa com mulheres, deu-se o ocaso da razão, o firmamento estatelou-se na fossa das Marianas, a irracionalidade e a anarquia do vazio tudo tomaram: o papel higiénico acabou.
Nunca tinha acontecido. Numa casa onde vive uma mulher, o papel higiénico não é suposto acabar como os rios não deixam de encontrar a foz, como o sol não nasce no ocidente, como Zéfiro cessasse de correr, não é possível. Uma mulher tem sempre desde o dealbar dos tempos sempre a noção que rolos de papel higiénico nunca serão na sua casa em numero menor que dois quarteirões, soubesse eu o que é um quarteirão, mas são muitos. A pergunta faço-a, como sempre, mas a réplica ao estafado mas-para-quê-tanto-papel-higiénico-pá-nunca-hei-de-perceber-essa-tara não esperava que um dia fosse esta.
Nunca tinha acontecido. Numa casa onde vive uma mulher, o papel higiénico não é suposto acabar como os rios não deixam de encontrar a foz, como o sol não nasce no ocidente, como Zéfiro cessasse de correr, não é possível. Uma mulher tem sempre desde o dealbar dos tempos sempre a noção que rolos de papel higiénico nunca serão na sua casa em numero menor que dois quarteirões, soubesse eu o que é um quarteirão, mas são muitos. A pergunta faço-a, como sempre, mas a réplica ao estafado mas-para-quê-tanto-papel-higiénico-pá-nunca-hei-de-perceber-essa-tara não esperava que um dia fosse esta.
sexta-feira, maio 20, 2011
Lisboa,
Hoje lembrei-me do Burroughs. Acho que os nossos políticos são as criaturas que ele relatava nos escritos. Andam claramente a limpar o país de humanos, a mudar o ar e a água, a fazer as mudanças necessárias a que eles se sintam mais em casa. Porque cada vez mais, as pessoas não se sentem bem aqui. Não é triste ver um país ser retirado de quem gosta dele?
Eu vou resistindo. Haja SuperBock.
Eu vou resistindo. Haja SuperBock.
quinta-feira, maio 19, 2011
Novas óportonidades
Sobre esta conversa toda à volta da validade das Novas Oportunidades, sobre os seus objectivos e em especial, sobre o facilitar ou não a vida a muita gente que não merece, os meus pensamentos são: assim como o tempo que tenho nesta terra não é feito a pensar nas facilidades que as pessoas mais afortunadas que eu têm, da mesma forma não o é para pessoas menos afortunadas.
Os ciganos têm direito a R.S.I.? tanto melhor. Nunca sei se um dia serei cigano.
Os ciganos têm direito a R.S.I.? tanto melhor. Nunca sei se um dia serei cigano.
quarta-feira, maio 18, 2011
De passagem
A seguir ao post do Tolan, que reparou no excesso de detalhes e no problema de escala do país, deixo aqui uma série de imagens que escolhi agora. Hoje não me apetece perder mais tempo, tenho sono, depois logo vejo se meto legendas nisto.
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| Manhã |
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| Pequeno almoço |
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| Trabalho |
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| Almoço |
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| Trabalho |
![]() |
| Trabalho |
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| Casa |
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| arrasto-me pela casa |
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| Desisto desta merda toda, deixo de tentar mesmo, como se estivesse a legendar um dia |
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| porque não sei o que dizer de uma merda de uma foto de um banco de jardim, a não ser que me lembra sempre o Abrupto e o Pacheco Pereira |
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| Por isso mando esta bosta destas legendas às urtigas e vou fazer outra coisa. |
terça-feira, maio 17, 2011
Lucidogéneos
Hoje para variar bebi o café aqui ao lado, 10 da matina os velhos a dar-lhe no Favaito, olho para eles e pergunto-me como é que aguentam foda-se. Como é que não morrem de uma doença qualquer, todos os dias anos em Portugal todos os dias em Portugal arre.
segunda-feira, maio 16, 2011
Domingo
![]() |
| Só apanho sol por milagre |
domingo, maio 15, 2011
Keep it coming
Há tempos, em comentários pelo estaminé da Teresa, encontrei um tema sempre muito cómico. E eu gosto de boas piadas, daquelas marotas, traquinas e endiabradas, por isso vou fazer também um post desses: As keywords do google. Fui vê-las e achei umas mesmo engraçadas o que eu me ri sozinho até me caiu um dente. São tão boas que nem vou comentar muito, a piada está feita caramba é mesmo engraçado.
Sublinho que gosto de ter o blog para onde são direccionadas as pessoas que procuram "o cabrão do portas" - acho que é o próprio, a ver se há pessoas que não gostam dele - e "mal fodida", um chavão importante que justifica todo o tipo de impertinência de uma qualquer mulher num qualquer cargo em qualquer altura - que não do mês -, neste país. Fico na dúvida porque é que há pessoas a querer desenhar carros capotados, mas de certeza que também não devem saber quem é o Billar.
Sublinho que gosto de ter o blog para onde são direccionadas as pessoas que procuram "o cabrão do portas" - acho que é o próprio, a ver se há pessoas que não gostam dele - e "mal fodida", um chavão importante que justifica todo o tipo de impertinência de uma qualquer mulher num qualquer cargo em qualquer altura - que não do mês -, neste país. Fico na dúvida porque é que há pessoas a querer desenhar carros capotados, mas de certeza que também não devem saber quem é o Billar.
sábado, maio 14, 2011
A 13 de Maio, até lá iria
Ontem fui, como é hábito, à procura de uma esplanada à hora de almoço. Nisto, olhando o sol, vejo uma mancha estranha ao redor, achei estranho mas não podia ficar especado mas a mancha de repente vejo que são 13 cavaleiros em cima de 12 pegasus brancos flanqueados por 6 dragões, o primeiro deles todo coberto de penas como se espera a um pavão seguido por um tatoo militar de 12 gnr's em cima de uma mota só todos correndo para Este, toda a alegoria decorria em cima do que parecia um mar de chamas brancas a ondular no céu, encimada por um dom José de louça, nossa senhora, um dom José de louça, nem queria acreditar o menino Jesus gatinhava mais rápido que tudo isto criando um delta perfeito reconheci ainda um dos cavaleiros como sendo o beato João Paulo, no momento em que olho para o lado distraído por uma mulher de saltos saltos que pernas foda-se aquilo é um milagre tudo se desvaneceu assim como tinha aparecido.
Em Fátima, dizem, também deus se manifestou ontem, mas não me impressionou tanto como com aquelas pernas.
O facto de haver jornais no século XXI, num país ocidental, a criar ou a fazer a cobertura a um milagre que não é mais milagre que o orvalho na manhã ou a condensação dentro do meu frigorífico a promover crendices neolíticas deixa-me mesmo envergonhado.
Em Fátima, dizem, também deus se manifestou ontem, mas não me impressionou tanto como com aquelas pernas.
O facto de haver jornais no século XXI, num país ocidental, a criar ou a fazer a cobertura a um milagre que não é mais milagre que o orvalho na manhã ou a condensação dentro do meu frigorífico a promover crendices neolíticas deixa-me mesmo envergonhado.
quinta-feira, maio 12, 2011
Devo estar a andar pouco a pé
Como ando pouco a pé, começo a receber selos. É o que dá deixar de descrever ruas mal lavadas e começar a dissertar sobre o tampo da mesa.
Agora foi a Isis. Este selo é qualquer coisa: geralmente os selos, essa validação externa - olha parece a pólo norte - que salta de blog fofo em blog fofo, estão associados a maus julgamentos sobre estética, escrita, criatividade, mas este não, este é oferecido segundo um só critério: Olha ali aquele gajo para eu chatear. Por isso vou quebrar a corrente aqui e arriscar-me a 7 anos de mau sexo - big deal - gengivite, hemorroidas, FMI, passos coelhos, chats aos solu ços o inferno na terra seja.
Agora foi a Isis. Este selo é qualquer coisa: geralmente os selos, essa validação externa - olha parece a pólo norte - que salta de blog fofo em blog fofo, estão associados a maus julgamentos sobre estética, escrita, criatividade, mas este não, este é oferecido segundo um só critério: Olha ali aquele gajo para eu chatear. Por isso vou quebrar a corrente aqui e arriscar-me a 7 anos de mau sexo - big deal - gengivite, hemorroidas, FMI, passos coelhos, chats aos solu ços o inferno na terra seja.
quarta-feira, maio 11, 2011
Num longuissímo dia
Usei todas as energias mentais e as dicas da Maya para vencer as forças do mal. Resisti a trocar as cartas do tarot por tarolos de carvalho, agarrei-me ao teclado em vez do pé-de-cabra e sei - estou a ouvir mariah carey agora, não sei se me tolda o julgamento - que venci. Isto depois de almoçar uma dose anormal de tiras de choco, mamar imperiais e discutir mamas à saída do restaurante e correr rua abaixo depressa demais para o tamanho da dose.
terça-feira, maio 10, 2011
segunda-feira, maio 09, 2011
Chovem agulhas
Desde sábado que ainda não tinha parado, entre jantares leituras copos fritos almoços reencontros encontros trabalho e finalmente quando paro, o que acontece?
Silêncio no quarto Nem o iTunes rodava músicas de encher chouriço, trabalhava focado. Quando trabalho é raro é fico mesmo concentrado, 10 cm mais pequeno, estático. A mão do rato rodava a roda roída do scroll e eu calmo. Nisto,
Gato. Do inferno salta voa trespassa o éter o ar e todas as dimensões que o compõem, galga o firmamento no vácuo da velocidade e aterra onde?
Nos meus ombros. Como? ganchos de unhas quais sabres vivos a esgadanhar-me as costas fico parado no mesmo sítio aos berros - nesta altura ainda o pensamento, quente do susto, se sobrepõe à dor lancinante e fresca, ainda a percorrer os parcos e velho nervos abençoada quantidade deve ter sido a contar com os gatos que deus os fez assim espaldar o seja. Acordei novamente os vizinhos a gritar asneiredo impróprio pois, a dor entretanto já tinha chegado ao seu centro nevrálgico, o Sector 4, onde o cérebro armazena as terminações dos nervos das costas - nas pontas dos nervos há algo como que anilhas de pombos, A23 liga com A23 na outra ponta - e certos vocábulos, como "foda-se", "cabrão" "filho da puta do gato" ou "Pedro Passos Coelho". Levanto-me e o gato cinza como Jupiter enrola-se yo à minha volta de unhas cravadas às costas e eu a tentar arrancá-lo e ele a fazer de cilício, lá consigo extraí-lo, chão falhei o pontapé pulha anormal perseguição no corredor toma cabrão ainda te apanhei na linha de grande penalidade.
Silêncio no quarto Nem o iTunes rodava músicas de encher chouriço, trabalhava focado. Quando trabalho é raro é fico mesmo concentrado, 10 cm mais pequeno, estático. A mão do rato rodava a roda roída do scroll e eu calmo. Nisto,
Gato. Do inferno salta voa trespassa o éter o ar e todas as dimensões que o compõem, galga o firmamento no vácuo da velocidade e aterra onde?
Nos meus ombros. Como? ganchos de unhas quais sabres vivos a esgadanhar-me as costas fico parado no mesmo sítio aos berros - nesta altura ainda o pensamento, quente do susto, se sobrepõe à dor lancinante e fresca, ainda a percorrer os parcos e velho nervos abençoada quantidade deve ter sido a contar com os gatos que deus os fez assim espaldar o seja. Acordei novamente os vizinhos a gritar asneiredo impróprio pois, a dor entretanto já tinha chegado ao seu centro nevrálgico, o Sector 4, onde o cérebro armazena as terminações dos nervos das costas - nas pontas dos nervos há algo como que anilhas de pombos, A23 liga com A23 na outra ponta - e certos vocábulos, como "foda-se", "cabrão" "filho da puta do gato" ou "Pedro Passos Coelho". Levanto-me e o gato cinza como Jupiter enrola-se yo à minha volta de unhas cravadas às costas e eu a tentar arrancá-lo e ele a fazer de cilício, lá consigo extraí-lo, chão falhei o pontapé pulha anormal perseguição no corredor toma cabrão ainda te apanhei na linha de grande penalidade.
domingo, maio 08, 2011
As circunstâncias não permitem
Tenho a pagar a conta da normalidade, que está em atraso. Mas ainda não recebi este mês, é difícil.
Registe-se
Neste momento, a minha mesa de trabalho é um planisfério. Espalhada, a miríade de objectos, factos, desenhos ideias, fios soltos os dos headphones que a compõem, a minha mesa tem o Herman Ass que há pouco não matou uma melga alemães manhosos nem para matar melgas servem, alguém os devia ter ensinado a matar, as contas do supermercado, pilhas velhas que não deito fora, tudo isto e mais um carreiro de formigas. Vejo-me como um Zeca Afonso, a formiga no carreiro vinha em sentido contrário é esta aqui ó que caralho a bater nas outras com os cornos ou antenas ou o que é, e não muda teimosa, deve ter sido para uma destas que o gajo escreveu aquilo, deve ter deixado a água suja do imperialismo a mofar na mesa como eu, não limpa ah pois, tás de volta da guitarra é só perlim perlim trabalhar faz calos e cagas na repartição pois pois. Não o tentei eliminar, respeito a ideia das formigas de criarem aqui um carreiro. A mim cada vez que tento criar alguma coisa vem sempre um filho da puta acima de mim e fode-me tudo. Não quero ser esse gajo para as formigas.
sábado, maio 07, 2011
Chiado abaixo Chiado acima
Vi o novo rico na casa dos gelados queques a família os putos os labradores. Os labradores estão para as familias queques como os rafeiros estão para os punks do Rossio. Os labradores comem melhor que os punks obviamente e têm mais vacinas em dia.
Os punks do Rossio não sabem nada de marketing, insistem que a liberdade vale mais que um bom banho e enquanto insistirem nessa eu continuo a não lhes dar trocos. Se há coisa que me deixa triste é um projecto-de-chapitô, aqueles a tentar malabares mas sem fazer uma sequência de seguida. Se calhar, a maior parte deles tem uma família com um labrador. Porque é que acham que eles gostam de rafeiros maltratados e não se esforçam pelos trocos ah pois.
Os punks do Rossio não sabem nada de marketing, insistem que a liberdade vale mais que um bom banho e enquanto insistirem nessa eu continuo a não lhes dar trocos. Se há coisa que me deixa triste é um projecto-de-chapitô, aqueles a tentar malabares mas sem fazer uma sequência de seguida. Se calhar, a maior parte deles tem uma família com um labrador. Porque é que acham que eles gostam de rafeiros maltratados e não se esforçam pelos trocos ah pois.
Às vezes até tenho pena
Este país não tem espaço para gajos como eu. É por isso que não saio, gosto de ocupar espaço.
sexta-feira, maio 06, 2011
Pára tudo.
Isto é grave.
http://www.publico.pt/Local/duas-discotecas-e-um-bar-no-cais-do-sodre-fechados-devido-ao-risco-de-derrocada_1492997
Não, não é um ou dois bares que fecham no Cais do Sodré. Não se refiram ao Jamaica e ao Tokyo como discotecas. O Jamaica e o Tokyo são peças fundamentais para o equilibrio do universo, não consigo ainda - estou zonzo, suores frios, dores ai foda-se que não chego ao fim do post, já alerta de tsunami já - encaixar bem como funciona Lisboa sem estas duas instituições. Ok, pessoal do FMI já percebi cabrões, já percebi que estão a falar a sério sim o Sócrates é parvo, não lhe liguem, eu sei que as medidas são reais e más! Não nos tirem isto! Eu sei vocês perceberam que sempre me estive a cagar pro FMI porque pensava que o Cais do Sodré estaria a salvo, é a unica forma de ultrapassar o quotidiano neste país, cabrões. E agora? pensem: para onde vão os encalhados? para onde vão os betos tímidos profissionalizados no onanismo? A quem é que os seguranças vão bater? vão obrigar o porteiro do Tokyo a fazer o bigode? E as divorciadas quarentonas, vão para onde agora? Só debaixo dos holofotes do Tokyo é que lhes era tudo permitido malditos sejam. E o Jamaica? onde irá agora o Rodinhas dançar e ocupar o lugar de 12 gajas boas? Parem com a brincadeira, já chega. Não estão a ver a gravidade da situação. Quebraram o frágil equilibrio que sustem Lisboa, os motins de que estavamos a salvo nunca estiveram tão perto. Malditos, deitaram fogo ao paraíso perdido tudo perdido salvem as crianças levem tudo.
( Também fecha o Europa, mas não conta. )
http://www.publico.pt/Local/duas-discotecas-e-um-bar-no-cais-do-sodre-fechados-devido-ao-risco-de-derrocada_1492997
Não, não é um ou dois bares que fecham no Cais do Sodré. Não se refiram ao Jamaica e ao Tokyo como discotecas. O Jamaica e o Tokyo são peças fundamentais para o equilibrio do universo, não consigo ainda - estou zonzo, suores frios, dores ai foda-se que não chego ao fim do post, já alerta de tsunami já - encaixar bem como funciona Lisboa sem estas duas instituições. Ok, pessoal do FMI já percebi cabrões, já percebi que estão a falar a sério sim o Sócrates é parvo, não lhe liguem, eu sei que as medidas são reais e más! Não nos tirem isto! Eu sei vocês perceberam que sempre me estive a cagar pro FMI porque pensava que o Cais do Sodré estaria a salvo, é a unica forma de ultrapassar o quotidiano neste país, cabrões. E agora? pensem: para onde vão os encalhados? para onde vão os betos tímidos profissionalizados no onanismo? A quem é que os seguranças vão bater? vão obrigar o porteiro do Tokyo a fazer o bigode? E as divorciadas quarentonas, vão para onde agora? Só debaixo dos holofotes do Tokyo é que lhes era tudo permitido malditos sejam. E o Jamaica? onde irá agora o Rodinhas dançar e ocupar o lugar de 12 gajas boas? Parem com a brincadeira, já chega. Não estão a ver a gravidade da situação. Quebraram o frágil equilibrio que sustem Lisboa, os motins de que estavamos a salvo nunca estiveram tão perto. Malditos, deitaram fogo ao paraíso perdido tudo perdido salvem as crianças levem tudo.
( Também fecha o Europa, mas não conta. )
Vale mais selo
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| Que másculo selo |
quarta-feira, maio 04, 2011
Democracia e sushi
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| Já vi esfregonas a cair no chão com mais graça |
Isto aqui à direita é um prato de sashimi. Historicamente, um prato de sashimi é um deleite para a vista e para o palato - palato não é malato - feito por um chefe japonês e servido a imperadores em ocasiões especiais. Isto é, uma situação ideal. É como a situação económica que nunca vimos: ideal. Depois, veio a democracia e a sociedade de consumo e o capitalismo. Juntar isto é como ter um forcado comunista a mandar nisto. O carácter comuna leva-o a determinar que o sushi deve ser acessível a todos. O forcado entende que o acesso universal basta e já é bom e que todos os aspectos mais profundos do sushi, como o gosto, a textura ou a estética - coisas que custam dinheiro - são coisa de rabilós. O resultado, apresenta-se aqui ao lado: Sushi para machos. O peixe é cortado à chapada, é seco, velho, arrumado como quem arruma caixotes de fruta no MARL e acima de tudo, mais barato. Isto aplica-se para tudo. Tudo o que compramos hoje menos iPods é um sucedâneo da coisa real. Mas agora até a dona São com uma reforma de miséria pode comer sushi ahhh não espera que mesmo esta merda pegada a que chamaram de sashimi é CARA, porque o sushi a sério o tal com aspecto e que dá vontade de comer esse é ainda mais caro cabrões pois a dona São nem esta merda poderia comer por isso bardamerda. Fui enganado cabrões. Até os meu bitoques têm melhor aspecto que isto.
FMI, vira-me as tripas com um ancinho
Amarro-me ao sofá para ver as notícias. Vejo um político na televisão e tenho hemorragias graves. Hoje perdi um figado, quando o Catroga abriu a boca. Já tinha cuspido um rim aos bocados com a conversa do Sócrates, as feridas voltam a fechar mas depois ainda apanho pessoal do PP, embrulha-se tudo as costas arquejam cai-me um siso, cuspo um canino ia a passar não teve culpa pobre animal torço o meu próprio pescoço a ver se não vomito as unhas dos pés com a conversa destes gajos. Mas estou mais descansado: setenta e oito mil milhões não é tão mau quanto isso, é só meter uma taxa sobre luvas e essa merda paga-se em 2 anos. E como diz o buargh Sócrates, nem fico sem o 13º - já não o tenho é verdade - nem o 14º , também não tenho pois no outro dia disseram-me está cansado do trabalho, não consegue meta baixa Ahbaixapois não tenho também ah a vida se calhar não vai mudar assimAHfoda-se-a-porra-do IVA vão aumentar o iva mas não faz mal eu até gosto de andar a pé e com muito treino consigo imaginar que estou em Paris Texas numa das seis Cheles ou outro sitio, as viagens na cabeça vão ser as únicas que vamos conseguir pagar, já estou habituado.
terça-feira, maio 03, 2011
segunda-feira, maio 02, 2011
Osama Bin Laden, como foi
- Que tédio, não podemos ter ao menos a Eurosport? Queria seguir os campeonatos de bilhar.
- 'mor, já falámos sobre isso. O que é que eu disse?
- Eu sei eu sei, não te dou atenção, é só recadinhos para o pessoal, é só mensagens às escondidas, wiskas saquetas, já te expliquei amor deixa-me explicar-te isto é mesmo importante
- Já falámos o que tinhamos a falar.
- Mas é importante bichinha tens de ver, eu sou terrorista, os meus amigos são terroristas, é trabalho percebes, 'mor não os posso deixar sem resposta.
- "Terrorista"... Tangas. Pensas que eu não sei? dá cá o teu telemóvel. Dá-mo cá.
- ó 'mor é só trabalho já te disse mas não te posso mostrar podem fazer-te mal se descobrem que sabes alguma coisa, é muito secreto e perigoso...
- Osama, tou farta das tuas tangas! não tens Eurosport, não tens net e não tens o-que-tu-sabes até te deixares de uma vez por todas de insistires nessas tretas e admitires que as mensagens são para aquela lambisgoia da Fátima, aquela porca que mostra o cabelo a todos. Eu já vi, já vi mensagens tuas para essa gaja!
- 'Mor mas ela é minha mulher, tu sabes.
- Não quero saber! Farta desta conversa! E vai à porta, estão a bater.
- 'mor, já falámos sobre isso. O que é que eu disse?
- Eu sei eu sei, não te dou atenção, é só recadinhos para o pessoal, é só mensagens às escondidas, wiskas saquetas, já te expliquei amor deixa-me explicar-te isto é mesmo importante
- Já falámos o que tinhamos a falar.
- Mas é importante bichinha tens de ver, eu sou terrorista, os meus amigos são terroristas, é trabalho percebes, 'mor não os posso deixar sem resposta.
- "Terrorista"... Tangas. Pensas que eu não sei? dá cá o teu telemóvel. Dá-mo cá.
- ó 'mor é só trabalho já te disse mas não te posso mostrar podem fazer-te mal se descobrem que sabes alguma coisa, é muito secreto e perigoso...
- Osama, tou farta das tuas tangas! não tens Eurosport, não tens net e não tens o-que-tu-sabes até te deixares de uma vez por todas de insistires nessas tretas e admitires que as mensagens são para aquela lambisgoia da Fátima, aquela porca que mostra o cabelo a todos. Eu já vi, já vi mensagens tuas para essa gaja!
- 'Mor mas ela é minha mulher, tu sabes.
- Não quero saber! Farta desta conversa! E vai à porta, estão a bater.
Ui como eu curto estas correntes e selos e tal
A Julie passou-me esta batata, que eu curto mesmo batatas, quentes a pular-me nas mãos, bolhas dias de seguida aguadilha e pus, eu aos berros, os gatos, o inferno a 9. E agora vão ver porque é que nunca me calham estas correntes. Cá vai:
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe. Seria o Dicionário Enciclopédico Lello e irmão. Reli-o muitas vezes. Gostava de ver as estampas com peixes, anemonas, condecorações, animais, armaduras, espadas, janelas barrocas, pássaros. Ia à procura de palavras como "cona", "rubicundo", "garibaldi", "pua"e logo mais abaixo "puta". Era muito curioso o miúdo. Reli muito livro sobre ovnis. Escusam de torcer o nariz, aquilo é tudo fruto de investigação rigorosa.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A Bíblia. Nunca consegui passar do "...e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a
1. Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Existe. Seria o Dicionário Enciclopédico Lello e irmão. Reli-o muitas vezes. Gostava de ver as estampas com peixes, anemonas, condecorações, animais, armaduras, espadas, janelas barrocas, pássaros. Ia à procura de palavras como "cona", "rubicundo", "garibaldi", "pua"e logo mais abaixo "puta". Era muito curioso o miúdo. Reli muito livro sobre ovnis. Escusam de torcer o nariz, aquilo é tudo fruto de investigação rigorosa.
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
A Bíblia. Nunca consegui passar do "...e Irade gerou a Meüjael, e Meüjael gerou a
Metusael, e Metusael gerou a Lamequem...". E como era um purista, não concebia passar à frente de uma coisa tão importante como uma lista infindável de nomes bíblicos. Como em tudo na vida: se querem ser ouvidos, simplifiquem a mensagem. Não é culpa minha.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Esta é difícil, eu sou do género queimem-todas-as-bibliotecas-do-mundo-mas-não-me-tirem-a-net. As Páginas Amarelas? não sei. Respostas poéticas não estou para isso hoje.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
O Senhor dos Anéis. Era puto, olhava para aquilo e soava-me à maior chatice do mundo. Quanto mais me impingiam aquilo, mais eu dizia para mim " tanta folha, haja paciência... Espero pelo filme mazé".
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Na altura em que o li, andava com a mania de fazer filmes. Como tal, ia imaginando os planos, um a um. O Perfume. Ainda não vi o filme, para ver se a minha imagem era melhor. Mas era, não tinha classificação menores de 18, pelo menos.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quando era miúdo lia tudo. Menos coisas que me chateassem. Há um obsessão com o "chato", claramente. Tudo o que não me parecesse uma televisão era chato, acho. Lia muito: rótulos de shampoo, sabonete, pasta de dentes, dicionários, enciclopédias, bulas, legendas dos filmes, livros de exercícios de inglês, Ali's, Asterix's, Disney's - nesta altura tinha já ilustradores preferidos - Spirou's, Marsupilamis, Tintin's, Gaston's, pois parece que era tudo b.d.. Lembro-me de um dia pedir um livro sem desenhos, armado em homem crescido e ter ficado deprimido naquele segundo. Um dia vivido na infâmia, escreveram.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu podia ter lido qualquer um daqueles clássicos a que era obrigado, porque eram da escola sempre detestei escola, tipo Eça de Queirós, Miguel Torga, mas a verdade é que nunca os acabei. Chato chato chato lido até ao fim... Não, nunca aconteceu.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
As minha aventuras na república portuguesa, MEC - aliás gostava de quase tudo deste senhor.
Farehnheit 451, Ray Bradbury - as imagens, o imaginário.
Pena Capital, Mário Cezariny - finalmente, quase percebo o que é poesia.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Viagem ao País da Manhã, Herman Ass - Apesar do nome do autor não prometer, o livro é interessante. E longo, para quem só tem de andar 2 paragens de metro, só tenho tempo de ler 2 páginas.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
10? tantos? deixa cá sortear a batata: Ursa, Le Rachelet, Deus, Pilar, Mak o mau ( desculpa jovem, tinha de por aqui pelo menos o nome de um gajo ) , Sofia Assim , Nebulosa e mais uma alma que entretanto detonou o blog com C4 e que já não vou cravar, ficamos assim. Pronto, 10.
3. Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Esta é difícil, eu sou do género queimem-todas-as-bibliotecas-do-mundo-mas-não-me-tirem-a-net. As Páginas Amarelas? não sei. Respostas poéticas não estou para isso hoje.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
O Senhor dos Anéis. Era puto, olhava para aquilo e soava-me à maior chatice do mundo. Quanto mais me impingiam aquilo, mais eu dizia para mim " tanta folha, haja paciência... Espero pelo filme mazé".
5. Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Na altura em que o li, andava com a mania de fazer filmes. Como tal, ia imaginando os planos, um a um. O Perfume. Ainda não vi o filme, para ver se a minha imagem era melhor. Mas era, não tinha classificação menores de 18, pelo menos.
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quando era miúdo lia tudo. Menos coisas que me chateassem. Há um obsessão com o "chato", claramente. Tudo o que não me parecesse uma televisão era chato, acho. Lia muito: rótulos de shampoo, sabonete, pasta de dentes, dicionários, enciclopédias, bulas, legendas dos filmes, livros de exercícios de inglês, Ali's, Asterix's, Disney's - nesta altura tinha já ilustradores preferidos - Spirou's, Marsupilamis, Tintin's, Gaston's, pois parece que era tudo b.d.. Lembro-me de um dia pedir um livro sem desenhos, armado em homem crescido e ter ficado deprimido naquele segundo. Um dia vivido na infâmia, escreveram.
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu podia ter lido qualquer um daqueles clássicos a que era obrigado, porque eram da escola sempre detestei escola, tipo Eça de Queirós, Miguel Torga, mas a verdade é que nunca os acabei. Chato chato chato lido até ao fim... Não, nunca aconteceu.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
As minha aventuras na república portuguesa, MEC - aliás gostava de quase tudo deste senhor.
Farehnheit 451, Ray Bradbury - as imagens, o imaginário.
Pena Capital, Mário Cezariny - finalmente, quase percebo o que é poesia.
9. Que livro estás a ler neste momento?
Viagem ao País da Manhã, Herman Ass - Apesar do nome do autor não prometer, o livro é interessante. E longo, para quem só tem de andar 2 paragens de metro, só tenho tempo de ler 2 páginas.
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
10? tantos? deixa cá sortear a batata: Ursa, Le Rachelet, Deus, Pilar, Mak o mau ( desculpa jovem, tinha de por aqui pelo menos o nome de um gajo ) , Sofia Assim , Nebulosa e mais uma alma que entretanto detonou o blog com C4 e que já não vou cravar, ficamos assim. Pronto, 10.
domingo, maio 01, 2011
Dia da mãe
- Não queres que te leve sopa?
- Não, deixa não é preciso.
- Mas não queres mesmo?
- Não deixa, obrigado.
- Mas não queres? dava-te jeito. Chegas tão tarde do trabalho...
- Bom, não é preciso, sim dá jeito.
- Eu levo-te sopa.
No Dia da Mãe fiquei-me por aqui a bulir e a tentar abrir uma brecha no frigorífico na cozinha no quarto. É que a sopa nunca pode vir sozinha. Vem com mercearia muita e variada. E quando digo muita, é muita mesmo e variada é variada mesmo, no género eu-nunca-compraria-latas-de-pessego-em-calda-foda-se, bolachas de chocolate com cobertura de chocolate, passas ( sim passas ), etc etc.
Percebendo claramente porque razão o dia da mãe calha no dia do trabalhador: Feliz Dia da Mãe.
- Não, deixa não é preciso.
- Mas não queres mesmo?
- Não deixa, obrigado.
- Mas não queres? dava-te jeito. Chegas tão tarde do trabalho...
- Bom, não é preciso, sim dá jeito.
- Eu levo-te sopa.
No Dia da Mãe fiquei-me por aqui a bulir e a tentar abrir uma brecha no frigorífico na cozinha no quarto. É que a sopa nunca pode vir sozinha. Vem com mercearia muita e variada. E quando digo muita, é muita mesmo e variada é variada mesmo, no género eu-nunca-compraria-latas-de-pessego-em-calda-foda-se, bolachas de chocolate com cobertura de chocolate, passas ( sim passas ), etc etc.
Percebendo claramente porque razão o dia da mãe calha no dia do trabalhador: Feliz Dia da Mãe.
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