sexta-feira, outubro 07, 2011

A conspiração

Saudações venho em paz

Steve Jobs indeciso sobre o destino a dar ao mundo depois da sua morte, interrogou-se sobre se deveria comandar o chip implantado nos empregados para a imolação imediata ou se o faria antes a todos os iMacs, iPhones, iPods e iPads. Os empregrados eram 40 mil e mal pagos, os produtos Apple aos milhões. Descobriu que o impacto seria devastador. Perder-se-iam civilizações inteiras. Gerações e gerações de burros ocupariam os continentes. Era demasiado, mesmo para ele.
No mais arriscado plano de auto-promoção imaginado, desde 1984 passou a implantar ADN seu dentro dos chips de todos os produtos saidos da Apple. Na verdade cada iPod ou iPhone é uma incubadora de ADN. O calor dos processadores combinados com a humidade dos bolsos das calças eram O sítio para guardar o seu patrimonio genético, as gerações sucessivas de produtos, a forma de manter um suprimento constante de  portadores/incubadores mais novos e activos, mais aptos a proteger o iPod/iPad/iMac. Entretanto, protegidos nos cofres mais fortes de Palo Alto estão as instruções e os planos para, dada a existência de tecnologia suficientemente avançada,  avançar a construção do reconstructor mitocondrial que usará o DNA guardado ao longo de gerações para o trazer de volta, clonado. O seu projecto final, iRise.

O Prezado tem 2 produtos Apple e sabe que são muito bem pensados.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Trôpego de cancer

legenda, O boca doce é bom é diz o avô e diz: o bebé.
Acocorado na cela do raciocínio, isolado, perguntava-se a si sobre a causa de tamanho genocídio, quando se deu e porquê: era afinal um sobrevivente mas daí não retirava glória alguma, passando o tempo em tentativas de conluio mas uno que era, era-lhe vedada esta habilidade própria da dualidade e do risco, façanha interdita. Condenado ao degredo, atormentado e triste, resistiu até ao dia do oblívio algo como um longo dilúvio solúvel.

domingo, outubro 02, 2011

Optimizar

Continuo a seguir as teorias quânticas na cozinha desde que me explicaram que estamos entalados porque causa da especulação em Wall Street. Epifania algébrica, ontem dobrei o Paradoxo de Russel e uma fita de Moebius quando resolvi dividir a pizza Primavera - com queixo da serra - pelos convivas tomando as variáveis Vontade de comer, Q.I., Propensão Para Lavar a Louça, Conhecimento Prático sobre Pré-Rafaelitas e X em conta.
Patrocinado pelas facas Mandelbrot.

Apresento os resultados, Q.E.D.

sábado, outubro 01, 2011

A política e o preconceito explicados

Toda a gente me diz "corta o cabelo."
O pessoal do bloco diz-me que pareço o Represas.
O pessoal fascista diz-me que pareço o Sérgio Godinho.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Negação da funcionalidade representada a 3/4
No Sábado saí de casa para ir à rua de S. Bento - Noites de S. Bento, famoso evento -  aos fados e fui avisado com um silêncio, a ausência de reacção deveria ter chegado, mas insisti. Disse que sim, que sabia bem que a rua de S. Bento é só antiquários e que se saiba não há registo de bloquistas especialistas em talha dourada. Mas


Nada me poderia ter preparado para tudo aquilo. Magotes de monárquicos, tantos que se perdia a vista - e daí talvez fosse do cabelo à Luis Represas que não deixa ver nada - de todas as cores e formas, católicos em barda, crianças de 20 e picos anos a comprar santinhos sorridentes eles não os santinhos, que esses santíssima trindade os iluminou sabiam que iriam acabar num psiché na Lapa, o pessoal do bairro, os marialvas, a fadista. Depois de ter vindo passo largo desde o Saldanha, fiquei ali 5 minutos. Fados do menino da lágrima, não há paciência sobe-se ao Príncipe Real, desce-se ao Bairro, ao Rossio e ala para Alfama, metros acima do museu do fado já há sossego. Fado sim, marialvas não.

sábado, setembro 24, 2011

Conversa sobre azulejos

Exemplo de simetria em plena luz do dia

-A sério, és poeta?
- Sim, tenho agora um livro prestes a ser editado. O editor diz que vou ser famoso.
-uau um poeta a sério.
- Pois, às vezes nem sei de onde me veio a inspiração, mas aquilo já está na gráfica, é certo. Desejem-me sorte, o lançamento é terça na Baixa.
- Metes-nos na guestlist? Geralmente até andamos pelo Chiado, tem menos rebentação.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Oferece-se

És um traquina, Samael hi hi tás a lambuzar-me todo.
Ninhada de cachorros. Inseparáveis. Por treinar. Pedigree. Filhos da conjuntura actual.

Logo agora

Quando eu acho que até sou um gajo tolerante, descrevem-me a fauna da casa dos segredos. vergonha alheia. Só o Alberto João pode ser pior.

Queimado

Belas horas. mais tarde que isto só no mostrador da balança.

Vou.

segunda-feira, setembro 19, 2011

É mais ou menos

O que o Acatar revelou há pouco, é quase o que eu penso. Eu só chamo a coisa de capitalismo pleno.

Léxico

A expressão "Mas já chegamos à Madeira??", usada como resposta a uma ousadia, falta de respeito afronta insulto ousadia tem origem no ano de 2011, sendo usada desde tempos remotos. Diz-se que o macho alpha dos bonobos, logo após a descoberta da ilha, desenvolveu a capacidade de assinar de cruz ludibriou o cônsul anos a fio, o cônsul esse vestia um manto que só eleitores inteligentes viam o manto debruado no mais fino ouro dizia " O Alberto João não vale um chavelho e ainda votam nele? Não percebo, francamente." nas costas. Um dia o cônsul viu o manto ao espelho, virando-se, pensou "aicnalubma?", não, la percebeu rasgo raro, descoberto o segredo do manto o 3º, desde aí o bonobo é tolerado, vergonhosamente, no meio da sala.
Agora, nunca tinha visto este senhor dar o dito por não dito. Sinal dos tempos.

Já o disse


Boas imperiais aqui


cheira-me.
é o Chiado, mas troquei o lado do sol

Na ultima janela funcionam 37 institutos públicos

"Queres em ré? tem dó..."
Lisboa é muito bonita mesmo tendo lisboetas segundo ouço de não-lisboetas, os lisboetas são antipáticos porcos mal-educados parasitas com a mania mas não é por mal o problema é a água e o rio que está muito perto lisboeta é como uma tainha, sempre sempre a rasar a margem do rio pra cima e para baixo com a maré e o resto é paisagem. Essa paisagem eu até gosto.

domingo, setembro 18, 2011

de profundis, 25W

filme manhoso de domingo à tarde
s
o
o
o
ono.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Vergonhaça

Então, o primeiro ministro daquele pequeno país disse que lá na pequena ilha os eleitores deviam votar de acordo com os acontecimentos mais recentes, sabendo muito bem sobre o que falava.
Vitória vitória acabou-se a história.

quinta-feira, setembro 15, 2011

O pleno

Esperando que a crise/capitalismo se instale - que ainda estamos só na sua antecipação - vou almoçando no Carmo, no wifi à pala a preparar uma nova invasão do quartel a revolução desta vez será televisionada ou começar por twitter que é mais rápido e eu vou estar na primeira fila de cadeiras da esplanada a beber uma jola proletariamente sentado. As meninas com os vestidos curtos e wayfarers a beber casal garcia deitadas no passeio vão tirar fotos para o facebook enquanto escrevem manifestos em menos de 140 caracteres e eu vou esperar que a alemanha levante o cerco ao preço da cerveja turva ou anexe um país menor só para conseguir Duvel mais barata. Os dois GNR's à porta do quartel vão avisar o comandante por sms num nokia obsoleto pré-pago descobrindo que é tarde demais para mudar de tarifa e de regime optando por aceitar limosnas de turistas hipnotizados pelo capacete vintage retro.

Fazem-se endorsements.

domingo, setembro 11, 2011

Radio grafia

Passo o Bairro cheio de gente aos encontrões ultrapasso o Manel João até lhe dizia qualquer coisa mas ele mandava-me para o caralho, mas eu gosto muito do seu trabalho vai para o caralho e o gajo ainda me dava com a guitarra nos cornos se eu insistisse passo a Rua do Século, a Casa da India fica para trás, os camones à porta idem, o Largo do Camões infestado de baratas e a cheirar a litrosas, passo a grelha do metro mais sexy de Lisboa, desço o chiado agora o cheiro já é outro perfumes e champoo anti-caspa, as calçada lisa dá-me para patinar, o homem do costume toca fados com pauta mas não respeita a pauta nem respeita o fado, elipse passo o bacalhoeiro elipse jogam-se cartas e fala-se de tudo sentado num banco na rua em Alfama flashback isto depois de sair de casa pelo fresco, passar o arco cego que já não há e descer a caminho da Estefânia.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Recolha etno gráfica II

Vendedor de Napalm
Uma das profissões perdidas no tempo é o carismático vendedor de napalm. No "figuras típicas de Lisboa" são referidos desde o tempo do final do século XVIII que foi frio e chuvoso, tendo calhado no inverno. O napalm recolhido de madrugada por limítrofes nas zonas contiguas à capital era levado de burro político ou político até à Praça da Alegria, onde coristas do maxim pagavam até 12 reais para o usarem como creme para o buço. Em poucos anos, consumidos de ciúmes pelas varinas e pelos aguadeiros devido as excelentes relações públicas destes junto da população metem baixa psiquiátrica e são substituídos temporariamente pelos atlantes que hoje seguram a igreja de S. Roque.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Recolha etno gráfica I

Homem tocando lagostim
O lagostim é tradicionalmente tocado na Beira Baixa, depois ou debaixo das vindimas, o que vier primeiro, entre os homens da aldeia que envergando as jaquetas tricolores azul e grená ponto cruz dizem rimas entrecruzadas louvando a safra e o fim da época balnear.
Lopes-Graça referia já na sua recolha a presença de elementos próprios do modo mixolídio e as saudades de um bom arroz agulha no acompanhamento.
Os cantares esticam-se pela noite fora, sendo o fim combinado entre Jó e os lagostins. No fim da tradicional matança do porco as mulheres lavam as tripas com dulcolax.

terça-feira, setembro 06, 2011

Hiperconectividade, relações e direito animal

Um dia destes, estive no chat por wifi do iPod à uma da manhã a explicar à ex em pânico como matar uma barata.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Ah maldita vida

O Jorge Palma faz isso mas não se queixa, pá.
A juventude arrastada para o poço da virtude continua imparável a divulgar a separação de lixos, a água com sabores, o horror do tabaco, a castidade, - se bem que não são coerentes nisto mas ainda não percebi bem, parece que castidade não combina com ninguém a começar por quem a defende, deve ser para ganhar um nicho de mercado - os malefícios das drogas e o Zé Pedro deixa-se fotografar nu só faltava a algalia, pior que morrer entregou as armas ao inimigo.
E o Zé Carlos não tinha olhos de husky. É o que faz o álcool. Destila.