quarta-feira, outubro 26, 2011

Visitação

Estive a arrumar fotos. De tempos a tempos é preciso porque tiro 2 milhões delas por mês. Vi umas coisas que não via há muito. Perdido pela Cidade, Global edition:
Londres. Come-se bem. É preciso saber onde.


Estocolmo. Anda-se de bicicleta e rapa-se frio.

Barcelona. É-se gamado a meio da noite nas Ramblas e "salvo" por uma puta.

Amesterdão. O que acontece em Amesterdão fica em Las Vegas.

Porto. É bonito e só não caiu todo porque é todo em granito.

Évora. Tem o Giraldo e um gajo nunca se orienta, é uma rotunda gigante.

Caldas da Rainha. Se não fizer barulho ouço a relva crescer. Tem caralhos de louça.

Ferragudo. Terra de pescadores e o doido da aldeia fuma pelo nariz.

Aljezur. Não é só igrejas. Também tem praias das boas.

Braga. Não tem praias. Só tem igrejas das boas.

terça-feira, outubro 25, 2011

Dicas práticas

Só querendo ajudar, porque é com coisas destas assim que um gajo aprende a lidar com os humanos, quando um gajo é preguiçoso e sabe ler ou tem amigos que sabem ler, não é mais preguiçoso mas sim um amante do ócio e pode em qualquer altura citar Cossery para o confirmar. Agora vou ali para o sofá.

O timing, sempre

Curto bué mesmo.
Como noutras ocasiões, só falo de trabalho aqui quando é algo que me tira o sono. Os anúncios do OLX não conseguem tirar-me o sono só porque ando cansado.
São uns quantos, os actores foram sacados da Rua de São Paulo em vez de um casting, o som - sempre o som caralho sempre - sacado de um microfone escondido no fundo de uma lata de café, mas
Os cenários estão completos. Mas, espera que vejo eu? O gordo diz que não vende o Pentium II com que escreveu as cartas para a mulher, os filhos insistem que deve vender. O gordo diz que não e vai tocando o piano como sempre e eles - alto, um piano? Mas porque é que o gordo com mãos de talhante e pinta de Dino Meira está de pólo a tocar piano? Lynch, és tu? vai sair um anão de dentro do Pentium? Não conseguiriam arranjar um instrumento mais representativo da classe média que um piano de cauda? Partindo do principio que um site de vendas em segunda mão não tem como publico alvo a quinta da Marinha, ver o gordo de dedos sapudos a tocar Vivaldi não me parece acertado - se bem que o pólo que ele veste não é Lacoste - depois de todo este crescendo, uma tensão insuportável, os filhos na sua fala entaramelada a insistir ó pai ó pai mas já vale 100 euros, o pai de trás do piano, depois de uma pausa de 5 segundos e com a mesma cara com que aprecia aquele desktop do windows 95 com o prado, mais 5 segundos diz "100 euros? compro já." com aquela melancolia de quem tenta simultaneamente fingir tocar o piano e não ler o ponto. É uma coisa que não acertam em nenhum dos filmes: a porra do tempo da punchline.
Sublinho e atribuo nota máxima à tensão psico-dramática da opção de não revelar o elemento "mãe", uma dramaticidade digna de um Strindberg, uma tensão continuamente presente ao longo do tempo, a ausência, a falta, o abandono, a morte. Ninguém sabe onde ela está, o que lhe aconteceu, porque já não está entre eles, os seus? Strindberg tentou, o OLX conseguiu.

Nota: eu digo que a mãe saiu de casa com o senhor da farmácia, farta de aturar 3 marmanjos com má dicção e um marido que insiste em ser o novo Richard Cleiderman.

Novidades

O Outono chegou, tirando isso não há mais nada assim inesperado.

segunda-feira, outubro 24, 2011

Só cá em casa

Wok em chinês quer dizer cama-para-gatos.

domingo, outubro 23, 2011

Momento Predictor

Trancado em casa ignorando sem abrigo a chuva bate na minha janela tão
suave o caralho tá mesmo a bater com força lá fora os candeeiros no seu loop amarelo de incandescência foda-se quase não os vejo a chuva tá mesmo
forte noite escura de gatos parvos podem crer que são mesmo senão largavam a puta da antena da televisão que eu quero ver os gordos em paz
esticado no sofá.

sexta-feira, outubro 21, 2011

O Tejo, enquanto dura.

cansados vão os corpos para casa tal tal
Adenda: cansados vão os corpos para casa tal tal e o meu foi mesmo que fiquei no descanso, dormi e acordei agora e quem souber de sites com stream de filmes avise e deixe aqui o url que eu agradeço e de bónus ainda faço um post inesperado amanhã.

Disque urso

Tenho de partilhar umas palavras mais sérias com todos:
Os tempos estão maus. Mesmo. Há pessoal que vai ter de ser despedido. Vamos ter de cortar em despesas, coisas supérfluas. Claro que ainda vamos ter dinheiro para o café. Mas isto está mau. Mas calma, já tivemos momentos maus anteriormente e estamos aqui. O que tenho para pedir é um esforço extra. Sei que já se esforçam bastante, mas neste momento tenho de vos dizer: Temos de vestir a camisola. Só os mais aguerridos vão conseguir ultrapassar isto e só todos juntos, com o esforço de todos, iremos conseguir. Compreendo algumas caras que vejo mas isto só vai continuar com amor à camisola. Quem estiver pronto a vesti-la sabe que pode contar comigo.*

*oratória de conteudo genérico, criada em 1976 por Guillard des Leixado, ouvido em todas as empresas por todos os empregados que ganham uma décima parte do ordenado do orador responsável pelo discurso. Os efeitos secundários incluem: medo, vontade súbita de demissão colectiva, nauseas, deglutição batraquiana, despedimentos de pessoas sem influência estratégica, revirar de orbitas compulsivo, juramentos de mudança de país.

terça-feira, outubro 18, 2011

Ao fazer o jantar esqueceu-se do fogão aceso e prepara-se para patentear um novo cimento biológico.

sábado, outubro 15, 2011

Manif

Registe-se que só vou à manifestação de hoje para defender os eleitores que votaram PSD. Eu não votei no nosso primeiro, mas como vejo que ele defraudou quem votou nele, já que não está a cumprir nada do que prometeu e a ideia da democracia é ter lá alguém que defende o nosso ponto-de-vista ele o meu nunca o defendeu não defende ninguém e afinal não é o salvador da pátria, sinto-me na obrigação de ir reclamar, já que os PSD's estão demasiado envergonhados para admitir que votaram neste escroque e fica mal uma manif vazia.

Populista

vide verso
Scan de memo interno da assembleia explicando aos grupos parlamentares o comportamento frente a comunicação social e na sua ausência. Minto, foi o meu primo que desenhou ele tem jeito o cabrão do puto, se tivesse estudado já estava noutro país.


Estes chulos não contribuem para nada que pulhas
 Screen capture do scan a ser feito por agente da PJ encarregado da investigação.

espera, hoje tenho de ficar mais meia hora.
Screen capture do scan e do comentário feito numa camara da área de Lisboa.


em meia hora ainda tenho tempo de fazer um post no face.
Screen capture da investigação, do comentário e do desktop num palácio de Belém.

quinta-feira, outubro 13, 2011

eu vi eu vi sim

Mais do que o facto de serem - isto é um juízo de valor que depois anulo - uma cambada de chulos stripers putas ou bimbos, o que me faz ali impressão é o quão burros são. Isso sim é desanimador. Sim tou a falar daquilo.

terça-feira, outubro 11, 2011

Chiça

Sistema refrigerador, do lado direito podemos ver o mosteiro dos Jerónimos
Calor inépcia e preguiça hoje nem dá para escrever,

Cigarro à janela caso fumasse

Daqui da janela vê-se o Cristo Rei que é um género de galheteiro da margem sul, pegamos sempre por ali, não há volta a dar. Mais abaixo há 3 águas furtadas a gente a dormir mais abaixo ainda há uma janela de uns tipos que se devem rir da conversa que ouvem da minha cozinha porque mete sempre gritos ah cabrão de gato fssshttta e tal, mete sempre discussões sobre louça por lavar e tal, depois mais abaixo é o calabouço do prédio estendais entremeados com pombos ocupados a arrulhar a roupa e depois a plantação de molas, um milésimo de hectare delas.

domingo, outubro 09, 2011

Óbito de uma cineasta por vir

Datada a sua obra, redescoberta depois do crash da bolsa de 2016, refeita que foi a partir de backups em fita magnética, dvd, posts em redes sociais, youtubes e redes de partilha torrent, revelaram a crueza e a fidelidade estilística com que redefiniu a linguagem cinemática da segunda década do seculo 21, firmemente marcadas em obras como "A safardana do bujão", "3 mulatas na sombra", "o rigueirão  dos anjos" ou "cinco mulheres para um doutor". Só depois do óscar por outstanding directing atribuído em 2042 é que larga o mundo do cinema, deixando escola e merecendo o tributo de outros grandes nomes da realização entretanto clonados, como John Ford 2.0 e Clint Eastwood V3. Nunca se soube o seu nome.

sexta-feira, outubro 07, 2011

A conspiração

Saudações venho em paz

Steve Jobs indeciso sobre o destino a dar ao mundo depois da sua morte, interrogou-se sobre se deveria comandar o chip implantado nos empregados para a imolação imediata ou se o faria antes a todos os iMacs, iPhones, iPods e iPads. Os empregrados eram 40 mil e mal pagos, os produtos Apple aos milhões. Descobriu que o impacto seria devastador. Perder-se-iam civilizações inteiras. Gerações e gerações de burros ocupariam os continentes. Era demasiado, mesmo para ele.
No mais arriscado plano de auto-promoção imaginado, desde 1984 passou a implantar ADN seu dentro dos chips de todos os produtos saidos da Apple. Na verdade cada iPod ou iPhone é uma incubadora de ADN. O calor dos processadores combinados com a humidade dos bolsos das calças eram O sítio para guardar o seu patrimonio genético, as gerações sucessivas de produtos, a forma de manter um suprimento constante de  portadores/incubadores mais novos e activos, mais aptos a proteger o iPod/iPad/iMac. Entretanto, protegidos nos cofres mais fortes de Palo Alto estão as instruções e os planos para, dada a existência de tecnologia suficientemente avançada,  avançar a construção do reconstructor mitocondrial que usará o DNA guardado ao longo de gerações para o trazer de volta, clonado. O seu projecto final, iRise.

O Prezado tem 2 produtos Apple e sabe que são muito bem pensados.

quarta-feira, outubro 05, 2011

Trôpego de cancer

legenda, O boca doce é bom é diz o avô e diz: o bebé.
Acocorado na cela do raciocínio, isolado, perguntava-se a si sobre a causa de tamanho genocídio, quando se deu e porquê: era afinal um sobrevivente mas daí não retirava glória alguma, passando o tempo em tentativas de conluio mas uno que era, era-lhe vedada esta habilidade própria da dualidade e do risco, façanha interdita. Condenado ao degredo, atormentado e triste, resistiu até ao dia do oblívio algo como um longo dilúvio solúvel.

domingo, outubro 02, 2011

Optimizar

Continuo a seguir as teorias quânticas na cozinha desde que me explicaram que estamos entalados porque causa da especulação em Wall Street. Epifania algébrica, ontem dobrei o Paradoxo de Russel e uma fita de Moebius quando resolvi dividir a pizza Primavera - com queixo da serra - pelos convivas tomando as variáveis Vontade de comer, Q.I., Propensão Para Lavar a Louça, Conhecimento Prático sobre Pré-Rafaelitas e X em conta.
Patrocinado pelas facas Mandelbrot.

Apresento os resultados, Q.E.D.

sábado, outubro 01, 2011

A política e o preconceito explicados

Toda a gente me diz "corta o cabelo."
O pessoal do bloco diz-me que pareço o Represas.
O pessoal fascista diz-me que pareço o Sérgio Godinho.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Negação da funcionalidade representada a 3/4
No Sábado saí de casa para ir à rua de S. Bento - Noites de S. Bento, famoso evento -  aos fados e fui avisado com um silêncio, a ausência de reacção deveria ter chegado, mas insisti. Disse que sim, que sabia bem que a rua de S. Bento é só antiquários e que se saiba não há registo de bloquistas especialistas em talha dourada. Mas


Nada me poderia ter preparado para tudo aquilo. Magotes de monárquicos, tantos que se perdia a vista - e daí talvez fosse do cabelo à Luis Represas que não deixa ver nada - de todas as cores e formas, católicos em barda, crianças de 20 e picos anos a comprar santinhos sorridentes eles não os santinhos, que esses santíssima trindade os iluminou sabiam que iriam acabar num psiché na Lapa, o pessoal do bairro, os marialvas, a fadista. Depois de ter vindo passo largo desde o Saldanha, fiquei ali 5 minutos. Fados do menino da lágrima, não há paciência sobe-se ao Príncipe Real, desce-se ao Bairro, ao Rossio e ala para Alfama, metros acima do museu do fado já há sossego. Fado sim, marialvas não.

sábado, setembro 24, 2011

Conversa sobre azulejos

Exemplo de simetria em plena luz do dia

-A sério, és poeta?
- Sim, tenho agora um livro prestes a ser editado. O editor diz que vou ser famoso.
-uau um poeta a sério.
- Pois, às vezes nem sei de onde me veio a inspiração, mas aquilo já está na gráfica, é certo. Desejem-me sorte, o lançamento é terça na Baixa.
- Metes-nos na guestlist? Geralmente até andamos pelo Chiado, tem menos rebentação.

quarta-feira, setembro 21, 2011

Oferece-se

És um traquina, Samael hi hi tás a lambuzar-me todo.
Ninhada de cachorros. Inseparáveis. Por treinar. Pedigree. Filhos da conjuntura actual.

Logo agora

Quando eu acho que até sou um gajo tolerante, descrevem-me a fauna da casa dos segredos. vergonha alheia. Só o Alberto João pode ser pior.

Queimado

Belas horas. mais tarde que isto só no mostrador da balança.

Vou.

segunda-feira, setembro 19, 2011

É mais ou menos

O que o Acatar revelou há pouco, é quase o que eu penso. Eu só chamo a coisa de capitalismo pleno.

Léxico

A expressão "Mas já chegamos à Madeira??", usada como resposta a uma ousadia, falta de respeito afronta insulto ousadia tem origem no ano de 2011, sendo usada desde tempos remotos. Diz-se que o macho alpha dos bonobos, logo após a descoberta da ilha, desenvolveu a capacidade de assinar de cruz ludibriou o cônsul anos a fio, o cônsul esse vestia um manto que só eleitores inteligentes viam o manto debruado no mais fino ouro dizia " O Alberto João não vale um chavelho e ainda votam nele? Não percebo, francamente." nas costas. Um dia o cônsul viu o manto ao espelho, virando-se, pensou "aicnalubma?", não, la percebeu rasgo raro, descoberto o segredo do manto o 3º, desde aí o bonobo é tolerado, vergonhosamente, no meio da sala.
Agora, nunca tinha visto este senhor dar o dito por não dito. Sinal dos tempos.

Já o disse


Boas imperiais aqui


cheira-me.
é o Chiado, mas troquei o lado do sol

Na ultima janela funcionam 37 institutos públicos

"Queres em ré? tem dó..."
Lisboa é muito bonita mesmo tendo lisboetas segundo ouço de não-lisboetas, os lisboetas são antipáticos porcos mal-educados parasitas com a mania mas não é por mal o problema é a água e o rio que está muito perto lisboeta é como uma tainha, sempre sempre a rasar a margem do rio pra cima e para baixo com a maré e o resto é paisagem. Essa paisagem eu até gosto.

domingo, setembro 18, 2011

de profundis, 25W

filme manhoso de domingo à tarde
s
o
o
o
ono.

sexta-feira, setembro 16, 2011

Vergonhaça

Então, o primeiro ministro daquele pequeno país disse que lá na pequena ilha os eleitores deviam votar de acordo com os acontecimentos mais recentes, sabendo muito bem sobre o que falava.
Vitória vitória acabou-se a história.

quinta-feira, setembro 15, 2011

O pleno

Esperando que a crise/capitalismo se instale - que ainda estamos só na sua antecipação - vou almoçando no Carmo, no wifi à pala a preparar uma nova invasão do quartel a revolução desta vez será televisionada ou começar por twitter que é mais rápido e eu vou estar na primeira fila de cadeiras da esplanada a beber uma jola proletariamente sentado. As meninas com os vestidos curtos e wayfarers a beber casal garcia deitadas no passeio vão tirar fotos para o facebook enquanto escrevem manifestos em menos de 140 caracteres e eu vou esperar que a alemanha levante o cerco ao preço da cerveja turva ou anexe um país menor só para conseguir Duvel mais barata. Os dois GNR's à porta do quartel vão avisar o comandante por sms num nokia obsoleto pré-pago descobrindo que é tarde demais para mudar de tarifa e de regime optando por aceitar limosnas de turistas hipnotizados pelo capacete vintage retro.

Fazem-se endorsements.

domingo, setembro 11, 2011

Radio grafia

Passo o Bairro cheio de gente aos encontrões ultrapasso o Manel João até lhe dizia qualquer coisa mas ele mandava-me para o caralho, mas eu gosto muito do seu trabalho vai para o caralho e o gajo ainda me dava com a guitarra nos cornos se eu insistisse passo a Rua do Século, a Casa da India fica para trás, os camones à porta idem, o Largo do Camões infestado de baratas e a cheirar a litrosas, passo a grelha do metro mais sexy de Lisboa, desço o chiado agora o cheiro já é outro perfumes e champoo anti-caspa, as calçada lisa dá-me para patinar, o homem do costume toca fados com pauta mas não respeita a pauta nem respeita o fado, elipse passo o bacalhoeiro elipse jogam-se cartas e fala-se de tudo sentado num banco na rua em Alfama flashback isto depois de sair de casa pelo fresco, passar o arco cego que já não há e descer a caminho da Estefânia.

sexta-feira, setembro 09, 2011

Recolha etno gráfica II

Vendedor de Napalm
Uma das profissões perdidas no tempo é o carismático vendedor de napalm. No "figuras típicas de Lisboa" são referidos desde o tempo do final do século XVIII que foi frio e chuvoso, tendo calhado no inverno. O napalm recolhido de madrugada por limítrofes nas zonas contiguas à capital era levado de burro político ou político até à Praça da Alegria, onde coristas do maxim pagavam até 12 reais para o usarem como creme para o buço. Em poucos anos, consumidos de ciúmes pelas varinas e pelos aguadeiros devido as excelentes relações públicas destes junto da população metem baixa psiquiátrica e são substituídos temporariamente pelos atlantes que hoje seguram a igreja de S. Roque.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Recolha etno gráfica I

Homem tocando lagostim
O lagostim é tradicionalmente tocado na Beira Baixa, depois ou debaixo das vindimas, o que vier primeiro, entre os homens da aldeia que envergando as jaquetas tricolores azul e grená ponto cruz dizem rimas entrecruzadas louvando a safra e o fim da época balnear.
Lopes-Graça referia já na sua recolha a presença de elementos próprios do modo mixolídio e as saudades de um bom arroz agulha no acompanhamento.
Os cantares esticam-se pela noite fora, sendo o fim combinado entre Jó e os lagostins. No fim da tradicional matança do porco as mulheres lavam as tripas com dulcolax.

terça-feira, setembro 06, 2011

Hiperconectividade, relações e direito animal

Um dia destes, estive no chat por wifi do iPod à uma da manhã a explicar à ex em pânico como matar uma barata.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Ah maldita vida

O Jorge Palma faz isso mas não se queixa, pá.
A juventude arrastada para o poço da virtude continua imparável a divulgar a separação de lixos, a água com sabores, o horror do tabaco, a castidade, - se bem que não são coerentes nisto mas ainda não percebi bem, parece que castidade não combina com ninguém a começar por quem a defende, deve ser para ganhar um nicho de mercado - os malefícios das drogas e o Zé Pedro deixa-se fotografar nu só faltava a algalia, pior que morrer entregou as armas ao inimigo.
E o Zé Carlos não tinha olhos de husky. É o que faz o álcool. Destila.
Reduto da inconsequência, este blog entra agora numa nova fase, passo a fazer posts só com 2 neurónios dos bons, o resto é necessário para coisas consequentes, como manter gatos à distância e o cérebro fresco sem uso de guronsans drogas e água de fogo.

domingo, setembro 04, 2011

Pro-bono institucional

Se beber, entregue as chaves do carro, o telemóvel e a máquina fotográfica antes que seja tarde.

sexta-feira, setembro 02, 2011

Quero descanso



Desde 2007 a praticar projecção astral só para sair do trabalho mais cedo.

Pessoal

Ao pessoal do trabalho: Aqui há dragões.

Redução

Que a generalização é redutora é sabido, mas a análise profunda a fugir ao viés mostra que tudo se resume a pouco. Do que é criado à nossa volta, tirados os acessórios os recursos estilísticos as moscas, tudo, grosso modo inventariam-se os originais assim:
Edições Plicano
4 filmes, 14 livros, 2 óperas, 6 anúncios de imprensa, 7 de televisão, 9 blogs, 5 esculturas, 12 quadros, 5 anedotas, 1 baralho, 6 cores, 2 paradoxos, 1 cantilena, 6 pratos, 4 movimentos literários, 6 géneros musicais, 3 poemas, 10 músicas, 1 esgar, 8 fotografias,  meio corolário, 3 ruídos, 3 cartas, 4 vinhos, 3 cortes de cabelo, 7 carros, 1 lápis de mina mole e 1 de mina dura, 12 personalidades, 3 igrejas, 7 santos, 2 deuses, um autor. Mais que isto, é exagero vosso.

quinta-feira, setembro 01, 2011

Entretanto

da mesma forma que o Kadahfi gadahfi gatafi lady gaga qualquer coisa foi deposto para parte incerta, os palácios pilhados os luxos conluios familia práticas nefastas foram postos à vista de todos, era interessante por cá uma recriação do mesmo - potencial fantástico para blockbuster - mas com menos areia e mais bananas. Na Madeira temos um sortido rico: ilha do King Kong, qual seis xeles, floresta madressilva, um ditador que não só não se esconde como dá a pança às balas e onde o petróleo é dinheiro do continente. Rebeldes estão dispostos a avançar e tomar todos os palácios só não o fazem porque esperam dinheiro do continente.

quarta-feira, agosto 31, 2011

Taxismo*

Golpe baixo: saber nomes de ruas conhecidas por alguma particularidade que um taxista consiga reter como de interesse como o número de buracos, a quantidade de semáforos verdes, a presença de polícia chulos putas velhas arrumadores agarrados arrumadores ciganos monhés e afins, sentidos proibidos faixas bus guinadas invulgares etc, e usar isso numa frase.
- Não é preciso ir pela Almirante Reis até ao fim, vire aqui e apanhe aquela que vai dar à Rua de Timor, aquela zona que é uma confusão com os autocarros aquilo é só buracos - É esperar a reacção -
- ah sei esses filhos da puta do governo é que têm a culpa sabe

*Taxismo: Arte de capturar histórias caracteres ou segredos de taxistas dado um espaço extenso num tempo exíguo.

domingo, agosto 28, 2011

Castigo

O universo embrulha-se sobre si mesmo, parte-se em dois desafia a sua cardinalidade e arranja estes dias de sol quando eu tenho trabalho sério para fazer. São provações eu sei deus desdobra-se em infinitas escolhas mas eu já vi demais para assinar de cruz um boletim de totoloto.

sábado, agosto 27, 2011

Cenário

Sol glorioso entra pela janela ricochete no gira-discos e nos cadernos de esboços espalha-se pelo gato pelo chão, no estirador ouve-se Stevie we lay beneath the stars desenha-se a mina HB2 nas folhas de A4. Não era preciso mais nada.

quinta-feira, agosto 25, 2011

Hoje em Lisboa

Não aconteceu nada.

terça-feira, agosto 23, 2011

Complicado

Complicado é partilhar uma cozinha do tamanho de 4 mosaicos com 2 pessoas e 3 gatos sendo que quando me desvio das pessoas acerto num gato quando vou buscar um garfo acerto num gato quando acerto num gato acerto num gato e quando piso um gato também é provável pisar um gato (ou dois) e quando me vou sento à mesa a comer é provável que um gato já tenha comido antes do prato caso tenha tido de desviar-me de uma pessoa.

segunda-feira, agosto 22, 2011

Maldito apanhei-te

Cheguei a casa cansado e sem paciência para fazer mais nada. Quando entrei na sala não dei por nada. No quarto, a cama é bem melhor que o sofá mas não há televisão é que as televisões nos quartos dão cabo da relação por isso, esteja ou não numa relação nunca mais tive televisões no quarto memória futura mantenho não repito asneiras passadas, fui para o sofá da sala.
Gosto da televisão porque tudo nela é aleatório, não tenho sequer de pensar o que vou ver, se aparecer um filme mau vejo-o se aparecer um filme mau não o vejo importante é ir vendo o que dá no outro canal. Fui-me alapando às almofadas e não dei por nada nas primeiras horas, depois uma pontada. E outra. E levantei-me dei a volta às almofadas para ter o lado fresco pra cima a ver se melhorava e apre outra pontada. A noite corria e o filme que já tinha visto 3 vezes antes comecei a vê-lo por entre pálpebras é um descanso não mais acordei do filme que via. Televendas acordam-me garantindo que tivesse eu enviado um cheque de 199 euros mais portes de envio 3 horas antes de dormir estaria a acordar com um sixpack californiano bronze incluído sem esforço. Mas não, acordei com o torcicolo. Devo-o ter deixado no meio das almofadas mal sacudidas e só a dormir é que o apanhei.

domingo, agosto 21, 2011

Fado I


Fado da tristeza
José Mário Branco

Não cantes alegrias a fingir
Se alguma dor existir
A roer dentro da toca
Deixa a tristeza sair
Pois só se aprende a sorrir
Com a verdade na boca

Quem canta uma alegria que não tem
Não conta nada a ninguém
Fala verdade a mentir
Cada alegria que inventas
Mata a verdade que tentas
Porque é tentar a fingir

Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu.


sábado, agosto 20, 2011

Bracara Augusta, mística resumo e conclusões

Uma igreja espia os transeuntes.
 Viver em Braga foi uma experiência inesquecível principalmente pelos modos vestes linguajar e costumes do seu povo. Brutalmente influenciados pela presença de tanta igreja, o bracarense tem lutado centenas de anos para as ignorar, mas sem sucesso. A cidade e os seus costumes em tudo estão impregnados da mística de deus que cruel como sempre se diverte com os seus súbditos mais fieis.


Destaco como obra prima da arquitectura civil corrente estética não-secular do seculo XX o reservatório de água benta no topo de uma das 7 colinas da cidade - A Braga atribuem-se 7 colinas por imposição de deus apesar de não as ter - fornecendo beaticidade corrente a todos os habitantes. Atenção, evitar lavar as alfaces com esta água.

Reservatório de água benta Dona Maria Pia

Cónego Dildo Báculo
 Mais abaixo, o sagrado encontra o profano nesta estátua. Estudiosos identificaram a personagem como sendo um bispo-de-transição, figura arcaica proto-religiosa que simultaneamente ministrava sacrifícios animais, solesticios crismas via o futuro guiava pela boa estrela aproximava pessoas amadas candomble e servia óstias.
20 cêntimos de manteiga: 3 dedos de altura.




Sobre a gastronomia destacam-se:
Os finos, espécie de copo alto estreito com cerveja fresca servido em esplanadas tradicionalmente após o Angelus.
A manteiga. A particularidade e é nisto que deus se manifesta nos detalhes da manteiga, que por imposição da Sé depois de um surto de ranço que dizimou passou a taxar-se o seu uso prevenindo a sua presença entre fatias de pão livrai-nos do mal.


quinta-feira, agosto 18, 2011

Bracara Disneylandica

Mais igrejas que bares, ainda assim fui visitar a Disneyland dos católicos, o Bom Jesus. Depois de passarmos o promessodromo uma escadaria brutal cheia de gravilha miúda mesmo bom para ir de joelhos até lá acima, há um feature principal, com muitos santos cada um tem um slot moeda no slot dá direito a uma vela acesa, tem um altar principal muito dourado e oferecem remissões depois se 3 voltas. Depois há esplanadas, descansa-se um pouco e pode seguir-se para os outros carroceis. O descimento da cruz gostei, a ressurreição achei meio monótono mas andei em todos uns fechados para manutenção mas paciência. Trouxe um genuflexório de recordação. Dica: levem tudo benzido de casa que lá em cima é tudo muito caro.

Bracara Augusta II

Terra onde se perdeu pouco tempo a fazer outra coisa que não igrejas pastelarias e ourivesarias sendo que as igrejas há-as em número superior a 3 por ourivesaria e estas são contadas uma por habitante. Ruas há que são pavimentadas de terços usados e as sotainas por messa feita são usadas como guarda sol nas esplanadas.

quarta-feira, agosto 17, 2011

Bracara Augusta

Pois é, agora mais a norte. Pergunto, onde é que se está bem nesta terra à noite? Ajudem o prezado.

Dias longos

Há uns 2 ou 3 anos tinha posts com títulos cripticamente simples pensava eu que eram puzzles complexos finas ironias e coiso. Eram resumos de dias como estes dois que passaram. O gato que se atirou do 3º andar - lá gastou mais uma vida acho que a 2ª - , as despedidas de quem vai para longe que ainda estão a meio e as saudades que já custam, as conversas de café que se prolongam, os encontros, a porra dos pagamentos em atraso, os nós no estômago, os clientes melga, os poucos preparativos para a nova partida.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Algarve místico

No mais longínquo - bolas tive saudades do teclado, uma semana a enterrar os dedos na areia não é o mesmo - dos Algarves fui procurar sentido à existência e tenho algumas revelações importantes:
 ( caso a gruta tenha dono retiro a foto )
Isto é uma foto tirada de uma gruta. Entrei nela à laia de caminho iniciático não sem algum medo pelo que poderia revelar-se, o cheiro a mijo foi uma constante passo a passo, lá ao fundo revelou-se: a dualidade de opções, 2 janelas como caminhos alternativos, a incerteza do devir. À incerteza seguiu-se a certeza vinda da falésia percebi, avançando por qualquer uma delas janelas revelar-se-iam os conteúdos do crânio do iniciado/finado.

Segui caminho, entrando numa das muitas casas de deus procurando ainda o mesmo sentido teimoso eu. Foi-me dado a experimentar o sagrado e o profano num mesmo sítio, em Aljezur.
Agora disponível em 16:9
A foto novamente é testemunha da catarse imagética que recebi quando frente a este altar num lampejo vi fogos pelejas contendas sinónimos de combate na velha Albion. Chocado não queria acreditar pensei que fosse um erro tipo box mal sintonizada mas agora que volto a casa e tenho acesso a notícias em português, vejo ser verdade.

Não é o prezado autor na foto, não. Aquilo é um labrego algarvio.
Finalmente a luz. Depois de atribulado e tortuoso caminho, descendo escadas forradas de silvas, ao cair do dia - ironia maior - debaixo das árvores de uma fenda numa fertil várzea surge a cascata iniciática - não vou dar o nome, é muito giro escrever parvoíces, meter lá o nome do sítio e depois querer nadar a vontade e tar aquilo cheio de bloggers, todos corcundas feios e mal fodidos a ocupar o espaço todo - onde o iniciado tem de percorrer 3 caminhos 3:
O caminho cheio de lixo, o caminho cheio de lama e o caminho cheio de pedras. Ultrapassados os 3 testes pode então banhar-se no conhecimento ou só ver ninfas a banharem-se no conhecimento. Também é bom.

A ausência

Volto das férias e tenho mais uns quantos leitores. Com certeza que gostam muito do que deixei por escrever.

sábado, agosto 13, 2011

Intervalo

Olha uma esplanada com wifi foi-se

sábado, agosto 06, 2011

Opt out

Mas vais para onde? - disse ela, rastejando lentamente.
Retirados os artifícios que deixo regerem a minha relativamente sofrida existência, agarro-me às peças que são o fulcro do universo - A Bic preta, o caderno, o iPod, um livro, a máquina fotográfica - e vou para a costa. Areia, ondas e sol e é tudo o que é preciso.
A emissão segue, hiperconectividade o dita.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Terminal de autocarros

Aproxima-se aquela altura em que, levado por uma camioneta, me fugirá o chão debaixo dos pés. Arrasada a placidez dos dias, paro de pensar em metáforas foleiras e chego ao destino.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Optopções, um termo inventado.

Desce-se a rua rente à minha rente à Almirante Reis, os prédios roídos uns atrás dos outros seguem-se seguem-me, anoto os números dos prédios melhores aqueles onde um dia viveria, sigo passo largo aí abaixo, paço largo ultrapasso, prédios muitos. Tomo a rua do restaurante com taxis à porta, as portas fechadas mas as luzes fora de horas mostram que é ali que se troca o turno, come-se a bifana, bebe-se a mini segue-se logo depois. Ao lado é o albergue angolano. Um casal deles - podem ser só pretos pois - debate à porta. Ela sobe ou não sobe não subindo Soba ele não é. Passo ao paço antigo, à igreja moderna, subo a rua de luzes acesas fora de horas, depois da noite nos Anjos. O gato roi-me os pés enquanto ronrona e eu vou-em deitar.

terça-feira, agosto 02, 2011

Economia explicada às crianças

Agora que o novo tecto da dívida dos States foi aprovado, lá percebi a comparação e a frase "nós não somos Portugal ou a Grécia": Pois não. É mais isto:
Nós andamos sem dinheiro para pagar as prestações do Punto amarelo, os E.U.A. andam sem dinheiro para pagar as prestações do Bentley blindado. Não é a mesma coisa porque as nossas moscas são mais  - apesar de tudo - democratas.
Por cá, pessoal do governo que percebe de economia sem ser por metáforas com automóveis como eu, faz o seguinte negócio: Para ganhar uns cobres que isto tá mal, vê-se livre de um Audi de 2008 por 40 milhões de euros mas incauto não se lembra que no porta-bagagens vão 2,4 mil milhões de euros.
Passos Coelho, o dono do stand, anda calado. Depois desta, aguardo ansiosamente a venda do restante parque automóvel do estado. Quero ver o lucro destas promoções especiais que se aproximam.


Fiat lux

Cosmogonia Prezadiana, como imaginada por Proteu ( versão torcicolar direita )
Uma chatice, perguntaram-me em que acredito - na verdade perguntei-me eu, é um modo de parecer mais ocupado do que sou - e do conjunto de crenças em que baseio a minha vida, fundamento as minhas decisões, que são muitas e evidentemente importantes, já que me trouxeram até aqui ao momento onde estou ou a representação mental do mesmo já me perdi foda-se considero importante que se retenham os eixos principais desta fé:  Nunca tomo por certo qualquer tipo de informação veiculada por deus, salvo se a tiver ouvido em primeira mão. Revelações por livro, interposta pessoa, telejornal, audiobooks ou aparições, não são de fiar. Um discurso do Passos Coelho é um bater de asas de uma borboleta no outro lado do planeta. Acreditaria em Karma caso houvesse uma projecção do tempo útil do retorno universal: Matar uma barata e morrer passado 60 anos não é kármico, mas poderá ser insuficiência cardíaca, cancro ou velhice. Creio que um Pai Nosso virado para Meca é tão válido como uma circuncisão no Ganges ou o crisma de Neptuno. Existe um inferno sim isso infelizmente confirmo é o Cacém. Quando faço coisas erradas, - os católicos nessas alturas vêem um tipo de barbas e um de tridente e a maldita tentação, eu vejo-me a pensar foda-se já vais fazer merda outra vez - sinto o Cacém em mim. A sensação é como um soco no estômago de um fiscal de câmara corrupto. Evitem.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Café à bolina

As teorias avançadas tiradas sem carta de marear foram aplicadas em chapéus de sol e a sua capacidade ou não de dobrar com o vento. Isto foi em Belém. Por explicar fica porque há gente a frequentar o Vela Latina esplanada à beira rio mas virada para um relvado e para Pedrouços, 180 graus e viam o Tejo, outros 180graus 360 9oves fora voltavam ao mesmo.

sábado, julho 30, 2011

Passo a assinar assim

Na impossiblidade de escrever qualquer coisa de jeito neste momento, mas tendo a necessidade de escrever parvoices, cordialmente,

O autor.

quarta-feira, julho 27, 2011

Não preciso de mais

É tão gratificante trabalhar com pessoas com necessidades especiais, chegamos ao fim do dia sabendo que ajudámos aquele alguém especial a sentir-se melhor com ele mesmo, a ultrapassar mais um dia, a conseguir, passo a passo, superar-se, ser mais completo, ser mais. Como recompensa tenho o sorriso de quem é feliz com coisas tão simples: atenção, companhia, partilha.
Foda-se tenho de sair do ramo da publicidade mesmo.

terça-feira, julho 26, 2011

Coisas

Bom, falhei a previsão. O Hélio foi apadrinhado pelo Meo, não pela Sumol. Miserável falhanço. Em contrição, deixo aqui as ultimas keywords que encontrei. Asseguro que não tenho conteúdos que correspondam sequer foneticamente ao que o pessoal mete no google para dar com isto. Ó:

Cesariny, mal sabias tu das virtudes da arte generativa

Pausa para café

Quis Alfama ver-te asinha
Indo a pé o tempo voa
Apre ja tou cansado bolas
Lisboa

segunda-feira, julho 25, 2011

Efeito viral

Tenho de uma pequena lista de palavras que quero partilhar, já explico porquê. Antes:
  1. Facebook
  2. Viral
  3. Caralho
  4. Foda-se
  5. Guedes
É a lista de palavras que ouço mais de 3000 vezes por dia. Desde que a malfadada crise ( ou apenas a antecipação da mesma ) se instalou, que toda a gente percebeu, num pinote do hipotálamo, que a combinação viral+facebook era a solução para a fome. O facebook é de borla, fazer uploads para o youtube também, está tudo certo.
Esqueçam a publicidade, agora o que é necessário é "cobertura". E assim, graças à pequenez deste país, a minha vida estará mais e mais deprimente, quando um cliente aparecer e disser "eu quero um video como o do Guedes, um viral. No telejornal até foram entrevistar os pais dele no fim de semana" vou ter de novamente explicar que não só o efeito viral a esta escala é imprevisível, como o video em causa nunca teve muita piada, o que torna ainda mais difícil replicar o efeito - faço um que? um video com alguma-piada? Piada assim-assim? - porque não vejo o padrão.

Quanto é que me dão se nestas semanas aparecer um anúncio da Sumol com um tipo a despenhar-se de skate?

Reparações em 4 passos.

Por vezes, devido a negligência grosseira ignorância estupidez burrice teimosia inépcia icterícia torácica inercia dispepsia septicemia termos aleatórios ou pção, estragamos orgãos internos. Isto geralmente acontece ao fim de semana. Hoje vou explicar rapidamente como repará-los.


Domine memento mei
1. Onde está o problema?
Procurem dores, tensões, hemorragias. Eu procurei procurei e cheguei à conclusão, estava aqui. Este é o primeiro passo. Não desistam de procurar se os sintomas forem subtis e na primeira sondagem não perceberem bem onde está o problema. Há muitos orgãos, lembrem-se.


2. Abertura e inspecção
Devagar e com calma.

Dica visual indicando setas
Abri-o. Depois de uma secção transversal, com um qualquer instrumento que possa servir para o efeito - o importante é o quadro seguinte, este é apenas uma fotografia de um autoclismo a ser destapado - desde que se obtenha um corte limpo e direito. Aqui podem ver indicado como há dicas visuais para voltar a fechar o orgão depois de reparado.

3. As entranhas, diagnóstico

Esta é a parte que causará mais estranheza. Não estão habituados a ver o vosso interior tão explicitamente. Respirem fundo, evitem movimentos bruscos. Aqui podem ver que do ponto A ao ponto B há algo profundamente negro e estranho. Sigam esta pista.  Empurrando o ponto A, deparar-se-ão com algo no extremo oposto a mexer, encontrando uma possível solução.

25 cl, não poupam água nenhuma assim. Ursos.
4. A solução
Ali estava a raiz de todo o mal. Usei setas mais uma vez, é uma convenção de linguagem visual, as setas indicam que tudo o que está atrás delas não tem interesse ( mnemónica: o símbolo do PSD ). Dei com o problema, que no meu caso era um corpo estranho alojado mesmo lá no fundo. Solução? ocupar o espaço vazio. Aconselho Alka Seltzer, éter, serradura, gunronsans, belimundas ou baltazares, trocos, erva, chumbo ou penas, o importante é que o volume se mantenha para compensar o que está em falta. Volta-se a fechar. Finaliza-se com 2 murros ou só a ameaça dos mesmos para ser mais português e está feito, funciona tudo como antes.

domingo, julho 24, 2011

Típico diálogo de domingo

- Lembras-te da Mariazinha?´
- Não...
- A Mariazinha? não te lembras dela?
- Não, não lembro.
- Eras pequeno, gostavas dela... Não te lembras??
- Eh não não me lembro.
- Ela tem uma exposição, ela pinta, vê lá se a encontras aí na internet.
- Mariazinha Mariazinha... Aqui está.
- Ah mas não é nenhuma dessas!
- São as que aparecem...
- Ah nada disso, mete lá a Mariazinha, ela não é essa. Olha, é esta aqui.
- Ah pois. Não, nunca me ia lembrar dela.
- Vês ela pinta. Mete aí os quadros dela mais novos.
- Estão aqui todos os que encontrei.
- Mas não são estes. Mete outros, os mais novos, não sabes quais são?
- Não sei, nunca os vi.
- Teve uma exposição em Sintra, procura lá.
- Isso pode ser qualquer coisa.. Ah, diz aqui que nasceu em 1957. Disseste que eu gostava dela, mas ela tem mais 20 anos que eu.

Política

José Seguro está para Passos Coelho como Passos Coelho está para José Seguro.
Estamos entregues aos bichos.

Desportos radicais

Tarde começa no Mosteiro dos Jerónimos, passa a companhia de copo de tinto e sobrinha favorita - sim é compativel sobrinha segura-se com braço esquerdo copo com braço direito - ronha no relvado ronha na rede, comer comer comer comer, lanche passa a jantar, depois de jantar discoteca até as tantas somando cambalhotas e macacada à tarde com dança à noite estou feito em papa.

quinta-feira, julho 21, 2011

Instalação sexista II

Instalação interactiva, sem título, 2011, Materiais diversos.
Sofá frente a televisão passando loops de Eusébio a marcar, sensor de movimento e coluna com voz off "Precisamos de falar."

nota: Desta instalação, a crítica terá dito que metafisicamente, a proposta e o desafio de tornar um impeto emocional numa presença física, multidimensional, pungente, denunciadora, é aqui magistralmente - poderiamos arriscar, por vezes com recurso ao humor - representada como nunca antes.

Instalação sexista I

Prezado, 2011, materiais diversos.
Toalha de banho molhada sobre cama por fazer, peças de roupa interior espalhadas sobre o chão.

quarta-feira, julho 20, 2011

Rua de são José, Dimensão paralela frente, Lisboa

Primeiro é o balcão. Alumínio corrido parado no tempo riscado. O balcão faz um corredor. À esquerda o balcão à direita a fila indiana de mesas. Depois as mesas para grupos. Separa a zona dos grupos e a dos solistas indianos uma linha invisível mediatriz da placa dos gelados de 2008 e a viga com o retrato do Raul Solnado. Na parede, os mantones a fotografia da Amália os mantones.
Segundo as gentes. A dona Rosa rosinhas dos limões do fado meio galega 2 dentes na boca nem a couve a trinca, o senhor António que insiste em tudo bom vendedor ele, fosse a comida só um pouco melhor e nem me ficava no mini-prato era logo uma dose. Depois, a cozinheira. Mal sai da cozinha, que é pouco maior que um esquentador a cozinha não ela. Os chinelos deixam ver os dedos curtos cotos a bata os cotovelos carnudos caídos.
Terceiro o falar rápido e nervoso a simpatia o esforço de agradar, a rudeza que se tenta polir como quem puxa ao lustro aos talheres com o avental. Os gestos meio comidos destreinados raisparta os talheres que caem das mãos o riso sempre fácil porque a idade não dá mais. A cozinheira não fala mas ri-se muito das conversas dos outros.

segunda-feira, julho 18, 2011

Pela manhã

Toca no pino e levas um banano
Saio eu de casa e vejo um artista a estacionar esta máquina, um Camaro Mustang de 60's ( não fui confirmar mas deve ser de 68, 69 ). Este carro é a razão pela qual eu não tenho carta: Só a terei quando for para conduzir um destes. Eles são assim meio caros. Com uma máquina destas, cago em todas as teorias ecológicas, nos catalisadores, na pegada verde, de alto. Tendo uma máquina destas, é porque tenho orçamento para os 30 litros aos 100 e ainda sobra para comer no Gambrinus todos os dias. Estava eu a dizer isto tudo a mim mesmo em voz alta, feito otário e o tipo sai do carro, olha desconfiado para todo o lado, mete o pino panilas* à frente do carro, dá 3 voltas ao carro e afasta-se finalmente, sem nunca dar as costas ao carro, como quem se afasta de um Cristo.

* Se eu tivesse uma máquina destas, também metia pinos à volta dela

domingo, julho 17, 2011

Nesta casa acorda-se cedo ao domingo.

A menina do trombone tem despertador ao fim de semana para alimentar os gatos. Era mesmo eu, pois.

sábado, julho 16, 2011

Descanso do guerreiro

Ando a ler coisas na vizinhança virtual. Isto é do Bom Sacana:

Já a Anouc tem esta jabardice genial. O Anão Gigante cita Arturo Perez à volta da criatividade. A Julie continua a encontrar coisas que me tiram o sono:

sexta-feira, julho 15, 2011

Mesa para quarto

Mouraria acima, ruas da Severa abaixo entra-se numa porta suspeita. Como ali todas as portas são suspeitas e esta é insuspeita é algo suspeito peito cheio sobe-se a escada ignora-se a desarrumação é uma casa normal se é que há disso, mas lá em cima é um restaurante. Ali não há cartões, não há caixa sequer, só há divisões com mesas e cadeiras uma de cada nação e aqui não é retro-vintage-eclético é mesmo falta de gosto pois misturar vários tipos de cadeiras não é só moda, pode ser também falta de dinheiro os pratos são fartos assim como é a gordura em cima das mesas. O restaurante podia ser chinês se fosse um restaurante era do mundo, divido mesa com suecas que dão lugar a um casal português e assim por diante ante a confusão de pratos a pausa lá fora, a varanda a dar-se para as janelas dos vizinhos um metro os separa, já é tarde, esperam que a conversa acabe impacientes.


terça-feira, julho 12, 2011

Medidas drásticas

Esperavas a fada dos dentes mas ela não estava na altura
Os mercados crasham a economia flipa tipo Titanic inclusivé com aquele tipo a dar cacabeça bonk na hélice e a malhar na água escasseia falta sal falta pão deus os deputados ainda se matam com tanto trabalho alguém os salve aquele ministro ainda se deixa atropelar na lambreta é a hecatombe total mas espera.
São os mercados, os que jogam com o dinheiro do monopólio, que estão a ir ao fundo felizmente já arranjaram solução que é um novo jogo de monopólio, mas versão Bruxelas por isso podemos estar descansados e voltar a dormir ah que belo sono terei hoje.

segunda-feira, julho 11, 2011

deus ocaso

Deu-se o caso de hoje estar com a paciência por um fio. Analisei-o com o kit csi, era de uma teia, daqueles que ficam pendurados esticam vai acima vai abaixo encolhe oscila pendula recolhe. Dada a qualidade da gosma do bicho, o fio que devia estoirar partir-se e deixar o animal cair as aranhas são animais não são bichos, tento enrolar tudo com jeito mas só o vejo à contra-luz contra um fundo preto é difícil de saber se já esticou tudo o que havia para esticar por isso mexo-me devagar.

Chegaram resultados do laboratório agora. Afinal era baba.

bom dia

* Dos gatos

Não só partem tudo o que não estiver pousado no chão, como vendo que deixei maçãs dentro do saco em cima da fruteira, tentam rasgar o saco sim porque há um gato o preto que gosta de esfregar os cornos nas maçãs, tomando-as como a) território b) amigos
sendo que qualquer uma das opções acima faz do gato a) estúpido b) esquizofrénico c) autista
Tirando isso, são animais excelentes. Mesmo.
Minto: logo a seguir ao Pedro Passos Coelho, são quem mais me dificulta a vida aqui em casa.


Cabrões *

sábado, julho 09, 2011

Novas rotas

Passei mais tempo no Torel esta semana do que na vida toda. À hora de almoço faço estatísticas sobre esplanadas-vistas-do-Torel enquanto isto, a menina da ponte traz as saladas a passo lento devia avisá-la que a ponte está a afectar-lhe a travessia da esplanada, ergue-se do decote, atravessa o peito, sagital longa e a fundo, mas corre mal, aconselhava-lhe a água salgada mas já não deve chegar a do rio tem de ser de mar alto. O part-time como agrimensor lisboeta leva-me agora ao Rossio, ao Martim Moniz, à Calçada de S. Vicente, à baixa no geral, durante o dia. Depois, não há grande gosto em passear à noite depois de dias ocupados por outros trabalhos, muitos e descoordenados. Blogar não tem compensado. As imperiais são mais baratas que as fitas da máquina de escrever sempre a amuar com merdas essas os tremoços assegurou-me o homem da tasca só são cobrados quando estes se comem ao sol, como este Verão tem sido de segunda tenho poupado mais. Conto voltar ao Torel para a semana para ver como vão as obras.

quinta-feira, julho 07, 2011

É Verão

Sol é inversamente proporcional à vontade de estar em frente a teclados.

segunda-feira, julho 04, 2011

Às portas de santo Antão

Os tascos repetem-se porta sim porta não porta sim sim não, as mercearias ainda vendem pasta medicinal coito, piassas piaçabas piaçavas plásticos nossas senhoras e dálmatas de loiça esfregões fitas métricas e bacalhau quem o corta lá em casa são eles óbvio, nisto aparece a mulher possessa e diz que a vizinha do 3º dto que é uma alcoviteira disse que eles não podem ser felizes porque ele até pode cortar o bacalhau lá em casa mas não se deitam à mesma hora nem ouvem a mesma canção e o amor está nos detalhes, não é deus como disse o outro pois não. O sr. Antão pensa que ver o peso pesado ou o gordo - esta mania das televisões com os gordos, fetiche arcaico - a meias com a mulher é quanto baste para manter o fogo da paixão mas não agora tem de deitar-se mais cedo partilhar cama não chega é preciso mais caramba pensa baixinho muito baixinho que ela ouve tudo tudo, deus o dos detalhes queira que ela não perceba que só se deitava às tantas para poder ver a vizinha da Rua das Pretas em contraluz.

Assim se vai

É por isto que eu só me posso rir e olhar para o céu pelo fundo de uma imperial.

domingo, julho 03, 2011

Fim de semana, def.:

Espaço sócio-temporal caracterizado por exploração de bandas de Dixieland ou di xie - leia-se Di chi como discutia o casal na mesa ao lado, reconhecendo ser algo da família do Chi Kung, Jet li e do chá gorreana - seguido de convencional atropelo a lista de convidados de festa privada, a coberto da noite e de um suposto anonimato que rapidamente foi denunciado - vide Lisboa é um ovo - mas que dado a facilidade com que a trupe soube dançar abba erasure e bandas afins mantendo no entanto a postura e rectidão que lhe tinham sido prontamente aferidas à entrada, a sua presença foi tolerada.
Ao pessoal que me reconheceu e nos topou, deixo aqui a nota: gostámos muito da companhia até daqueles gajos mais estranhos para-lá-de-trixa, as coreografias que criámos eram mais low-profile mas executadas com mestria, pagámos tudo o que bebemos, não partimos nada e eu puxei sempre o autoclismo. Só não cumprimentei depois porque já era abusar da sorte ( eu lavei as mãos sim ).

Separados à nascença?

quinta-feira, junho 30, 2011

Mudanças

Foi-me dado a assistir um processo de mudanças. Não as do tempo que essas são invisíveis a olho nu mas as do espaço não o espaço sideral óbeviamente.
A ideia peregrina como é que um físico famoso não se lembrou disto, é a seguinte: dada uma indeterminada mas consssistente quantidade de livrosss, optimize-se o seu transporte poupando o número de viagens necessárias.
  1. Encaixotem-se.
  2. Crie-se uma nova raça de escravo biónico com a ajuda do doutor Mengele, do doutor Hyde do Michael Transformer 3 Bay e do Tarzan Taborda.
  3. Indique-se onde devem ser colocados os 3 caixotes de 70kg cada, caso o escravo biónico aceite levantar os caixotes.

terça-feira, junho 28, 2011

Enquadramento-Poético-Marítimo

O que se pesca mais no Tejo nem as tainhas o querem.
Era o termo técnico que o meu melhor professor de fotografia daria a esta foto, o tema mais que batido, o rio a água o pescador o pathos o pseudo... Mas aqui fica para que se veja como perco tardes no Tejo.

Al moço

Quando me sentei na esplanada do sol escondido e me disseram que o franguinho estava bom, pensei que franguinho fosse só da mania dos empregados de mesa das batatinhas queijinhos molhinho copinho vinho e assim. Mas não, afinal veio um franguinho inteiro encolhido no prato praticamente um infante de mês e meio, ajoelhado de patas e asas, virado para Meca.

segunda-feira, junho 27, 2011

Tenho visto as notícias

A notícia que mais me fascina neste dias cheios de notícias a sic parece o jornal do crime e tudo, é esta aqui neste link aqui ó, aqui porra. A sic, noticiando isto passa em rodapé "bruxaria não funcionou por isso (...) ". Ninguém repara, mas não é suposto a bruxaria funcionar, mesmo.

Segunda de manhã

É ler de rajadas os comentários às noticias nos jornais online e fico logo a achar que temos os políticos que merecemos.

domingo, junho 26, 2011

Strip

A gigante brasileira roliça-se no mastro digo no varão, tudo abana, ela roda e roda o cabelo roda o dobro e as carnes muitas rodam também gira mas não é bonita. Vai-se despindo o pouco que traz as mamas pequenas para o corpo o rabo grande para o corpo rodam esconde-se como quem ainda tem vergonhas não larga o varão, a Celine Dion acompanha isto a cantar, pan pipe moods era quase melhor, e nisto agarra num homem da primeira fila, tira-lhe a cerveja da mão agarra-o e fá-lo apalpá-la, obriga-o a mexer-lhe e ele nada. Em Tiananmen cilindraram gente em público mas a causa era nobre aqui a carne não o é, o homem suava não conseguia parar o tanque foda-se. Já com a dignidade pelo chão ele também não era só a dignidade, ela por cima deita despeja a cerveja pelo corpo abaixo e obriga-o a beber do corpo dela sim passou pela vagina passarinha dela, é o corpo pois. E ele bebeu. Atropelamo-nos todos para ver tudo isto.
Acabado o acto, vou ter com o homem, zonzo à beira do palco e pergunto-lhe: Era Sagres ou SuperBock?

sábado, junho 25, 2011

Vou deixar de ler

Vou deixar de ler o Atum Macado, que me crasha o computador com o holocausto de kuduro.