segunda-feira, novembro 21, 2011
Fim de semana
Por casa, que tentarei isolar para que não arrefeça a rua, os invernos portugueses são assim, as casas contaminam o tempo ameno que faz lá fora, no sofá limpei o Lux do organismo.
quinta-feira, novembro 17, 2011
O limite do terror
A meio de barrar uma torrada, acabou-se a manteiga.
Primeiro pensamento:
Há margarina liquida no frigorífico.
Primeiro pensamento:
Há margarina liquida no frigorífico.
quarta-feira, novembro 16, 2011
Situation comedy
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| avante camarada avante |
terça-feira, novembro 15, 2011
Datação por tupperware 14
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| Ainda lá está o Passos Coelho? matem-me já. |
segunda-feira, novembro 14, 2011
Esquadra
No bar a conversa subia de volume e descia de nível, a guerra dos sexos continuava, discutia-se experiência versus exigência, cada lado da discussão a querer ratificar a azelhice natural do lado oposto, o quão complicadas são as mulheres obviamente o quão complicados são os homens - mas não são porra é simples vocês é que são uma puta de um puzzle não há duas iguais porra metam isto na cabeça. Noite vai alta nisto desaparece uma mala, a chuva começa a cair a caminho da esquadra.
A esquadra é um calabouço onde se prendem polícias. O relógio de parede da loja dos 300, os azulejos um sim outro não rachados a parede que não vê tinta há anos o computador que tem tanta memória como uma máquina de escrever, a luz quase morta. Tudo para que não tenhamos vontade de voltar lá.
À saída, a chuva mais que muita obriga a retirar para arcos e ruelas, aquele trovão que acordou meia Lisboa aparece, de 10 metros fazem-se 100, uma molha seguida de um taxi a estufar a 35 graus dá origem a uma bela constipação.
A esquadra é um calabouço onde se prendem polícias. O relógio de parede da loja dos 300, os azulejos um sim outro não rachados a parede que não vê tinta há anos o computador que tem tanta memória como uma máquina de escrever, a luz quase morta. Tudo para que não tenhamos vontade de voltar lá.
À saída, a chuva mais que muita obriga a retirar para arcos e ruelas, aquele trovão que acordou meia Lisboa aparece, de 10 metros fazem-se 100, uma molha seguida de um taxi a estufar a 35 graus dá origem a uma bela constipação.
sexta-feira, novembro 11, 2011
Cuidai
11/11/11
Segundo a escatologia Prezadiana o mundo chega ao fim na data supracitada conquanto ninguém o refira a revelação não deve ser divulgada deve ser calada sob pena da 5ª vinda do Salvador - o gajo da gascidla que nunca toca quando está gente para abrir a porta e depois um gajo tem de acartar uma bilha de 13 kilos pela escada acima que se fode - não se consumar.
Segundo a escatologia Prezadiana o mundo chega ao fim na data supracitada conquanto ninguém o refira a revelação não deve ser divulgada deve ser calada sob pena da 5ª vinda do Salvador - o gajo da gascidla que nunca toca quando está gente para abrir a porta e depois um gajo tem de acartar uma bilha de 13 kilos pela escada acima que se fode - não se consumar.
quarta-feira, novembro 09, 2011
Golpe Militar
Otelo diz que um golpe militar hoje seria mais fácil mas não tem noção. Como lisboeta - não fui à tropa e não sou o Nuno Rogeiro, por isso é a única patente que posso usar - devo relembrar Otelo que pode contar com as mesmas G3 e Chaimites usadas há 30 anos, com a manutenção possível. Relembro que a gasolina para as Chaimites está mais cara e que provavelmente os militares teriam de ir de 46 ou o 32 ou o 36 e depois apanhar o elevador de Santa Justa para chegar ao quartel do Carmo, o que dado acções da parte de guerrilheiros perigosos - ver deputados, troika - será improvável conseguirem chegar lá em tempo útil. Depois, a censura já não tem uma sede, está em todas as empresas e em todos nós, não é um chip mas está ligado à conta bancária e auto-nivela-se: quando temos pouco dinheiro calamo-nos, quando temos muito a censura desaparece. É linear.
Depois de tudo isto, tirando ser meio parvo, relembro ainda que as consequências ao nível musical seriam desastrosas: Não temos Faustos, Sergios Godinhos ou Adrianos Correias de Oliveiras em potencial para explorar e ainda temos de nos avir com subprodutos actuais, que em muito me fazem ter saudades do tempo da outra senhora. Por isso, vamos lá largar as G3 e ver se não falhamos a hora do anti-histamínico.
Depois de tudo isto, tirando ser meio parvo, relembro ainda que as consequências ao nível musical seriam desastrosas: Não temos Faustos, Sergios Godinhos ou Adrianos Correias de Oliveiras em potencial para explorar e ainda temos de nos avir com subprodutos actuais, que em muito me fazem ter saudades do tempo da outra senhora. Por isso, vamos lá largar as G3 e ver se não falhamos a hora do anti-histamínico.
terça-feira, novembro 08, 2011
Doutros tempos
Banda sonora para o Metropolis onde estou a dever uma excursão indutrial-retro sem direito a guarda-roupa especial.
segunda-feira, novembro 07, 2011
Oslo
Oslo a discoteca, não a cidade nórdica. Apesar dos espelhos e luzes, aqui o PIB é o mais baixo do país e só encontramos dois grupos sócio-económicos: as putas e os universitários.
A ambos reservam-se os espaços onde a imperial é barata, o copo de plástico e a entrada gratuita.
A ambos reservam-se os espaços onde a imperial é barata, o copo de plástico e a entrada gratuita.
sexta-feira, novembro 04, 2011
A sociedade fascina-me
O pessoal conservador defende a família mas não os abortos. Os bloquistas defendem os abortos e a família são os amigos. O pessoal conservador defende diz que os bloquistas não ligam à família mas as empresas fascistas querem que os empregados as tratem como sendo amigos ou melhor família e façam umas borlas. Os bloquistas ajudam os amigos mas uma empresa nunca é amiga à partida. Os bloquistas defendem a solidariedade os fascistas a esmola. Os bloquistas recusam-se a trabalhar de borla, os fascistas dizem que eles não querem trabalhar. Os fascistas acham que se resolve tudo com mais trabalho os bloquistas com mais dinheiro. Os bloquistas são fascistas. Os fascistas são fascistas.
Noite em Lisboa
quinta-feira, novembro 03, 2011
quarta-feira, novembro 02, 2011
O dilúvio, curta infantil
De lá, olhou para Alcântara, viu as águas a subir, o vento a passar nas chaminés a uivar o magnificat de Bach deus não precisava de ditar mais nada: procurou uma osga e outra, um pardal e outro, um casal de caracóis, um de pombos, ratos gaivotas baratas carochos corvos cães gatos hamsters e lagartixas a mulher descrente desceu o escadote bambo e zarpou, cacilheiro. Tejo abaixo Noé o limpa chaminés, sem factura é mais barato.
À barra interpelou-o uma tágide das finanças que lhe penhorou os corvos e retirou a carta de marear.
À barra interpelou-o uma tágide das finanças que lhe penhorou os corvos e retirou a carta de marear.
terça-feira, novembro 01, 2011
pequena quadra fora de horas e do formato
Mesmo aquela chuva mais miudinha
Quase não chegando a ser orvalho
Ajudou-me com espantosa destreza
No que foi um espalho do caralho.
Agora vou descansar e queixar-me para o candeeiro, que esse é que me ouve as lamurias e troca dicas com a almofada.
Quase não chegando a ser orvalho
Ajudou-me com espantosa destreza
No que foi um espalho do caralho.
Agora vou descansar e queixar-me para o candeeiro, que esse é que me ouve as lamurias e troca dicas com a almofada.
segunda-feira, outubro 31, 2011
Daqui da janela
Se a janela da cozinha deixa ver a margem sul, a da frente deixa ver a janela dos vizinhos que não dormem. A qualquer hora, a cozinha está sempre de luz acesa, a louça por todo o lado, a toalha de plástico com morangos, a máquina da roupa e as molas e alguém a fazer alguma coisa. Ontem era uma sandes de atum, às tantas da noite. Uma azia é sempre uma boa companhia para a cama.
domingo, outubro 30, 2011
Políticas
Agora vem a lume esta notícia sobre uma possível supressão nos horários nocturnos dos transportes públicos de Lisboa.
Eu até gosto de taxistas e já lhes dei e dou bastante dinheiro, mas não é caso para tanto. A sério, andar de taxi só é barato para quem os mete nas despesas. O António Costa, lisboeta de chaufeur, lembrou-se apenas do Bairro Alto e afins ( sim os senhores dos bares também têm de ganhar dinheiro para as licenças sim ) e pensou foda-se para estacionar vai ser um pincel, vai tudo de carro, dando espaço para os argumentos bacocos, esquecendo-se daquela gente que precisa de transportes para ir trabalhar, nem tem carro e quiçá, ir também para os copos. Sim, existem.
Claro que beber copos não é uma industria vital para o sucesso financeiro do país. Podemos abdicar dela e de muitas outras. Mas por este andar, com tanta escolha certeira nos cortes, acho que a única actividade vital para o país é a banca. Tudo o resto é gordura.
Eu até gosto de taxistas e já lhes dei e dou bastante dinheiro, mas não é caso para tanto. A sério, andar de taxi só é barato para quem os mete nas despesas. O António Costa, lisboeta de chaufeur, lembrou-se apenas do Bairro Alto e afins ( sim os senhores dos bares também têm de ganhar dinheiro para as licenças sim ) e pensou foda-se para estacionar vai ser um pincel, vai tudo de carro, dando espaço para os argumentos bacocos, esquecendo-se daquela gente que precisa de transportes para ir trabalhar, nem tem carro e quiçá, ir também para os copos. Sim, existem.
Claro que beber copos não é uma industria vital para o sucesso financeiro do país. Podemos abdicar dela e de muitas outras. Mas por este andar, com tanta escolha certeira nos cortes, acho que a única actividade vital para o país é a banca. Tudo o resto é gordura.
sábado, outubro 29, 2011
sexta-feira, outubro 28, 2011
Keywords
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| vocês fumam e eu que sou amigo, não me chibo a ninguém |
quinta-feira, outubro 27, 2011
Acabado o Verão
Saltando directo para um cataclismo de proporção bíblica 4 partes de águas para uma de chapéu, passear pela rua é algo zootrópio enrodilham-se os sapatos patino metade do tempo e quando podia estar já estatelado no meio do chão ainda vou a caminho. Nas Picoas o vendaval sente-se menos porque passo à porta do Émecê e o quentinho das salas de máquinas é sempre igual, ah é a saudade da xungaria. O cheiro a sarro paredes mal lavadas e madeira das máquinas, o verde dos panos do bilhar que é amarelo do tabaco, todo quinado das boladas à campeão. O pessoal sempre o mesmo, ainda há casas sem wii fit e afins e por isso o pessoal jogar Golden Axe só pode ser catarse. Passo por miraflores a apreciar o trânsito que não apanho há anos - isto de morar dentro de Lisboa e só andar a pé ou de autocarro ou de taxi ou de boleia tem vantagens, só é chato quando quero ir à praia - e fico na fila a chover, o carro tem ar condicionado eu em casa não tenho o carro tem rádio apanha tudo eu em casa não apanho nada, os vidros são elétricos e abrem com um botão em casa a janela não abre tá perra com a humidade e começo a pensar foda-se por isso é que passam tanto tempo parados dentro do carro.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Visitação
Estive a arrumar fotos. De tempos a tempos é preciso porque tiro 2
milhões delas por mês. Vi umas coisas que não via há muito. Perdido pela
Cidade, Global edition:
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| Londres. Come-se bem. É preciso saber onde. |
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| Estocolmo. Anda-se de bicicleta e rapa-se frio. |
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| Barcelona. É-se gamado a meio da noite nas Ramblas e "salvo" por uma puta. |
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| Amesterdão. O que acontece em Amesterdão fica em Las Vegas. |
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| Porto. É bonito e só não caiu todo porque é todo em granito. |
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| Évora. Tem o Giraldo e um gajo nunca se orienta, é uma rotunda gigante. |
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| Caldas da Rainha. Se não fizer barulho ouço a relva crescer. Tem caralhos de louça. |
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| Ferragudo. Terra de pescadores e o doido da aldeia fuma pelo nariz. |
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| Aljezur. Não é só igrejas. Também tem praias das boas. |
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| Braga. Não tem praias. Só tem igrejas das boas. |
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