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| Não é contra ninguém, só a burrice em geral. |
quinta-feira, novembro 03, 2011
quarta-feira, novembro 02, 2011
O dilúvio, curta infantil
De lá, olhou para Alcântara, viu as águas a subir, o vento a passar nas chaminés a uivar o magnificat de Bach deus não precisava de ditar mais nada: procurou uma osga e outra, um pardal e outro, um casal de caracóis, um de pombos, ratos gaivotas baratas carochos corvos cães gatos hamsters e lagartixas a mulher descrente desceu o escadote bambo e zarpou, cacilheiro. Tejo abaixo Noé o limpa chaminés, sem factura é mais barato.
À barra interpelou-o uma tágide das finanças que lhe penhorou os corvos e retirou a carta de marear.
À barra interpelou-o uma tágide das finanças que lhe penhorou os corvos e retirou a carta de marear.
terça-feira, novembro 01, 2011
pequena quadra fora de horas e do formato
Mesmo aquela chuva mais miudinha
Quase não chegando a ser orvalho
Ajudou-me com espantosa destreza
No que foi um espalho do caralho.
Agora vou descansar e queixar-me para o candeeiro, que esse é que me ouve as lamurias e troca dicas com a almofada.
Quase não chegando a ser orvalho
Ajudou-me com espantosa destreza
No que foi um espalho do caralho.
Agora vou descansar e queixar-me para o candeeiro, que esse é que me ouve as lamurias e troca dicas com a almofada.
segunda-feira, outubro 31, 2011
Daqui da janela
Se a janela da cozinha deixa ver a margem sul, a da frente deixa ver a janela dos vizinhos que não dormem. A qualquer hora, a cozinha está sempre de luz acesa, a louça por todo o lado, a toalha de plástico com morangos, a máquina da roupa e as molas e alguém a fazer alguma coisa. Ontem era uma sandes de atum, às tantas da noite. Uma azia é sempre uma boa companhia para a cama.
domingo, outubro 30, 2011
Políticas
Agora vem a lume esta notícia sobre uma possível supressão nos horários nocturnos dos transportes públicos de Lisboa.
Eu até gosto de taxistas e já lhes dei e dou bastante dinheiro, mas não é caso para tanto. A sério, andar de taxi só é barato para quem os mete nas despesas. O António Costa, lisboeta de chaufeur, lembrou-se apenas do Bairro Alto e afins ( sim os senhores dos bares também têm de ganhar dinheiro para as licenças sim ) e pensou foda-se para estacionar vai ser um pincel, vai tudo de carro, dando espaço para os argumentos bacocos, esquecendo-se daquela gente que precisa de transportes para ir trabalhar, nem tem carro e quiçá, ir também para os copos. Sim, existem.
Claro que beber copos não é uma industria vital para o sucesso financeiro do país. Podemos abdicar dela e de muitas outras. Mas por este andar, com tanta escolha certeira nos cortes, acho que a única actividade vital para o país é a banca. Tudo o resto é gordura.
Eu até gosto de taxistas e já lhes dei e dou bastante dinheiro, mas não é caso para tanto. A sério, andar de taxi só é barato para quem os mete nas despesas. O António Costa, lisboeta de chaufeur, lembrou-se apenas do Bairro Alto e afins ( sim os senhores dos bares também têm de ganhar dinheiro para as licenças sim ) e pensou foda-se para estacionar vai ser um pincel, vai tudo de carro, dando espaço para os argumentos bacocos, esquecendo-se daquela gente que precisa de transportes para ir trabalhar, nem tem carro e quiçá, ir também para os copos. Sim, existem.
Claro que beber copos não é uma industria vital para o sucesso financeiro do país. Podemos abdicar dela e de muitas outras. Mas por este andar, com tanta escolha certeira nos cortes, acho que a única actividade vital para o país é a banca. Tudo o resto é gordura.
sábado, outubro 29, 2011
sexta-feira, outubro 28, 2011
Keywords
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| vocês fumam e eu que sou amigo, não me chibo a ninguém |
quinta-feira, outubro 27, 2011
Acabado o Verão
Saltando directo para um cataclismo de proporção bíblica 4 partes de águas para uma de chapéu, passear pela rua é algo zootrópio enrodilham-se os sapatos patino metade do tempo e quando podia estar já estatelado no meio do chão ainda vou a caminho. Nas Picoas o vendaval sente-se menos porque passo à porta do Émecê e o quentinho das salas de máquinas é sempre igual, ah é a saudade da xungaria. O cheiro a sarro paredes mal lavadas e madeira das máquinas, o verde dos panos do bilhar que é amarelo do tabaco, todo quinado das boladas à campeão. O pessoal sempre o mesmo, ainda há casas sem wii fit e afins e por isso o pessoal jogar Golden Axe só pode ser catarse. Passo por miraflores a apreciar o trânsito que não apanho há anos - isto de morar dentro de Lisboa e só andar a pé ou de autocarro ou de taxi ou de boleia tem vantagens, só é chato quando quero ir à praia - e fico na fila a chover, o carro tem ar condicionado eu em casa não tenho o carro tem rádio apanha tudo eu em casa não apanho nada, os vidros são elétricos e abrem com um botão em casa a janela não abre tá perra com a humidade e começo a pensar foda-se por isso é que passam tanto tempo parados dentro do carro.
quarta-feira, outubro 26, 2011
Visitação
Estive a arrumar fotos. De tempos a tempos é preciso porque tiro 2
milhões delas por mês. Vi umas coisas que não via há muito. Perdido pela
Cidade, Global edition:
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| Londres. Come-se bem. É preciso saber onde. |
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| Estocolmo. Anda-se de bicicleta e rapa-se frio. |
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| Barcelona. É-se gamado a meio da noite nas Ramblas e "salvo" por uma puta. |
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| Amesterdão. O que acontece em Amesterdão fica em Las Vegas. |
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| Porto. É bonito e só não caiu todo porque é todo em granito. |
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| Évora. Tem o Giraldo e um gajo nunca se orienta, é uma rotunda gigante. |
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| Caldas da Rainha. Se não fizer barulho ouço a relva crescer. Tem caralhos de louça. |
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| Ferragudo. Terra de pescadores e o doido da aldeia fuma pelo nariz. |
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| Aljezur. Não é só igrejas. Também tem praias das boas. |
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| Braga. Não tem praias. Só tem igrejas das boas. |
terça-feira, outubro 25, 2011
Dicas práticas
Só querendo ajudar, porque é com coisas destas assim que um gajo aprende a lidar com os humanos, quando um gajo é preguiçoso e sabe ler ou tem amigos que sabem ler, não é mais preguiçoso mas sim um amante do ócio e pode em qualquer altura citar Cossery para o confirmar. Agora vou ali para o sofá.
O timing, sempre
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| Curto bué mesmo. |
São uns quantos, os actores foram sacados da Rua de São Paulo em vez de um casting, o som - sempre o som caralho sempre - sacado de um microfone escondido no fundo de uma lata de café, mas
Os cenários estão completos. Mas, espera que vejo eu? O gordo diz que não vende o Pentium II com que escreveu as cartas para a mulher, os filhos insistem que deve vender. O gordo diz que não e vai tocando o piano como sempre e eles - alto, um piano? Mas porque é que o gordo com mãos de talhante e pinta de Dino Meira está de pólo a tocar piano? Lynch, és tu? vai sair um anão de dentro do Pentium? Não conseguiriam arranjar um instrumento mais representativo da classe média que um piano de cauda? Partindo do principio que um site de vendas em segunda mão não tem como publico alvo a quinta da Marinha, ver o gordo de dedos sapudos a tocar Vivaldi não me parece acertado - se bem que o pólo que ele veste não é Lacoste - depois de todo este crescendo, uma tensão insuportável, os filhos na sua fala entaramelada a insistir ó pai ó pai mas já vale 100 euros, o pai de trás do piano, depois de uma pausa de 5 segundos e com a mesma cara com que aprecia aquele desktop do windows 95 com o prado, mais 5 segundos diz "100 euros? compro já." com aquela melancolia de quem tenta simultaneamente fingir tocar o piano e não ler o ponto. É uma coisa que não acertam em nenhum dos filmes: a porra do tempo da punchline.
Sublinho e atribuo nota máxima à tensão psico-dramática da opção de não revelar o elemento "mãe", uma dramaticidade digna de um Strindberg, uma tensão continuamente presente ao longo do tempo, a ausência, a falta, o abandono, a morte. Ninguém sabe onde ela está, o que lhe aconteceu, porque já não está entre eles, os seus? Strindberg tentou, o OLX conseguiu.
Nota: eu digo que a mãe saiu de casa com o senhor da farmácia, farta de aturar 3 marmanjos com má dicção e um marido que insiste em ser o novo Richard Cleiderman.
segunda-feira, outubro 24, 2011
domingo, outubro 23, 2011
Momento Predictor
Trancado em casa ignorando sem abrigo a chuva bate na minha janela tão
suave o caralho tá mesmo a bater com força lá fora os candeeiros no seu loop amarelo de incandescência foda-se quase não os vejo a chuva tá mesmo
forte noite escura de gatos parvos podem crer que são mesmo senão largavam a puta da antena da televisão que eu quero ver os gordos em paz
esticado no sofá.
suave o caralho tá mesmo a bater com força lá fora os candeeiros no seu loop amarelo de incandescência foda-se quase não os vejo a chuva tá mesmo
forte noite escura de gatos parvos podem crer que são mesmo senão largavam a puta da antena da televisão que eu quero ver os gordos em paz
esticado no sofá.
sexta-feira, outubro 21, 2011
O Tejo, enquanto dura.
Disque urso
Tenho de partilhar umas palavras mais sérias com todos:
Os tempos estão maus. Mesmo. Há pessoal que vai ter de ser despedido. Vamos ter de cortar em despesas, coisas supérfluas. Claro que ainda vamos ter dinheiro para o café. Mas isto está mau. Mas calma, já tivemos momentos maus anteriormente e estamos aqui. O que tenho para pedir é um esforço extra. Sei que já se esforçam bastante, mas neste momento tenho de vos dizer: Temos de vestir a camisola. Só os mais aguerridos vão conseguir ultrapassar isto e só todos juntos, com o esforço de todos, iremos conseguir. Compreendo algumas caras que vejo mas isto só vai continuar com amor à camisola. Quem estiver pronto a vesti-la sabe que pode contar comigo.*
*oratória de conteudo genérico, criada em 1976 por Guillard des Leixado, ouvido em todas as empresas por todos os empregados que ganham uma décima parte do ordenado do orador responsável pelo discurso. Os efeitos secundários incluem: medo, vontade súbita de demissão colectiva, nauseas, deglutição batraquiana, despedimentos de pessoas sem influência estratégica, revirar de orbitas compulsivo, juramentos de mudança de país.
Os tempos estão maus. Mesmo. Há pessoal que vai ter de ser despedido. Vamos ter de cortar em despesas, coisas supérfluas. Claro que ainda vamos ter dinheiro para o café. Mas isto está mau. Mas calma, já tivemos momentos maus anteriormente e estamos aqui. O que tenho para pedir é um esforço extra. Sei que já se esforçam bastante, mas neste momento tenho de vos dizer: Temos de vestir a camisola. Só os mais aguerridos vão conseguir ultrapassar isto e só todos juntos, com o esforço de todos, iremos conseguir. Compreendo algumas caras que vejo mas isto só vai continuar com amor à camisola. Quem estiver pronto a vesti-la sabe que pode contar comigo.*
*oratória de conteudo genérico, criada em 1976 por Guillard des Leixado, ouvido em todas as empresas por todos os empregados que ganham uma décima parte do ordenado do orador responsável pelo discurso. Os efeitos secundários incluem: medo, vontade súbita de demissão colectiva, nauseas, deglutição batraquiana, despedimentos de pessoas sem influência estratégica, revirar de orbitas compulsivo, juramentos de mudança de país.
terça-feira, outubro 18, 2011
sábado, outubro 15, 2011
Manif
Registe-se que só vou à manifestação de hoje para defender os eleitores que votaram PSD. Eu não votei no nosso primeiro, mas como vejo que ele defraudou quem votou nele, já que não está a cumprir nada do que prometeu e a ideia da democracia é ter lá alguém que defende o nosso ponto-de-vista ele o meu nunca o defendeu não defende ninguém e afinal não é o salvador da pátria, sinto-me na obrigação de ir reclamar, já que os PSD's estão demasiado envergonhados para admitir que votaram neste escroque e fica mal uma manif vazia.
Populista
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| vide verso |
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| Estes chulos não contribuem para nada que pulhas |
Screen capture do scan a ser feito por agente da PJ encarregado da investigação.
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| espera, hoje tenho de ficar mais meia hora. |
Screen capture do scan e do comentário feito numa camara da área de Lisboa.
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| em meia hora ainda tenho tempo de fazer um post no face. |
Screen capture da investigação, do comentário e do desktop num palácio de Belém.
quinta-feira, outubro 13, 2011
eu vi eu vi sim
Mais do que o facto de serem - isto é um juízo de valor que depois anulo - uma cambada de chulos stripers putas ou bimbos, o que me faz ali impressão é o quão burros são. Isso sim é desanimador. Sim tou a falar daquilo.
terça-feira, outubro 11, 2011
Chiça
Cigarro à janela caso fumasse
Daqui da janela vê-se o Cristo Rei que é um género de galheteiro da margem sul, pegamos sempre por ali, não há volta a dar. Mais abaixo há 3 águas furtadas a gente a dormir mais abaixo ainda há uma janela de uns tipos que se devem rir da conversa que ouvem da minha cozinha porque mete sempre gritos ah cabrão de gato fssshttta e tal, mete sempre discussões sobre louça por lavar e tal, depois mais abaixo é o calabouço do prédio estendais entremeados com pombos ocupados a arrulhar a roupa e depois a plantação de molas, um milésimo de hectare delas.
domingo, outubro 09, 2011
Óbito de uma cineasta por vir
Datada a sua obra, redescoberta depois do crash da bolsa de 2016, refeita que foi a partir de backups em fita magnética, dvd, posts em redes sociais, youtubes e redes de partilha torrent, revelaram a crueza e a fidelidade estilística com que redefiniu a linguagem cinemática da segunda década do seculo 21, firmemente marcadas em obras como "A safardana do bujão", "3 mulatas na sombra", "o rigueirão dos anjos" ou "cinco mulheres para um doutor". Só depois do óscar por outstanding directing atribuído em 2042 é que larga o mundo do cinema, deixando escola e merecendo o tributo de outros grandes nomes da realização entretanto clonados, como John Ford 2.0 e Clint Eastwood V3. Nunca se soube o seu nome.
sexta-feira, outubro 07, 2011
A conspiração
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| Saudações venho em paz |
Steve Jobs indeciso sobre o destino a dar ao mundo depois da sua morte, interrogou-se sobre se deveria comandar o chip implantado nos empregados para a imolação imediata ou se o faria antes a todos os iMacs, iPhones, iPods e iPads. Os empregrados eram 40 mil e mal pagos, os produtos Apple aos milhões. Descobriu que o impacto seria devastador. Perder-se-iam civilizações inteiras. Gerações e gerações de burros ocupariam os continentes. Era demasiado, mesmo para ele.
No mais arriscado plano de auto-promoção imaginado, desde 1984 passou a implantar ADN seu dentro dos chips de todos os produtos saidos da Apple. Na verdade cada iPod ou iPhone é uma incubadora de ADN. O calor dos processadores combinados com a humidade dos bolsos das calças eram O sítio para guardar o seu patrimonio genético, as gerações sucessivas de produtos, a forma de manter um suprimento constante de portadores/incubadores mais novos e activos, mais aptos a proteger o iPod/iPad/iMac. Entretanto, protegidos nos cofres mais fortes de Palo Alto estão as instruções e os planos para, dada a existência de tecnologia suficientemente avançada, avançar a construção do reconstructor mitocondrial que usará o DNA guardado ao longo de gerações para o trazer de volta, clonado. O seu projecto final, iRise.
O Prezado tem 2 produtos Apple e sabe que são muito bem pensados.
quarta-feira, outubro 05, 2011
Trôpego de cancer
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| legenda, O boca doce é bom é diz o avô e diz: o bebé. |
domingo, outubro 02, 2011
Optimizar
Continuo a seguir as teorias quânticas na cozinha desde que me explicaram que estamos entalados porque causa da especulação em Wall Street. Epifania algébrica, ontem dobrei o Paradoxo de Russel e uma fita de Moebius quando resolvi dividir a pizza Primavera - com queixo da serra - pelos convivas tomando as variáveis Vontade de comer, Q.I., Propensão Para Lavar a Louça, Conhecimento Prático sobre Pré-Rafaelitas e X em conta.
Apresento os resultados, Q.E.D.
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| Patrocinado pelas facas Mandelbrot. |
Apresento os resultados, Q.E.D.
sábado, outubro 01, 2011
A política e o preconceito explicados
Toda a gente me diz "corta o cabelo."
O pessoal do bloco diz-me que pareço o Represas.
O pessoal fascista diz-me que pareço o Sérgio Godinho.
O pessoal do bloco diz-me que pareço o Represas.
O pessoal fascista diz-me que pareço o Sérgio Godinho.
segunda-feira, setembro 26, 2011
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| Negação da funcionalidade representada a 3/4 |
Nada me poderia ter preparado para tudo aquilo. Magotes de monárquicos, tantos que se perdia a vista - e daí talvez fosse do cabelo à Luis Represas que não deixa ver nada - de todas as cores e formas, católicos em barda, crianças de 20 e picos anos a comprar santinhos sorridentes eles não os santinhos, que esses santíssima trindade os iluminou sabiam que iriam acabar num psiché na Lapa, o pessoal do bairro, os marialvas, a fadista. Depois de ter vindo passo largo desde o Saldanha, fiquei ali 5 minutos. Fados do menino da lágrima, não há paciência sobe-se ao Príncipe Real, desce-se ao Bairro, ao Rossio e ala para Alfama, metros acima do museu do fado já há sossego. Fado sim, marialvas não.
sábado, setembro 24, 2011
Conversa sobre azulejos
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| Exemplo de simetria em plena luz do dia |
-A sério, és poeta?
- Sim, tenho agora um livro prestes a ser editado. O editor diz que vou ser famoso.
-uau um poeta a sério.
- Pois, às vezes nem sei de onde me veio a inspiração, mas aquilo já está na gráfica, é certo. Desejem-me sorte, o lançamento é terça na Baixa.
- Metes-nos na guestlist? Geralmente até andamos pelo Chiado, tem menos rebentação.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Oferece-se
Logo agora
Quando eu acho que até sou um gajo tolerante, descrevem-me a fauna da casa dos segredos. vergonha alheia. Só o Alberto João pode ser pior.
segunda-feira, setembro 19, 2011
É mais ou menos
O que o Acatar revelou há pouco, é quase o que eu penso. Eu só chamo a coisa de capitalismo pleno.
Léxico
A expressão "Mas já chegamos à Madeira??", usada como resposta a uma ousadia, falta de respeito afronta insulto ousadia tem origem no ano de 2011, sendo usada desde tempos remotos. Diz-se que o macho alpha dos bonobos, logo após a descoberta da ilha, desenvolveu a capacidade de assinar de cruz ludibriou o cônsul anos a fio, o cônsul esse vestia um manto que só eleitores inteligentes viam o manto debruado no mais fino ouro dizia " O Alberto João não vale um chavelho e ainda votam nele? Não percebo, francamente." nas costas. Um dia o cônsul viu o manto ao espelho, virando-se, pensou "aicnalubma?", não, la percebeu rasgo raro, descoberto o segredo do manto o 3º, desde aí o bonobo é tolerado, vergonhosamente, no meio da sala.
Agora, nunca tinha visto este senhor dar o dito por não dito. Sinal dos tempos.
Agora, nunca tinha visto este senhor dar o dito por não dito. Sinal dos tempos.
Já o disse
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| Boas imperiais aqui |
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| cheira-me. |
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| é o Chiado, mas troquei o lado do sol |
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| Na ultima janela funcionam 37 institutos públicos |
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| "Queres em ré? tem dó..." |
domingo, setembro 18, 2011
sexta-feira, setembro 16, 2011
Vergonhaça
Então, o primeiro ministro daquele pequeno país disse que lá na pequena ilha os eleitores deviam votar de acordo com os acontecimentos mais recentes, sabendo muito bem sobre o que falava.
Vitória vitória acabou-se a história.
Vitória vitória acabou-se a história.
quinta-feira, setembro 15, 2011
O pleno
Esperando que a crise/capitalismo se instale - que ainda estamos só na sua antecipação - vou almoçando no Carmo, no wifi à pala a preparar uma nova invasão do quartel a revolução desta vez será televisionada ou começar por twitter que é mais rápido e eu vou estar na primeira fila de cadeiras da esplanada a beber uma jola proletariamente sentado. As meninas com os vestidos curtos e wayfarers a beber casal garcia deitadas no passeio vão tirar fotos para o facebook enquanto escrevem manifestos em menos de 140 caracteres e eu vou esperar que a alemanha levante o cerco ao preço da cerveja turva ou anexe um país menor só para conseguir Duvel mais barata. Os dois GNR's à porta do quartel vão avisar o comandante por sms num nokia obsoleto pré-pago descobrindo que é tarde demais para mudar de tarifa e de regime optando por aceitar limosnas de turistas hipnotizados pelo capacete vintage retro.
Fazem-se endorsements.
Fazem-se endorsements.
domingo, setembro 11, 2011
Radio grafia
Passo o Bairro cheio de gente aos encontrões ultrapasso o Manel João até lhe dizia qualquer coisa mas ele mandava-me para o caralho, mas eu gosto muito do seu trabalho vai para o caralho e o gajo ainda me dava com a guitarra nos cornos se eu insistisse passo a Rua do Século, a Casa da India fica para trás, os camones à porta idem, o Largo do Camões infestado de baratas e a cheirar a litrosas, passo a grelha do metro mais sexy de Lisboa, desço o chiado agora o cheiro já é outro perfumes e champoo anti-caspa, as calçada lisa dá-me para patinar, o homem do costume toca fados com pauta mas não respeita a pauta nem respeita o fado, elipse passo o bacalhoeiro elipse jogam-se cartas e fala-se de tudo sentado num banco na rua em Alfama flashback isto depois de sair de casa pelo fresco, passar o arco cego que já não há e descer a caminho da Estefânia.
sexta-feira, setembro 09, 2011
Recolha etno gráfica II
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| Vendedor de Napalm |
quarta-feira, setembro 07, 2011
Recolha etno gráfica I
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| Homem tocando lagostim |
Lopes-Graça referia já na sua recolha a presença de elementos próprios do modo mixolídio e as saudades de um bom arroz agulha no acompanhamento.
Os cantares esticam-se pela noite fora, sendo o fim combinado entre Jó e os lagostins. No fim da tradicional matança do porco as mulheres lavam as tripas com dulcolax.
terça-feira, setembro 06, 2011
Hiperconectividade, relações e direito animal
Um dia destes, estive no chat por wifi do iPod à uma da manhã a explicar à ex em pânico como matar uma barata.
segunda-feira, setembro 05, 2011
Ah maldita vida
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| O Jorge Palma faz isso mas não se queixa, pá. |
E o Zé Carlos não tinha olhos de husky. É o que faz o álcool. Destila.
domingo, setembro 04, 2011
Pro-bono institucional
Se beber, entregue as chaves do carro, o telemóvel e a máquina fotográfica antes que seja tarde.
sexta-feira, setembro 02, 2011
Redução
Que a generalização é redutora é sabido, mas a análise profunda a fugir ao viés mostra que tudo se resume a pouco. Do que é criado à nossa volta, tirados os acessórios os recursos estilísticos as moscas, tudo, grosso modo inventariam-se os originais assim:
4 filmes, 14 livros, 2 óperas, 6 anúncios de imprensa, 7 de televisão, 9 blogs, 5 esculturas, 12 quadros, 5 anedotas, 1 baralho, 6 cores, 2 paradoxos, 1 cantilena, 6 pratos, 4 movimentos literários, 6 géneros musicais, 3 poemas, 10 músicas, 1 esgar, 8 fotografias, meio corolário, 3 ruídos, 3 cartas, 4 vinhos, 3 cortes de cabelo, 7 carros, 1 lápis de mina mole e 1 de mina dura, 12 personalidades, 3 igrejas, 7 santos, 2 deuses, um autor. Mais que isto, é exagero vosso.
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| Edições Plicano |
quinta-feira, setembro 01, 2011
Entretanto
da mesma forma que o Kadahfi gadahfi gatafi lady gaga qualquer coisa foi deposto para parte incerta, os palácios pilhados os luxos conluios familia práticas nefastas foram postos à vista de todos, era interessante por cá uma recriação do mesmo - potencial fantástico para blockbuster - mas com menos areia e mais bananas. Na Madeira temos um sortido rico: ilha do King Kong, qual seis xeles, floresta madressilva, um ditador que não só não se esconde como dá a pança às balas e onde o petróleo é dinheiro do continente. Rebeldes estão dispostos a avançar e tomar todos os palácios só não o fazem porque esperam dinheiro do continente.
quarta-feira, agosto 31, 2011
Taxismo*
Golpe baixo: saber nomes de ruas conhecidas por alguma particularidade que um taxista consiga reter como de interesse como o número de buracos, a quantidade de semáforos verdes, a presença de polícia chulos putas velhas arrumadores agarrados arrumadores ciganos monhés e afins, sentidos proibidos faixas bus guinadas invulgares etc, e usar isso numa frase.
- Não é preciso ir pela Almirante Reis até ao fim, vire aqui e apanhe aquela que vai dar à Rua de Timor, aquela zona que é uma confusão com os autocarros aquilo é só buracos - É esperar a reacção -
- ah sei esses filhos da puta do governo é que têm a culpa sabe
*Taxismo: Arte de capturar histórias caracteres ou segredos de taxistas dado um espaço extenso num tempo exíguo.
- Não é preciso ir pela Almirante Reis até ao fim, vire aqui e apanhe aquela que vai dar à Rua de Timor, aquela zona que é uma confusão com os autocarros aquilo é só buracos - É esperar a reacção -
- ah sei esses filhos da puta do governo é que têm a culpa sabe
*Taxismo: Arte de capturar histórias caracteres ou segredos de taxistas dado um espaço extenso num tempo exíguo.
domingo, agosto 28, 2011
Castigo
O universo embrulha-se sobre si mesmo, parte-se em dois desafia a sua cardinalidade e arranja estes dias de sol quando eu tenho trabalho sério para fazer. São provações eu sei deus desdobra-se em infinitas escolhas mas eu já vi demais para assinar de cruz um boletim de totoloto.
sábado, agosto 27, 2011
Cenário
Sol glorioso entra pela janela ricochete no gira-discos e nos cadernos de esboços espalha-se pelo gato pelo chão, no estirador ouve-se Stevie we lay beneath the stars desenha-se a mina HB2 nas folhas de A4. Não era preciso mais nada.
quinta-feira, agosto 25, 2011
terça-feira, agosto 23, 2011
Complicado
Complicado é partilhar uma cozinha do tamanho de 4 mosaicos com 2 pessoas e 3 gatos sendo que quando me desvio das pessoas acerto num gato quando vou buscar um garfo acerto num gato quando acerto num gato acerto num gato e quando piso um gato também é provável pisar um gato (ou dois) e quando me vou sento à mesa a comer é provável que um gato já tenha comido antes do prato caso tenha tido de desviar-me de uma pessoa.
segunda-feira, agosto 22, 2011
Maldito apanhei-te
Cheguei a casa cansado e sem paciência para fazer mais nada. Quando entrei na sala não dei por nada. No quarto, a cama é bem melhor que o sofá mas não há televisão é que as televisões nos quartos dão cabo da relação por isso, esteja ou não numa relação nunca mais tive televisões no quarto memória futura mantenho não repito asneiras passadas, fui para o sofá da sala.
Gosto da televisão porque tudo nela é aleatório, não tenho sequer de pensar o que vou ver, se aparecer um filme mau vejo-o se aparecer um filme mau não o vejo importante é ir vendo o que dá no outro canal. Fui-me alapando às almofadas e não dei por nada nas primeiras horas, depois uma pontada. E outra. E levantei-me dei a volta às almofadas para ter o lado fresco pra cima a ver se melhorava e apre outra pontada. A noite corria e o filme que já tinha visto 3 vezes antes comecei a vê-lo por entre pálpebras é um descanso não mais acordei do filme que via. Televendas acordam-me garantindo que tivesse eu enviado um cheque de 199 euros mais portes de envio 3 horas antes de dormir estaria a acordar com um sixpack californiano bronze incluído sem esforço. Mas não, acordei com o torcicolo. Devo-o ter deixado no meio das almofadas mal sacudidas e só a dormir é que o apanhei.
Gosto da televisão porque tudo nela é aleatório, não tenho sequer de pensar o que vou ver, se aparecer um filme mau vejo-o se aparecer um filme mau não o vejo importante é ir vendo o que dá no outro canal. Fui-me alapando às almofadas e não dei por nada nas primeiras horas, depois uma pontada. E outra. E levantei-me dei a volta às almofadas para ter o lado fresco pra cima a ver se melhorava e apre outra pontada. A noite corria e o filme que já tinha visto 3 vezes antes comecei a vê-lo por entre pálpebras é um descanso não mais acordei do filme que via. Televendas acordam-me garantindo que tivesse eu enviado um cheque de 199 euros mais portes de envio 3 horas antes de dormir estaria a acordar com um sixpack californiano bronze incluído sem esforço. Mas não, acordei com o torcicolo. Devo-o ter deixado no meio das almofadas mal sacudidas e só a dormir é que o apanhei.
domingo, agosto 21, 2011
Fado I
Fado da tristeza
José Mário Branco
Não cantes alegrias a fingir
Se alguma dor existir
A roer dentro da toca
Deixa a tristeza sair
Pois só se aprende a sorrir
Com a verdade na boca
Quem canta uma alegria que não tem
Não conta nada a ninguém
Fala verdade a mentir
Cada alegria que inventas
Mata a verdade que tentas
Porque é tentar a fingir
Não cantes alegrias de encomenda
Que a vida não se remenda
Com morte que não morreu
Canta da cabeça aos pés
Canta com aquilo que és
Só podes dar o que é teu.
sábado, agosto 20, 2011
Bracara Augusta, mística resumo e conclusões
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| Uma igreja espia os transeuntes. |
Destaco como obra prima da arquitectura civil corrente estética não-secular do seculo XX o reservatório de água benta no topo de uma das 7 colinas da cidade - A Braga atribuem-se 7 colinas por imposição de deus apesar de não as ter - fornecendo beaticidade corrente a todos os habitantes. Atenção, evitar lavar as alfaces com esta água.
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| Reservatório de água benta Dona Maria Pia |
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| Cónego Dildo Báculo |
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| 20 cêntimos de manteiga: 3 dedos de altura. |
Sobre a gastronomia destacam-se:
Os finos, espécie de copo alto estreito com cerveja fresca servido em esplanadas tradicionalmente após o Angelus.
A manteiga. A particularidade e é nisto que deus se manifesta nos detalhes da manteiga, que por imposição da Sé depois de um surto de ranço que dizimou passou a taxar-se o seu uso prevenindo a sua presença entre fatias de pão livrai-nos do mal.
quinta-feira, agosto 18, 2011
Bracara Disneylandica
Mais igrejas que bares, ainda assim fui visitar a Disneyland dos católicos, o Bom Jesus. Depois de passarmos o promessodromo uma escadaria brutal cheia de gravilha miúda mesmo bom para ir de joelhos até lá acima, há um feature principal, com muitos santos cada um tem um slot moeda no slot dá direito a uma vela acesa, tem um altar principal muito dourado e oferecem remissões depois se 3 voltas. Depois há esplanadas, descansa-se um pouco e pode seguir-se para os outros carroceis. O descimento da cruz gostei, a ressurreição achei meio monótono mas andei em todos uns fechados para manutenção mas paciência. Trouxe um genuflexório de recordação. Dica: levem tudo benzido de casa que lá em cima é tudo muito caro.
Bracara Augusta II
Terra onde se perdeu pouco tempo a fazer outra coisa que não igrejas pastelarias e ourivesarias sendo que as igrejas há-as em número superior a 3 por ourivesaria e estas são contadas uma por habitante. Ruas há que são pavimentadas de terços usados e as sotainas por messa feita são usadas como guarda sol nas esplanadas.
quarta-feira, agosto 17, 2011
Bracara Augusta
Pois é, agora mais a norte. Pergunto, onde é que se está bem nesta terra à noite? Ajudem o prezado.
Dias longos
Há uns 2 ou 3 anos tinha posts com títulos cripticamente simples pensava eu que eram puzzles complexos finas ironias e coiso. Eram resumos de dias como estes dois que passaram. O gato que se atirou do 3º andar - lá gastou mais uma vida acho que a 2ª - , as despedidas de quem vai para longe que ainda estão a meio e as saudades que já custam, as conversas de café que se prolongam, os encontros, a porra dos pagamentos em atraso, os nós no estômago, os clientes melga, os poucos preparativos para a nova partida.
segunda-feira, agosto 15, 2011
Algarve místico
No mais longínquo - bolas tive saudades do teclado, uma semana a enterrar os dedos na areia não é o mesmo - dos Algarves fui procurar sentido à existência e tenho algumas revelações importantes:
Isto é uma foto tirada de uma gruta. Entrei nela à laia de caminho iniciático não sem algum medo pelo que poderia revelar-se, o cheiro a mijo foi uma constante passo a passo, lá ao fundo revelou-se: a dualidade de opções, 2 janelas como caminhos alternativos, a incerteza do devir. À incerteza seguiu-se a certeza vinda da falésia percebi, avançando por qualquer uma delas janelas revelar-se-iam os conteúdos do crânio do iniciado/finado.
Segui caminho, entrando numa das muitas casas de deus procurando ainda o mesmo sentido teimoso eu. Foi-me dado a experimentar o sagrado e o profano num mesmo sítio, em Aljezur.
A foto novamente é testemunha da catarse imagética que recebi quando frente a este altar num lampejo vi fogos pelejas contendas sinónimos de combate na velha Albion. Chocado não queria acreditar pensei que fosse um erro tipo box mal sintonizada mas agora que volto a casa e tenho acesso a notícias em português, vejo ser verdade.
Finalmente a luz. Depois de atribulado e tortuoso caminho, descendo escadas forradas de silvas, ao cair do dia - ironia maior - debaixo das árvores de uma fenda numa fertil várzea surge a cascata iniciática - não vou dar o nome, é muito giro escrever parvoíces, meter lá o nome do sítio e depois querer nadar a vontade e tar aquilo cheio de bloggers, todos corcundas feios e mal fodidos a ocupar o espaço todo - onde o iniciado tem de percorrer 3 caminhos 3:
O caminho cheio de lixo, o caminho cheio de lama e o caminho cheio de pedras. Ultrapassados os 3 testes pode então banhar-se no conhecimento ou só ver ninfas a banharem-se no conhecimento. Também é bom.
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| ( caso a gruta tenha dono retiro a foto ) |
Segui caminho, entrando numa das muitas casas de deus procurando ainda o mesmo sentido teimoso eu. Foi-me dado a experimentar o sagrado e o profano num mesmo sítio, em Aljezur.
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| Agora disponível em 16:9 |
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| Não é o prezado autor na foto, não. Aquilo é um labrego algarvio. |
O caminho cheio de lixo, o caminho cheio de lama e o caminho cheio de pedras. Ultrapassados os 3 testes pode então banhar-se no conhecimento ou só ver ninfas a banharem-se no conhecimento. Também é bom.
A ausência
Volto das férias e tenho mais uns quantos leitores. Com certeza que gostam muito do que deixei por escrever.
sábado, agosto 13, 2011
sábado, agosto 06, 2011
Opt out
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| Mas vais para onde? - disse ela, rastejando lentamente. |
A emissão segue, hiperconectividade o dita.
sexta-feira, agosto 05, 2011
Terminal de autocarros
Aproxima-se aquela altura em que, levado por uma camioneta, me fugirá o chão debaixo dos pés. Arrasada a placidez dos dias, paro de pensar em metáforas foleiras e chego ao destino.
quinta-feira, agosto 04, 2011
Optopções, um termo inventado.
Desce-se a rua rente à minha rente à Almirante Reis, os prédios roídos uns atrás dos outros seguem-se seguem-me, anoto os números dos prédios melhores aqueles onde um dia viveria, sigo passo largo aí abaixo, paço largo ultrapasso, prédios muitos. Tomo a rua do restaurante com taxis à porta, as portas fechadas mas as luzes fora de horas mostram que é ali que se troca o turno, come-se a bifana, bebe-se a mini segue-se logo depois. Ao lado é o albergue angolano. Um casal deles - podem ser só pretos pois - debate à porta. Ela sobe ou não sobe não subindo Soba ele não é. Passo ao paço antigo, à igreja moderna, subo a rua de luzes acesas fora de horas, depois da noite nos Anjos. O gato roi-me os pés enquanto ronrona e eu vou-em deitar.
terça-feira, agosto 02, 2011
Economia explicada às crianças
Agora que o novo tecto da dívida dos States foi aprovado, lá percebi a comparação e a frase "nós não somos Portugal ou a Grécia": Pois não. É mais isto:
Nós andamos sem dinheiro para pagar as prestações do Punto amarelo, os E.U.A. andam sem dinheiro para pagar as prestações do Bentley blindado. Não é a mesma coisa porque as nossas moscas são mais - apesar de tudo - democratas.
Por cá, pessoal do governo que percebe de economia sem ser por metáforas com automóveis como eu, faz o seguinte negócio: Para ganhar uns cobres que isto tá mal, vê-se livre de um Audi de 2008 por 40 milhões de euros mas incauto não se lembra que no porta-bagagens vão 2,4 mil milhões de euros.
Passos Coelho, o dono do stand, anda calado. Depois desta, aguardo ansiosamente a venda do restante parque automóvel do estado. Quero ver o lucro destas promoções especiais que se aproximam.
Nós andamos sem dinheiro para pagar as prestações do Punto amarelo, os E.U.A. andam sem dinheiro para pagar as prestações do Bentley blindado. Não é a mesma coisa porque as nossas moscas são mais - apesar de tudo - democratas.
Por cá, pessoal do governo que percebe de economia sem ser por metáforas com automóveis como eu, faz o seguinte negócio: Para ganhar uns cobres que isto tá mal, vê-se livre de um Audi de 2008 por 40 milhões de euros mas incauto não se lembra que no porta-bagagens vão 2,4 mil milhões de euros.
Passos Coelho, o dono do stand, anda calado. Depois desta, aguardo ansiosamente a venda do restante parque automóvel do estado. Quero ver o lucro destas promoções especiais que se aproximam.
Fiat lux
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| Cosmogonia Prezadiana, como imaginada por Proteu ( versão torcicolar direita ) |
segunda-feira, agosto 01, 2011
Café à bolina
As teorias avançadas tiradas sem carta de marear foram aplicadas em chapéus de sol e a sua capacidade ou não de dobrar com o vento. Isto foi em Belém. Por explicar fica porque há gente a frequentar o Vela Latina esplanada à beira rio mas virada para um relvado e para Pedrouços, 180 graus e viam o Tejo, outros 180graus 360 9oves fora voltavam ao mesmo.
sábado, julho 30, 2011
Passo a assinar assim
Na impossiblidade de escrever qualquer coisa de jeito neste momento, mas tendo a necessidade de escrever parvoices, cordialmente,
O autor.
O autor.
quarta-feira, julho 27, 2011
Não preciso de mais
É tão gratificante trabalhar com pessoas com necessidades especiais, chegamos ao fim do dia sabendo que ajudámos aquele alguém especial a sentir-se melhor com ele mesmo, a ultrapassar mais um dia, a conseguir, passo a passo, superar-se, ser mais completo, ser mais. Como recompensa tenho o sorriso de quem é feliz com coisas tão simples: atenção, companhia, partilha.
Foda-se tenho de sair do ramo da publicidade mesmo.
Foda-se tenho de sair do ramo da publicidade mesmo.
terça-feira, julho 26, 2011
Coisas
Bom, falhei a previsão. O Hélio foi apadrinhado pelo Meo, não pela Sumol. Miserável falhanço. Em contrição, deixo aqui as ultimas keywords que encontrei. Asseguro que não tenho conteúdos que correspondam sequer foneticamente ao que o pessoal mete no google para dar com isto. Ó:
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| Cesariny, mal sabias tu das virtudes da arte generativa |
segunda-feira, julho 25, 2011
Efeito viral
Tenho de uma pequena lista de palavras que quero partilhar, já explico porquê. Antes:
Esqueçam a publicidade, agora o que é necessário é "cobertura". E assim, graças à pequenez deste país, a minha vida estará mais e mais deprimente, quando um cliente aparecer e disser "eu quero um video como o do Guedes, um viral. No telejornal até foram entrevistar os pais dele no fim de semana" vou ter de novamente explicar que não só o efeito viral a esta escala é imprevisível, como o video em causa nunca teve muita piada, o que torna ainda mais difícil replicar o efeito - faço um que? um video com alguma-piada? Piada assim-assim? - porque não vejo o padrão.
Quanto é que me dão se nestas semanas aparecer um anúncio da Sumol com um tipo a despenhar-se de skate?
- Viral
- Caralho
- Foda-se
- Guedes
Esqueçam a publicidade, agora o que é necessário é "cobertura". E assim, graças à pequenez deste país, a minha vida estará mais e mais deprimente, quando um cliente aparecer e disser "eu quero um video como o do Guedes, um viral. No telejornal até foram entrevistar os pais dele no fim de semana" vou ter de novamente explicar que não só o efeito viral a esta escala é imprevisível, como o video em causa nunca teve muita piada, o que torna ainda mais difícil replicar o efeito - faço um que? um video com alguma-piada? Piada assim-assim? - porque não vejo o padrão.
Quanto é que me dão se nestas semanas aparecer um anúncio da Sumol com um tipo a despenhar-se de skate?
Reparações em 4 passos.
Por vezes, devido a negligência grosseira ignorância estupidez burrice teimosia inépcia icterícia torácica inercia dispepsia septicemia termos aleatórios ou pção, estragamos orgãos internos. Isto geralmente acontece ao fim de semana. Hoje vou explicar rapidamente como repará-los.
1. Onde está o problema?
Procurem dores, tensões, hemorragias. Eu procurei procurei e cheguei à conclusão, estava aqui. Este é o primeiro passo. Não desistam de procurar se os sintomas forem subtis e na primeira sondagem não perceberem bem onde está o problema. Há muitos orgãos, lembrem-se.
2. Abertura e inspecção
Abri-o. Depois de uma secção transversal, com um qualquer instrumento que possa servir para o efeito - o importante é o quadro seguinte, este é apenas uma fotografia de um autoclismo a ser destapado - desde que se obtenha um corte limpo e direito. Aqui podem ver indicado como há dicas visuais para voltar a fechar o orgão depois de reparado.
3. As entranhas, diagnóstico
Esta é a parte que causará mais estranheza. Não estão habituados a ver o vosso interior tão explicitamente. Respirem fundo, evitem movimentos bruscos. Aqui podem ver que do ponto A ao ponto B há algo profundamente negro e estranho. Sigam esta pista. Empurrando o ponto A, deparar-se-ão com algo no extremo oposto a mexer, encontrando uma possível solução.
4. A solução
Ali estava a raiz de todo o mal. Usei setas mais uma vez, é uma convenção de linguagem visual, as setas indicam que tudo o que está atrás delas não tem interesse ( mnemónica: o símbolo do PSD ). Dei com o problema, que no meu caso era um corpo estranho alojado mesmo lá no fundo. Solução? ocupar o espaço vazio. Aconselho Alka Seltzer, éter, serradura, gunronsans, belimundas ou baltazares, trocos, erva, chumbo ou penas, o importante é que o volume se mantenha para compensar o que está em falta. Volta-se a fechar. Finaliza-se com 2 murros ou só a ameaça dos mesmos para ser mais português e está feito, funciona tudo como antes.
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| Domine memento mei |
Procurem dores, tensões, hemorragias. Eu procurei procurei e cheguei à conclusão, estava aqui. Este é o primeiro passo. Não desistam de procurar se os sintomas forem subtis e na primeira sondagem não perceberem bem onde está o problema. Há muitos orgãos, lembrem-se.
2. Abertura e inspecção
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| Devagar e com calma. |
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| Dica visual indicando setas |
3. As entranhas, diagnóstico
Esta é a parte que causará mais estranheza. Não estão habituados a ver o vosso interior tão explicitamente. Respirem fundo, evitem movimentos bruscos. Aqui podem ver que do ponto A ao ponto B há algo profundamente negro e estranho. Sigam esta pista. Empurrando o ponto A, deparar-se-ão com algo no extremo oposto a mexer, encontrando uma possível solução.
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| 25 cl, não poupam água nenhuma assim. Ursos. |
Ali estava a raiz de todo o mal. Usei setas mais uma vez, é uma convenção de linguagem visual, as setas indicam que tudo o que está atrás delas não tem interesse ( mnemónica: o símbolo do PSD ). Dei com o problema, que no meu caso era um corpo estranho alojado mesmo lá no fundo. Solução? ocupar o espaço vazio. Aconselho Alka Seltzer, éter, serradura, gunronsans, belimundas ou baltazares, trocos, erva, chumbo ou penas, o importante é que o volume se mantenha para compensar o que está em falta. Volta-se a fechar. Finaliza-se com 2 murros ou só a ameaça dos mesmos para ser mais português e está feito, funciona tudo como antes.
domingo, julho 24, 2011
Típico diálogo de domingo
- Lembras-te da Mariazinha?´
- Não...
- A Mariazinha? não te lembras dela?
- Não, não lembro.
- Eras pequeno, gostavas dela... Não te lembras??
- Eh não não me lembro.
- Ela tem uma exposição, ela pinta, vê lá se a encontras aí na internet.
- Mariazinha Mariazinha... Aqui está.
- Ah mas não é nenhuma dessas!
- São as que aparecem...
- Ah nada disso, mete lá a Mariazinha, ela não é essa. Olha, é esta aqui.
- Ah pois. Não, nunca me ia lembrar dela.
- Vês ela pinta. Mete aí os quadros dela mais novos.
- Estão aqui todos os que encontrei.
- Mas não são estes. Mete outros, os mais novos, não sabes quais são?
- Não sei, nunca os vi.
- Teve uma exposição em Sintra, procura lá.
- Isso pode ser qualquer coisa.. Ah, diz aqui que nasceu em 1957. Disseste que eu gostava dela, mas ela tem mais 20 anos que eu.
- Não...
- A Mariazinha? não te lembras dela?
- Não, não lembro.
- Eras pequeno, gostavas dela... Não te lembras??
- Eh não não me lembro.
- Ela tem uma exposição, ela pinta, vê lá se a encontras aí na internet.
- Mariazinha Mariazinha... Aqui está.
- Ah mas não é nenhuma dessas!
- São as que aparecem...
- Ah nada disso, mete lá a Mariazinha, ela não é essa. Olha, é esta aqui.
- Ah pois. Não, nunca me ia lembrar dela.
- Vês ela pinta. Mete aí os quadros dela mais novos.
- Estão aqui todos os que encontrei.
- Mas não são estes. Mete outros, os mais novos, não sabes quais são?
- Não sei, nunca os vi.
- Teve uma exposição em Sintra, procura lá.
- Isso pode ser qualquer coisa.. Ah, diz aqui que nasceu em 1957. Disseste que eu gostava dela, mas ela tem mais 20 anos que eu.
Política
José Seguro está para Passos Coelho como Passos Coelho está para José Seguro.
Estamos entregues aos bichos.
Estamos entregues aos bichos.
Desportos radicais
Tarde começa no Mosteiro dos Jerónimos, passa a companhia de copo de tinto e sobrinha favorita - sim é compativel sobrinha segura-se com braço esquerdo copo com braço direito - ronha no relvado ronha na rede, comer comer comer comer, lanche passa a jantar, depois de jantar discoteca até as tantas somando cambalhotas e macacada à tarde com dança à noite estou feito em papa.
quinta-feira, julho 21, 2011
Instalação sexista II
Instalação interactiva, sem título, 2011, Materiais diversos.
Sofá frente a televisão passando loops de Eusébio a marcar, sensor de movimento e coluna com voz off "Precisamos de falar."
nota: Desta instalação, a crítica terá dito que metafisicamente, a proposta e o desafio de tornar um impeto emocional numa presença física, multidimensional, pungente, denunciadora, é aqui magistralmente - poderiamos arriscar, por vezes com recurso ao humor - representada como nunca antes.
Sofá frente a televisão passando loops de Eusébio a marcar, sensor de movimento e coluna com voz off "Precisamos de falar."
nota: Desta instalação, a crítica terá dito que metafisicamente, a proposta e o desafio de tornar um impeto emocional numa presença física, multidimensional, pungente, denunciadora, é aqui magistralmente - poderiamos arriscar, por vezes com recurso ao humor - representada como nunca antes.
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