Ontem fui a um bar para ouvir blues vintage rock oldies o som da moda. Assim que cheguei avisaram-me que ia haver umas actuações de dança do ventre. Mas não avisaram que era possível dançar com esta música.
Imaginem dança do ventre gótica industrial sci fi core. Vou contractar a miúda para dançar no Transmission e em campeonatos de Magic e Dungeon and Dragons.
sexta-feira, dezembro 23, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
Glossário
Para os vizinhos de baixo.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima da mesa.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima da cama.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima do lava-louças.
"sai daí cabrão!" - Gato em cima da bancada.
"AH cabrão!" - Gato a arranhar.
"Então, foda-se? tão-se a passar ou quê?" - gatos a fazer barulho demais.
"Merda!" - bico do fogão deixado aceso, torradas a queimar, computador a crachar, queimaduras no fogão, esquecimentos em geral.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima da mesa.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima da cama.
"sai daí palhaço!" - Gato em cima do lava-louças.
"sai daí cabrão!" - Gato em cima da bancada.
"AH cabrão!" - Gato a arranhar.
"Então, foda-se? tão-se a passar ou quê?" - gatos a fazer barulho demais.
"Merda!" - bico do fogão deixado aceso, torradas a queimar, computador a crachar, queimaduras no fogão, esquecimentos em geral.
Ainda a emigração
Quando o governo em peso convida a população docente e universitários em geral a emigrar, e mesmo desconfiado que não são tão altruístas como parecem, acho que há um plano por trás.
É ainda o Simplex. Provado que não dá para optimizar mais a gestão das empresas públicas, do estado, das autarquias, resta aplicar o programa ao povo. Tirando o pessoal que não quer trabalhar, só resmunga e ainda quer ser bem pago e ainda ser respeitado, sobram os tais que sabem que só com trabalho é que o país vai para a frente, os boys, o povinho calado e à rasca para fazer 500 euros por mês, o que é bastante mais fácil de gerir.
É ainda o Simplex. Provado que não dá para optimizar mais a gestão das empresas públicas, do estado, das autarquias, resta aplicar o programa ao povo. Tirando o pessoal que não quer trabalhar, só resmunga e ainda quer ser bem pago e ainda ser respeitado, sobram os tais que sabem que só com trabalho é que o país vai para a frente, os boys, o povinho calado e à rasca para fazer 500 euros por mês, o que é bastante mais fácil de gerir.
Bom Natal
Dentro do espírito da época, deixo aqui uma sugestão para emigrar em 2012. Tem menos sol que Portugal, mas não se pode ter tudo.
terça-feira, dezembro 20, 2011
Política quotidiana
Hoje olhei pela janela, vi o cenário e pensei foda-se o Passos Coelho tem o meu respeito: Sabe que o icebergue abriu um teutónico rombo no casco, sabe que isto vai ao fundo, mas quer que todos homens mulheres e crianças se salvem, e ele valeroso valente sagaz capitão irá ao fundo com o navio, só pode ser o que anda a pensar. E quem sou eu para lhe negar a honra? é emigrar minha gente.
E o pessoal continua a achar que trabalhar caladinho e sem refilar contra estes mentecaptos não é uma posição ideológica. Trabalhem fascistas trabalhem.
E o pessoal continua a achar que trabalhar caladinho e sem refilar contra estes mentecaptos não é uma posição ideológica. Trabalhem fascistas trabalhem.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Fuck yeah, design hotels
Bar com paredes pretas espelhos e estuques antigos. Espelhos pretos. Sofás brancos. Luzes azuis. Vista para o mar. Chão de mármore preto, barman preto vestido de branco, género love-boat. Barman faz a pergunta habitual:
" Boa noite, bem vindos, aqui estão as cartas de cocktail, esta semana temos um especial Daikiri em destaque, aconselho-vos vivamente, mas podem escolher à vontade tomem o tempo necessário, estarei aqui à espera, decerto encontrarão algo que gostem. Obrigado."
- Era uma imperial, por favor. - disse o Prezado, à espera de falar desde que disseram "boa noite...".
Depois, como vingança da minha escolha rápida e vulgar, os copos de cocktail que chegaram à mesa tinham mais 25 cm de altura que o meu copo de imperial. Fuck tulipas.
" Boa noite, bem vindos, aqui estão as cartas de cocktail, esta semana temos um especial Daikiri em destaque, aconselho-vos vivamente, mas podem escolher à vontade tomem o tempo necessário, estarei aqui à espera, decerto encontrarão algo que gostem. Obrigado."
- Era uma imperial, por favor. - disse o Prezado, à espera de falar desde que disseram "boa noite...".
Depois, como vingança da minha escolha rápida e vulgar, os copos de cocktail que chegaram à mesa tinham mais 25 cm de altura que o meu copo de imperial. Fuck tulipas.
domingo, dezembro 18, 2011
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Jantares de Natal e team building?
Esclarecimento ao patronato:
89% dos empregados não querem festa de natal da empresa.
89% dos empregados sabem que é apenas uma operação de charme.
99% dos empregados sabe que é mais barato pagar um jantar anual que aumentar toda a gente.
99% dos organizadores de jantares e festas de natal são inaptos para tal.
99% dos patrões enganam-se pensado que a falta de entusiasmo se deve a cansaço.
100% das festas de natal deixam mais de 50% do pessoal de uma empresa com vontade de mandar tudo po caralho.
Isto é a verdade. Convido-vos a tornarem-na mais completa com a vossa experiência pessoal.
89% dos empregados não querem festa de natal da empresa.
89% dos empregados sabem que é apenas uma operação de charme.
99% dos empregados sabe que é mais barato pagar um jantar anual que aumentar toda a gente.
99% dos organizadores de jantares e festas de natal são inaptos para tal.
99% dos patrões enganam-se pensado que a falta de entusiasmo se deve a cansaço.
100% das festas de natal deixam mais de 50% do pessoal de uma empresa com vontade de mandar tudo po caralho.
Isto é a verdade. Convido-vos a tornarem-na mais completa com a vossa experiência pessoal.
Dica diplomaticamente pedantécnica
A vulgarização da fotografia, fruto da digitalização de todo o processo, retirou-lhe o factor custo: um rolo custava digamos 5 euros, a revelação dos negativos outros 5, as ampliações outros 5. Eram 36 fotografias, no máximo. Havia rolos de 24. Havia rolos para diferentes temperaturas de cor. Usavam-se filtros. Fotografava-se com rolos PB. Cada rolo tinha um ISO fixo. Se tinha um rolo ISO 400, tinha de o acabar para usar um de 120. Revelar as fotos demorava 4 dias, 2 dias, uma tarde no mínimo. Só aí saberiamos se tinhamos usado as técnicas certas.
Hoje era genial do digital tiram-se 300 fotos numa ida ao urinol, com a máquina sempre no automático. No fim do processo, no computador, "trata-se" a foto. É relativo ao tratamento a minha dica pedante. Aqui fica:
Estudos revelam que 99% dos humanos preferem fotografias vindas de lomos ou apps como instagram, lemeleme, vintage camera, hipstamatic e filtros de iphoto, photoshop ou picasa. No entanto, isso não é fotografia, é uma merda. Pronto, é só um desabafo. adenda: é já ali, ao pé do Camões, a duas portas da Casa da India.
Hoje era genial do digital tiram-se 300 fotos numa ida ao urinol, com a máquina sempre no automático. No fim do processo, no computador, "trata-se" a foto. É relativo ao tratamento a minha dica pedante. Aqui fica:
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| Eu sou uma fotografia tirada por uma pessoa normal |
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| Eu sou uma fotografia distorcida por uma pessoa que gosta de ver coisas |
quinta-feira, dezembro 15, 2011
É sempre a mesma treta
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| Escorso segundo Capristano ( merda ficou ali uma treta mal cortada ) |
terça-feira, dezembro 13, 2011
É sempre a mesma treta
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| Pretérito imperfeito de grafitti ou o pior cego |
segunda-feira, dezembro 12, 2011
domingo, dezembro 11, 2011
Sociologia Estatística e probabilidade
A fim de facilitar amostragem e contagem de espécimes, escolheu-se um bar sobre-comprido, denomine-se Oslo, onde o zonamento é linear o bastante para, definida uma recta, nela se apontarem 2 pontos e um segmento, ditos ϐ ( entrada ), Ὢ ( pista de dança ) e o segmento AB ( balcão ). O seguinte é o que se passa lá dentro:
Vazio, 3 solitários ao balcão com 3 bancos de intervalo, ao fundo no banco da pista, o equivalente ao último banco do autocarro, está o anti-social. Entram 3 tipos estrangeiros, obviamente fora do ambiente deles. Vão bebendo copos. Passa Brian Adams. Um dos bebâdos do balcão vai dançar. A quantidade de cerveja que já bebeu não o ajuda mas ele não desiste. Dançar é assim o mais aproximado possível a aguentar-se-de-pé. O valor estético não é muito. Entram uns miúdos, que vão para a pista. O solitário está no mesmo sitio, mas mesma posição, fixou um ponto no infinito - parece-me que sou eu, dado que estamos nos pontos extremos do bar e a quantidade de bebida muito mais que 3 cervejas aposto que ele já bebeu, chegar até mim é na prática tarefa para um cruzador inter-estelar. A minha imperial acaba. Perguntamo-nos sobre se a senhora que entrou é puta ou não. Tirando os preconceitos face à facilidade com que fez amizade com os 3 estrangeiros - em 3 tempos - chegamos à conclusão que o é apenas pela escolha de sapatos. Um velhote bebâdo tenta dizer-me qualquer coisa e como somos as unicas pessoas do bar com todos os dentes da frente, é expulso. Os 3 miudos - uma miuda e dois miudos dançam Billy Ocean sem entusiasmo. Duas mulheres uma preta uma loira dançam para chamar a atenção de um grupo de 3 homens. Um deles, dizem-me, até tem hipóteses, só tinha de ser menos bimbo a dançar. Os outros dois são infelizes. O solitário continua na mesma posição mas com outra cerveja. Dos 3 estrangeiros não se consegue adivinhar qual deles é que vai sair acompanhado dada o coração gigantesco da puta que ia cravando bebidas a todos. A minha imperial acaba. No balcão alguém usa a máquina dos pistachios. Das duas mulheres que dançam, a preta tem mais sucesso, simplesmente porque dança e faz o que entende. A outra a loura está a ficar meio passada porque não tem um menear de anca eficaz como a amiga ( que podia passar a ex-amiga se esta merda continuasse ), tenta compensá-lo rindo-se muito, o que lhe acentuava o louro mas ainda assim sem ofuscar a amiga. Os 3 miúdos dançam com a mesma cara de tacho. Entra um grupo de trintões urbanos vindos do Bairro Alto, estes sabem ao que vêm, ainda estão a entrar e já se riem da desgraça alheia. Vou ao balcão buscar uma bebida e reparo na máquina ao lado da dos pistachios, um euro e sai sempre uma bola com um papel lá dentro, vejo frases escritas pela metade transparente da bola, são fortunas. Os 3 estrangeiros saem e a puta segue-os. O balcão está cheio de homens que não se conhecem, virados para as prateleiras com garrafas e catrapázio com brindes dos furos - como os da feira popular mas sem chocolates regina - debaixo de luzes vermelhas e azuis. 3 imperais bebidas, eram 3 da manhã, hora de ir ver a Fabiana mas isso é outra história.
Vazio, 3 solitários ao balcão com 3 bancos de intervalo, ao fundo no banco da pista, o equivalente ao último banco do autocarro, está o anti-social. Entram 3 tipos estrangeiros, obviamente fora do ambiente deles. Vão bebendo copos. Passa Brian Adams. Um dos bebâdos do balcão vai dançar. A quantidade de cerveja que já bebeu não o ajuda mas ele não desiste. Dançar é assim o mais aproximado possível a aguentar-se-de-pé. O valor estético não é muito. Entram uns miúdos, que vão para a pista. O solitário está no mesmo sitio, mas mesma posição, fixou um ponto no infinito - parece-me que sou eu, dado que estamos nos pontos extremos do bar e a quantidade de bebida muito mais que 3 cervejas aposto que ele já bebeu, chegar até mim é na prática tarefa para um cruzador inter-estelar. A minha imperial acaba. Perguntamo-nos sobre se a senhora que entrou é puta ou não. Tirando os preconceitos face à facilidade com que fez amizade com os 3 estrangeiros - em 3 tempos - chegamos à conclusão que o é apenas pela escolha de sapatos. Um velhote bebâdo tenta dizer-me qualquer coisa e como somos as unicas pessoas do bar com todos os dentes da frente, é expulso. Os 3 miudos - uma miuda e dois miudos dançam Billy Ocean sem entusiasmo. Duas mulheres uma preta uma loira dançam para chamar a atenção de um grupo de 3 homens. Um deles, dizem-me, até tem hipóteses, só tinha de ser menos bimbo a dançar. Os outros dois são infelizes. O solitário continua na mesma posição mas com outra cerveja. Dos 3 estrangeiros não se consegue adivinhar qual deles é que vai sair acompanhado dada o coração gigantesco da puta que ia cravando bebidas a todos. A minha imperial acaba. No balcão alguém usa a máquina dos pistachios. Das duas mulheres que dançam, a preta tem mais sucesso, simplesmente porque dança e faz o que entende. A outra a loura está a ficar meio passada porque não tem um menear de anca eficaz como a amiga ( que podia passar a ex-amiga se esta merda continuasse ), tenta compensá-lo rindo-se muito, o que lhe acentuava o louro mas ainda assim sem ofuscar a amiga. Os 3 miúdos dançam com a mesma cara de tacho. Entra um grupo de trintões urbanos vindos do Bairro Alto, estes sabem ao que vêm, ainda estão a entrar e já se riem da desgraça alheia. Vou ao balcão buscar uma bebida e reparo na máquina ao lado da dos pistachios, um euro e sai sempre uma bola com um papel lá dentro, vejo frases escritas pela metade transparente da bola, são fortunas. Os 3 estrangeiros saem e a puta segue-os. O balcão está cheio de homens que não se conhecem, virados para as prateleiras com garrafas e catrapázio com brindes dos furos - como os da feira popular mas sem chocolates regina - debaixo de luzes vermelhas e azuis. 3 imperais bebidas, eram 3 da manhã, hora de ir ver a Fabiana mas isso é outra história.
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Arquivo
Historias do João
Genérico cantado pelo Jorge Palma.
Isto fica aqui só para não me esquecer, já que andei anos para encontrar isto.
quinta-feira, dezembro 08, 2011
Ó Cais do Sodré
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| Em antracite combinava melhor com o sangue dos enxertos de porrada |
terça-feira, dezembro 06, 2011
Planos vendidos separadamente
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| Azulejo sobre céu, 1931 |
O Ron van der Ende faz umas esculturas que colocaria numa parede minha, lembrei-me delas depois de olhar para a foto com tempo.
domingo, dezembro 04, 2011
É domingo
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| Lampreia de ovos segundo Ganimedes. |
Ontem
Fui ao campo pequeno, na esperança que a ganância me consumisse o coração e me transformasse num consumista mas não consegui, qualquer bugiganga que comprasse iriam sempre uns cêntimos para uma associação de deficientes qualquer. Assim não dá, um gajo quer entrar no espírito do Natal e não deixam.
Estou na cama a recuperar da quantidade de católicos fascistas e queques ( não coloquei virgulas aqui porque define uma só tipologia e não três, como aparenta ) que vi ontem.
Estou na cama a recuperar da quantidade de católicos fascistas e queques ( não coloquei virgulas aqui porque define uma só tipologia e não três, como aparenta ) que vi ontem.
sábado, dezembro 03, 2011
Presentes
Sendo o PPC anti-consumo, deixo aqui a lista de presentes que ninguém deveria ter este Natal.
É quase tudo máquinas fotográficas, interessante.
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| Nixon. Fazem uns relógios porreiros. |
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| Quad-copter comandado por iPhone. Não é possível viver sem um. |
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| Não é um telemóvel, é uma máquina fotográfica. |
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| Uma máquina de medir a tensão. |
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| Lytro. Máquina fotográfica. |
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| Máquina fotográfica só para timelapes. |
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| Mini-Dolly. Não sei para que serve. |
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| é um mealheiro russo. |
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| Outro relógio nixon. |
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| Vinyl toy. |
| Relógio de parede impossível de ler no escuro. |
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| Escultura vinyl toy arte yo. |
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| Faz o mesmo que a outra máquina de medir a tensão mas custa um zero a menos. |
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| iPad 2. faz tudo o que todas as máquinas acima fazem juntas. |
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| obviamente, é um motor eléctrico para aviões de papel. |
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| canivete suiço americano, até à data com dupla nacionalidade mas a tratar disso. |
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| Máquina fotográfica todo-o-terreno. |
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| Trotinette radical. |
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