quinta-feira, março 15, 2012

São rosas

olha que bonito, isto hoje parece uma árvore de natal da Amadora. É dourados, é corações, é mesmo bonito. Ainda não tinha uma teoria unificada do selo, agora já tenho: Todos os dias, pequenos funcionários públicos pegam no Paint e pacientemente procuram as mais feias e ilegíveis fontes, juntando-as como num crochet macabro a clipartes sacados do google. Depois espalham-nos sem critério, claro. Uma lenda de Carcavelos diz que há mais selos que blogs.

Etiqueta online

Não se devem recusar selos, por mais feios que sejam. Este, que mal se lê, foi a Julie que enviou. Diz aqui no verso "revelar 7 factos sobre ti, colar o selo noutro blog de seguida.". Bom, adianto:


  1. O meu nib é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  2. O meu nif é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  3. O meu niss é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  4. O meu signo é Carneiro, mas tenho ascendente em banana
  5. Sou canhoto. Há precisamente um mês, postei aqui um como-desenhar-camelos e ninguém reparou que distraído desenhei com a mão errada.
  6. Efectivamente, gosto de advérbios de afirmação e claramente de modo
  7. O meu BI é o 3

Agora teria de repassar o selo a 15 bloggers. Mas não passo.

Já a entrar em casa

Vou até ao Galeto depois do jantar para desenhar qualquer coisa diferente. Encontro o habitual: Empresários miseráveis, casais de velhotes, famílias de queques, os tipos do balcão todos iguais, penteados e óculos do mesmo modelo, empregados a sair de noitadas para empresários miseráveis filhos de casais de velhotes. Sempre a mesma coisa. Depois da volta mais longa de volta, a entrar na rua: Os 4 tipos na esquina do prédio a jogar à bisca em cima de um caixote do lixo, calmamente, mais à frente já à porta de casa 3 carros, 3 grupos distintos, em 2 fumam-se brocas num bebem-se superbocks, calmamente subo e calmamente meto-me a ver o Platoon.

quarta-feira, março 14, 2012

Surreal-capitalismo

Explorando os limites da livre-associação, a publicidade tomou a dianteira do absurdismo no quotidiano.
Longe vai o tempo em que um shampoo oferecia um pente ou uma garrafa de uisque oferecia um copo. Hoje, assim como ir comprar batatas dá desconto na depilação, um copo de uisque pode ser que ofereças um pente. Ou um shot de shampoo.
o saco do lidl a fazer de folha de plátano.

Fico à espera dos próximos pioneiros do movimento.

segunda-feira, março 12, 2012

Domingo no mundo

Colina, uma delas.

Performative Art

Comi dois dentes de alho.

domingo, março 11, 2012

Expliquem-me

A relação parasitária betos-gelados fascina a Sorbonne, que ano após ano envia estudiosos que tentam em vão explicar por que razão as gelatarias de Lisboa são ocupadas apenas por betos a toda a hora, formando filas intermináveis de famílias com calções burberrys, pulseiras de couro, crianças penteadinhas todas chamadas Tomás e Paciência, cães scotex e camisolas de rugby, deixando de fora todo o resto normal da população. Uns dizem que é um fenómeno para-religioso, em que o gelado é feito eucaristia dominical, sangue de cristo óstia é a bolacha do cone, outros insistem num movimento ultra-conservador em que todos os que frequentam as gelatarias são, em maior ou menor grau, familiares do dono da dita gelataria.

sábado, março 10, 2012

Riscos perdidos VI

Hoje está sol e eu estou preguiçoso, mas para um bocado à mesa a imaginar riscos pedidos de pombos parvos ou como condensar o adamastor num desenho só, ainda tenho tempo. Tenho um orçamento para fazer, a louça do almoço para lavar e um sofá a precisar de ser preenchido sem ser por gatos. Cá vai disto:
Cagam tudo e de propósito

o adamastor está sempre na mesma.

the missing link

Hoje, pela tarde, é hora de...

Riscos pedidos.

quinta-feira, março 08, 2012

É oficial: meto as mãos no fogo pelo Passos. Confio neste gajo, pá. Ainda há tipos honestos.
É pena é que o preço desta honestidade seja a inteligência e a sagacidade.

Da morte certa

Lembrei-me dos vários tipos de cemitérios que podemos encontrar.
cemitério de ideias














E seguem por aí fora.

cemitério de aviões

















cemitérios de elefantes



















E os cemitérios onde estas máquinas acabam, que serão já lendários porque nunca se encontrou um, mas também nunca se viu onde foram parar todas as máquinas.






Sobre lojas novas

"Na medida em que o estado estaria tornando-se "agente de" ao invés de "regulador do" mercado, o novo urbanismo [2] cada vez mais agiria sob o impulso da produção capitalista, e não mais sob o da reprodução social, segundo os críticos. Com a globalização promovendo um reescalonamento global, a escala do espaço urbano foi refundida. O processo de gentrification, ou em português enobrecimento urbano, que começou como um fato isolado e esporádico aqui e ali, generalizou-se como uma estratégia urbana: sua incidência agora é global, e a gentrification (enobrecimento urbano) estaria intimamente ligada ao circuito global de circulação de capitais, com a mudança de foco da escala urbana, anteriormente definida de acordo com condições de reprodução social, para uma escala em que o capital produtivo detém uma precedência nítida.[3]"
A somar a isto, ainda a globalização - a capitalista - e mais uns anos e está Lisboa forrada de padarias parisienses.

Where science meets fiction

Por acaso, hoje sonhei que transubstanciava esferas de vidro em metal em esferas de plástico de várias cores num pub tipo irish. Tinha uma máquina que só fazia dubstep num canto, algo como um garrafão com luzes às cores, ao lado do balcão de madeira. Não conseguindo demonstrar que poderia operar essa transformação em toda a realidade à volta - afinal, isto era um sonho mas não tinha concentração para tal - ainda assim tinha dificuldades da segunda opção: fazer as ditas esferas flutuar no meio das duas mãos, que ficavam presas à mão direita. Aliás, foi por essa razão que optei pelo plástico: podia mostrar que não havia truques com ímanes.
nota do autor: não fumo.

quarta-feira, março 07, 2012

Operei eu próprio a Transubstanciação da Passusflora em comida, milagre último e maior.
Há muitos anos um nazareno terá feito o mesmo, mas não há provas de tal.
Já eu, tinha fotos e em segundo plano ainda se apanhava um pé do Big Foot a ler os planos da CIA para o assassinato de JFK. Mas o cartão deu erro.

Boa noite

Diário gráfico, é a ultima mania. Ando no retrato. Só depois de o dominar é que passo para a dita arte maior: matrículas de carros que nunca vi, papeis amarrotados e beatas, pedras da calçada em plano picado, costas de bancos de autocarro e postes com cães a mijar de alto.

segunda-feira, março 05, 2012

Manipulação genética em casa

Anos de aperfeiçoamento genético. Até choro.

O Passos, sabendo do peso político deste blog na opinião pública - esqueçam o 5 dias, o esquerda.net, o 31 da armada, o arrastão, essas chachas atreladas ao poder e orientadas por cata-ventos - devia agradecer-me a criação desta espécie nova de planta.
Baptizada Passusflora Impavida Resistensis. Ordem das Locatáreas, grupo das subaluguérias. Tenho andado a trabalhar nela desde que o PSD está no governo e só agora posso mostrar os resultados do meu trabalho, só agora tenho a certeza que tenho um produto nacional de qualidade pronto a ser lançado no mercado.
A Passusflora é a nova planta caseira urbana. Se as outras plantas mais fracas precisam, além de água, de que falem com elas, a Passusflora Impavida prefere só ouvir queixas e não é raro deixarmos cair uma lágrima ao lado de uma. Água precisa de pouca - o vaso custom-fit que permite poupança extra é vendido separadamente - 1/4 de bica de água por semana basta. Do valor estético nem me adianto muito pois está à vista, o verde viçoso lembra musicas do Fausto e convida à austeridade. Como ulterior e espantosa capacidade, depois de ter cumprido o seu papel como planta de casa, transcende-se, podendo ser usada na cozinha como substituta da cebola.
A Passusflora tem tudo, mas não um nome mais comercial, o que me dificulta a defesa contra multinacionais como a Monsanto. Alguma dica?

domingo, março 04, 2012

Lost

Saída Lisboa abaixo, o autocarro está caro, em pouco mais de meia hora estou no Bairro Alto. Depois de errar por um par de tascos, descemos ao Cais do Sodré para fugir do chão cor-de-rosa da Pensão Amor e ir ao Oslo, que felizmente soma e segue.
A importância da sobrevivência deste covil espelhado confirma-se cada vez que lá entro. Onde é que grupos de professoras do 1º ciclo da Bobadela poderiam sair senão aqui? Na geração anterior havia quem morresse sem ver o mar e ele já aqui, estas mulheres vão morrer sem ver o Lux. A imperial é barata, por isso há menos modelos e sofás empalhados do avesso. Sentado no banco ao fundo o psicopata de serviço fixa os olhos no infinito para mostrar a todos o pensamento ausente, só interrompendo quando passam mamas à altura dos olhos. Quando vi, apontei a todos que ele estava a beber uma sagres zero, ficámos com a certeza que era um profissional. Bebia-a lentamente, de modo a que o álcool zero não lhe subisse à cabeça e tolhesse os movimentos que ia calculando mentalmente. Quando a gorda da camisola vermelha fez uns olhinhos tímidos de engate ao pançudo neo-tropical na pista, vi a gota de suor do ciume a rolar da testa para o casio original. Saídos dali, o único sítio onde a cerveja podia fazer de cantil para mais umas horas de exploração national geographic Cais do Sodré, era o Transmission.
O pessoal do heavy metal estava calmo, góticos não havia, mas a música não falhou. Trágicas passam todas as que conheço, mas enganei-me sempre nas estimativas: eu não ouvia metal industrial há 10 anos. Ouvia há 20 anos. Enquanto me dedicava ao headbanging com o cuidado de não deixar os cabelos brancos entrar nessa fantochada, pedi ao pessoal que caso me apanhem a fazer figura de quarentão acabado que não nota que a pança já abana mais que o cabelo, me espetem um sopapo a tempo.

Exercício cliché

Do ginásio não há muito a contar, os clichés repetem-se, nada se passa que não seja o esperado: em todos os ambientes há cromos, há descompensados, tacanhos, mentecaptos, dedicados. Para cada kg levantado há um episódio já visto. Até que chegou aquela senhora já velha.
A senhora colecciona tatuagens.
Nenhuma tem mais de 1 ano.
Fá-las porque pode, junta-as, sem um pensamento comum ou uma ideia, como é hábito agora, tatuagens são moda também, as do ano passado não são as deste ano. Junta-as, como marcações da sua façanha de se tatuar. Cumprem-se. A tatuagem do golfinho marca o evento da tatuagem de um golfinho. E o escorpião. E a estrela. Junta-as na nuca, em fila e em grelha, a fazer uma linha de bingo. Quatro delas encarreiradas, como alvos abatidos, na pele já gasta. Na canela mais duas, somadas parecem dingbats.

sábado, março 03, 2012

Riscos pedidos V

Pardais ao ninho, não ouviram?
Ver o video do Castelo Branco mudou a minha vida, em particular a postura perante a adversidade.
Não não pode até parecer, mas há coisas piores.

sexta-feira, março 02, 2012

Vi aquele video

- sabes amor, tenho um fetiche...
- diz lá.
- quero comer-te à bruta e com...
- ah queres mais um homem? já me tinhas falado nisso… eu tenho um amigo que é a cara do Leonardo Dicaprio, sabes...
- ah, não , já tenho um amigo…
- ai é, como é que ele é?
- é a cara do Castelo Branco.
- ahahahaha vá lá, agora a sério.

Amanhã

É dia de Riscos Pedidos. Isto de calhar ao sábado vai acabar, o sol já aquece o suficiente para ir passear o dia todo.

quinta-feira, março 01, 2012

Capicua

222 voluntários, não obriguei ninguém a inscrever-se. Para todos:

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O inferno são os outros*

Quando limpa é só a maior, quando paga é o que pode, quando compra é o que consegue, se vende é porque não dá, empresta mas não melhora, cobra o que não deve, paga pelo que não tem, troca tudo o que deixa a meio.


*Ao contrário do que possa parecer, não é uma citação, é conhecimento de causa.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

olha que...

Idealista eu, hoje quando olhava distraído para um pombo só com uma pata a patinhar em cima de uma caixa de estore toda cagada comecei a pensar sobre a vida, as amputações a que os pombos estão sujeitos e à condição de que tendo só uma perna, têm de fazer da vida um jogo do pé-coxinho ( ficam assim remetidos a uma condição sub-pombal, como que pardais que só saltitam em merda ).
Lembrei-me então das minhas ideias sobre trabalho e lógica, sempre associei os dois, a eficácia dos processos é um tema que me preocupa porque sou extremamente preguiçoso, as tarefas são muito pensadas para serem resolvidas à primeira. Hoje percebi que aquela imagem dos 3 - 2 só a ver - tipos que andam a calcetar a rua e depois de acabar aparecem os gajos da água e os gajos da eletricidade e removem a calçada e fica o buraco 15 dias e depois lá voltam os calceteiros e finalmente acabam o trabalho pela segunda vez, não só é uma alegoria, um cliché ou uma metáfora, é principalmente a realidade.
E os processos de trabalho que não são assim serão a excepção. Pena só ter reparado nisso em 2012.

Nem mais

Escreve o António P., no Fim de Semana Alucinante:

"Vamos ver se percebi bem:
- o Governo do Pedro e do Paulo já decidiu, sem perguntar a ninguém, que o 5 de Outubro e o 1º de Dezembro deixaram de ser feriados;
- já para os chamados feriados religiosos estamos pendentes da decisão da Santa Sé.
E eu a pensar que os feriados eram da República.
Enganei-me."

E eu assino por baixo.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

A falência do sistema

Querem os tesos brutos iletrados taxistas a passar facturas quando os informados cívicos e simpáticos médicos não as passam? Boa sorte nisso.
O futuro da economia está na feira da ladra.

domingo, fevereiro 26, 2012

Lisboa, à volta da Feira da Ladra

Rua de Arroios

Tinha de passar por um trecho da Rua de Arroios onde ainda não tinha passado com máquina fotográfica. Ia fotografar um edifício neo-clássico de propósito mas uma caravela em barro bate essa treta aos pontos. Continuei a descer, atravessei a Almirante Reis, o mercado do Forno do Tijolo, passei novamente pelo prédio bizarro que tem a grelha de cimento cima abaixo, passei o tasco que está sempre escuro e segui para a Graça.

Sei lá o nome da rua

A feira estava cheia. Acho que com o frio, procuraram nos sotãos por coisas boas para fazer lume e chegaram à conclusão de que os quadros nem na lareira seriam brilhantes e por isso hoje dei com muitos.
 
O menino chateado que chora

Não bastava ter um filho na guerra, um gajo ainda ficava com isto em casa.

De volta a casa deparo-me com isto e pergunto-me se algum dia voltarei a ler em alguma rua de Lisboa a palavra "coluna" e se o autor destes versos foi o O'Neill.
Edições Pouco Fica Por Contar

sábado, fevereiro 25, 2012

Riscos Pedidos IV

Em conversa, o rádio, o PBX, o acordeão e o pino.

Bobo, faz-me rir.

Na feira encontrei umas quantas coisas interessantes, o PBX ficava espetacular numa prateleira que infelizmente está cheia e o pino de bowling não servia para nada. Como o PBX.
Calhou que esta foi a ideia mais surrealista até agora e foi a que gostei mais no resultado final e que faz deste post o momento alto do mês, posso até dizer que este blog tem o rei na barriga. Da perna.

E hoje, sábado, é dia de...

Riscos Pedidos.
Caso andar alguém por aí, porque o sol também me está a chamar para os lados da feira da ladra.

Psicologia invertida

Um dia destes experimento isto:
- Junto envio o meu melhor orçamento. Tenha em conta que o trabalho que me pede está definitivamente dentro das minhas capacidades, mas odeio design gráfico. O trabalho que me pede vai ser uma absoluta provação. Como é uma tarefa que vou fazer o mais rápido que possa para me ver livre dela, o preço mais que justo está definido em anexo.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

A troika, o Toy

Os elementos da troika chegam ao hotel, depois de mais um dia a vasculhar anexos do ministério das finanças.
- Turn on the T.V., will you?
- Sure.
- Fuck. You know... this is the top rated show here in Portugal?
- Get serious...
- I'm telling you.
- fuck, that's it. They should know better than this. "Songs in the key of life" is so much better than this piece of shit. I'm calling Moody's now.

Trabalho, o tanas

Tivessem os alemães, finlandeses, noruegueses, suecos este sol e a carta de cervejas por que são conhecidos e eu gostava de ver a produtividade desses gajos.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

A morte da bezerra

Olha, não tenho nada para dizer, mas como jurei a Iemanjá que Aláh me abençoaria com inspiração para escrever um post digno do seu nome todos os dias, aqui fica: à falta de tema, começa-se a escrever sem direcção ou consciência e depois de umas 10 linhas finalmente o miolo lá se lembra de algum pensamento minimamente digno desse nome - digno, como já referi - e acabamos por apagar quase tudo o que escrevemos e fica só a ideia chave no final, aqui no caso, já me lembrei, é algo que acho sempre piada é misturar várias categorias de crenças. Como não sei nada de zoroastrismo sem ir à wiki, cito só as coisas que já conheço, tarot, quiromancia, palmipedia, proxenetismo, umbanda, búzios, terras do brasil começadas por B, palavras que soam a outras coisas, fecho a lista, digo qualquer coisa como hoje infelizmente não descobri nem aprendi nada novo, o que me chateia profundamente. Acaba-se o dia vazio.

terça-feira, fevereiro 21, 2012

Tolerância de ponto

Mais um dia histórico para lista
Ora democracia, portanto o feriado não era para avançar, as câmaras PS fecham, as câmaras PSD abrem, Torres fecha, Peniche fecha, Sintra abre, cada um decide o que fazer, é Portugal e é isto que gosto neste país: é ingovernável porque é todo feito de excepções.

domingo, fevereiro 19, 2012

A E I O U - Y

Um gajo mascarado
de inspector do SEF,
isso é que era.
É sabido que eu gosto tanto deste governo como de cagar um pé até ao pescoço, mas quando vejo o carnaval com os corsos brasileiros pelo país fora - eu disse que o caminho agora é o nacionalismo - nas notícias, quase compreendo e concordo com a decisão do Passos e por uma vez, até gostaria de vê-lo a levar a dele avante e a punir os presidentes da câmara exemplarmente pela insurgência e a descontar os dias de vencimento das faltas dos funcionários públicos. Ele ganharia muitos pontos na minha consideração. Espero que o faça. Não, nem a brincar.
E ficaram com a puta da musica na cabeça, é a vida.

sábado, fevereiro 18, 2012

Riscos Pedidos III

Diz a lenda urbana que o dito quadro causa incêndios e que é a única peça a salvar-se incólume

Eu não gosto de me mascarar porque as máscaras que eu gosto são sempre complicadas de fazer num dia ou dois.

Este ano ia mascarar-me  numa cena inspirada na mitologia dos Urais pós-Chernobil.
O pior da ressaca é ter de ir ao super-mercado buscar pão e coca-cola

Amanhã, sábado

É dia de Riscos Pedidos. Apareçam.

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

É o progresso, porra.

Tenho de agradecer a este governo o surgir de uma nova orientação política, muito em voga porque pelo menos um tipo importante eu faz parte dela. Reparei hoje que na manif dos miúdos da Antonio Arroio, que por momentos me encheu o coração - era puto com a mania que ia ser artista, não fumei lá nada juro, andei com tudo quanto era droga ao meu lado, mas a asma sempre a asma - uma miúda de uns 15 ou 16 anos recebia o nosso presidente com um cartaz com 2 versos de Sérgio Godinho. Isto é a esquerda portuguesa moderna: Só velharias. Percebo.
Quando há coisas como o B Fachada aí à solta, é natural que muitos joguem pelo seguro e fiquem pela qualidade, ignorem a inovação e abracem a Zé dos Bois.
Aqui entra o neo-nacionalismo-relativamente-progressista. Mantenha-se a estética de Abril, mas para ser contra-corrente e ser eficaz, agora é necessário ser nacionalista. Esqueçam a internacional-socialista, a missão que tinha já foi conseguida com a internacional-capitalista, que o nosso governo bem defende. Abolição de fronteiras, união dos povos? Já está feito. Mais uns anos e o Passos faz-nos todos chineses. Injustiça social? Esperem por outros. Por isso, o caminho da esquerda é ser nacionalista. Eu já sou. Defendo o proteccionismo do pastel de nata. Quero nabiças da horta recém-normalizada frente ao Colombo, não podendo pagar em escudos, troco-as por prestação de serviços, posso por exemplo escrever actas em português pré-acordo e guardá-las em cadernos selados a lacre. Defendo a ASAE da velha guarda, a que fechava restaurantes chineses mas deixava os pastéis de bacalhau em paz. Quero passar pela praça do Chile e levar com aquele cheiro a couratos da tasca da esquina nas ventas. Quero os pires de sal com ovos cozidos em cima. Recuso-me a ouvir música feita para lá de Olivença e de 1986. Só ando a pé porque não vou em modas de bicicletas hipsters e os autocarros são o transporte dos fascistas. Povo que é povo anda de carro que é mais barato.
Isto é o caminho certo para todos os que estão cansados do anarco-sindicalismo-primitivista. Se não é o vosso caso, ainda assim, evitem B Fachada.

Como desenhar em 3 passos

Toda a gente sabe desenhar, por mais que não pareça. É só uma questão de treino e técnica. Vou aqui deixar umas dicas acessíveis a todos. Tenham a liberdade de explorar o vosso próprio estilo assim que sentirem segurança para esquecer as regras.
Antes de tudo, uma folha de papel o mais limpa que conseguirem.

Um bom espaço de trabalho é um bom começo
Neste exercício vou tentar ensinar a desenhar um camelo. Podem procurar referências no Google, como eu costumo fazer.

Passo 1:  Construo um esboço, onde defino as linhas mais fortes.

gradualmente, construo um esboço onde esquematizo as formas, simplificando-as
Passo 2: Seguindo estas linhas como directrizes, vou elaborando gradual e lentamente até encontrar as formas naturais que procuro. As linhas do esboço ajudam a não perder a proporção da ideia original. Podem comparar ambas as imagens para perceber melhor o processo. Por esta altura terão algo parecido com isto:
Aqui enganei-me, saiu um dromedário... Acontece.
Passo 3: depois de corrigir quaisquer erros, como aconteceu comigo, o que é bastante comum e habitual - errar é humano até para os mais experientes - apagam-se as linhas de esboço e dão-se os retoques finais.

O sublime e o belo podem encontrar-se nos mais inesperados rincões da criação

Para a semana: Como desenhar um filho-da-puta.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Estatística

Sondagem / estudo como os providenciados pelos noticiários, truncado e parcial: Despedimentos a 23 de Dezembro, quantos?

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Vegetariano?

Já pensei em adoptar este saudável regime alimentar 2 vezes. As tentativas duraram até à hora do almoço. Ontem comi vegetariano à noite. Hoje podia jurar que comi milupa.

sábado, fevereiro 11, 2012

Noite de cura

Disperso num estirador: Photoshop, televisão, Banda do casaco, o blog, as canetas, o facebook, o chat , o sumo de maçã o aquecedor e o telemóvel.

Riscos Pedidos II

Diga bom dia com m*******o
Ao acordar, descubro que independentemente de ter ido ou não ao cais do sodré, acordo miserável graças a uma constipação fodida.
Em Belém apanha-se todo o tipo de coisas que deitam ao rio

cale-me com um beijo que ele valerá mais que qualquer palavra
O dia dos namorados, que cá é o dia de S. Valentim, não vai passar a ser mais ou menos importante só porque o capitalismo o impõe. Eu cá continuo a divulgar a verdade: os ursinhos de peluche são estofados com miolos de otários e as marcas riem-se do dinheiro que fazem nestes dias.

Sábado é dia de Riscos Pedidos.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Transportes urbanos

been trying to meet you.
Hoje coloquei em prática de forma alargada a nova política de transportes urbanos Prezado, e dado viver no centro da capital, umbigo das políticas de transportes públicos, fui até à Estefânia, passei à antiga António Arroio - um tio-avô que já morreu há muito foi lá professor, lembro-me de ver os desenhos de máquinas industriais em papeis cansados em casa dele e aquele quadro que não sendo de nenhum autor em especial era uma peça modernista que ainda tinha alguma arte e que já se deve ter perdido a caminho de um caixote - depois desci passando ali a nova casa da moda, o Arte&Manha, Marquês, Rato, Campo de Ourique depois de subir a do Sol ao Rato e passar pelo Natraj, indiano porreiro onde vou de tempos a tempos. E depois voltei, mas por outro caminho. É a grande vantagem deste sistema de transportes.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Mudar dogmas: Ginásio.

juntando-se formaram largo rio

 Hoje foi um dia muito frio e eu não notei. Porquê? Porque fui ao ginásio.

Dito isto e eu próprio relendo para ver se não me enganei, é importante que isto se saiba nesta altura. No dia em que o desejo da primeira miss universo se tornar realidade - fim das guerras, da fome, do cancro - saber-se-á que o primeiro passo nesse caminho foi dado hoje. Ouvi há pouco o ministro das finanças com outros olhos e de fé renovada, graças a este importante passo.
Foi mais simples do que pensei. Apesar de não fazer exercício há décadas, as máquinas estão preparadas para maçaricos como eu. Por exemplo, vide máquina acima:
Tem ecran interactivo. Ponto a favor. Posso ir pedalando e escolhendo: estatísticas para o INEM, uma pista de corrida com bandeirinhas, uma montanha, um mapa com estradas, a televisão, o iPod. Escolhi ver a estrada enquanto pedalava, coloquei uma playlist a pensar nesta bucólica paisagem, Camané + Carlos do Carmo e sereno fui. As batatas das pernas, inchadas. o suor. O Carlos do carmo agarro a madrugada como se fosse uma criança e por amar a liberdade o suor.
Pensei que fosse pior, até
Não bastando, ainda segui para uma outra máquina.  Esta aqui ao lado. Observei como era usada e lá fui. Aquilo ali, a cavilha, prende os pesos à maquina. Os números indicam a duração do exercício. Meti a cavilha nos 10 minutos, já não tinha muito tempo e lá fui. O tipo do lado, pescoço de boi, saiu assim que comecei, ainda pensei que temia a vergonhaça que ia passar, mas não. Olhei para a cavilha e o pobre do homem já lá estava há 90 minutos. Vá lá em paz, pobre de Deus.

 No entanto, os gatos continuam a roçar o cu no tupperware com bacalhau com natas.

Psicotécnicos

Já depois dos 30, em curso nocturno, onde faz mais ou menos o que lhe apetece, onde tem uma visão mais alargada da realidade que o rodeia, onde tem liberdade e arrojo para criar soluções novas, meter a mão na massa e resolver problemas reais, práticos, ajudar, indicar caminhos, solucionar com a criatividade que faz diferença descobre que, definitivamente, devia ter ido para director financeiro.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Bué emprego

clicai e aumentai
Hoje vencendo o frio segui do Cais do Sodré a pé para a Praça da Figueira, quanto mais se anda mais frio se apanha mas mais se aquece, o truque é andar o suficiente para como dizemos em gestão - não que eu seja gestor, bem espero eu, o Passos até facilitou a vida a todos nesse aspecto, porque agora posso ser despedido mais facilmente e ser contractado como gestor ou director geral ou CEO, é a tal mobilidade e facilidade em mudar de trabalho que era prometida há anos felizmente ele teve colhões e fez o que tinha de ser feito, não gosto muito de gestão mas já enviei CV para a edp torçam por mim - atingir o break-even-point. Assim posso financiar-me umas idas à ourivesaria mais fixe que conheço.

domingo, fevereiro 05, 2012

Calor

Caguei nisso, eu fico em casa

Na sexta ainda fui sair, aproveitei que já estava a congelar na rua e fui descendo para os lados do Cais do Sodré, pude confirmar que há coisas que não mudam e o Jamaica deve ser a primeira delas. Depois limitei-me a abraçar o aquecedor o fim de semana todo e pouco mais. No Jamaica ainda apareceu um daqueles que gostam de fazer o sketch a-minha-pila-é-maior mas não o envergonhei.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Agora é que reparei

Há tempos fui a um almoço de amigos. Foi a primeira vez que entrei em casa deles. E, isto é muito estranho e só agora pensei se calhar tive a minha vida em risco, não me apresentaram as divisões todas da casa como é costume. Se não tivesse de lavar as mãos, nem a casa de banho conhecia. E hoje pergunto-me: o que é que andam a esconder? serão boas pessoas? Será que os ofendi algum dia e aquilo foi a resposta?

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Coito interrompido

Comecei 4 posts diferentes e não cheguei ao fim de nenhum satisfeito.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Riscos Pedidos I

é mais ou menos isto, sem exagero


Eu gosto de jogar pictionary
Super barrete

Riscos pedidos

Tédio. Alguém?

terça-feira, janeiro 31, 2012

O que é que esta quer?

Com a idade o tempo espalha-se ao comprido: ontem uma amiga ligou-me, não me ligava há uns 5 anos, estranhei, lembrou-se que tinha emprestado um livro a um amigo comum de há 7 anos de que não tinha o número, eu dei-lho, disse-lhe que já não lhe ligava também há uns 3 anos, ela ligou-lhe e o número não estava atribuído. Temo que nunca mais volte, o livro.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

no time Toulouse

A esta hora de Domingo

Assim sendo a melhor cena do fim de semana foi quando em vez de beber a água das pedras, a usou para limpar o vomitado das botas fashion. Mulheres.

sábado, janeiro 28, 2012

Arroios

Pássaro sob observação, foto sobre blog, 2012
Antes de almoçar fui curar a ressaca a andar a pé, cada 10 passos eliminam um copo de vinho. Por isso chegou ir até ali abaixo e passar à URSS-town de Arroios. Para baixo da Embaixada da Russia, ao pé do Largo do Leão, passo pelos бюро de tradução, pelo mini-mercado russo, pela sex-shop que não é russa mas que é em frente à igreja ucraniana, no convento ( e hospital ) de Arroios que vai caindo aos poucos.
nunc est bibendum
A igreja é a única parte que vai resistindo. Deve ser milagre.
À procura do nome da igreja encontrei esta foto da rua por volta de 1890, que hoje é um bocado mais larga com menos carroças e freiras.


quinta-feira, janeiro 26, 2012

Hoje apetece-me

Tirei o dia para odiar o mundo, depois de ter uma broca de dentista a esfuracar-me meia hora depois de acordar, e ainda a dormir, meio grogue, metem mais uma anestesia em cima e dizem-me para não comer nada durante uma hora ou duas e eu sem pequeno-almoço. Quando vejo as notícias e falam de duas velhinhas que morreram sozinhas na companhia uma da outra - a contradição fez-me doer o dente ainda mais - e vão perguntar a opinião dos vizinhos, fico ali a ouvir o chorrilho do costume: a proximidade que não existe as pessoas que são desumanas os vizinhos não falam como dantes e eu a pensar "no Lambert só ao fim de um ano, durante um debate um bocado acalorado, é que tive um vizinho a bater-me à porta*" e nisto reparo que bairro era pois, era no Bairro Alto, bairro típico à moda antiga pessoas de outros tempos outros valores afinal as velhinhas bardamerda doi-me o dente e não são melhores que o pessoal do Lambert, cabrões.

*Pensava que era uma discussão doméstica, mas não. Era um debate depois de uma partida de Party&Co, jogo brutalmente estúpido que era habitualmente jogado com toda a gente a dar cabo das regras o tempo todo.