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| à Penha de França |
sexta-feira, março 30, 2012
Trepar trincheiras
quarta-feira, março 28, 2012
BILF, toda a verdade
Não consigo viver comigo, a saber que estão todos(as) a contribuir para esta fantochada.
Explico: Por cada voto que atribuem a um BILF qualquer, 10 cêntimos que podiam ir para um gatinho de uma criança com fome em África vai para uma conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais. Quem são estas pessoas? A Pólo Norte.
Eu estou farto de compactuar com isto. Acordámos há meses, todos os BILF's e a Pólo Norte, que o bordel multiplex com heliporto seria pago com isto. Planeámos esta falsa rivalidade para sacar mais votos, pensámos em tudo, chegámos a acordar - essa ideia até foi do Jiboia - que os sofás iam ser forrado de pele de gatinhos persas, o Alfaiate Lisboeta disse que até podiamos mandar debruar com pêlo de bobtail shorthair só para fazer um escadeado e ficar mais interessante, o Mak disse que não era nada o género do que estava a pensar, ele e o Tolan chegaram a andar à pera por causa da nacionalidade das stripers, o Tolan insistia nas polacas e o Mak queria californianas à força, o Simão sempre a insistir nas brasileiras. No meio disto tudo, o Juvenal, - foi ele que se lembrou de decorar a parede do salão principal com golfinhos embalsamados, que génio foda-se - o Pedro e o Bruno Vieira Amaral começaram a pensar num anexo com uma estufa hidropónica para cannabis e no segundo andar uma fábrica de bolas de futebol só com mão-de-obra infantil. O Patife e o Bom Sacana iam ocupar a cave por baixo do salão principal do bordel com um estudio forrado a plásticos pretos para fazer streams de chinesas submissas menores, scatplay e snuff movies. O Troll, toda a gente se chateou com ele depois de ter recusado caber-lhe a produção dos medicamentos contrafeitos para lares de terceira idade. Passámos isso ao Aflito e ao Robene e por causa disso a ideia de filmar em segredo todos os clientes do multiplex com menores para posterior chantagem teve de ficar na gaveta. O Menino da mamã é que ainda orientou o Troll com umas dicas de como traficar parentes directos com uns mafiosos russos que a Pólo Norte contacta mensalmente por via de posts cifrados no blog.
Eu, que já não posso viver com este peso, confesso, comecei a criar um partido que ia mudar a legislação para que ninguém nos chateasse com tretas e só parei quando percebi que ia mesmo ganhar as próximas eleições.
Explico: Por cada voto que atribuem a um BILF qualquer, 10 cêntimos que podiam ir para um gatinho de uma criança com fome em África vai para uma conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais. Quem são estas pessoas? A Pólo Norte.
Eu estou farto de compactuar com isto. Acordámos há meses, todos os BILF's e a Pólo Norte, que o bordel multiplex com heliporto seria pago com isto. Planeámos esta falsa rivalidade para sacar mais votos, pensámos em tudo, chegámos a acordar - essa ideia até foi do Jiboia - que os sofás iam ser forrado de pele de gatinhos persas, o Alfaiate Lisboeta disse que até podiamos mandar debruar com pêlo de bobtail shorthair só para fazer um escadeado e ficar mais interessante, o Mak disse que não era nada o género do que estava a pensar, ele e o Tolan chegaram a andar à pera por causa da nacionalidade das stripers, o Tolan insistia nas polacas e o Mak queria californianas à força, o Simão sempre a insistir nas brasileiras. No meio disto tudo, o Juvenal, - foi ele que se lembrou de decorar a parede do salão principal com golfinhos embalsamados, que génio foda-se - o Pedro e o Bruno Vieira Amaral começaram a pensar num anexo com uma estufa hidropónica para cannabis e no segundo andar uma fábrica de bolas de futebol só com mão-de-obra infantil. O Patife e o Bom Sacana iam ocupar a cave por baixo do salão principal do bordel com um estudio forrado a plásticos pretos para fazer streams de chinesas submissas menores, scatplay e snuff movies. O Troll, toda a gente se chateou com ele depois de ter recusado caber-lhe a produção dos medicamentos contrafeitos para lares de terceira idade. Passámos isso ao Aflito e ao Robene e por causa disso a ideia de filmar em segredo todos os clientes do multiplex com menores para posterior chantagem teve de ficar na gaveta. O Menino da mamã é que ainda orientou o Troll com umas dicas de como traficar parentes directos com uns mafiosos russos que a Pólo Norte contacta mensalmente por via de posts cifrados no blog.
Eu, que já não posso viver com este peso, confesso, comecei a criar um partido que ia mudar a legislação para que ninguém nos chateasse com tretas e só parei quando percebi que ia mesmo ganhar as próximas eleições.
terça-feira, março 27, 2012
BILF
Duas coisas andam a chatear-me bué. Está na altura de falar delas. Bom, agora que tenho a vossa atenção, é isto:
São os telejornais em particular e os media em geral. No telejornal passa esta peça, com a qual eu devia ter alguma empatia. Mas não. O projecto Amelie é um misto pequeno-ponei + street art. Como há boa street art com pequenos poneis, vou-me concentrar na má, como esta. Porquê? porque estou ressabiado. É que o projecto amelie, como é feito por pequenos poneis, é noticiado. No entanto, não passa de autocolantes em propriedade pública. E o autor até dá a cara ao Jornal da noite. A ironia é, em 2 pontos:
Depois, estou eu descansado a odiar estes paspalhos e vem a SIC e faz isto. Aqui a ironia não é muita, é mais uma questão actual que vejo repetida. Também em 2 pontos:
São os telejornais em particular e os media em geral. No telejornal passa esta peça, com a qual eu devia ter alguma empatia. Mas não. O projecto Amelie é um misto pequeno-ponei + street art. Como há boa street art com pequenos poneis, vou-me concentrar na má, como esta. Porquê? porque estou ressabiado. É que o projecto amelie, como é feito por pequenos poneis, é noticiado. No entanto, não passa de autocolantes em propriedade pública. E o autor até dá a cara ao Jornal da noite. A ironia é, em 2 pontos:
- autocolantes fofos colados em todo o lado é um projecto positivo e fofo pelo qual se dá a cara
- autocolantes não-fofos colados em todo o lado é street art e é um vandalismo do caralho, tudo cagado cabrões do caralho
Depois, estou eu descansado a odiar estes paspalhos e vem a SIC e faz isto. Aqui a ironia não é muita, é mais uma questão actual que vejo repetida. Também em 2 pontos:
- A SIC propõe que "profissionais ou curiosos" da publicidade, participem gratuitamente - diz o artigo "A participação neste desafio é gratuita" - num concurso de criatividade onde o prémio são 2 mil euros. Sublinho que 2 mil euros é pouco, reparem. Tenho de vincar isto porque começa a ser vulgar ouvir frases como "aqueles a fazer greve? mas eles ganham alguns 1300 euros!!" e fico doente.
- A quantidade de concursos que surgem remetendo ao campo da "curiosidade" e do sorteio o que muitas pessoas têm como profissão leva-me a propor que se façam mais concursos para mais áreas, uma espécie de turbo-mérito. Podia aplicar-se em médicos, advogados, engenheiros ou gestores de público-privadas. Esqueçam, estes últimos já funcionam assim.
segunda-feira, março 26, 2012
Perdido exógeno
Saí de Lisboa terra sã de sol e gentes para entrar numa outra, bizarra em tudo.
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| Terra do Harry Potter? |
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| Com castelo |
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| Com vistas desafogadas |
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| com modelos matemáticos em curva de gauss demonstrando a prestação do governo ao longo do tempo |
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| Onde há ministros |
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| Ecoou bem alto "não posso fazer nada, vocês é que votaram nele." |
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| Nem queria ouvir aquilo, fui |
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| Passei pela Brasileira sem apanhar nos cornos |
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| Achei um tasco porreiro aqui ao pé |
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| onde me mostraram como é a economia real e como foram calculadas as indemnizações para o TGV |
Perdido por outra terra
Hoje vou andar por outra terra, conhecida pelos seus pasteis. Field report caso apanhe WIFI grátis.
Musica no coração
Domingo à noite, vi os ídolos e reparei que o fim de semana todo foi à volta de gente desafinada. Começa em casa, onde desafinam vários. A menina do trombone tem uma banda, canta, safa-se, mas foda-se os ensaios apanho-os eu. Eu, encanto o chuveiro. E sexta, noite no bairro, concertos em barda, o ponto alto foi uma xaropada gótico-nacional que me meteu a falar bem da ZDB. Algo entre Nick Cave, José Cid e Jorge Palma:
Letras a puxar para o fatalista mas não chegavam, a melodia ao nível do cai-neve-em-nova-iorque mas bastavam e as pianadas do Jorge Palma, sendo que este sóbrio não bate o outro bêbado. Faltou-me ali uma virgula. E um acento na vírgula.
Letras a puxar para o fatalista mas não chegavam, a melodia ao nível do cai-neve-em-nova-iorque mas bastavam e as pianadas do Jorge Palma, sendo que este sóbrio não bate o outro bêbado. Faltou-me ali uma virgula. E um acento na vírgula.
sábado, março 24, 2012
sexta-feira, março 23, 2012
Amanhã
Amanhã é dia. Depois de uma semana politicamente agitada, o que será que vai ser pedido? Deixem aqui um pedido e amanhã vou postando ao longo do dia.
Lisboa em dias de manif
Depois do dia de hoje
Depois do dia de hoje e depois de ter dito que o futuro era o nacionalismo de esquerda, retiro o que disse. Mea culpa. Retratava-me, tivesse aqui uma caneta à mão ao pé.
À saída do metro de Arroios entregaram-me um cartão do professor Fofanga e nele li "magia negra com branca mais forte", e com ele percebi que para estes tipos e para este povinho, isto só lá vai com fascismo de esquerda. O fascismo de direita é limpinho, obrigado, não lhes custa nada. Nasceram assim são fascistas desde a mama vem no leite gordo. Por isso, é urgente criar um fascismo de esquerda. Está tudo por fazer, estão a perder terreno todos os dias para estes tipos. É ver o episódio de hoje: A praça do império, da alta burguesia, da classe A, sim a esplanada da Brasileira, a ferver de capitalistas endinheirados e jornalistas prostituindo-se aos tabloides e quem é que a varre à bordoada? os comunas e os anarcas com cães tinhosos a CGTP a UDP ou a frente libertária sindical-primitivista do Barreiro? Não. Varre-os a policia do regime PSD e da troika.
Apelo assim ao bom senso e para que unam esforços, fazendo votos para que da próxima vez que uma carga policial reprima o capital, e apesar de já ter sido adiantado trabalho, conte como a primeira vez, porque o faz pelos valores certos, que isto de espancar gente de bem só por espancar não me enche.
Nos outros países deixam os putos partir McDonalds. Cá, soltamos a polícia 10 minutos e partem a melhor esplanada de Lisboa. Assim é difícil fazer posts, tiram-me o gozo.
À saída do metro de Arroios entregaram-me um cartão do professor Fofanga e nele li "magia negra com branca mais forte", e com ele percebi que para estes tipos e para este povinho, isto só lá vai com fascismo de esquerda. O fascismo de direita é limpinho, obrigado, não lhes custa nada. Nasceram assim são fascistas desde a mama vem no leite gordo. Por isso, é urgente criar um fascismo de esquerda. Está tudo por fazer, estão a perder terreno todos os dias para estes tipos. É ver o episódio de hoje: A praça do império, da alta burguesia, da classe A, sim a esplanada da Brasileira, a ferver de capitalistas endinheirados e jornalistas prostituindo-se aos tabloides e quem é que a varre à bordoada? os comunas e os anarcas com cães tinhosos a CGTP a UDP ou a frente libertária sindical-primitivista do Barreiro? Não. Varre-os a policia do regime PSD e da troika.
Apelo assim ao bom senso e para que unam esforços, fazendo votos para que da próxima vez que uma carga policial reprima o capital, e apesar de já ter sido adiantado trabalho, conte como a primeira vez, porque o faz pelos valores certos, que isto de espancar gente de bem só por espancar não me enche.
Nos outros países deixam os putos partir McDonalds. Cá, soltamos a polícia 10 minutos e partem a melhor esplanada de Lisboa. Assim é difícil fazer posts, tiram-me o gozo.
quarta-feira, março 21, 2012
Só posso pensar que:
Esta procura dos telejornais em demonstrar que os sindicatos são afinal feitos de homens se deve apenas a terem desistido de o fazer no governo e nas empresas.
Sim, sempre a favor das greves gerais. Querem que diga o quê, que trabalhar calado resolve alguma coisa? Isso na China deu bons resultados...
Sim, sempre a favor das greves gerais. Querem que diga o quê, que trabalhar calado resolve alguma coisa? Isso na China deu bons resultados...
Empreendedorismo
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| Não, ninguém vai notar, garanto |
Só queria, mas é raro isto acontecer a não ser numa daquelas rubricas perdidos-e-achados-10-anos-depois, ver o que é feito dos empreendedores promovidos nestes tempos. É que estou mesmo cheio de ouvir wannabes.
terça-feira, março 20, 2012
Belém
segunda-feira, março 19, 2012
Hoje não tenho nada a adiantar
Já à saida da máquina, o gato preto, personagem secundário da novela, faz o habitual dos gatos: fita um ponto invisível do éter, os gatos vêem multidimensionalmente como é sabido, fica agitado, salta à janela, mia, eu ignoro-o, ele olha para mim, eu digo-lhe que como capacidades sobre-humanas só tenho 2 ou 3, consigo ouvir o Passos Coelho sem vomitar, não compro nada com cartões de crédito e sou ambidextro nos ouvidos, o gato contrapõe, aponta a janela, diz-me que se tivesse polegares oponíveis escreveria num post-it o que queria mesmo que eu visse, nisto chateio-me digo a palavra que fecha a porta e tira o pelo de gato de cima dos livros.
sábado, março 17, 2012
Feira da Ladra abre hoje às cinco da madrugada
Descoberta no Socorro
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| Passusflora Aerea |
A semana passada relatei aqui o projecto de engenharia genética que desenvolvia na cozinha, a Passusflora Impavida. Esta semana, não sei explicar isto, devem ter sido esporos que foram levados por insectos ou pelo vento, encontro no Socorro uma Passusflora Impavida Aerea. Tem todas as características da anterior mas como muitas pessoas que assistem ao serviço deste governo, pendurou-se numa corda.
Riscos pedidos VI
sexta-feira, março 16, 2012
Está sempre no último bolso
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| uma pastilha de 2010, um isqueiro vazio de 2009, um fio dental de 2007, o porta chaves original e uma factura do Parque Europa, Lambert, 2009. Sem título, vários materiais, 2012. |
Fui ocupando prateleiras. Primeiro não tinha nada para as preencher. Depois comecei a enchê-las de memórias. As maiores primeiro. Geralmente são coisas pequenas, bocados de papel, recados, bilhetes, peças de xadrês. Depois passei para as pequenas: mais papeis, mais bilhetes. Finalmente passei para as que não me interessam mas que são importantes à maneira delas: Facturas. Recibos. Papéis das finanças. Da casa. E as prateleiras encheram. Só as podia por nas prateleiras, porque se não tenho tudo à vista, esqueço-me que essas coisas existem. E as prateleiras foram enchendo e deixei de ver tudo e passei só a ter a impressão que por trás do livro amarelo estaria qualquer coisa importante. O mesmo para o envelope pardo dentro da caixa de cartão, dentro da gaveta, tapado por jornais. Ou para a pasta com desenhos a lápis e a gaveta que só uso para tirar e voltar a guardar o corta-unhas. Hoje comecei a escavar as prateleiras. Reencontrei muita coisa. Deitei fora metade. Acabei há bocado, a memória está viva e recomenda-se.
Exclusivo
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| Estudiosos na Bauhaus tentaram |
Caneca de autor ( eu ), a partir de um conceito Alexandra-a-grande/Sogra. Aceitam-se encomendas, edição limitada.
quinta-feira, março 15, 2012
São rosas
olha que bonito, isto hoje parece uma árvore de natal da Amadora. É dourados, é corações, é mesmo bonito. Ainda não tinha uma teoria unificada do selo, agora já tenho: Todos os dias, pequenos funcionários públicos pegam no Paint e pacientemente procuram as mais feias e ilegíveis fontes, juntando-as como num crochet macabro a clipartes sacados do google. Depois espalham-nos sem critério, claro. Uma lenda de Carcavelos diz que há mais selos que blogs.Etiqueta online
- O meu nib é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
- O meu nif é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
- O meu niss é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
- O meu signo é Carneiro, mas tenho ascendente em banana
- Sou canhoto. Há precisamente um mês, postei aqui um como-desenhar-camelos e ninguém reparou que distraído desenhei com a mão errada.
- Efectivamente, gosto de advérbios de afirmação e claramente de modo
- O meu BI é o 3
Agora teria de repassar o selo a 15 bloggers. Mas não passo.
Já a entrar em casa
Vou até ao Galeto depois do jantar para desenhar qualquer coisa diferente. Encontro o habitual: Empresários miseráveis, casais de velhotes, famílias de queques, os tipos do balcão todos iguais, penteados e óculos do mesmo modelo, empregados a sair de noitadas para empresários miseráveis filhos de casais de velhotes. Sempre a mesma coisa. Depois da volta mais longa de volta, a entrar na rua: Os 4 tipos na esquina do prédio a jogar à bisca em cima de um caixote do lixo, calmamente, mais à frente já à porta de casa 3 carros, 3 grupos distintos, em 2 fumam-se brocas num bebem-se superbocks, calmamente subo e calmamente meto-me a ver o Platoon.
quarta-feira, março 14, 2012
Surreal-capitalismo
Explorando os limites da livre-associação, a publicidade tomou a dianteira do absurdismo no quotidiano.
Longe vai o tempo em que um shampoo oferecia um pente ou uma garrafa de uisque oferecia um copo. Hoje, assim como ir comprar batatas dá desconto na depilação, um copo de uisque pode ser que ofereças um pente. Ou um shot de shampoo.
Fico à espera dos próximos pioneiros do movimento.
Longe vai o tempo em que um shampoo oferecia um pente ou uma garrafa de uisque oferecia um copo. Hoje, assim como ir comprar batatas dá desconto na depilação, um copo de uisque pode ser que ofereças um pente. Ou um shot de shampoo.
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| o saco do lidl a fazer de folha de plátano. |
Fico à espera dos próximos pioneiros do movimento.
segunda-feira, março 12, 2012
domingo, março 11, 2012
Expliquem-me
A relação parasitária betos-gelados fascina a Sorbonne, que ano após ano envia estudiosos que tentam em vão explicar por que razão as gelatarias de Lisboa são ocupadas apenas por betos a toda a hora, formando filas intermináveis de famílias com calções burberrys, pulseiras de couro, crianças penteadinhas todas chamadas Tomás e Paciência, cães scotex e camisolas de rugby, deixando de fora todo o resto normal da população. Uns dizem que é um fenómeno para-religioso, em que o gelado é feito eucaristia dominical, sangue de cristo óstia é a bolacha do cone, outros insistem num movimento ultra-conservador em que todos os que frequentam as gelatarias são, em maior ou menor grau, familiares do dono da dita gelataria.
sábado, março 10, 2012
Riscos perdidos VI
Hoje está sol e eu estou preguiçoso, mas para um bocado à mesa a imaginar riscos pedidos de pombos parvos ou como condensar o adamastor num desenho só, ainda tenho tempo. Tenho um orçamento para fazer, a louça do almoço para lavar e um sofá a precisar de ser preenchido sem ser por gatos. Cá vai disto:
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| Cagam tudo e de propósito |
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| o adamastor está sempre na mesma. |
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| the missing link |
quinta-feira, março 08, 2012
Da morte certa
Lembrei-me dos vários tipos de cemitérios que podemos encontrar.
E seguem por aí fora.
E os cemitérios onde estas máquinas acabam, que serão já lendários porque nunca se encontrou um, mas também nunca se viu onde foram parar todas as máquinas.
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| cemitério de ideias |
E seguem por aí fora.
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| cemitério de aviões |
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| cemitérios de elefantes |
E os cemitérios onde estas máquinas acabam, que serão já lendários porque nunca se encontrou um, mas também nunca se viu onde foram parar todas as máquinas.
Sobre lojas novas
"Na medida em que o estado estaria tornando-se "agente de" ao invés de "regulador do" mercado, o novo urbanismo [2] cada vez mais agiria sob o impulso da produção capitalista, e não mais sob o da reprodução social, segundo os críticos. Com a globalização promovendo um reescalonamento global, a escala do espaço urbano foi refundida. O processo de gentrification, ou em português enobrecimento urbano,
que começou como um fato isolado e esporádico aqui e ali,
generalizou-se como uma estratégia urbana: sua incidência agora é
global, e a gentrification (enobrecimento urbano) estaria
intimamente ligada ao circuito global de circulação de capitais, com a
mudança de foco da escala urbana, anteriormente definida de acordo com
condições de reprodução social, para uma escala em que o capital
produtivo detém uma precedência nítida.[3]"
A somar a isto, ainda a globalização - a capitalista - e mais uns anos e está Lisboa forrada de padarias parisienses.
A somar a isto, ainda a globalização - a capitalista - e mais uns anos e está Lisboa forrada de padarias parisienses.
Where science meets fiction
Por acaso, hoje sonhei que transubstanciava esferas de vidro em metal em esferas de plástico de várias cores num pub tipo irish. Tinha uma máquina que só fazia dubstep num canto, algo como um garrafão com luzes às cores, ao lado do balcão de madeira. Não conseguindo demonstrar que poderia operar essa transformação em toda a realidade à volta - afinal, isto era um sonho mas não tinha concentração para tal - ainda assim tinha dificuldades da segunda opção: fazer as ditas esferas flutuar no meio das duas mãos, que ficavam presas à mão direita. Aliás, foi por essa razão que optei pelo plástico: podia mostrar que não havia truques com ímanes.
nota do autor: não fumo.
nota do autor: não fumo.
quarta-feira, março 07, 2012
Operei eu próprio a Transubstanciação da Passusflora em comida, milagre último e maior.
Há muitos anos um nazareno terá feito o mesmo, mas não há provas de tal.
Já eu, tinha fotos e em segundo plano ainda se apanhava um pé do Big Foot a ler os planos da CIA para o assassinato de JFK. Mas o cartão deu erro.
Há muitos anos um nazareno terá feito o mesmo, mas não há provas de tal.
Já eu, tinha fotos e em segundo plano ainda se apanhava um pé do Big Foot a ler os planos da CIA para o assassinato de JFK. Mas o cartão deu erro.
Boa noite
Diário gráfico, é a ultima mania. Ando no retrato. Só depois de o dominar é que passo para a dita arte maior: matrículas de carros que nunca vi, papeis amarrotados e beatas, pedras da calçada em plano picado, costas de bancos de autocarro e postes com cães a mijar de alto.
segunda-feira, março 05, 2012
Manipulação genética em casa
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| Anos de aperfeiçoamento genético. Até choro. |
Baptizada Passusflora Impavida Resistensis. Ordem das Locatáreas, grupo das subaluguérias. Tenho andado a trabalhar nela desde que o PSD está no governo e só agora posso mostrar os resultados do meu trabalho, só agora tenho a certeza que tenho um produto nacional de qualidade pronto a ser lançado no mercado.
A Passusflora é a nova planta caseira urbana. Se as outras plantas mais fracas precisam, além de água, de que falem com elas, a Passusflora Impavida prefere só ouvir queixas e não é raro deixarmos cair uma lágrima ao lado de uma. Água precisa de pouca - o vaso custom-fit que permite poupança extra é vendido separadamente - 1/4 de bica de água por semana basta. Do valor estético nem me adianto muito pois está à vista, o verde viçoso lembra musicas do Fausto e convida à austeridade. Como ulterior e espantosa capacidade, depois de ter cumprido o seu papel como planta de casa, transcende-se, podendo ser usada na cozinha como substituta da cebola.
A Passusflora tem tudo, mas não um nome mais comercial, o que me dificulta a defesa contra multinacionais como a Monsanto. Alguma dica?
domingo, março 04, 2012
Lost
Saída Lisboa abaixo, o autocarro está caro, em pouco mais de meia hora estou no Bairro Alto. Depois de errar por um par de tascos, descemos ao Cais do Sodré para fugir do chão cor-de-rosa da Pensão Amor e ir ao Oslo, que felizmente soma e segue.
A importância da sobrevivência deste covil espelhado confirma-se cada vez que lá entro. Onde é que grupos de professoras do 1º ciclo da Bobadela poderiam sair senão aqui? Na geração anterior havia quem morresse sem ver o mar e ele já aqui, estas mulheres vão morrer sem ver o Lux. A imperial é barata, por isso há menos modelos e sofás empalhados do avesso. Sentado no banco ao fundo o psicopata de serviço fixa os olhos no infinito para mostrar a todos o pensamento ausente, só interrompendo quando passam mamas à altura dos olhos. Quando vi, apontei a todos que ele estava a beber uma sagres zero, ficámos com a certeza que era um profissional. Bebia-a lentamente, de modo a que o álcool zero não lhe subisse à cabeça e tolhesse os movimentos que ia calculando mentalmente. Quando a gorda da camisola vermelha fez uns olhinhos tímidos de engate ao pançudo neo-tropical na pista, vi a gota de suor do ciume a rolar da testa para o casio original. Saídos dali, o único sítio onde a cerveja podia fazer de cantil para mais umas horas de exploração national geographic Cais do Sodré, era o Transmission.
O pessoal do heavy metal estava calmo, góticos não havia, mas a música não falhou. Trágicas passam todas as que conheço, mas enganei-me sempre nas estimativas: eu não ouvia metal industrial há 10 anos. Ouvia há 20 anos. Enquanto me dedicava ao headbanging com o cuidado de não deixar os cabelos brancos entrar nessa fantochada, pedi ao pessoal que caso me apanhem a fazer figura de quarentão acabado que não nota que a pança já abana mais que o cabelo, me espetem um sopapo a tempo.
A importância da sobrevivência deste covil espelhado confirma-se cada vez que lá entro. Onde é que grupos de professoras do 1º ciclo da Bobadela poderiam sair senão aqui? Na geração anterior havia quem morresse sem ver o mar e ele já aqui, estas mulheres vão morrer sem ver o Lux. A imperial é barata, por isso há menos modelos e sofás empalhados do avesso. Sentado no banco ao fundo o psicopata de serviço fixa os olhos no infinito para mostrar a todos o pensamento ausente, só interrompendo quando passam mamas à altura dos olhos. Quando vi, apontei a todos que ele estava a beber uma sagres zero, ficámos com a certeza que era um profissional. Bebia-a lentamente, de modo a que o álcool zero não lhe subisse à cabeça e tolhesse os movimentos que ia calculando mentalmente. Quando a gorda da camisola vermelha fez uns olhinhos tímidos de engate ao pançudo neo-tropical na pista, vi a gota de suor do ciume a rolar da testa para o casio original. Saídos dali, o único sítio onde a cerveja podia fazer de cantil para mais umas horas de exploração national geographic Cais do Sodré, era o Transmission.
O pessoal do heavy metal estava calmo, góticos não havia, mas a música não falhou. Trágicas passam todas as que conheço, mas enganei-me sempre nas estimativas: eu não ouvia metal industrial há 10 anos. Ouvia há 20 anos. Enquanto me dedicava ao headbanging com o cuidado de não deixar os cabelos brancos entrar nessa fantochada, pedi ao pessoal que caso me apanhem a fazer figura de quarentão acabado que não nota que a pança já abana mais que o cabelo, me espetem um sopapo a tempo.
Exercício cliché
Do ginásio não há muito a contar, os clichés repetem-se, nada se passa que não seja o esperado: em todos os ambientes há cromos, há descompensados, tacanhos, mentecaptos, dedicados. Para cada kg levantado há um episódio já visto. Até que chegou aquela senhora já velha.
A senhora colecciona tatuagens.
Nenhuma tem mais de 1 ano.
Fá-las porque pode, junta-as, sem um pensamento comum ou uma ideia, como é hábito agora, tatuagens são moda também, as do ano passado não são as deste ano. Junta-as, como marcações da sua façanha de se tatuar. Cumprem-se. A tatuagem do golfinho marca o evento da tatuagem de um golfinho. E o escorpião. E a estrela. Junta-as na nuca, em fila e em grelha, a fazer uma linha de bingo. Quatro delas encarreiradas, como alvos abatidos, na pele já gasta. Na canela mais duas, somadas parecem dingbats.
A senhora colecciona tatuagens.
Nenhuma tem mais de 1 ano.
Fá-las porque pode, junta-as, sem um pensamento comum ou uma ideia, como é hábito agora, tatuagens são moda também, as do ano passado não são as deste ano. Junta-as, como marcações da sua façanha de se tatuar. Cumprem-se. A tatuagem do golfinho marca o evento da tatuagem de um golfinho. E o escorpião. E a estrela. Junta-as na nuca, em fila e em grelha, a fazer uma linha de bingo. Quatro delas encarreiradas, como alvos abatidos, na pele já gasta. Na canela mais duas, somadas parecem dingbats.
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