segunda-feira, abril 16, 2012

PPC, parabéns

O tasco faz uns longuíssimos 6 anos. Não custou nada, blogar é uma tradição de familia que já vem de longe e prova disso é que recebi este blog de herança. A condição, que não o largasse e que sobretudo, não repetisse os problemas de partilhas que surgiram com este - uns ficaram com o CSS, outros com o CMS, outros com o PHP, os posts das 3ªs foram expropriados, a barra de scroll ainda está a ser vista na comarca de Valpaços para saber quando é que a posso reaver - e que muito tempo consomem. A longa linhagem de bloggers está representada na heráldica do frontão, que aqui fica, por ordem cronológica:


a fase Viajante


A fase Viajante espiritual


A fase Viajante Espiritual letrado


A fase Citadino em potencial


 


A fase Urbano ( foi curta felizmente )

A fase Urbano-Progressista



A fase Lisboa literata


A fase Lisboa sem aberração cromática


sexta-feira, abril 13, 2012

YO!

Ontem fui àquela distribuição de concertos gratuitos da OPTIMUS no Cais do Sodré. Burro, associei a iniciativa ao antigo Cais do Sodré, o que não tinha pseudo queques queques betos e chão cor de rosa, o que garantia espaço para andar. Tudo cheio. Todos os concertos com uma fila gigante para entrar. Sendo que cada discoteca do Cais do Sodré leva no máximo umas 80 pessoas - tirando o musicbox, esse leva umas 500 - resta-me como a um bom tuga, consumir o que for, dado que é de borla. Calha-me o quê? Hip Hop.

Depois de ter começado o concerto com uma barreira de máquinas de filmar que não deixavam ver nada - ridículo, esta merda da nova proporção dos media nos concertos, 3:1 espectadores -  felizmente a dada altura entram 6 pretos que dão cabo dos brancos betos e metem aquilo a mexer, a coisa acaba com o paternalista conselho "ouçam boa música, mesmo. Promovam a boa música!" e eu com a certeza a absoluta que o faria, assim que chegasse a casa.

quinta-feira, abril 12, 2012

Não levei a máquina

Vi algures que é importante ler de trás para a frente, especialmente quadros, a vista preguiçosa engana-se a ler sempre na mesma direcção. Troquei-lhe as voltas hoje e ao contrário do que é hábito, subi a Almirante Reis até casa. De trás para a frente, vejo outras coisas. As ruínas no Desterro, a praça nova do Socorro, a pensão com janelas bizarras atrás da sede de um partido ali, de palmeira à porta, a China-Town em miniatura que ali se compõe. Ainda estive a tentar decifrar embalagens nas lojas em que parei, para desistir sem comprar nada, continuei a casa de tabaco que fechou, a das palmeiras de pedra é agora um AliBaba, os turcos atropelam-se, entro no Rigueirão dos Anjos, um grupo já de meia idade ou se calhar mais novos, que a rua ajuda a envelhecer, a fazer uma broca, passo as traseira da sopa dos pobres, as portas dos prédios aqui são couraçados ferrugentos uns a seguir aos outros, desemboco na Rua de Arroios, As lojas de móveis mais acima fecharam, o Look Obama continuava aberto, a oficina dos taxistas continua cheia. Depois do túnel, no meio da praça em frente à igreja, a família do costume, vive com tudo o que tem dentro de malas e caixotes, lavaram a roupa que está a secar nos arcos de metal dos canteiros do jardim. Outra loja que fechou e mais outra, até casa contei umas 8 ou 9, os tesos estão claramente nas encolhas.

quarta-feira, abril 11, 2012

Vómitol

Mixórdia típica depois de um jantar
Depois de um jantar animado de discussões light, lei do trabalho, o Saraiva, o João César das Neves, o neoliberalismo, a esquerda pós-bloquista, literatura russa, tudo temas que entretido ia anotando na mesa ainda pude assistir a mais um strip da Fabiana, o cheiro a champoo no ar, a Fabiana a dar cerveja de mamar a adultos, chapadas no rabo sem alma, o varão a abanar, o público a tremer de medo, bela dieta tem aquela moça.

terça-feira, abril 10, 2012

Saraiva, trolling em papel

Ontem apareceu este magnífico artigo do Saraiva, diz-se de opinião, acrescento eu de merda. O Saraiva, na fome de atenção que lhe toma os dias, deve ter andado a ler os comentários das edições online do Sol, Público e Correio da manhã e achou ali um filão de ideias: Trolling offline. Tem as suas vantagens, numa edição impressa não é possível meter comentários.

Deus

Vou começar a contar isto devagar: Abomino o Rock in Rio. É mais forte que eu.
O Rock in Rio (RIR) está para a música como uma diarreia está para a música. É uma fantochada. Mascaram aquilo de tudo e mais alguma coisa, é um mundo melhor, é ajudar não sei quem é ecologia é sustentabilidade é o apoio social é os volun(ó)tários, é lojas, é uma percentagem para o gatinho de uma criança com fome em África da conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais da Pólo Norte, o caralho a 9. Mas - novamente respiro, pausa - percebam, um concerto é um concerto. Não é mais que isso. Impingirem-me tanto tanto tanto a ideia oposta é a prova disso mesmo. RIR e eu? nunca.
Mas agora as coisas complicam-se e eu consumidor ético vou vender a alma ao diabo. Porquê? Porque vai lá o STEVIE WONDER, - gosto, não sei se já disse - e eu que tenho no curriculum episódios como estes:

- Bute bute epá é um granda concerto!!
- epá não tou com guito, tá bué caro, vou noutra altura. Eles voltam...

Passado uns tempos, o vocalista matou-se e eu foda-se já não os vejo pois não!! Essa banda era Nirvana. Passados uns anos:

- Epá bute epá granda concerto!!
- foda-se que cambada de chulos! eu curto aquilo, mas 40 euros só para ver aquele cabrão?

Passado uns tempos, o vocalista meteu-se na desintoxicação e acabou com a banda. Essa banda era Ministry. ( bom a ser verdadeiro, a banda até voltou ao activo o ano passado porque o vocalista precisava de pagar as operações e a desintoxicação e mais drogas )

Como não quero voltar a passar por estes episódios e sentir-me estúpido anos a fio, vou sim vou ao RIR. Mas com a certeza que com os 60 euros do bilhete para UM DIA podiam pagar um poço de água potável num bairro miserável de Mogadishu. Roberto Medina, esse verme, sabe que a feira popular + centro comercial ambulante que é o RIR é uma máquina de fazer dinheiro melhor que o Colombo, não me engana. Putacopariu.

segunda-feira, abril 09, 2012

Riscos Pedidos: Night edition, o resultado

Ameijoas da Páscoa

Tele culinária receitas-especiais-da-época

ginástica mental

domingo, abril 08, 2012

Riscos Pedidos, Night edition

As linhas estão abertas à vossa espera. Eu vou fazendo a digestão do almoço e dos chocolates no sofá.

Darwinismo

Sempre que vou ao ginásio e regulo a máquina nos 15 kg fico a pensar se bastarão os meus miolos para, em caso de fome guerra pestilência holocausto nuclear ataque de de zombies, conseguir ultrapassar o pessoal que usa os 175 que lá estão marcados.

quinta-feira, abril 05, 2012

A condição tuga

Ontem apanhei um discurso raro, da ala moderada do taxismo.
Dizia o senhor Zé que esteve nos Estados Unidos uns anos, esteve na Alemanha e esteve na França. Ganha-se bem por lá, disse-me ele. Mas trabalha-se muito.
Dizia-me que nos Estados Unidos não lhes pagam para pensar, mas trabalham muito. Cada um por si. Dizia que preferia os Alemães. Valorizam mais a iniciativa individual. Mas também se fartam de trabalhar. Então e em Portugal?
Em Portugal está-se bem. Não se arrisca muito, não se perde muito, mas também não se ganha muito. É mesmo assim: temos boa comida, temos sol, trabalha-se. Não vale a pena levantar cabelo por muita coisa. Somos poucos e o pessoal que manda são meia dúzia de famílias. É melhor passar despercebido. No fim de cada frase, ria-se. Disse que lá fora é tudo muito melhor, que ganhamos muito mais, mas não há sol. Como alguém me disse, provalmente estava sob o efeito de xanax.


Depois penso em notícias como esta, somo ao que ouço e vejo , recordo o historial de depressão do povinho, que não está habituado a levantar a grimpa e a quem pedem agora para enfrentar o futuro dando o peito às balas e obviamente o povinho não é parvo, faz como o governo, baixa os olhos, paga o que deve e bebe menos bicas, compra menos jornais, come menos e tenta passar por tudo isto sem se chatear. Empreendedorismo? dar a volta por cima? Arrisquem vocês.

Ainda fiquei a saber que há uns anos, havia muitos polícias que eram taxistas em part-time. Isto sim, é cultura.

Desabafo

Prezado no meio de um processo de trabalho meio Absolutely Fabulous, cliente vive em planeta australopiteco-centauro, Prezado é burro e insiste em querer fazer mais e melhor trabalho do que lhe pedem, é burro burro burro e insiste. Claro que não o faz por amor mas por dinheiro, se o trabalho for para a frente fica contente e cliente também fica contente, mas cliente não gostar de trabalho bem feito gostar de pedras brilhantes e espelhos e ter medo de arriscar. Ainda pode ser que fique a ganhar... E é assim ser português.

quarta-feira, abril 04, 2012

Interregno familiar

Sobrinha emprestada de 2 anos dá com um cartão de visita do meu alter ego, dizem-lhe:

- ó isso é o cartão de visita do tio Prezado, é para depois falares com ele é?
- tim.

Passado minutos, está de cartão de visita na orelha, a tentar falar ao telefone.
Já estou a trabalhar no protótipo.

terça-feira, abril 03, 2012

E depois acontece

Quando tenho sono e sei que ainda tenho muitas horas de trabalho pela frente começo a ter alucinações imagino que vou ser pago a horas, vejo recibos passados por cada hora extra de trabalho que me pedem imagino até doces taxas de urgência a serem cobradas porque tenho de perder horas nocturnas preciosas horas nocturnas a queimar as pestanas mas os neoliberais dizem que é mesmo assim mas os neoliberais eles mesmos cobram sempre que mexem uma palha e se não cobraram é porque arranjaram alguém que fizesse por eles de borla ah a política económica a pulsar ah é dos primeiros sintomas de que estou a ficar rabugento com sono arh o Passos é Primeiro Ministro e nunca levantou um dedo para trabalhar ah tenho mesmo de comer qualquer coisa senão já não tenho alento para trabalhar foda-se é sempre a mesma coisa quando me dá uma política económica já não tenho descanso, só me apetece afundar os cornos na almofada fechar os estores e meter-me em silêncio só assim é que deixo de ver o cavaco e o bolo rei arhh o Pessoa a levar porrada da bófia na esplanada não não tenho de trabalhar.

segunda-feira, abril 02, 2012

É chato

Perdi uma argola. Era uma resistente, foi perdida umas seis vezes mas ela dizia sempre que me ia voltar às mãos. Desta, foi de vez.

More than words

clickem para ver maior
As keywords têm potencial para um exercício de cadavre exquis, lembrei-me agora.

domingo, abril 01, 2012

sexta-feira, março 30, 2012

Amanhã é dia de chuva

E eu devo ficar por casa a bulir. Nos entretantos...

Trepar trincheiras

à Penha de França
Estava eu para os lados do Cais do Sodré e fui andando. Não queria ir directo de autocarro. Nem de metro, aquilo agora parece o de Tokio. Fui andando. E subindo. E depois não havia autocarros. E depois já não valia a pena. E depois já não havia pena nem autocarros e que se lixe, fui a pé até ao Arco do Cego.

quarta-feira, março 28, 2012

BILF, toda a verdade

Não consigo viver comigo, a saber que estão todos(as) a contribuir para esta fantochada.

Explico: Por cada voto que atribuem a um BILF qualquer, 10 cêntimos que podiam ir para um gatinho de uma criança com fome em África vai para uma conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais. Quem são estas pessoas? A Pólo Norte.
Eu estou farto de compactuar com isto. Acordámos há meses, todos os BILF's e a Pólo Norte, que o bordel multiplex com heliporto seria pago com isto. Planeámos esta falsa rivalidade para sacar mais votos, pensámos em tudo, chegámos a acordar - essa ideia até foi do Jiboia - que os sofás iam ser forrado de pele de gatinhos persas, o Alfaiate Lisboeta disse que até podiamos mandar debruar com pêlo de bobtail shorthair só para fazer um escadeado e ficar mais interessante, o Mak disse que não era nada o género do que estava a pensar, ele e o Tolan chegaram a andar à pera por causa da nacionalidade das stripers, o Tolan insistia nas polacas e o Mak queria californianas à força, o Simão sempre a insistir nas brasileiras. No meio disto tudo, o Juvenal, - foi ele que se lembrou de decorar a parede do salão principal com golfinhos embalsamados, que génio foda-se - o Pedro e o Bruno Vieira Amaral começaram a pensar num anexo com uma estufa hidropónica para cannabis e no segundo andar uma fábrica de bolas de futebol só com mão-de-obra infantil. O Patife e o Bom Sacana iam ocupar a cave por baixo do salão principal do bordel com um estudio forrado a plásticos pretos para fazer streams de chinesas submissas menores, scatplay e snuff movies. O Troll, toda a gente se chateou com ele depois de ter recusado caber-lhe a produção dos medicamentos contrafeitos para lares de terceira idade. Passámos isso ao Aflito e ao Robene e por causa disso a ideia de filmar em segredo todos os clientes do multiplex com menores para posterior chantagem teve de ficar na gaveta. O Menino da mamã é que ainda orientou o Troll com umas dicas de como traficar parentes directos com uns mafiosos russos que a Pólo Norte contacta mensalmente por via de posts cifrados no blog.
Eu, que já não posso viver com este peso, confesso, comecei a criar um partido que ia mudar a legislação para que ninguém nos chateasse com tretas e só parei quando percebi que ia mesmo ganhar as próximas eleições.

terça-feira, março 27, 2012

BILF

Duas coisas andam a chatear-me bué. Está na altura de falar delas. Bom, agora que tenho a vossa atenção, é isto:
São os telejornais em particular e os media em geral. No telejornal passa esta peça, com a qual eu devia ter alguma empatia. Mas não. O projecto Amelie é um misto pequeno-ponei + street art. Como há boa street art com pequenos poneis, vou-me concentrar na má, como esta. Porquê? porque estou ressabiado. É que o projecto amelie, como é feito por pequenos poneis, é noticiado. No entanto, não passa de autocolantes em propriedade pública. E o autor até dá a cara ao Jornal da noite. A ironia é, em 2 pontos:

  • autocolantes fofos colados em todo o lado é um projecto positivo e fofo pelo qual se dá a cara
  • autocolantes não-fofos colados em todo o lado é street art e é um vandalismo do caralho, tudo cagado cabrões do caralho

Depois, estou eu descansado a odiar estes paspalhos e vem a SIC e faz isto. Aqui a ironia não é muita, é mais uma questão actual que vejo repetida. Também em 2 pontos:

  • A SIC propõe que "profissionais ou curiosos" da publicidade, participem gratuitamente - diz o artigo "A participação neste desafio é gratuita" - num concurso de criatividade onde o prémio são 2 mil euros. Sublinho que 2 mil euros é pouco, reparem. Tenho de vincar isto porque começa a ser vulgar ouvir frases como "aqueles a fazer greve? mas eles ganham alguns 1300 euros!!" e fico doente.
  • A quantidade de concursos que surgem remetendo ao campo da "curiosidade" e do sorteio o que muitas pessoas têm como profissão leva-me a propor que se façam mais concursos para mais áreas, uma espécie de turbo-mérito. Podia aplicar-se em médicos, advogados, engenheiros ou gestores de público-privadas. Esqueçam, estes últimos já funcionam assim.

segunda-feira, março 26, 2012

Perdido exógeno

Saí de Lisboa terra sã de sol e gentes para entrar numa outra, bizarra em tudo.

Terra do Harry Potter?


Com castelo

Com vistas desafogadas

com modelos matemáticos em curva de gauss
demonstrando a prestação do governo ao longo do tempo

Onde há ministros

Ecoou bem alto "não posso fazer nada, vocês é que votaram nele."

Nem queria ouvir aquilo, fui

Passei pela Brasileira sem apanhar nos cornos

Achei um tasco porreiro aqui ao pé

onde me mostraram como é a economia real e como
foram calculadas as indemnizações para o TGV

Perdido por outra terra

Hoje vou andar por outra terra, conhecida pelos seus pasteis. Field report caso apanhe WIFI grátis.

Musica no coração

Domingo à noite, vi os ídolos e reparei que o fim de semana todo foi à volta de gente desafinada. Começa em casa, onde desafinam vários. A menina do trombone tem uma banda, canta, safa-se, mas foda-se os ensaios apanho-os eu. Eu, encanto o chuveiro. E sexta, noite no bairro, concertos em barda, o ponto alto foi uma xaropada gótico-nacional que me meteu a falar bem da ZDB. Algo entre Nick Cave, José Cid e Jorge Palma:
Letras a puxar para o fatalista mas não chegavam, a melodia ao nível do cai-neve-em-nova-iorque mas bastavam e as pianadas do Jorge Palma, sendo que este sóbrio não bate o outro bêbado. Faltou-me ali uma virgula. E um acento na vírgula.

sábado, março 24, 2012

Riscos Pedidos VII

As acções da polícia devem ser proporcionais
anões mexicanos
BILF em casa


sexta-feira, março 23, 2012

Amanhã

Amanhã é dia. Depois de uma semana politicamente agitada, o que será que vai ser pedido? Deixem aqui um pedido e amanhã vou postando ao longo do dia.



Lisboa em dias de manif

Vil-la para ali para o Desterro

Apartado continuei

voltei para o lado da Praça do Comercio
Vi o sol a por-se

depois de mais um milagre


Depois do dia de hoje

Depois do dia de hoje e depois de ter dito que o futuro era o nacionalismo de esquerda, retiro o que disse. Mea culpa. Retratava-me, tivesse aqui uma caneta à mão ao pé.
À saída do metro de Arroios entregaram-me um cartão do professor Fofanga e nele li "magia negra com branca mais forte", e com ele percebi que para estes tipos e para este povinho, isto só lá vai com fascismo de esquerda. O fascismo de direita é limpinho, obrigado, não lhes custa nada. Nasceram assim são fascistas desde a mama vem no leite gordo. Por isso, é urgente criar um fascismo de esquerda.  Está tudo por fazer, estão a perder terreno todos os dias para estes tipos. É ver o episódio de hoje: A praça do império, da alta burguesia, da classe A, sim a esplanada da Brasileira, a ferver de capitalistas endinheirados e jornalistas prostituindo-se aos tabloides e quem é que a varre à bordoada? os comunas e os anarcas com cães tinhosos a CGTP a UDP ou a frente libertária sindical-primitivista do Barreiro? Não. Varre-os a policia do regime PSD e da troika.
Apelo assim ao bom senso e para que unam esforços, fazendo votos para que da próxima vez que uma carga policial reprima o capital, e apesar de já ter sido adiantado trabalho, conte como a primeira vez, porque o faz pelos valores certos, que isto de espancar gente de bem só por espancar não me enche.

Nos outros países deixam os putos partir McDonalds. Cá, soltamos a polícia 10 minutos e partem a melhor esplanada de Lisboa. Assim é difícil fazer posts, tiram-me o gozo.

quarta-feira, março 21, 2012

Só posso pensar que:

Esta procura dos telejornais em demonstrar que os sindicatos são afinal feitos de homens se deve apenas a terem desistido de o fazer no governo e nas empresas.
Sim, sempre a favor das greves gerais. Querem que diga o quê, que trabalhar calado resolve alguma coisa? Isso na China deu bons resultados...

Empreendedorismo

Não, ninguém vai notar, garanto
Esta palavra na moda anda a chatear-me a molécula deveras. Quando temos uma língua que é especialmente boa no que toca a palavras - tem muitas - , nos últimos tempos vejo esta ser usada no lugar de umas quantas outras, por exemplo, inconsciente, decidido, teimoso, corajoso, aldrabão, senil e mais umas quantas que definem apenas maneiras de ser ou posturas. Não, não acho espetacular um biólogo marinho ser produtor de caramelos ou um arquitecto passar a ser agricultor. Um arquitecto passar a ser agricultor, parece-me, é perder dinheiro, por n razões que nem perco tempo a enumerar agora. Parecem-me demasiado óbvias. Se estiver parado também perde? claro.
Só queria, mas é raro isto acontecer a não ser numa daquelas rubricas perdidos-e-achados-10-anos-depois, ver o que é feito dos empreendedores promovidos nestes tempos. É que estou mesmo cheio de  ouvir wannabes.

terça-feira, março 20, 2012

Belém

O dealbar de um novo dia, a meio da tarde

Passei pelos Pastéis de Belém e pensei no centro de saúde de Fanzeres: A única maneira de ser atendido é levantar às 5 da matina e ir para a fila.

segunda-feira, março 19, 2012

Hoje não tenho nada a adiantar

Já à saida da máquina, o gato preto, personagem secundário da novela, faz o habitual dos gatos: fita um ponto invisível do éter, os gatos vêem multidimensionalmente como é sabido, fica agitado, salta à janela, mia, eu ignoro-o, ele olha para mim, eu digo-lhe que como capacidades sobre-humanas só tenho 2 ou 3, consigo ouvir o Passos Coelho sem vomitar, não compro nada com cartões de crédito e sou ambidextro nos ouvidos, o gato contrapõe, aponta a janela, diz-me que se tivesse polegares oponíveis escreveria num post-it o que queria mesmo que eu visse, nisto chateio-me digo a palavra que fecha a porta e tira o pelo de gato de cima dos livros.

sábado, março 17, 2012

Feira da Ladra abre hoje às cinco da madrugada

Porta do tempo das vacas gordas

a galinha da vizinha dá mais erros

banca minimal
O senhor do latão
é o inferno

Descoberta no Socorro

Passusflora Aerea

A semana passada relatei aqui o projecto de engenharia genética que desenvolvia na cozinha, a Passusflora Impavida. Esta semana, não sei explicar isto, devem ter sido esporos que foram levados por insectos ou pelo vento, encontro no Socorro uma Passusflora Impavida Aerea. Tem todas as características da anterior mas como muitas pessoas que assistem ao serviço deste governo, pendurou-se numa corda.