quinta-feira, maio 24, 2012
quarta-feira, maio 23, 2012
Chiado
Subi, desci, subi, desci.
A quantidade de hipsters é impossível. Ninguém pára este fenómeno?
Pá não não é bonito usar calções e sapatos sem meias não é pá meu sapatos sem meias é fónix nem tenho termo para isso sem ser meio prontos meio preconceituoso mas eu não sou preconceituoso, sou assim bué tolerante mas fónix aqueles casacos com calções ah é ironia pois é isso pois e os óculos pá não chegavam os ray ban agora vão buscar daqueles à arquitecto de 1939 fónix não sei se notam mas a cena da originalidade é que o pessoal só é original aos bandos, vocês pertencem a mais um bando de originais, como os originais das tatoos, dos piercings, dos bigodes, das fixed-gear e assim por diante não pá esses óculos são iguais aos da miuda que acabou de passar há 10 segundos não meu não larga a mala, não uma mala mas isso é uma ó lá vai uma freak dos djambés, tás a ver tem um daqueles cintos com uma bolsa ou uma bolsa que é um cinto? todos os freaks que vão ao boom festival e já meteram ácidos têm uma podes crer tás a fazer o mesmo mas com óculos é igual, és tão original como a ana malhoa podes crer não tacreditas pronto, continua lá, cuidado com a poça aí que molhas a corda dos sapatos e depois não andam.
A quantidade de hipsters é impossível. Ninguém pára este fenómeno?
Pá não não é bonito usar calções e sapatos sem meias não é pá meu sapatos sem meias é fónix nem tenho termo para isso sem ser meio prontos meio preconceituoso mas eu não sou preconceituoso, sou assim bué tolerante mas fónix aqueles casacos com calções ah é ironia pois é isso pois e os óculos pá não chegavam os ray ban agora vão buscar daqueles à arquitecto de 1939 fónix não sei se notam mas a cena da originalidade é que o pessoal só é original aos bandos, vocês pertencem a mais um bando de originais, como os originais das tatoos, dos piercings, dos bigodes, das fixed-gear e assim por diante não pá esses óculos são iguais aos da miuda que acabou de passar há 10 segundos não meu não larga a mala, não uma mala mas isso é uma ó lá vai uma freak dos djambés, tás a ver tem um daqueles cintos com uma bolsa ou uma bolsa que é um cinto? todos os freaks que vão ao boom festival e já meteram ácidos têm uma podes crer tás a fazer o mesmo mas com óculos é igual, és tão original como a ana malhoa podes crer não tacreditas pronto, continua lá, cuidado com a poça aí que molhas a corda dos sapatos e depois não andam.
segunda-feira, maio 21, 2012
carapauzinhos fritos
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| Esquema de imobilização de arco |
Não é por nada que temos a esfera armilar como símbolo dos tempos mais gloriosos da nação. Não tem a ver com a expansão das rotas comerciais como normalmente é relatado por saudosistas-optimistas. É apenas um esquema visual de como se procede à imobilização de um arco em movimento. Como é sabido, é o imobilismo o produto mais produzido em Portugal. Aos olhos de um americano, vivemos num oldie: a comida que gostamos é feita numa caixa com brasas, ouvimos fado, somos tristes pobres mas sem ambição e vícios caros, as paredes do restaurante estão cheias de charruas, a zona nova da cidade está lá longe e não interessa a ninguém e quem tentar demonstrar o oposto eu próprio confirmo que está é parvo. Alfama, pois claro. Que a expo só serve para andar de bicicleta vintage.
Todos os portugueses que a título de trabalho se lhe dirigiram e com quem pude participar em conversas, confirmaram-lhe o óbvio: estamos pelo menos 30 anos atrás dos Estados Unidos. O Passos nesta tentativa parva de que cheguemos ao capitalismo pleno em 15 dias está claramente a dirigir-se às pessoas erradas - eu sei isso, tu sabes isso, mas ele não vive neste mundo - devia experimentar dirigir-se aos empresários, aos gestores, enfim. Tuga após tuga, os lamentos habituais. O americano está cá para falar de empreendedorismo real, tangível, processos de trabalho, optimização, criatividade e as perguntas todas que ouviu, reduzidas a uma pergunta média, seria algo como "como é que eu convenço o meu cliente que o meu trabalho serve para alguma coisa?". E por aí adiante. É verdade, é um país parado no tempo. Mas não é pelos miúdos. São os pais deles. Ao contrário do país do filme de onde veio o estrangeiro, este país é para velhos. Primeiro alaparam-se ao poder, depois alaparam-se ao dinheiro. O monopólio à base de xico-espertismo é um só e espalha-se em todas as áreas, o importante é manter a produção pensada à maneira de 1970 ( ou anterior, de preferência ), como a aprenderam. Assim se mantém o mercado, a cultura, o trabalho, a criatividade, a arte. Tudo isto porque há bocado li esta entrevista e o que é dito sobre o humor - ninguém diria, mas é um tema que eu gosto - e lendo este trecho, vi-o a ser a imagem de qualquer outra área de trabalho neste país.
O americano levou a ideia de um país com gente esforçada mas muito limitada, agarrada ao passado, que é a única coisa que pensamos que nos distingue. Se levasse outra imagem daqui, não seria a real."Ainda falta desenvolver o humor em Portugal?Imenso. Estamos décadas atrasados. O público geral descobriu os Monthy Phyton 30 anos depois de eles terem feito o “Flying Circus”, através do Gato Fedorento. Agora já só há uma discrepância de dez ou 15 anos. A malta que está a começar a fazer coisas em televisão está a descobrir o Ricky Gervais, quando o deviam ter descoberto há dez anos. (...) O que eles querem ouvir é que “isto é tipo o (inserir nome de série que fez sucesso no estrangeiro há dois anos atrás) mas com o (actor X que está a fazer sucesso agora)” (risos). O principal problema da nossa comédia é que de um lado da barricada tens a malta que ainda vive com os fantasmas da Revista e daquele humor brejeiro que já devia ter morrido há 20 anos atrás; e do outro lado tens os renovadores, que são renovadores cá, mas que estão a pegar em Jerry Seinfeld, Larry David ou Ricky Gervais e a tentar fazer as versões portuguesas daquilo que eles já fizeram. É uma pena porque nós temos identidade própria. Podemos ter boa comédia portuguesa, não precisamos de ir buscar tudo a Inglaterra ou aos Estados Unidos."
domingo, maio 20, 2012
Preguiça
Hoje não sei porquê resisti à preguiça, à chuva e ao compacto de episódios do Max o cão polícia e fui ao Museu do Azulejo de manhã. Fiquei a ganhar: Não se pagava entrada e pensam sempre que sou camone.
sexta-feira, maio 18, 2012
A eternidade numa mão
O título é só para distrair dos verdadeiros objectivos deste relato: a certeza de uma morte inglória e a proximidade absoluta e não relativa a que ela espreita. Tudo isto porque um gajo não só pode ter problemas sérios como não tendo, pode morrer com um ataque de hipocondria ou de overdose de placebos até.
Estava eu bem em casa e o tecto se fez chão e tecto novamente tecto fez-se texto reli as tábuas do soalho em diagonal refiz o testamento a rasurar o chão comi linhas com medo de não o acabar a tempo. Fui à janela apanhar ar. Fechei-a com medo de uma pneumonia. Abri as portas para não esbarrarem no cadáver entalado nas ombreiras, enrolei o tapete para não escorregarem os paramédicos. Limpei o estuque da camisa preta. Lavei a camisa branca. Encolhi a barriga. Pisei um gato e pedi desculpa aos outros dois para me redimir. Fiz o sinal da cruz na testa e pintei um pentagrama na cozinha. Lancei búzios pela escada abaixo. Fui buscar um gato ao segundo andar. Apanhei a espiga. Preguei uma fechadura na porta, tranquei a ferradura com pressa. e enrolei uma na testa. Procurei o número do 115, rasguei a meio uma lista telefónica. Parti uma dentadura. Devolvi-a. Bebi um copo de tinto da casa e um chá de menta.
Depois vi que tinha a tensão alta.
Estava eu bem em casa e o tecto se fez chão e tecto novamente tecto fez-se texto reli as tábuas do soalho em diagonal refiz o testamento a rasurar o chão comi linhas com medo de não o acabar a tempo. Fui à janela apanhar ar. Fechei-a com medo de uma pneumonia. Abri as portas para não esbarrarem no cadáver entalado nas ombreiras, enrolei o tapete para não escorregarem os paramédicos. Limpei o estuque da camisa preta. Lavei a camisa branca. Encolhi a barriga. Pisei um gato e pedi desculpa aos outros dois para me redimir. Fiz o sinal da cruz na testa e pintei um pentagrama na cozinha. Lancei búzios pela escada abaixo. Fui buscar um gato ao segundo andar. Apanhei a espiga. Preguei uma fechadura na porta, tranquei a ferradura com pressa. e enrolei uma na testa. Procurei o número do 115, rasguei a meio uma lista telefónica. Parti uma dentadura. Devolvi-a. Bebi um copo de tinto da casa e um chá de menta.
Depois vi que tinha a tensão alta.
quinta-feira, maio 17, 2012
Lisboa
Assim, estive mais uma vez a fazer de turista em Lisboa. Praticamente já não ando de transportes, a zona onde passo mais tempo durante toda a semana vai do Cais do Sodré a Alfama, ando sempre de máquina fotográfica cadernos canetas ipod com fado anoto nomes de ruas que nunca vi, se posso andar mais 50 metros para descobrir outra travessa ando e no entanto se me perguntam "onde é que se vai em Lisboa?", acabo por responder os sítios do costume. Será que há assim tanta unanimidade? Sim, toda a gente gosta de pastéis de Belém, mas... O que é que recomendariam visitar a um turista em Lisboa?
quarta-feira, maio 16, 2012
Taxismo
Ontem, ao estrangeiro a visitar Portugal pela primeira vez, perguntaram-lhe em que hotel ficava disse ele o waldorfastorialifstatlerhiltonqualquer coisa. Ah, é perto do aeroporto, quanto é que foi o taxi?
- Foi 10 euros.
- 10? tanto?
- Bom o taxímetro marcava 6 mas eu apontei isso e ele disse não, que era 10, "taxas".
*Fiz tradução simultânea para facilitar a compreensão do ocorrido.
- Foi 10 euros.
- 10? tanto?
- Bom o taxímetro marcava 6 mas eu apontei isso e ele disse não, que era 10, "taxas".
*Fiz tradução simultânea para facilitar a compreensão do ocorrido.
segunda-feira, maio 14, 2012
Ainda isto
No fim de semana descobri que tenho menos de 6 graus de separação do Daniel Oliveira e por causa disso concordo com o que ele diz.
Risco perdido
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| Antes do tempo |
sexta-feira, maio 11, 2012
Eu até percebo
Eu percebo, Passos. Estás a falar com os miúdos e queres que eles espevitem, que não sejam lorpas encostados ao estado, sempre à espera de um tacho que lhes resolva tudo pelo caminho fácil, ajudados por padrinhos e a vingar ou, deus os livre, desamparados a cair no fado do trabalhador por conta de outrem.
Eu percebo, queres um país de patrões. Até já alteraste a lei do trabalho de forma a proteger essa classe social emergente que vai substituir a classe média. É ler qualquer revista nas bancas e é só empresários. Estás num processo de democratização em curso e eu gosto disso. Da minha parte, posso confirmar-te que até hoje tentei ser um bom trabalhador por conta de outrem mas não me dei bem. É que dão muito valor a lorpas encostados. A grande frase que aprendi o ano passado foi "queres ter razão ou ter emprego?". E como eu insisto em ter razão - sou teimoso nisto - fiquei sem o emprego. Claro, dizes tu. Mas aprendi que posso ter uma empresa, já reparei que dava muita importância à questão do falhar: falhar pagamentos, falhar ética, falhar senso comum. Infelizmente falta-me aquela coisa, é ... tomates, não espera era qualquer coisa era qualquer coisa do Marx, bolas não me Capital isso capital, falta-me capital. Claro que não me deixei abater, tás a brincar? Não. Todos os dias tenho ideias novas. Sou humano e como tal preguiçoso, não consigo colocar todas em prática e desisto de muitas, mas tudo bem, todos os dias tento outra coisa. Ninguém me mandou parar de fingir que sou lorpa. Mas isso para ti é fácil, ó Passos.
quinta-feira, maio 10, 2012
hoje não há post
Podia acusar falta de ideias mas seria treta, é mesmo excesso de temas, cada uma mais importante que o outro. Por isso não sei que dite se da manif do pessoal do cinema ontem, mas estou farto de política, é a conversa do povinho à volta do Pingo Doce como quem conversa à volta da fogueira mas cada brasa .99 cents, mas isso agora já não é economia é política, é ter conseguido 2 habilidades de seguida na cozinha, arroz solto que é um milagre de deus, agradeço a uma tagide qualquer que me inspirou, é deixar queimar uma cafeteira durante meia hora até à incandescência quase começando a minha própria fundição de Oeiras, é os gatos que todos os dias dão trabalho mas já nem conta porque são previsiveis na sua imprevisibilidade, é uma semana de trabalho à moda antiga mas que deu pica e bons resultados, é chegar a casa e continuar a trabalhar claro que com 12 redes sociais abertas ao mesmo tempo, é ter aberto um Pinterest, que quero subverter claro meter lá escorpiões e lacraus e esquemas de geometria euclidiana abri aquilo para ver como era, tanta gente tem um afinal é um paliativo para as mulheres que não podem ir às compras, marcam sapatos vestidos cabelos vestidos de noiva dou uma semana para não postar lá mais nada windowshopping virtual já faço e aquilo tá tudo filtrado, seca, é o calor que ontem já dava para ir beber um copo à esplanada do Galeto à noite, é o caminho para Fátima, gostava que percebessem que os bolhas nos pés são sinais de deus para que voltem a casa e pensem menos nas mamas da vizinhas são melhores que a minha, os cabrões a quem enviei CV e que não respondem e que dava jeito, que o escritório é a 10 metros da minha porta, são 3 livros que tenho por ver com olhos de ver porque não são de ler, é mesmo só bonecos, tenho um assinado pelo Sérgio Godinho incha, tipo simpático, esqueci-me de lhe perguntar o que foi aquilo da campanha dos restos, e é uma dor de cabeça permanente que me está a acompanhar desde 3ª feira. E não sei que dite.
quarta-feira, maio 09, 2012
Arroios
terça-feira, maio 08, 2012
domingo, maio 06, 2012
Statler sans Waldorf
Às vezes pergunto-me porque adoptei como ritual sagrado ouvir as notícias às oito, desde sempre, sempre que posso, quando cada vez mais passo o tempo a falar e a resmungar sozinho "olha-me estes cabrões", "chulos de merda" e afins. Este masoquismo tem de ter um fundo freudiano.
sábado, maio 05, 2012
2012
Já vamos em Maio e se o fim do mundo já foi, não dei por ele. Em 2011 não se falou doutra coisa. Tanta coisa falam e escrevem e ditam, tudo para iludir a enorme sombra da fatalidade que paira sobre todos mas não adianta. Não há fait-divers que me distraia; começaram aos poucos, hoje é o que se vê, os mercados a cair, a crise, a gasolina, os juros, o iva, superlativos, tudo, e eu ? Desde Janeiro que não durmo a pensar nisto.
Vou novamente tentar adormecer. Durmam bem, se conseguirem.
Vou novamente tentar adormecer. Durmam bem, se conseguirem.
sexta-feira, maio 04, 2012
Ainda sobre aquele mini-mercado
De repente, as ideologias voltaram e nunca pensei que estivessem escondidas onde estavam. Hoje leio artigos que metem frente a frente Marx e mini-mercados. Já não ouvia falar de Marx há muito tempo e sempre pensei que os supermercados fossem meros negócios. Mas hoje já li que a promoção daquele mini-mercado foi uma derrota do comunismo.
Genial. Passados tantos anos, com descontos de 50% em charcutaria e ainda há pessoal com medo que lhes comam os miúdos.
Genial. Passados tantos anos, com descontos de 50% em charcutaria e ainda há pessoal com medo que lhes comam os miúdos.
quinta-feira, maio 03, 2012
Acto de denúncia
Chegado a casa tarde e a más horas, esfaimado e com dores de cabeça - trabalhar dá-me dores de cabeça, mesmo - com o jantar por fazer.
Daqui para a frente deste post, a partir da extremidade infetior do t de post, haverá uma separação clara entre caminhos: Hemisfério direito ou esquerdo, carne ou peixei, vida ou morte.
Chego à cozinha e parece uma batalha campal, louça pratos copos tachos mais tachos forno fogão gatos comida restos é o caos. Praticamente não há talheres nem pratos por usar. Diz a tradição desta casa que há 2 ou 3 reacções possíveis:
Só espero que o facto de que quando cheguei todas as luzes estarem acesas e não estar cá ninguém não seja fruto de uma gastroentrite fulminante, porque já comi um prato daquilo que tava no fogão.
Daqui para a frente deste post, a partir da extremidade infetior do t de post, haverá uma separação clara entre caminhos: Hemisfério direito ou esquerdo, carne ou peixei, vida ou morte.
Chego à cozinha e parece uma batalha campal, louça pratos copos tachos mais tachos forno fogão gatos comida restos é o caos. Praticamente não há talheres nem pratos por usar. Diz a tradição desta casa que há 2 ou 3 reacções possíveis:
- Há um leve autoritarismo maternalista-fascista seguido de discussão e lavamento de pratos compulsivo;
- Há um leve comentário sobre a impossibilidade de usar o fogão e ter de esperar o lavamento de pratos voluntário;
- Há a ideia de pegar num prato e em vez de cozinhar o jantar, aproveitar para rapinar os restos ainda quentes no fogão.
Só espero que o facto de que quando cheguei todas as luzes estarem acesas e não estar cá ninguém não seja fruto de uma gastroentrite fulminante, porque já comi um prato daquilo que tava no fogão.
Sugestão
Quero propor estes combos feriado + promoção para 2013:
E eu da janela a ver.
- Dia de Ano Novo / 50% de desconto guronsan em farmacias só de Idanha-a-Nova
- Terça de Carnaval / 50% de desconto guronsan em farmacias só de Idanha-a-Nova
- Sexta Feira Santa / 50% de desconto em bifes do lombo no Continente
- Páscoa / 50% de desconto em lojas de chocolates e sex shops
- 25 de Abril / 50% de desconto na ginjinha do Rossio
- 1º de Maio... isto já está resolvido
- Corpo de deus / 50% de desconto no toys r us
- Dia de Portugal / 50% de desconto em viagens
- 15 de Agosto / 50% de desconto na água pé
- Implantação da Republica / 50% de desconto na loja do cidadão dos Restauradores
- Todos os Santos / 50% de desconto na CP
- Restauração da independência / 50% de desconto no Corte Inglés
- Imaculada Conceição / 50% de desconto em sex shops
- Natal / 50% de desconto em todas as lojas, a nível nacional
E eu da janela a ver.
quarta-feira, maio 02, 2012
Problemas de saúde
Descobri que trabalhar me dá dores de cabeça. É verdade. Estou na cama, a ver televisão, a ler, a jogar, nada. Assim que começo a trabalhar, tenho dores de cabeça gigantes. Os cientistas chamam-lhe cefaleia para parecer tão grave como é. É incapacitante. Atroz. Espero que algum técnico do SNS ou um médico género House leia este post e me passe um papel atestando este problema de modo a que depois de emigrar para o principado do Mónaco, possa viver lá à custa de uma taxa especial dos casinos para os cidadãos mais pobres e incapacitados. Cruzem dos dedos.
terça-feira, maio 01, 2012
1º de Maio
Ah foda-se, como eu gostava de desligar do mundo mas não deixam. Então o Pingo Doce - a partir daqui passo a referir-me a este supermercado como entidade abstracta para não fazer ainda mais publicidade, já chegou a de hoje, o pessoal do marketing da jerónimo martins já deve ir na décima garrafa de champomix com a tourada de hoje - faz uma promoção - o tal que não tem cartões nem faz promoções - de 50% de desconto e o povinho foi aproveitar? Acho óptimo.
Agora vou falar de neo-liberais e capitalistas, pá gente que não é diferente dos outros mas que me mete especial nojo porque abusa da situação de poder que ocupa no sistema político em que vivem - chama-se ter-guito - e faz o que entende para manter essa posição de vantagem. Vou tentar explicar, nos termos que conheço e do que sei de economia e mercado, o que acho deste episódio:
Filhos da puta dumping cabrões chupistas do caralho imoral abuso atropelo aos direitos laborais cartelização monopolização palhaços crime económico manobra gratuita terrorismo publicidade fantástica ética de minhoca palhaços fascistas
Obviamente.
Edit: se alguém acha que isto é o melhor que se pode fazer com o capitalismo ou outro ismo qualquer e que o caminho do progresso passa por aqui, lamento.
Agora vou falar de neo-liberais e capitalistas, pá gente que não é diferente dos outros mas que me mete especial nojo porque abusa da situação de poder que ocupa no sistema político em que vivem - chama-se ter-guito - e faz o que entende para manter essa posição de vantagem. Vou tentar explicar, nos termos que conheço e do que sei de economia e mercado, o que acho deste episódio:
Filhos da puta dumping cabrões chupistas do caralho imoral abuso atropelo aos direitos laborais cartelização monopolização palhaços crime económico manobra gratuita terrorismo publicidade fantástica ética de minhoca palhaços fascistas
Obviamente.
Edit: se alguém acha que isto é o melhor que se pode fazer com o capitalismo ou outro ismo qualquer e que o caminho do progresso passa por aqui, lamento.
Faltam 45 minutos para as notícias
E cerca de 60 para o meu comentário sobre aquela merda - faccioso - do Pingo Doce.
A diáspora feita em casa
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| Acabem com a praça das Caldas e vão ver |
Voltei passados 30 anos. Cedo desterrado, habituado às duras e rudes gentes da cidade, estranhei estas gentes do Oeste. Quase todos família, as gerações mais novas a fugir para as cidades mais a sul - traidores a quebrar as nobres linhagens que prestavam homenagem a Salazar e ao PSD ( dentro de portas é Salazar Salazar Salazar, a votar é psd psd psd lagarto lagarto lagarto ) - e os campos ao abandono, é que a última vez que obedeceram ao Cavaco ele disse-lhes para largarem a terra e foderam-se, agora querem que ele se foda obviamente.
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| Metendo a mão dentro do manto, sente-se algo como o êxtase de Santa Teresa mas na óptica do utilizador |
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| Pantocratores |
É também da Nazaré a origem do verdadeiro Pantocrator. Cientes da sua importância, repetem-no até à exaustão e expôem-no, nas praças.
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| Arco iniciático da nacional 4, direcção sul |
Mais a sul, depois de passar o aqueduto iniciático de Óbidos e dar 7 voltas à rotunda sagrada, passando o cruzeiro e a porta da Vila, acedemos ao umbigo do mundo, a Igreja de Santa Maria. É aqui que Prezado é baptizado no século passado, ritual inventado a propósito a fim de salvar a humanidade dos seus pecados depois de alguém jejuar no topo de uma montanha durante quarenta dias e quarenta noites até uma agulha dum camelo passar o mar vermelho ou qualquer coisa assim, não me lembro bem porque era mesmo pequeno e não pude dizer que não, o que é certo é que assim é meu o reino dos céus.
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| Sic transit gloria platanus |
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| É sagrado porque ninguém lhe toca, foda-se. |
Observado o jejum obrigatório, dividiu-se a terra em partes iguais, benzendo-a com uma auto-motora em direcção a Lisboa. Oeste on my mind.
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| A Linha do Oeste. |
segunda-feira, abril 30, 2012
quinta-feira, abril 26, 2012
Gosto ainda mais deste país em dias de bola
Em dias de bola, o português tem uma meta a atingir. Tem um objectivo real, alcançável, algo que só depende dele. Não é um bónus que não vai receber, uma palmada das costas, uma promessa embrulhada em saco roto, mais uma tanga costumeira. Está já ali.
Só tem de se despachar. Não vai fazer nada de especial, vai só concentrar-se e acabar hoje o trabalho que tinha para hoje. Vai falar com o patrão e o patrão vai perceber que ele tem um motivo - que também é dele - para sair do trabalho a horas. Vão trabalhar para um objectivo comum, colaborar. Vão aprovar-se trabalhos, vão despachar-se tarefas pequenas grandes muitas. Tudo para levar a melhor ao tempo.
O 25 de Abril, por exemplo, aconteceu num dia de Benfica-Leixões, depois de perceberem que se tinham de despachar se queriam chegar a tempo do jogo.
Para mim que não ligo a bola, é um dia bom para largar o trabalho mais cedo, passear, fazer compras, ir ao cinema e afins, que está tudo vazio.
Só tem de se despachar. Não vai fazer nada de especial, vai só concentrar-se e acabar hoje o trabalho que tinha para hoje. Vai falar com o patrão e o patrão vai perceber que ele tem um motivo - que também é dele - para sair do trabalho a horas. Vão trabalhar para um objectivo comum, colaborar. Vão aprovar-se trabalhos, vão despachar-se tarefas pequenas grandes muitas. Tudo para levar a melhor ao tempo.
O 25 de Abril, por exemplo, aconteceu num dia de Benfica-Leixões, depois de perceberem que se tinham de despachar se queriam chegar a tempo do jogo.
Para mim que não ligo a bola, é um dia bom para largar o trabalho mais cedo, passear, fazer compras, ir ao cinema e afins, que está tudo vazio.
quarta-feira, abril 25, 2012
Marcha
Pois choveu mas teimoso lá fui.
Polícias havia, até os fotografei. Estes só vinham armados com paus de bandeiras. De resto, mesmo com a chuva vi putos de colo miudos miudas adolescentes jovens velhos velhotes avós netos pretos indianos brancos paquistaneses sindicalistas anarquistas comunistas desalinhados gays lésbicas djambés do Barreiro do Alentejo do Algarve do Seixal de Benfica reformados desempregados arrumados pensionistas alojados desalojados atolados afónicos protestantes metalurgicos polícias médicos estudantes de tambor gaita de foles pandeireta bombo alta voz e não eram poucos.
Polícias havia, até os fotografei. Estes só vinham armados com paus de bandeiras. De resto, mesmo com a chuva vi putos de colo miudos miudas adolescentes jovens velhos velhotes avós netos pretos indianos brancos paquistaneses sindicalistas anarquistas comunistas desalinhados gays lésbicas djambés do Barreiro do Alentejo do Algarve do Seixal de Benfica reformados desempregados arrumados pensionistas alojados desalojados atolados afónicos protestantes metalurgicos polícias médicos estudantes de tambor gaita de foles pandeireta bombo alta voz e não eram poucos.
terça-feira, abril 24, 2012
Exausto, derrotado
Está um gajo a revolucionar a tarde toda e acorda a saber que o Miguel Portas morreu, a confirmação do que debateu, a vida é de lutas curtas mas importantes e pouco vale a pena mas vale mesmo a pena, sem recuos. A sério, este mundo é lixado.
Estes gajos andam a gozar
Estou eu muito bem a contar ir à marcha da Avenida amanhã, 25 de Abril, como é meu hábito e aparecem estas notícias a circular: "PSP com tolerância zero". Pá, é à conta destas é que metem o pessoal pacífico a ferver pá. Fazem de propósito pá.
Dados os tempos de incerteza, a PSP tem de mostrar trabalho e sublinhar como é importante para a paz nas ruas. Os jornalistas, também à rasca, têm de dourar a pílula senão vão todos corridos do estágio. E as pessoas que, como eu por exemplo, se estão a marimbar para esta conversa e vão à marcha todos os anos, que sabem que é um género de Woodstock dos históricos do PC sem (muita) droga onde os momentos de agitação mais perigosos são quando estamos a contar os trocos para pagar uma rodada de ginjinhas no Rossio ou ir buscar uma mini a descer a Avenida com famílias inteiras a passear a pé, onde os ferrenhos se encontram todos os anos - não combinamos nada, mas encontro amigos de infância, acabo por me cruzar com o meu irmão ou esbarro em pessoal que não vejo desde a marcha do ano passado, é uma violência pegada - e aí confesso, sim, dizemos do Passos o que Maomé não disse do toucinho e do Relvas ui.
Por isso, resta-me um taxismo: vão mas é prender bandidos, pá.
Dados os tempos de incerteza, a PSP tem de mostrar trabalho e sublinhar como é importante para a paz nas ruas. Os jornalistas, também à rasca, têm de dourar a pílula senão vão todos corridos do estágio. E as pessoas que, como eu por exemplo, se estão a marimbar para esta conversa e vão à marcha todos os anos, que sabem que é um género de Woodstock dos históricos do PC sem (muita) droga onde os momentos de agitação mais perigosos são quando estamos a contar os trocos para pagar uma rodada de ginjinhas no Rossio ou ir buscar uma mini a descer a Avenida com famílias inteiras a passear a pé, onde os ferrenhos se encontram todos os anos - não combinamos nada, mas encontro amigos de infância, acabo por me cruzar com o meu irmão ou esbarro em pessoal que não vejo desde a marcha do ano passado, é uma violência pegada - e aí confesso, sim, dizemos do Passos o que Maomé não disse do toucinho e do Relvas ui.
Por isso, resta-me um taxismo: vão mas é prender bandidos, pá.
segunda-feira, abril 23, 2012
Canivete suíço
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| Estrelas guiem este post |
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| Alguém me explique o que é um baile krug porno |
Cobertura
sábado, abril 21, 2012
Riscos Pedidos X
Pack cliente: Colher enferrujada, lápis mal afiado, escova dos gatos, lâmpada ainda boa, moeda.
O Otelo deu-me gozo. Com este lembrei-me que quando tinha uns 12 ou 13 anos tentava desenhar cartoons políticos, a copiar o Augusto Cid e o António.
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| Acho que as piores torturas são efectuadas com objectos comuns. O ser humano é capaz de imaginar o pior. |
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| O Otelo é assim um género de revolucionário-on-dope. |
quinta-feira, abril 19, 2012
Caridade
Ontem vi este video pela primeira vez e deixei passar. Hoje já vi o post que queria ter feito sobre o assunto, resta-me o óbvio. Propor uma letra nova:
Eu sei o teu nome
E sei que te posso ajudar
Sei que deves andar a passar fome
Já nem consegues pensar
Essa letra não se aproveita
não dá nem para reciclar
Ó Tim não tens jeito
para escrever nem para cantar
E acordar e acordar
e acordar e acordar
Vejo esta grande idiotice
parece um mar de ignorância
não custa nada ter ideias assim
se estiveres na primeira infância
Os cantores já deitados fora ( até o Jorge Palma acordaram só para isto foda-se )
Mais ou menos na validade
metemos todos no mesmo video
sobra espaço fiquem à vontade
Tu abraça esta ideia
Temos todos de ajudar
paguem ao Olavo Bilac coitado
Depois vão-se enforcar
Deviam ir para a cadeia
Eu dou-vos uma mão
( Sérgio Godinho o que é que tás aí a fazer pá, larga estes fascistas )
Esta campanha tem coisas
Que me deixam a pensar
O Fernando Girão ainda é vivo
A Rita Guerra não sabe cantar
E tu arrasa esta ideia
Temos todos de a enterrar
Vamos metê-los na cadeia
Vamos dar as mãos
rap: Sei que foi com boa intenção mas dessas o inferno tá cheio esta campanha é uma merda podes crer não há meio quem escreveu esta merda vê-se que não comeu nada se não soubesse que foi o Tim diria que foi o b fachada fachada grande é esta campanha yo
Foda-se. Portugal, 2012. Estou vivo para assistir a estas coisas.
Bolsa de valores
Distraidamente dei um terceiro pontapé num gato e pensei, os egípcios deificavam esta espécie porquê? Tirando um outro gato de cima da caixa do bolo em cima da mesa da cozinha e um outro de cima do estirador a roer pinceis depois de tropeçar em três brinquedos deles no corredor, percebi: porque alguém decidiu que fosse assim. Ao longo da história devemos ter tido estas figuras decisoras - vão mudando de nome, de farda ou de chapéu mas são iguais - que, a fim de protegerem o seu status quo, foram inventando secretamente deuses, infernos, mitos, tabus, regras, normas. Fizeram com que essas normas se fizessem cumprir, sabendo que eram meras invenções, fantasias estranhas mas que todos tentariam seguir à risca, ganhando eles o espaço preciso para actuarem como bem entendessem: no fundo, cumprirem-se como pessoas que eram.
Percebo assim que valores que me venderam como basilares sejam tão difíceis de apanhar: Respeito, honra, honestidade, rectidão, heroísmo, altruísmo, frontalidade infravermelhitude e cabrões de clientes pagarem-me a tempo e horas - inserir busílis - são coisas que no fundo, nunca existiram. São meras abstracções criadas para pensarmos que há algum controlo sobre o dia a dia, deixando quem sabe que não existem com tempo para tudo. A mim que ainda me calhou uma nesga de senso-comum, lixo-me na mesma.
Percebo assim que valores que me venderam como basilares sejam tão difíceis de apanhar: Respeito, honra, honestidade, rectidão, heroísmo, altruísmo, frontalidade infravermelhitude e cabrões de clientes pagarem-me a tempo e horas - inserir busílis - são coisas que no fundo, nunca existiram. São meras abstracções criadas para pensarmos que há algum controlo sobre o dia a dia, deixando quem sabe que não existem com tempo para tudo. A mim que ainda me calhou uma nesga de senso-comum, lixo-me na mesma.
terça-feira, abril 17, 2012
Eureka
Todos os dias arranjo teorias no caminho de reduzir o mundo a uma teoria geral unificada que me mostre a Verdade. Hoje encontrei mais uma. Corolário:
Se visito vários blogs e falam todos no mesmo tema, dirigindo-se a uma mesma entidade abstracta, é porque o arrumadinho postou qualquer coisa sobre um projecto dele.
Se visito vários blogs e falam todos no mesmo tema, dirigindo-se a uma mesma entidade abstracta, é porque o arrumadinho postou qualquer coisa sobre um projecto dele.
Andante
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| O Salazar a cada esquina |
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| Agora. |
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| Estrela |
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| Manifestação de pessoas satisfeitas com o país |
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| Carro azul |
Entrei na Igreja das Mercês. Aqui não há missa mas há muito movimento na sacristia, um dia percebo se as igrejas precisam de sapatos de vela como os dojos de kimonos, desço a Santos. Nada de novo, sigo para o Cais do Sodré com paragem para comer um donner ali ao pé. Aqueci do vento que me cortava as orelhas enquanto ouvia os italianos a cacarejar e segui. As arcadas da Praça do Comércio vazias, autocarros poucos, sigo à Casa dos Bicos, passando na Rua dos Bacalhoeiros ainda a semana passada jantei lá, patrocinado pela minha vontade e pela menina do trombone que fez anos e bancou o champomix.
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| Restaurante desconhecido para mim. |
Devia ter voltado atrás para buscar a máquina, se não registo tudo passo a passo esqueço-me de por onde ando.
segunda-feira, abril 16, 2012
PPC, parabéns
O tasco faz uns longuíssimos 6 anos. Não custou nada, blogar é uma tradição de familia que já vem de longe e prova disso é que recebi este blog de herança. A condição, que não o largasse e que sobretudo, não repetisse os problemas de partilhas que surgiram com este - uns ficaram com o CSS, outros com o CMS, outros com o PHP, os posts das 3ªs foram expropriados, a barra de scroll ainda está a ser vista na comarca de Valpaços para saber quando é que a posso reaver - e que muito tempo consomem. A longa linhagem de bloggers está representada na heráldica do frontão, que aqui fica, por ordem cronológica:
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| a fase Viajante |
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| A fase Viajante espiritual |
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| A fase Viajante Espiritual letrado |
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| A fase Citadino em potencial |
| A fase Urbano ( foi curta felizmente ) |
| A fase Urbano-Progressista |
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| A fase Lisboa literata |
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| A fase Lisboa sem aberração cromática |
sexta-feira, abril 13, 2012
YO!
Ontem fui àquela distribuição de concertos gratuitos da OPTIMUS no Cais do Sodré. Burro, associei a iniciativa ao antigo Cais do Sodré, o que não tinha pseudo queques queques betos e chão cor de rosa, o que garantia espaço para andar. Tudo cheio. Todos os concertos com uma fila gigante para entrar. Sendo que cada discoteca do Cais do Sodré leva no máximo umas 80 pessoas - tirando o musicbox, esse leva umas 500 - resta-me como a um bom tuga, consumir o que for, dado que é de borla. Calha-me o quê? Hip Hop.
Depois de ter começado o concerto com uma barreira de máquinas de filmar que não deixavam ver nada - ridículo, esta merda da nova proporção dos media nos concertos, 3:1 espectadores - felizmente a dada altura entram 6 pretos que dão cabo dos brancos betos e metem aquilo a mexer, a coisa acaba com o paternalista conselho "ouçam boa música, mesmo. Promovam a boa música!" e eu com a certeza a absoluta que o faria, assim que chegasse a casa.
Depois de ter começado o concerto com uma barreira de máquinas de filmar que não deixavam ver nada - ridículo, esta merda da nova proporção dos media nos concertos, 3:1 espectadores - felizmente a dada altura entram 6 pretos que dão cabo dos brancos betos e metem aquilo a mexer, a coisa acaba com o paternalista conselho "ouçam boa música, mesmo. Promovam a boa música!" e eu com a certeza a absoluta que o faria, assim que chegasse a casa.
quinta-feira, abril 12, 2012
Não levei a máquina
Vi algures que é importante ler de trás para a frente, especialmente quadros, a vista preguiçosa engana-se a ler sempre na mesma direcção. Troquei-lhe as voltas hoje e ao contrário do que é hábito, subi a Almirante Reis até casa. De trás para a frente, vejo outras coisas. As ruínas no Desterro, a praça nova do Socorro, a pensão com janelas bizarras atrás da sede de um partido ali, de palmeira à porta, a China-Town em miniatura que ali se compõe. Ainda estive a tentar decifrar embalagens nas lojas em que parei, para desistir sem comprar nada, continuei a casa de tabaco que fechou, a das palmeiras de pedra é agora um AliBaba, os turcos atropelam-se, entro no Rigueirão dos Anjos, um grupo já de meia idade ou se calhar mais novos, que a rua ajuda a envelhecer, a fazer uma broca, passo as traseira da sopa dos pobres, as portas dos prédios aqui são couraçados ferrugentos uns a seguir aos outros, desemboco na Rua de Arroios, As lojas de móveis mais acima fecharam, o Look Obama continuava aberto, a oficina dos taxistas continua cheia. Depois do túnel, no meio da praça em frente à igreja, a família do costume, vive com tudo o que tem dentro de malas e caixotes, lavaram a roupa que está a secar nos arcos de metal dos canteiros do jardim. Outra loja que fechou e mais outra, até casa contei umas 8 ou 9, os tesos estão claramente nas encolhas.
quarta-feira, abril 11, 2012
Vómitol
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| Mixórdia típica depois de um jantar |
terça-feira, abril 10, 2012
Saraiva, trolling em papel
Ontem apareceu este magnífico artigo do Saraiva, diz-se de opinião, acrescento eu de merda. O Saraiva, na fome de atenção que lhe toma os dias, deve ter andado a ler os comentários das edições online do Sol, Público e Correio da manhã e achou ali um filão de ideias: Trolling offline. Tem as suas vantagens, numa edição impressa não é possível meter comentários.
Deus
Vou começar a contar isto devagar: Abomino o Rock in Rio. É mais forte que eu.
O Rock in Rio (RIR) está para a música como uma diarreia está para a música. É uma fantochada. Mascaram aquilo de tudo e mais alguma coisa, é um mundo melhor, é ajudar não sei quem é ecologia é sustentabilidade é o apoio social é os volun(ó)tários, é lojas, é uma percentagem para o gatinho de uma criança com fome em África da conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais da Pólo Norte, o caralho a 9. Mas - novamente respiro, pausa - percebam, um concerto é um concerto. Não é mais que isso. Impingirem-me tanto tanto tanto a ideia oposta é a prova disso mesmo. RIR e eu? nunca.
Mas agora as coisas complicam-se e eu consumidor ético vou vender a alma ao diabo. Porquê? Porque vai lá o STEVIE WONDER, - gosto, não sei se já disse - e eu que tenho no curriculum episódios como estes:
Como não quero voltar a passar por estes episódios e sentir-me estúpido anos a fio, vou sim vou ao RIR. Mas com a certeza que com os 60 euros do bilhete para UM DIA podiam pagar um poço de água potável num bairro miserável de Mogadishu. Roberto Medina, esse verme, sabe que a feira popular + centro comercial ambulante que é o RIR é uma máquina de fazer dinheiro melhor que o Colombo, não me engana. Putacopariu.
O Rock in Rio (RIR) está para a música como uma diarreia está para a música. É uma fantochada. Mascaram aquilo de tudo e mais alguma coisa, é um mundo melhor, é ajudar não sei quem é ecologia é sustentabilidade é o apoio social é os volun(ó)tários, é lojas, é uma percentagem para o gatinho de uma criança com fome em África da conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais da Pólo Norte, o caralho a 9. Mas - novamente respiro, pausa - percebam, um concerto é um concerto. Não é mais que isso. Impingirem-me tanto tanto tanto a ideia oposta é a prova disso mesmo. RIR e eu? nunca.
Mas agora as coisas complicam-se e eu consumidor ético vou vender a alma ao diabo. Porquê? Porque vai lá o STEVIE WONDER, - gosto, não sei se já disse - e eu que tenho no curriculum episódios como estes:
- Bute bute epá é um granda concerto!!
- epá não tou com guito, tá bué caro, vou noutra altura. Eles voltam...
Passado uns tempos, o vocalista matou-se e eu foda-se já não os vejo pois não!! Essa banda era Nirvana. Passados uns anos:
- Epá bute epá granda concerto!!
- foda-se que cambada de chulos! eu curto aquilo, mas 40 euros só para ver aquele cabrão?
Passado uns tempos, o vocalista meteu-se na desintoxicação e acabou com a banda. Essa banda era Ministry. ( bom a ser verdadeiro, a banda até voltou ao activo o ano passado porque o vocalista precisava de pagar as operações e a desintoxicação e mais drogas )
Como não quero voltar a passar por estes episódios e sentir-me estúpido anos a fio, vou sim vou ao RIR. Mas com a certeza que com os 60 euros do bilhete para UM DIA podiam pagar um poço de água potável num bairro miserável de Mogadishu. Roberto Medina, esse verme, sabe que a feira popular + centro comercial ambulante que é o RIR é uma máquina de fazer dinheiro melhor que o Colombo, não me engana. Putacopariu.
segunda-feira, abril 09, 2012
domingo, abril 08, 2012
Riscos Pedidos, Night edition
As linhas estão abertas à vossa espera. Eu vou fazendo a digestão do almoço e dos chocolates no sofá.
Darwinismo
Sempre que vou ao ginásio e regulo a máquina nos 15 kg fico a pensar se bastarão os meus miolos para, em caso de fome guerra pestilência holocausto nuclear ataque de de zombies, conseguir ultrapassar o pessoal que usa os 175 que lá estão marcados.
quinta-feira, abril 05, 2012
A condição tuga
Ontem apanhei um discurso raro, da ala moderada do taxismo.
Dizia o senhor Zé que esteve nos Estados Unidos uns anos, esteve na Alemanha e esteve na França. Ganha-se bem por lá, disse-me ele. Mas trabalha-se muito.
Dizia-me que nos Estados Unidos não lhes pagam para pensar, mas trabalham muito. Cada um por si. Dizia que preferia os Alemães. Valorizam mais a iniciativa individual. Mas também se fartam de trabalhar. Então e em Portugal?
Em Portugal está-se bem. Não se arrisca muito, não se perde muito, mas também não se ganha muito. É mesmo assim: temos boa comida, temos sol, trabalha-se. Não vale a pena levantar cabelo por muita coisa. Somos poucos e o pessoal que manda são meia dúzia de famílias. É melhor passar despercebido. No fim de cada frase, ria-se. Disse que lá fora é tudo muito melhor, que ganhamos muito mais, mas não há sol. Como alguém me disse, provalmente estava sob o efeito de xanax.
Depois penso em notícias como esta, somo ao que ouço e vejo , recordo o historial de depressão do povinho, que não está habituado a levantar a grimpa e a quem pedem agora para enfrentar o futuro dando o peito às balas e obviamente o povinho não é parvo, faz como o governo, baixa os olhos, paga o que deve e bebe menos bicas, compra menos jornais, come menos e tenta passar por tudo isto sem se chatear. Empreendedorismo? dar a volta por cima? Arrisquem vocês.
Ainda fiquei a saber que há uns anos, havia muitos polícias que eram taxistas em part-time. Isto sim, é cultura.
Dizia o senhor Zé que esteve nos Estados Unidos uns anos, esteve na Alemanha e esteve na França. Ganha-se bem por lá, disse-me ele. Mas trabalha-se muito.
Dizia-me que nos Estados Unidos não lhes pagam para pensar, mas trabalham muito. Cada um por si. Dizia que preferia os Alemães. Valorizam mais a iniciativa individual. Mas também se fartam de trabalhar. Então e em Portugal?
Em Portugal está-se bem. Não se arrisca muito, não se perde muito, mas também não se ganha muito. É mesmo assim: temos boa comida, temos sol, trabalha-se. Não vale a pena levantar cabelo por muita coisa. Somos poucos e o pessoal que manda são meia dúzia de famílias. É melhor passar despercebido. No fim de cada frase, ria-se. Disse que lá fora é tudo muito melhor, que ganhamos muito mais, mas não há sol. Como alguém me disse, provalmente estava sob o efeito de xanax.
Depois penso em notícias como esta, somo ao que ouço e vejo , recordo o historial de depressão do povinho, que não está habituado a levantar a grimpa e a quem pedem agora para enfrentar o futuro dando o peito às balas e obviamente o povinho não é parvo, faz como o governo, baixa os olhos, paga o que deve e bebe menos bicas, compra menos jornais, come menos e tenta passar por tudo isto sem se chatear. Empreendedorismo? dar a volta por cima? Arrisquem vocês.
Ainda fiquei a saber que há uns anos, havia muitos polícias que eram taxistas em part-time. Isto sim, é cultura.
Desabafo
Prezado no meio de um processo de trabalho meio Absolutely Fabulous, cliente vive em planeta australopiteco-centauro, Prezado é burro e insiste em querer fazer mais e melhor trabalho do que lhe pedem, é burro burro burro e insiste. Claro que não o faz por amor mas por dinheiro, se o trabalho for para a frente fica contente e cliente também fica contente, mas cliente não gostar de trabalho bem feito gostar de pedras brilhantes e espelhos e ter medo de arriscar. Ainda pode ser que fique a ganhar... E é assim ser português.
quarta-feira, abril 04, 2012
Interregno familiar
Sobrinha emprestada de 2 anos dá com um cartão de visita do meu alter ego, dizem-lhe:
- ó isso é o cartão de visita do tio Prezado, é para depois falares com ele é?
- tim.
Passado minutos, está de cartão de visita na orelha, a tentar falar ao telefone.
Já estou a trabalhar no protótipo.
- ó isso é o cartão de visita do tio Prezado, é para depois falares com ele é?
- tim.
Passado minutos, está de cartão de visita na orelha, a tentar falar ao telefone.
Já estou a trabalhar no protótipo.
terça-feira, abril 03, 2012
E depois acontece
Quando tenho sono e sei que ainda tenho muitas horas de trabalho pela frente começo a ter alucinações imagino que vou ser pago a horas, vejo recibos passados por cada hora extra de trabalho que me pedem imagino até doces taxas de urgência a serem cobradas porque tenho de perder horas nocturnas preciosas horas nocturnas a queimar as pestanas mas os neoliberais dizem que é mesmo assim mas os neoliberais eles mesmos cobram sempre que mexem uma palha e se não cobraram é porque arranjaram alguém que fizesse por eles de borla ah a política económica a pulsar ah é dos primeiros sintomas de que estou a ficar rabugento com sono arh o Passos é Primeiro Ministro e nunca levantou um dedo para trabalhar ah tenho mesmo de comer qualquer coisa senão já não tenho alento para trabalhar foda-se é sempre a mesma coisa quando me dá uma política económica já não tenho descanso, só me apetece afundar os cornos na almofada fechar os estores e meter-me em silêncio só assim é que deixo de ver o cavaco e o bolo rei arhh o Pessoa a levar porrada da bófia na esplanada não não tenho de trabalhar.
segunda-feira, abril 02, 2012
É chato
Perdi uma argola. Era uma resistente, foi perdida umas seis vezes mas ela dizia sempre que me ia voltar às mãos. Desta, foi de vez.
More than words
domingo, abril 01, 2012
sexta-feira, março 30, 2012
Trepar trincheiras
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| à Penha de França |
quarta-feira, março 28, 2012
BILF, toda a verdade
Não consigo viver comigo, a saber que estão todos(as) a contribuir para esta fantochada.
Explico: Por cada voto que atribuem a um BILF qualquer, 10 cêntimos que podiam ir para um gatinho de uma criança com fome em África vai para uma conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais. Quem são estas pessoas? A Pólo Norte.
Eu estou farto de compactuar com isto. Acordámos há meses, todos os BILF's e a Pólo Norte, que o bordel multiplex com heliporto seria pago com isto. Planeámos esta falsa rivalidade para sacar mais votos, pensámos em tudo, chegámos a acordar - essa ideia até foi do Jiboia - que os sofás iam ser forrado de pele de gatinhos persas, o Alfaiate Lisboeta disse que até podiamos mandar debruar com pêlo de bobtail shorthair só para fazer um escadeado e ficar mais interessante, o Mak disse que não era nada o género do que estava a pensar, ele e o Tolan chegaram a andar à pera por causa da nacionalidade das stripers, o Tolan insistia nas polacas e o Mak queria californianas à força, o Simão sempre a insistir nas brasileiras. No meio disto tudo, o Juvenal, - foi ele que se lembrou de decorar a parede do salão principal com golfinhos embalsamados, que génio foda-se - o Pedro e o Bruno Vieira Amaral começaram a pensar num anexo com uma estufa hidropónica para cannabis e no segundo andar uma fábrica de bolas de futebol só com mão-de-obra infantil. O Patife e o Bom Sacana iam ocupar a cave por baixo do salão principal do bordel com um estudio forrado a plásticos pretos para fazer streams de chinesas submissas menores, scatplay e snuff movies. O Troll, toda a gente se chateou com ele depois de ter recusado caber-lhe a produção dos medicamentos contrafeitos para lares de terceira idade. Passámos isso ao Aflito e ao Robene e por causa disso a ideia de filmar em segredo todos os clientes do multiplex com menores para posterior chantagem teve de ficar na gaveta. O Menino da mamã é que ainda orientou o Troll com umas dicas de como traficar parentes directos com uns mafiosos russos que a Pólo Norte contacta mensalmente por via de posts cifrados no blog.
Eu, que já não posso viver com este peso, confesso, comecei a criar um partido que ia mudar a legislação para que ninguém nos chateasse com tretas e só parei quando percebi que ia mesmo ganhar as próximas eleições.
Explico: Por cada voto que atribuem a um BILF qualquer, 10 cêntimos que podiam ir para um gatinho de uma criança com fome em África vai para uma conta de ajuda aos familiares mais pobres das vitimas de herpes simplex que ajudam o canil de animais surdos abandonados de Cascais. Quem são estas pessoas? A Pólo Norte.
Eu estou farto de compactuar com isto. Acordámos há meses, todos os BILF's e a Pólo Norte, que o bordel multiplex com heliporto seria pago com isto. Planeámos esta falsa rivalidade para sacar mais votos, pensámos em tudo, chegámos a acordar - essa ideia até foi do Jiboia - que os sofás iam ser forrado de pele de gatinhos persas, o Alfaiate Lisboeta disse que até podiamos mandar debruar com pêlo de bobtail shorthair só para fazer um escadeado e ficar mais interessante, o Mak disse que não era nada o género do que estava a pensar, ele e o Tolan chegaram a andar à pera por causa da nacionalidade das stripers, o Tolan insistia nas polacas e o Mak queria californianas à força, o Simão sempre a insistir nas brasileiras. No meio disto tudo, o Juvenal, - foi ele que se lembrou de decorar a parede do salão principal com golfinhos embalsamados, que génio foda-se - o Pedro e o Bruno Vieira Amaral começaram a pensar num anexo com uma estufa hidropónica para cannabis e no segundo andar uma fábrica de bolas de futebol só com mão-de-obra infantil. O Patife e o Bom Sacana iam ocupar a cave por baixo do salão principal do bordel com um estudio forrado a plásticos pretos para fazer streams de chinesas submissas menores, scatplay e snuff movies. O Troll, toda a gente se chateou com ele depois de ter recusado caber-lhe a produção dos medicamentos contrafeitos para lares de terceira idade. Passámos isso ao Aflito e ao Robene e por causa disso a ideia de filmar em segredo todos os clientes do multiplex com menores para posterior chantagem teve de ficar na gaveta. O Menino da mamã é que ainda orientou o Troll com umas dicas de como traficar parentes directos com uns mafiosos russos que a Pólo Norte contacta mensalmente por via de posts cifrados no blog.
Eu, que já não posso viver com este peso, confesso, comecei a criar um partido que ia mudar a legislação para que ninguém nos chateasse com tretas e só parei quando percebi que ia mesmo ganhar as próximas eleições.
terça-feira, março 27, 2012
BILF
Duas coisas andam a chatear-me bué. Está na altura de falar delas. Bom, agora que tenho a vossa atenção, é isto:
São os telejornais em particular e os media em geral. No telejornal passa esta peça, com a qual eu devia ter alguma empatia. Mas não. O projecto Amelie é um misto pequeno-ponei + street art. Como há boa street art com pequenos poneis, vou-me concentrar na má, como esta. Porquê? porque estou ressabiado. É que o projecto amelie, como é feito por pequenos poneis, é noticiado. No entanto, não passa de autocolantes em propriedade pública. E o autor até dá a cara ao Jornal da noite. A ironia é, em 2 pontos:
Depois, estou eu descansado a odiar estes paspalhos e vem a SIC e faz isto. Aqui a ironia não é muita, é mais uma questão actual que vejo repetida. Também em 2 pontos:
São os telejornais em particular e os media em geral. No telejornal passa esta peça, com a qual eu devia ter alguma empatia. Mas não. O projecto Amelie é um misto pequeno-ponei + street art. Como há boa street art com pequenos poneis, vou-me concentrar na má, como esta. Porquê? porque estou ressabiado. É que o projecto amelie, como é feito por pequenos poneis, é noticiado. No entanto, não passa de autocolantes em propriedade pública. E o autor até dá a cara ao Jornal da noite. A ironia é, em 2 pontos:
- autocolantes fofos colados em todo o lado é um projecto positivo e fofo pelo qual se dá a cara
- autocolantes não-fofos colados em todo o lado é street art e é um vandalismo do caralho, tudo cagado cabrões do caralho
Depois, estou eu descansado a odiar estes paspalhos e vem a SIC e faz isto. Aqui a ironia não é muita, é mais uma questão actual que vejo repetida. Também em 2 pontos:
- A SIC propõe que "profissionais ou curiosos" da publicidade, participem gratuitamente - diz o artigo "A participação neste desafio é gratuita" - num concurso de criatividade onde o prémio são 2 mil euros. Sublinho que 2 mil euros é pouco, reparem. Tenho de vincar isto porque começa a ser vulgar ouvir frases como "aqueles a fazer greve? mas eles ganham alguns 1300 euros!!" e fico doente.
- A quantidade de concursos que surgem remetendo ao campo da "curiosidade" e do sorteio o que muitas pessoas têm como profissão leva-me a propor que se façam mais concursos para mais áreas, uma espécie de turbo-mérito. Podia aplicar-se em médicos, advogados, engenheiros ou gestores de público-privadas. Esqueçam, estes últimos já funcionam assim.
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