quarta-feira, março 06, 2013
Descarga dupla
Rais parta a religião. Aprendi a tolerar a católica porque melhora o meu dia-a-dia: Multiplica as velhinhas que dão milho aos pombos, obriga-as a ir à igreja religiosamente em vez de só parcimoniosamente, leva-as a temer Deus irado e de barbas emaranhadas nos apontamentos tu inferno tu inferno tu inferno tu céu tu limbo Chavez és tu? Inferno tu E as velhinhas ficam mais simpáticas, matam menos, velhinhas a matar seria o fim do mundo ninguém suspeita, não quer um chá senhor Lopes obrigado dona Gertrudes mas tenho de ir fazer debugging de uma base de dados em MongoDB e não posso ficar, Pau arsénico no chá. Em 4 meses acabavam com a humanidade. Aprendi a tolerar a religião porque melhora o meu dia-a-dia: Budistas pacifistas? encham o mundo deles, desde que não me falem sobre energias mantenho as minhas intactas não as gasto em pensamentos negativos. Juntem-se juntem-se uns em casa dos outros mas não me venham dizer que são diferentes dos aprendi a tolerar Testemunhas de Jeová, todos, os a sério e os que pintam a fachada com letras gigantes "Nós SOMOS NORMAIS" e chibam os atrofiados como extremistas força nisso eu não tenho problemas com gente que não diz os Parabéns a ninguém e que não pode dizer asneiras, eu digo asneiras pelos 2 ou 3 seja, ah nem puta podem dizer? e quando puta é mesmo puta? aí coram? tudo bem, mas elas não deixam de existir. Aprendi a tolerar cabalistas. É fácil, conheço 2. Aprendi a tolerar Protestantes o que até é fácil o Deus deles é bastante prático e não se mete no caminho. Aprendi a tolerar muita coisa. Mas tolerar empresas a fazer o lugar de religiões, acho que nunca vou aprender. Só lá vou para trabalhar.
segunda-feira, março 04, 2013
País para velhos
Há uns dias, apanhei um taxista que me explicou o que é que está mal neste país e desde quando: é desde o 25 Abril que isto está, como ele disse, uma merda.
Nas manifs cantam-se hits de há 35 anos. É sempre a mesma merda. O produto nacional com mais potencial, o turismo, é roupado de retro-vintage em tudo o que é promoção. Alentejo é copos de tinto e tascos, Lisboa é copos de tinto e tascos, Porto é copos de tinto e tascos. Todos de bigode na tromba e nos miolos. Tudo uma merda. Nos partidos aguentam-se os barões até cairem de podres, esses filhos da puta. O PC, esses comunas, têm o mesmo discurso há 35 anos. A televisão convida os mesmos comentaristas - O mais novo deve ser o Camilo Lourenço e esse faz-me considerar seriamente a instauração de Gulags ou a exportação para os EUA, país onde seria recompensado por tão astutas considerações - há decadas e são uma merda. O Soares é uma merda. O Passos, pareceu-me que também era uma merda. E o país também era uma merda.
No fim da corrida, depois de não lhe ter deixado gorjeta - seria o habitual, o meu avô foi taxista - pensei que se este país um dia deixa de ser uma merda, um taxista que passe o caminho todo a ratar em tudo o que se passa no país, é capaz de ser uma merda. Mas até lá...
Nas manifs cantam-se hits de há 35 anos. É sempre a mesma merda. O produto nacional com mais potencial, o turismo, é roupado de retro-vintage em tudo o que é promoção. Alentejo é copos de tinto e tascos, Lisboa é copos de tinto e tascos, Porto é copos de tinto e tascos. Todos de bigode na tromba e nos miolos. Tudo uma merda. Nos partidos aguentam-se os barões até cairem de podres, esses filhos da puta. O PC, esses comunas, têm o mesmo discurso há 35 anos. A televisão convida os mesmos comentaristas - O mais novo deve ser o Camilo Lourenço e esse faz-me considerar seriamente a instauração de Gulags ou a exportação para os EUA, país onde seria recompensado por tão astutas considerações - há decadas e são uma merda. O Soares é uma merda. O Passos, pareceu-me que também era uma merda. E o país também era uma merda.
No fim da corrida, depois de não lhe ter deixado gorjeta - seria o habitual, o meu avô foi taxista - pensei que se este país um dia deixa de ser uma merda, um taxista que passe o caminho todo a ratar em tudo o que se passa no país, é capaz de ser uma merda. Mas até lá...
domingo, março 03, 2013
Baseado em factos reais
Rita acreditava em karma mas só para coisas pequenas, como torcer um mindinho de um pé no minuto a seguir a não dizer bom dia ao vizinho do 5º esquerdo ou depois de levar uma cotovelada no estômago na fila do Starbucks depois de mentir a dizer que se chamava Samanta. Até ao dia em que largou a vida corriqueira e sadia e a trocou pela aventura com um guionista de sitcoms. Nunca mais a vida chata de suburbana, tinha o que sempre quis.
- Quando era miúda o meu homem de sonho era o Markl.
- ah e acreditas em Karma? Se é assim, estou a ver que funciona, o castigo da Ana Galvão foi fodido.
- Não sejas parvo, o Markl é geek e humorista, pensei que ia ser como sonhei.
- Então, mas se o gajo é guionista e só escreve essas comédias românticas light que tu gostas...
- Sim, mas ele é assim género Woody Allen, em casa não diz nada, não faz piadas e acho que tem paranoias.
- É tipo palhaço triste, é isso?
- Não é palhaço, é guionista.
A vida real é sempre melhor que as ficções.
- Olá 'mor já tão cedo em casa?Como, então o gajo não a faz rir? Não é género Jessica Rabbit? "ele faz-me rir" e assim? Há algo de profundamente errado aqui. Explica lá isso.
- Sim.
- Estou murcha hoje... Faz-me rir.
- Agora? acho que estou com psoríase. Não estou mesmo com disposição, acho que vou morrer.
- Não vais nada. Olha, comprei estes sapatos que combinam com as cortinas e a toalha de mesa. O que achas?
- Como é que podes pensar nisso tudo quando estou quase a morrer?
- Que é que queres dizer com isso, fazem-me mais gorda?
- Quando era miúda o meu homem de sonho era o Markl.
- ah e acreditas em Karma? Se é assim, estou a ver que funciona, o castigo da Ana Galvão foi fodido.
- Não sejas parvo, o Markl é geek e humorista, pensei que ia ser como sonhei.
- Então, mas se o gajo é guionista e só escreve essas comédias românticas light que tu gostas...
- Sim, mas ele é assim género Woody Allen, em casa não diz nada, não faz piadas e acho que tem paranoias.
- É tipo palhaço triste, é isso?
- Não é palhaço, é guionista.
A vida real é sempre melhor que as ficções.
Mea culpa
Queixo-me muito dos meus clientes. É verdade. Tenho aquela merda daquela postura de artista incompreendido e vá-se lá saber, é porque sou mesmo. Não digo artista, mas digo incompreendido. Não digo incompreendido pelo que faço, mas digo pelo que dizem. O que me custa realmente não é não compreenderem o que fiz, é não haver um léxico comum entre clientes e designers. É um problema de vocabulário, não de estética.
Um trabalho pode ser só "giro" ou pode ser só "uma merda", ou poder não ser aquilo que queriam, ou poder ser um monte de outros adjectivos que não estão propriamente na lista dos mais correctos para descrever o que querem, mas isso nem é o que me queixo. Isso só fico apreensivo e penso no que poderia ter feito melhor. O que me fode é haver gente que acha que domina o léxico e diz que quer uma coisa mais "funk" ou "trash" ou "clean" quando na verdade "clean"quer só dizer "isto é uma palavra que ouvi e que não reflecte obrigatoriamente um conjunto de características reconhecidas por um grupo de profissionais nem é uma opinião objectiva". Por isso, fiquem-se pelo "giro" ou pelo "está uma merda", evitem usar termos reconhecidos. Dá-me para o paternalismo e começo a explicar teoria do design e é chato.
Um trabalho pode ser só "giro" ou pode ser só "uma merda", ou poder não ser aquilo que queriam, ou poder ser um monte de outros adjectivos que não estão propriamente na lista dos mais correctos para descrever o que querem, mas isso nem é o que me queixo. Isso só fico apreensivo e penso no que poderia ter feito melhor. O que me fode é haver gente que acha que domina o léxico e diz que quer uma coisa mais "funk" ou "trash" ou "clean" quando na verdade "clean"quer só dizer "isto é uma palavra que ouvi e que não reflecte obrigatoriamente um conjunto de características reconhecidas por um grupo de profissionais nem é uma opinião objectiva". Por isso, fiquem-se pelo "giro" ou pelo "está uma merda", evitem usar termos reconhecidos. Dá-me para o paternalismo e começo a explicar teoria do design e é chato.
sábado, março 02, 2013
A Manif: uma teoria que só funciona para hoje
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| Se é certo que toda a esquerda continua e continuará a ir |
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| a todas as manifs, assiste-se à democratização da manif |
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| no sentido em que aparece cada vez mais gente que não era hábito |
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| Pessoal mais velho, mais calmo, mas mais instatisfeito que nunca |
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| que não liga muito às tradições das manifs Lisboetas |
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| e traz mais variedade à massa de gente que as compõe |
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| que comprovadamente, não confia em partidos, |
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| e suspeita que não são precisos, pelo menos nos moldes actuais. Podem não saber o caminho, mas este não o querem. |
sexta-feira, março 01, 2013
Pois
Não pá, manda a lei que se pode fazer humor com qualquer coisa. Isto é um valor absoluto. E se neste momento algo não tem piada para mim, claro que terá para muitas pessoas. Até essas que não são eu têm direito a rir-se.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Lei da blogosfera torna-se dogma
Dados inumeros blogs com posts referindo-se a uma mesma entidade abstracta não identificada, essa entidadde será o binómio Pipoca-Arrumadinho.
terça-feira, fevereiro 26, 2013
50/50
Calhou ter uma colega de trabalho que é muito espiritual - foda-se, provavelmente está no meu caminho e não é por coincidência tudo tem um motivo para acontecer, deve ser para eu desbloquear, mas não adianta perdi o pin - e consome muitas espiritualidades, junta tudo numa fornalha cristais anjos kabalah yoga reencarnação tai chi budismo energias karma Jesus - na volta é algum karma que eu tenho, noutra encarnação devo ter sido uma segunda edição de um livro do Paulo Coelho e agora tenho de pagar pelo que fiz e talvez reencarnar como varão na dona kikas ou sanita qualquer coisa menos Paulo Coelho - e qualquer coisa nova que apareça. Esta cena de coleccionar crenças como quem faz uma playlist no iTunes, pequeno almoço Jesus almoço Lena D'água lanche Buda, Yoga com pedaços pra sobremesa, DEUS, explica-me, logo eu que não acredito em agnósticos porque me parecem pouco cépticos, ateus chateiam-me porque não falam de outra coisa senão de Ti, porque karma é que eu tenho de gramar com as vibrações de gente que não põe nada em causa? Se sabes que isto é tudo uma questão de sorte porque é que não explicas isso? manda um sinal.
Acho que vou arranjar um nome para esta personagem, que isto vai ter continuação.
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Odisseia, Making off
Quero agradecer ao Pascoal pelas dicas sobre preços, pela condução e por não beber. É um putanheiro com ética*. E quero agradecer ao Januário por se lembrar que nunca fujo de lugares decadentes.
*Eu sabia que me ia esquecer de qualquer coisa: Na Kikas, a dada altura rebenta uma bomba de mau cheiro durante um strip. A dona Kikas não achou piada e discursou durante um bocado sobre como há brincadeiras que têm piada e outras não e como ali se brinca muito mas com ética. Disse ela enquanto estava um gajo nu a fingir que caga no palco numa sanita para anões. Ah, a ética.
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| Passámos umas 10 portagens. |
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| O casal da inveja tem o melhor nome do mundo. |
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| O Ribatejo tem boas estradas, especialmente as secundárias. |
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| No Ribatejo só se comem tremoços e amendoins, felizmente há roullotes. |
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| E tenho de agradecer o cattering das 5 da matina. |
domingo, fevereiro 24, 2013
Odisseia VI
Indo buscar mais uma mini, reparei na roliça da casa. Não sei se propositadamente ou só porque calhou aqui no escrito ou no pensamento, a miuda, além de roliça também era noviça e também podia ser vitima de rimas brejeiras na linha a seguir, já o tinha feito com a Clarissa.
Mas não, era só roliça. Cara de menina, pensei se não seria um esquema de captura de pedófilos, parecia uma adolescente ucraniana - o que quer dizer que pode conseguir rebocar um cacilheiro com os dentes - movimentos pouco soltos, quase tímida, olhos azuis, um velho de cabeça no colo dela, devia estar a descansar. Ela, não o velho.
Um bocado na conversa mas baixo, ainda temiamos sermos escolhidos para algum ensaio sado-maso da dona Kikas e começa outro strip. Desta vez era a virgem de há 3 linhas atrás.
Farda de hospedeira de bordo a rebentar pelas costuras, timidez pois só se for eu, a pobre de Deus deve ter perdido a timidez nos Urais em 84 e rola na argola presa no tecto, em pontas. Muitas curvas, mamas empinadas a flor da idade que não percebi qual seria. Palmas palmas, dona Kikas puxa pelo público. Aproxima-se, troca algumas palavras com o Pascoal.
Pascoal admirado diz que se quisermos podemos ir visitar a zona das meninas. " eu venho cá há que tempos e nunca me tinha convidado! É uma sorte. É uma honra, pá.". Pensando como o conceito de honra é algo estranho quando estou a meio metro de uma fonte com anões de jardim e golfinhos e neons, claro que temos de ir ver na mesma honra caguei na honra quero é ver o backstage desta cena. Esperámos pelo ok da dona Kikas, deu sinal ao segurança que guardava a porta branca ao lado do palco, subimos 3 degraus, Pascoal à frente, entrámos.
Por momentos só me lembrava do Avatar.
Eu, Pascoal e Januário de queixo à banda. Entramos num pátio interior, misto de garagem, jardim suspenso e estaleiro onde tudo é é o cataclismo visual as minhas retinas não aguentavam tanta coisa o cérebro estalava com informação: do tecto a uns 6 ou 7 metros um laser azul que pintava umas mesas de esplanada com flores de plástico com 2 metros de altura com uma mesa central com uma palmeira gigante tudo azul laser azul apocalipse à frente estão empilhadas parece a frente de um navio empilhadas cabines pre-fabricadas com passadiços de metal a unir escadas e portas, cada uma tem uma menina à porta, apocalipse, à direita uma piscina redonda azul com nenufares, boias e lotus de plástico com 2 golfinhos às cavalitas um do outro para não dizer a enrabarem-se a cuspir água para a piscina, os golfinhos feitos de cimentos pintados de azul, a mota do strip anterior à esquerda, tudo isto com o laser azul a flashar por cima de tudo e a palmeira azul do avatar e 3 gajos que achavam que já tinham visto de tudo não conseguiam falar sequer.
- ... Tás a conseguir apanhar tudo o que se tá a passar? - Perguntou o Januário.
- ...Ainda estou a absorver. Nunca vi nada assim.
- Epá, isto é altamente.
3 gajos parados no meio deste jardim suspenso da realidade, uns minutos calados, acho que foi como ver um ufo ou uma santa em cima de uma oliveira ou sarças a arder, tenho de dizer obrigado à Kikas, fui criança por uns minutos, vi algo mágico e que nunca vou esquecer. Estafados com a experiência despedimo-nos e arrastámo-nos até ao carro, prontos a continuar.
- Achas que te consegues lembrar de tudo?
- Epá, eu tentei, mas até me doi a cabeça.
Mas não, era só roliça. Cara de menina, pensei se não seria um esquema de captura de pedófilos, parecia uma adolescente ucraniana - o que quer dizer que pode conseguir rebocar um cacilheiro com os dentes - movimentos pouco soltos, quase tímida, olhos azuis, um velho de cabeça no colo dela, devia estar a descansar. Ela, não o velho.
Um bocado na conversa mas baixo, ainda temiamos sermos escolhidos para algum ensaio sado-maso da dona Kikas e começa outro strip. Desta vez era a virgem de há 3 linhas atrás.
Farda de hospedeira de bordo a rebentar pelas costuras, timidez pois só se for eu, a pobre de Deus deve ter perdido a timidez nos Urais em 84 e rola na argola presa no tecto, em pontas. Muitas curvas, mamas empinadas a flor da idade que não percebi qual seria. Palmas palmas, dona Kikas puxa pelo público. Aproxima-se, troca algumas palavras com o Pascoal.
Pascoal admirado diz que se quisermos podemos ir visitar a zona das meninas. " eu venho cá há que tempos e nunca me tinha convidado! É uma sorte. É uma honra, pá.". Pensando como o conceito de honra é algo estranho quando estou a meio metro de uma fonte com anões de jardim e golfinhos e neons, claro que temos de ir ver na mesma honra caguei na honra quero é ver o backstage desta cena. Esperámos pelo ok da dona Kikas, deu sinal ao segurança que guardava a porta branca ao lado do palco, subimos 3 degraus, Pascoal à frente, entrámos.
Por momentos só me lembrava do Avatar.
Eu, Pascoal e Januário de queixo à banda. Entramos num pátio interior, misto de garagem, jardim suspenso e estaleiro onde tudo é é o cataclismo visual as minhas retinas não aguentavam tanta coisa o cérebro estalava com informação: do tecto a uns 6 ou 7 metros um laser azul que pintava umas mesas de esplanada com flores de plástico com 2 metros de altura com uma mesa central com uma palmeira gigante tudo azul laser azul apocalipse à frente estão empilhadas parece a frente de um navio empilhadas cabines pre-fabricadas com passadiços de metal a unir escadas e portas, cada uma tem uma menina à porta, apocalipse, à direita uma piscina redonda azul com nenufares, boias e lotus de plástico com 2 golfinhos às cavalitas um do outro para não dizer a enrabarem-se a cuspir água para a piscina, os golfinhos feitos de cimentos pintados de azul, a mota do strip anterior à esquerda, tudo isto com o laser azul a flashar por cima de tudo e a palmeira azul do avatar e 3 gajos que achavam que já tinham visto de tudo não conseguiam falar sequer.
- ... Tás a conseguir apanhar tudo o que se tá a passar? - Perguntou o Januário.
- ...Ainda estou a absorver. Nunca vi nada assim.
- Epá, isto é altamente.
3 gajos parados no meio deste jardim suspenso da realidade, uns minutos calados, acho que foi como ver um ufo ou uma santa em cima de uma oliveira ou sarças a arder, tenho de dizer obrigado à Kikas, fui criança por uns minutos, vi algo mágico e que nunca vou esquecer. Estafados com a experiência despedimo-nos e arrastámo-nos até ao carro, prontos a continuar.
- Achas que te consegues lembrar de tudo?
- Epá, eu tentei, mas até me doi a cabeça.
sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Odisseia V
A miúda rebolava com vontade, a roupa já tinha ido toda e ela rebolava-se no palco com o relato da dona Kikas há uns 10 minutos. Lembrava-me do strip de há uns tempos em que o barulho do fio dental a cair no chão era o sinal para a menina sair do palco, a correr; Strippers tímidas é uma coisa que me faz confusão.
Acabado o strip, dona Kikas foi fazer sala. Veio cumprimentar o Pascoal o habitual, apresentou-se a mim e ao Januário, ao balcão. Foi a única altura em que desligou o microfone, colado à cara. O tempo restante, limitou-se a insultar todos os homens da sala. Um pobre de Deus estava a achar especial piada a tudo - se calhar não estava a levar aquilo tudo a sério e estaria a pensar que era tudo uma cambada de bimbos putanheiros e isto como é sabido exala um odor detectado por matronas - e foi chamado ao palco, o engodo era uma aposta com 20 euros em como não baixava as calças pareceu-me, a conversa passou rapidamente do erotismo de revista à volta do cu da ultima bailarina para - eu disse bailarina e tudo - a escatologia, depois de um diálogo com muito maus ganchos a coisa fica assim já depois de ter ficado sem calças e sem roupa:
- Então não te dá vontade de cagar? - Matrona nos altifalantes.
- .... - Tipo lisboeta de calças no chão, com sorriso amarelo.
- Dá dá, agora vais ter que cagar aqui. Ficas aqui no palco, espera lá. Tragam a sanita, vais ficar aqui 20 minutos.
E assim estão 40 marmanjos de mini na mão, um desgraçado no palco, todo nu, a ler o jornal e a fazer que caga numa sanita para anões. Claro que como isto parecia pouco, a dona Kikas segue com o show e ao gajo nu do palco junta-se uma stripper que vem de mota - não é expressão - a mota vem com luzes vermelhas verdes azuis em cima em baixo de lado atrás ela faz a dança em cima da mota, o cheiro a escape dentro do bar já começa a ser meio puxado, a dona Kikas realça a nobreza de carácter da Clarissa, disposta a tirar o desgraçado da sanita mas mantendo-o no palco. A aposta muda: visto que os 20 euros já estavam ganhos, o gajo já estava na sanita nu há meia hora, agora a aposta era se ele conseguiria não tocar na stripper em cima dele - todo nu - durante um bom bocado. Depois de exposto a várias posições onde aposto que com jeito até lhe deve ter visto as amígdalas e perdido 5 euros por cada toque na stripper - cagou no dinheiro, óbvio - e como isto tudo não bastava os amigos do tipo vão ao palco para lhe limpar o cu. Não entro em detalhes: Eu tive de prender as convulsões, o Januário virou as costas, eu tapei os ouvidos e assim, em 2013, em plena União Europeia, depois da invenção da fibra óptica e dos telemóveis pré-pagos, assisti ao momento mais escatológico da vida.
E diz o Pascoal: "A Kikas só faz coisas destas, mas esta nunca tinha visto."
Entretanto o Januário está em conversa com uma moldava. Estavam a falar das muitas coisas que tinham em comum, acho: locomovem-se na vertical, polegares oponíveis, vivem em Lisboa. A quantidade de pontos comuns levaram a miuda a perguntar-lhe se ele "queria ir ali fazer o amorzinho." Amorzinho. Assim se vê como os povos de Leste se adaptam rapidamente aos nossos costumes.
Dona Kikas volta ao palco. Quer saber se ainda há homens na sala ou se é tudo pixa-mole ou paneleiro. Desta vez vai oferecer uma garrafa de uisque a quem for ao palco, mas tem de ser homem macho. E aqui a dona Kikas revela-se um diamante em bruto; é dominatrix sem saber.
Agarra num emigrante que veio de Paris de França comemorar o aniversário com os amigos e encosta-o à parede:
- Ouve lá, és homem ou não és homem? - estou a ouvir-lhe a voz rouca, um misto de Amiga Olga com uma Teresa Guilhermedas barracas normal.
- Sou.
- Então vais prali pro palco e vais mamar na banana de um amigo teu.
- .... - Acho que já vi pessoal com melhor cara num enterro.
- Mau! Vais-me dizer que não és homem que chegue pra mamar na banana do teu amigo?? És paneleiro??
- ....
E assim, graças à dissonância cognitiva, pudemos todos assistir a 2 homens adultos no palco, um a comer uma banana no meio das pernas do outro, a custo. Lição de vida: metam um gajo à prova e ele é capaz do acto mais rabeta só para provar que é homem.
Continua
Acabado o strip, dona Kikas foi fazer sala. Veio cumprimentar o Pascoal o habitual, apresentou-se a mim e ao Januário, ao balcão. Foi a única altura em que desligou o microfone, colado à cara. O tempo restante, limitou-se a insultar todos os homens da sala. Um pobre de Deus estava a achar especial piada a tudo - se calhar não estava a levar aquilo tudo a sério e estaria a pensar que era tudo uma cambada de bimbos putanheiros e isto como é sabido exala um odor detectado por matronas - e foi chamado ao palco, o engodo era uma aposta com 20 euros em como não baixava as calças pareceu-me, a conversa passou rapidamente do erotismo de revista à volta do cu da ultima bailarina para - eu disse bailarina e tudo - a escatologia, depois de um diálogo com muito maus ganchos a coisa fica assim já depois de ter ficado sem calças e sem roupa:
- Então não te dá vontade de cagar? - Matrona nos altifalantes.
- .... - Tipo lisboeta de calças no chão, com sorriso amarelo.
- Dá dá, agora vais ter que cagar aqui. Ficas aqui no palco, espera lá. Tragam a sanita, vais ficar aqui 20 minutos.
E assim estão 40 marmanjos de mini na mão, um desgraçado no palco, todo nu, a ler o jornal e a fazer que caga numa sanita para anões. Claro que como isto parecia pouco, a dona Kikas segue com o show e ao gajo nu do palco junta-se uma stripper que vem de mota - não é expressão - a mota vem com luzes vermelhas verdes azuis em cima em baixo de lado atrás ela faz a dança em cima da mota, o cheiro a escape dentro do bar já começa a ser meio puxado, a dona Kikas realça a nobreza de carácter da Clarissa, disposta a tirar o desgraçado da sanita mas mantendo-o no palco. A aposta muda: visto que os 20 euros já estavam ganhos, o gajo já estava na sanita nu há meia hora, agora a aposta era se ele conseguiria não tocar na stripper em cima dele - todo nu - durante um bom bocado. Depois de exposto a várias posições onde aposto que com jeito até lhe deve ter visto as amígdalas e perdido 5 euros por cada toque na stripper - cagou no dinheiro, óbvio - e como isto tudo não bastava os amigos do tipo vão ao palco para lhe limpar o cu. Não entro em detalhes: Eu tive de prender as convulsões, o Januário virou as costas, eu tapei os ouvidos e assim, em 2013, em plena União Europeia, depois da invenção da fibra óptica e dos telemóveis pré-pagos, assisti ao momento mais escatológico da vida.
E diz o Pascoal: "A Kikas só faz coisas destas, mas esta nunca tinha visto."
Entretanto o Januário está em conversa com uma moldava. Estavam a falar das muitas coisas que tinham em comum, acho: locomovem-se na vertical, polegares oponíveis, vivem em Lisboa. A quantidade de pontos comuns levaram a miuda a perguntar-lhe se ele "queria ir ali fazer o amorzinho." Amorzinho. Assim se vê como os povos de Leste se adaptam rapidamente aos nossos costumes.
Dona Kikas volta ao palco. Quer saber se ainda há homens na sala ou se é tudo pixa-mole ou paneleiro. Desta vez vai oferecer uma garrafa de uisque a quem for ao palco, mas tem de ser homem macho. E aqui a dona Kikas revela-se um diamante em bruto; é dominatrix sem saber.
Agarra num emigrante que veio de Paris de França comemorar o aniversário com os amigos e encosta-o à parede:
- Ouve lá, és homem ou não és homem? - estou a ouvir-lhe a voz rouca, um misto de Amiga Olga com uma Teresa Guilherme
- Sou.
- Então vais prali pro palco e vais mamar na banana de um amigo teu.
- .... - Acho que já vi pessoal com melhor cara num enterro.
- Mau! Vais-me dizer que não és homem que chegue pra mamar na banana do teu amigo?? És paneleiro??
- ....
E assim, graças à dissonância cognitiva, pudemos todos assistir a 2 homens adultos no palco, um a comer uma banana no meio das pernas do outro, a custo. Lição de vida: metam um gajo à prova e ele é capaz do acto mais rabeta só para provar que é homem.
Continua
quinta-feira, fevereiro 21, 2013
Odisseia IV
Saimos da cidade rumo ao Ribatejo.
Já tinha ouvido falar de um daqueles sítios perdidos para o meio dos arrabaldes e desta vez o amigo do Januário, o Pascoal, ia servir de cicerone. Pelo caminho, A8 acima, enquanto o carro ia aquecendo e absorvendo o cheiro dos hamburgueres, o Pascoal ia fazendo a introdução ao tema casas-de-meninas, enquanto contava do companheiro de poker que não veio e das meninas com quem trocava SMS's.
- Mas trocas sms's com ela?
- Sim ela gosta mesmo de mim, parece-me.
- Mas vêem-se cá fora?
- Sim, até vamos ao café.
Aquilo não batia muito certo, não se deve misturar prazer com negócios e muito menos com cafés mas o Pascoal seguia. Na relação e no caminho. Depois da auto-estrada, as secundárias, as primárias, os baldios, os casais, chegamos a uma vivenda com uma estátua neoclássica à porta, daquelas estilo, não sei bem, bidé, estatuária de bidé, não, estatuária de jardim, mas aquilo só serve para base de bidé, o carro entra no jardim e é um sortido de estátuas de bidé, o menino-aguadeiro, a venus-de-versalhes, o pastor, tudo a distrair-me da entrada. Casa da Kikas, era o sítio. A entrada era um misto de Horta2 com um matadouro, sem nexo e sem deixar adivinhar o interior.
Pista de dança enorme e vazia, só 2 ou 3 mulheres a dançar, 30 marmanjos e velhos encostados as paredes e ao balcão. Uma ou duas sentadas no balcão e um russa que apesar de parecer que está sentada no balcão, não está: tem mesmo quase 2 metros.
Primeiro estranhei o gosto especial por estarem todos os gajos aos magotes uns em cima dos outros, sem dançar e praticamente sem falar, mas depois percebeu-se o porquê. Num bar onde não tem de impressionar nenhuma mulher para facturar, um gajo não tem de se divertir: pode ficar a fazer o que lhe apetece, nada. Há um episódio do Luky Luke que fala disto, lembrei-me.
Entra a dona Kikas. Matrona do século XXI, vem de microfone colado à cara e é rápida a cumprimentar todos os homens: penso que primeiro nos apelidou de pixas-moles e depois de paneleiros. Ou foi ao contrário.
Abertas as hostilidades - e aqui quando digo hostilidades é no verdadeiro sentido do termo - começa por apresentar um strip. A audiência continua imóvel, se apresentassem o fim do mundo a reacção era igual. Vamos ao balcão pedir uma imperial. Não há. Só minis. Só se bebem minis. Do lado de lá do balcão, neons e uma fonte gigante com um menino-a-fazer-xixi - manneken pis é pra lisboetas - com uma base de golfinhos e alguns anões de jardim pintados. No palco a Vanessa torce-se toda e ao varão com piruetas e com vontade. A Fabiana ia aprender umas coisas aqui.
Continua
Já tinha ouvido falar de um daqueles sítios perdidos para o meio dos arrabaldes e desta vez o amigo do Januário, o Pascoal, ia servir de cicerone. Pelo caminho, A8 acima, enquanto o carro ia aquecendo e absorvendo o cheiro dos hamburgueres, o Pascoal ia fazendo a introdução ao tema casas-de-meninas, enquanto contava do companheiro de poker que não veio e das meninas com quem trocava SMS's.
- Mas trocas sms's com ela?
- Sim ela gosta mesmo de mim, parece-me.
- Mas vêem-se cá fora?
- Sim, até vamos ao café.
Aquilo não batia muito certo, não se deve misturar prazer com negócios e muito menos com cafés mas o Pascoal seguia. Na relação e no caminho. Depois da auto-estrada, as secundárias, as primárias, os baldios, os casais, chegamos a uma vivenda com uma estátua neoclássica à porta, daquelas estilo, não sei bem, bidé, estatuária de bidé, não, estatuária de jardim, mas aquilo só serve para base de bidé, o carro entra no jardim e é um sortido de estátuas de bidé, o menino-aguadeiro, a venus-de-versalhes, o pastor, tudo a distrair-me da entrada. Casa da Kikas, era o sítio. A entrada era um misto de Horta2 com um matadouro, sem nexo e sem deixar adivinhar o interior.
Pista de dança enorme e vazia, só 2 ou 3 mulheres a dançar, 30 marmanjos e velhos encostados as paredes e ao balcão. Uma ou duas sentadas no balcão e um russa que apesar de parecer que está sentada no balcão, não está: tem mesmo quase 2 metros.
Primeiro estranhei o gosto especial por estarem todos os gajos aos magotes uns em cima dos outros, sem dançar e praticamente sem falar, mas depois percebeu-se o porquê. Num bar onde não tem de impressionar nenhuma mulher para facturar, um gajo não tem de se divertir: pode ficar a fazer o que lhe apetece, nada. Há um episódio do Luky Luke que fala disto, lembrei-me.
Entra a dona Kikas. Matrona do século XXI, vem de microfone colado à cara e é rápida a cumprimentar todos os homens: penso que primeiro nos apelidou de pixas-moles e depois de paneleiros. Ou foi ao contrário.
Abertas as hostilidades - e aqui quando digo hostilidades é no verdadeiro sentido do termo - começa por apresentar um strip. A audiência continua imóvel, se apresentassem o fim do mundo a reacção era igual. Vamos ao balcão pedir uma imperial. Não há. Só minis. Só se bebem minis. Do lado de lá do balcão, neons e uma fonte gigante com um menino-a-fazer-xixi - manneken pis é pra lisboetas - com uma base de golfinhos e alguns anões de jardim pintados. No palco a Vanessa torce-se toda e ao varão com piruetas e com vontade. A Fabiana ia aprender umas coisas aqui.
Continua
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Odisseia III
Saímos estafados e com o cérebro a transbordar de informação desnecessária mas impossível de apagar. Depois de muitas estradas secundárias sem engano, chegamos ao Casal da Inveja. "É mesmo o nome deste sítio?" - "deve ser, nunca reparei nisso.". O Pascoal é fodido, só quer saber de putas e deixa passar estas pérolas. O sítio é escondido como o anterior, mais pequeno e mais pacato. Pascoal já avisou que é o mais fraquinho, mas que tem pinta. Eu penso se isto é positivo ou negativo.
Seguranças, revista à porta, o costume.
O bar é pequeno e tem pouca gente. Velhos nos sofás, mulheres ao colo, uma stripper anóretica anda a dançar pelo bar fora. Sim, o bar tem pinta: para quem acabou de entrar num casal no meio de um descampado algures no Ribatejo e dá com neons lasers chão com espelhos tecto com espelhos varão balcões retro-iluminados tudo, sim tem pinta. Ao contrário do anterior, vê-se que aqui ainda houve um projecto. Claro que esta análise é uma perda de tempo vinda de um menino de Lisboa que é interrompido na análise do projecto de arquitectura do espaço por uma senhora que se mete ao lado dele no balcão. Topa que não lhe vou pagar nada e desaparece. Puta. Mas digo puta no sentido verdadeiro do termo e não como termo pejorativo. Rebolava-se em todas as direcções da sala e impressionava a fila de gajos ao balcão com o método mais elaborado que já vi para se sentar num banco de bar: mais ou menos como quem monta um cavalo. Como o bar era pequeno, fazia este circuito em contínuo, género 500 metros barreiras.
Apesar do espaço para dançar, só elas dançam. Como a música não passava não passava do carrinho de choque brasileiro e a cabeça ainda estava a assimilar a experiência do bar anterior, saímos. Ala.
Continua
Seguranças, revista à porta, o costume.
O bar é pequeno e tem pouca gente. Velhos nos sofás, mulheres ao colo, uma stripper anóretica anda a dançar pelo bar fora. Sim, o bar tem pinta: para quem acabou de entrar num casal no meio de um descampado algures no Ribatejo e dá com neons lasers chão com espelhos tecto com espelhos varão balcões retro-iluminados tudo, sim tem pinta. Ao contrário do anterior, vê-se que aqui ainda houve um projecto. Claro que esta análise é uma perda de tempo vinda de um menino de Lisboa que é interrompido na análise do projecto de arquitectura do espaço por uma senhora que se mete ao lado dele no balcão. Topa que não lhe vou pagar nada e desaparece. Puta. Mas digo puta no sentido verdadeiro do termo e não como termo pejorativo. Rebolava-se em todas as direcções da sala e impressionava a fila de gajos ao balcão com o método mais elaborado que já vi para se sentar num banco de bar: mais ou menos como quem monta um cavalo. Como o bar era pequeno, fazia este circuito em contínuo, género 500 metros barreiras.
Apesar do espaço para dançar, só elas dançam. Como a música não passava não passava do carrinho de choque brasileiro e a cabeça ainda estava a assimilar a experiência do bar anterior, saímos. Ala.
Continua
terça-feira, fevereiro 19, 2013
Odisseia II
3 da manhã. O caminho vai afunilando: da autoestrada passamos para a nacional, da nacional para as secundárias, os casais, casario isolado, tudo caminhos conhecidos do Pascoal.
Chegamos a uma quinta, muros altos, o parque de estacionamento privado cheio. Passamos o triciclo dos ciganos com um tipo a ressacar ao lado e fico de olho na carrinha dos hambergueres ainda vazia de gente. Ainda vai dar jeito, pensei.
Passamos a revista, a 3ª da noite, cartão de consumo e estamos no corredor. Do lado direito há uma varanda com lareira, vazia. Ninguém está à frente dela porque lá mais ao fundo está muito mais calor.
São 20 metros de balcão. O balcão ocupa mais espaço que o bar em si e isto não é por acaso: Para quê perder espaço para andar ou dançar quando isso é secundário? O balcão desproporcionado serve de palco para brasileiras com pouca roupa e de corpo desproporcionado - ou bem proporcionado, para brasileiras - abanarem o cu ao som de duplas sertanejas. Os homens estão todos colados aos balcões e nem uma orelha abanam ao ritmo da musica. Estão ocupados a olhar para as meninas. Não precisam de dançar nem de se divertir. Umas horas de cu-vision em 16:9 e é como uma ida a Sierra Nevada ou as Caraíbas. A miuda à minha frente, que - não sei se era da perspectiva, mas parecia-me vítima de microcefalia - abanava 2 cus - é a taxa de conversão Brasil/Portugal, uma bunda são dois cus - a 10 cm da minha cara e tanta anatomia nem sei que escrever é como conhecer uma quarta dimensão quando se viveu sempre em 3 o espaço não espera isto a profundidade expressa pouco a largura não chega a altura nem vem ao caso vou buscar mais uma mini, uma mini são 2 euros porra. Passam umas russas, trocam de dupla sertaneja mas a batida é sempre igual, as brasileiras e as russas são todas igualmente louras distinguem-se pelo crescimento, as russas crescem sem ritmo por isso crescem mais na vertical e não precisam de lentes de contacto para terem olhos azuis e um par de mamas gigante, as brasileiras abanam muito desde pequenas e nunca vingam na vertical. As lentes de contacto não percebo como influenciam isto.
Pascoal o habitué habitual mete conversa com a Jocileine, mais uma que ele jura que até gosta dele e que é mesmo boa moça e vamos andando.
Continua
Chegamos a uma quinta, muros altos, o parque de estacionamento privado cheio. Passamos o triciclo dos ciganos com um tipo a ressacar ao lado e fico de olho na carrinha dos hambergueres ainda vazia de gente. Ainda vai dar jeito, pensei.
Passamos a revista, a 3ª da noite, cartão de consumo e estamos no corredor. Do lado direito há uma varanda com lareira, vazia. Ninguém está à frente dela porque lá mais ao fundo está muito mais calor.
São 20 metros de balcão. O balcão ocupa mais espaço que o bar em si e isto não é por acaso: Para quê perder espaço para andar ou dançar quando isso é secundário? O balcão desproporcionado serve de palco para brasileiras com pouca roupa e de corpo desproporcionado - ou bem proporcionado, para brasileiras - abanarem o cu ao som de duplas sertanejas. Os homens estão todos colados aos balcões e nem uma orelha abanam ao ritmo da musica. Estão ocupados a olhar para as meninas. Não precisam de dançar nem de se divertir. Umas horas de cu-vision em 16:9 e é como uma ida a Sierra Nevada ou as Caraíbas. A miuda à minha frente, que - não sei se era da perspectiva, mas parecia-me vítima de microcefalia - abanava 2 cus - é a taxa de conversão Brasil/Portugal, uma bunda são dois cus - a 10 cm da minha cara e tanta anatomia nem sei que escrever é como conhecer uma quarta dimensão quando se viveu sempre em 3 o espaço não espera isto a profundidade expressa pouco a largura não chega a altura nem vem ao caso vou buscar mais uma mini, uma mini são 2 euros porra. Passam umas russas, trocam de dupla sertaneja mas a batida é sempre igual, as brasileiras e as russas são todas igualmente louras distinguem-se pelo crescimento, as russas crescem sem ritmo por isso crescem mais na vertical e não precisam de lentes de contacto para terem olhos azuis e um par de mamas gigante, as brasileiras abanam muito desde pequenas e nunca vingam na vertical. As lentes de contacto não percebo como influenciam isto.
Pascoal o habitué habitual mete conversa com a Jocileine, mais uma que ele jura que até gosta dele e que é mesmo boa moça e vamos andando.
Continua
segunda-feira, fevereiro 18, 2013
Odisseia I
5 da manhã, debaixo do viaduto em 7 rios. O Pascoal já cumprimentou a dona da roulotte das pitas shoarma. Enquanto esperamos os pedidos, vamos enxotando os pombos que se debatem por uns restos de um hamburguer. Os carros vão chegando, nenhum com som mais alto que o Megane de porta abertas que vai debitando Funk do Rio. A letra, e aqui uso o singular propositadamente porque as letras de Funk são tão primárias que se podem escrever com uma letra só, apesar de extremamente simples, não me deixa pensar. É um bloqueador neuronal e quero pensar que perceber isto a esta hora é bom sinal. O Januário está cansado, não veio metade do caminho a dormir como eu. Quase fora do viaduto, o carro ainda está quente e a noite foi-se fazendo fresca.
Continua
Continua
domingo, fevereiro 17, 2013
Odisseia
Os posts seguintes passaram-se entre uma noite de Sábado e uma manhã de Domingo. Tudo o que for relatado é a verdade como aconteceu.
sábado, fevereiro 16, 2013
De ténis profundis rerum
Fui comprar uns ténis. Vou a um centro comercial para me despachar. Entro num centro comercial de 6 em 6 meses. Comprar ténis ao meu gosto é perceber que o meu gosto é parecido com o de adolescentes da amadora. Tenho de gramar com adolescentes da Amadora, Kuduro, acne, pessoal a dançar na loja, empregados saídos de um ginásio de Massamá que me tratam por Chefe yo mamen lá por curtir bué ténis de preto não quer dizer que seja teu amigo ya se bem na boa ya não, é com multibanco.
Adenda: Mais um redesign do PPC.
Adenda: Mais um redesign do PPC.
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
O meteoro
Esta semana ainda, um ex-secretário de Estado manda um tipo das Finanças ir "tomar no cu". Sou só eu que acha que esta cena de tomar no cu é um bocado bichona? Francisco, é COMER NO CU. Se há vergonha em dizer as coisas como elas são, mais vale estar calado.
Adenda: ou apanhar. Também aparece no Houaiss.
Adenda: ou apanhar. Também aparece no Houaiss.
quinta-feira, fevereiro 14, 2013
A Arte
Tenho uma simpatia especial pela Joana Vasconcelos, começo por esclarecer. Não é nada pessoal, não faço ideia de quem ou como seja, simplesmente não aguento a vacuidade de tudo o que apresenta como arte. Ontem o Ressabiator abordou o tema de forma magistral, como é habito, e eu para variar assino por baixo tudo o que ele escreve mas como fica mal eu assinar uma coisa que não é minha, repito aqui o mesmo raciocínio mas com menos jeito e mais asneiras, uma versão abstardada de uma crítica com pés e cabeça:
Foda-se, pá. Aquilo não é Arte. Aquilo que a Joana faz são umas piadas visuais mais que previsíveis e superficiais e qualquer pessoa que siga qualquer blog de arte ou até de street-art encontra as ideias mais que exploradas e batidas que a moça explora replicadas - e é óbvio que não estou a falar de obras posteriores às dela - em todas as variantes possíveis. Sim, vamos forrar qualquer treta massiva e bruta com crochet? Há desde tanques a moto-serras, carros pneus machados martelos casas castelos bidons pandeiretas cabides cabrestos cabrões tudo. Vamos fazer um objecto do dia-a-dia com pequenos itens repetidos, como um sapato de salto alto de panelas? bora lá, há molas da roupa, carros, dados, bustos, candelabros - espera isso ela fez também - pandeiretas tabuletas porra tudo. Não, a moça não é genial. É só bem paga.
Foda-se, pá. Aquilo não é Arte. Aquilo que a Joana faz são umas piadas visuais mais que previsíveis e superficiais e qualquer pessoa que siga qualquer blog de arte ou até de street-art encontra as ideias mais que exploradas e batidas que a moça explora replicadas - e é óbvio que não estou a falar de obras posteriores às dela - em todas as variantes possíveis. Sim, vamos forrar qualquer treta massiva e bruta com crochet? Há desde tanques a moto-serras, carros pneus machados martelos casas castelos bidons pandeiretas cabides cabrestos cabrões tudo. Vamos fazer um objecto do dia-a-dia com pequenos itens repetidos, como um sapato de salto alto de panelas? bora lá, há molas da roupa, carros, dados, bustos, candelabros - espera isso ela fez também - pandeiretas tabuletas porra tudo. Não, a moça não é genial. É só bem paga.
Perdoai-lhe
Deus dorme mas eu não. Na semana em que não tenho como me livrar do trabalho estupido que me parece sempre tirado de uma fábula de LaFontaine quando me sinto burro ou de um mito greco-galaico qualquer quando me vejo a empurrar um mesmo calhau montanha acima feito burro todos os dias para ver o calhau no mesmo sitio - mas com Helvetica em vez de Times New Roman - deus resolve expulsar o papa. Perguntei-me estes dias, enquanto almoçava no tasco recém adoptado a ver o telejornal, a falibilidade dos homens a ouvir deus. Ele ( aqui uso a caixa alta para se perceber que é do nazareno que falo ou de seu pai ou o espirito santo nunca percebi esta merda da trindade que são 3 mas é um e uno indivisivel e a virgem maria que é santa e virgem e a consubstanciação e não percebo mesmo por isso é que me fico pelas probabilidades 50/50 nada falha só posso ter alegrias ) disse-me pessoalmente que não queria que o homem se reformasse já. Lamentam a saída de um papa muito intelectual, no meio disto, surgem pessoas a dizer que o papa é um exemplo a seguir e eu fico ó mas a quê reformar-se aos 85? Isso não é deus que manda, é o Passos. Dêem-lhe tempo e espaço e o que entendemos por inferno - rinchoa, cacém, 5 km em volta - passa a ser o país inteiro. E deixo aqui o apelo que deus me deixou, a que o próximo papa não se fique pelo youtube, twitter ou facebook como este ficou. Deus quer que o próximo papa tenha Pinterest, uma conta de Vimeo, uma no Vine, um Fliboard, e que divulgue o que está na segunda conta de Facebook deste que saiu.
A password está num postit colado debaixo da Playboy do verão de 86.
A password está num postit colado debaixo da Playboy do verão de 86.
quarta-feira, fevereiro 13, 2013
300
Tenho 300 seguidores. São 0.12 seguidores por dia que angariei, neste Blog.
Ou tenho posts muito compridos, ou são complicados de ler, ou os seguidores são lerdos. Conseguir 0.12 da atenção de alguém num dia é muito pouco. É chegar aqui, ler o cabeçalho e não passar daí. É condensar Shakespear num "To be or
Ou tenho posts muito compridos, ou são complicados de ler, ou os seguidores são lerdos. Conseguir 0.12 da atenção de alguém num dia é muito pouco. É chegar aqui, ler o cabeçalho e não passar daí. É condensar Shakespear num "To be or
domingo, fevereiro 10, 2013
Finalmente
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| Ali ao fundo, pode ver-se um freak a fumar um canhão |
Do Marquês do pombal até à feira da ladra pensei que era um pulo. Mas isto era se não trocasse de rua a cada esquina, seguindo o caminho em ziguezagues. Da rotunda para a Gomes Freire, a seguir os 2 chineses hiperactivos rua acima. Passo a casa do Vitorino Nemésio e volto para a rua do elefante branco. No campo dos mártires da pátria ainda pensei em ir fotografar as placas do Sousa Martins mas sigo para os lados do desterro, a ver o miradouro da graça ao fundo.
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| Fernando Seara escolhe indeciso nas várias edições de Fausto |
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| Se te calasses fazias melhor figura, meu |
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| Vendem-se t-shirts do Sá Carneiro |
sexta-feira, fevereiro 08, 2013
quinta-feira, fevereiro 07, 2013
Interessa-me saber
Penso nisto e pergunto a quem tiver a resposta.
O design é um processo tão importante como eu penso que é na influência que tem sobre uma escolha entre várias opções? Pode-se substituir ali "design" por outra coisa qualquer, desde que seja algo feito com método e não apenas por mania ou gosto pessoal.
Há dias em que me pergunto se faz alguma diferença, porque tudo acaba por funcionar, mais ou menos bem, porque ninguém lê todos os níveis de uma mensagem: Os contabilistas só vêem números, os políticos só vêem votos, os empresários só vêem notas e os designers vêem tudo?
O design é um processo tão importante como eu penso que é na influência que tem sobre uma escolha entre várias opções? Pode-se substituir ali "design" por outra coisa qualquer, desde que seja algo feito com método e não apenas por mania ou gosto pessoal.
Há dias em que me pergunto se faz alguma diferença, porque tudo acaba por funcionar, mais ou menos bem, porque ninguém lê todos os níveis de uma mensagem: Os contabilistas só vêem números, os políticos só vêem votos, os empresários só vêem notas e os designers vêem tudo?
Teoria geral da entropia
Tome-se como exemplo a execução de uma tarefa conhecida num periodo de tempo determinado. Feita metade dessa tarefa, tomou-se já o tempo que lhe estava atribuído. A fim de compensar a demora, investe-se mais tempo para a acabar, retirando tempo ao disponível para descanso. Finda a tarefa, descobre-se que terá de ser repetida. Se a repetição de algo torna o resultado melhor e mais rápido, é preciso também ter em conta o cansaço. Surge então a chamada Curva de Progressão Fodida: Repetição da tarefa origina melhoramento e eficácia, retorno a uma mesma tarefa repetitiva e sem fim origina menos e menos horas de sono: a cada repetição da tarefa estaremos então a melhorar o modo e o método de execução mas subtraindo-lhe a vontade, a perspicácia ou a energia. Conclusão: Mais vale fazer tudo em 10 minutos e à primeira.
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
sábado, fevereiro 02, 2013
Cowabunga
Assim como o ponto cruz está para o Mussolini, ou o coleccionismo de cromos da selecção da Belorussia para o Camus, está o Surf para mim.
No entanto, lá fui.
Surf e Prezado tornaramm-se incompatíveis ao longo do tempo e do espaço apenas porque ocupo um corpo que não me pertence. Na verdade sou um Ariano de 1,90m e com a energia de 2 cavalos com tracção à frente mas o corpo que deus me atribuiu é algo falível e não corresponde a esta vontade de galgar as vagas da Nazaré. O único canhão que tentei domar foi o da porta, depois de chegar a casa estafado à conta de tentar trepar ondas com uma prancha de chumbo com riscas cor-de-rosa vestindo um fato preto a envidenciar a pança ( e outras coisas, nem tudo pode ser mau ) e uma tshirt verde e amarela.
Fiz assim 4 ou 5 ondas antes de morrer na praia de câimbras nas pernas. Fica para lembrar a descoberta de que os fatos isotérmicos conservam o calor do corpo graças a propriedades metafísicas, essencialmente a sensação-de-figura-de-otário, que me impediu de sentir qualquer tipo de frio o tempo todo que durou a experiência. Portanto: próxima vez, só com doping.
No entanto, lá fui.
Surf e Prezado tornaramm-se incompatíveis ao longo do tempo e do espaço apenas porque ocupo um corpo que não me pertence. Na verdade sou um Ariano de 1,90m e com a energia de 2 cavalos com tracção à frente mas o corpo que deus me atribuiu é algo falível e não corresponde a esta vontade de galgar as vagas da Nazaré. O único canhão que tentei domar foi o da porta, depois de chegar a casa estafado à conta de tentar trepar ondas com uma prancha de chumbo com riscas cor-de-rosa vestindo um fato preto a envidenciar a pança ( e outras coisas, nem tudo pode ser mau ) e uma tshirt verde e amarela.
Fiz assim 4 ou 5 ondas antes de morrer na praia de câimbras nas pernas. Fica para lembrar a descoberta de que os fatos isotérmicos conservam o calor do corpo graças a propriedades metafísicas, essencialmente a sensação-de-figura-de-otário, que me impediu de sentir qualquer tipo de frio o tempo todo que durou a experiência. Portanto: próxima vez, só com doping.
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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| Higher Ground |
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Ping-Pong a 3 tabelas
Volta a semana e Prezado fica entretido num permanente jogo de tabelas: O tabuleiro é o meu computador e o meu cérebro divido a meio em 3 partes iguais, uma para mim uma para o chefe e outra para o patrão. O jogo consiste em pedirem que faça o meu trabalho mas sempre fazendo 3 tabelas, a minha que vai sempre à trave, a tabela ao fundo que é do chefe e que marca sempre um ponto e a tabela resultante que marca 3 pontos. O objectivo é a cada movimento do tabuleiro fazer sempre 3 tabelas de modo a que o layout proposto fique, a cada turno, ao gosto do chefe e do patrão mas à 3ª tabela volte a ser aquilo que uns chamam de "design" e que o fiscal de linha e o guarda-freios deixem passar sem notar. Ganha quem fizer mais alterações ao layout original e consiga ter um dos elementos que pediu originalmente inalterado, depois de eu já não conseguir dar conta de tudo.
Diga-se que no Ping-Pong a 3 tabelas já tenho 10 anos de experiência, cinto negro terceiro dan e uma costela rachada. No próximo torneio penso se devo ou não voltar à estratégia Hiroshima, também conhecida por Eu-não-tenho-opinão-e-obedeço-cegamente-como-todos-os-tugas-devem-fazer, a fim de receber o mesmo ao fim do mês e poupar um guito em pastilhas para tosse.
Diga-se que no Ping-Pong a 3 tabelas já tenho 10 anos de experiência, cinto negro terceiro dan e uma costela rachada. No próximo torneio penso se devo ou não voltar à estratégia Hiroshima, também conhecida por Eu-não-tenho-opinão-e-obedeço-cegamente-como-todos-os-tugas-devem-fazer, a fim de receber o mesmo ao fim do mês e poupar um guito em pastilhas para tosse.
segunda-feira, janeiro 28, 2013
domingo, janeiro 27, 2013
Good vibrations
Estava eu contente da vida por Alfama a beber uma jola e na conversa quando o tema "energias" aparece. Fossem alternativas e conseguia ter uma opinião construtiva. Mas não. Era o Reiki. Que me estraga a disposição sempre que aparece, e este é o unico efeito que reconheço ter em mim. Depois vem a pergunta chave:
– Não sentiste nenhum efeito?
– Não. Mesmo.
– Mas só confias nos teus sentidos? eles são fáceis de enganar.
Prezado, cansado de temas de encher chouriços olha parado a parede do tasco coberta de fotografias de Alfama e pensa que o reiki é como as políticas económicas deste governo: Passos diz que 2013 é o ano do fim da crise, diz que o regresso aos mercados é um sinal muito positivo para Portugal, economistas confirmam e dizem que estamos no caminho da recuperaçâo, banqueiros esfregam as mãos com os lucros na banca, mas toda a gente que conheço anda nas encolhas na mesma e com um ordenado a menos.
– Ok, tens razão, realmente não posso confiar nos sentidos, é verdade.
sábado, janeiro 26, 2013
Portanto esta semana aprendi que devo apreciar o facto de poder discutir com o patrão que ele está errado mesmo que tenha de explicar duzentas vezes a mesma coisa até ele perceber ou até ele me convencer que estou errado, já que no fim o resultado vai ser melhor para todos e, a memória é curta é verdade, noutros tempos "discussão" não era só uma palavra mais aguerrida para "debate" como a que usei 3 linhas acima, mas uma discussão real e a evitar.
E o dramático nisto é que trabalhar assim é um privilégio. Foda-se.
E o dramático nisto é que trabalhar assim é um privilégio. Foda-se.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Por falar em instagram
Além do da Ana Malhoa, também já posso seguir o da pipoca. Mas aposto que me rio menos.
quarta-feira, janeiro 23, 2013
Sube Buraca
A Ana Malhoa é o meu case studie favorito. Sigo tudo o que ela faz, o instagram, o twitter, o facebook, o site, até o carro dela eu sigo. Até as mamas. Mas aí fico meio confuso porque não sei para que lado seguir, uma aponta para um lado e já me perdi sigo a Ana Malhoa. A Ana Malhoa é a unica estrela portuguesa de nível planetário na sua própria categoria - descubram-na - , meto-a ao nível da Alexandra Solnado, uma fala com deus outra fala com milhões de fans. O video que lançou hoje é tão bom que nem consigo descrevê-lo. Só sei que foi realizado por uma lata de tremoços, em part-time.
Edit: Vou ressabiar um pouco. Porque realizador era outra das profissões que gostava de seguir, quando tinha uns 15 ou 16 anos. E se na altura isso queria dizer apenas que gostava de fazer planos impossíveis e copiar westerns, hoje diria que gostava de contar histórias, histórias onde não aparecem planos quase repetidos, onde aparecem avisos de saídas de emergência, onde aparecem extintores, onde a história é a subida de 15 gajas de cu bom de roupa assimétrica e 3 bimbos a quem não confiaria o arranjo dum pára-choques ao segundo andar de uma discoteca, onde interrompem um jogo de xadrês deitando abaixo um peão foda-se caralho um peão de plástico foda-se vejam o sétimo selo no youtube, caralho, vejam qq coisa vejam o peso das peças a força a forma das peças são esculturas não são peças de um xadrês da Majora foda-se é o rei o rei que se tomba aí é que tá a simbologia e a porra da cena devia demorar o dobro do tempo porra tudo mal tudo tudo e depois o som caralho o som mas foram buscar o som onde? à net? a um Casio de 86? Perceberam ao menos como é difícil fazer foley? Mas eu percebo: quando começa a música, que é pior que isto tudo, já nem ligo.
Breaking badly
Hoje, pelo meio de uma tarefa espetacular onde invariavelmente remetem "comunicação visual" para o campo do empirismo e da dica de café percebi que todos podemos ter uma falha ética qualquer e, como no Breaking Bad, alinhar por um ganha-pão menos convencional em desespero de causa. Infelizmente os designers só darão para putas.
terça-feira, janeiro 22, 2013
Teoria geral unificada para 2013, uma tentativa
Ontem falava com uma amiga que está desiludida com o país. Sinto-me na obrigação de tentar explanar a realidade como ela é para que possa encontrar a paz. Se pelo caminho chegar a mais alguma conclusão ou ajudar mais alguém, tanto melhor. Seria a primeira vez que acontecia desde que ajudei a senhora no hospital a marcar uma chamada para a dona Odete, no telemóvel.
Tens de ser positiva. As pessoas negativas não atraem nada senão miséria morte pestilência e edições antigas da Nova Gente.
Na realidade o mundo nunca foi bom. É-o pontualmente, para o Hugh Hefner quando inventaram o Viagra, irá ser bom quando o Donald Trump quando descobrir o restaurador Olex ou uma gilhotina o que vier primeiro, é bom para o Eusébio que vive em alpha desde 87. Dizem que nos meses que não tivemos governo, na altura do Guterres em fuga, as ruas foram pavimentadas a ouro e as crianças sorriam.
Mas, já na Grécia antiga os relatos dão conta da devassidão das gente e da corrupção no estado. A grécia caiu. E Roma caiu. Até o Salazar caiu. O Salazar, já viste?
A ilusão de um mundo bom e justo é coisa que nos incutem quando temos a cabeça tenra e maleável. Não nos avisam do tal calhau rampa acima rampa abaixo e da ausência de palmadas nas costas ao fim do dia. É duro bem sabemos mas calha a todos até ao Valentim Loureiro.
Se o Cavaco elimina as pescas e a agricultura e depois vem dizer que a aposta em que é necessário arriscar é em dildos auto-lubrificados, acredita que tem o seu quê de verdade: Ele soube seguir em frente. Largou o que acreditava que não funcionava - para ele - e seguiu em frente. É o que todos temos de fazer. O tempo, só o há o que vem.
Todos os dias são dias de construção. Para cima.
Por isso, minha cara, emigre.
Tens de ser positiva. As pessoas negativas não atraem nada senão miséria morte pestilência e edições antigas da Nova Gente.
Na realidade o mundo nunca foi bom. É-o pontualmente, para o Hugh Hefner quando inventaram o Viagra, irá ser bom quando o Donald Trump quando descobrir o restaurador Olex ou uma gilhotina o que vier primeiro, é bom para o Eusébio que vive em alpha desde 87. Dizem que nos meses que não tivemos governo, na altura do Guterres em fuga, as ruas foram pavimentadas a ouro e as crianças sorriam.
Mas, já na Grécia antiga os relatos dão conta da devassidão das gente e da corrupção no estado. A grécia caiu. E Roma caiu. Até o Salazar caiu. O Salazar, já viste?
A ilusão de um mundo bom e justo é coisa que nos incutem quando temos a cabeça tenra e maleável. Não nos avisam do tal calhau rampa acima rampa abaixo e da ausência de palmadas nas costas ao fim do dia. É duro bem sabemos mas calha a todos até ao Valentim Loureiro.
Se o Cavaco elimina as pescas e a agricultura e depois vem dizer que a aposta em que é necessário arriscar é em dildos auto-lubrificados, acredita que tem o seu quê de verdade: Ele soube seguir em frente. Largou o que acreditava que não funcionava - para ele - e seguiu em frente. É o que todos temos de fazer. O tempo, só o há o que vem.
Todos os dias são dias de construção. Para cima.
Por isso, minha cara, emigre.
segunda-feira, janeiro 21, 2013
Jantar anónimo
Manda a regra aprendida há uns anos que todos os jantares sejam marcados a horas incomuns ( aqui fica a dica, Pólo Norte explica melhor, que eu só tenho conhecimentos de psicologia na óptica do utilizador ), como às 20:46H, assim ninguém esquece. Infelizmente calhou apanhar gente pontual na mesma proporção em que se apanham deputados honestos: 3 já lá estavam, eu cheguei à hora certa, os convivas, os emigras, os que não amamentam e os quinados na testa chegaram depois.
O que se passou, como visto de dentro dos miolos do Prezado:
20:46 continuo no metro, a contar com o atraso previsto igualmente para todos. 21:00 vou a subir a rua e lá longe topo muito ao topo lá em cima uma blogger muito grande. Fiquei na dúvida se seria mesmo e esperei para confirmar. Fui lá dentro. Liga-me a emigra. Entretanto está um grupo de 3 pessoas muito agitadas, especialmente uma de coisas às cores. Só pantones. Vejo um tipo de barbas, pode ser que sim que seja, mas estando alguém que bate com a testa em todos os candeeiros da rua antes de entrar agachada no restaurante só pode ser esta gente sim bom, a dos sapatos mala oculos às cores tá aqui à frente só pode ser balbucio qualquer coisa, acho que grunhi uma cena qualquer, já não falava com pessoas desde março, GROOHN MESA, e penso Porra, é igual ao boneco. No 15º esquerdo lá em cima a outra a grande, pouco mais abaixo no 13º dto o barbudo.
Mesa, copos e silêncio. Como eu gosto. Curto bué gente calada. Especialmente porque em grupos faz-me confusão haver silêncio. Claro que atribuo isso à minha própria pessoa, como toda a gente, se estão todos calados é porque fiz qualquer coisa mal devo ter a braguilha aberta e vê-se a algalia ou tenho ranho pendurado no nariz ou então a secção de economia do Expresso tapa-me a cara e meia. Lá aconteceu, depois de 25 ice-breakers, arrancar um "hoje esteve cá uma ventania" de uma delas. Depois de falar de desgraças, as desgraças unem as pessoas foi o que eu pensei, no meu caso é design, mau patronato, psoríase e ser canhoto, mamei 3 imperiais entre isto, lá chega a anfitriã - e eu já a suar de tanto esforço com os ice-breakers - e daqui para a frente é uma espiral decrescente e aflitiva, um fuga da realidade sem ajuda de psicotrópicos e sem amamentar. Mais men menos men, a mesa passa a ser uma tábua de provas de mau gosto, desde canecas com cavalos a sabonetes de alcatrão passando pelo borda d'água que promete filhos fortes alvos e de olho azul a todos os portugueses - afro-descendentes incluídos - para 2013. Lançado o caos depois de já ninguém conseguir parar a ursa majoris, já só me lembro de vir a conta e invariavelmente vem ter comigo estou a ficar velho, os cabelos brancos dão-me uma aura desmerecida de respeitabilidade, há alguém que reclama que alguém meteu lá um queijo a mais mas quanto às 20 imperiais, já ninguém pôs a mão no fogo que estivessem a por a unha.
Tímida e igual ao boneco, uma das convivas meteu-se na alheta, perdendo a Fabiana e os seus incríveis dotes num ritual de iniciação que faço sempre questão de apresentar a quem vai ao Cais. O pessoal de fora reclama que aquilo não é strip a sério, segue-se longa discussão sobre as virtudes de strip de qualidade, a necessidade intrinseca de só ser feito por mulheres boas e a discussão óbvia sobre se a Fabiana é uma mulher ou duas.
Quando é que fazemos outro?
O que se passou, como visto de dentro dos miolos do Prezado:
20:46 continuo no metro, a contar com o atraso previsto igualmente para todos. 21:00 vou a subir a rua e lá longe topo muito ao topo lá em cima uma blogger muito grande. Fiquei na dúvida se seria mesmo e esperei para confirmar. Fui lá dentro. Liga-me a emigra. Entretanto está um grupo de 3 pessoas muito agitadas, especialmente uma de coisas às cores. Só pantones. Vejo um tipo de barbas, pode ser que sim que seja, mas estando alguém que bate com a testa em todos os candeeiros da rua antes de entrar agachada no restaurante só pode ser esta gente sim bom, a dos sapatos mala oculos às cores tá aqui à frente só pode ser balbucio qualquer coisa, acho que grunhi uma cena qualquer, já não falava com pessoas desde março, GROOHN MESA, e penso Porra, é igual ao boneco. No 15º esquerdo lá em cima a outra a grande, pouco mais abaixo no 13º dto o barbudo.
Mesa, copos e silêncio. Como eu gosto. Curto bué gente calada. Especialmente porque em grupos faz-me confusão haver silêncio. Claro que atribuo isso à minha própria pessoa, como toda a gente, se estão todos calados é porque fiz qualquer coisa mal devo ter a braguilha aberta e vê-se a algalia ou tenho ranho pendurado no nariz ou então a secção de economia do Expresso tapa-me a cara e meia. Lá aconteceu, depois de 25 ice-breakers, arrancar um "hoje esteve cá uma ventania" de uma delas. Depois de falar de desgraças, as desgraças unem as pessoas foi o que eu pensei, no meu caso é design, mau patronato, psoríase e ser canhoto, mamei 3 imperiais entre isto, lá chega a anfitriã - e eu já a suar de tanto esforço com os ice-breakers - e daqui para a frente é uma espiral decrescente e aflitiva, um fuga da realidade sem ajuda de psicotrópicos e sem amamentar. Mais men menos men, a mesa passa a ser uma tábua de provas de mau gosto, desde canecas com cavalos a sabonetes de alcatrão passando pelo borda d'água que promete filhos fortes alvos e de olho azul a todos os portugueses - afro-descendentes incluídos - para 2013. Lançado o caos depois de já ninguém conseguir parar a ursa majoris, já só me lembro de vir a conta e invariavelmente vem ter comigo estou a ficar velho, os cabelos brancos dão-me uma aura desmerecida de respeitabilidade, há alguém que reclama que alguém meteu lá um queijo a mais mas quanto às 20 imperiais, já ninguém pôs a mão no fogo que estivessem a por a unha.
Tímida e igual ao boneco, uma das convivas meteu-se na alheta, perdendo a Fabiana e os seus incríveis dotes num ritual de iniciação que faço sempre questão de apresentar a quem vai ao Cais. O pessoal de fora reclama que aquilo não é strip a sério, segue-se longa discussão sobre as virtudes de strip de qualidade, a necessidade intrinseca de só ser feito por mulheres boas e a discussão óbvia sobre se a Fabiana é uma mulher ou duas.
Quando é que fazemos outro?
domingo, janeiro 20, 2013
Escolho o baço ou o almoço
Esta semana tive trabalho extra, implicando noitadas todos os dias. O que teve por consequência ter de almoçar e jantar fora todos os dias. Decorrendo disso, comi quase sempre no Nova Arcádia. O que teve como resultado a semana de trabalho se ter transformado numa semana gastronómica. Com efeito, ganhei 20 kg. Fruto disso, acho que estou a fazer a digestão do mesmo prato de caril desde quarta-feira.
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Agora é o tempo do manifesto
Tenho um amigo que faz colecção de ódios. Manifesta-os numa caricatura dele mesmo, uma maneira de exagerar ódios pequenos mas reais, uma forma de escape. Odeia brasileiros, anjos, ciganos, golfinhos, gatos, gente burra, políticos, incompetência, funcionários públicos em geral, professores em particular, artistas, o Relvas, comunas, perder tempo e Lovers.
Lovers. Lovers é o termo que usa para definir aquelas pessoas que não conseguem lidar com as suas emoções e ficam obcecadas com uma paixão qualquer, perdendo a noção da realidade que as rodeia. São irracionais a partir de certo ponto, a partir do qual já não há volta a uma conversa normal. Diz ele que os Lovers são a pior coisa do mundo. Particularmente os dos gatinhos, os dos anjinhos, os dos golfinhos. E todos os Não-Lovers conhecem estas pessoas.
Com o pessoal da blogosfera já fui desafiado e desafiei que escrevessem um post anti-gatos. Sabemos o risco de fazer esta piada e nunca o fizemos por conhecer as consequências. Tenho centenas de posts contra deus, o Passos em geral e todos os políticos em particular, jornalistas, canais de televisão, empreendedores, polícia, um pouco de tudo. Mas se quero ter comentários, é falar de gatos.
Esta semana, a blogosfera esteve refém dos Lovers. Deixem-se de filosofias, parem de racionalizar: são trolls. No mundo real, dizemos "ah, ok, mas já contas da tua colecção de fotos de gatinhos, tenho de ir lavar a casa de banho e fazer o IRS ainda antes do almoço", mas num blog toda a gente tem de os gramar.
Lovers. Lovers é o termo que usa para definir aquelas pessoas que não conseguem lidar com as suas emoções e ficam obcecadas com uma paixão qualquer, perdendo a noção da realidade que as rodeia. São irracionais a partir de certo ponto, a partir do qual já não há volta a uma conversa normal. Diz ele que os Lovers são a pior coisa do mundo. Particularmente os dos gatinhos, os dos anjinhos, os dos golfinhos. E todos os Não-Lovers conhecem estas pessoas.
Com o pessoal da blogosfera já fui desafiado e desafiei que escrevessem um post anti-gatos. Sabemos o risco de fazer esta piada e nunca o fizemos por conhecer as consequências. Tenho centenas de posts contra deus, o Passos em geral e todos os políticos em particular, jornalistas, canais de televisão, empreendedores, polícia, um pouco de tudo. Mas se quero ter comentários, é falar de gatos.
Esta semana, a blogosfera esteve refém dos Lovers. Deixem-se de filosofias, parem de racionalizar: são trolls. No mundo real, dizemos "ah, ok, mas já contas da tua colecção de fotos de gatinhos, tenho de ir lavar a casa de banho e fazer o IRS ainda antes do almoço", mas num blog toda a gente tem de os gramar.
Crítica de televisão
Tive acesso ao Syfy, alguém me explica o que é que se passou ali?
Os filmes ou séries, ou tele-filmes ou qualquer coisa que seja aquele formato indescritível são tão ignóbeis que quase não consigo descrever o que vejo em termos deste universo.
Parecem templates de filmes: dá-se um guião comum, que é escolhido de uma pilha de 3 - Dinossauros, Extra-terrestres e Viajantes no Tempo - e insere-se um actor diferente sempre mau em cada papel, o mais esterotipado possível para não complicar, depois pega-se nos diálogos sempre iguais, eles lêem-nos no teleponto, filmam tudo em HD e já está.
O HD aqui é muito importante porque o Syfy é um canal para geeks.
Depois de tudo filmado no sul da Flórida, sem um único cenário criado de raiz, metem um monstro / alien / viajante do tempo num template de 3D / Pós-Composição e pronto. No caso do 3D, aproveitam a animação já feita: um bipede é um bipede e isto tanto dá para animar uma galinha, um T-rex ou um porco em pé: siga. A banda sonora tem sempre os mesmo 2 minutos de sinfónica Casio RT48 pré-aquecida e repete-se em todos os momentos de tensão. Todos os 2 minutos há alguém a ser esmagado / deglutido / implodido.
E há mesmo um canal assim.
Os filmes ou séries, ou tele-filmes ou qualquer coisa que seja aquele formato indescritível são tão ignóbeis que quase não consigo descrever o que vejo em termos deste universo.
Parecem templates de filmes: dá-se um guião comum, que é escolhido de uma pilha de 3 - Dinossauros, Extra-terrestres e Viajantes no Tempo - e insere-se um actor diferente sempre mau em cada papel, o mais esterotipado possível para não complicar, depois pega-se nos diálogos sempre iguais, eles lêem-nos no teleponto, filmam tudo em HD e já está.
O HD aqui é muito importante porque o Syfy é um canal para geeks.
Depois de tudo filmado no sul da Flórida, sem um único cenário criado de raiz, metem um monstro / alien / viajante do tempo num template de 3D / Pós-Composição e pronto. No caso do 3D, aproveitam a animação já feita: um bipede é um bipede e isto tanto dá para animar uma galinha, um T-rex ou um porco em pé: siga. A banda sonora tem sempre os mesmo 2 minutos de sinfónica Casio RT48 pré-aquecida e repete-se em todos os momentos de tensão. Todos os 2 minutos há alguém a ser esmagado / deglutido / implodido.
E há mesmo um canal assim.
quarta-feira, janeiro 16, 2013
Ora em Janeiro de 2013
Há coisas que não mudam.
Passos pode dizer que este é o ano da inversão. Soares não pode ir a um hospital privado. Isaltino não pode ir para a prisão. Portas não pode explicar submarinos e Pandurs. O acordo ortográfico podia ser revogado. A EDP podia ter concorrência mas não tem. os ISP's podiam não parecer monopólios. Fátima Felgueiras podia ir presa. Os jornalistas podiam encostar políticos à parede. A casa dos segredos podia ser transformada em sal. A Pépa pode ter a mala dela. A gasolina pode subir. O pessoal dos cafés pode pagar por uma máquina registradora com software e actualizações pagas e mandatórias. O Tejo pode ter marés. O passe social pode subir. Os carros anteriores a 98 não podem andar em Lisboa. Os carros de 98 podem pagar taxa para circular em Portugal. O canal 2 pode continuar. Os empreendedores podem ser só fogo de vista. As empresas podem falir. Os políticos podem ser todos iguais. Poderei um dia dizer que há excepções. O barril de petróleo pode ter o valor de há 5 anos atrás. A gasolina não pode baixar. As finanças podem levar metade do que faço. O Governo pode não querer ajudar ninguém. Podemos todos pensar que estamos a dar dinheiro a um monte de incompetentes irresponsáveis. Posso viver com gente que vive ressabiada.
E eu cá me aguento. Não posso é ouvir B Fachada.
É fartar vilanagem. Aluguem isto tudo aos suecos, foda-se.
Passos pode dizer que este é o ano da inversão. Soares não pode ir a um hospital privado. Isaltino não pode ir para a prisão. Portas não pode explicar submarinos e Pandurs. O acordo ortográfico podia ser revogado. A EDP podia ter concorrência mas não tem. os ISP's podiam não parecer monopólios. Fátima Felgueiras podia ir presa. Os jornalistas podiam encostar políticos à parede. A casa dos segredos podia ser transformada em sal. A Pépa pode ter a mala dela. A gasolina pode subir. O pessoal dos cafés pode pagar por uma máquina registradora com software e actualizações pagas e mandatórias. O Tejo pode ter marés. O passe social pode subir. Os carros anteriores a 98 não podem andar em Lisboa. Os carros de 98 podem pagar taxa para circular em Portugal. O canal 2 pode continuar. Os empreendedores podem ser só fogo de vista. As empresas podem falir. Os políticos podem ser todos iguais. Poderei um dia dizer que há excepções. O barril de petróleo pode ter o valor de há 5 anos atrás. A gasolina não pode baixar. As finanças podem levar metade do que faço. O Governo pode não querer ajudar ninguém. Podemos todos pensar que estamos a dar dinheiro a um monte de incompetentes irresponsáveis. Posso viver com gente que vive ressabiada.
E eu cá me aguento. Não posso é ouvir B Fachada.
É fartar vilanagem. Aluguem isto tudo aos suecos, foda-se.
segunda-feira, janeiro 14, 2013
Bolas
Eu vinha no metro a pensar e tinha chegado a várias conclusões: tinha percebido qual era o problema na espiritualidade actual e tinha feito uma lista mental de previsões para 2013. Como pelo caminho me esqueci de tudo, vão penar como eu.
domingo, janeiro 13, 2013
Portanto
A noite meteu revivalismo metal, dores no pescoço, putos atirados até ao outro lado da pista, elfos, góticas ( das gordas, as magras esqueléticas desapareceram todas nos anos 90 e ficaram as gordas, um fenómeno que acho que é culpa dos Evanescence, os Nickelback do gótico ), Deicid, anões, pessoas com menos de 20 anos que conhecem os primeiros albuns de Metallica, corpetes, plataformas, cerveja a metro, Ratos de Porão, crowd-surfing, sono a menos, esbarrar em colegas de trabalho todos queimados, Type o-negative e dores no pescoço. Depois dormi 4 horas, morri várias vezes mas não podia perder tempo com essa treta de ficar parado e lá fui à minha vida.
quinta-feira, janeiro 10, 2013
Pois, o tema do dia. Porque foi um dia divertido, graças à Pépa.
Como é sabido para quem segue aqui o estaminé, o Prezado está a maior parte do tempo à esquerda do Bloco, a resvalar para o anarco-nacionalismo. O que pode dar azo a despejar uma tonelada de impropérios a uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção e tal, mas não. Não vou dizer que a Pépa é uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção. Porque não é isso que me interessa apontar, já que uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção é coisa que não me faz grande confusão, sempre houve por aí muita beta queque afectada desfasada da realidade sem noção. O que me faz confusão é haver uma marca - que não vou fazer publicidade porque não merece a publicidade que não soube aproveitar - que faz uns videos para um nicho de mercado ( umas 15 pessoas, Fashion Bloggers ) e espera que a internet seja um meio estanque, onde só outras betas queques afectadas desfasadas da realidade sem noção vejam os videos e não achem estranho o facto da Pépa falar como se o seu maxilar tivesse tomado um Atarax - publicidade ao Atarax, sim - e doze minis em cima.
No meio da barrigada de riso da tarde, a tal marca puxa a ficha e tira os videos da net. O que é impossível, como é sabido por todos menos pela tal marca: Tudo o que já esteve na net, estará para sempre na net. E se toda a gente visse o video? não é esse o objectivo da publicidade? o que era o pior que podia acontecer? haver que gente que não gosta ( mas vê )? a tal marca implodiria de vergonha? Bom, em publicidade acho que todas as marcas já deram tiros nos pés bem maiores e piores, por serem voluntários. Este não era grave, parece. Pior, pedem desculpas por fazer uma campanha. Bimbos.
É um dos problemas do pessoal do Marketing que não percebe muito de net. Vê aquilo da net como um sítio onde tem o facebook e uns likes e é como uma televisão sem comando. Uns bimbos, na prática. Têm a tecnologia mas ainda não têm a cultura da tecnologia. Aquela onda faz-me-aí-um-print-do-email-para-enviar-por-fax.
Do pessoal e eu sei mesmo eu sei não se fala mal dos colegas mas do pessoal que se lembrou de fazer os videos fico sem saber se vivem num meio profissional tão fechado assim que chegaram ao ponto de não perceber que a dicção da Pépa é ridícula, e não perceberem também que ela é um arquétipo perfeito para comédia ( e não o aproveitarem ).
O maxilar da Pépa sozinho é melhor que um Nilton inteiro.
No meio da barrigada de riso da tarde, a tal marca puxa a ficha e tira os videos da net. O que é impossível, como é sabido por todos menos pela tal marca: Tudo o que já esteve na net, estará para sempre na net. E se toda a gente visse o video? não é esse o objectivo da publicidade? o que era o pior que podia acontecer? haver que gente que não gosta ( mas vê )? a tal marca implodiria de vergonha? Bom, em publicidade acho que todas as marcas já deram tiros nos pés bem maiores e piores, por serem voluntários. Este não era grave, parece. Pior, pedem desculpas por fazer uma campanha. Bimbos.
É um dos problemas do pessoal do Marketing que não percebe muito de net. Vê aquilo da net como um sítio onde tem o facebook e uns likes e é como uma televisão sem comando. Uns bimbos, na prática. Têm a tecnologia mas ainda não têm a cultura da tecnologia. Aquela onda faz-me-aí-um-print-do-email-para-enviar-por-fax.
Do pessoal e eu sei mesmo eu sei não se fala mal dos colegas mas do pessoal que se lembrou de fazer os videos fico sem saber se vivem num meio profissional tão fechado assim que chegaram ao ponto de não perceber que a dicção da Pépa é ridícula, e não perceberem também que ela é um arquétipo perfeito para comédia ( e não o aproveitarem ).
O maxilar da Pépa sozinho é melhor que um Nilton inteiro.
terça-feira, janeiro 08, 2013
falta de categoria
No aventar há votação para blogs do ano. Como é hábito, fui lá espreitar as categorias onde o PPC encaixa: Sátira, política, cultura, diário, fotografia, ilustração, poesia, local, história, ficção. Como sobram culinária, bola, moda e ecologia, não é por falta de categoria que fico sempre de fora. Para o ano logo se vê.
domingo, janeiro 06, 2013
Lá pró rio
Fui para ali para os lados de Belém, onde penso que se encontram a maior parte dos pasteis de nata conhecidos no universo. Cientistas de todo o mundo visitam a zona onde se estudam as colisões dos pastéis, em busca do pastel de Deus. Enquanto ali andei vi uma acontecer, um facho de luz impossivelmente brilhante rasgou as nuvens não ceguei porque o novo bunker dos coches estava à frente e serviu de pentaprisma rasgou a Calçada da Ajuda incinerou o quartel 24 graus deslocou-se o quartel, cerca de 200 vezes a distância entre estas duas linhas aqui dizem as crónicas da altura D. João V tirou 3 dias de sabática para ver o facho ao que o armou cavaleiro por o ver de tão grande valor, dito isto voltou a Alcobaça e eu voltei a casa mas saido do Poço do Bispo, mais escuro, a comer um pastel de nata que escapou e a anotar possíveis alibis para escrever, mais logo, uma misturada com pasteis de nata e D. João V, mas sem sucesso.
sexta-feira, janeiro 04, 2013
Ser feliz com pouco
Pensar que hoje é segunda-feira e ver no canto do ecran que me enganei por quatro dias. Todo trocado dos feriados.
quarta-feira, janeiro 02, 2013
Banda sonora
Calhou ter apanhado o Rui Pragal da Cunha a meter som. Autor de uns hinos de anos 80 importantes e que fizeram história como os primeiros temas portugueses a passar em pista de dança, fez uns remixes interessantes dos seus próprios temas que não resolviam o problema das musicas originais.
- Foda-se o "Paixão" tem uns 10 minutos e aquele cliché de 80's de subir uma oitava antes de acabar e os remixes insistem sempre na asneira.
- Foda-se o "Paixão" tem uns 10 minutos e aquele cliché de 80's de subir uma oitava antes de acabar e os remixes insistem sempre na asneira.
terça-feira, janeiro 01, 2013
Fim de ano quase não era
O pessoal sai à pele para o revellon e apanha um taxi.
Infelizmente ninguém sabia que o trânsito estava proibido à volta do Terreiro do Paço, o que deu direito a um tour pela cidade ( e nisto apanhámos um cabrão de um polícia munícipal que achava que dar informações sobre caminhos alternativos não era trabalho dele ).
Também ninguém sabia era que o taxista tinha um profundo conhecimento de muita coisa, inclusivé sobre teoria da relatividade e anedotas e uma combinação das duas, que aliadas a uma velocidade média de 40km/h conseguiram transformar meia hora num semestre.
Acho que o facto de irmos todos mascarados levou o homem a pensar que eramos estrangeiros, o que deu direito a explicar o que é o Gambrinus e o Tavares Rico várias vezes e... contar como o melhor amigo dançava muito bem, que era alentejano, que era filósofo, que era malandro, que era engraçado e que contava anedotas. Infelizmente começou a contá-las sem ter dado tempo a responder que não, não queriamos anedotas de senhoras casadas. E assim se passa o fim de ano à porta da discoteca.
Bom ano ao pessoal do PPC. ( o original ).
Infelizmente ninguém sabia que o trânsito estava proibido à volta do Terreiro do Paço, o que deu direito a um tour pela cidade ( e nisto apanhámos um cabrão de um polícia munícipal que achava que dar informações sobre caminhos alternativos não era trabalho dele ).
Também ninguém sabia era que o taxista tinha um profundo conhecimento de muita coisa, inclusivé sobre teoria da relatividade e anedotas e uma combinação das duas, que aliadas a uma velocidade média de 40km/h conseguiram transformar meia hora num semestre.
Acho que o facto de irmos todos mascarados levou o homem a pensar que eramos estrangeiros, o que deu direito a explicar o que é o Gambrinus e o Tavares Rico várias vezes e... contar como o melhor amigo dançava muito bem, que era alentejano, que era filósofo, que era malandro, que era engraçado e que contava anedotas. Infelizmente começou a contá-las sem ter dado tempo a responder que não, não queriamos anedotas de senhoras casadas. E assim se passa o fim de ano à porta da discoteca.
Bom ano ao pessoal do PPC. ( o original ).
domingo, dezembro 30, 2012
Balanço de 2012 em imagens II
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| Coimbra tem muita bebida. Visitei o States. |
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| Descoberta tecnológica do ano. |
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| Viajei até à margem sul. As taxas de aeroporto estão mais baixas. |
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| Os santos vão falhando no dia a dia mas não falham em Junho. |
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| Fui a uma manif. |
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| Fui a outra manif. |
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| Fui a outra manif. |
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| Fui a outra manif. |
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| Fui a outra Manif. |
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| E infelizmente a iliteracia online continua a aumentar. |
Balanço de 2012 em imagens I
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| O país continua a afundar, apesar de nos repetirem que está tudo a melhorar. |
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| O Armstrong foi apanhado num esquema de doping de proporções interplanetárias |
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| Foi o ano dos tablets. No próximo ano o mercado deverá oferecer todas as combinações de tamanhos possíveis em incrementos de 1 cm. |
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| Uma sonda marciana aterrou com sucesso no Mogão, à procura de vida inteligente. |
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| Vi o Stevie Wonder ao vivo num centro comercial gigante. |
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| A internet móvel veio trocar as ideias de toda a gente e fez surgir coisas estranhas que ninguém percebe muito bem. |
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| Fui à feira da Ladra um número record de vezes, comprando um número record medalhas comemorativas do campeonato de hoquei de 82. |
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| Visitei um museu onde estão registados os efeitos nefastos da exposição prolongada a canais de televisão generalistas. |
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| Meti som novamante, provando que pessoas historicamente surdas conseguem ter sucesso na música. |
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Design
A São João pegou nisto e eu dou-lhe continuação porque a vida está complicada e preciso de trabalho. Olhem só o potencial que um designer tem, é um mestre da camuflagem gráfica. Podemos ser astronautas, directores-adjuntos do Expresso, directores de programas da SIC, tudo.
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| disclaimer: Piada de designer. |
quarta-feira, dezembro 26, 2012
Prendas de Natal
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| Devo ter uns 15 guardados algures. |
Pensamentos logo após endoscopia:
"Anestesia sabe mal."
"Deviam fazer anestesia com sabor a after-eight."
"Vou dizer à enfermeira que sonhei com uma endoscopia sem anestesia a correr muito mal."
Acabei por dizer que deviam fazer anestesia com sabor a after-eight. Acho que pensaram que estava ainda a delirar, mas não, passado horas ainda acho o mesmo.
Adenda -A mania que todas as enfermeiras têem de infantilizar toda a gente vai perdendo-se numa razão inversa à sua idade. Se as mais velhas não conseguem tratar ninguém como um humano normal e adulto, tornando todos em crianças grandes, a mesma conversa por enfermeiras de 20 anos amaina porque ganha contornos kinky: " é só meter-lhe esta agulha e paro com as maldades" é uma frase que pede continuação.
E não me explicaram porque é que um piercing numa orelha pode atrapalhar uma endoscopia.
"Anestesia sabe mal."
"Deviam fazer anestesia com sabor a after-eight."
"Vou dizer à enfermeira que sonhei com uma endoscopia sem anestesia a correr muito mal."
Acabei por dizer que deviam fazer anestesia com sabor a after-eight. Acho que pensaram que estava ainda a delirar, mas não, passado horas ainda acho o mesmo.
Adenda -A mania que todas as enfermeiras têem de infantilizar toda a gente vai perdendo-se numa razão inversa à sua idade. Se as mais velhas não conseguem tratar ninguém como um humano normal e adulto, tornando todos em crianças grandes, a mesma conversa por enfermeiras de 20 anos amaina porque ganha contornos kinky: " é só meter-lhe esta agulha e paro com as maldades" é uma frase que pede continuação.
E não me explicaram porque é que um piercing numa orelha pode atrapalhar uma endoscopia.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
Natal
Fenómeno inédito este ano, fui a uma festa de Natal de empresa e não espumei, não fui obrigado a fazer nada, não tentaram convencer a cantar versões de Jingle Bells com quadras feitas pelo zé da contabilidade, não tive de ouvir discursos vazios repetidos e isto tudo sem ter de me enfrascar e mesmo tendo bar aberto. Devo estar a ficar velho.
sábado, dezembro 22, 2012
Rescaldo
Porreiro é que não vai haver profecias novas nos próximos 200 anos. Porreiro também era aproveitarem para acabar com mais 3 ou 4 superstições.
quinta-feira, dezembro 20, 2012
Taxismo
No taxi a atravessar Lisboa, o sr. Paulo explicou-me que em Londres - todos os taxistas são ex-emigrantes - as coisas não são como cá e os restaurantes são mesmo fiscalizados, não há hipóteses se forem apanhados em falta. Há fiscais bem piores do que a ASAE porque não são só caricaturas nazis, são sérios e fazem diferença. Depois explica-me que cá não é nada assim e eu penso que realmente todos voltam porque gostam desta ausência de controlo. No fundo, é um país de anarcas.
quarta-feira, dezembro 19, 2012
Processo de Evangelização
O contacto perigoso com o mundo sombrio do empreendedorismo corroi-me as entranhas de cansaço. Não que seja complicado continuar a achar que o Portuguese-Way-of-Life continua a ser o melhor, nem seja complicado achar que a escolástica Prezadiana continua a ser a melhor - para mim - mas o choque cultural é complicado: Promovendo a liberdade de cada um fazer o que entende da sua vida, levo com pessoal que acha que o seu modo de vida é invejável. E dizerem-me que se perde muito tempo a almoçar em Portugal e que telepizza é altamente quase dá para criar uma nova inquisição e perseguir esta gente. Torquemada metia-os todos no espeto se soubesse destas blasfémias.
sexta-feira, dezembro 14, 2012
Diálogo
À barata que me disseram que teve os colhões de ficar parada no meio da cozinha derivado de ser do tamanho de um Pincher.
- Olha-me aquela. Não é uma vassoura de merda que me manda abaixo.
- Sai daí zé, ja te disse que ainda te magoas.
- Cala-te e lava a louça!
- Sai daí e vai buscar borras de café como prometeste.
- Vou quando quiser!
- És tao teimoso, possas.
- Olha a gaja lá ao fundo. Nem se mexe.
- Olha que a loira vem aí.
- Ah, outra. Agora são duas! MWAHAHAH!
- Olha que a loira vem aí.
- Ahaha olha-me a gaja nem tem mãos para a vassPAF.
- Olha-me aquela. Não é uma vassoura de merda que me manda abaixo.
- Sai daí zé, ja te disse que ainda te magoas.
- Cala-te e lava a louça!
- Sai daí e vai buscar borras de café como prometeste.
- Vou quando quiser!
- És tao teimoso, possas.
- Olha a gaja lá ao fundo. Nem se mexe.
- Olha que a loira vem aí.
- Ah, outra. Agora são duas! MWAHAHAH!
- Olha que a loira vem aí.
- Ahaha olha-me a gaja nem tem mãos para a vassPAF.
quinta-feira, dezembro 13, 2012
Devemos ser todos estúpidos
Portanto temos jornalistas ou ministros - não meto a mão no fogo por ninguém - que fazem estas contas originais: De uma redistribuição fazem um aumento.
Vamos fazer isto como fazia o meu pai quando eu era puto, pegava num monte de laranjas e explicava-me como se faziam contas Ora se temos 10 laranjas por mês mais o subsídio de natal, temos 13 vezes 10 laranjas. São 130 laranjas. Ora agora em vez de ter 13 molhos de 10 laranjas, passamos a ter só 12 molhos de 10 e mais um pedaço de laranja cada mês. Houve quem visse aqui um aumento. Eu vejo um monte de laranjas a estragarem-se.
Vamos fazer isto como fazia o meu pai quando eu era puto, pegava num monte de laranjas e explicava-me como se faziam contas Ora se temos 10 laranjas por mês mais o subsídio de natal, temos 13 vezes 10 laranjas. São 130 laranjas. Ora agora em vez de ter 13 molhos de 10 laranjas, passamos a ter só 12 molhos de 10 e mais um pedaço de laranja cada mês. Houve quem visse aqui um aumento. Eu vejo um monte de laranjas a estragarem-se.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
Tasco lapso
Rali dos tascos por Arroios, caio num engano que é habitual: dadas duas condicionantes incompatíveis, tento combiná-las sabendo que estarei sempre em falta para com uma delas ( a mais grave). Aqui o jogo de descobrir novos tascos, sempre mais e mais escondidos, julgava-o compatível com uma gastroenterite mal resolvida. Entrar num tasco sabendo que se está em dieta especial é o maior engano e fiz a pior opção possível: num tasco manhoso em que nunca entrei, fui pedir peixe. Veio uma coisa que devia estar congelada há 3 anos.
Mais valia ter pedido uma alheira, sempre me corroia as entranhas na totalidade.
Mais valia ter pedido uma alheira, sempre me corroia as entranhas na totalidade.
terça-feira, dezembro 11, 2012
segunda-feira, dezembro 10, 2012
sábado, dezembro 08, 2012
Borf
Dado estar doente em casa com uma gastroentrite bacana que me arrastou para a cama uns dias, restam-me as pequenas alegrias do mundo, como saber que uns tios já velhotes iam viajar de avião pela primeira vez. Estava eu entretido a rir-me a pensar nas figuras no avião, rudes gentes do campo a 20000 pés de altitude, as refeições, o catálogo de venda a bordo, os poços de ar, as tretas normais, que nem me lembrei de pensar no potencial do check-in. Acho que metade da bagagem ficou em Lisboa.
domingo, dezembro 02, 2012
sexta-feira, novembro 30, 2012
Clientes do inferno
Hoje foi daqueles dias em que o cliente me mostra algo que poderia ter sido feito por acidente vomitando num teclado shift+R+ctrl+Alt+3+tomaládisto e que, lançando o desafio de apresentar melhor - ah um desafio como eu admiro gente que lança lá do alto os desafios - lho replico com magistral layout que é prontamente arrumado com um lacónico "gosto mais do que eu fiz".
E é nestas alturas que pergunto onde está deus, toutatis, zeus, menelau, a cornélia e o caralho cos parta a todos.
E é nestas alturas que pergunto onde está deus, toutatis, zeus, menelau, a cornélia e o caralho cos parta a todos.
quinta-feira, novembro 29, 2012
Até entendo que o domínio do discurso político seja uma parte extremamente complexa de trabalhar quando alguém se dirige em simultâneo a tantas pessoas com ideias tão diferentes. Talvez por isso, pelo uso de meias palavras, sub-entendidos e sub-leituras, nunca tenha confiado muito em políticos. Eles pensam como todos mas não o expressam como todos. Não podem, para bem deles.
Mas o Passos conseguiu levar o discurso político a um máximo histórico: ele mente permanentemente. O que diz não tem valor em si, é apenas um papel de rebuçado, daqueles que eu não gosto, para um modo de pensar.
Exemplo: "2013 vai ser o ano da recuperação." Obviamente que não vai ser ( pelo menos para mim, pode ser, sublinho o "pode ser", que haja empresários que fiquem a ganhar mais ), mas serve para criar alguma esperança. Não é baseada em factos, não chega a ser wishfull thinking e não o diz de forma a que eu acredite, mas é isto todos os dias. Isto tudo é muito básico é.
Mas o Passos conseguiu levar o discurso político a um máximo histórico: ele mente permanentemente. O que diz não tem valor em si, é apenas um papel de rebuçado, daqueles que eu não gosto, para um modo de pensar.
Exemplo: "2013 vai ser o ano da recuperação." Obviamente que não vai ser ( pelo menos para mim, pode ser, sublinho o "pode ser", que haja empresários que fiquem a ganhar mais ), mas serve para criar alguma esperança. Não é baseada em factos, não chega a ser wishfull thinking e não o diz de forma a que eu acredite, mas é isto todos os dias. Isto tudo é muito básico é.
A história da arte
Acima podem ver um postal pintado com a mão direita do blogger mais canhoto deste blog. Claramente a sua mão direita devia ficar-se pelas funções a que foi destinada - Sou canhoto, sim. Essa também é uma função da esquerda é - coçar a orelha direita, mandar parar o autocarro e fazer sinal de pisca para a direita na bicicleta. Contrariar ou forçar o corpo a mais do que as suas funções primárias é o ponto de partida para a violência estética. O cogito, violado no seu direito à não-criação fruto de um impedimento anatómico indesejado - amputação ou simples falta de jeito - responde de forma inesperadamente semelhante em todos os seres humanos, sem distinção de culturas estratos sociais ou nível de formação: a ausência de temas que interessem a alguém, a repetição de paisagens canadianas inóspitas, a escolha de cores fora do espectro agradável ao ser humano, as composições puramente figurativas, tudo caracteristicas transversais a todos os autores desta corrente estética em voga no Natal e cada vez mais presente devido ao carácter low-fi inerente à produção de todas as obras. Na escultura, Moore terá dito que o apogeu da estética amputada ocorreu com o figurativismo analítico encontrado em obras como "Árvore de Natal em cápsulas nespresso recicladas" não encontra par no ocidente industrializado, ao que alguns pensadores do primitivismo - ver Jansen - aquiesceram neste aspecto coiso.
quarta-feira, novembro 28, 2012
Para fechar o dia, um acidente na auto-estrada
Parei para ver, quatro piscas ligados, a chuva miudinha misturada no vento a gelar-me os ossos cheguei-me ao pé que a curiosidade era mais forte que tudo.
Era um empreendedor. Tinha acabado de se esfarilhar todo numa treta que inventou depois de ler um manual daqueles que se vendem em escaparates de aeroporto, daqueles que prometem sucesso em troca de boa vontade. Com um pontapé, rematei o livro para a berma antes que alguém mais se magoasse com ele. Parece que o sucesso de que o empreendedor gosta de falar é fruto da capacidade que tem de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso
Liguei para 112, virei costas e fui pelo caminho a pensar como é que os tipos do reboque conseguiriam tirar uma tanga daquele tamanho da valeta.
Era um empreendedor. Tinha acabado de se esfarilhar todo numa treta que inventou depois de ler um manual daqueles que se vendem em escaparates de aeroporto, daqueles que prometem sucesso em troca de boa vontade. Com um pontapé, rematei o livro para a berma antes que alguém mais se magoasse com ele. Parece que o sucesso de que o empreendedor gosta de falar é fruto da capacidade que tem de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso falando sobre a capacidade de empolgar os outros com a história do seu sucesso
Liguei para 112, virei costas e fui pelo caminho a pensar como é que os tipos do reboque conseguiriam tirar uma tanga daquele tamanho da valeta.
terça-feira, novembro 27, 2012
E coiso
Tenho andado com pouco tempo para conversas e isso reflecte-se na qualidade e frequência dos posts aqui no PPC. Resultados, 3: exploro temas inócuos em posts auto-cumpridores. Como não converso muito e 80% das tretas que me lembro aparecem involuntariamente a meio de uma conversa, não tenho nada de novo. E ultimamente nocto que a medo de usar o maldito acordo orctográfico acabo por ser mais pacpista que o pápa só para não dar o braço a torcer a estes otários que acharam que liberalizar o português traria alguma vanctagem de algum tipo mas basta parar para ler as legendas dos telejornais e vê-se que o producto final desta besta acéfala é uma bosta que ninguém entende: nem portugueses, nem angolanos, nem brasileiros, nem guineenses nem ornitorrincos. É só uma perda de tempo para todos. Quando é que percebem que isto não é vantajoso nem moderno? Desistam, revoguem este aborto.
domingo, novembro 25, 2012
quarta-feira, novembro 21, 2012
Nível de confiança
O meu nível de confiança em políticos é tão elevado que o Gaspar fala, eu nem ouço o que ele diz, e à noite sonho que divido casa com uma família de cabo-verdianos na Bobadela. Ajudo a avó Xica com uma máquina de costura pesada que fica numa mesa feita com 2 caixotes e uma tábua, e o neto, puto de boné de 2 metros e 10, anda com um rasgo aberto na garganta porque o mastim de estimação mordeu quando lhe ia a por a coleira. Este governo é um pesadelo.
terça-feira, novembro 20, 2012
Dica para a próxima manifestação
Demonstrem a este governo que são melhores que ele e que a sua polícia: Abra-se um espaço na calçada do passeio de S. Bento e faça-se uma dupla homenagem aos nosso governantes refazendo aí a calçada portuguesa tradicional com um dito das Caldas bem generoso que fique para a posteridade.
Dado o tempo que a polícia fica parada a ver meia dúzia de putos a escavacar a calçada, deve dar tempo para fazer isto tudo. De nada.
Dado o tempo que a polícia fica parada a ver meia dúzia de putos a escavacar a calçada, deve dar tempo para fazer isto tudo. De nada.
segunda-feira, novembro 19, 2012
O Projecto Social
Pensava que já tinha definido um novo e completo caminho para a esquerda mas estúpido cientifico eu deixei-me ficar pelos aspectos mais técnicos ou estratégicos para a conquista do poder. Este fim de semana pude confirmar o ponto em falta: A religião. Tentando recuperar de uma maleita quase medieval, vi-me perseguido por um cliente que não entendia a palavra "doente" mesmo que repetida ao longo de vários dias.
Obviamente que no seguimento disto e das abordagens anteriores sobre o Nacionalismo de esquerda, concluí que o povo querer-se-á muito religioso. O fim da separação Estado/Igreja será a resposta à ameaça do jugo do empreendedorismo e outras seitas parecidas, que aproveitando o vazio legal / "nova legislação do trabalho" deixado por este governo querem impor crenças estapafúrdias associadas à produtividade e ao sucesso empresarial que só servem para subjugar e estupidificar o povinho. Se a religião é o ópio do povo, que o seja, mas nacionalizado. Só assim se manterão vivas tradições imprescindíveis ao povo português: A santidade do fim de semana ( ou só do Domingo caso não haja mesmo outra hipótese ), feriados religiosos invioláveis, intervalos para oração ( ou cigarro ou café conforme a crença pessoal ) regulares e outras benesses reservadas aos crentes da nova religião nacional. Portugal deixa de ser um estado secular para não ser consumido por empreendedores infiéis capazes de poluir as mentes mais fracas com as suas falaciosas promessas de salvação. Dicas para os novos 10 pecados mortais da nova religião? ( é para-católica-apostólica. Para facilitar. )
Obviamente que no seguimento disto e das abordagens anteriores sobre o Nacionalismo de esquerda, concluí que o povo querer-se-á muito religioso. O fim da separação Estado/Igreja será a resposta à ameaça do jugo do empreendedorismo e outras seitas parecidas, que aproveitando o vazio legal / "nova legislação do trabalho" deixado por este governo querem impor crenças estapafúrdias associadas à produtividade e ao sucesso empresarial que só servem para subjugar e estupidificar o povinho. Se a religião é o ópio do povo, que o seja, mas nacionalizado. Só assim se manterão vivas tradições imprescindíveis ao povo português: A santidade do fim de semana ( ou só do Domingo caso não haja mesmo outra hipótese ), feriados religiosos invioláveis, intervalos para oração ( ou cigarro ou café conforme a crença pessoal ) regulares e outras benesses reservadas aos crentes da nova religião nacional. Portugal deixa de ser um estado secular para não ser consumido por empreendedores infiéis capazes de poluir as mentes mais fracas com as suas falaciosas promessas de salvação. Dicas para os novos 10 pecados mortais da nova religião? ( é para-católica-apostólica. Para facilitar. )
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