quarta-feira, abril 03, 2013

Pasmo

Chego a casa e encontro isto. Deus, a prova de que o empreendedorismo é só uma forma de religião encapotada. Abençoados os pobres de espirito, venham a nós os inocentes, matem os primogénitos ou ceguem-nos à nascença para não verem isto, queimem incenso até sufocar o rebanho inteiro. Deus, mas explica-me como é isto, como pode?
Eu quero acreditar em algo maior mas isto não pode ser, é assim que queres optimismo? optimismo é ver a realidade como ela é e acreditar - não é fé, é saber - que temos algo para acertar nos 50% que têm hipóteses de se safar, porque têm valor, porque têm uma ideia, um chão, qualquer coisa de tangivel para oferecer aos outros. Este tipo, Deus? Isto é religião e das fraquinhas, fé cega, fé de burros acredito porque sim porque insisto ceguinho insiste na lotaria insiste que vais ganhar, não, não é isto, Deus. Este tipo não oferece nada, só tira, rouba inteligência, é como as religiões mas pior porque se mascara - no fundo deve ser o belzebu em forma de ginjas da Ribeira, vem associado à política, não pode ser bom - de pastor histriónico promete qualquer coisa mas nem tem a certeza do que promete, essa parte já não sabe responder, o importante é o caminho, coaching para coxos, devagar se vai ao longe mas chega-se lá não sei onde. Deus, desde quando é que tipos que falam assim chegam a algum lado?

Adenda:

"tipos que falam assim"

Ferreira do Amaral, Ministro.
Marques Mendes, Ministro.
Cavaco Silva, Ministro, Primeiro Ministro, Presidente da República.
Eu.

Adenda 2:

O Ressabiator deve ter uma opinião melhor que a minha.

terça-feira, abril 02, 2013

Emigrem emigrem

Mais uns tempos e ficam cá só os indiferenciados ou aqueles que por força de não haver mais que fazer, se indiferenciam de dia para dia.
Se não podemos ter um governo com algum nível, a emigração compensa com uma selecção indefectível.

sábado, março 30, 2013

Lisboa

Portanto isto é suposto ser um corvo?

Tenho andando a dormir

Não dei pelo Sócrates voltar, não fossem as vezes que vi a palavra "narrativa" espalhada no facebook. Não dei pelo pessoal que se intitula republicano e usa este termo como se fosse atestado de qualquer coisa a lembrar que este Sócrates foi o percursor do Relvas na luta pelas licenciaturas instantaneas de pacote. Não dei pelo Passos uma semana inteira, deve andar a dormir mais que eu. Não dei pelo Seguro excepto num ou outro soundbyte, área em que deve ter uma licenciatura de pacote. Não dei pela cara do Relvas sempre sorridente ah a certeza de ter costas largas, assim ao estilo do Belmiro, a liberdade de sorrir e saber que não interessa o retorno, pode dizer o que quer. Não dei pelos comentários do Marques Mendes. Gosto da maneira de desenho animado a mexer-se e o tom professoral mas em registo saxofone contralto. Também não dei por esta quantidade de ex-políticos / futuros políticos a descobrir que é mais proveitoso fazer o respectivo debrief-de-insider  / warm-up para eleições como comentador do que efectivamente ser político, só vantagens, uma espécie de avatarização da política,  este aqui não é o marques mendes mas um comentador com as mesmas opiniões que ele. Não dei por esta merda toda porque tenho largado as notícias nacionais e só sigo as americanas, com grande vantagem para a minha sanidade: estão lá longe, os políticos são mais cómicos que os nossos, as mudanças são reais, as coisas acontecem, fala-se da realidade abertamente, denuncia-se tudo, de parte a parte ninguém deixa pedra sobre pedra, com a vantagem de acompanhar um quotidiano 5 anos à frente no tempo.
Quando é temos impressoras 3D em barda?

quinta-feira, março 28, 2013

Ser poeta é ser mais lipsum

O design está nos detalhes, como o diabo. Demonstração básica, depois de ver maquete enviada por um cliente.
Texto simulado por um designer:
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Texto simulado por um cliente:
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sábado, março 23, 2013

Incha

Só tenho especial orgulho em um ou trabalho que tenha feito. É condição de designer ter de permanentemente contornar convicções a troco de um cheque.
O orgulho vem das ideias. A execução, vejo-a cada vez mais como um detalhe que passaria bem sem o fazer. É ter ideias e vê-las executadas ( como eu quero ) e apreciadas pelos outros ( nem todos ) que tem realmente piada. De resto, não se ganha nada só a ter ideias, é chato mas é a verdade: O dinheiro fica com quem as vende, não com quem as tem. Como me farto de dar dinheiro a ganhar a outros e gosto de meter pedras na engrenagem sempre que posso, a melhor coisa que fiz até hoje não deu dinheiro a ninguém:
Num team-building - sim, essa praga - da empresa onde trabalhava, fomos para um hotel no meio da neve. Desde o momento em que soube onde seria o evento, dei-me ao trabalho de cortar imprimir montar as gémeas do hotel do The Shining, em tamanho real, numa placa. Depois transportei essa enormidade 200 km sem dar manca. Finalmente, durante a noite, plantei-as no meio do corredor de carpete hipnótica para gaudio de todos os hospedes e da empregada da limpeza que ia morrendo de síncope quando se cruzou com elas. 

quinta-feira, março 21, 2013

Cheio

Portanto o caminho é, como sempre, minar a sociedade por dentro e fazê-la desabar sobre os seus próprios alicerces, e nisto meter o mundo a andar para a frente. Mas para o conseguir, tem de ser com jeito. Como se usasse uma colher enferrujada para escavar cimento armado.
E é isto a diplomacia; Não tenho paciência.

terça-feira, março 19, 2013

Aprendi uma cena nova

Um post rápido
simples e bem conciso
foda-se, e deu.

domingo, março 17, 2013

Sindroma de Estocolmo à mesa

Quem tenha ido a uma repartição das finanças nos ultimos tempos lembra-se bem de como funciona o pequeno poder. A empregada que está mal disposta e que pode empatar tudo uns meses, o segurança que gosta de ser gestor de tráfego e guarda de fronteiras invisiveis, a controlar como as filas andam, até onde andam, que faz a voz séria a mostrar a gravidade do que é perguntar-lhe as horas ou se a fila é aquela ou aquela ou aquela mas o verdadeiro terror, o fascismo real e tomado por benigno nasce nos tascos.
- Então o que é que vai ser?
- Queria o bife da vazia, bem passado.
- ah, você não vai querer isso.
- ah não?
- Na. Se fosse a si ia no arroz de pato.
- mmm Eu vinha mesmo pelo bife, disseram-me que era bom aqui.
- Vá no que lhe digo que não se arrepende.
- mmm ok, bom, venha lá o bife.
- Vai ver, no fim diz-me se tive razão ou não.
E é neste clima de opressão e medo que se come um prato que não se quer. Sempre tendo em vista qual será o motivo obscuro que levará um empregado dum restaurante a aconselhar-nos a fuga de um prato para o outro. Caiu no chão? é de ontem? é cavalo? Se dissesse que queria o bife na mesma ia sofrer represálias?

O mais estranho é que gostamos disto. Se não fossem estas tretas já tinha emigrado e os que pensam voltar é disto que têm saudades.

Parece o governo

F243562-se o Shift partiu-se.

sexta-feira, março 15, 2013

Ateismo desinformado

No tasco, mesa com um velho e dois comparsas mais novos, todos trolhas.
- Lá estão outra vez com esta merda do papa!
- Não se calam com isto.
- É argentino? Tá tudo fodido.
- Tou farto de ouvir falar disto. Mas que raio de interesse é que tem este estupido de barrete na cabeça?
- Ele é papa-pedófilos.
- Ele é papa-meninos.
- Ó Zé tu acreditas em Deus?
- Eu? Achas? Isso é uma tanga que eles inventam para viver à grande à conta dos outros. A mim não me enganam. Vais lá à igreja e tens de dar dinheiro, vão prá puta cos pariu.
- Mas Deus existiu ou não?
- Sei lá. Acho que não. Sabes lá, já foi há muito tempo, sabe-se lá o que é que aconteceu.
- Pois é.

quinta-feira, março 14, 2013

No shit

O papa é conservador, dizem.

Nota: Reparei  agora que o nome dele se lê Bergolho. Acho que em Portugal vão ficar-se pelo "Francisco".


quarta-feira, março 13, 2013

Já chega de Papa, não?


Combinei com o Nazareno o seguinte: Uma heresia por cada dia a mais de conclave. Estou farto desta merda, parece que isto tem algum interesse, só falta meterem uma puta duma webcam a apostar pra puta da chaminé a fazer stream dia e noite sim só falta isso espera sempre que me lembro de uma coisa parva ela já existe vou ver. Foda-se.

terça-feira, março 12, 2013

Fiquem com esta

Não se vê a ponta de um corno.

segunda-feira, março 11, 2013

Ler blogs de oddities dá nisto

Sonhei com uma batalha entre um exercito ibérico e o israelita, uns muito desorganizados o israelita muito implacável, de um lado carros blindados de saltavam sobre as dunas do outro vasos de guerra e muitos civis a morrer nas mãos de snipers e infantaria que felizmente não resistiram à defesa incansável de 3 bonecos de lego gigantes. Bonecos de lego gigantes. Vivos.

sábado, março 09, 2013

No dia seguinte ao da mulher

Lembrei-me agora, seguindo mesmo princípio do que acontece no dia da mulher, espero que no 1º de Maio, dia do trabalhador, me paguem um jantar.

sexta-feira, março 08, 2013

Hoje é aquele dia

Em que vejo os murais cheios mensagens sobre como gostam das avós fortes, das mães fortes e das mulheres fortes. Deixem-se de cenas, digam logo: são gordas, porra.

quarta-feira, março 06, 2013

Descarga dupla

Rais parta a religião. Aprendi a tolerar a católica porque melhora o meu dia-a-dia: Multiplica as velhinhas que dão milho aos pombos, obriga-as a ir à igreja religiosamente em vez de só parcimoniosamente, leva-as a temer Deus irado e de barbas emaranhadas nos apontamentos tu inferno tu inferno tu inferno tu céu tu limbo Chavez és tu? Inferno tu E as velhinhas ficam mais simpáticas, matam menos, velhinhas a matar seria o fim do mundo ninguém suspeita, não quer um chá senhor Lopes obrigado dona Gertrudes mas tenho de ir fazer debugging de uma base de dados em MongoDB e não posso ficar, Pau arsénico no chá. Em 4 meses acabavam com a humanidade. Aprendi a tolerar a religião porque melhora o meu dia-a-dia: Budistas pacifistas? encham o mundo deles, desde que não me falem sobre energias mantenho as minhas intactas não as gasto em pensamentos negativos. Juntem-se juntem-se uns em casa dos outros mas não me venham dizer que são diferentes dos aprendi a tolerar Testemunhas de Jeová, todos, os a sério e os que pintam a fachada com letras gigantes "Nós SOMOS NORMAIS" e chibam os atrofiados como extremistas força nisso eu não tenho problemas com gente que não diz os Parabéns a ninguém e que não pode dizer asneiras, eu digo asneiras pelos 2 ou 3 seja, ah nem puta podem dizer? e quando puta é mesmo puta? aí coram? tudo bem, mas elas não deixam de existir. Aprendi a tolerar cabalistas. É fácil, conheço 2. Aprendi a tolerar Protestantes o que até é fácil o Deus deles é bastante prático e não se mete no caminho. Aprendi a tolerar muita coisa. Mas tolerar empresas a fazer o lugar de religiões, acho que nunca vou aprender. Só lá vou para trabalhar.

segunda-feira, março 04, 2013

País para velhos

Há uns dias, apanhei um taxista que me explicou o que é que está mal neste país e desde quando: é desde o 25 Abril que isto está, como ele disse, uma merda.
Nas manifs cantam-se hits de há 35 anos. É sempre a mesma merda. O produto nacional com mais potencial, o turismo, é roupado de retro-vintage em tudo o que é promoção. Alentejo é copos de tinto e tascos, Lisboa é copos de tinto e tascos, Porto é copos de tinto e tascos. Todos de bigode na tromba e nos miolos. Tudo uma merda. Nos partidos aguentam-se os barões até cairem de podres, esses filhos da puta. O PC, esses comunas, têm o mesmo discurso há 35 anos. A televisão convida os mesmos comentaristas  -  O mais novo deve ser o Camilo Lourenço e esse faz-me considerar seriamente a instauração de Gulags ou a exportação para os EUA, país onde seria recompensado por tão astutas considerações - há decadas e são uma merda. O Soares é  uma merda. O Passos, pareceu-me que também era uma merda. E o país também era uma merda.
No fim da corrida, depois de não lhe ter deixado gorjeta - seria o habitual, o meu avô foi taxista - pensei que se este país um dia deixa de ser uma merda, um taxista que passe o caminho todo a ratar em tudo o que se passa no país, é capaz de ser uma merda. Mas até lá...


domingo, março 03, 2013

Baseado em factos reais

Rita acreditava em karma mas só para coisas pequenas, como torcer um mindinho de um pé no minuto a seguir a não dizer bom dia ao vizinho do 5º esquerdo ou depois de levar uma cotovelada no estômago na fila do Starbucks depois de mentir a dizer que se chamava Samanta. Até ao dia em que largou a vida corriqueira e sadia e a trocou pela aventura com um guionista de sitcoms. Nunca mais a vida chata de suburbana, tinha o que sempre quis.
- Olá 'mor já tão cedo em casa?
- Sim.
- Estou murcha hoje... Faz-me rir.
- Agora? acho que estou com psoríase. Não estou mesmo com disposição, acho que vou morrer.
- Não vais nada. Olha, comprei estes sapatos que combinam com as cortinas e a toalha de mesa. O que achas?
- Como é que podes pensar nisso tudo quando estou quase a morrer?
- Que é que queres dizer com isso, fazem-me mais gorda?
Como, então o gajo não a faz rir? Não é género Jessica Rabbit? "ele faz-me rir" e assim? Há algo de profundamente errado aqui. Explica lá isso.
- Quando era miúda o meu homem de sonho era o Markl.
- ah e acreditas em Karma? Se é assim, estou a ver que funciona, o castigo da Ana Galvão foi fodido.
- Não sejas parvo, o Markl é geek e humorista, pensei que ia ser como sonhei.
- Então, mas se o gajo é guionista e só escreve essas comédias românticas light que tu gostas...
- Sim, mas ele é assim género Woody Allen, em casa não diz nada, não faz piadas e acho que tem paranoias.
- É tipo palhaço triste, é isso?
- Não é palhaço, é guionista.
 
A vida real é sempre melhor que as ficções.

Mea culpa

Queixo-me muito dos meus clientes. É verdade. Tenho aquela merda daquela postura de artista incompreendido e vá-se lá saber, é porque sou mesmo. Não digo artista, mas digo incompreendido. Não digo incompreendido pelo que faço, mas digo pelo que dizem. O que me custa realmente não é não compreenderem o que fiz, é não haver um léxico comum entre clientes e designers. É um problema de vocabulário, não de estética.
Um trabalho pode ser só "giro" ou pode ser só "uma merda", ou poder não ser aquilo que queriam, ou poder ser um monte de outros adjectivos que não estão propriamente na lista dos mais correctos para descrever o que querem, mas isso nem é o que me queixo. Isso só fico apreensivo e penso no que poderia ter feito melhor. O que me fode é haver gente que acha que domina o léxico e diz que quer uma coisa mais "funk" ou "trash" ou "clean" quando na verdade "clean"quer só dizer "isto é uma palavra que ouvi e que não reflecte obrigatoriamente um conjunto de características reconhecidas por um grupo de profissionais nem é uma opinião objectiva". Por isso, fiquem-se pelo "giro" ou pelo "está uma merda", evitem usar termos reconhecidos. Dá-me para o paternalismo e começo a explicar teoria do design e é chato.

sábado, março 02, 2013

A Manif: uma teoria que só funciona para hoje



Se é certo que toda a esquerda continua e continuará a ir

a todas as manifs, assiste-se à democratização da manif
no sentido em que aparece cada vez mais gente que não era hábito

Pessoal mais velho, mais calmo,  mas mais instatisfeito que nunca


que não liga muito às tradições das manifs Lisboetas

e traz mais variedade à massa de gente que as compõe

que comprovadamente, não confia em partidos,

e suspeita que não são precisos, pelo menos nos moldes actuais.
Podem não saber o caminho, mas este não o querem.
E foda-se, quando vou a chegar a casa, dou com isto numa montra.
E dizem que não há milagres.

sexta-feira, março 01, 2013

Pois

Não pá, manda a lei que se pode fazer humor com qualquer coisa. Isto é um valor absoluto. E se neste momento algo não tem piada para mim, claro que terá para muitas pessoas. Até essas que não são eu têm direito a rir-se.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Lei da blogosfera torna-se dogma

Dados inumeros blogs com posts referindo-se a uma mesma entidade abstracta  não identificada, essa entidadde será o binómio Pipoca-Arrumadinho.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

50/50


Calhou ter uma colega de trabalho que é muito espiritual - foda-se, provavelmente está no meu caminho e não é por coincidência tudo tem um motivo para acontecer, deve ser para eu desbloquear, mas não adianta perdi o pin - e consome muitas espiritualidades, junta tudo numa fornalha cristais anjos kabalah yoga reencarnação tai chi budismo energias karma Jesus - na volta é algum karma que eu tenho, noutra encarnação devo ter sido uma segunda edição de um livro do Paulo Coelho e agora tenho de pagar pelo que fiz e talvez reencarnar como varão na dona kikas ou sanita qualquer coisa menos Paulo Coelho - e qualquer coisa nova que apareça. Esta cena de coleccionar crenças como quem faz uma playlist no iTunes, pequeno almoço Jesus almoço Lena D'água lanche Buda, Yoga com pedaços pra sobremesa, DEUS, explica-me, logo eu que não acredito em agnósticos porque me parecem pouco cépticos, ateus chateiam-me porque não falam de outra coisa senão de Ti, porque karma é que eu tenho de gramar com as vibrações de gente que não põe nada em causa? Se sabes que isto é tudo uma questão de sorte porque é que não explicas isso? manda um sinal.
Acho que vou arranjar um nome para esta personagem, que isto vai ter continuação.

segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Odisseia, Making off

Quero agradecer ao Pascoal pelas dicas sobre preços, pela condução e por não beber. É um putanheiro com ética*. E quero agradecer ao Januário por se lembrar que nunca fujo de lugares decadentes. 
Passámos umas 10 portagens.
O casal da inveja tem o melhor nome do mundo.

O Ribatejo tem boas estradas, especialmente as secundárias.

No Ribatejo só se comem tremoços e amendoins, felizmente há roullotes.

E tenho de agradecer o cattering das 5 da matina.
*Eu sabia que me ia esquecer de qualquer coisa: Na Kikas, a dada altura rebenta uma bomba de mau cheiro durante um strip. A dona Kikas não achou piada e discursou durante um bocado sobre como há brincadeiras que têm piada e outras não e como ali se brinca muito mas com ética. Disse ela enquanto estava um gajo nu a fingir que caga no palco numa sanita para anões. Ah, a ética.

domingo, fevereiro 24, 2013

Odisseia VI

Indo buscar mais uma mini, reparei na roliça da casa. Não sei se propositadamente ou só porque calhou aqui no escrito ou no pensamento, a miuda, além de roliça também era noviça e também podia ser vitima de rimas brejeiras na linha a seguir,  já o tinha feito com a Clarissa.
Mas não, era só roliça. Cara de menina, pensei se não seria um esquema de captura de pedófilos, parecia uma adolescente ucraniana - o que quer dizer que pode conseguir rebocar um cacilheiro com os dentes - movimentos pouco soltos, quase tímida, olhos azuis, um velho de cabeça no colo dela, devia estar a descansar. Ela, não o velho.
Um bocado na conversa mas baixo, ainda temiamos sermos escolhidos para algum ensaio sado-maso da dona Kikas e começa outro strip. Desta vez era a virgem de há 3 linhas atrás.
Farda de hospedeira de bordo a rebentar pelas costuras, timidez pois só se for eu, a pobre de Deus deve ter perdido a timidez nos Urais em 84 e rola na argola presa no tecto, em pontas. Muitas curvas, mamas empinadas a flor da idade que não percebi qual seria. Palmas palmas, dona Kikas puxa pelo público. Aproxima-se, troca algumas palavras com o Pascoal.
Pascoal admirado diz que se quisermos podemos ir visitar a zona das meninas. " eu venho cá há que tempos e nunca me tinha convidado! É uma sorte. É uma honra, pá.". Pensando como o conceito de honra é algo estranho quando estou a meio metro de uma fonte com anões de jardim e golfinhos e neons, claro que temos de ir ver na mesma honra caguei na honra quero é ver o backstage desta cena. Esperámos pelo ok da dona Kikas, deu sinal ao segurança que guardava a porta branca ao lado do palco, subimos 3 degraus, Pascoal à frente, entrámos.
Por momentos só me lembrava do Avatar.
Eu, Pascoal e Januário de queixo à banda. Entramos num pátio interior, misto de garagem, jardim suspenso e estaleiro onde tudo é é o cataclismo visual as minhas retinas não aguentavam tanta coisa o cérebro estalava com informação: do tecto a uns 6 ou 7 metros um laser azul que pintava umas mesas de esplanada com flores de plástico com 2 metros de altura com uma mesa central com uma palmeira gigante tudo azul laser azul apocalipse à frente estão empilhadas parece a frente de um navio empilhadas cabines pre-fabricadas com passadiços de metal a unir escadas e portas, cada uma tem uma menina à porta, apocalipse, à direita uma piscina redonda azul com nenufares, boias e lotus de plástico com 2 golfinhos às cavalitas um do outro para não dizer a enrabarem-se a cuspir água para a piscina, os golfinhos feitos de cimentos pintados de azul, a mota do strip anterior à esquerda, tudo isto com o laser azul a flashar por cima de tudo e a palmeira azul do avatar e 3 gajos que achavam que já tinham visto de tudo não conseguiam falar sequer.
- ... Tás a conseguir apanhar tudo o que se tá a passar? - Perguntou o Januário.
- ...Ainda estou a absorver. Nunca vi nada assim.
- Epá, isto é altamente.
3 gajos parados no meio deste jardim suspenso da realidade, uns minutos calados, acho que foi como ver um ufo ou uma santa em cima de uma oliveira ou sarças a arder, tenho de dizer obrigado à Kikas, fui criança por uns minutos, vi algo mágico e que nunca vou esquecer. Estafados com a experiência despedimo-nos e arrastámo-nos até ao carro, prontos a continuar.
- Achas que te consegues lembrar de tudo?
- Epá, eu tentei, mas até me doi a cabeça.

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

Odisseia V

A miúda rebolava com vontade, a roupa já tinha ido toda e ela rebolava-se no palco com o relato da dona Kikas há uns 10 minutos. Lembrava-me do strip de há uns tempos em que o barulho do fio dental a cair no chão era o sinal para a menina sair do palco, a correr; Strippers tímidas é uma coisa que me faz confusão.
Acabado o strip, dona Kikas foi fazer sala. Veio cumprimentar o Pascoal o habitual, apresentou-se a  mim e ao Januário, ao balcão. Foi a única altura em que desligou o microfone, colado à cara. O tempo restante, limitou-se a insultar todos os homens da sala. Um pobre de Deus estava a achar especial piada a tudo - se calhar não estava a levar aquilo tudo a sério e estaria a pensar que era tudo uma cambada de bimbos putanheiros e isto como é sabido exala um odor detectado por matronas - e foi chamado ao palco, o engodo era uma aposta com 20 euros em como não baixava as calças pareceu-me, a conversa passou rapidamente do erotismo de revista à volta do cu da ultima bailarina para - eu disse bailarina e tudo - a escatologia, depois de um diálogo com muito maus ganchos a coisa fica assim já depois de ter ficado sem calças e sem roupa:
- Então não te dá vontade de cagar? - Matrona nos altifalantes.
- .... - Tipo lisboeta de calças no chão, com sorriso amarelo.
- Dá dá, agora vais ter que cagar aqui. Ficas aqui no palco, espera lá. Tragam a sanita, vais ficar aqui 20 minutos.
E assim estão 40 marmanjos de mini na mão, um desgraçado no palco, todo nu, a ler o jornal e a fazer que caga numa sanita para anões. Claro que como isto parecia pouco, a dona Kikas segue com o show e ao gajo nu do palco junta-se uma stripper que vem de mota - não é expressão - a mota vem com luzes vermelhas verdes azuis em cima em baixo de lado atrás ela faz a dança em cima da mota, o cheiro a escape dentro do bar já começa a ser meio puxado, a dona Kikas realça a nobreza de carácter da Clarissa, disposta a tirar o desgraçado da sanita mas mantendo-o no palco. A aposta muda: visto que os 20 euros já estavam ganhos, o gajo já estava na sanita nu há meia hora, agora a aposta era se ele conseguiria não tocar na stripper em cima dele - todo nu - durante um bom bocado. Depois de exposto a várias posições onde aposto que com jeito até lhe deve ter visto as amígdalas e perdido 5 euros por cada toque na stripper - cagou no dinheiro, óbvio - e como isto tudo não bastava os amigos do tipo vão ao palco para lhe limpar o cu. Não entro em detalhes: Eu tive de prender as convulsões, o Januário virou as costas, eu tapei os ouvidos e assim, em 2013, em plena União Europeia, depois da invenção da fibra óptica e dos telemóveis pré-pagos, assisti ao momento mais escatológico da vida.
E diz o Pascoal: "A Kikas só faz coisas destas, mas esta nunca tinha visto."
Entretanto o Januário está em conversa com uma moldava. Estavam a falar das muitas coisas que tinham em comum, acho: locomovem-se na vertical, polegares oponíveis, vivem em Lisboa. A quantidade de pontos comuns levaram a miuda a perguntar-lhe se ele "queria ir ali fazer o amorzinho." Amorzinho. Assim se vê como os povos de Leste se adaptam rapidamente aos nossos costumes.
Dona Kikas volta ao palco. Quer saber se ainda há homens na sala ou se é tudo pixa-mole ou paneleiro. Desta vez vai oferecer uma garrafa de uisque a quem for ao palco, mas tem de ser homem macho. E aqui a dona Kikas revela-se um diamante em bruto; é dominatrix sem saber.
Agarra num emigrante que veio de Paris de França comemorar o aniversário com os amigos e encosta-o à parede:
- Ouve lá, és homem ou não és homem? - estou a ouvir-lhe a voz rouca, um misto de Amiga Olga com uma Teresa Guilherme das barracas normal.
- Sou.
- Então vais prali pro palco e vais mamar na banana de um amigo teu.
- .... - Acho que já vi pessoal com melhor cara num enterro.
- Mau! Vais-me dizer que não és homem que chegue pra mamar na banana do teu amigo?? És paneleiro??
- ....
E assim, graças à dissonância cognitiva, pudemos todos assistir a 2 homens adultos no palco, um a comer uma banana no meio das pernas do outro, a custo. Lição de vida: metam um gajo à prova e ele é capaz do acto mais rabeta só para provar que é homem.
Continua

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Odisseia IV

Saimos da cidade rumo ao Ribatejo.
Já tinha ouvido falar de um daqueles sítios perdidos para o meio dos arrabaldes e desta vez o amigo do Januário, o Pascoal, ia servir de cicerone. Pelo caminho, A8 acima, enquanto o carro ia aquecendo e absorvendo o cheiro dos hamburgueres, o Pascoal ia fazendo a introdução ao tema casas-de-meninas, enquanto contava do companheiro de poker que não veio e das meninas com quem trocava SMS's.
- Mas trocas sms's com ela?
- Sim ela gosta mesmo de mim, parece-me.
- Mas vêem-se cá fora?
- Sim, até vamos ao café.
Aquilo não batia muito certo, não se deve misturar prazer com negócios e muito menos com cafés mas o Pascoal seguia. Na relação e no caminho. Depois da auto-estrada, as secundárias, as primárias, os baldios, os casais, chegamos a uma vivenda com uma estátua neoclássica à porta, daquelas estilo, não sei bem, bidé, estatuária de bidé, não, estatuária de jardim, mas aquilo só serve para base de bidé, o carro entra no jardim e é um sortido de estátuas de bidé, o menino-aguadeiro, a venus-de-versalhes, o pastor, tudo a distrair-me da entrada. Casa da Kikas, era o sítio. A entrada era um misto de Horta2 com um matadouro, sem nexo e sem deixar adivinhar o interior.
Pista de dança enorme e vazia, só 2 ou 3 mulheres a dançar, 30 marmanjos e velhos encostados as paredes e ao balcão. Uma ou duas sentadas no balcão e um russa que apesar de parecer que está sentada no balcão, não está: tem mesmo quase 2 metros.
Primeiro estranhei o gosto especial por estarem todos os gajos aos magotes uns em cima dos outros, sem dançar e praticamente sem falar, mas depois percebeu-se o porquê. Num bar onde não tem de impressionar nenhuma mulher para facturar, um gajo não tem de se divertir: pode ficar a fazer o que lhe apetece, nada. Há um episódio do Luky Luke que fala disto, lembrei-me.
Entra a dona Kikas. Matrona do século XXI, vem de microfone colado à cara e é rápida a cumprimentar todos os homens: penso que primeiro nos apelidou de pixas-moles e depois de paneleiros. Ou foi ao contrário.
Abertas as hostilidades - e aqui quando digo hostilidades é no verdadeiro sentido do termo - começa por apresentar um strip. A audiência continua imóvel, se apresentassem o fim do mundo a reacção era igual. Vamos ao balcão pedir uma imperial. Não há. Só minis. Só se bebem minis. Do lado de lá do balcão, neons e uma fonte gigante com um menino-a-fazer-xixi - manneken pis é pra lisboetas -  com uma base de golfinhos e alguns anões de jardim pintados. No palco a Vanessa torce-se toda e ao varão com piruetas e com vontade. A Fabiana ia aprender umas coisas aqui.
Continua

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Odisseia III

Saímos estafados e com o cérebro a transbordar de informação desnecessária mas impossível de apagar. Depois de muitas estradas secundárias sem engano, chegamos ao Casal da Inveja.  "É mesmo o nome deste sítio?" - "deve ser, nunca reparei nisso.". O Pascoal é fodido, só quer saber de putas e deixa passar estas pérolas. O sítio é escondido como o anterior, mais pequeno e mais pacato. Pascoal já avisou que é o mais fraquinho, mas que tem pinta. Eu penso se isto é positivo ou negativo.
Seguranças, revista à porta, o costume.
O bar é pequeno e tem pouca gente. Velhos nos sofás, mulheres ao colo, uma stripper anóretica anda a dançar pelo bar fora. Sim, o bar tem pinta: para quem acabou de entrar num casal no meio de um descampado algures no Ribatejo e dá com neons lasers chão com espelhos tecto com espelhos varão balcões retro-iluminados tudo, sim tem pinta. Ao contrário do anterior, vê-se que aqui ainda houve um projecto. Claro que esta análise é uma perda de tempo vinda de um menino de Lisboa que é interrompido na análise do projecto de arquitectura do espaço por uma senhora que se mete ao lado dele no balcão. Topa que não lhe vou pagar nada e desaparece. Puta. Mas digo puta no sentido verdadeiro do termo e não como termo pejorativo. Rebolava-se em todas as direcções da sala e impressionava a fila de gajos ao balcão com o método mais elaborado que já vi para se sentar num banco de bar: mais ou menos como quem monta um cavalo. Como o bar era pequeno, fazia este circuito em contínuo, género 500 metros barreiras.
Apesar do espaço para dançar, só elas dançam. Como a música não passava não passava do carrinho de choque brasileiro e a cabeça ainda estava a assimilar a experiência do bar anterior, saímos. Ala.
Continua

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Odisseia II

3 da manhã. O caminho vai afunilando: da autoestrada passamos para a nacional, da nacional para as secundárias, os casais, casario isolado, tudo caminhos conhecidos do Pascoal.
Chegamos a uma quinta, muros altos, o parque de estacionamento privado cheio. Passamos o triciclo dos ciganos com um tipo a ressacar ao lado e fico de olho na carrinha dos hambergueres ainda vazia de gente. Ainda vai dar jeito, pensei.
Passamos a revista, a 3ª da noite, cartão de consumo e estamos no corredor. Do lado direito há uma varanda com lareira, vazia. Ninguém está à frente dela porque lá mais ao fundo está muito mais calor.
São 20 metros de balcão. O balcão ocupa mais espaço que o bar em si e isto não é por acaso: Para quê perder espaço para andar ou dançar quando isso é secundário? O balcão desproporcionado serve de palco para brasileiras com pouca roupa e de corpo desproporcionado - ou bem proporcionado, para brasileiras - abanarem o cu ao som de duplas sertanejas. Os homens estão todos colados aos balcões e nem uma orelha abanam ao ritmo da musica. Estão ocupados a olhar para as meninas. Não precisam de dançar nem de se divertir. Umas horas de cu-vision em 16:9 e é como uma ida a Sierra Nevada ou as Caraíbas. A miuda à minha frente, que  - não sei se era da perspectiva, mas parecia-me vítima de microcefalia - abanava 2 cus - é a taxa de conversão Brasil/Portugal, uma bunda são dois cus - a 10 cm da minha cara e tanta anatomia nem sei que escrever é como conhecer uma quarta dimensão quando se viveu sempre em 3 o espaço não espera isto a profundidade expressa pouco a largura não chega a altura nem vem ao caso vou buscar mais uma mini, uma mini são 2 euros porra. Passam umas russas, trocam de dupla sertaneja mas a batida é sempre igual, as brasileiras e as russas são todas igualmente louras distinguem-se pelo crescimento, as russas crescem sem ritmo por isso crescem mais na vertical e não precisam de lentes de contacto para terem olhos azuis e um par de mamas gigante, as brasileiras abanam muito desde pequenas e nunca vingam na vertical. As lentes de contacto não percebo como influenciam isto.
Pascoal o habitué habitual mete conversa com a Jocileine, mais uma que ele jura que até gosta dele e que é mesmo boa moça e vamos andando.
Continua

segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Odisseia I

5 da manhã, debaixo do viaduto em 7 rios. O Pascoal já cumprimentou a dona da roulotte das pitas shoarma. Enquanto esperamos os pedidos, vamos enxotando os pombos que se debatem por uns restos de um hamburguer. Os carros vão chegando, nenhum com som mais alto que o Megane de porta abertas que vai debitando Funk do Rio. A letra, e aqui uso o singular propositadamente porque as letras de Funk são tão primárias que se podem escrever com uma letra só, apesar de extremamente simples, não me deixa pensar. É um bloqueador neuronal e quero pensar que perceber isto a esta hora é bom sinal. O Januário está cansado, não veio metade do caminho a dormir como eu. Quase fora do viaduto, o carro ainda está quente e a noite foi-se fazendo fresca.
Continua

domingo, fevereiro 17, 2013

Odisseia

Os posts seguintes passaram-se entre uma noite de Sábado e uma manhã de Domingo. Tudo o que for relatado é a verdade como aconteceu.

sábado, fevereiro 16, 2013

De ténis profundis rerum

Fui comprar uns ténis. Vou a um centro comercial para me despachar. Entro num centro comercial de 6 em 6 meses. Comprar ténis ao meu gosto é perceber que o meu gosto é parecido com o de adolescentes da amadora. Tenho de gramar com adolescentes da Amadora, Kuduro, acne, pessoal a dançar na loja, empregados saídos de um ginásio de Massamá que me tratam por Chefe yo mamen lá por curtir bué ténis de preto não quer dizer que seja teu amigo ya se bem na boa ya não, é com multibanco.

Adenda: Mais um redesign do PPC. 

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

O meteoro

Esta semana ainda, um ex-secretário de Estado manda um tipo das Finanças ir "tomar no cu". Sou só eu que acha que esta cena de tomar no cu é um bocado bichona? Francisco, é COMER NO CU. Se há vergonha em dizer as coisas como elas são, mais vale estar calado.

Adenda: ou apanhar. Também aparece no Houaiss.

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Já agora

Quem deve ser o próximo Papa?

A Arte

Tenho uma simpatia especial pela Joana Vasconcelos, começo por esclarecer. Não é nada pessoal, não faço ideia de quem ou como seja, simplesmente não aguento a vacuidade de tudo o que apresenta como arte. Ontem o Ressabiator abordou o tema de forma magistral, como é habito, e eu para variar assino por baixo tudo o que ele escreve mas como fica mal eu assinar uma coisa que não é minha, repito aqui o mesmo raciocínio mas com menos jeito e mais asneiras, uma versão abstardada de uma crítica com pés e cabeça:
Foda-se, pá. Aquilo não é Arte. Aquilo que a Joana faz são umas piadas visuais mais que previsíveis e superficiais e qualquer pessoa que siga qualquer blog de arte ou até de street-art encontra as ideias mais que exploradas e batidas que a moça explora replicadas - e é óbvio que não estou a falar de obras posteriores às dela - em todas as variantes possíveis. Sim, vamos forrar qualquer treta massiva e bruta com crochet? Há desde tanques a moto-serras, carros pneus machados martelos casas castelos bidons pandeiretas cabides cabrestos cabrões tudo. Vamos fazer um objecto do dia-a-dia com pequenos itens repetidos, como um sapato de salto alto de panelas? bora lá, há molas da roupa, carros, dados, bustos, candelabros - espera isso ela fez também - pandeiretas tabuletas porra tudo. Não, a moça não é genial. É só bem paga.

Perdoai-lhe

Deus dorme mas eu não. Na semana em que não tenho como me livrar do trabalho estupido que me parece sempre tirado de uma fábula de LaFontaine quando me sinto burro ou de um mito greco-galaico qualquer quando me vejo a empurrar um mesmo calhau montanha acima feito burro todos os dias para ver o calhau no mesmo sitio - mas com Helvetica em vez de Times New Roman - deus resolve expulsar o papa. Perguntei-me estes dias, enquanto almoçava no tasco recém adoptado a ver o telejornal, a falibilidade dos homens a ouvir deus. Ele ( aqui uso a caixa alta para se perceber que é do nazareno que falo ou de seu pai ou o espirito santo nunca percebi esta merda da trindade que são 3 mas é um e uno indivisivel e a virgem maria que é santa e virgem e a consubstanciação e não percebo mesmo por isso é que me fico pelas probabilidades 50/50 nada falha só posso ter alegrias ) disse-me pessoalmente que não queria que o homem se reformasse já. Lamentam a saída de um papa muito intelectual, no meio disto, surgem pessoas a dizer que o papa é um exemplo a seguir e eu fico ó mas a quê reformar-se aos 85? Isso não é deus que manda, é o Passos. Dêem-lhe tempo e espaço e o que entendemos por inferno - rinchoa, cacém, 5 km em volta - passa a ser o país inteiro. E deixo aqui o apelo que deus me deixou, a que o próximo papa não se fique pelo youtube, twitter ou facebook como este ficou. Deus quer que o próximo papa tenha Pinterest, uma conta de Vimeo, uma no Vine, um Fliboard, e que divulgue o que está na segunda conta de Facebook deste que saiu.
A password está num postit colado debaixo da Playboy do verão de 86.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

300

Tenho 300 seguidores. São 0.12 seguidores por dia que angariei, neste Blog.
Ou tenho posts muito compridos, ou são complicados de ler, ou os seguidores são lerdos. Conseguir 0.12 da atenção de alguém num dia é muito pouco. É chegar aqui, ler o cabeçalho e não passar daí. É condensar Shakespear num "To be or









domingo, fevereiro 10, 2013

Finalmente



Ali ao fundo, pode ver-se um freak a fumar um canhão

Do Marquês do pombal até à feira da ladra pensei que era um pulo.  Mas isto era se não trocasse de rua a cada esquina,  seguindo o caminho em ziguezagues.  Da rotunda para a Gomes Freire,  a seguir os 2 chineses hiperactivos rua acima. Passo a casa do Vitorino Nemésio e volto para a rua do elefante branco. No campo dos mártires da pátria ainda pensei em ir fotografar as placas do Sousa Martins mas sigo para os lados do desterro, a ver o miradouro da graça ao fundo.
Fernando Seara escolhe indeciso nas várias edições de Fausto
Se te calasses fazias melhor figura, meu
Apanhei a almirante reis cheia de gente e a partir do Martim Moniz, subi em direcção à costa do castelo, para apanhar a rua até à Graça. Dali do miradouro vi o outro do bairro alto e reparei que do lado de lá ficam os freaks e o botellon e do lado da Graça fica a burguesia a esplanar de Retriever e Lacoste. Segui para a feira da ladra cima baixo cima baixo posso dizer que assim ao sol foi como quem lavrasse um campo,  dei uma volta ao panteão para dar sorte ao panteão e voltei a subir para o lado das portas do sol. Um pulo à Série para ver a diversão que uma família de espanhóis pode ter a acender velas e fui para o Chiado.
Vendem-se t-shirts do Sá Carneiro

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Tou cansado e não tenho tempo para nada. É isto.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Interessa-me saber

Penso nisto e pergunto a quem tiver a resposta.
O design é um processo tão importante como eu penso que é na influência que tem sobre uma escolha entre várias opções? Pode-se substituir ali "design" por outra coisa qualquer, desde que seja algo feito com método e não apenas por mania ou gosto pessoal.
Há dias em que me pergunto se faz alguma diferença, porque tudo acaba por funcionar, mais ou menos bem, porque ninguém lê todos os níveis de uma mensagem: Os contabilistas só vêem números, os políticos só vêem votos, os empresários só vêem notas e os designers vêem tudo?

Teoria geral da entropia

Tome-se como exemplo a execução de uma tarefa conhecida num periodo de tempo determinado. Feita metade dessa tarefa, tomou-se já o tempo que lhe estava atribuído. A fim de compensar a demora, investe-se mais tempo para a acabar, retirando tempo ao disponível para descanso. Finda a tarefa, descobre-se que terá de ser repetida. Se a repetição de algo torna o resultado melhor e mais rápido, é preciso também ter em conta o cansaço. Surge então a chamada Curva de Progressão Fodida: Repetição da tarefa origina melhoramento e eficácia, retorno a uma mesma tarefa repetitiva e sem fim origina menos e menos horas de sono: a cada repetição da tarefa estaremos então a melhorar o modo e o método de execução mas subtraindo-lhe a vontade, a perspicácia ou a energia. Conclusão: Mais vale fazer tudo em 10 minutos e à primeira.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Depois de um fim de semana sem parar, a perna que usei mais no surf não me deixa andar. É que a perna esquerda dá sempre mais passos que a esquerda: a cada passo da direita, a esquerda faz 2.1 passos.

sábado, fevereiro 02, 2013

Cowabunga

Assim como o ponto cruz está para o Mussolini, ou o coleccionismo de cromos da selecção da Belorussia para o Camus, está o Surf para mim.
No entanto, lá fui.
Surf e Prezado tornaramm-se incompatíveis ao longo do tempo e do espaço apenas porque ocupo um corpo que não me pertence. Na verdade sou um Ariano de 1,90m e com a energia de 2 cavalos com tracção à frente mas o corpo que deus me atribuiu é algo falível e não corresponde a esta vontade de galgar as vagas da Nazaré. O único canhão que tentei domar foi o da porta, depois de chegar a casa estafado à conta de tentar trepar ondas com uma prancha de chumbo com riscas cor-de-rosa vestindo um fato preto a envidenciar a pança ( e outras coisas, nem tudo pode ser mau ) e uma tshirt verde e amarela.
Fiz assim 4 ou 5 ondas antes de morrer na praia de câimbras nas pernas. Fica para lembrar a descoberta de que os fatos isotérmicos conservam o calor do corpo graças a propriedades metafísicas, essencialmente a sensação-de-figura-de-otário, que me impediu de sentir qualquer tipo de frio o tempo todo que durou a experiência. Portanto: próxima vez, só com doping.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Higher Ground
As Catacumbas, ali para o Bairro, vão fechar. É o bar habitual mais antigo de todos. Já me apanhou em todo o género de episódios e em todas as fases desde a universidade até quando inaugurei o meu primeiro casino no Burkina Faso. A solo, com amigos, amigas, amores, colegas, grupos, desenhos em postais, poemas, concertos, Stevie Wonders, brainstormings, dixieland, brocas, Jazz, camones, clandestinos, anónimos e sempre uma super-bock.

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Ping-Pong a 3 tabelas

Volta a semana e Prezado fica entretido num permanente jogo de tabelas: O tabuleiro é o meu computador e o meu cérebro divido a meio em 3 partes iguais, uma para mim uma para o chefe e outra para o patrão. O jogo consiste em pedirem que faça o meu trabalho mas sempre fazendo 3 tabelas, a minha que vai sempre à trave, a tabela ao fundo que é do chefe e que marca sempre um ponto e a tabela resultante que marca 3 pontos. O objectivo é a cada movimento do tabuleiro fazer sempre 3 tabelas de modo a que o layout proposto fique, a cada turno, ao gosto do chefe e do patrão mas à 3ª tabela volte a ser aquilo que uns chamam de "design" e que o fiscal de linha e o guarda-freios deixem passar sem notar. Ganha quem fizer mais alterações ao layout original e consiga ter um dos elementos que pediu originalmente inalterado, depois de eu já não conseguir dar conta de tudo.
Diga-se que no Ping-Pong a 3 tabelas já tenho 10 anos de experiência, cinto negro terceiro dan e uma costela rachada. No próximo torneio penso se devo ou não voltar à estratégia Hiroshima, também conhecida por Eu-não-tenho-opinão-e-obedeço-cegamente-como-todos-os-tugas-devem-fazer, a fim de receber o mesmo ao fim do mês e poupar um guito em pastilhas para tosse.

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Mais uns que emigram.
Estes estavam bem, mas depois repararam que a saber fazer o que fazem, podem ganhar muito mais. No fundo o português emigra por falta de auto-estima: Sabendo disto e continuando a viver cá, vê-se a ser tido como burro.

domingo, janeiro 27, 2013

Good vibrations

Estava eu contente da vida por Alfama a beber uma jola e na conversa quando o tema "energias" aparece.  Fossem alternativas e conseguia ter uma opinião construtiva. Mas não. Era o Reiki. Que me estraga a disposição sempre que aparece, e este é o unico efeito que reconheço ter em mim. Depois vem a pergunta chave:
– Não sentiste nenhum efeito?
– Não. Mesmo.
– Mas só confias nos teus sentidos? eles são fáceis de enganar.
Prezado, cansado de temas de encher chouriços olha parado a parede do tasco coberta de fotografias de Alfama e pensa que o reiki é como as políticas económicas deste governo: Passos diz que 2013 é o ano do fim da crise, diz que o regresso aos mercados é um sinal muito positivo para Portugal, economistas confirmam e dizem que estamos no caminho da recuperaçâo, banqueiros esfregam as mãos com os lucros na banca, mas toda a gente que conheço anda nas encolhas na mesma e com um ordenado a menos.
– Ok, tens razão, realmente não posso confiar nos sentidos, é verdade.
Na feira da Ladra há quem vasculhe o que os pobres deixam para trás

sábado, janeiro 26, 2013

Empreendedorismo?

Sim, mas para adultos.

Portanto esta semana aprendi que devo apreciar o facto de poder discutir com o patrão que ele está errado mesmo que tenha de explicar duzentas vezes a mesma coisa até ele perceber ou até ele me convencer que estou errado, já que no fim o resultado vai ser melhor para todos e, a memória é curta é verdade, noutros tempos "discussão" não era só uma palavra mais aguerrida para "debate" como a que usei 3 linhas acima, mas uma discussão real e a evitar.
E o dramático nisto é que trabalhar assim é um privilégio. Foda-se.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Por falar em instagram

Além do da Ana Malhoa, também já posso seguir o da pipoca. Mas aposto que me rio menos.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Sube Buraca


A Ana Malhoa é o meu case studie favorito. Sigo tudo o que ela faz, o instagram, o twitter, o facebook, o site, até o carro dela eu sigo. Até as mamas. Mas aí fico meio confuso porque não sei para que lado seguir, uma aponta para um lado e já me perdi sigo a Ana Malhoa. A Ana Malhoa é a unica estrela portuguesa de nível planetário na sua própria categoria - descubram-na - , meto-a ao nível da Alexandra Solnado, uma fala com deus outra fala com milhões de fans. O video que lançou hoje é tão bom que nem consigo descrevê-lo. Só sei que foi realizado por uma lata de tremoços, em part-time.

Edit: Vou ressabiar um pouco. Porque realizador era outra das profissões que gostava de seguir, quando tinha uns 15 ou 16 anos. E se na altura isso queria dizer apenas que gostava de fazer planos impossíveis e copiar westerns, hoje diria que gostava de contar histórias, histórias onde não aparecem planos quase repetidos, onde aparecem avisos de saídas de emergência, onde aparecem extintores, onde a história é a subida de 15 gajas de cu bom de roupa assimétrica e 3 bimbos a quem não confiaria o arranjo dum pára-choques ao segundo andar de uma discoteca, onde interrompem um jogo de xadrês deitando abaixo um peão foda-se caralho um peão de plástico foda-se vejam o sétimo selo no youtube, caralho, vejam qq coisa vejam o peso das peças a força a forma das peças são esculturas não são peças de um xadrês da Majora foda-se é o rei o rei que se tomba aí é que tá a simbologia e a porra da cena devia demorar o dobro do tempo porra tudo mal tudo tudo e depois o som caralho o som mas foram buscar o som onde? à net? a um Casio de 86? Perceberam ao menos como é difícil fazer foley? Mas eu percebo: quando começa a música, que é pior que isto tudo, já nem ligo.

Breaking badly

Hoje, pelo meio de uma tarefa espetacular onde invariavelmente remetem "comunicação visual" para o campo do empirismo e da dica de café percebi que todos podemos ter uma falha ética qualquer e, como no Breaking Bad, alinhar por um ganha-pão menos convencional em desespero de causa. Infelizmente os designers só darão para putas.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Teoria geral unificada para 2013, uma tentativa

Ontem falava com uma amiga que está desiludida com o país. Sinto-me na obrigação de tentar explanar a realidade como ela é para que possa encontrar a paz. Se pelo caminho chegar a mais alguma conclusão ou ajudar mais alguém, tanto melhor. Seria a primeira vez que acontecia desde que ajudei a senhora no hospital a marcar uma chamada para a dona Odete, no telemóvel.
Tens de ser positiva. As pessoas negativas não atraem nada senão miséria morte pestilência e edições antigas da Nova Gente.
Na realidade o mundo nunca foi bom. É-o pontualmente, para o Hugh Hefner quando inventaram o Viagra, irá ser bom quando o Donald Trump quando descobrir o restaurador Olex ou uma gilhotina o que vier primeiro, é bom para o Eusébio que vive em alpha desde 87. Dizem que nos meses que não tivemos governo, na altura do Guterres em fuga, as ruas foram pavimentadas a ouro e as crianças sorriam.
Mas, já na Grécia antiga os relatos dão conta da devassidão das gente e da corrupção no estado. A grécia caiu. E Roma caiu. Até o Salazar caiu. O Salazar, já viste?
A ilusão de um mundo bom e justo é coisa que nos incutem quando temos a cabeça tenra e maleável. Não nos avisam do tal calhau rampa acima rampa abaixo e da ausência de palmadas nas costas ao fim do dia. É duro bem sabemos mas calha a todos até ao Valentim Loureiro.
Se o Cavaco elimina as pescas e a agricultura e depois vem dizer que a aposta em que é necessário arriscar é em dildos auto-lubrificados, acredita que tem o seu quê de verdade: Ele soube seguir em frente. Largou o que acreditava que não funcionava - para ele - e seguiu em frente. É o que todos temos de fazer. O tempo, só o há o que vem.
Todos os dias são dias de construção. Para cima.
Por isso, minha cara, emigre.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Jantar anónimo

Manda a regra aprendida há uns anos que todos os jantares sejam marcados a horas incomuns ( aqui fica a dica, Pólo Norte explica melhor, que eu só tenho conhecimentos de psicologia na óptica do utilizador ), como às 20:46H, assim ninguém esquece. Infelizmente calhou apanhar gente pontual na mesma proporção em que se apanham deputados honestos: 3 já lá estavam, eu cheguei à hora certa, os convivas, os emigras, os que não amamentam e os quinados na testa chegaram depois.
O que se passou, como visto de dentro dos miolos do Prezado:
20:46 continuo no metro, a contar com o atraso previsto igualmente para todos. 21:00 vou a subir a rua e lá longe topo muito ao topo lá em cima uma blogger muito grande. Fiquei na dúvida se seria mesmo e esperei para confirmar. Fui lá dentro. Liga-me a emigra. Entretanto está um grupo de 3 pessoas muito agitadas, especialmente uma de coisas às cores. Só pantones. Vejo um tipo de barbas, pode ser que sim que seja, mas estando alguém que bate com a testa em todos os candeeiros da rua antes de entrar agachada no restaurante só pode ser esta gente sim bom, a dos sapatos mala oculos às cores tá aqui à frente só pode ser balbucio qualquer coisa, acho que grunhi uma cena qualquer, já não falava com pessoas desde março, GROOHN MESA, e penso Porra, é igual ao boneco. No 15º esquerdo lá em cima a outra a grande, pouco mais abaixo no 13º dto o barbudo.
Mesa, copos e silêncio. Como eu gosto. Curto bué gente calada. Especialmente porque em grupos faz-me confusão haver silêncio. Claro que atribuo isso à minha própria pessoa, como toda a gente, se estão todos calados é porque fiz qualquer coisa mal devo ter a braguilha aberta e vê-se a algalia ou tenho ranho pendurado no nariz ou então a secção de economia do Expresso tapa-me a cara e meia. Lá aconteceu, depois de 25 ice-breakers, arrancar um "hoje esteve cá uma ventania" de uma delas. Depois de falar de desgraças, as desgraças unem as pessoas foi o que eu pensei, no meu caso é design, mau patronato, psoríase e ser canhoto, mamei 3 imperiais entre isto, lá chega a anfitriã - e eu já a suar de tanto esforço com os ice-breakers - e daqui para a frente é uma espiral decrescente e aflitiva, um fuga da realidade sem ajuda de psicotrópicos e sem amamentar. Mais men menos men, a mesa passa a ser uma tábua de provas de mau gosto, desde canecas com cavalos a sabonetes de alcatrão passando pelo borda d'água que promete filhos fortes alvos e de olho azul a todos os portugueses - afro-descendentes incluídos - para 2013. Lançado o caos depois de já ninguém conseguir parar a ursa majoris, já só me lembro de vir a conta e invariavelmente vem ter comigo estou a ficar velho, os cabelos brancos dão-me uma aura desmerecida de respeitabilidade, há alguém que reclama que alguém meteu lá um queijo a mais mas quanto às 20 imperiais, já ninguém pôs a mão no fogo que estivessem a por a unha.
Tímida e igual ao boneco, uma das convivas meteu-se na alheta, perdendo a Fabiana e os seus incríveis dotes num ritual de iniciação que faço sempre questão de apresentar a quem vai ao Cais. O pessoal de fora reclama que aquilo não é strip a sério, segue-se longa discussão sobre as virtudes de strip de qualidade, a necessidade intrinseca de só ser feito por mulheres boas e a discussão óbvia sobre se a Fabiana é uma mulher ou duas.
Quando é que fazemos outro?

domingo, janeiro 20, 2013

Google Analytics novo = big brother


A Luna anda a ler o meu blog. Será que anda a ver se ponho algum novo dilema ético online?

Escolho o baço ou o almoço

Esta semana tive trabalho extra, implicando noitadas todos os dias. O que teve por consequência ter de almoçar e jantar fora todos os dias. Decorrendo disso, comi quase sempre no Nova Arcádia. O que teve como resultado a semana de trabalho se ter transformado numa semana gastronómica. Com efeito, ganhei 20 kg. Fruto disso, acho que estou a fazer a digestão do mesmo prato de caril desde quarta-feira.

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Agora é o tempo do manifesto

Tenho um amigo que faz colecção de ódios. Manifesta-os numa caricatura dele mesmo, uma maneira de exagerar ódios pequenos mas reais, uma forma de escape. Odeia brasileiros, anjos, ciganos, golfinhos, gatos, gente burra, políticos, incompetência, funcionários públicos em geral, professores em particular, artistas, o Relvas, comunas, perder tempo e Lovers.
Lovers. Lovers é o termo que usa para definir aquelas pessoas que não conseguem lidar com as suas emoções e ficam obcecadas com uma paixão qualquer, perdendo a noção da realidade que as rodeia. São irracionais a partir de certo ponto, a partir do qual já não há volta a uma conversa normal. Diz ele que os Lovers são a pior coisa do mundo. Particularmente os dos gatinhos, os dos anjinhos, os dos golfinhos. E todos os Não-Lovers conhecem estas pessoas.

Com o pessoal da blogosfera já fui desafiado e desafiei que escrevessem um post anti-gatos. Sabemos o risco de fazer esta piada e nunca o fizemos por conhecer as consequências. Tenho centenas de posts contra deus, o Passos em geral e todos os políticos em particular, jornalistas, canais de televisão, empreendedores, polícia, um pouco de tudo. Mas se quero ter comentários, é falar de gatos.
Esta semana, a blogosfera esteve refém dos Lovers. Deixem-se de filosofias, parem de racionalizar: são trolls. No mundo real, dizemos "ah, ok, mas já contas da tua colecção de fotos de gatinhos, tenho de ir lavar a casa de banho e fazer o IRS ainda antes do almoço", mas num blog toda a gente tem de os gramar. 

Crítica de televisão

Tive acesso ao Syfy, alguém me explica o que é que se passou ali?
Os filmes ou séries, ou tele-filmes ou qualquer coisa que seja aquele formato indescritível são tão ignóbeis que quase não consigo descrever o que vejo em termos deste universo.
Parecem templates de filmes: dá-se um guião comum, que é escolhido de uma pilha de 3 - Dinossauros, Extra-terrestres e Viajantes no Tempo - e insere-se um actor diferente sempre mau em cada papel, o mais esterotipado possível para não complicar, depois pega-se nos diálogos sempre iguais, eles lêem-nos no teleponto, filmam tudo em HD e já está.
O HD aqui é muito importante porque o Syfy é um canal para geeks.
Depois de tudo filmado no sul da Flórida, sem um único cenário criado de raiz, metem um monstro / alien / viajante do tempo num template de 3D / Pós-Composição e pronto. No caso do 3D, aproveitam a animação já feita: um bipede é um bipede e isto tanto dá para animar uma galinha, um T-rex ou um porco em pé: siga. A banda sonora tem sempre os mesmo 2 minutos de sinfónica Casio RT48 pré-aquecida e repete-se em todos os momentos de tensão. Todos os 2 minutos há alguém a ser esmagado / deglutido / implodido.
E há mesmo um canal assim.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Ora em Janeiro de 2013

Há coisas que não mudam.
Passos pode dizer que este é o ano da inversão. Soares não pode ir a um hospital privado. Isaltino não pode ir para a prisão. Portas não pode explicar submarinos e Pandurs. O acordo ortográfico podia ser revogado. A EDP podia ter concorrência mas não tem. os ISP's podiam não parecer monopólios. Fátima Felgueiras podia ir presa. Os jornalistas podiam encostar políticos à parede. A casa dos segredos podia ser transformada em sal. A Pépa pode ter a mala dela. A gasolina pode subir. O pessoal dos cafés pode pagar por uma máquina registradora com software e actualizações pagas e mandatórias. O Tejo pode ter marés. O passe social pode subir. Os carros anteriores a 98 não podem andar em Lisboa. Os carros de 98 podem pagar taxa para circular em Portugal. O canal 2 pode continuar. Os empreendedores podem ser só fogo de vista. As empresas podem falir. Os políticos podem ser todos iguais. Poderei um dia dizer que há excepções. O barril de petróleo pode ter o valor de há 5 anos atrás. A gasolina não pode baixar. As finanças podem levar metade do que faço. O Governo pode não querer ajudar ninguém. Podemos todos pensar que estamos a dar dinheiro a um monte de incompetentes irresponsáveis. Posso viver com gente que vive ressabiada.
E eu cá me aguento. Não posso é ouvir B Fachada.


É fartar vilanagem. Aluguem isto tudo aos suecos, foda-se.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

Bolas

Eu vinha no metro a pensar e tinha chegado a várias conclusões: tinha percebido qual era o problema na espiritualidade actual e tinha feito uma lista mental de previsões para 2013. Como pelo caminho me esqueci de tudo, vão penar como eu.

domingo, janeiro 13, 2013

Portanto

A noite meteu revivalismo metal, dores no pescoço, putos atirados até ao outro lado da pista, elfos, góticas ( das gordas, as magras esqueléticas desapareceram todas nos anos 90 e ficaram as gordas, um fenómeno que acho que é culpa dos Evanescence, os Nickelback do gótico ), Deicid, anões, pessoas com menos de 20 anos que conhecem os primeiros albuns de Metallica, corpetes, plataformas, cerveja a metro, Ratos de Porão, crowd-surfing, sono a menos, esbarrar em colegas de trabalho todos queimados, Type o-negative e dores no pescoço. Depois dormi 4 horas, morri várias vezes mas não podia perder tempo com essa treta de ficar parado e lá fui à minha vida.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Pois, o tema do dia. Porque foi um dia divertido, graças à Pépa.

Como é sabido para quem segue aqui o estaminé, o Prezado está a maior parte do tempo à esquerda do Bloco, a resvalar para o anarco-nacionalismo. O que pode dar azo a despejar uma tonelada de impropérios a uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção e tal, mas não. Não vou dizer que a Pépa é uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção. Porque não é isso que me interessa apontar, já que uma beta queque afectada desfasada da realidade sem noção é coisa que não me faz grande confusão, sempre houve por aí muita beta queque afectada desfasada da realidade sem noção. O que me faz confusão é haver uma marca - que não vou fazer publicidade porque não merece a publicidade que não soube aproveitar - que faz uns videos para um nicho de mercado ( umas 15 pessoas, Fashion Bloggers ) e espera que a internet seja um meio estanque, onde só outras betas queques afectadas desfasadas da realidade sem noção vejam os videos e não achem estranho o facto da Pépa falar como se o seu maxilar tivesse tomado um Atarax - publicidade ao Atarax, sim - e doze minis em cima.
No meio da barrigada de riso da tarde, a tal marca puxa a ficha e tira os videos da net. O que é impossível, como é sabido por todos menos pela tal marca: Tudo o que já esteve na net, estará para sempre na net. E se toda a gente visse o video? não é esse o objectivo da publicidade? o que era o pior que podia acontecer? haver que gente que não gosta ( mas vê )? a tal marca implodiria de vergonha? Bom, em publicidade acho que todas as marcas já deram tiros nos pés bem maiores e piores, por serem voluntários. Este não era grave, parece. Pior, pedem desculpas por fazer uma campanha. Bimbos.
É um dos problemas do pessoal do Marketing que não percebe muito de net. Vê aquilo da net como um sítio onde tem o facebook e uns likes e é como uma televisão sem comando. Uns bimbos, na prática. Têm a tecnologia mas ainda não têm a cultura da tecnologia. Aquela onda faz-me-aí-um-print-do-email-para-enviar-por-fax.
Do pessoal e eu sei mesmo eu sei não se fala mal dos colegas mas do pessoal que se lembrou de fazer os videos fico sem saber se vivem num meio profissional tão fechado assim que chegaram ao ponto de não perceber que a dicção da Pépa é ridícula, e não perceberem também que ela é um arquétipo perfeito para comédia ( e não o aproveitarem ).
O maxilar da Pépa sozinho é melhor que um Nilton inteiro.

terça-feira, janeiro 08, 2013

falta de categoria

No aventar há votação para blogs do ano. Como é hábito, fui lá espreitar as categorias onde o PPC encaixa: Sátira, política, cultura, diário, fotografia, ilustração, poesia, local, história, ficção. Como sobram culinária, bola, moda e ecologia, não é por falta de categoria que fico sempre de fora. Para o ano logo se vê.

domingo, janeiro 06, 2013

Lá pró rio

Fui para ali para os lados de Belém, onde penso que se encontram a maior parte dos pasteis de nata conhecidos no universo. Cientistas de todo o mundo visitam a zona onde se estudam as colisões dos pastéis, em busca do pastel de Deus. Enquanto ali andei vi uma acontecer, um facho de luz impossivelmente brilhante rasgou as nuvens não ceguei porque o novo bunker dos coches estava à frente e serviu de pentaprisma rasgou a Calçada da Ajuda incinerou o quartel 24 graus deslocou-se o quartel, cerca de 200 vezes a distância entre estas duas linhas aqui dizem as crónicas da altura D. João V tirou 3 dias de sabática para ver o facho ao que o armou cavaleiro por o ver de tão grande valor, dito isto voltou a Alcobaça e eu voltei a casa mas saido do Poço do Bispo, mais escuro, a comer um pastel de nata que escapou e a anotar possíveis alibis para escrever, mais logo, uma misturada com pasteis de nata e D. João V, mas sem sucesso.
Este país está a cansar-me.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

Ser feliz com pouco

Pensar que hoje é segunda-feira e ver no canto do ecran que me enganei por quatro dias. Todo trocado dos feriados.

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Banda sonora

Calhou ter apanhado o Rui Pragal da Cunha a meter som. Autor de uns hinos de anos 80 importantes e que fizeram história como os primeiros temas portugueses a passar em pista de dança, fez uns remixes interessantes dos seus próprios temas que não resolviam o problema das musicas originais.
- Foda-se o "Paixão" tem uns 10 minutos e aquele cliché de 80's de subir uma oitava antes de acabar e os remixes insistem sempre na asneira.

terça-feira, janeiro 01, 2013

Fim de ano quase não era

O pessoal sai à pele para o revellon e apanha um taxi.
Infelizmente ninguém sabia que o trânsito estava proibido à volta do Terreiro do Paço, o que deu direito a um tour pela cidade ( e nisto apanhámos um cabrão de um polícia munícipal que achava que dar informações sobre caminhos alternativos não era trabalho dele ).
Também ninguém sabia era que o taxista tinha um profundo conhecimento de muita coisa, inclusivé sobre teoria da relatividade e anedotas e uma combinação das duas, que aliadas a uma velocidade média de 40km/h conseguiram transformar meia hora num semestre.
Acho que o facto de irmos todos mascarados levou o homem a pensar que eramos estrangeiros, o que deu direito a explicar o que é o Gambrinus e o Tavares Rico várias vezes e... contar como o melhor amigo dançava muito bem, que era alentejano, que era filósofo, que era malandro, que era engraçado e que contava anedotas. Infelizmente começou a contá-las sem ter dado tempo a responder que não, não queriamos anedotas de senhoras casadas. E assim se passa o fim de ano à porta da discoteca.
Bom ano ao pessoal do PPC. ( o original ).

domingo, dezembro 30, 2012

Balanço de 2012 em imagens II


Coimbra tem muita bebida. Visitei o States.

Descoberta tecnológica do ano.

Viajei até à margem sul. As taxas de aeroporto estão mais baixas.
Os santos vão falhando no dia a dia mas não falham em Junho.

Fui a uma manif.

Fui a outra manif.

Fui a outra manif.
Fui a outra manif.
Fui a outra Manif.

E infelizmente a iliteracia online continua a aumentar.

Balanço de 2012 em imagens I

O país continua a afundar, apesar de nos repetirem que está tudo a melhorar.
O Armstrong foi apanhado num esquema de doping
de proporções interplanetárias



Foi o ano dos tablets. No próximo ano o mercado deverá
oferecer todas as combinações de tamanhos possíveis
em incrementos de 1 cm.

Uma sonda marciana aterrou com sucesso no Mogão, à procura de vida inteligente.

Vi o Stevie Wonder ao vivo num centro comercial gigante.

A internet móvel veio trocar as ideias de toda a gente
e fez surgir coisas estranhas que ninguém percebe muito bem.


Fui à feira da Ladra um número record de vezes, comprando
um número record medalhas comemorativas do campeonato
de hoquei de 82.
Visitei um museu onde estão registados os efeitos nefastos da
exposição prolongada a canais de televisão generalistas.
Meti som novamante, provando que pessoas historicamente
surdas conseguem ter sucesso na música.

quinta-feira, dezembro 27, 2012

Design

A São João pegou nisto e eu dou-lhe continuação porque a vida está complicada e preciso de trabalho. Olhem só o potencial que um designer tem, é um mestre da camuflagem gráfica. Podemos ser astronautas, directores-adjuntos do Expresso, directores de programas da SIC, tudo.
disclaimer: Piada de designer.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Prendas de Natal

Devo ter uns 15 guardados algures.
Natal é partilha, mensagens de boas festas de múmias presidenciais a corda, Passos com cara de peixinho de aquário com aquelas dioptrias todas e, passo a redundância, prendas más. Quantos destes é que receberam ao longo da vida? Eu acho que recebi vários da mesma tia.
Está a chegar a altura dos posts de balanço.
Pensamentos logo após endoscopia:
"Anestesia sabe mal."
"Deviam fazer anestesia com sabor a after-eight."
"Vou dizer à enfermeira que sonhei com uma endoscopia sem anestesia a correr muito mal."
Acabei por dizer que deviam fazer anestesia com sabor a after-eight. Acho que pensaram que estava ainda a delirar, mas não, passado horas ainda acho o mesmo.

Adenda -A mania que todas as enfermeiras têem de infantilizar toda a gente vai perdendo-se numa razão inversa à sua idade. Se as mais velhas não conseguem tratar ninguém como um humano normal e adulto, tornando todos em crianças grandes, a mesma conversa por enfermeiras de 20 anos amaina porque ganha contornos kinky: " é só meter-lhe esta agulha e paro com as maldades" é uma frase que pede continuação.
E não me explicaram porque é que um piercing numa orelha pode atrapalhar uma endoscopia.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Natal

Fenómeno inédito este ano, fui a uma festa de Natal de empresa e não espumei, não fui obrigado a fazer nada, não tentaram convencer a cantar versões de Jingle Bells com quadras feitas pelo zé da contabilidade, não tive de ouvir discursos vazios repetidos e isto tudo sem ter de me enfrascar e mesmo tendo bar aberto. Devo estar a ficar velho.

sábado, dezembro 22, 2012

Rescaldo

Porreiro é que não vai haver profecias novas nos próximos 200 anos. Porreiro também era aproveitarem para acabar com mais 3 ou 4 superstições.

quinta-feira, dezembro 20, 2012

A questão é

De que maneira é que o mundo vai acabar amanhã?

Taxismo

No taxi a atravessar Lisboa, o sr. Paulo explicou-me que em Londres - todos os taxistas são ex-emigrantes - as coisas não são como cá e os restaurantes são mesmo fiscalizados, não há hipóteses se forem apanhados em falta. Há fiscais bem piores do que a ASAE porque não são só caricaturas nazis, são sérios e fazem diferença. Depois explica-me que cá não é nada assim e eu penso que realmente todos voltam porque gostam desta ausência de controlo. No fundo, é um país de anarcas.

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Processo de Evangelização

O contacto perigoso com o mundo sombrio do empreendedorismo corroi-me as entranhas de cansaço. Não que seja complicado continuar a achar que o Portuguese-Way-of-Life continua a ser o melhor, nem seja complicado achar que a escolástica Prezadiana continua a ser a melhor - para mim - mas o choque cultural é complicado: Promovendo a liberdade de cada um fazer o que entende da sua vida, levo com pessoal que acha que o seu modo de vida é invejável. E dizerem-me que se perde muito tempo a almoçar em Portugal e que telepizza é altamente quase dá para criar uma nova inquisição e perseguir esta gente. Torquemada metia-os todos no espeto se soubesse destas blasfémias.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

Diálogo

À barata que me disseram que teve os colhões de ficar parada no meio da cozinha derivado de ser do tamanho de um Pincher.

- Olha-me aquela. Não é uma vassoura de merda que me manda abaixo.
- Sai daí zé, ja te disse que ainda te magoas.
- Cala-te e lava a louça!
- Sai daí e vai buscar borras de café como prometeste.
- Vou quando quiser!
- És tao teimoso, possas.
- Olha a gaja lá ao fundo. Nem se mexe.
- Olha que a loira vem aí.
- Ah, outra. Agora são duas! MWAHAHAH!
- Olha que a loira vem aí.
- Ahaha olha-me a gaja nem tem mãos para a vassPAF.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Devemos ser todos estúpidos

Portanto temos jornalistas ou ministros - não meto a mão no fogo por ninguém - que fazem estas contas originais: De uma redistribuição fazem um aumento.
Vamos fazer isto como fazia o meu pai quando eu era puto, pegava num monte de laranjas e explicava-me como se faziam contas Ora se temos 10 laranjas por mês mais o subsídio de natal, temos 13 vezes 10 laranjas. São 130 laranjas. Ora agora em vez de ter 13 molhos de 10 laranjas, passamos a ter só 12 molhos de 10 e mais um pedaço de laranja cada mês. Houve quem visse aqui um aumento. Eu vejo um monte de laranjas a estragarem-se.

quarta-feira, dezembro 12, 2012

Tasco lapso

Rali dos tascos por Arroios, caio num engano que é habitual: dadas duas condicionantes incompatíveis, tento combiná-las sabendo que estarei sempre em falta para com uma delas ( a mais grave). Aqui o jogo de descobrir novos tascos, sempre mais e mais escondidos, julgava-o compatível com uma gastroenterite mal resolvida. Entrar num tasco sabendo que se está em dieta especial é o maior engano e fiz a pior opção possível: num tasco manhoso em que nunca entrei, fui pedir peixe. Veio uma coisa que devia estar congelada há 3 anos.
Mais valia ter pedido uma alheira, sempre me corroia as entranhas na totalidade.