Todos já observaram este fenómeno: aquele carrinho de bebé nas escadas.
Quero explicar as origens do carrinho de bebé nas escadas do ponto de vista comportamental, demonstrar a sua universalidade e por que motivo este fenómeno não acabará nunca.segunda-feira, setembro 14, 2015
Aquele carrinho de bebé na escada: um estudo
quinta-feira, setembro 10, 2015
O debate visto daqui
Apanhei o debate a mais de meio.
Como é sabido, já disse de Passos Coelho o que Maomé não disse do toucinho, já de António Costa, não me diz muito. Ontem a coisa vista por quem estava a jogar Dots e a comer ao mesmo tempo, foi assim:
Fiz mais um nível quando vi as coisas na mesma, Passos na sua introspecção ruminante, aquela certeza de que dizendo o menos possível tem muito mais hipóteses de se safar, e o Costa, finalmente a dar a cara e a dá-la toda, até demais.
Fiz outro nível.
Sendo que ambos sabiam que só tinham de jogar à defesa e tentar passar debaixo do radar, - aqui estou a misturar metáforas mas percebe-se ainda o que quero dizer - Costa arriscou. Leu os manuais e mesmo desconfortável, deu a cara. Olhou para a camara de frente e mesmo a vacilar, não desistiu. Do outro lado não houve outra hipótese senão evitar as balas, ficando à defesa e debaixo do radar. António Costa ainda mostrou alguma agressividade e o português não gosta disso. Só à distância ou como ultimamente se tem visto, pela internet. Agora quero ver as próximas sondagens.
Eu também faria a análise das cores das gravatas. Mas depois acabei mais um nível e o jantar.
terça-feira, setembro 08, 2015
Sobre isto dos terroristas e do karma
Em 2003, Durão Barroso autorizou Bush a usar a base das Lajes para atacar o Iraque. 12 anos depois, os terroristas chegam aos milhares, em botes sobrelotados. Eu sabia que aquilo ia dar mau resultado. Era uma questão de tempo.
segunda-feira, setembro 07, 2015
Limpeza ética
Tenho feito uma limpeza histórica nestes ultimos dias: a culpa, como tenho lido pouco antes de bloquear mais alguém no facebook, é daqueles malditos refugiados. Têm feito de tudo, pelo que tenho deixado de ler, já no pretérito futuro: têm chorudos subsídios, vivem em apartamentos de luxo, roubam, violam, matam, esgotam-nos os parcos recursos sem dizer água vai e no fim, mesmo vivendo a bela vida, ainda dão em terroristas e destroem o nosso belo país.
Em Portugal ouve-se muito este discurso. Felizmente nunca chega a votos porque ainda há consciencia do ridículo e alguma vergonha alheia. Vantagens de sermos poucos.
quinta-feira, setembro 03, 2015
Sobre aquela imagem de hoje
É fácil criar histórias fáceis com imagens fáceis.
Uma história fácil é aquela que é construida sempre que há um bombardeamento ou um terramoto algures: Um fotógrafo pró-activo pega num peluche ou uma boneca que leva num saco, enche-o de pó, coloca-o numas ruinas, estuda a composição e está feito. Essa foto vai chegar às páginas de um jornal, e cada jornal terá a sua versão desta foto. A mensagem daquela foto perdeu-se por vulgarização, e entretanto cristalizou como formato. Deixou de ser um conceito e passou a ser um género. É só um género de foto, agora: a versão fotográfica do "menino chorando", o pathos-pop, pornografia para jornais. Já não choca porque é uma repetição, da exposição e do apelo.
Hoje apareceu aquela imagem daquela praia. Irá acontecer-lhe o mesmo.
segunda-feira, agosto 31, 2015
Lisboa como Bruxelas
Istanbul revelou-se o ponto de viragem nas minhas viagens. Até agora tenho ido sempre para destinos pelo menos tão cosmopolitas como Lisboa.
Por exemplo, no que toca a transito, fiquei a perceber que Lisboa parece Bruxelas: Em Lisboa os semáforos têm valor, os sentidos proibidos também e andar em contramão ainda é mal visto.
Entretanto, pode ser ressaca da viagem ainda, mas parece-me que Istanbul serviu de droga de entrada para experimentar viagens fora do conforto da Europa e do norte da América, o que até agora evitava.
quinta-feira, agosto 27, 2015
terça-feira, agosto 18, 2015
segunda-feira, agosto 17, 2015
Metáfora para 2 jantares
Hoje saí de casa mais cedo. Quando passava ao pé da paragem de autocarro, cruzei-me com um velhote, de bengala.
Quando reparei que coxeava, chorei.sexta-feira, agosto 14, 2015
Poupem-me, que é Agosto
A Silly Season, o PS e o Observador deram o mote: Há publicidade a ser feita com fotografias de pessoas que realmente não são do PS e não estão desempregadas.
Como seria de esperar e óbvio, descobriram-se outros cartazes - agora do PSD - que também usam bancos de imagens.Não espero que um outdoor ou um mupi sejam são um bilhete de identidade nem uma declaração de principios. São meios antigos, umas coisas que em tempos venderam uma mensagem mas que agora já toda a gente lê da mesma forma enviesada: Uma moldura muito grande e cara que se vê ao longe e onde se mostram produtos que já ninguém quer saber.
quarta-feira, julho 29, 2015
O Leão, um estudo com escala
Acho esta história do leão interessante porque toca em vários pontos sensíveis e insensíveis: Use-se uma escala linear de 0 a 100 para medir o que me estou a cagar para um leão em particular e poder-se-á ler um 74 nessa escala. O facto de lhe ter sido dado um nome deveria fazer diferença mas por hábito, limpo os animais das coisas que os humanos teimam em dar-lhes: nomes, emoções, valores. São bichos. Não são mais que isso. Por isso é que na escala linear de 0 a 100 para burrice absoluta, o caçador em causa está nos 90 e muitos.
Tenho de medir finalmente a escala da granularidade mediática, a importância disto: de 0 a 100, vivemos não sei bem onde, mas como estamos no começo disto da net, diria que nos 45, este tempo em que notícias de factos de cada vez menor impacto ( continua a ser um só leão ) conseguem atingir proporções gigantescas e poderão mudar realmente alguma coisa ( por exemplo, crianças nascidas em 2010 nunca vão imaginar que havia um tempo em que não havia polvos que adivinhavam resultados de jogos de futebol ) . Devia acrescentar-lhe outra dimensão para representar a lamechice.
terça-feira, julho 28, 2015
A insustentável leveza do estagiario
Aqui no trabalho há um monte de estagiários novos. De todas as teorias que ouço à volta dos estagiários - como alimentá-los, o que não podem comer, a que horas é mais indicado, se se lhes podemos ou devemos bater, se devemos dar-lhes pão de ló ou farinha sem gluten, se não podem comer muito senão ficam gulosos, se devem descansar mais ou menos que os outros, se devem ter prioridade para certo tipo de trabalhos - não consigo encontrar uma definitiva. Parece que são humanos, e como tal, multidimensionais. Não há um conjunto de caracteristicas comuns muito grande. É pequena, até: São novos. São relativamente parvos. Mais do que isto em comum, não encontro. A partir daí, não há formulas, porque tanto são capazes de feitos espantosos como das maiores burrices.
Trabalhar com gente é o inferno.
segunda-feira, julho 27, 2015
Mercados emergentes, um estudo
Conseguiram uma clientela fixa em pouco tempo.
segunda-feira, julho 20, 2015
Século 21
Esqueçam internet por fibra óptica, wireless, computadores, tablets, Smart TV, micro-ondas, video-calls, internet-of-things, NFC, telecomandos, tudo com bluetooth e essas tretas. A revolução tecnológica real chegou lá a casa agora.
Tenho em casa a tecnologia que me permite ter mais tempo livre, livrar-me de tarefas próprias de países subsaarianos e passar mais tempo no sofá. quarta-feira, julho 15, 2015
Tenho mesmo dificuldades em acreditar nisso do Futuro
Essa cena do gin. Epá, não me chateiem com o gin e com as tretas do gin.
No fim de semana fui a casa dos meus pais para a tradicional almoçarada e fui ao bar ( nos anos 70 toda a gente tinha um bar ) confirmar uma memória de infância: sim, tinham copos de gin, colheres de gin, shaker, garrafa de gin, as tralhas todas para cocktails. Nunca vi um em casa. Toda a gente lá em casa fartou-se dessa treta rapidamente - eu não me lembro daquilo ser usado lá em casa - como qualquer outro hábito que surge por moda, pressão dos pares, falta de imaginação e não por gosto.
No fim de semana fui a casa dos meus pais para a tradicional almoçarada e fui ao bar ( nos anos 70 toda a gente tinha um bar ) confirmar uma memória de infância: sim, tinham copos de gin, colheres de gin, shaker, garrafa de gin, as tralhas todas para cocktails. Nunca vi um em casa. Toda a gente lá em casa fartou-se dessa treta rapidamente - eu não me lembro daquilo ser usado lá em casa - como qualquer outro hábito que surge por moda, pressão dos pares, falta de imaginação e não por gosto.
terça-feira, julho 14, 2015
Isto nunca esteve tão mal
Disseram-me no outro dia que Lisboa estava um perigo. Que a droga era um flagelo social gravíssimo em Lisboa. Pintaram-me um cenário dantesco, especialmente à volta do flagelo da erva.
- Mas Prezado, isso é droga na mesma, e é uma droga de entrada.
É capaz. O meu pai também usava esse argumento e fumava tabaco como uma chaminé. Nunca precisou de saltar para a erva ou para a heroina para ter um cancro e morrer com ele.
É capaz. O meu pai também usava esse argumento e fumava tabaco como uma chaminé. Nunca precisou de saltar para a erva ou para a heroina para ter um cancro e morrer com ele.
- A erva faz mal, claro que faz. Vais dizer que não?
É capaz. A mim até comer uma sandes de fiambre faz azia. Porque é que a erva há-de ser diferente? Mas nessa escala, acho que a erva está mais perto de tofu do que de um bife da vazia. Nesta mesma escala, heroina é um balde de banha de porco.
É capaz. A mim até comer uma sandes de fiambre faz azia. Porque é que a erva há-de ser diferente? Mas nessa escala, acho que a erva está mais perto de tofu do que de um bife da vazia. Nesta mesma escala, heroina é um balde de banha de porco.
- Mas nunca vi tanta droga como agora. Até em gente da tua idade.
É capaz. Eu também. Ninguém andava aí a fazer publicidade a heroina há 10 ou 20 anos. Agora os putos são uns desavergonhados, fumam erva à vista de todos. Quanto aos adultos, desde que a paguem e eu não tenha de aturar crises psicóticas, parece-me ok.
É capaz. Eu também. Ninguém andava aí a fazer publicidade a heroina há 10 ou 20 anos. Agora os putos são uns desavergonhados, fumam erva à vista de todos. Quanto aos adultos, desde que a paguem e eu não tenha de aturar crises psicóticas, parece-me ok.
- Dizes isso porque não tens filhos.
É capaz. Por isso vejo-me como um entidade reguladora da normalidade, quando isso de ser pai serve como pala dos burros. Lembro-me da curraleira e do casal ventoso, do pessoal que ainda novo se metia por-maus-caminhos. E da quantidade de vezes que fui roubado por carochos. Não tenho saudades desse tempo.
É capaz. Por isso vejo-me como um entidade reguladora da normalidade, quando isso de ser pai serve como pala dos burros. Lembro-me da curraleira e do casal ventoso, do pessoal que ainda novo se metia por-maus-caminhos. E da quantidade de vezes que fui roubado por carochos. Não tenho saudades desse tempo.
- Estás a ficar velho.
É capaz.
É capaz.
Sobre a Grécia, gosto de puré
Todas as pessoas informadas ( de extrema esquerda, esquerda, centro, direita e extrema direita ) que conheço já partilharam um link com um artigo que explica definitivamente o que se passa com a Grécia.
Como tenho mais que fazer, não tenho interesse em ter uma opinião mais sólida que isto:segunda-feira, julho 13, 2015
E andamos de carro voador
Estava aqui a andar pela net a pensar que daqui a uns anos os alvos das piadas de standup deixam definitivamente de ser os políticos e passam a ser só grupos económicos, marcas globais, fundos de investimento... Que têm tanto poder que um tipo se vê obrigado a só fazer piadas com políticos.
Ser atendido é o inferno
Andei a sair de restaurantes e bares de Lisboa. É um novo método de exploração urbana que descobri este fim de semana: quando vi ou ouvi qualquer coisa que não gostei, saí. Este fim de semana, saí porque não me atendem como cliente, mas como um bacano, tratam-me por tu, não me aceitam o multibanco, não me oferecem soluções, não me pedem desculpa, não dizem boa noite, água vai ou até amanhã, anunciam-me como é que vai ser o meu jantar sem me dar a escolher, o restaurante tem regras de uso, tentam que seja eu a ajudar a pagar a renda do restaurante e não o prato que ia comer, vendem velho como antiguidade e falta de jeito como excentricidade. Enfim, não facilitam um caralho.
É por isto que gosto de tascos, sei ao que vou e tratam todos os clientes por igual.
É por isto que gosto de tascos, sei ao que vou e tratam todos os clientes por igual.
sexta-feira, julho 10, 2015
Viva o zapping
Anda aí um fenómeno que me anda a chatear e não passa.
Chateia-me a omnipresença em cada conversa de bar, pré-reunião, café ou almoço, das séries de televisão e em especial, o Game of Thrones.
Chateia-me a omnipresença em cada conversa de bar, pré-reunião, café ou almoço, das séries de televisão e em especial, o Game of Thrones.
Eu explico: venho de um tempo longinquo em que não ver televisão era bem visto. Por uma parte da população, pelo menos.
Roupar uma série com "qualidade", como os espectadores de séries gostam de vincar que estas séries têm, não me diz muito: Na verdade não gosto de histórias escritas propositadamente de maneira a manter gente em frente ao ecran durante anos. Numa hora e meia conta-se uma história com a tal qualidade do Game of Thrones ( e mais variedade ), chama-se cinema.
Vi 5 minutos de um episódio há 2 semanas. Foi a primeira vez que vi alguma coisa. Confirmei o meu desinteresse. Ressalva: Não gosto de fantasia. Só vi o primeiro Senhor dos Aneis por peer pressure e vi todas crónicas de Narnia, Harry Potters e afins porque fico no sofá dos meus tios a bezerrar em frente a televisão todos os natais.
A televisão lá em casa não é para seguir nada: ou está ligada à net ( Chromecast, melhor uso que vão dar a 35 euros ) e vai puxando youtubes de gatinhos ou filmes, um fio contínuo de conteudo, ou mudando para o modo televisão que começa a ser algo datado, faço zapping.
Ver televisão com 200 canais é cada vez mais comparável a uma experiência científica, como no SETI, um tipo a vasculhar o universo à procura de vida inteligente, de canal em canal. De tempos a tempos há uns falsos positivos, e isso é que tem piada na televisão, neste momento.
Ver televisão com 200 canais é cada vez mais comparável a uma experiência científica, como no SETI, um tipo a vasculhar o universo à procura de vida inteligente, de canal em canal. De tempos a tempos há uns falsos positivos, e isso é que tem piada na televisão, neste momento.
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