Há uma coisa que não consigo perceber sempre que leio a Helena Matos: É uma opinião política válida - mesmo que muita gente não concorde - ou é só ressabiamento? Não consigo distinguir.
quarta-feira, dezembro 02, 2015
Paralelismos obscuros
Um Leão está para a publicidade como uma ronda de investimento está para uma Startup.
terça-feira, novembro 17, 2015
Depois de Paris
Por acaso esta semana ainda não ouvi muita gente dizer que começou a 3ª guerra mundial.
O que é bom, porque já ouço essa conversa desde os anos 80 e já enjoa.
https://www.youtube.com/embed/1pkVLqSaahk
https://www.youtube.com/embed/1pkVLqSaahk
sexta-feira, novembro 13, 2015
Uma semana de instabilidade
Graças ao youtube (finalmente a net é usada para mais do que ver gatinhos), toda a gente pode ver os videos que mostram o que qualquer taxista vos dirá: os políticos são todos iguais. É claro que é preciso voltar até 2011 e isso é olhar para trás, o que não ajuda senão a descobrir a pólvora. Também não ajudam as contas que tenho visto, com variáveis como "73% das pessoas das pessoas não votaram no PS por isso devem estar de acordo com o PNR", "metade das pessoas que votaram no PS não o querem no poder e eu sei que isso é verdade" ou "eu não votei neles, por isso não devem ir para lá", que só servem para atirar areia aos olhos.
Portanto: Para a semana vou viajar, adivinhe-se o quanto estou preocupado com isto.Novidades importantes: Saí do fim da cadeia alimentar, profissionalmente falando. Traduzo: Subi um passo numa hierarquia, o primeiro. Como é que isto interfere no espirito de um anarco-sindicalista de apartamento é algo que se vai ver.
quinta-feira, novembro 12, 2015
Lá no bairro
Moro num bairro um pouco gentrificado, rodeado de bairros mais antigos e cheios de movimento. Faço a vida aqui à volta. Nos cafés, restaurantes e táxis apanho com um discurso que é próprio de uma democracia jovem como a nossa: uma ideia ingénua da política como um instrumento abstracto que não se sabe bem como opera. É mal vista, até ( lembro-me de em casa me dizerem que "dantes não se falava de política" ).
Se as políticas deviam ter a eficácia de um bisturi, no balcão da pastelaria ele parece que é usado na ponta de uma vara de bambu. Dizem que votam no Portas mas abortos, cada um sabe de si. Acham que o Passos fez o que tinha a fazer, mas o Jerónimo de Sousa diz coisas que sao muito certas. Sindicalistas nem morto, mas tirarem-me a pensão nem pensar.
Se as políticas deviam ter a eficácia de um bisturi, no balcão da pastelaria ele parece que é usado na ponta de uma vara de bambu. Dizem que votam no Portas mas abortos, cada um sabe de si. Acham que o Passos fez o que tinha a fazer, mas o Jerónimo de Sousa diz coisas que sao muito certas. Sindicalistas nem morto, mas tirarem-me a pensão nem pensar.
Talvez este ambiente de tensão dos ultimos dias sirva para perceber melhor que na política há causa e efeito.
quarta-feira, novembro 11, 2015
A ingenuidade
O assassinato de carácter de António Costa cresce, nas redes sociais. Encontram-se réplicas similares vindas do outro lado da bancada, revelando que Passos não é melhor. O mesmo para Portas. O mesmo para os artistas do costume.
Passando ao lado disto tudo, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins. Para quê procurar pés de barro quando já se sabe o problema? São comunas! As fotomontagens com imagens da Coreia do norte bastam. Drama de faca e alguidar
Depois de ter ouvido as reacções aos acontecimentos de ontem - o governo caiu, o que nao me aquece nem arrefece (bom, aquece um pouco) - reparei num certo tom familiar.
Depois ainda vi aquelas comparações com a Coreia do Norte, o PREC, o perigo vermelho, as hilariantes manifs de direita, que merecem um post exclusivo e longo, etc etc. Também somos assim, burros.
terça-feira, novembro 10, 2015
A questão é esta
Acreditar que um político vos vai melhorar a vida é como acreditar no Pai Natal.
Mas lá que isto vão ser tempos animados, vão.A alienação
Esta conversa dos telemóveis como elementos do mal já enjoa. Uso telemóvel compulsivamente. Mas isso não é de hoje e não interessa o nível da tecnologia.
Quando me ofereceram um Spectrum, há umas décadas, lembro-me como se fosse hoje o meu pai dizer-me em jeito de aviso - aquele investimento numa treta tão cara tinha de valer a pena - "Quero ver que interesse tens nisso. Ainda vai ficar arrumado num canto".
Antes fosse.
segunda-feira, novembro 09, 2015
Sobre política, o fim de semana e o futuro
Foi com satisfação que ouvi Lipovetsky no fim de semana, no Porto.
Descobri-me Lipoteskiano no meu optimismo caótico anti-new age espiritual de origem sindicalista quando pude confirmar que o mundo tem uma solução em que todos podemos participar.
É também com optimismo que vejo debates aguerridos entre deputados de esquerda e saudosistas pré-muro de Berlim, a fazerem-me lembrar as múmias de extrema direita americana que sempre que têm de fazer uma comparação, usam a alemanha nazi ou e o cliché pseudo-iluminado "a história é um pendulo".
A história não existe, é uma construção e só lembra o que interessa.
Se estão preocupados com o governo de esquerda, esqueçam lá isso. Políticos já só nos podem dar alegrias.
Descobri-me Lipoteskiano no meu optimismo caótico anti-new age espiritual de origem sindicalista quando pude confirmar que o mundo tem uma solução em que todos podemos participar.
É também com optimismo que vejo debates aguerridos entre deputados de esquerda e saudosistas pré-muro de Berlim, a fazerem-me lembrar as múmias de extrema direita americana que sempre que têm de fazer uma comparação, usam a alemanha nazi ou e o cliché pseudo-iluminado "a história é um pendulo".
A história não existe, é uma construção e só lembra o que interessa.
Se estão preocupados com o governo de esquerda, esqueçam lá isso. Políticos já só nos podem dar alegrias.
terça-feira, novembro 03, 2015
Por onde começar?
Um ministro - não mais que um taberneiro ou um taxista, é certo - diz que Deus nem sempre é amigo. Ora, eu conheço Deus. Deus é sempre amigo. Deus é especialmente amigo quando ajuda a verificar PDM's e a corrigir - grátis - o planeamento urbano de Albufeira.
Calvão da Silva, retirado vivo do díluvio original e posto no governo, veio lembrar-me o tempo em que seguia religiosamente a actualidade política, nomeadamente os bons tempos da indecisão de Guterres e do épico Santana Lopes. Calvão da Silva traz também para Portugal aquele absurdo candido e pacóvio que me motiva a seguir a política americana, onde não há pejo em dizer o que vai na alma, por pior que soe.quarta-feira, outubro 28, 2015
Parem lá com isso 10 minutos
Eu sei que a culpa é da palavra escrita.
O Verbo é forte, mas escrito é mais forte ainda. A impressão, ainda que digital, ferra as palavras de outra maneira no nosso diminuto e permeável cérebro. O que seria um pequeno apontamento a meio de uma conversa se estivéssemos na mesma sala, frente a frente um silvo no meio de palavras importantes, uma brisa numa floresta, transforma-se em lei na pedra depois de escrito
Assim acontece com esta moda que não é de hoje, a moda das princesas.
Pais: Há filhas (e filhos), que saiba, desde sempre. Eu percebo que os vossos rebentos sejam mágicos. Eu também sou um rebento mágico. Felizmente a minha mãe guarda essa informação para si até encontrar uma vizinha, também com um rebento mágico, e ambas partilham e comparam o quão mágicos são os seus rebentos em várias ordens de grandeza quando se encontram ao pé da padaria. Digo isto porque gostava que a internet - a minha, pelo menos - não fosse uma aldeia com gente que fala dos seus filhos como se ninguém estivesse a ouvir, mas antes uma cidade com carros que voam e motas a jacto. Uma cena moderna e tal.
quinta-feira, outubro 22, 2015
segunda-feira, outubro 19, 2015
A imagem de hoje
Este fim de semana, após meses de pressão, usei um uber. Não tenho nada a apontar. Mas vou continuar a usar taxis, também.
Um taxi é um serviço de conversação temporária com um humano, como o uber.
Num uber, a tecnologia tira o atrito do serviço e torna-se o tema da conversa.
Num taxi, o taxista aumenta o atrito do serviço e torna-se o tema da conversa.
Eu gosto de experiências genuinas. Por isso é que vou a tascos e restaurantes de beira de estrada que tenham toalhas de papel. Eu poder desenhar na mesa enquanto como é o meu luxo.P.S. 1: Dito isto, os ubers vão vingar à conta das mulheres, que não acham piada à conversa taxistas.
P.S. 2: Paguei tanto como se tivesse ido de taxi.
terça-feira, outubro 13, 2015
Pequena lista de referências que tenho encontrado sobre um possível governo de esquerda a ser formado.
"Isto é o House of Cards."
"Isto é um golpe de estado, não é?"segunda-feira, outubro 12, 2015
info-excluido
Tenho o filtro do spam ligado desde sempre nos comentários deste blog. Hoje lembrei-me de ir ver o que lá estava. Muita coisa não é spam.
É isso, afinal não há censura aqui no blog, só não há é tempo. Se tiverem um reply a um comentário de 2013, não se admirem.
É isso, afinal não há censura aqui no blog, só não há é tempo. Se tiverem um reply a um comentário de 2013, não se admirem.
Do lado de lá da barricada
Este fim de semana aconteceu, num debate regado a tinto - quando se rega um debate com tinto nasce uma discussão, dizem - tive de alinhar pelo discurso do patronato. A razão é simples: Funcionários públicos Teóricos Marxistas-Leninistas anarco-sindicalistas vivem num universo à parte dos restantes humanos. E ainda dizem que as ideologias morreram.
Adenda:
Fui apelidado de cínico, o que não me admirou. A primeira vez que me chamaram de cínico ainda tive de usar um diccionário para saber o que era.
Pelo que entendi da discussão, tenho a responsabilidade de tornar o mundo melhor para todos, mas todas as acções que possa encetar prejudicam alguém, inadvertidamente.
Exemplo prático: Ao ajudar um pobre, estou a perpetuar o assistencialismo burguês de indole capitalista mas se lhe oferecer um trabalho e pagar um ordenado, aí estarei a perpetuar a exploração da classe operária. Se ficar quieto, sou cínico.
Adenda:
Fui apelidado de cínico, o que não me admirou. A primeira vez que me chamaram de cínico ainda tive de usar um diccionário para saber o que era.
Pelo que entendi da discussão, tenho a responsabilidade de tornar o mundo melhor para todos, mas todas as acções que possa encetar prejudicam alguém, inadvertidamente.
Exemplo prático: Ao ajudar um pobre, estou a perpetuar o assistencialismo burguês de indole capitalista mas se lhe oferecer um trabalho e pagar um ordenado, aí estarei a perpetuar a exploração da classe operária. Se ficar quieto, sou cínico.
sexta-feira, outubro 09, 2015
A sério que percebo
É mesmo complicado não dizer mal de tudo, em Portugal. Fica-se sem tema de conversa de encher chouriços.
A culpa é do moralismo, dizem-me.
Se um gajo não diz mal de tudo, está desatento. Não tem noção do mundo. Não sabe.
Se diz bem de alguma coisa, depois de levar na cabeça pelo atrevimento, descobrirá que afinal pertence a um lobby qualquer, uma conspiração para acabar com o mundo perfeito de outros tempos ou nasceu em berço de prata.
Mas não.
Estudos feitos por cientistas japoneses confirmam que, por exemplo, um tipo pode estar satisfeito relativamente à sua vida e ainda assim ler notícias do Observador voluntariamente, votar no Livre, andar de transportes públicos e usar hospitais privados, andar de Uber e de taxi e outras coisas aparentemente incompatíveis.
Nota-que-não-tem-nada-a-ver: ontem ouvi um senhor qualquer do PSD dizer que não se pode ter um parlamento com uma maioria de esquerda porque "90% dos portugueses não votaram no BE". Eu também não votei no BE, assim como não votei no PSD. Porque é que este tipo de soundbyte manhoso ainda é usado? Estas foram as primeiras eleições em que a internet teve algum peso mediático - e onde vi muitos tiros no pé - e espero continuidade na discussão e no escrutínio: Vai ouvir-se muita burrice, mas vai ser melhor para todos.
quarta-feira, outubro 07, 2015
Tenho andado ocupado
Tenho andado ocupado mas é fácil estar atento. O PS, o Cavaco e o Passos não me tiram o sono: Já sei com o que posso contar, um quarto do que ganho não é meu, outro quarto não conto com ele e não me queixo da vida, nem conto que alguém mude isto.
Fui até ao Norte.
O homem do tasco típico mas feio, forrado de azulejo de casa-de-banho, tem de compensar as doses magistrais de carne que serve vendendo um vinho caseiro, sem rótulo, aos clientes. Não me queixo da vida, nem conto que alguém mude isto.
Vou ao ginásio.
Pago umas cotas porreiras que me dão acesso a um ginásio que cheira a chulé e tem um treinador de cadeira de rodas que tem a mania que é rijo. Ao fim de 4 flexões cheias de força, estou morto. Não conto que alguém mude isto, também.
Pago umas cotas porreiras que me dão acesso a um ginásio que cheira a chulé e tem um treinador de cadeira de rodas que tem a mania que é rijo. Ao fim de 4 flexões cheias de força, estou morto. Não conto que alguém mude isto, também.
segunda-feira, outubro 05, 2015
O dia depois
Das várias teorias que andam no ar, eu gosto de acreditar que, sabendo que não há nenhum partido capaz de atrair mais inteligencia que outro, isto é tudo muito linear.
Entre continuar a merda do costume e escolher uma merda nova e arriscar perder o pouco que se tem, a escolha não é complicada. Agora calem-se que já não os posso ouvir. Tanto de um lado como de outro.
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