terça-feira, maio 31, 2016
O Gu-lag
segunda-feira, maio 30, 2016
Devagar com o andor
quinta-feira, maio 19, 2016
Malucos do Riso, Versão brasileira pós-Dilma
terça-feira, maio 17, 2016
Genética renovada precisa-se
Descobri um filão
No facebook, os comentários dos fans às citações do Pedro Chagas Freitas dão-lhe uma continuidade inesperada. É uma espécie de cadáver esquisito com sentido. Tanto quanto é possível.
segunda-feira, maio 09, 2016
Pessoas que distinguem a diferença entre as vozes do novo e do antigo vocalista dos AC/DC:
domingo, maio 01, 2016
Tipos de humor
Historicamente, tive uma dificuldade extrema de fazer conversa de circunstância com uma ex-patroa. E na altura não percebia porquê. Sempre que tentava fazer uma piada era levado a sério, sempre que falava a sério achava que estava a fazer uma piada. O mesmo acontecia no sentido oposto. Hoje vi que partilhou uma citação do Pedro Chagas Freitas. E como esperado, não foi no gozo.
domingo, abril 17, 2016
Este blog tem 10 anos.
Da boa à má vida, do desemprego ao patronato. Assistiu à queda do Sócrates, do Passos, do Cavaco. E ainda vai assistir a mais umas coisas.
Amanhã: top 10 dos fenómenos a que este blog assistiu nos últimos 10 anos.
quinta-feira, abril 14, 2016
Estava aqui a ver
sexta-feira, abril 08, 2016
Ainda a gorda
#esefosseeu
As canetas.
Alguns lápis.
Um canivete.
Cadernos.
Cabos USB.
Dinheiro.
O portátil.
A máquina fotográfica.
Os documentos.
O telemóvel.
Uma garrafa de água.
Benurons.
A minha lista, reparei, não é muito diferente da lista da Joana Vasconcelos. É menos totó porque me prolongaria o conforto por mais do que 20 minutos. Não gosto de tricot mas gosto de desenhar. Ser obrigado a fugir do meu país só me obriga a deixar o que não preciso,
sexta-feira, março 18, 2016
O mais importante é o motivo
quinta-feira, março 10, 2016
Jamaica, Tokio e Europa: 3 canos, Cais do Sodré ao fundo
terça-feira, março 08, 2016
Quero ser cliente
Lisboa que amanhece
quarta-feira, fevereiro 24, 2016
O Cliente Português
O cliente português não quer ser cliente: quer ser um amigo.
O cliente português não quer ser cliente: quer ser ouvido.
sexta-feira, fevereiro 12, 2016
A Galp
A Galp, pronta a avançar para novos mercados, avança a todo o vapor para a joalharia: o novo logo parece um daqueles berloques para pulseiras das betas. Mas como queriam apelar a outros mercados, transmuta-se em berliindes e em relva. No fim, parece um pechisbeque barato.
sexta-feira, fevereiro 05, 2016
Vamos lá ver
A solução apresentada pela startup, era simples, barata e eficaz: Insectos. Farinha de insectos. Google it.
Eu ouvi o pitch, percebi que o mundo tem de mudar rapidamente, saí e fui a correr comer um bitoque.
quarta-feira, fevereiro 03, 2016
Reunite
Se o chefe precisa de marcar muitas reuniões onde aparentemente há pouco a decidir ou já está tudo decidido, dica: poupa tempo da tua vida, pede-lhe ajuda e opiniões diariamente. Mesmo que seja sobre a cor ou densidade do papel higienico, o número ideal dos agrafadores ou a melhor password para o wifi. Qualquer coisa serve, inventa. Tudo para que sinta que afinal querem jogar às escondidas, aos polícias e aos ladrões, à macaca, seja, com ele.
terça-feira, fevereiro 02, 2016
Groupies são sempre groupies
Alto lá, que vejo eu
A groupie nem bebeu
Está sóbria vejo bem
antes fosse, minha mãe
metam-lhe uma mordaça
ai o tempo não passa
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
Desengane-se quem vem
ouvir o Sérgio Godinho
vão ouvir cantar baixinho
o segredo já sabido
a zumbir-me no ouvido
"Sérgio faz-me um filho"
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
Bebem-lhe cada palavra
vão sempre vê-lo ao Avante
40 anos vão-se num instante
Desafinando pela causa
as groupies na menopausa
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
A groupie não se cala
A groupie não se cala
incomoda toda a sala
Mandem-na calar
A groupie não se cala
meta-lhe uma mordaça
A groupie não se cala
cortem-lhe o pio
A groupie não se cala
Deitem-na ao rio
A groupie não se cala.
terça-feira, janeiro 26, 2016
Não tenho tempo para nada
segunda-feira, janeiro 25, 2016
O monólito
quinta-feira, janeiro 21, 2016
Custa muito?
sexta-feira, janeiro 15, 2016
Je ne suis Je suis
domingo, janeiro 10, 2016
Navegação por instrumentos
Ficam os táxis, experiências analógicas, seguem os Ubers, bidimensionais e automáticos, uns atrás dos outros. O espaço mental que percorrem é gentrificado como a cidade e retirá-los dessa área nobre da cidade retira-lhes ainda mais a humanidade. Se conduzir para a Uber é uma vigília permanente, fora dessa zona de conforto o silêncio é absoluto e passam a olhar mais para o GPS que para o caminho, sabendo que não podem confiar completamente na máquina, sem um mapa mental comum com os passageiros. Leia-se, para lá do Califa é só dragões.
quarta-feira, janeiro 06, 2016
A criar excêntricos
segunda-feira, janeiro 04, 2016
Começar o ano
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Sobre o Starwars, o Game of Thrones, o 50 Shades fo Gray e finalmente, o Twilight
tempo ou autores originais, revelando aspectos sociais, políticos, pessoais muito próprios, alguns critérios estéticos mais ou menos definidos mas claramente pertencentes a um só universo. Com as devidas excepções, um género era facilmente identificado, e fácil de excluir dos restantes.
Isto tudo só para poderem vender t-shirts à miudagem.
*apenas a parte que toda a gente gosta.
quarta-feira, dezembro 30, 2015
Eu ainda perco tempo com isto
Quase a chegar a 2016 e ainda há tarólogos no mundo
terça-feira, dezembro 29, 2015
Piropos mandatórios
Mas só para dizer que o piropo é uma arte em declínio e deve ser salvo.
É uma forma de expressão única no mundo, não só pela evolução que ocorreu em poucas centenas de milhares de anos, ouvidos desde as árvores mais altas da Pangea até ao andaime floresta urbana, mas também pela adaptação a meios como o automóvel, onde esta territorialidade, sempre baseada na distância, na não-presença, continua resiliente.
segunda-feira, dezembro 28, 2015
Informação.
quarta-feira, dezembro 23, 2015
Revisitação
Esclarecimento ao patronato e proletariado:
99% dos empregados sabe que é mais barato pagar um jantar anual que aumentar toda a gente. É uma verdade de lapalice, o patronato também sabe.
99% dos organizadores de jantares e festas de natal são inaptos para tal, mas tentam. Se tentarem fazer uma festa que agrade a todos... parece que afinal é impossível.
99% dos patrões enganam-se pensando que a falta de entusiasmo se deve a cansaço. Somos portugueses e tímidos. É mesmo assim. Mas se as pessoas estão insatisfeitas...
100% das festas de natal deixam mais de
Isto é
Isto era o meu estado de espírito na alura em que trabalhava não para um patrão, mas um monte de merda. É o efeito que isso faz às pessoas.
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Star wars, a Saga.
terça-feira, dezembro 15, 2015
domingo, dezembro 13, 2015
Só pode ser culpa do Costa e desse bando de corruptos
Mas, aquele tempo que não perdeu devia ter sido empregado a pedir uma licença na camara.
Cresce o andar maior que os outros, como um tampo de balcão de um tasco por cima dos restantes andares quando o fiscal bandido da camara o interpela. Bandido não aceita luvas, pequenas de certeza bandido embarga-lhe a obra.
Tenho a vista para o Tejo como dantes - o andar extra só cresceu até à altura do parapeito das janelas e agora parece-se com algo saído do jardim de Serralves, um monte de chapas onduladas em concha a fazer de telhado, andaimes nas paredes, uma especie de tartaruga ninja de metal ancorada no topo do prédio, a tirar o brilho aos andaimes - só tenho de subir a uma cadeira.
quinta-feira, dezembro 10, 2015
O patronato do ponto de vista do utilizador
segunda-feira, dezembro 07, 2015
Aquela história do bloco de esquerda e a homeopatia
Dizem-me que tenho uma postura um bocado radical quanto à homeopatia.
Mas até acho que sou tolerante, tendo em conta o que se sabe sobre o assunto.
Também não vou perder tempo a listar fontes de informação fidedigna porque antes teria de apontar como encontrar fontes fidedignas, já que a maior parte da informação online é enviesada.
Poupo-me também o tempo de separar "bons profissionais" de "maus profissionais", porque rapidamente alguém traria esse argumento para a mesa.
quinta-feira, dezembro 03, 2015
Demorou uns anos, mas até percebo
Fui o cliente típico do I (o Sol nunca o comprei*): gosto muito do jornal, comprei-o com alguma regularidade quando foi lançado, entretanto nunca mais comprei jornais**. Quando, de tempos a tempos, sei que vou andar de autocarro ou comboio e tenho tempo para ler notícias mais a fundo***, sou capaz de o comprar.
O marinheiro que hoje teve a tarefa de implodir a redação, é só um mensageiro.
quarta-feira, dezembro 02, 2015
É o Natal, aquela altura do ano
Um velhote alemão que finge a sua morte só para ter um jantar de natal com a família pode mais facilmente ser o começo de uma anedota ou, retirando a suspensão voluntária da descrença do caminho, um episódio macabro de um alemão auto-centrado em infracção contra a lei.
Nel Monteiro deveria reclamar. Há décadas canta este mesmo tema apenas para ser sempre classificado como bimbo.
Não és tu, sou eu.
Paralelismos obscuros
terça-feira, novembro 17, 2015
Depois de Paris
https://www.youtube.com/embed/1pkVLqSaahk
sexta-feira, novembro 13, 2015
Uma semana de instabilidade
quinta-feira, novembro 12, 2015
Lá no bairro
Se as políticas deviam ter a eficácia de um bisturi, no balcão da pastelaria ele parece que é usado na ponta de uma vara de bambu. Dizem que votam no Portas mas abortos, cada um sabe de si. Acham que o Passos fez o que tinha a fazer, mas o Jerónimo de Sousa diz coisas que sao muito certas. Sindicalistas nem morto, mas tirarem-me a pensão nem pensar.
quarta-feira, novembro 11, 2015
A ingenuidade
Drama de faca e alguidar
Depois ainda vi aquelas comparações com a Coreia do Norte, o PREC, o perigo vermelho, as hilariantes manifs de direita, que merecem um post exclusivo e longo, etc etc. Também somos assim, burros.
terça-feira, novembro 10, 2015
A questão é esta
A alienação
segunda-feira, novembro 09, 2015
Sobre política, o fim de semana e o futuro
Descobri-me Lipoteskiano no meu optimismo caótico anti-new age espiritual de origem sindicalista quando pude confirmar que o mundo tem uma solução em que todos podemos participar.
É também com optimismo que vejo debates aguerridos entre deputados de esquerda e saudosistas pré-muro de Berlim, a fazerem-me lembrar as múmias de extrema direita americana que sempre que têm de fazer uma comparação, usam a alemanha nazi ou e o cliché pseudo-iluminado "a história é um pendulo".
A história não existe, é uma construção e só lembra o que interessa.
Se estão preocupados com o governo de esquerda, esqueçam lá isso. Políticos já só nos podem dar alegrias.
terça-feira, novembro 03, 2015
Por onde começar?
quarta-feira, outubro 28, 2015
Parem lá com isso 10 minutos
quinta-feira, outubro 22, 2015
segunda-feira, outubro 19, 2015
A imagem de hoje
terça-feira, outubro 13, 2015
Pequena lista de referências que tenho encontrado sobre um possível governo de esquerda a ser formado.
segunda-feira, outubro 12, 2015
info-excluido
É isso, afinal não há censura aqui no blog, só não há é tempo. Se tiverem um reply a um comentário de 2013, não se admirem.
Do lado de lá da barricada
Adenda:
Fui apelidado de cínico, o que não me admirou. A primeira vez que me chamaram de cínico ainda tive de usar um diccionário para saber o que era.
Pelo que entendi da discussão, tenho a responsabilidade de tornar o mundo melhor para todos, mas todas as acções que possa encetar prejudicam alguém, inadvertidamente.
Exemplo prático: Ao ajudar um pobre, estou a perpetuar o assistencialismo burguês de indole capitalista mas se lhe oferecer um trabalho e pagar um ordenado, aí estarei a perpetuar a exploração da classe operária. Se ficar quieto, sou cínico.
sexta-feira, outubro 09, 2015
A sério que percebo
quarta-feira, outubro 07, 2015
Tenho andado ocupado
Pago umas cotas porreiras que me dão acesso a um ginásio que cheira a chulé e tem um treinador de cadeira de rodas que tem a mania que é rijo. Ao fim de 4 flexões cheias de força, estou morto. Não conto que alguém mude isto, também.
segunda-feira, outubro 05, 2015
O dia depois
quarta-feira, setembro 23, 2015
Quero um gin gentrificado
Quero apelar aos donos dos bares, baristas, garçons e empregados de balcão:
Por favor criem uma fila só para gins no bar. Por favor.
sexta-feira, setembro 18, 2015
O óptimo é inimigo do bom
segunda-feira, setembro 14, 2015
Aquele carrinho de bebé na escada: um estudo
quinta-feira, setembro 10, 2015
O debate visto daqui
terça-feira, setembro 08, 2015
Sobre isto dos terroristas e do karma
segunda-feira, setembro 07, 2015
Limpeza ética
Vantagens de sermos poucos.
quinta-feira, setembro 03, 2015
Sobre aquela imagem de hoje
segunda-feira, agosto 31, 2015
Lisboa como Bruxelas
quinta-feira, agosto 27, 2015
terça-feira, agosto 18, 2015
segunda-feira, agosto 17, 2015
Metáfora para 2 jantares
sexta-feira, agosto 14, 2015
Poupem-me, que é Agosto
Não espero que um outdoor ou um mupi sejam são um bilhete de identidade nem uma declaração de principios. São meios antigos, umas coisas que em tempos venderam uma mensagem mas que agora já toda a gente lê da mesma forma enviesada: Uma moldura muito grande e cara que se vê ao longe e onde se mostram produtos que já ninguém quer saber.
quarta-feira, julho 29, 2015
O Leão, um estudo com escala
terça-feira, julho 28, 2015
A insustentável leveza do estagiario
segunda-feira, julho 27, 2015
Mercados emergentes, um estudo
Conseguiram uma clientela fixa em pouco tempo.
segunda-feira, julho 20, 2015
Século 21
quarta-feira, julho 15, 2015
Tenho mesmo dificuldades em acreditar nisso do Futuro
No fim de semana fui a casa dos meus pais para a tradicional almoçarada e fui ao bar ( nos anos 70 toda a gente tinha um bar ) confirmar uma memória de infância: sim, tinham copos de gin, colheres de gin, shaker, garrafa de gin, as tralhas todas para cocktails. Nunca vi um em casa. Toda a gente lá em casa fartou-se dessa treta rapidamente - eu não me lembro daquilo ser usado lá em casa - como qualquer outro hábito que surge por moda, pressão dos pares, falta de imaginação e não por gosto.
terça-feira, julho 14, 2015
Isto nunca esteve tão mal
É capaz. O meu pai também usava esse argumento e fumava tabaco como uma chaminé. Nunca precisou de saltar para a erva ou para a heroina para ter um cancro e morrer com ele.
É capaz. A mim até comer uma sandes de fiambre faz azia. Porque é que a erva há-de ser diferente? Mas nessa escala, acho que a erva está mais perto de tofu do que de um bife da vazia. Nesta mesma escala, heroina é um balde de banha de porco.
É capaz. Eu também. Ninguém andava aí a fazer publicidade a heroina há 10 ou 20 anos. Agora os putos são uns desavergonhados, fumam erva à vista de todos. Quanto aos adultos, desde que a paguem e eu não tenha de aturar crises psicóticas, parece-me ok.
É capaz. Por isso vejo-me como um entidade reguladora da normalidade, quando isso de ser pai serve como pala dos burros. Lembro-me da curraleira e do casal ventoso, do pessoal que ainda novo se metia por-maus-caminhos. E da quantidade de vezes que fui roubado por carochos. Não tenho saudades desse tempo.
É capaz.
Sobre a Grécia, gosto de puré
segunda-feira, julho 13, 2015
E andamos de carro voador
Ser atendido é o inferno
É por isto que gosto de tascos, sei ao que vou e tratam todos os clientes por igual.
sexta-feira, julho 10, 2015
Viva o zapping
Chateia-me a omnipresença em cada conversa de bar, pré-reunião, café ou almoço, das séries de televisão e em especial, o Game of Thrones.
Ver televisão com 200 canais é cada vez mais comparável a uma experiência científica, como no SETI, um tipo a vasculhar o universo à procura de vida inteligente, de canal em canal. De tempos a tempos há uns falsos positivos, e isso é que tem piada na televisão, neste momento.
quinta-feira, julho 09, 2015
Era simples.
terça-feira, julho 07, 2015
Estado social, explicado a crianças de 5 anos
Pessoa A diz que lhe pedem que apresent o IRS.
Pessoa A tem bons rendimentos.
Pessoa A diz que isso não quer dizer nada e que inclusivamente, está mal.
Pessoa A vota liberal.
É assim.
quinta-feira, julho 02, 2015
Os diálogos da prancha
- Tenho de ir, se não for eu não vai mais ninguém. Uma onda não o chega a ser se não for surfada.
segunda-feira, junho 29, 2015
A natureza humana
quinta-feira, junho 25, 2015
Pausa
segunda-feira, junho 01, 2015
Eu, dono de uma bicicleta em Lisboa, me confesso
quinta-feira, maio 28, 2015
Portugal dos pequeninos
Estão a estragar isto tudo.
quarta-feira, maio 27, 2015
Desabafo ressabiado
terça-feira, maio 26, 2015
Lições de vida para gente burra
quinta-feira, maio 21, 2015
Maria Capaz, falta de noção e trabalho especulativo
Depois, era um concurso cujo vencedor era pago uma quantia desconhecida. Uma emenda pouco melhor que o soneto porque é claramente uma emenda feita sob pressão.
Finalmente, era um problema ao qual respondem de uma maneira intelectualmente desonesta:
segunda-feira, maio 18, 2015
PSP, Benfica e Manifs
- Quando intervem em confrontos entre adeptos de futebol
- Quando intervem em manifestações
- Quando intervem em descatos em bairro problemáticos
- Em frente a uma sogra
- Em frente à mulher
- Em frente a um tio avô
- Em frente a representações de antepassados, como fotografias em perfis online
quarta-feira, maio 13, 2015
Sobre a net, a idade média
segunda-feira, maio 11, 2015
Espera, espera. Vamos falar de publicidade.
3 minutos. 3 minutos dura este épico que vem revolucionar o sentimentalismo pós-titanic. A normalização do lamechas foi completamente ignorada neste anúncio revolucionário. Rasgado o manual e esmagado o canone, vamos tentar perceber melhor o que se passa neste épico sentimental:
Primeiro, o piano. 10 dias depois do piano ter sido inventado, este tipo de melodia atingiu o seu expoente máximo. Desde aí, limitam-se a bastardizar o trabalho que esse pioneiro teve, emprestando esse som a más elipses temporais.
Depois, o monólogo. "Aqui sou eu, aos seis. As minhas primeiras memórias, como pessoa.". Começamos então a conhecer este personagem dono de um problema neurológico. Numa espécie de Alzheimer infantil, este pobre só lembra a sua vida depois dos seis anos, e pior, só reconhece brinquedos do tempo do seu próprio pai. Soldadinhos de chumbo? Este tipo deve ter tido pós-produção com Photoshop para parecer tão novo.
Relata as sábias palavras do seu pai, aos 20. Conta que quando uma manhã, chega dos copos a casa, se cruza com o seu pai, a preparar-se para ir trabalhar. Este ter-lhe-á dito "Bom dia" quando lhe disse boa noite, um episódio com que toda a gente se poderá relacionas mas com este p Este "bom dia" terá sido o mais revelador bom dia jamais dito na história humanidade, tanto fez um jovem a ressacar às 8 da manhã ponderar em algo que não aterrar a tromba na cama.
Depois de fazer umas dissertações estranhas sobre a condição de pai, outro momento chave: Neste ponto só posso dizer que é nobre da parte do banco BIC promover a adopção por homossexuais. Só um habitual do Finalmente é que afaga uma foto projectada numa parede com aquele jeitinho.
Finalmente, a revelação. Face a uma foto sua que aparenta ter sido tirada numa má cabine de photomatom enquanto fugia à polícia ou quando estava ainda a curar a tuberculose, reage com uma surpresa ponderada, como quem se assusta em camara lenta.
A fechar, a sabedoria possível: "se chegar lá, já é bom sinal.", 2 versos de um fado pouco optimista, especialmente para quem está a vender bancos.
Como não estão a vender um PPR, não sei bem porque é que perderam tanto tempo a vender esta ideia do banco que para a vida. Toda a gente sabe que os bancos são caducos.
quinta-feira, maio 07, 2015
Trabalho real, um estudo.
Temos aqui um caso neuropatológico típico: a vítima, incapaz de se relacionar com a realidade, persegue expectativas surrealistas, que embora não confesse com medo de ser julgada, lhe devem estar a ser ditadas por um banco da cozinha vivo ou uma celebridade que lhe aparece em sonhos. Este unicórnio dos tempos modernos, o "trabalho pago decentemente e com horários", está sempre presente em relatos históricos, que embora o tom documental, se provam cada vez mais obra de ficção, de fantasia, criados por escritores que de facto nunca foram contemporaneos nem conterraneos desses avistamentos. Taxistas juram avistar regularmente este fenómeno, mas trata-se de uma mera acepção enviezada de profissões que não entendem completamente, própria de pobres de espiritos, tolos e pessoas de fé.
sábado, maio 02, 2015
Não posso continuar com isto
Subi para o alto de São João, meti-me lá em 3 minutos. A descer em direcção a Santa Apolónia, encontrei mais gente a correr, ultrapassei todos. Eram candidatos a presidentes da república. Dizem que dá azar.
Pisei um pombo inocente. Os ossos estalaram debaixo do sapato, derrapei como quem pisa um figo maduro cheio de nozes, mas safei-me: não fiquei debaixo de um carro - corro sempre no meio da estrada - e o pombo, agora repasto para condores dos andes, não sofreu. Cheguei ao Tejo. Paro para beber água mais à frente, ao pé da esquadra, enquanto vejo os candidatos à presidência a passar, agora um grupo maior. Atrás vão alguns reporteres e um carro vassoura. Devem seguir pelo rio, onde é mais plano, calculei. Resolvo subir Alfama e dar a volta ao castelo, passando pelas portas do sol, o chapitô, a Graça e a Senhora do Monte. Desço pela Baixa, subo o Chiado. Vou ultrapassá-los descendo pelo Adamastor, enquanto passam no Cais do Sodré. Quando cheguei à rua de São Paulo olhei para trás: Já são um grupo que deixo de conseguir contar. São muitos mais candidatos, já enchem a rua de lado a lado, já há reporteres recolhidos no carro vassoura, pisam-se restos de camaras de video e telemóveis, há algumas crianças a serem distribuidas para beijar, deitam-nas à berma, há vieiras com espuma de caril na berma também e pisei outro pombo. A cabeça abriu-se como uma ameixa de Santo António debaixo do meu pé, sem dizer um piu. Acelerei o passo até ao largo de Santos, mas só depois da D. Carlos I é que dou com pelo menos mais 3 multidões de apoiantes aos candidatos, agrupados por chusma, lobby e monopólio, hurros e vivas, cartelas, sms's e bidons de sangue de virgens para ofertar. Empurrei-os todos para o Tejo, afinal só vinha para correr em paz e já bastavam os candidatos. A custo lá se afogaram, nisto pisei um pombo terceiro, e é por isto que desisti de fazer corrida.

