Vocês fazem figura de otários. É só isto.
terça-feira, janeiro 03, 2017
Ano Novo
Há uns anos bons, seguia 70 blogs diariamente. E ainda lia as noticias. Queria saber tudo o que se passava. E tinha tempo.
No outro dia reparei que, sem pensar, fiz uma decisão de ano novo que é um sinal dos tempos.
No outro dia, procurei no google como bloquear notícias de chegar até mim sem eu querer. Todas. Queria todos os feeds que tenho, desde o facebook até ao feedly, limpos de noticias. No outro dia reparei que, sem pensar, fiz uma decisão de ano novo que é um sinal dos tempos.
Portanto, vou começar a promover aqui o mundo como ele é. A verdade é que o mundo está todo bem, tirando as máquinas de vendas de bilhetes da estação dos Anjos.
Abaixo, uma carrinha com um palhaço de cartão no lugar do morto prepara-se para atacar um guarda-loiças.
quarta-feira, dezembro 21, 2016
Lista para o pai natal, uma procrastinação
o trump num iceberg
matrioskas cromadas
chemtrails de sobretudo
matrizes de dar os parabéns
o album novo da uefa
paz no mundo
canivete suiço daqueles
um telemovel sem internet
metropolitano de lisboa em bom
um saco de platinados
má fama para diabeticos
trotinete mascaradas
oculos escuros
impressora de jacto de tinta barata
cobertura 4G em gulpilhares
três bolas de gelado da sociedade protectora dos animais
um radiometro sem gaivotas
acordo ortografico revisto
tempo
uma matricula de baixa impedancia
canetas
arroz à valenciana de janeiro para a frente
cabides pasteurizados
guitarra de 2 litros
coincidencias
merdas aos pontapés
uma tarola a puxar para o pesado
kalkitos de alfama
matrioskas cromadas
chemtrails de sobretudo
matrizes de dar os parabéns
o album novo da uefa
paz no mundo
canivete suiço daqueles
um telemovel sem internet
metropolitano de lisboa em bom
um saco de platinados
má fama para diabeticos
trotinete mascaradas
oculos escuros
impressora de jacto de tinta barata
cobertura 4G em gulpilhares
três bolas de gelado da sociedade protectora dos animais
um radiometro sem gaivotas
acordo ortografico revisto
tempo
uma matricula de baixa impedancia
canetas
arroz à valenciana de janeiro para a frente
cabides pasteurizados
guitarra de 2 litros
coincidencias
merdas aos pontapés
uma tarola a puxar para o pesado
kalkitos de alfama
10 garrafas de feltro
procopio novo
uma primeira edição de esferografica
réguas de valpaços
uma resma de papel almaço
um teclado com maiusculas e acentos
umas meias azuis que vi no Ramiro
uma primeira edição de esferografica
réguas de valpaços
uma resma de papel almaço
um teclado com maiusculas e acentos
umas meias azuis que vi no Ramiro
paciência
e descanso
sexta-feira, dezembro 09, 2016
Isto do Trump
Lembram-se daqueles trolls apanhavam a comentar as notícias online e normalmente bloqueariam no facebook? Basicamente, vamos todos passar os próximos anos a debater, de igual para igual, pacientemente, todos os fenómenos observáveis nos próximos 30 anos, até todas as partes chegarem a acordo sobre o que define um facto, assimilarem todas as regras da lógica, e finalmente seguir em frente. Pensei nisto depois de me lembrar do trabalho mental que tive para conseguir explicar a alguém com os copos que o Twilight não era um filme digno de um oscar sem chegar ao insulto. Não consegui.
quarta-feira, dezembro 07, 2016
Piramide da empresa boa
Depois de encontrar a notícia do fecho do Elefante Branco, tenho de divulgar um estudo feito há tempos sobre o fenómeno da hierarquia moral para empresas, onde podemos encontrar a razão de ainda não ter começado um movimento #salvemoelefantbranco.


segunda-feira, dezembro 05, 2016
Método para detecção de notícias falsas e vendedores de banha da cobra
Passo 1: O título. Como assim, "médicos"? Que médicos? Há muitos médicos. "Mídia"? quem é mídia? que mídia? 5 perguntas, tenho dúvidas, logo isto é uma notícia duvidosa.
Passo 2: A fonte confirma que é uma notícia falsa.
Passo 3: a pessoa que o partilha provavelmente vende banha da cobra, mas raramente compra.
Às vezes nem eu acredito como é fácil detectar notícias falsas. O que ainda é mais supreendente é haver gente que perde tempo com métodos muito complicados e cientificos para desmontar estas notícias quando na realidade o método Silva é igualmente válido, criado usando exactamente os mesmos métodos que se usam para em tratamentos como a homeopatia, por exemplo.
Às vezes nem eu acredito como é fácil detectar notícias falsas. O que ainda é mais supreendente é haver gente que perde tempo com métodos muito complicados e cientificos para desmontar estas notícias quando na realidade o método Silva é igualmente válido, criado usando exactamente os mesmos métodos que se usam para em tratamentos como a homeopatia, por exemplo.
Falta-me paciência, mas é isto
Não é que não tenha tema, mas parece-me tudo tão relativo... Chego ao fim deste ano com a sensação que não há nada que possa afirmar com certeza absoluta. Acho que começo a relativizar tudo o que encontro, um dia destes faço um post a explicar como abri a mente para os mediums e a homeopatia, as vibrações dos cristais e a astrologia e de como tudo está ligado e eu apenas não estava a juntar dois mais dois.
Não, nem a gozar. A unica verdade que liga estas ideias é tudo ser a mesma merda.
Não, nem a gozar. A unica verdade que liga estas ideias é tudo ser a mesma merda.
terça-feira, novembro 29, 2016
Tecnofobia para sempre
Pessoas, não percam tempo a associar algumas actividades humanas exclusicamente a plataformas analógicas e a tentar descriminar pessoas por isso.
Os Smartphones não são Belzebu e o futuro do mundo não está comprometido porque as pessoas "passam a vida" ( aspas no ar com as mãos muito grandes aqui) no telemóvel ou nas tablets, ou no portátil. O mundo vai mudando pouco a pouco, é só isso.Os livros não vão morrer, tomem um calmante.
segunda-feira, novembro 28, 2016
Livros para crianças, o mantra
Pseudo-absurdistas, depositários de prosa maneirista, mentes confusas, povo: Não, nem toda a gente pode escrever livros infantis. Os textos que o mantra triplice da Árvore e do Filho refere não são para para miudos, assim como a Árvore não pode obviamente ser um eucalipto ou um zambujeiro e o filho tem de fazer a 4ª classe e saber usar garfo e faca, pelo menos.
Não infantilizem os miudos com os vossos livros feitos para vocês próprios. Essa ideia que os miudos gostam mais de adjectivos do que adverbios de modo é só projecção. Deixem lá os miudos ver só os bonecos e lerem só as maiores. Eles não precisam de manteiga para o cérebro, ficam demasiado moles. Se quiserem provas dos efeitos devastadores dos maus livros infantis, é só conviver 10 minutos com pessoal com idade para ter juizo mas que gosta do Principezinho.sexta-feira, novembro 25, 2016
Sexta feira preta
Vamos lá rever isto, porque temos o dia de Ano Novo, dia de Reis, o dia de S. Valentim, o carnaval, o ano novo chinês, os oscares, o dia da mulher, o dia da mãe, o dia do pai, o dia dos avós, a Páscoa, os Santos, as férias de verão, o 15 de Agosto, o regresso às aulas, o S. Martinho, o Hallowen e depois o Natal.
Com isto tudo, não desprezem a Black Friday e o Cyber Monday, são os únicos eventos anuais que só existem exactamente para o que todos os outros são usados: vender tralha. Ninguém vai ao engano.
segunda-feira, novembro 21, 2016
Coisas do trabalho, lá fui ouvir simulações de entrevistas de emprego/estágio - não perguntem, isto existe, só tem um nome em inglês para soar melhor - de betos universitários. É uma combinação impossível: Eu pessoalmente tenho cenas contra betos e não acho que há truques para boas entrevistas. A cena dos betos é uma coisa de infância, fui educado em escolas secundárias fodidas e isto está-me no sangue, mas não tenho nada contra eles profissionalmente, não têm de ser meus amigos, só precisamos trabalhar juntos. Claro que eles me topam à distância, eu sou o gajo que tem uma relação informal com a objectividade e não tem necessidade de fazer sentido o tempo todo e vive bem com isso. Quanto a entrevistas, não acredito que se possam trabalhar: Só a honestidade funciona.
Explicando isto rapidamente, porque este assunto me chateia, fico ressabiado, este putos betos não querem nada de especial para eles. Querem só manter no nível de vida com que nasceram. Todos dizem os anos que praticam ou praticaram hipismo, esgrima ou natação, como são voluntários no Banco Alimentar ou na igrejae isso para mim lê-se "os-teus-pais-bancaram-bem-essa-tua-vidinha", junte-se isto aos polos Lacoste e só penso "estes putos precisam de uma fase Jorge Palma na vida". Objectivamente, não precisam. Mas lá está, eu tenho uma cena pessoal contra betos.quinta-feira, novembro 17, 2016
Acerca daquilo das notícias falsas no facebook
Há uns anos, notei que os meus critérios para links com interesse tinham descido. Já não tinha paciência para vasculhar blogs tão obscuros como inteligentes e limitava-me a ver o que alguém (ou alguma coisa) escolhia por mim. Passei a usar muito mais esse funil magnético espiralado que só apanha o que já conheço.
Mas hoje de manhã alguém denunciava a corrupção de que os jornais falavam ontem, num daqueles blogs cujo título é a mensagem e que escapa ao meu funil. Corrupção no Banco Alimentar, tudo em caixa alta. Fui ler, só para confirmar se devia confiar no título do blog como critério de selecção. A corrupção era explicada ponto por ponto: os alimentos oferecidos ao Banco Alimentar pagam IVA como todos os outros alimentos, o Estado - esse bandido - fica com o IVA, os supermercados com o lucro da compra dos alimentos, a Jonet tem um ordenado. Nos comentários à notícia confirmava-se a trama, claro. E até se descobriam mais alguns detalhes que escapavam a esta investigação de fundo.
E assim se constroi a propaganda reaccionária mais eficaz de sempre.
E assim se constroi a propaganda reaccionária mais eficaz de sempre.
sexta-feira, novembro 11, 2016
Web Summit do ponto de vista de quem sabe tudo
Como hater do empreendedorismo* como fenómeno televisivo, mas estando dentro do assunto, tenho de aproveitar para desfazer alguns mitos:
• O que se faz no Web Summit, mesmo?
Contactos. Imaginem como se fosse um festival: Ouvem gente com ideias interessantes. Conhecem gente. Combinam copos. No fim, em vez de cama, faz-se negócio. Pode haver cama na mesma.
Contactos. Imaginem como se fosse um festival: Ouvem gente com ideias interessantes. Conhecem gente. Combinam copos. No fim, em vez de cama, faz-se negócio. Pode haver cama na mesma.
• Os geeks vão lá para engatar gajas, não é?
Larguem essa piada, sério. O Markl esteve casado com a Ana Galvão. Já deviam ter percebido que o mundo é dos geeks.
• Os geeks vão lá para engatar gajas, não é?
• Os geeks vão lá para engatar gajas, não é?
Também.
• Toda a gente vai lá vender apps que não servem para nada?
Não, as apps são só uma pequena parte do que se passa. Sim, há muita que para mim não serve para nada.
• Mas vão para lá ouvir falar de quê, aquilo não é só lavagem cerebral?
Que tenha reparado, é tão eficaz como ouvir podcasts, congressos de farmaceuticas ou Ted Talks. Há gente para tudo.
• E os políticos todos lá a cheirar?
É melhor que ir beijar bebés a feiras da Beira Baixa. Fica mais em mão e tem o mesmo efeito.
*O "empreendedorismo" é foleiro como termo porque os telejornais têm explorado este termo normalmente vazio de conteudo e objectivo de uma maneira exaustiva. Tanto chamam empreendedor ao Belmiro de Azevedo como ao Miguel Gonçalves como à Isabel de Santo Tirso que vende bases para copos feitas com tampas de Nespresso. Eu entendo. Também me passo quando chamam Running a "correr", é o que temos.
quarta-feira, novembro 09, 2016
Agora é tarde
Há 4 anos, muito revoltado com a sociedade e vendo a necessidade de agitar o modo como éramos governados, publiquei uma série de posts que promoviam uma solução honrada para o problema: apaziguar o povo com populismo de esquerda, porque o de direita seria impossível de aturar. Como eu não sou o Nuno Rogeiro, acharam que eu estava no gozo. Aqui fica o link para essa colecção de análises políticas profundas: http://perdidopelacidade.blogspot.pt/2012/09/novas-politicas.html?m=1
terça-feira, outubro 11, 2016
No dia seguinte
Lembram-se daqueles que há uns anos disseram que nunca mais iriam fazer compras ao PIngo Doce?
São os mesmos que nunca mais vão andar de taxi e vão passar a andar de Uber. Não tenho interesse nenhum em defender empresas que não aquela em que trabalho. Tanto a Uber como a Antral parecem-me defender o mesmo (uma é só mais inteligente a fazê-lo). Podem dizer de ambas o que Maomé não disse do toucinho que não mudará em nada o caminho que levam: o processo da Uber tornar-se-á no standard para o serviço de taxis (pedido, definição do caminho e pagamento via app), os taxistas vão adaptar-se e aprender alguns modos (talvez não se lembrem, mas tomem o exemplo da PSP, que melhorou em várias ordens de grandeza o serviço que presta).
Quanto ao modo de que usam para garantir a qualidade do serviço, as tais estrelas que controlam o comportamento dos condutores, estão condenadas a desaparecer e o serviço, no fim, será igual ao provido por um taxista, com todas as vantagens e desvantagens conhecidas.
Daqui a uns anos, o que funcionará, Blade Runner ou 5th element?
Daqui a uns anos, o que funcionará, Blade Runner ou 5th element?
segunda-feira, outubro 10, 2016
Uber VS Taxis do ponto de vista do utilizador
Como power-user de Ubers e taxis - Nem carta nem carro, yo - tenho de deixar aqui uma análise rápida do uso de ambos os serviços. Seguem-se mais tarde as habituais notas pseudo-sociológicas que não podiam deixar de fazer parte do relatório, feito num dia de greve de taxis:
Taxis, do ponto de vista do utilizador:A favor:
Estão por todo o lado e podes mandar parar na ruaAcessíveis a qualquer hora.
Apesar de tudo, são baratos.Conhecem tudo, sabem tudo.
Ouves Radio Amália.
Contra:
Se fores preto, cigano ou comuna és evitado por sistema
Se não gostas de falar (mal) sobre pretos, ciganos, comunas, políticos no geral, mulheres, futebol e putas, podes ter alguns dias dificeis, por vezes.
Arriscas serviços maiores do que esperavas, por vezes.
Nunca têm troco, enganam-se nas contas com facilidade.
Cobram taxas conforme calha.
Uber, do ponto de vista do utilizador:
A favor:
Basta pegar no telemóvel para ter um em 10 minutos.Não têm de andar com dinheiro.
Não têm de ficar parados no transito a pagar.
Não falam sobre pretos, ciganos, comunas, políticos no geral, mulheres, futebol e putas.
É mais barato que um taxi, se não o apanhares quando toda a gente quer apanhar um.
Os carros são o mais confortáveis possível.
Contra:
Se não tiveres um smartphone, cartão de crédito ou confiança para juntar os 2, não andas.
Se não tiveres bateria no smartphone, não andas.
Sabem onde andas, sabem o teu nome, sabem onde vives.
Não conhecem Lisboa. Se o GPS falhar, fazem caminhos maiores do que esperavas, por vezes.
Quando falam, o tema é Uber.
Apertos de mão/abrir portas: nem quero um chaufer privado nem quero um amigo.
Só ouves a Smooth FM.
quarta-feira, setembro 21, 2016
Classe média state of mind
Parte 1
Percebi finalmente que ser classe média é um estado mental.
A Mariana não se deve preocupar muito porque não poderia ter dito o que disse de forma mais eficaz.Percebi finalmente que ser classe média é um estado mental.
Não se pertence a, é-se classe média. Ser classe média não é definido pelos números ouvidos no telejornal da noite nem pelo ministro das finanças. Toda a gente sabe com quanto chega na conta ao fim do mês, e isso é que importa, o estado mental. Assim como em Portugal ninguém se reconhece rico ou beto, toda uma outra gente sabe que é classe média. Isto vem do Salazar, como sempre (as pessoas que negarem este facto e qualquer outro relatado neste post, estão como é óbvio sob o alcance do mesmo fenómeno): Pobretes e alegretes, antes pobre e com saúde do que rico e doente, pobre mas honesto, e assim por diante. Eu já desisti de fazer dinheiro porque me dizem sempre que não vou ser feliz. Experimentem olhar nos olhos alguém que diga de outrém que é rico e vejam a cara com que o faz. Eu só faço aquela cara se tiver de dizer que alguém tem hepatite B ou impotência.
Enganados os economistas que indexavam o termo a valores conhecidos e verificados, deixemos o debate aberto aos antropólogos e sociólogos que tentarão encontrar o campo comum em que os que sabem pertencer à classe média trocam ideias sobre quem tem superioridade moral para o ocupar.
Parte 2
Há quem já tenha relatado isto com mais destreza, mas mesmo coxo não consigo deixar de escrever umas coisas (positivas) sobre o espantoso livro de um tipo que não merece link sequer. É positivo que o nosso tabloidismo não vá além do Correio da Manhã, um jornal que vende muito mas cujo foco não passa do esfaqueamento-de-feira ou do vizinhos-atacam-se-com-sachola ou de demonstrar que certos políticos são sanguessugas nazis socialistas.
Por isso dúvido que haja público para este livro. Não há escandalo sexual que pegue em Portugal porque felizmente programas de televisão e revistas cor de rosa juntos fizeram mais pela emancipação sexual deste país que qualquer outra coisa. Normalizadas as stripers, os broncos de ginásio e tudo o que fazem combinados - aqui inverteram-se os papeis, os taxistas chamam-nas de dançarinas porque lhes reconhecem o mérito profissional e a burguesia de Arroios chama-as de putas - parece-me que ninguém quer saber da vida sexual dos politicos. Vou andar atento ao top Fnac.
Por isso dúvido que haja público para este livro. Não há escandalo sexual que pegue em Portugal porque felizmente programas de televisão e revistas cor de rosa juntos fizeram mais pela emancipação sexual deste país que qualquer outra coisa. Normalizadas as stripers, os broncos de ginásio e tudo o que fazem combinados - aqui inverteram-se os papeis, os taxistas chamam-nas de dançarinas porque lhes reconhecem o mérito profissional e a burguesia de Arroios chama-as de putas - parece-me que ninguém quer saber da vida sexual dos politicos. Vou andar atento ao top Fnac.
quarta-feira, agosto 31, 2016
Pensem nas crianças
Se há uma disciplina que gostava de dominar absolutamente e que gostava que toda a gente entendesse como é importante, é o Naming. Pela subjectividade e pela facilidade de aproximação, pelo uso da criatividade, o Naming é o parente mais pobre do design. Se toda a gente é capaz de criar, antes disso toda a gente é capaz de dar um nome a algo que nem sequer criou. Assim como o outro virou o urinol, pessoas todos os dias podem tranformar toda a ordem de coisas em urinois com o poder do Naming. Pessoas todos os dias condenam outras a nunca mais conseguirem virar o urinol de volta à posição devida. Daí o perigo do Naming:
Pessoas, dar nomes é uma tarefa complexa, de enorme responsabilidade. Qualquer Fábio pode dizer-vos isso, se tiver estudado o suficiente para notar. Quando alguém vos chama Fábio, está a condenar-vos. Não é chamar-vos urinol, entendam. Mas é virar-vos de cabeça para baixo. Um Fábio nunca é observado pelo angulo certo. E desenganem-se, não estou a ser elitista. Se forem a um pequeno almoço na Graça, podem ver por lá a quantidade de Noas a serem educadas à Montessori e que estão igualmente condenadas. Infelizmente, não são só os humanos que estão condenados. Todos os produtos, instituições, marcas, discos externos, redes de WIFI ou pens USB estão à mercê de mau naming.A tormenta
Imaginem um tipo acessível, pronto ao diálogo, prestável, que apoia as decisões dos outros, que reforça positivamente, que dá espaço ao improviso, que resolve problemas, que é empático, que tem e reconhece os seus erros, e finalmente trabalha as suas falhas e o seu ego para melhorar o seu e o trabalho dos outros, dia a dia. É tão mais fácil ser um labrego como patrão que já nem consigo censurá-los.
terça-feira, agosto 23, 2016
Urgências
Lá fui eu ao hospital às tantas da manhã, o cenário é sempre igual, por mais que eu ache que vou morrer, logo esbarro em alguém que está realmente a morrer e posso dar-me ao luxo de apreciar como funciona um hospital e como é que pode ser melhorado. Desta vez percebi que há problemas simples e comuns aos que encontro todos os dias no trabalho. É mesmo só porque não meteram um designer a pensar em tudo. Dito isto, as urgências funcionam. Podiam funcionar melhor? sim, mas também todas as empresas que por aí andam.
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