Quinta-feira, Maio 23, 2013
Sobre o puto beto das camisolas, herói dos taxistas porque deu uma resposta momentaneamente pertinente a uma doutora
Tudo o que tenho a acrescentar e que é mais importante que tudo: Mas como é que em 2013 ainda há coisas como o Prós e Contras? Como é que até hoje ninguém se atirou de boca da plateia para o palco, farto de ouvir a Fátima Campos Ferreira? Quando é que o PRIBERAM faz a ressalva na palavra "debate", para que não se confunda com aquilo?
Isto não é novo, mas
Elaboram-se teorias que não mais que actualizações ao já sabido, umas vezes a trazer mais certezas, outras vezes só a eliminar erros. Uns dizem que o que separa os homens dos animais é o polegar oponível. Dá-nos a capacidade de utilizar ferramentas. Outros acrescentaram que isto nos levou ao que realmente fez a diferença, a especialização, a atribuição de habilidade a uma mão e assim a um cérebro dividido, tarefas atríbuidas a cada hemisfério. Outros dizem que é a capacidade de comunicar. A postura vertical. A expressão artística. A capacidade de cozinhar.
Eu sei que é a preguiça. Não fazer um boi é a mais edificante e criativa das tarefas que o homem inventou. Não fazer nada é o mais complexa e brilhante obra que nos lembrámos de inventar: Os macacos dormem, depois do cansaço da apanha-da-pêra que é a vida a que foram votados. Mas um homem, antes depois ou invés do trabalho, coça os tomates. Não faz um caralho. Coça o cu pelas paredes. Design perfeito, democrático, universal. Uma actividade sem preço que tanto pode ser comprada pelo mais rico ou pelo mais pobre. Dormir é para bimbos: dormir é o descanso da infância e da inconsciência. Durmo não dou pelo descanso, 8 ou 12 ou 24 horas de sono são iguais, tempo que passou, uma criogenia para burros e sem odisseias no espaço. Quero conscientemente não mexer uma palha e saber do tempo que lá estive às voltas a pensar na morte da bezerra ou na solução para a fome no mundo.
Deixem-me em paz e calem-se com a merda da pro-actividade. Se a preguiça pode ser distribuída igualmente por todos sem receios, a pro-actividade não a quero nem perto, deixo-a a quem de direito. A pior coisa do mundo são os burros pro-activos.
Eu sei que é a preguiça. Não fazer um boi é a mais edificante e criativa das tarefas que o homem inventou. Não fazer nada é o mais complexa e brilhante obra que nos lembrámos de inventar: Os macacos dormem, depois do cansaço da apanha-da-pêra que é a vida a que foram votados. Mas um homem, antes depois ou invés do trabalho, coça os tomates. Não faz um caralho. Coça o cu pelas paredes. Design perfeito, democrático, universal. Uma actividade sem preço que tanto pode ser comprada pelo mais rico ou pelo mais pobre. Dormir é para bimbos: dormir é o descanso da infância e da inconsciência. Durmo não dou pelo descanso, 8 ou 12 ou 24 horas de sono são iguais, tempo que passou, uma criogenia para burros e sem odisseias no espaço. Quero conscientemente não mexer uma palha e saber do tempo que lá estive às voltas a pensar na morte da bezerra ou na solução para a fome no mundo.
Deixem-me em paz e calem-se com a merda da pro-actividade. Se a preguiça pode ser distribuída igualmente por todos sem receios, a pro-actividade não a quero nem perto, deixo-a a quem de direito. A pior coisa do mundo são os burros pro-activos.
Sábado, Maio 18, 2013
Açores em imagens II
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| A prova que estive mesmo lá |
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| Cada ilha tem manias. Ponta Delgada tem duas. Esta do tijolo. |
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| E esta. |
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| A mania da campainha no meio da porta. |
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| Ponta Delgada também tem esta merda mesmo no meio da cidade. |
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| E o tijolo. |
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| Já em Angra do Heroísmo, metem buracos no lugar da campainha. |
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| Quem tem mais paciência, mete dois buracos. |
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| Outro fetiche é este degrau com um azulejo escolhido às cegas. |
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| Há um género de Las Vegas para beatos |
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| S. Jorge tem um cenário à Senhor dos Anéis |
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| Mas mais húmido e sem grandes ligações WIFI. |
Finalmente, há 2 fenómenos patafísicos de maior grandeza que merecem destaque por definirem a essência da vida nas ilhas:
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| Isto é só a montra de uma casa de fotografia, não é uma igreja. |
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No café, li as gordas do jornal local "Polémica sobre touradas continua". Continental burro eu pensei, "ah, é natural, realmente este pessoal já tá na altura de entrar no século XXI e parar com esta merda", mas não a polémica era porque havia duas largadas marcadas para o mesmo dia e assim não podia ser, não tinha lógica nenhuma largadas no mesmo dia ora bolas.
Quinta-feira, Maio 16, 2013
Preocupado com a publicidade
Hoje estavam a dizer-me que a coisa lá-na-agência não vai bem e tiveram uma reunião sobre isso. Lembrei-me que nunca ouvi outra conversa. Para quem não conhece a conversa ( será universal? ) aqui fica uma minuta que elaborei a partir do mambo jambo empresarial que ouvi ao longo dos anos, pode servir de antidoto para um discurso que venham a ouvir:
Marquei esta reunião para vos dizer como estamos. os tempos são difíceis. E não é que o barco vá tombar, não é isso, mas temos de vos de pedir um esforço extra. Não vamos poder dar os aumentos que gostaríamos, e até vamos ter de pedir que façam uma hora extra, que fiquem até mais tarde para acabar um trabalho, para darem algum do vosso tempo. Porque o mercado está muito complicado. Nao queremos dispensar ninguem, nem está nos nossos planos, mas para isso temos mesmo de vestir a camisola. Todos juntos conseguimos. se tiverem algum problema e quiserem, estamos aqui para vocês.
Saibam que isto são só palavras. Na prática isto só quer dizer "não vos queremos pagar mais.".
Marquei esta reunião para vos dizer como estamos. os tempos são difíceis. E não é que o barco vá tombar, não é isso, mas temos de vos de pedir um esforço extra. Não vamos poder dar os aumentos que gostaríamos, e até vamos ter de pedir que façam uma hora extra, que fiquem até mais tarde para acabar um trabalho, para darem algum do vosso tempo. Porque o mercado está muito complicado. Nao queremos dispensar ninguem, nem está nos nossos planos, mas para isso temos mesmo de vestir a camisola. Todos juntos conseguimos. se tiverem algum problema e quiserem, estamos aqui para vocês.
Saibam que isto são só palavras. Na prática isto só quer dizer "não vos queremos pagar mais.".
Preocupado
Eu não ando a dormir, só ando a escrever menos, mas... Não esqueço o Passos. Não sonhando com debates ou com esmagar-lhe a cabeça contra uma bigorna, tenho a certeza absoluta que na cabeça desta gente, "o país tem solução" ou "a partir de 2015 isto melhora" é algo que é relativo apenas a quem sempre teve dinheiro. E o mexilhão que se foda.
Já agora, o Seguro ainda é pior. É uma alforreca.
Já agora, o Seguro ainda é pior. É uma alforreca.
Quarta-feira, Maio 15, 2013
Surf e bananas
No surf como em todas as coisas no mundo há modos de apreensão diferentes. Podemos apreciar a actividade e sermos uns bananas do caralho - o que dá origem aos Locals - que tomam para si muitas qualidades, entre as quais o direito a vetar o uso de uma onda por outrem, há o pessoal que se está a marimbar para stresses e que segue porque sabe que felizmente é garantido que as ondas não vão acabar tão cedo e há aqueles que não fazem nada disto e limitam-se a remar infinitamente e a ganhar dores nos ombros e a malhar com os cornos na água 20 vezes de seguida.
Dos pontos altos do Surf Camp, destaco a habilidade de ter conseguido cair da prancha mas deixar um pé em cima dela - para não ter de a ir buscar a cascos - e quando descobri como é levar com uma onda das grandes ( mais de um metro e meio, que eu sou nabo ) em cheio.
Até tentava ser espirituoso com isto, mas estou mesmo moído.
Dos pontos altos do Surf Camp, destaco a habilidade de ter conseguido cair da prancha mas deixar um pé em cima dela - para não ter de a ir buscar a cascos - e quando descobri como é levar com uma onda das grandes ( mais de um metro e meio, que eu sou nabo ) em cheio.
Até tentava ser espirituoso com isto, mas estou mesmo moído.
Terça-feira, Maio 14, 2013
Surf depois do prazo
Fui a um surf camp ( esta frase tem um improbabilidade estatística tão elevada que parei um bocado aqui a olhar para ela).
Lentamente a minha técnica tem melhorado e agora posso dizer que estou consistentemente a ser nabo. Atingi um patamar técnico que me concede fazer mais ou menos as mesmas manobras de uma forma previsível: levantar-me e cair.
Apesar de ter a ajuda de uma prancha a que toda a gente chama "cacilheiro" ( pela imponência em várias ordens de grandeza), não pensem que o tamanho da prancha melhora o meu equilíbrio ou a postura. Não. Apenas adia por micro-segundos a segunda parte da manobra "levantar", o "cair". "Levantar" e "cair" não são manobras de somenos porque são predecessoras importantes de manobras como Cutbacks, Tailsides, Air's, 360's. Todos os grandes passaram pelo "levantar" e conto com esse dogma também.
Amanhã explico melhor como é que se faz figura de urso no surf.
Lentamente a minha técnica tem melhorado e agora posso dizer que estou consistentemente a ser nabo. Atingi um patamar técnico que me concede fazer mais ou menos as mesmas manobras de uma forma previsível: levantar-me e cair.
Apesar de ter a ajuda de uma prancha a que toda a gente chama "cacilheiro" ( pela imponência em várias ordens de grandeza), não pensem que o tamanho da prancha melhora o meu equilíbrio ou a postura. Não. Apenas adia por micro-segundos a segunda parte da manobra "levantar", o "cair". "Levantar" e "cair" não são manobras de somenos porque são predecessoras importantes de manobras como Cutbacks, Tailsides, Air's, 360's. Todos os grandes passaram pelo "levantar" e conto com esse dogma também.
Amanhã explico melhor como é que se faz figura de urso no surf.
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