terça-feira, março 21, 2017

Tiro no submarino

Descobri que um restaurante de Lisboa que me era desconhecido vai provavelmente fechar. Parece que é histórico. Há uma petição para o salvar. No meio da indignação habitual que afecta só algum tipo de estabelecimentos - auto link, esse assunto já foi abordado cientificamente aqui - só me resta perguntar, porque é que ninguém me avisou que o Faz Frio existia, sequer? isso de haver restaurantes históricos famosos que eu não conheço parece-me cruel.

segunda-feira, março 13, 2017

Freelance

Hoje ofereceram-me um trabalho em que era necessária uma habilidade que eu tinha há 10 anos. É o que dá trabalhar há 20. E não actualizar o portfólio.

domingo, janeiro 29, 2017

A internet cansa-me, certos dias

Há tempos li algures (não me lembro mesmo onde) que da mesma forma que se descobriu que a televisão era óptima para promover o medo, descobre-se que a internet serve para promover a raiva.
Estudos indicam que para cada utilizador de internet, exactamente 50% dos conteudos que encontram são uma merda. Como preciso de descanso mental, vou deixar de promover ideias radicais como o uso de pensamento crítico e deixar que cada um chegue lá sozinho. Deixo aqui uma parábola moderna:

Há muito tempo, uma amiga minha tinha uma conta de instagram onde postava fotos de sítios bonitos. Infelizmente, as fotos eram mutiladas com muitos, muitos filtros. Mas as pessoas gostavam das fotos.
Com o tempo, ela foi tirando fotos com menos filtros. Finalmente, deixou de os usar. E as pessoas continuaram a gostar das fotos.

Moral desta parábola: 1. Não fodam as fotos com filtros, mesmo. 2. Paguem aqueles 2 ou 3 euros que a Wikipedia pede anualmente, senão deixo de ter coisas para ler.

sábado, janeiro 28, 2017

Boicote às padarias que pagam ordenados mínimos

Façam isso e depois digam-me onde é que vão comprar pão.

terça-feira, janeiro 17, 2017

Workshop

Meti-me num workshop baratucho convencido que o dinheiro que não estavam a cobrar estaria apenas a comprometer a qualidade e variedade de material usado durante as aulas mas não o conhecimento partilhado. Foi um erro meu, porque seria aí que cortaria, caso fosse eu a oferecer um workshop.
Engano meu.
Na verdade o workshop era barato porque o formador era um figurante.
As capacidades de comunicação não eram brilhantes. Não vi um gato preto passar na porta várias vezes mas percebi que estava na Matrix quando ouvi várias vezes a mesma má explicação para uma pergunta bem simples que infelizmente repeti.
Continuando nas comparações com filmes, temporalmente a ultima aula foi semelhante ao Inception. Como nos sonhos, também o tempo na aula era inifinitamente mais longo que o tempo no mundo real. O que demorava uma hora e meia no workshop passava-se em 15 minutos no mundo real.
Continuando ainda noutro filme, a pobre italiana que acompanhava o workshop viveu o Lost in Translation. Perdida entre duas referências de filmes, era o seu próprio gato preto da matrix, sempre que parava para questionar se o lugar em que se encontrava era real ou não. "It must be the language, but I didn't understand what you just explained. Can you say it english?". Mas não.
Foi assim que pela primeira vez na vida, saí a meio de um filme.