Terça-feira, Junho 30, 2009

A verdadeira crise

Já deixei passar alguns números, posso dar a minha opinião de uma forma directa e fundamentada sobre o que se passa com a Playboy Portugal : é uma merda.

Desde há meses, tenho dificuldades em dormir porque comecei por ver a Mónica Sofia embrulhada parcialmente género farinheira num maiot prateado em posição de pega-de-caras. Como foi o primeiro, esperei que fosse algo experimentalista.

Depois veio a Claudia Jacques. Melhorou. Começaram a usar cor, mas abusaram no oleo jonhson. resultado: na capa, a menina parece um sapo relusente. Lá dentro, peço toda a vossa imaginação e memoria visual para visualizarem o seguinte: jarros encontrados nas lojas chinesas, com um laço de palha amarrado. Estão a ver? Pronto. Fizeram o mesmo com a miuda. Mas com tule. Consegui ver coisas que só pensava ver em mamografias.

Depois, veio a Ana Malhoa. A única porn-star do país. A capa até prometia. "Olha, tem uma tattoo". Mas lá dentro conseguiu-se ver é que a miuda tem o catalogo todo da BadBones tattoo, e algumas delas até usa repetidas. Mamas camaleonicas, cada uma aponta em direcções diferentes entre takes. Assusta.

Finalmente, aparece a capa com a Rita Mendes, claramente a fazer uma palpação, atentamente despistando nódulos ou quistos. Uma iniciativa que muitas associações aplaudiram, mas que seria de esperar numa revista do IPO. Lá dentro, as poses são tão sexys como feitas para um catalogo de bordados da Madeira.

Ao longo destas edições, perguntei-me onde andou a direcção de arte, onde andaram os tipos da pós-produção, os maquilhadores, os cabeleireiros, e todo o staff que era suposto aparecer numa Playboy. É uma hecatombe titanica, e tenho o Medina Carreira a confirmar-me que a crise não passará enquanto a Playboy PT não causar uma erecção a um adolescente que seja.

Quinta-feira, Junho 25, 2009

O relógio tá a contar

Estou à espera da primeira piada de Michael-Jackson-morto.

Quarta-feira, Junho 24, 2009

I hate the t.v.

Depois de uns meses sem t.v., começo a vê-la como apenas um eletrodoméstico bizarro de onde saem sons e cores em catadupa, mas sem nexo ou significado. Assim, quando visito alguém com televisão, acabo por ficar a ver as televendas num transe abananado.

Sábado, Junho 20, 2009

Hoje

Vou perder-me noutra cidade.

Sexta-feira, Junho 19, 2009

Macabro

Constacto que receber uma carta das Finanças é como ver a morte. Com uma carta das Finanças na mão, sinto tremores infindáveis, suores, vómitos. Ansiedade. As pupilas dilatam. Perco o controlo das entranhas. Sinto-me frente ao Ceifeiro, à mercê de sua lei. Tremo até abrir a carta. Nunca sei o que esperar. Tanto posso apanhar um "ao abrigo do decreto-lei 109 de 22/10, vimos por este meio informar que deve pagar 2 euros de coima...", que tem sido regra, mas nunca sei quando apanharei um "vimos por este meio decretar a sua morte financeira: deve entregar a totalidade dos seus pertences no lugar cito na alinea b, ao que procederemos ao salgar do chão de sua casa, lugar de estacionamento e ao delapidar de todos os ganhos de futuros descendentes, caso tenham capacidades cognitivas para auferir um vencimento digno.". É igual para mim.
Eles, os das Finanças, dominam a capacidade de criarem multas e coimas a partir do ar. É algo sobrenatural. Sabem que depois de invocarem qualquer ladainha como "alinea B do decreto-lei 109 de 22/10", eu largo tudo e faço o que quiserem.

Eles andem aí.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Globalização

Grande jantar com as Joanas, com a prima sueca que parece jamaicana e arranha o português, com o alemão que fala espanhol e francês, em viagem com a mulher chilena que vive na Suécia e é programadora. E os cães.
Um jantar assim, aliado ao meu frigorifico, e temos o maior veiculador de Gripe dos porcos a funcionar em pleno. Para facilitar futuras investigações, deixo já aqui a nota: gripe dos porcos entrou em Portugal no sábado, na Avenida da Liberdade ( tecnicamente, é mais acima ). Tomem nota.

Terça-feira, Junho 09, 2009

o principio do fim do inicio do fim do principio do fim do inicio do principio do fim

Ontem julguei ter visto a luz
Nas horas brancas conduzi o despertar
E fui subindo a escada
Que me separava do meu fim

Abandonei quem já passou
Fechei os olhos e previ o que encontrei
E foi nesta viagem
Que percebi que não estou só

JP, "o fim"