Sábado, Março 17, 2012

Feira da Ladra abre hoje às cinco da madrugada

Porta do tempo das vacas gordas

a galinha da vizinha dá mais erros

banca minimal
O senhor do latão
é o inferno

Descoberta no Socorro

Passusflora Aerea

A semana passada relatei aqui o projecto de engenharia genética que desenvolvia na cozinha, a Passusflora Impavida. Esta semana, não sei explicar isto, devem ter sido esporos que foram levados por insectos ou pelo vento, encontro no Socorro uma Passusflora Impavida Aerea. Tem todas as características da anterior mas como muitas pessoas que assistem ao serviço deste governo, pendurou-se numa corda.

Riscos pedidos VI

Começo as hostilidades cedo e já volto, depois da ida à feira da ladra.
a galinha da vizinha tem, apesar de tudo, má reputação
Ouça, volta a chamar-me Maria e eu chamo a polícia
Os manequins aproveitam quando ninguém olha
para comer.

Sexta-feira, Março 16, 2012

Está sempre no último bolso

uma pastilha de 2010, um isqueiro vazio de 2009, um fio dental de 2007,
o porta chaves original e uma factura do Parque Europa, Lambert, 2009. Sem título, vários materiais, 2012. 
A memória de peixinho, à qual me afeiçoei, dar-me-ia trabalho se a tentasse contrariar activamente. Tentei, noutros tempos, para ficar exausto e sem ganho. No trabalho passei a anotar tudo. Ainda assim, falha. Em casa, tentei, mas uma casa não é um trabalho. As coisas não mudam todos os dias.
Fui ocupando prateleiras. Primeiro não tinha nada para as preencher. Depois comecei a enchê-las de memórias. As maiores primeiro. Geralmente são coisas pequenas, bocados de papel, recados, bilhetes, peças de xadrês. Depois passei para as pequenas: mais papeis, mais bilhetes. Finalmente passei para as que não me interessam mas que são importantes à maneira delas: Facturas. Recibos. Papéis das finanças. Da casa. E as prateleiras encheram. Só as podia por nas prateleiras, porque se não tenho tudo à vista, esqueço-me que essas coisas existem. E as prateleiras foram enchendo e deixei de ver tudo e passei só a ter a impressão que por trás do livro amarelo estaria qualquer coisa importante. O mesmo para o envelope pardo dentro da caixa de cartão, dentro da gaveta, tapado por jornais. Ou para a pasta com desenhos a lápis e a gaveta que só uso para tirar e voltar a guardar o corta-unhas. Hoje comecei a escavar as prateleiras. Reencontrei muita coisa. Deitei fora metade. Acabei há bocado, a memória está viva e recomenda-se.

Amanhã é dia

You know the drill.

Exclusivo

Estudiosos na Bauhaus tentaram

Caneca de autor ( eu ), a partir de um conceito Alexandra-a-grande/Sogra. Aceitam-se encomendas, edição limitada.

Quinta-feira, Março 15, 2012

São rosas

olha que bonito, isto hoje parece uma árvore de natal da Amadora. É dourados, é corações, é mesmo bonito. Ainda não tinha uma teoria unificada do selo, agora já tenho: Todos os dias, pequenos funcionários públicos pegam no Paint e pacientemente procuram as mais feias e ilegíveis fontes, juntando-as como num crochet macabro a clipartes sacados do google. Depois espalham-nos sem critério, claro. Uma lenda de Carcavelos diz que há mais selos que blogs.

Etiqueta online

Não se devem recusar selos, por mais feios que sejam. Este, que mal se lê, foi a Julie que enviou. Diz aqui no verso "revelar 7 factos sobre ti, colar o selo noutro blog de seguida.". Bom, adianto:


  1. O meu nib é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  2. O meu nif é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  3. O meu niss é o 00100010001002001001001001001001010101010-3
  4. O meu signo é Carneiro, mas tenho ascendente em banana
  5. Sou canhoto. Há precisamente um mês, postei aqui um como-desenhar-camelos e ninguém reparou que distraído desenhei com a mão errada.
  6. Efectivamente, gosto de advérbios de afirmação e claramente de modo
  7. O meu BI é o 3

Agora teria de repassar o selo a 15 bloggers. Mas não passo.

Já a entrar em casa

Vou até ao Galeto depois do jantar para desenhar qualquer coisa diferente. Encontro o habitual: Empresários miseráveis, casais de velhotes, famílias de queques, os tipos do balcão todos iguais, penteados e óculos do mesmo modelo, empregados a sair de noitadas para empresários miseráveis filhos de casais de velhotes. Sempre a mesma coisa. Depois da volta mais longa de volta, a entrar na rua: Os 4 tipos na esquina do prédio a jogar à bisca em cima de um caixote do lixo, calmamente, mais à frente já à porta de casa 3 carros, 3 grupos distintos, em 2 fumam-se brocas num bebem-se superbocks, calmamente subo e calmamente meto-me a ver o Platoon.

Quarta-feira, Março 14, 2012

Surreal-capitalismo

Explorando os limites da livre-associação, a publicidade tomou a dianteira do absurdismo no quotidiano.
Longe vai o tempo em que um shampoo oferecia um pente ou uma garrafa de uisque oferecia um copo. Hoje, assim como ir comprar batatas dá desconto na depilação, um copo de uisque pode ser que ofereças um pente. Ou um shot de shampoo.
o saco do lidl a fazer de folha de plátano.

Fico à espera dos próximos pioneiros do movimento.

Segunda-feira, Março 12, 2012

Domingo no mundo

Colina, uma delas.

Performative Art

Comi dois dentes de alho.