segunda-feira, dezembro 11, 2017

Taxismo, novamente

Na universidade, uma professora muito beta dizia que só andava de taxi porque conduzir transformava as pessoas para o pior. Dizia ela que, ao volante, as pessoas mais educadas que conhecia se tornavam em animais. O facebook (e afins) tem uma função semelhante, tornando qualquer incauto num taxista. Assim que têm acesso a uma caixa de comentários pública, não há nada a fazer. Há ali algo fatídico, não acontece com mais nenhuma caixa de texto, eu escrevo emails e pareço um tipo normal, escrevo num blog e tento parecer um tipo normal, mas escrevendo numa caixa de comentários, o vocabulário retrai-se, sai tudo ao lado, ainda aceito uma resposta mas retorquir à segunda já implica insultos no pior dos casos, ou no melhor, um link para um sítio qualquer na internet que me dê razão.

Para memória futura, o tema de hoje partiu do problema de haver gente que faz voluntariado/caridade e não é honesto.

segunda-feira, dezembro 04, 2017

O café do monte vai fechar

Em tempos, tentei ganhar o hábito de ir ao Café do Monte. Agora vai fechar. Digo tentei porque era um gosto adquirido. Assim como se aprende a gostar de gin tónico, de cerveja stout, de dormir sobre pedra ao relento, ou a aguentar viver num mundo onde o Gustavo Santos tem seguidores, podia aprender a esperar 45 minutos por uma tosta. Rapidamente desisti de aprender. Mas as tostas eram boas.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Agora que já passou

Aquilo do web summit é simples. Imagine-se uma festa que se vai organizar e quer-se impressionar o patrão, ou uma festa onde se quer a miúda mais gira da escola ou uma para agradar ao senhor prior. O web summit é a junção das 3. Para garantir que toda a gente vem é preciso fazer muito barulho e oferecer tudo o que não é habitual oferecer. Quanto ao tal jantar no meio do panteão, claro que iria indignar muita gente. Tudo o que é postado nas redes sociais dá espaço a ofensas. Experimentem dizer que não gostam de gatos.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Eu sei, estou velho

Queria ter tempo para investigar a origem da sacrossantidade da calçada portuguesa. A que encontro na rua a caminho de casa, não a dos turistas que gostam dela nem dos lisboetas que vivem em ruas planas, refiro-me a aquela que escorrega enquanto lá ando e que consegue manter toda a gente em alerta vermelho para não cair. Não sei porquê, este pavimento espetacular que consegue conjugar um aspecto esteticamente apelativo com a capacidade de fazer cair transeuntes indescriminadamente tem uma legião de apoiantes que o defende com unhas e dentes. Eu continuo à espera que tenham pena ao menos dos velhotes que (como eu) escorregam e malham brutalmente no pavimento, especialmente nestes dias de chuva.

terça-feira, outubro 31, 2017

O tal ordenado mínimo

Não tenho andado a ver televisão mas parece que é a discussão do dia. O tema do ordenado mínimo era uma discussão recorrente lá por casa enquanto puto que consumia política e notícias diariamente. Obviamente, ninguém devia ganhar uma miséria. Nem que para impedir tal coisa as empresas que o fizessem desaparecessem da face da terra. Salta para 2017 e o Prezado tem outra ideia sobre isto, vá-se lá saber porquê. Agora tenho de dar razão ao meu pai dia sim dia não, é uma chatice ele não estar cá para ver isto.