sexta-feira, junho 26, 2020

No meu caso, passa-se isto

O andar sempre a ressabiar é o meu estado natural. Andando trancado em casa e já não tendo nada com que me entreter, faz com que já não tenha uma ideia nova. Nenhum hobbie funciona. Não quero saber de nada.
Espero que toda a gente que achava que prisão domiciliária era mole agora perceba que isso só é verdade para quem viva num T5 nas avenidas novas com jardim. Para a maior parte das pessoas, é o inferno.

terça-feira, junho 23, 2020

Por acaso, é ao contrário

Fiquem atentos e poderão identificar os racistas moderados: todos os que se recusam (com muita ginástica mental e negação) a acreditar que há gente mais racista que eles próprios.

terça-feira, junho 16, 2020

Algures no meio, o Padre António Vieira


Há uns anos, se queriamos ver o facebook a arder, era fazer um comentário ou partilhar uma notícia sobre animais de estimação. Os maluquinhos dos animais espumavam de raiva em cima destes posts e não havia maneira de parar os comentários de ódio. Era simplesmente uma reacção emocional, impossivel de controlar, primária. Nestes dias, esse ódio surge com outros 20 temas, até só com uma estátua pintada.
Eu não sou o gajo que vai fazer a analise profunda do que se passou com a estátua, mas como não tenho interesse nenhum nela, consigo lembrar-me do que pensei quando a vi, nova, e quando a vi, pintada.
O que lá está é um velhinho, com uma cruz na mão, com miúdos indígenas em volta. É fraquinha, como estátua.
É mal executada, para começar. A posição, a anatomia, muito estática e pouco natural. A composição, fraquinha.
Depois, é fraquinha também na ideia. Parece que o tal padre até era assim uma figura complexa, e como toda a figura que é complexa, poderia passar ideias contraditórias. Também parece que, na altura, assim a puxar para o intelectual. Vou assumir que dava uma no cravo e outra na ferradura. Ora, a porra dos indiozinhos parados a cercar a figura não explicam isso. É uma ideia básica: O padre educa os indiozinhos, os indiozinhos protegem o padre.
No fundo, a história poderia acabar assim: "A estátua é uma merda", que foi o que pensei quando a vi, há uns anos.

Mas não acaba porque há gente a confundir as coisas.
Há uns tempos, alguém pintou algumas estátuas do Porto. Os jornalistas, na altura, souberam reconhecer que não era só "vandalismo", mas que eram também "lágrimas" ou "choro". Isto é, houve algum intuito por parte de quem fez aquilo. Fossem as lágrimas mais figurativas, mais menino-da-lágrima, e haveria muito boa gente a admirar a obra. Condenariam a intervenção na mesma, mas tirando a leitura correcta.


No caso da estátua do padre, parece que assim como no caso dos animais, toda a gente - inclusive jornalistas - tirou a mão da consciência assim que leu a palavra padre - porque há aqui muito respeitinho que ainda se quer bonito e muito clickbait a ser aproveitado - e deixou as redes sociais tomar conta da narrativa.

segunda-feira, junho 15, 2020

Deixem-se de merdas

A quantidade de gente que anda aí a queixar-se que o politicamente correcto não os deixa debitar as barbaridades que leio todos os dias e a toda a hora (sem as procurar) e eu a deixar de debitar merdas realmente politicamente incorrectas só para não ter de os ouvir, porque são a maior parte da internet e cansam-me. É triste. 

domingo, junho 14, 2020

#vidasmulticolorimportammasmaisaminha

Usando uma fórmula de escrita que anda na moda nas redes, só deixará de haver racismo quando insultarem ou ameaçarem fisicamente a Joacine por ser uma pessoa e não por ser uma mulher negra.

terça-feira, junho 09, 2020

Crenças

Sou céptico desde que me lembro. Tem a ver com o meu pai, um contrarian convicto que não deixava de questionar tudo e a perceber as razões por trás das construções dos outros. 
Cristais. Deus nosso senhor. Cartas. Chás. Vibrações. Reiki. Tudo coisas que, por coincidência, só funcionam para quem acredita nelas.
Se há 20 anos pensava que a Wikipédia ia acabar com isto tudo, hoje só vejo é o Facebook e o WhatsApp a fazer-nos voltar às trevas.

Estou agora a assistir à radicalização do pessoal dos cristais. O que antes era inofensivo e ingénuo mas forrado de boas intenções deixa-se agora envolver por agendas políticas sem oferecer resistência. A propensão para acreditar em cristais, vibrações, halos e anjos rapidamente se enrola na crença nos males dos transgénicos, da Monsanto, do 5G, do Soros e num novelo muito grande de desinformação politizada embrulhada em new age. As tretas que ouvia de tempos a tempos das betas freaks e que davam para rir um bocado vão tornando-se lifestyles, aos poucos. 

sexta-feira, maio 29, 2020

Nada de novo

Aos poucos volto a sair, a vontade nem é muita. Quero a minha vida de volta. 

terça-feira, maio 26, 2020

Mais uma corrida, mais uma viagem

Os cabelos brancos são muitos, mas não me posso queixar. A quarentena transforma tudo em metáforas, agora é o corpo a ficar mole de tanta falta de movimento, mas a cabeça tem mais e mais cabelos brancos e agitam-se muito, pareço um maestro mas não conduzo nada. Estou a ver os tiques de 2008 a voltar em força, os projectos, a poesia gratuita produzida por quem não consegue cobrar nada do que faz a ninguém, porque para variar, não há dinheiro para isso.

terça-feira, maio 12, 2020

Alvoroço

Com o barulhos das redes e dos telejornais, nem consegui apreciar o estar isolado dos outros. Nesse aspecto, a minha vida não mudou muito. 80% dos meus contactos com humanos são online. Até agora, não consegui ter saudades de nada senão de comer num tasco ou de apanhar ar à beira rio. Esta incapacidade de apreciar o vazio poderá será um dia notada, mas não sei por quem. A miudagem não sabe o que é estar sozinha. Os velhos desaprenderam. Estamos todos cheios de nós e de uns dos outros.

Trancado, dia 50

A grande vitória da desinformação vê-se na quantidade de pessoas que acham que usar máscara ou não é uma decisão política, como se um virus tivesse alguma preferência partidária.

quinta-feira, abril 30, 2020

Grupos privados

A minha teoria para os grupos privados do FB é que só servem para cultivar memes contra a Joacine, o PS, a Catarina Martins e tal. Umas caixas de Petri para cultivar votantes do Chega, agitando os racistas e tirando-lhes a vergonha de dizer o que realmente pensam. Depois é só colher comentários, acrescentar uns bonecos do Costa e repetir o processo, até todos se tornarem uma massa uniforme de desinformados.

quinta-feira, abril 16, 2020

Aos poucos

Parece-me que este blog vai servindo apenas para provar que a resiliência faz parte da marca Prezado, mesmo que sem vontade, nada de muito novo para dizer e apenas à espera de um golpe de génio que melhore a escrita que aqui se faz. Ainda assim, este blog faz 14 anos.
Para memória futura, fique registrado que estamos em pleno covid19, e está tudo farto de estar em casa ou farto de não poder estar em casa.

quinta-feira, abril 09, 2020

Não quero fazer nada

Lá no trabalho ouvi gente dizer que, agora que estava em casa, não queria "trabalhar demais". Fiquei a pensar nisto.
Primeiro pensei "para quê mentir, caralho? Há gente preocupada em fazer demais? O que é que faziam antes?"
Depois pensei "Sendo verdade, como é que alguém consegue trabalhar demais nesta altura?"
Finalmente, pensei no que era importante e percebi que não estou obrigado a fazer ponta de corno.
No entanto, cá estou.

sexta-feira, março 27, 2020

Comentário mais tuga possível

"É sempre a mesma merda, não se pode ter nada bom."

terça-feira, março 24, 2020

Estou solidário

A Remax é um culto. Fico na duvida se é pior que a Herbalife ou não. Mas quem se mete nisto fica automaticamente afectado pela conversa deles e deixa de pensar autonomamente. Todas as conversas passam a ser uma oportunidade de negócio e de demonstrar que temos o mindset certo. Eu sei que é complicado, mas arranjem um emprego.

Surpresa

Estava a pensar que finalmente queria ser voluntário para alguma coisa, a febre passou-me em 3 tempos, foi só perceber que tinha de aturar gente parva como é habitual. Para isso já tenho um emprego.

segunda-feira, março 23, 2020

Já falei nisto antes

É importante dar tempo ao tempo. No trabalho também.
No sítio onde trabalhei mais devagar na vida (não tinha noção disto, achava que era tudo demasiado rápido na altura), tinha tempo para exorcisar o mau trabalho.
Começavamos por ouvir um briefing, voltavamos às nossas mesas e debitavamos todas as ideias que vinham à cabeça. Eram só ideias de merda. Todos os clichés, todas a barbaridades, todas as chalaças. Riamos um bocado.

- Ok, agora vamos lá trabalhar.
- Sim, já chega de merda.

Não é que o que viesse a seguir fosse genial. Mas tentava-se.
Muito do que se vê por aí hoje em dia não passa por este exorcismo. Não quer dizer que o mundo não tenha salvação, é só falta de tempo.


quarta-feira, março 18, 2020

A idade de ouro

Ah, os humanos. Miseráveis. Tanta teoria em tão pouco tempo. Ao fim de alguns dias, as epifanias surgem em rajada. Vendo-se apertados em casa, todos são analistas, economistas, politólogos, matemáticos, comentadores, filósofos, artistas.
O Corona serve de tudo: tanto redime como castiga, tanto vai acabar connosco como vai trazer uma idade de ouro da compreensão, da empatia, da espiritualidade, da entreajuda.
Agarrem-se à almofada, chorem baixinho à noite e tomem vitamina C. Ignorem tudo o resto, leiam ou joguem playstation, façam caravelas com fósforos, arranjem forma de vos entregarem as compras em casa. O mundo segue dentro de momentos.

sexta-feira, março 13, 2020

Agora que tenho tempo

Burros.
Estou rodeado de burros. Não há forma de explicar estatística com laranjas e maçãs aos burros que andam a tossir na rua e que acham que toda a gente tem a pretensa saude que ele têm. A vizinha da frente, que sobe 4 degraus e tem um ataque de asma, continua a entrar e a sair de casa como se não fosse nada. Daqui da janela, vejo ainda mais pessoas na rua e só espero que seja a quantidade de gente que se recusa agora a andar de autocarro e metro. Eu, que apanho 4 gripes por ano, não posso arriscar o passeio.

quarta-feira, março 04, 2020

Estamos lá quase

1. Rapidamente, a internetósfera portuguesa se encheu de ideias vindas dos states. Foi só preciso o burro do Ventur# começar a debitar conversa de café e vender a ideia de que aquilo é um discurso político em que toda a gente pode participar e de repente, descobrimos que viviamos num regime absolutista de esquerda, uma Venezuela europeia cheia de perigosos defensores do politicamente correcto, essa praga que nos veio impedir de continuar a chamar as coisas pelos nomes mas que estava a funcionar tão bem que essa gente, pobres de cristo, nem percebia como tinha direito a queixar-se até agora. Só estou à espera do estágio final do fenómeno, a chegada dos flatearthers, o canário na mina da estupidez total das redes sociais.

2. Não gostam de ouvir aqueles vox-pop à entrada dos estádios e perceber que os adeptos de futebol não usam o vocabulário do dia-a-dia e em vez disso respondem como os comentadores desportivos? Acontece mais vezes do que parece.

3. Não sei o que é pior, o Marketing ou o Coaching. Não é justo culpar sempre a publicidade pelos males do mundo. É como defender que como a escola ensina a escrever, o que o Ventur# escreve é responsabilidade da escola ou dos professores com quem aprendeu. A responsabilidade da escola é ajudar todos a perceber que ele não serve para nada. O coaching também é assim, um cancro que não serve para nada.

terça-feira, fevereiro 18, 2020

A internet dos burros

O Facebook já morreu, mas não se nota. Este blog vai durar mais que o Facebook. E que a Uber. Acreditem.
Não sei se é assim que fazem, mas eu internetadopto pessoas que tenho fé que são mesmo boas pessoas. Posso estar enganado, mas se toda a gente se enganar um pouco e internetadoptar um burro virtual, todos os dias ajuda uma pessoa no mundo real a ter uma vida melhor.
Eu tenho 2 ou 3 internetadoptados. Não é gente burra, mas comportam-se como tal porque são inocentes, desinformados, toinos.
São aqueles que ora são nazis ora são antifa, conforme a notícia falsa ou clickbait que os indigna naquele dia. Tento não ser paternalista e indicar-lhes outro ponto de vista.
Depois, há aqueles que têm a ideia que são mais espertos que os outros - Isto sou eu.
E depois há aqueles que têm a ideia que são mais espertos que os outros e ouvem Joe Rogan ou o Jordan Peterson e essa cambada que aprendeu o poder de usar palavras de 3 silabas, uns Paulos Coelhos urbano-depressivos. E esses eu quero mesmo é que se fodam mais à sua ignorancia, porque aquilo não tem cura.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Aquele cabrão do Chega que não tem outro nome

Aquele cabrão do Chega, vindo da mesma saca de putas onde vêm os astrólogos, mediuns, espiritas e vendedores de banha da cobra que vivem à custa da miséria alheia, sabe bem o que faz. É fácil dizer a pessoas que estão desesperadas, o que elas querem ouvir. Porque quem está a passar as passas do Algarve, mesmo csbendo muito bem que fazer rezas com velas caras, esfregar-se em alho da cabeça aos pés ou mandar benzer o ouro de lá de casa não lhe vai tirar o enguiço, quer ainda assim acreditar que talvez dê algum resultado, e tentar não custa. Aquele cabrão usa o mesmo estratagema - e há muito boa gente, como dizem os velhos, com-estudos-e-tudo que vai nisso - para sacar votos, a unica coisa que lhe interessa. Por isso é que não pode valer tudo, por isso é que é complicado deitar abaixo este cabrão, porque há muita gente que quer acreditar.

Preparação e revelação

A taxista queria conversa e dei-lha. Metade do caminho queixou-se dos preços das casas em Lisboa. A outra metade foi descrevendo a casa que tinha arranjado, por um bom preço. Não era um "casarão", mas era uma boa casa. Tinha 2 quartos, tinha um quintal, estava perto de todos os transportes públicos. Gabei-lhe a sorte. Depois listou-me as desvantagens de viver na margem sul, para esses desgraçados que para lá vão. Depois revelou-me a renda que pagava, menos de 400 euros. Gabei-lhe a sorte novamente.
E finalmente, revelou onde era a casa.
Bobadela.
Não consegui perguntar-lhe onde ficava a Bobadela, pareceu-me falta de educação.

sexta-feira, fevereiro 14, 2020

Desilusão

Descobrir que trabalho com alguém com menos de 25 anos que se identifica com a Iniciativa Liberal. É um atestado de falta de empatia.

quinta-feira, fevereiro 13, 2020

Auto-avaliação

Tenho olhado para histórias com ferramentas diferentes. Tenho reparado que as daqui do blog teem mais ou menos sempre a mesma estrutura. Durante anos. Parece-me que é o que toda a gente faz, conta sempre a mesma história. Vou fazer um esforço para encontrar mais uns pontos de vista. Meus mas menos previsíveis. 

sábado, fevereiro 08, 2020

Uma novidade

Pela primeira vez em muito tempo, tenho controlo sobre o meu calendário.

domingo, fevereiro 02, 2020

No fundo só tenho ouvido variações disto

- Racismo? Cá não há racismo, isso é uma invenção dos pretos. Eu cá falava menos sobre isso, que só ajuda a criar racistas.

sábado, fevereiro 01, 2020

Limite de caracteres

Uma prova viva de que o que é partilhado nas redes sociais é desenhado para criar emoções extremas, confundir, manipular e no fim, ser aproveitado para promover políticas populistas, é ver um amigo mais velho com quem já trabalhei, no dia a dia, passar de um tipo normal para o seu tempo, diga-se machista, xenófobo, sexista, homofóbico, racista mas nas doses que passavam debaixo do radar no seu tempo, isto é, só um tipo normal, um porreiraço, que se vê como o tipo normal que é, que vota PS ou PSD ou uma treta qualquer sem qualquer vontade de promover estas crenças antigas em causas, e que de repente, por partilhar as notícias e os memes que partilha, passa a ser ora anti-feminista ora racista extrema-direita ora defensor das minorias. Visto de fora, parece que às quintas votaria no Livre, às segundas no Chega (mas nunca nos partidos do "sistema", os do costume). O pior é que não há como dar a volta a isto senão explicando com muita paciência que estas notícias aparentam ser reais, mas são só manipulações. E assim que se tenta explicar algo que implica um nível extra de compreensão, uma subleitura - forma e conteudo, mensagem e mansageiro, as estrutura das estruturas - numa rede social, já se sabe qual é o resultado: zero.

Este post não vai servir para elucidar ninguém, porque é muito longo.

quarta-feira, janeiro 29, 2020

Politicamente incorrecto

Sei que isto vai ofender esses sknowflakes auto-centrados sempre preocupados com causas perdidas e que não percebem humor negro mas cá vai:
Estou tão farto de católicos betos e pseudo-católicos pseudo-betos e burros de merda como aquele da cassete dos ciganos e do RSI com a mania que devem controlar a vida dos outros com as regrazinhas de merda que inventaram para eles mesmos. Todos os dias espero que levem os seus costumes retrógrados de volta ao sítio onde pertencem, a idade da pedra num ermo qualquer longe do meu país, e que pelo caminho levem aquele troll novo do CDS que acha que por ocupar o ar com muitas palavras muito depressa passa por mais inteligente. Directo, sem passar pela casa da partida, metam-se no comboio de putas que os pariu e voltem para debaixo das pedras de onde nunca deviam ter saido. Às vezes é pena a proverbial cadeira do Salazar ter sido só uma, faziam uma fábrica delas tipo ikea e distribuiam-se à saida da missa a todos, bezuntadas em merda para escorregarem melhor.

terça-feira, janeiro 28, 2020

Tirem o Salazar do autocarro

Nunca mais andei de autocarro. Mas quando andava, todos os dias havia uma fábula qualquer sobre o tempo da outra senhora a ser contada por um velhote saudosista. Hoje não os ouço tanto, provavelmente porque começam a ser poucos, o tempo faz o seu papel. Se ouvisse um hoje, provavelmente ia dizer-lhe para ele fazer um canal de youtube em vez de perder tempo a convencer 50 pessoas de cada vez. O que no autocarro dito em voz alta é só uma barbaridade, no youtube passa a discurso político com alguma profundidade. Ainda ganhavam algum dinheiro com likes de netos de salazaristas à procura de herois.

sexta-feira, janeiro 17, 2020

Um pensamento que me dá algum descanso

Todos os politicos vivos hoje têm, mesmo remotamente, uma probabilidade de morrer a qualquer momento.

quinta-feira, janeiro 16, 2020

No outro dia

Vi uma manifestação anti-racismo na televisão. Acho que nunca vi tantos pretos portugueses (é fácil ver documentários americanos com mais) na televisão em muitos anos. E a serem entrevistados, a terem voz. No telejornal são 2, nas novelas 4, no parlamento 6. Não é medida, mas não é um sinal também? Mas não, não há racismo estrutural por cá.

terça-feira, janeiro 07, 2020

Se forem a ver

Não quero saber dos koalas, dos incêndios, do trump, do irão, dos plásticos, das baleias, do petróleo, do aquecimento, nada. A unica coisa que queria era que os programas da manhã deixassem de existir. Isso era a melhor coisa que podia acontecer ao mundo. A partir daí, aos poucos, tudo se resolveria.