domingo, janeiro 10, 2016

Navegação por instrumentos

Ficam os táxis, experiências analógicas, seguem os Ubers, bidimensionais e automáticos, uns atrás dos outros. O espaço mental que percorrem é gentrificado como a cidade e retirá-los dessa área nobre da cidade retira-lhes ainda mais a humanidade. Se conduzir para a Uber é uma vigília permanente, fora dessa zona de conforto o silêncio é absoluto e passam a olhar mais para o GPS que para o caminho, sabendo que não podem confiar completamente na máquina, sem um mapa mental comum com os passageiros. Leia-se, para lá do Califa é só dragões.

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