segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Zé Gato

Ia eu pela cidade, perdido como sempre, e ao pé da Cervejaria Portugália vejo uma cara ligeiramente conhecida , à porta. Pensei que era um vizinho fora do contexto e assim difícil de associar de onde o conheceria. Era o Orlando Costa, o Zé Gato. Era a figura do desalento, um pobre de Deus. Abatido. Fiquei ideia que o Orlando se deixou envolver demasiado na personagem. O mesmo bigode, 30 anos depois, o mesmo cabelo.
Deixo a letra do genérico, que fala de um polícia incorruptível.

A cidade é p'ra fazer dinheiro
E se tu és um tipo inteiro
Vais passar um mau bocado
Vais ver o que custa não ser ouvido
No meio de tanto homem vendido
Em silêncio comprado
Quem és tu, Zé Gato?
O que é te te faz correr
Pelos cantos mais sujos, nesta terra
Tu já deves saber
Que mesmo quando vences batalhas
Estás longe de acabar com a guerra
Quem és tu, Zé Gato?Mas tu és teimoso, como um burro
Vem na luva ou vem a murro
Nada te faz desistir
A luta é de vida, ou de morte
Mas a consciência é mais forte
E não te deixa fugir
Quem és tu, Zé Gato?
O que é te te faz correr
Pelos cantos mais sujos, nesta terra
Tu já deves saber
Que mesmo quando vences batalhas
Estás longe de acabar com a guerra
Quem és tu, Zé Gato?

Estranho é que a série é de 1979 e eu lembro-me bem disto. Tinha 4 anos, porra.

2 comentários:

Damião Lobo disse...

Se bem me lembro, a mesma série foi retransmitida por volta de 1983 ou 1984, teria eu uns cinco ou seis anos de idade. Acredita, não estranho que te recordes. A imagem daquele tipo duro, mas justo; por vezes agressivo, mas honesto - toda a nossa geração ficou marcada pela personagem e pela série.

Pedro Homero disse...

Esta série marcou a minha infância também (mas também a devo ter visto numa repetição, pois sou de 1975). A música do genérico faz com que uma lagrimita tenha pretensões a saltar fora dos olhos. Obrigado pela letra - que pena que não o fotografasses, no entanto.