quinta-feira, setembro 23, 2010

Aponto para o Saldanha

Esbarro no advogado do bibi, à porta de um restaurante. Tinha mesmo cara de culpado, o cabrão. Continuo até ao cinema de que não me lembro o nome, mas que tem um centro comercial que não tinha reparado. Tem, na cave, uma casa com uma sala onde se pode fumar cachimbo de água.  Não tem muita gente. Explorado este insólito, sigo até à Casal Ribeiro.
Encontro outro cinema mais à frente. É o CineBolso. A piada fácil passa por associar duas coisas: os cartazes à porta só anunciam filmes porno e há alguns homens à porta de mãos no bolsos. Tantos caminhos.
À volta, as meninas fáceis estão a entrar no Indiano do costume, onde invariavelmente chegam de taxi.
Palacete ikea-retro.
O cabrão do gato está a mastigar-me as meias.
O outro cabrão do gato está a abrir-me as gavetas.

3 comentários:

Crente disse...

Eu gosto dos teus gatos. Fazem os meus parecerem normais.

Prezado disse...

há gatos normais?

Bom, o gato preto é um gato normal. Simplesmente gosta de abrir-me as gavetas quando estou de costas, e sacar-me a roupa de lá de dentro. tirando isso, é calmo.

Não são meus, senão já tinha resolvido estas questões...

Crente disse...

Quando agem todos de maneira tão parecido, gosto de os considerar normais. Os de casa abrem gavetas, portas de armários e as máquinas de lavar e a de secar roupa. São ligeiramente excêntricos dentro da sua normalidade. E não tenho como resolver, que são meus. Mas tem dias...