quarta-feira, setembro 22, 2010

Deixei que o perfume a desinfectante me inundasse, enquanto improvisava um garrote

Parece que a a minha companheira de casa - vou largar o "flatmate" por agora - tinha contratado uma senhora brasileira para dar um jeito na casa. Parece que a senhora já era conhecida, de confiança, e a precisar de trabalho. Já cá tinha vindo antes, abri-lhe a porta mas não chegou a entrar, tinha havido uma troca nas datas. Hoje era para ter aparecido. Parece que a senhora afinal é daquelas religiões que não permite um homem e uma mulher sozinhos em casa. Assim que percebeu que ia estar com o estripador do Saldanha  - serei eu esse facínora - sozinha em casa, do alto da sua sensualidade irresistível, de luvas de borracha amarelas e com aquele perfume irresistível a desinfectante multiusos, fugiu. Nunca mais foi vista, dizem.

16 comentários:

Pipoca dos Saltos Altos disse...

Tás a gozar...

Prezado disse...

Olha, outra incauta. Chega aqui Pipoca, não te vou fazer n.... KAPOW!

Acho que sim, não me admira nada. Já morei ao lado de mormons durante anos e eles são um bocado restritos nisto, também.

senhorita valdez disse...

tens-te em muito boa conta, ó prezado. a senhora deve-se ter lembrado que deixou a sopa ao lume e não teve tempo a perder com explicações.

Prezado disse...

Ela não pode fazer sopa. Teria de mexer em vegetais oblongos e toda a gente sabe que o demónio vive neles...

Patife disse...

Olha a sonsa... Não se faz. Venham cá falar de desemprego que o Patife conta uma história, que na verdade é o que mais gosta de fazer.

Menina Veneno disse...

Não que não me tenha divertido imenso com o texto... mas há já umas horas que me assalta à mente essa essa imagem dos demónios que vivem nos vegetais oblongos...LOL

Prezado disse...

Os comentários deixam-me demasiado ansioso, por isso:

Pipoca, podes continuar catatonica no chão da cozinha.
Madame Valdez, Menina veneno, considerem-se inconscientes com um trapo com clorofórmio a partir deste momento, enquanto procuro uma corda. Patife, foste pendurado pela nuca num gancho do bengaleiro. Menina Veneno, enrolada cortina do chuveiro, dentro da banheira.

E fiz um exorcismo nos vegetais, cozi-os. não há demónio que resista.

Menina Veneno disse...

E isso é antes ou depois?

Mak, o Mau disse...

C'o a breca. baldou-se que foi uma limpeza.

Isso é religião para proibir qualquer tipo de tipo de enchido, está-se mesmo a ver...

Prezado disse...

Menina veneno, é em vez de.

Menina Veneno disse...

Em vez de me estripar???
Não me diga que a conversa dos vegetais demoniacos o traiu?

Ps-brincadeirinha...

Prezado disse...

Já os fervi, são inofensivos agora.

Capitu disse...

Sim, senhora... isso sim é uma mulher a dias honesta e integra... dá-me lá o contacto que é para eu a trazer cá a casa... assim, tenho a certeza que não mexe no meu Bento!

Prezado disse...

Pitu, o problema é que não só nem lhe toca no bento, como nem sequer cria um minimo de oportunidades para isso, tipos esbarrar com ele sem querer a caminho do sonasol.

Se ele andar em casa disfarçado de gaja...

S* disse...

Não fosses tu atacá-la...

Prezado disse...

S* cai redonda no chão, abatida pelo som seco de um escuro e pesado falcão maltês. pof.