domingo, setembro 19, 2010

Noite de debate

Ontem os copos foram animados com uma discussão importante: a selecção de elementos do sexo oposto. Sendo que somos sempre a 2ª escolha de alguém, como chegamos a esta escolha, frente às inúmeras imperfeições do outro? conclusões da noite: Aparentemente, nós escolhemos por eliminação, as mulheres por permissão - explico isto mais a fundo se for preciso. Mas, sabemos, nisto das escolhas, as mulheres é que fazem tudo, tendo ainda tempo e habilidade para trabalhar a ilusão de que no fundo, nós estamos a escolher alguma coisa. Um favor que nos fazem, para nos sentirmos uns campeões. Género recompensa-pelo-esforço. Por isso, fiquei na mesma. Ainda não é desta que há uma teoria geral unificada. Se calhar o Capitão saberá.

10 comentários:

M. disse...

Temos capacidade de vos fazer acreditar que temos esse tipo de controlo. Não quer dizer que o tenhamos. É tipo a hipotética ocorrência de ménages: vocês sabem que quase de certeza que não vai acontecer, mas conseguimos deixar-vos ali no limbo do "A sério? A sério?".

Digo eu.

Prezado disse...

Sim, é conhecida a vossa atempadamente-inesperada-lascividade de ocasião, mas ainda assim, não me digas que não és tu que escolhes com quem vais, desde o inicio, e digo mesmo, com uma antecedencia psicopaticamente calculada, tipo: "um dia este gajo vai ser meu. Nem que seja daqui a 10 anos."
Mas aqui a questão principal girava à volta da Escolha, face à presença de defeitos comprometedores.

M. disse...

Não, meu caro Prezado, lamento desiludir, mas não possuo esse tipo de antecipação maquiavelicamente manipuladora. :)

E francamente, é fugir de quem possua essa capacidade de planeamento a longo prazo.

Mas não diria que não a um tiny bit desse poder. Afinal de contas, bitches rule the world.

Prezado disse...

Mau, assim estás a eliminar quase metade da humanidade. Não é maquiavélico, é a vida. Faz parte.

E há planeamentos e planeamentos. Teres alguém debaixo de mira há muito tempo é francamente natural e saudável. Enconadamente saudável.

M. disse...

Estar debaixo de olho, é uma coisa. Olhar para a pessoa e pensar que nem que seja daqui a 10 anos, há-de gritar pela santíssima trindade, é outra coisa. E para mim, isso tem qualquer coisa de maquiavélico.

"Teres alguém debaixo de mira há muito tempo é francamente natural e saudável."

Muito tempo é mais para o frustante, pá! Na minha terra chamam-se-lhes "os coninhas" ou "conas de sabão".
A não ser que já haja teasing. Nesse caso é prolongar até ficar em ponto de rebuçado.

Prezado disse...

"Gritar pela santissima trindade", muito bom.
Como te disse, enconadamente saudável. Sabe-se lá, pá. Pode haver tanta coisa pelo caminho.

M. disse...

O problema é esse, Prezado. Estamos tão ocupados a validar/avaliar (em alguns casos, a pontapear) os/as duques que nos aparecem no caminho, que não reparamos naqueles que nos estão a dar passagem.

(Isto foi muito "Moisés e Mar Vermelho", não foi?! :) Ahhh, se a minha catequista me visse agora.)

Prezado disse...

M., para isso citavas a alegoria da casa construida sobre areia/sobre rocha, é bem mais impactante.
Mas foi bonito, comoveu-me. Especialmente depois um dialogo com tanto prefixo e sufixo à volta de "cona"

M. disse...

Não seja por isso, caro Prezado. Também sou fã da palavra Patareca. Aliás, não só sou fã, como partilho contigo um dos melhores posts alguma vez escritos, que é quase uma ode à dita...;)

http://bitaites.org/reflexoes-sobre-a-patareca

Prezado disse...

já não ia o Bitaites há seculos. Muito bom o post. :D