terça-feira, abril 05, 2011

Amsterdam III

A comida. Como é hábito nas grandes capitais, o que há menos em Amsterdão são holandeses. Por isso, não conseguiram ainda explicar aos coreanos, chineses, paquistaneses, ruandeses e afins como fazer o mais complexo prato tradicional que conheci: batatas fritas com maionese. Juro que é vendido como "típico". Há outras coisas muitas mas com este mesmo ar plástico e desinteressante. Conclusão absoluta? Querem viajar para comer bem? apanhem o 28 e vão a um tasco na Graça. Ganha-se mais.
Vondel Park. Ajudo na tradução: é um parque. Ao fim de semana, é ver todo o tipo de gente de todas as idades a juntar-se em picnic, copo de vinho na mão e estão nisto toda a tarde, na conversa, a curtir a relva, os passarinhos e a deixar tudo cheio de lixo - sim, não há só tugas porcos, há na holanda holandeses porcos não digam que é um exclusivo do nosso país este tipo de merdas, poupem-me. Para compensar, eles têm uma classe politica ligeiramente melhor. Não se pode ter tudo. Lixo no parque ou políticos decentes?
Atravessei o Vondel Park umas 6 vezes, 4 de bicicleta. Só nisto, perdi uns 3 kg.

6 comentários:

Manuela disse...

Querido Prezado, estou a gostar muito desta tua viagem/saga :)
Já viste as casas inteligentes? E tulipas? Queremos imagens das tulipas...
Beijinhos ;)

headache disse...

Como morador na Holanda, permite-me uma achega sobre os políticos: Embora a maioria seja competetente e séria, estes tipos têm (e votam) num tipo chamado Geert Wilders (google it). Bando de burros.

Prezado disse...

Já tinha visto esta peça... Parece bom rapaz, sim.
Headache, como é que te safas com a comida? estes tipos não comem nada de jeito. Se não tivessem emigrantes estavam lixados, só comiam batatas.

headache disse...

Prezado Prezado:

Ao almoço como sandes, como toda a gente neste país. Não tenho cantina no emprego nem outras hipóteses perto (apenas um Burger King) que me possam satisfazer na meia-hora de almoço.

Ao jantar, sou eu que o faço, leva tudo um gostinho português. Faço semi-importação paralela de chouriço e bacalhau, como bom emigra que sou.

Peixe aqui é para esquecer, mesmo numa Roterdão é difícil encontrá-lo fresco, só em dias de mercado, e mesmo assim...

Prezado disse...

Mas como? com tanta água não há peixe? o que é que fazem, fumam-no?
Que tortura. Com o esforço diário que faço para aguentar pela hora do almoço, isso era a minha infelicidade. A vida sem tascos é atroz.

headache disse...

Muitos restaurantes não abrem ao almoço sequer, quanto mais...

Não falei verdade: eles gostam muito de comer arenque crú, mas mesmo esse costuma ser enfiado em barris e congelado, descongelando-se antes de consumir, com cebola por cima (igualmente crua). Peixe fumado: cavala. Não gosto do sabor. Peixe no supermercado é essencialmente salmão e bacalhau (há outros, como solhas e trutas), mas já tudo limpo sem espinhas nem pele nem cabeça.

É uma tristeza, é verdade.